Q1 2026 Banco Santander Brasil SA Earnings Call
Speaker #2: Bom dia a todos. Obrigada por estarem conosco para acompanhar a nossa videoconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026. Estamos ao vivo aqui da nossa sede em São Paulo e vamos dividir esse evento em duas partes.
Camila Stolf Toledo: Estamos ao vivo aqui da nossa sede em São Paulo e vamos dividir esse evento em duas partes. Primeiro, o Mario Leão vai falar sobre os principais destaques do trimestre e os direcionamentos para o nosso crescimento nos próximos períodos, além de uma análise do nosso desempenho financeiro. Depois, teremos a sessão de perguntas e respostas. Nesse momento, teremos também a presença do nosso CFO, Carlos Muniz. No momento das perguntas, você vai observar três opções de áudio na tela: em português, em inglês ou o áudio original. Pra você escolher a sua opção, basta você clicar no botão que está na parte inferior da sua tela. Pra fazer uma pergunta, você precisa clicar no ícone de mão, também na parte inferior da sua tela. A apresentação que faremos agora já está disponível pra download no nosso site de RI.
Speaker #2: Primeiro, o Mario Leao vai falar sobre os principais destaques do trimestre e os direcionamentos para o nosso crescimento nos próximos períodos. Além de uma análise do nosso desempenho financeiro.
Speaker #2: Depois, teremos a sessão de perguntas e respostas. Nesse momento, teremos também a presença do nosso CFO, Carlos Muniz. No momento das perguntas, você vai observar três opções de áudio na tela.
Speaker #2: Em português, em inglês ou o áudio original. Para você escolher a sua opção, basta você clicar no botão que está na parte inferior da sua tela.
Speaker #2: Para fazer uma pergunta, você precisa clicar no ícone de mão também na parte inferior da sua tela. A apresentação que faremos agora já está disponível para download no nosso site de RI.
Speaker #2: E agora, eu passo a palavra ao Mário para iniciar a apresentação.
Camila Stolf Toledo: Agora eu passo a palavra ao Mário pra iniciar a apresentação.
Speaker #3: Obrigado, Camila. Bom dia a todos. prazer estar aqui mais uma vez. 10:02 começando. Eu queria começar e vocês vão ver que a apresentação está nesse trimestre pouco mais enxuta.
Mário Leão: Obrigado, Camila. Bom dia a todos. É um prazer tá aqui mais uma vez. 10:02 AM, começando. Eu queria começar. Cês vão ver que a apresentação tá nesse trimestre um pouco mais enxuta. A gente quer poder cobrir as grandes mensagens mais rápido e poder partir pro Q&A, que a gente obviamente gosta muito de interagir com vocês. Começando com o resultado, na ponta esquerda embaixo, a gente tem um lucro que cês já viram que ele cai no tri contra tri, marginalmente ano contra ano. Eu vou depois entrar mais no detalhe da dinâmica que constrói esse lucro trimestral, de BRL 3.8 bi, arredondando. Eu gostaria de destacar mais o dado que a gente traz aqui com destaque, que é da evolução do lucro antes do imposto.
Speaker #3: A gente quer poder cobrir as grandes mensagens mais rápido e poder partir para o Q&A. Que a gente obviamente gosta muito de entreter com vocês.
Speaker #3: Começando com resultado, na ponta esquerda embaixo, a gente tem lucro que vocês já viram que ele cai no tri contra tri marginalmente ano contra ano.
Speaker #3: Eu vou depois entrar mais no detalhe da dinâmica que constrói esse lucro trimestral. De 3,8B arredondando. Mas eu gostaria de destacar mais o dado que a gente traz aqui com destaque que é da evolução do lucro antes do imposto.
Speaker #3: A gente esse tri cresce 5,4% o lucro antes do imposto, o que significa que a operação orgânica do banco está crescendo na direção na qual a gente vem trabalhando aí ao longo dos últimos anos.
Mário Leão: Esse tri cresce 5.4 o lucro antes do imposto, o que significa que a operação orgânica do banco tá crescendo na direção na qual a gente vem trabalhando aí ao longo dos últimos anos. A execução nossa, e a gente vai ver depois linha a linha, converge prum lucro, é, antes do imposto de um crescimento anualizado acima de 20%. A gente, com isso, na prática, passa a pagar mais imposto do que a gente pagou no último tri, ao longo do ano passado todo, que foi um ponto que analistas e investidores, é, nos questionaram, desafiaram. A gente tá evoluindo exatamente na direção do que a gente se comprometeu de aumentar a base tributável do banco. Tem movimentos associados à operação orgânica, claro, que geram isso.
Speaker #3: Então, a execução nossa e a gente vai ver depois linha a linha converge para lucro antes do imposto de crescimento anualizado acima de 20%.
Speaker #3: A gente com isso na prática passa a pagar mais imposto do que a gente pagou no último tri ao longo do ano passado todo, que foi ponto que analistas e investidores nos questionaram, desafiaram.
Speaker #3: Então, a gente está evoluindo exatamente na direção do que a gente se comprometeu de aumentar a base tributável do banco. Tem movimentos associados à operação orgânica, claro.
Speaker #3: Que geram isso. E tem também movimentos de como a gente está evoluindo as várias entidades do Santander Brasil na direção de ter mais lucro no veículo do banco e com isso uma maior capacidade de absorção do nosso estoque de DTAs, que é tema de capital de rentabilidade e por que não de resultado bastante relevante.
Mário Leão: Tem também movimentos de como a gente tá evoluindo as várias entidades do Santander Brasil na direção de ter mais lucro no veículo do banco e, com isso, uma maior capacidade de absorção do nosso estoque de DTAs, que é um tema de capital, de rentabilidade e, por que não, de resultado bastante relevante. A gente pode falar mais disso depois. Como esse lucro antes do imposto cresce, como isso acontece nas macrolinhas? A gente tem uma margem financeira que cresce Q3 contra Q3 3.1%. A gente vai depois destacar pelas sublinhas. Claramente, tem um efeito grande aqui de mercados.
Speaker #3: A gente pode falar mais disso depois. Como esse lucro antes do imposto cresce, como isso acontece nas macrolinhas? A gente tem uma margem financeira que cresce tri contra tri 3,1%.
Speaker #3: A gente vai depois destacar pelas sublinhas. Claramente tem efeito grande aqui de mercados. Eu já vou contar um pouco para vocês como a gente gere na prática o banco.
Mário Leão: Eu já vou contar um pouco pra vocês como a gente gere, na prática, o banco, olhando menos o que é mercado e o que é passivo de clientes, e sim olhando a margem, o perímetro como um todo do passivo do banco. Sem dúvida, é uma evolução positiva. A gente tem uma queda, que é bastante sazonal, em comissões de 5.5%. Depois cês vão ver linha a linha aonde cai, o que é esperado até que caia, aonde sobe. A gente tem pontos bem positivos na linha de comissões pra comentar. Sem dúvida, a gente quer mais e a gente quer continuar evoluindo e crescendo comissões desproporcionalmente em relação à carteira. Esse tri, a gente tem isso, na visão anualizada. A gente cresce 1.6x as comissões em relação à carteira e a gente vai continuar buscando isso.
Speaker #3: Olhando menos o que é mercado e o que é passivo de clientes, e sim olhando a margem, o perímetro como um todo, do passivo do banco.
Speaker #3: Mas sem dúvida é uma evolução positiva. A gente tem uma queda que é bastante sazonal em comissões de 5,5%. Depois vocês vão ver linha a linha aonde cai o que é esperado até que cai, aonde sobe.
Speaker #3: A gente tem pontos bem positivos na linha de comissões para comentar. Sem dúvida a gente quer mais e a gente quer continuar evoluindo e crescendo comissões desproporcionalmente em relação à carteira.
Speaker #3: Esse tri a gente tem isso na visão anualizada. A gente cresce 1,6 vezes as comissões em relação à carteira e a gente vai continuar buscando isso.
Speaker #3: O nosso ROE, por efeito matemático, claro. O numerador diminuindo na visão trimestral e o PL médio subindo, que é o denominador, na prática o ROE volta para 16%.
Mário Leão: O nosso ROE, por um efeito matemático, claro, o numerador diminuindo na visão trimestral e o PL médio subindo, que é o denominador, na prática, o ROE volta pra 16%. Não é um número estrutural, é um número, eu diria, contábil. A gente, sem dúvida, continua com a missão de buscar um ROE que ao longo do ano volta a crescer, que vai buscar um ROE médio, compatível e acima do que a gente teve ano passado. A nossa meta de buscar, não como meta definitiva, mas como degrau importante, o ROE de 20%, tá absolutamente reforçada e chancelada, e a gente tá trabalhando organicamente pra entregar esse banco nos próximos 2 years. O nosso número de custos de crédito fica praticamente estável. Ele, na verdade, cai um pouquinho no tri, e a gente vai falar mais em detalhe.
Speaker #3: Não é número estrutural, é número eu diria contábil. A gente tem dúvida continua com a missão de buscar ROE que ao longo do ano volta a crescer.
Speaker #3: Que vai buscar ROE médio compatível e acima do que a gente teve ano passado. E a nossa meta de buscar não como meta definitiva, mas como degrau importante o ROE de 20%.
Speaker #3: Está absolutamente reforçada e chancelada. E a gente está trabalhando organicamente para entregar esse banco nos próximos dois anos. O nosso número de custo de crédito fica praticamente estável.
Speaker #3: Ele na verdade cai pouquinho no tri. E a gente vai falar mais em detalhe. E a eficiência por conta da melhora nas receitas e a gestão de gastos bem controlada.
Mário Leão: A eficiência, por conta da melhora nas receitas e a gestão de gastos bem controlada, cês vão ver que é uma ótima entrega do tri. A eficiência melhora 110 pontos no trimestre. A gente tem um slide só que a gente fala mais de estratégia, de dados mais quali, e depois eu vou entrar nos números. Vale comentar, como sempre, a gente começa com o cliente. O cliente sendo o centro, não dá pra deixar de cobrir numa página. Do lado esquerdo, a gente fala a evolução de números. A gente cresce 6 numa base anualizada, base de clientes totais e 3 clientes ativos. A gente continua crescendo a franquia. Obviamente, importa mais ainda quanto que eu extraio de todos esses clientes ativos, a principalidade.
Speaker #3: Vocês vão ver que é uma ótima entrega do tri. A eficiência melhora 110 pontos no trimestre. A gente tem slide só que a gente fala mais de estratégia e de dados mais quali.
Speaker #3: E depois eu vou entrar nos números. Mas vale comentar como sempre a gente começa com o cliente. O cliente sendo o centro não dá para deixar de cobrir numa página.
Speaker #3: Do lado esquerdo a gente fala a evolução de números. A gente cresce 6 numa base anualizada, a base de clientes totais e 3 clientes ativos.
Speaker #3: Então a gente continua crescendo a franquia. Obviamente importa mais ainda quanto que eu extraio. De todos esses clientes ativos. A principalidade. Vocês vão ver alguns dados nos quais a gente mostra como a gente está conseguindo ressignificar a nossa relação.
Mário Leão: Cês vão ver alguns dados nos quais a gente mostra como a gente tá conseguindo ressignificar a nossa relação, focar num massivo cada vez mais cirúrgico e mais produtivo em termos de rentabilidade. A gente tá evoluindo na franquia de clientes continuamente. Claro que a gente quer mais. À direita, eu dou destaque a algo bem significativo que a gente acaba de lançar, então aqui tem tinta fresca na notícia. A gente lançou esses dias o nosso Santander Rewards, que é uma das entregas mais importantes nesses vários anos que eu lidero o banco, e que a gente, pela primeira vez, traz a relação do cliente como um todo pra forma como a gente prestigia o cliente em pontos, em benefícios, e vantagens.
Speaker #3: Focar num massivo cada vez mais cirúrgico e mais produtivo. Em termos de rentabilidade. Então a gente está evoluindo na franquia de clientes continuamente. E claro que a gente quer mais.
Speaker #3: E à direita eu dou destaque a algo bem significativo que a gente acaba de lançar. Então aqui tem tinta fresca. Na notícia. A gente lançou esses dias o nosso Santander Rewards.
Speaker #3: Que é uma das entregas mais importantes nesses vários anos que eu lidero o banco. E que a gente pela primeira vez traz a relação do cliente como todo para a forma como a gente prestigia o cliente.
Speaker #3: E em pontos, em benefícios e vantagens. Então ao invés da relação cartão que nós e toda a indústria sempre teve. Você consome tanto, tem tantos pontos, tem isenção, etc.
Mário Leão: Ao invés da relação cartão, que nós e toda a indústria sempre teve, você consome tanto, tem tantos pontos, tem isenção, etcétera, a gente agora olha a relação do cliente como um todo. De fato, prestigia o cliente aqui, prestigia o Santander e faz isso de uma forma didática, de forma com bastante engajamento, quase que com uma gamificação. A gente, com isso, traz de forma dinâmica e multicanal, o cliente cada vez mais perto. Um grande lançamento. A gente vai fazer uma campanha que começa no sábado, junto dum show que a gente vai patrocinar bem grande, talvez o maior evento de música do ano lá no Rio. A gente vai, com isso, evoluir mais ainda uma franquia de clientes e, especificamente, cartões, que é já um dos nossos grandes pilares, como vocês vão ver nos números.
Speaker #3: A gente agora olha a relação do cliente como todo. E de fato prestigia o cliente que prestigia o Santander. E faz isso de uma forma didática, de forma com bastante engajamento.
Speaker #3: Quase que com uma gamificação. E a gente com isso traz de forma dinâmica e multicanal o cliente cada vez mais perto. Então grande lançamento.
Speaker #3: A gente vai fazer uma campanha que começa no sábado. Junto de show que a gente vai patrocinar bem grande. Talvez o maior evento de música do ano lá no Rio.
Speaker #3: E a gente vai com isso evoluir mais ainda uma franquia. De clientes e especificamente cartões que é já dos nossos grandes pilares. Como vocês vão ver nos números.
Speaker #3: Aqui no direto já para os dados. Para a gente ser bem produtivo. Focando em carteira. A gente continua exatamente na mesma linha que eu venho comentado de forma bastante repetitiva.
Mário Leão: Aqui indo direto já pros dados, pra gente ser bem produtivo. Focando em carteira, a gente continua exatamente na mesma linha que eu venho comentado de forma bastante repetitiva, no bom sentido, com vocês já há alguns anos. A cabeça do Santander é de crescer, sem dúvida, mas crescer com qualidade, crescer com disciplina de alocação de capital, crescer com disciplina de gestão da rentabilidade marginal de cada desembolso. Cada um dos segmentos que a gente produz todo dia, e vocês podem imaginar, a gente produz muitas centenas de milhões todos os dias, desde o massivo até o private, desde a pequena empresa até o grande cliente ultra large corporate, a gente olha a gestão marginal de rentabilidade do ativo e rentabilidade do cliente a cada desembolso. E a gente tem feito isso, na minha visão, de forma impecável ao longo dos últimos anos.
Speaker #3: No bom sentido com vocês já há alguns anos. A cabeça do Santander é de crescer sem dúvida. Mas crescer com qualidade. Crescer com disciplina de alocação de capital.
Speaker #3: Crescer com disciplina de gestão da rentabilidade marginal de cada desembolso. Então cada dos segmentos que a gente produz todo dia. E vocês podem imaginar a gente produz muitas centenas de milhões todos os dias.
Speaker #3: Desde o massivo até o private. Desde a pequena empresa até o grande cliente ultra large corporate. A gente olha a gestão marginal de rentabilidade do ativo.
Speaker #3: E rentabilidade do cliente a cada desembolso. E a gente tem feito isso na minha visão de forma impecável ao longo dos últimos anos. Claro que é expost e a gente avalia.
Mário Leão: Claro que ex-post a gente avalia. Na verdade, a cada mês a gente vai avaliando a performance de tudo isso e vai retroalimentando o nosso sistema de originação. As safras que a gente vem produzindo nos últimos anos, a gente tem produzido tal qual a gente esperava e, obviamente, isso vai misturando, no bom sentido, com as safras mais antigas e fazendo um portfólio cada vez melhor. Quando vocês veem um crescimento plano pra levemente negativo, eu olho de forma positiva pra essa construção e vejo que na PF a gente tá caindo, mas a gente esperava cair na PF. A gente esperava cair na PF, porque na baixa renda a gente tá reduzindo alguns pontos percentuais no tri. Isso é técnico, isso é científico. A gente tá fazendo de forma programática e isso é o nosso de-risking da baixa renda acontecendo em full force.
Speaker #3: Na verdade a cada mês a gente vai avaliando a performance de tudo isso. E vai retroalimentando o nosso sistema de originação. Mas as safras que a gente vem produzindo nos últimos anos.
Speaker #3: A gente tem produzido tal qual a gente esperava. E obviamente isso vai misturando no bom sentido. Com as safras mais antigas. E fazendo portfólio cada vez melhor.
Speaker #3: Então quando vocês veem crescimento plano para levemente negativo. Eu olho de forma positiva para essa construção. E vejo que na PF a gente está caindo.
Speaker #3: Mas a gente esperava cair na PF. A gente esperava cair na PF porque na baixa renda. A gente está reduzindo alguns pontos percentuais. No tri.
Speaker #3: E isso é técnico. Isso é científico. A gente está fazendo de forma programática. E isso é o nosso de risking da baixa renda acontecendo.
Speaker #3: Em full force. A gente está já há alguns anos fazendo isso. A gente imagina que em 26. E parte de 27 a gente ainda vai completar esse de risking da baixa renda.
Mário Leão: A gente tá já há alguns anos fazendo isso. A gente imagina que em 2026 e parte de 2027, a gente ainda vai completar esse de-risking da baixa renda. Ele leva mais tempo porque a carteira de baixa renda é a carteira com duration mais alto que a gente tem, então leva um pouco mais de tempo, mas a gente tá fazendo isso com o máximo de velocidade que a gente pode. Esse portfólio run-off da baixa renda, como a gente chama, faz com que a carteira da PF tenha uma ancoragem de crescimento. Essas fichas de capital que eu gero, baixando a minha baixa renda, eu realoco, bom, na própria baixa renda, que eu quero crescer, e tem uma parte grande que eu quero crescer, e aloco na alta renda e nos outros segmentos.
Speaker #3: Ele leva mais tempo porque a carteira de baixa renda é a carteira com duration mais alto que a gente tem. Então leva pouco mais de tempo.
Speaker #3: Mas a gente está fazendo isso com o máximo de velocidade que a gente pode. Então esse portfólio run-off da baixa renda. Como a gente chama.
Speaker #3: Faz com que a carteira da PF tenha uma ancoragem de crescimento. Mas essas fichas de capital que eu gero baixando a minha baixa renda.
Speaker #3: Eu realoco. Bom na própria baixa renda que eu quero crescer. E tem uma parte grande que eu quero crescer. E aloco na alta renda e nos outros segmentos.
Speaker #3: O blend disso é uma queda na PF. Mas não é uma queda na PF que nos preocupa. Essa queda também tem efeito sazonal em cartões dada a sazonalidade.
Mário Leão: O blend disso é uma queda na PF, mas não é uma queda na PF que nos preocupa. Essa queda também tem um efeito sazonal em cartões, dada a sazonalidade de Q1 contra Q4. Como eu falei, a nossa franquia de cartões é um dos carros-chefe da franquia e tem ido super bem. A gente teve um Q4 recorde, com meses sobre meses de faturamento recorde e, naturalmente, no Q1 isso cai. Vocês vão ver isso também em comissões. O crédito imobiliário, por exemplo, a gente tá evoluindo bastante bem a franquia. A gente cresce no Q, cresce quase 2 dígitos ou um pouco acima de 2 dígitos no ano.
Speaker #3: De primeiro tri contra quarto tri. Como eu falei a nossa franquia de cartões é dos carros chefe da franquia. E tem ido super bem.
Speaker #3: A gente teve quarto tri recorde, com meses sobre meses de faturamento recorde. E, naturalmente, no primeiro tri isso cai. Vocês vão ver isso também em comissões.
Speaker #3: Mas o crédito imobiliário por exemplo. A gente está evoluindo bastante bem a franquia. A gente cresce no tri. Cresce quase dois dígitos. os. Ou pouco acima de dois dígitos no ano.
Speaker #3: E vale destacar no imobiliário. Que o home equity que a gente chama aqui do Use Casa. É produto no qual o Santander é líder.
Mário Leão: Vale destacar no imobiliário que o home equity, que a gente chama aqui do Usecasa, é um produto no qual o Santander é líder e a gente tá crescendo a originação em 13 pontos relativamente ao imobiliário tradicional. Ou seja, a gente tá fazendo muito mais home equity do que a gente jamais fez. A gente tá com uma originação mensal que tá aí batendo BRL 350, quase BRL 400 million, que é praticamente o dobro do que a gente fazia há 1 ano atrás. Em consumer finance, a gente tem um crescimento positivo, ainda que menor no tri. Aqui a gente vai mais acompanhar o mercado.
Speaker #3: E a gente está crescendo a originação, em 13 pontos, relativamente ao imobiliário tradicional. Ou seja, a gente está fazendo muito mais home equity do que a gente jamais fez.
Speaker #3: A gente está com uma originação mensal que está aí batendo R$350, quase R$400 milhões, que é praticamente o dobro do que a gente fazia há um ano atrás.
Speaker #3: Em financiamento ao consumo. A gente tem crescimento positivo. Ainda que menor no tri. Aqui a gente vai mais acompanhar o mercado. A gente não quer ter crescimento desproporcional em relação ao mercado.
Mário Leão: A gente não quer ter um crescimento desproporcional em relação ao mercado, porque a gente já é o líder, e a gente, ao tomar mais risco do que o mercado, a gente, na prática, vai tá diluindo a originação que a gente tem feito super bem. A financeira é uma das joias da coroa aqui, a gente tem um orgulho danado dela, mas ela precisa ser feita de forma controlada e comedida, e o cenário macro, obviamente, não comporta a gente crescer de forma acelerada aqui. Vocês veem que na visão ano contra ano, a gente ainda tem um crescimento de 14 na financeira. Vale destacar: em veículos elétricos, de cada dois veículos elétricos financiados no Brasil, um deles é financiado pelo Santander. Se a gente tem uma cota agregada de 20 a 21, em elétricos, a gente tem uma cota de 50%.
Speaker #3: Porque a gente já é o líder. E a gente ao tomar mais risco do que o mercado. A gente na prática vai estar diluindo a originação.
Speaker #3: Que a gente tem feito super bem. A financeira é uma das joias da coroa aqui. A gente tem o orgulho danado dela. Mas ela precisa ser feita de forma controlada.
Speaker #3: E com medida. E o cenário macro obviamente. Não comporta a gente crescer de forma acelerada aqui. Mas vocês veem que na visão e no contraano.
Speaker #3: A gente ainda tem crescimento de 14 na financeira. Vale destacar em veículos elétricos. De cada dois veículos elétricos financiados no Brasil. deles é financiado pelo Santander.
Speaker #3: Se a gente tem uma cota agregada de 20 a 21. Em elétricos a gente tem uma cota de 50%. Sendo que algumas marcas. Algumas das quais mais crescem no Brasil.
Mário Leão: Algumas marcas, algumas das quais mais crescem no Brasil, a gente tem 2/3 to 75%. A gente tem uma penetração muito grande em elétricos. Esse é um cliente com o melhor rating, porque o ticket médio é mais alto. Carro novo tem performance de crédito melhor do que carro usado, quase que por definição. A gente tem concentrado muito na financeira, no crescimento de novos e, especificamente, elétricos. Esse já é o negócio, fora cartões, que mais gera comissões pro nosso banco. A gente tem crescido exponencialmente a capacidade de gerar comissões por risk weighted assets na financeira. A financeira aqui tá fazendo um trabalho de cross sell, vamos chamar, com o banco e entre linhas, entre margem e comissões, um trabalho impecável. A gente, pequenas e médias, anda de lado no tri.
Speaker #3: A gente tem dois terços a 75%. Então a gente tem uma penetração muito grande em elétricos. Esse é cliente com o melhor rating. Porque o ticket médio é mais alto.
Speaker #3: Carro novo tem performance de crédito melhor do que carro usado. Quase que por definição. Então a gente tem concentrado muito na financeira. No crescimento de novos.
Speaker #3: E, especificamente, elétricos. Esse já é, fora cartões, o negócio que mais gera comissões para o nosso banco. Então a gente tem crescido exponencialmente a capacidade de gerar comissões.
Speaker #3: Por risk weighted assets na financeira. Então a financeira aqui está fazendo trabalho. De cross sell vamos chamar com o banco. E entre linhas. Entre margem e comissões.
Speaker #3: trabalho impecável. A gente pequenas e médias anda de lado no tri. Obviamente esse é segmento que. E eu tenho dito a vocês há anos.
Mário Leão: Obviamente, esse é um segmento que eu tenho dito a vocês há anos que a gente quer crescer desproporcionalmente. Esse crescimento não aconteceu no Q1. Óbvio que a gente preferia ver um número diferente. Em KPIs ano contra ano tá perto de 10, mas aqui a gente foi mais cauteloso, dado o cenário macro. A gente, no segmento das pequenas, das pequenininhas, que a gente chama de empresas um, das pequenas empresas, a gente tem um desafio maior de crédito, dado o macro. A gente foi menos agressivo nesse Q1, mas obviamente aqui, direcionalmente, continua sendo, junto com a alta renda, um dos 2 grandes segmentos em que a gente tem que crescer 2 dígitos plus ao ano. Tem que ganhar cota e tem que se diferenciar. Em grandes empresas também um crescimento de lado.
Speaker #3: Que a gente quer crescer desproporcionalmente. Esse crescimento não aconteceu no primeiro tri. Óbvio que a gente preferia ver número diferente. Em que pese no contraano está perto de 10.
Speaker #3: Mas aqui a gente foi mais cauteloso. Dado o cenário macro. A gente no segmento das pequenas. Das pequenininhas. Que a gente chama de empresas Das pequenas empresas.
Speaker #3: A gente tem desafio maior de crédito. agressivo nesse primeiro tri. Mas obviamente aqui direcionalmente continua sendo. Junto com a alta renda. dos dois grandes segmentos.
Speaker #3: Em que a gente tem que crescer. Dois dígitos plus ao ano. Tem que ganhar cota. E tem que se diferenciar. Em grandes empresas também é crescimento de lado.
Speaker #3: Aqui o efeito câmbio. Que foi bem material no primeiro tri. É mais relevante. A gente tem como o maior banco internacional no Brasil. Uma carteira de trade muito grande.
Mário Leão: Aqui o efeito câmbio, que foi bem material no Q1, é mais relevante. A gente tem, como o maior banco internacional no Brasil, uma carteira de trade muito grande. Em dólares ou em euros, a gente teve uma valoração do real, que é bom pra economia, mas pra carteira não necessariamente. Aqui o efeito do câmbio leva a carteira pra baixo, mas mais um andar de lado que no atacado. Aqui não é falta de apetite, aqui não é falta de capital. Obviamente, como eu tenho dito pra vocês, é muito mais o foco enorme que a gente tem na disciplina de rentabilidade marginal e de cross-sell. A carteira como um todo involui 0.4 no ano, 3.4. Eu tinha falado que comissões crescia 1.6x isso.
Speaker #3: Então em dólares ou em euros. A gente teve uma valoração do real. Que é bom para a economia. Mas para a carteira não necessariamente.
Speaker #3: Então, aqui o efeito do câmbio leva a carteira para baixo, mas mais andar de lado, que no atacado aqui não é falta de apetite.
Speaker #3: Aqui não é falta de capital. Obviamente como eu tenho dito para vocês. É muito mais. O foco enorme que a gente tem. Na disciplina de rentabilidade marginal.
Speaker #3: E de cross sell. Então a carteira como todo. Involui 0,4% no ano. 3,4%. Eu tinha falado que comissões crescia 1,6% vezes isso. Essa relação de crescer comissões.
Mário Leão: Essa relação de crescer comissões contra carteira, a gente vai continuar buscando e cês podem cobrar a disciplina da gestão aqui. Eu já dei alguns destaques que tão à direita. Vale só comentar adicionalmente, na PF, que a parte alta renda, somando o Private e o Select, cresce 3 percentage points de share, ou seja, a gente tá, ao mesmo tempo que a gente diminui o nosso massivo, a gente aumenta o nosso alta renda, então cada vez mais vai ter uma PF de alta renda aqui no Santander e isso vai continuar acontecendo, pelo menos ao longo dos próximos 1, 2 years. A derivada seguinte da carteira, margem financeira. A gente, margem, como eu falei mais cedo, a gente tem um crescimento, eu diria, bastante bom tri contra tri, de 3.1.
Speaker #3: Contra carteira. A gente vai continuar buscando. E vocês podem cobrar. A disciplina da gestão aqui. Eu já dei alguns destaques que estão à direita.
Speaker #3: Vale só comentar. Adicionalmente. Na PF. Que a parte alta renda. Somando o private. E o select. Cresce. 3 pontos percentuais de share. Ou seja.
Speaker #3: A gente está. Ao mesmo tempo que a gente diminui. O nosso massivo. A gente aumenta. O nosso alta renda. Então cada vez mais eu tenho uma PF.
Speaker #3: De alta renda aqui no Santander. Isso vai continuar acontecendo, pelo menos ao longo dos próximos 1, 2 anos. Bom, a derivada seguinte da carteira.
Speaker #3: Margem financeira. A gente em margem. Como eu falei mais cedo. A gente tem crescimento. Eu diria bastante bom. Tri contra tri. De 3,1%. A composição dele.
Mário Leão: A composição dele é mais por conta de mercados do que por conta de clientes. Na verdade, o número frio de clientes, ele cai 1.4%. É verdade que em clientes, tanto em margem quanto em comissões, o delta de dias úteis, dias corridos tira aproximadamente BRL 300 million entre margem e comissões. Não é menor o efeito de dias, mas enfim, isso é só um contexto. O jeito que a gente gere o banco, e já faz 2 years que a gente gere o banco dessa forma, a gente reporta a margem com o mercado e margem com clientes passivo e ativo separado, mas a forma como a nossa gestão financeira, o nosso ALM é tocado, é pelo perímetro de passivos como um todo.
Speaker #3: É mais. Por conta de mercados. Do que por conta de clientes. Na verdade o número frio de clientes. Ele cai. 1,4%. É verdade que em clientes.
Speaker #3: Tanto em margem. Quanto em comissões. O delta de azul tem dias corridos. Tira aproximadamente 300 milhões de reais. Entre margem e comissões. Então. Não é menor o efeito de dias.
Speaker #3: Mas enfim. Isso é só contexto. Mas o jeito que a gente gere o banco. E já faz 2 anos que a gente gere o banco dessa forma.
Speaker #3: A gente. Reporta margem com o mercado. E margem com clientes. Passivo. E ativo separado. Mas a forma como a nossa gestão financeira. O nosso CLM.
Speaker #3: É tocado. É pelo perímetro de passivos como todo. Quando a gente começa em setembro de 24. A neutralizar muito mais o balanço do banco.
Mário Leão: Quando a gente começa, em September 2024, a neutralizar muito mais o balanço do banco, fazendo hedge marginal da produção, é um hedge dinâmico entre 50% and 100% na média todos os dias, o que deve levar a uma média de 70% and 75%, já 1 year and 9 months. Esse hedge dinâmico, na prática, diminui a volatilidade que o balanço tem aos juros de curto prazo. Diminui, claro, o carrego positivo ou negativo com grandes movimentos de taxa de juros.
Speaker #3: Fazendo red marginal da produção. É red dinâmico. Entre 50 e 100% na média todos os dias. O que deve levar uma média de 70 a 75%.
Speaker #3: E já ano e 9 meses. Esse red dinâmico na prática. Diminui a volatilidade que o balanço tem. Ao juro de curto prazo. Diminui claro.
Speaker #3: O carrego, positivo ou negativo, com grandes movimentos de taxa de juros. E, junto disso, a gente fez movimento de alongamento da nossa carteira. Alco.
Mário Leão: Junto disso, a gente fez um movimento de alongamento da nossa carteira ALCO, de títulos de muito curto prazo, que, portanto, também eram muito mais sensíveis ao Copom, ao juro curto, pra bonds muito mais de longo prazo, que permitem e os menores, né, se permitem uma realização de resultado ao longo do tempo com as valias, como a gente chama, né, com resultado embutido na marcação ao mercado. Essa evolução positiva da nossa gestão financeira foi agregada à visão ampliada do ALM. O ALM não é só medido aqui no Santander pelo resultado frio, que acaba sendo reportado em margem de mercados. A gente gere e acompanha nos comitês específicos a gestão do passivo como um todo.
Speaker #3: De títulos de muito curto prazo. Que portanto também eram muito mais. Sensíveis ao Copom. Ao juro curto. Para. Bonds. Muito mais de longo prazo.
Speaker #3: Que permitem. Não só. E os menores. Mas permitem. Uma realização. De resultado ao longo do tempo. Com. Com as valias. Como a gente chama.
Speaker #3: Com. Com resultado embutido. Na marcação ao mercado. Essa evolução positiva da nossa gestão financeira. Foi agregada. À visão. Ampliada. Do ALM. O ALM. Não é só medido aqui no Santander.
Speaker #3: Pelo resultado frio. Que acaba sendo reportado em margem de mercados. A gente. Gere. E acompanha nos comitês específicos. A gestão do passivo como todo.
Speaker #3: Ou seja. O perímetro ampliado que soma. Margem de passivos com clientes. E. ALM. Esse é o perímetro com o qual a gente avalia o time.
Mário Leão: O perímetro ampliado que soma margem de passivos com clientes e ALM, esse é o perímetro com o qual a gente avalia o time, se avalia, me avalia, e esse número tem crescido todos os anos. A gente não reporta dessa forma, porque o mercado inteiro faz essa quebra como tá aqui, mas eu quis fazer esse parêntesis rápido pra dizer que, no fundo, não nos preocupa a margem com o mercado estar melhorando bem e margem com clientes por passivos cair um pouco, porque o agregado, sem dúvida, tá andando na direção certa. Grandes recados: não fosse pelos efeitos contábeis de 4966, o spread estaria plano, o que no contexto em que eu sigo fazendo de-risking da baixa renda e realocando as faixas de capital em outros segmentos, mas que rendem menos margem bruta, o spread tá plano, é bastante bom.
Speaker #3: Se avalia. Me avalia. E esse número tem crescido. Todos os anos. A gente não reporta dessa forma. Porque o mercado inteiro. Faz essa quebra.
Speaker #3: Como está aqui. Mas eu quis fazer esse parênteses rápido. Para dizer que. No fundo. Não nos preocupa. A margem com o mercado está. Melhorando bem.
Speaker #3: E margem com clientes por passivos. Caiu pouco. Porque o agregado. Sem dúvida. Está andando na direção certa. Então. Grandes. Grandes recados. Não fosse pelos efeitos contábeis.
Speaker #3: De 4966. O spread estaria plano. O que no contexto em que eu sigo fazendo de whisky da baixa renda. E realocando essas chifres de capital.
Speaker #3: Em outros segmentos. Mas que rendem menos margem bruta. O spread está plano. É bastante bom. O segundo recado. Pela primeira vez. Provavelmente na história do banco.
Mário Leão: Segundo recado: pela primeira vez, provavelmente na história do banco, a gente tem uma PF que traz mais volume de captação do que a PJ. Eu falo há anos pra vocês que um dos pilares, uma das golden rules que a gente chegou a contar pra vocês, uma das regras de ouro da gestão, é a gente evoluir o mix de funding do banco. A gente não tá onde a gente quer ainda. A gente quer chegar pelo menos 60, 40. A gente chegou já a 51, 49, o que é um marco. Isso não é só reflexo da nossa atividade transacional muito melhor no varejo como um todo e na PF. Traz um custo menor por ter esse, porque custa menos captar dinheiro na PF do que na PJ.
Speaker #3: A gente tem uma PF. Que traz mais volume de captação. Do que a PJ. Eu falo anos para vocês. Que dos pilares. Uma das golden rules.
Speaker #3: Que a gente chegou a contar para vocês. Uma das regras de ouro. Da gestão. É a gente evoluir. O mix de funding do banco.
Speaker #3: A gente não está onde a gente quer ainda. A gente quer chegar. Pelo menos 60, 40. Mas a gente chegou já a 51, 49.
Speaker #3: O que é marco. Isso não é só reflexo. Da nossa atividade transacional. Muito melhor. No varejo como todo. E na PF. Mas. Traz custo menor per se.
Speaker #3: Porque custa menos captar dinheiro. Na PF. Do que na PJ. O segundo dado. E talvez seja mais emblemático ainda. No massificado. No nosso baixa renda.
Mário Leão: O segundo dado, e talvez esse seja mais emblemático ainda: no massificado, no nosso baixa renda, veja uma evolução de uma base cem, de 24 pra 25, evoluiu um pouquinho, a carteira cai de cem pra noventa e nove, mas de 25 pra 26, ela cai de noventa e nove pra noventa e um. Então outros oito pontos percentuais da mesma base cem de 24. Esse mesmo segmento, exatamente no mesmo recorte, sobe o depósito transacional de cem, sobe um pouquinho já no primeiro ano pra cento e seis, mas nesse segundo ano sobe mais dezesseis pontos. Então, olhando só os últimos doze meses, eu cresço dezesseis pontos percentuais dos depósitos com o mesmo perímetro de massivo e reduzo a exposição em oito pontos. Dois pra um. Sendo que um foi negativo e o outro foi positivo.
Speaker #3: Vejam a evolução. De uma base 100. De 24 para 25. Evoluiu pouquinho. A carteira cai de 100 para 99. Mais de 25 para 26.
Speaker #3: Ela cai de 99 para 91. Então. Outros 8 pontos percentuais. Da mesma base 100 de 24. Esse mesmo segmento. Exatamente no mesmo recorte. Sobe.
Speaker #3: O depósito transacional, de 100, sobe pouquinho já no primeiro ano, para 106. Mas, nesse segundo ano, sobe mais 16 pontos. Então, olhando só os últimos 12 meses...
Speaker #3: Eu cresço 16 pontos percentuais. Os depósitos. Com o mesmo perímetro de massivo. E reduzo. A exposição em 8 pontos. 2 para 1. Sendo que foi negativo.
Speaker #3: E o outro foi positivo. Isso mostra. Que a gente está conseguindo focar. Num massivo. Sim. pouco menor. Mas. Muito mais produtivo. E muito mais sentável.
Mário Leão: Isso mostra que a gente tá conseguindo focar num massivo, sim, um pouco menor, mas muito mais produtivo e muito mais rentável. Isso com o tempo vai aparecer na conta, sem dúvida. Falando de comissões, é uma linha que sazonalmente, primeiros tris contra quarto tris, tem uma pressão, tipicamente uma redução. Eu olho pra esse 5.5 e, obviamente, prefiro +0 num primeiro tri, mas quando eu olho a quebra, alguns dos números são explicáveis pela sazonalidade, outros eu diria que a gente fez bastante bem e outros a gente tem que fazer bem melhor. Passando ponto a ponto.
Speaker #3: E isso com o tempo. Vai aparecer na conta. Sem dúvida. Falando de comissões. É uma linha que. Sazonalmente. Primeiros tris. Contra quarto tris. Tem uma pressão.
Speaker #3: Tipicamente. Uma redução. Eu olho. Para esses 5,5. E. Obviamente. Prefiro. Zero positivo. No primeiro tri. Mas. Quando eu olho a quebra. Alguns dos números.
Speaker #3: São. diria que. A gente fez bastante bem. E outros. A gente. Tem que fazer bem melhor. Então. Passando. Ponto a ponto. Cartões. É onde tem.
Mário Leão: Cartões é onde tem uma sazonalidade que como a gente cresceu, e de novo, cresceu com qualidade, com saúde de carteira ao longo do ano passado todo e no último tri fez o nosso all-time high, em cartões a gente tem uma sazonalidade de queda, é a nossa maior linha de comissões, como já é há muito tempo, mas ainda no ano contra ano, praticamente 2 dígitos. De novo, isso aqui é com qualidade, é uma comissão com nível de crédito nos rotativos e parcelados adequada, com rentabilidade bastante boa. O business de seguros, que deveria ter tido uma sazonalidade até maior no primeiro tri, mostrou uma queda praticamente zero. Um ano contra ano com 2 dígitos claro. Aqui a gente ficou bastante contente.
Speaker #3: Uma sazonalidade. Que. Dado. Como a gente cresceu. E. De novo. Cresceu com qualidade. Com. Com saúde de carteira. Ao longo do ano passado. Todo.
Speaker #3: E. No último tri. Fez. O nosso all time high. Em cartões. A gente tem uma sazonalidade de queda. É a nossa maior linha de comissões.
Speaker #3: Como já é há muito tempo. Mas. Ainda. No ano contra ano. Praticamente. Dois dígitos. E. De novo. Isso aqui é. Com. Qualidade. É uma comissão.
Speaker #3: Com. Nível de. Crédito. Nos. Rotativos. E. Parcelados. Adequada. Com. Rentabilidade. Bastante boa. Já o business de seguros. Que deveria ter tido uma sazonalidade. Até maior.
Speaker #3: No primeiro tri. Mostrou uma queda. Praticamente. Zero. E. ano. Contra ano. Com. Dois dígitos. Claro. Então. Aqui. A gente ficou bastante contente. Isso aqui.
Mário Leão: Isso aqui é menos o seguro related, ou seja, o seguro associado ao crédito, que a gente tá menos agressivo, menos, crescendo menos a carteira, então a gente fez melhor ainda, o que é mais difícil, que é o seguro open, aquele seguro descorrelacionado do crescimento da carteira. Ponto positivo aqui na linha de comissões, sem dúvida a linha de seguros, que é a segunda maior. A gente em conta tem uma queda, mas é uma queda, quase que estrutural da indústria. Eu diria que a gente tem caído como Santander menos do que o mercado.
Speaker #3: É. Menos. O seguro. Related. Ou seja. O seguro. Associado ao crédito. Porque. A gente está. Menos. Agressivo. Menos. Crescendo. Menos. A carteira. Então. A gente fez.
Speaker #3: Melhor. Ainda. O que é mais difícil. Que é o seguro open. Aquele seguro disco relacionado. Do crescimento da carteira. Então. Ponto positivo. Aqui. Na linha de comissões.
Speaker #3: Sem dúvida. A linha de seguros. Que é a segunda maior. A gente encontra. Tem uma queda. Mas. É uma queda. Quase. Que. Estrutural. Da indústria.
Speaker #3: Eu diria que. A gente tem caído. Como o Santander. Menos. Do que. O mercado. O mercado. Naturalmente. Vai. Tendo. A pressão. Das contas. Free.
Mário Leão: O mercado naturalmente vai tendo a pressão das contas free, como a gente chama aqui, das contas sem comissão, e é natural e é saudável. A gente tem conseguido engajar os clientes PF e PJ para manter na média e cair mais devagar do que muitos concorrentes. É um número que eu vejo positivamente também. Operações de crédito, sem dúvida, é uma queda por sazonalidade e obviamente pela menor agressividade nossa em concessão de alguns portfólios. Não é o número que eu gosto de ver, ele é explicado pela menor produção de ativos. A administração de recursos tem, eu diria, na prática, duas positivas. Em consórcio, a gente está voltando a crescer num ritmo maior. Eu quero muito mais que isso. Falei hoje cedo para a organização toda que eu espero crescer o dobro disso trimestralmente.
Speaker #3: Como a gente chama aqui. Das contas. Sem. Comissão. E é natural. E é saudável. Mas. A gente. Tem conseguido. Engajar. Os clientes. PF. PJ.
Speaker #3: Para. Manter. Na média. E. Cair. Mais devagar. Do que. Do que. Muitos. Concorrentes. Então. É É número. Que. Eu vejo. Positivamente. Também. Operações de crédito.
Speaker #3: Sem dúvida. É uma queda. Por sazonalidade. E. Obviamente. Pela menor. Agressividade. Nossa. Em concessão. E. Alguns. Portfólios. Então. Não é o número. Que eu gosto de ver.
Speaker #3: Mas. Ele é explicado. Pela menor produção de ativos. E. A administração de recursos. Tem. Eu diria. Na prática. Duas. Positivas. Em consórcio. A gente está.
Speaker #3: Voltando a crescer, num ritmo maior. Eu quero muito mais que isso. Falei hoje cedo para a organização toda que eu espero crescer o dobro.
Speaker #3: Disso. Trimestralmente. Eu acho que. A gente vai conseguir. Mas. Já. É crescimento. Mais. Decente. Se a gente. Anualiza. E. O. De administração. De recursos.
Mário Leão: Eu acho que a gente vai conseguir, mas já é um crescimento mais decente se a gente anualiza. O de administração de recursos tem um contra efeito de um pontual no Q4, mas mais importante olhar o 20.9 que a gente tem no year-over-year, que mostra que a franquia nossa de asset, que reconhecidamente ela é desproporcionalmente menor do que o resto do banco e, portanto, é onde a gente tem mais que crescer em velocidade, vai crescer. É um negócio não pra dobrar, é um negócio pra triplicar ao longo dos próximos anos, mas a gente tá indo numa velocidade de crescimento anual já bastante melhor.
Speaker #3: Tem. contra. Efeito. De. Pontual. No. Quarto. Tri. Mais. Mais. Importante. Olhar. O. 20.9. Que. A gente tem. No. Ano. Contra ano. Que. Mostra. Que.
Speaker #3: A franquia. Nossa. De. Asset. Que. Reconhecidamente. Ela é. Desproporcionalmente. Menor. Do. Que. O. Resto. Do. Banco. E. Portanto. É. Onde. A gente. Tem. Mais.
Speaker #3: Que. Crescer. Em. Velocidade. Vai. Crescer. É. negócio. Não. Para. Dobrar. É. negócio. Para. Triplicar. Ao longo. Dos. Próximos. Anos. Mas. A gente está. Indo.
Speaker #3: Numa velocidade. De. Crescimento. Anual. Já. Bastante. Melhor. Em. Cobrança. E. Corretagem. De. Títulos. A gente foi. Bastante. Bem. No. Tri. Então. São. Duas. Linhas.
Mário Leão: Em cobrança e corretagem de títulos, a gente foi bastante bem no Q, então são duas linhas que foram fortes em corretagem, mercado de capitais foi dos Qs mais fortes que a gente já teve. Em cobrança e arrecadação também teve um Q bastante bom. Aí o outros tem alguns contra efeitos também de vendas de carteira, vendas de negócio do, no fim do ano passado, nada que chame tanto a atenção. De destaques, eu já falei bastante, mas a, o negócio de cartões continua evoluindo bem. A gente em 2 years consegue crescer o faturamento quase 20%.
Speaker #3: Que. Foram. Fortes. Em. Em. Corretagem. Mercado. De. Capitais. Foi. Dos. Tris. Mais. Fortes. Que. A gente. Já. Teve. Em. Cobrança. E arrecadação. Também. Teve.
Speaker #3: Tri. Bastante. Bom. E. Aí. O. Outros. Tem. Alguns. Contra. Efeitos. Também. De. Vendas. De. Carteira. Vendas. De. Negócio. No. Fim. Do. Ano. Passado. Nada.
Speaker #3: Que. Chame. Tanto. Atenção. De. Destaques. Eu. Já. Falei. Bastante. Mas. O. Negócio. De. Cartões. Continua. Evoluindo. Bem. A gente. Em. Dois. Anos. Consegue. Crescer.
Speaker #3: O. Faturamento. Quase. 20%. A gente. Em. Seguros. Tem. Novos. Produtos. De. Menor. Ticket. Na. Financeiro. Mão. Na. Roda. Na. Conta. E no. Cartão. O.
Mário Leão: A gente em seguros tem novos produtos de menor ticket na financeira, o Mão na Roda, na conta e no cartão, o seguro de conta e cartão protegido também evoluíram super bem, alguns seguros mais de mais alto valor que a gente vai vender pra base de alta renda. Em consórcio, a gente lança dois produtos fundamentais no fim do tri, que ainda não geram resultado no tri, mas que a gente espera bastante deles ao longo do ano, e fecham gaps que a gente tinha em relação à concorrência, principalmente independentes, que são o Lance Fixo e a Parcela Reduzida. Aqui em qualidade da carteira, tem vários dados, eu vou tentar ser breve pra dar tempo de cobrir depois no Q&A. Primeiro, o custo de crédito em si, friamente, ele cai alguns base points no tri, ok, positivo.
Speaker #3: Seguro. De. Conta. E. Cartão. Protegido. Também. Evolui. Super. Bem. E. Alguns. Seguros. Mais. Mais. Mais. Mais. Alto. Valor. Que. A gente. Vai. Vender. Para.
Speaker #3: Base. De. Alta Renda. E. Em. Consórcio. A gente. Lança. Dois. Produtos. Fundamentais. No. Fim. Do. Tri. Que. Ainda. Não. Gera. Resultado. No. Tri. Mas.
Speaker #3: Que. A gente. Espera. Bastante. Deles. Ao. Longo. Do. Ano. E. Fecham. Gaps. Que. A gente. Tinha. Em. Relação. À. Concorrência. Principalmente. Os. Independentes. Que.
Speaker #3: São o lance fixo e o E a parcela reduzida. Aqui, em qualidade da carteira, tem vários dados. Eu vou tentar ser breve para dar.
Speaker #3: Tempo. De. Cobrir. Depois. No. Q&A. Primeiro. O. Custo. De. Crédito. Em. Si. Friamente. Ele. Cai. Alguns. Base. Points. No. Tri. Ok. Positivo. A PDD.
Mário Leão: A PDD ela sobe, mas ela sobe, na minha visão, num ritmo bastante aceitável e explicado principalmente por uma redução nas recuperações, que por sua vez são explicadas por uma redução na venda de carteiras, então a gente fez menos vendas de carteira no tri, fez uma recuperação em bloco, que são as vendas de carteira, um pouco menor, eu diria que o BAL andou praticamente lado com o contexto macro que a gente tá. Dado o contexto que a gente tá e alguns portfólios que continuam preocupando, eu já citei, brevemente pequenas empresas, a gente tem no agro ainda um desafio, em que pese, eu espero, o ano vai ser bem melhor ou menos pior do que foi o ano passado. O ano passado foi, de fato, muito ruim pro mercado como um todo e o Santander não tava imune.
Speaker #3: Ela sobe, mas ela sobe, na minha visão, num ritmo bastante aceitável e explicado, principalmente por uma redução nas recuperações, que por sua vez são.
Speaker #3: Explicadas. Por. Uma. Redução. Na. Venda. De. Carteiras. Então. A gente. Fez. Menos. Vendas. De. Carteira. No. Tri. Fez. Uma. Recuperação. Em. Bloco. Que. São.
Speaker #3: As. Vendas. De. Carteira. pouco. Menor. E. O. Eu. Diria. Que. O. Bal. Andou. Praticamente. De Lado. Com. O Contexto. Macro. Que. A gente. Está.
Speaker #3: Então. Dado. O Contexto. Que. A gente. Está. E. Alguns. Portfólios. Que. Continuam. Preocupando. Eu. Já. Citei. Brevemente. Pequenas. Empresas. A gente. Tem. No. Agro.
Speaker #3: Ainda, desafio. Em que pese, eu espero o ano vai ser bem melhor, ou menos pior do que foi o ano passado, o ano passado.
Speaker #3: Foi. De Fato. Muito. Ruim. Para. O Mercado. Como. Todo. E. O. Santander. Não. Estava Imune. A gente. Espera. Uma. Melhor. Relativa. Mas. Ainda. O Ano.
Mário Leão: A gente espera uma melhora relativa, mas ainda um ano desafiado no agro, um ano desafiado nas pequeninas empresas, em partes também do nosso portfólio de cartões, em que pese ser um negócio como um todo que tá andando muito bem, a gente tem pequenos ajustes pra fazer, dado o tema do endividamento das famílias, do qual tá se falando bastante, inclusive, com o novo programa que o governo deve lançar nos próximos dias. Eu diria que a PDD andou bem. O custo de crédito cai. O NPL Formation tá praticamente estável, e quando a gente olha ele numa senda de um ano, ele tá nos mesmos níveis. A gente não tem uma preocupação aqui. Quando a gente olha os outros comentários um pouco distintos.
Speaker #3: Desafiado. No. Agro. O Ano. Desafiado. Nas. Pequeninhas. Empresas. E. Em. Parte. Também. Do. Nosso. Portfólio. De. Cartões. Em. Que. Pese. Seu. Negócio. Como. Todo.
Speaker #3: Que. Está. Andando. Muito. Bem. A gente. Tem. Pequenos. Ajustes. Para. Fazer. Dado. O. Tema. Do. Endividamento. Das. Famílias. Do. Qual. Está. Se. Falando. Bastante.
Speaker #3: Inclusive. Com. O Novo. Programa. Que. O. Governo. Deve. Lançar. Nos. Próximos. Dias. Então. Eu. Diria. Que. A. PDD. Andou. Bem. O. Custo. De. Crédito.
Speaker #3: Cai. O. NPL. Formation. Está. Praticamente. Estável. E. Quando. A gente. Olha. Ele. Num. Assenda. De. Ano. Ele. Está. Nos. Mesmos. Níveis. Então. A gente.
Speaker #3: Não. Tem. Uma. Preocupação. Aqui. E. Quando. A gente. Olha. Os. Overs. Comentários. pouco. Distintos. Não. Atraso. Curto. Do. 15 a 90. A gente. Já.
Mário Leão: No atraso curto, do 15 a 90, a gente já vê a PJ numa inflexão leve, caindo um pouquinho no Q. Lembrando que tem um componente na PJ associado aos programas governamentais, que não vira depois PDD, como a gente sabe. Na PF, tem um aumento no 15 a 90, mas ele é bastante correlacionado ao imobiliário e à financeira. São dois produtos nos quais a gente tem uma geração de atraso curto, quase BAU, mas a rolagem disso pro atraso mais longo e, portanto, mudança de estágio e, portanto, incremento a PDD bastante contida. A gente acredita que nesses dois portfólios, a gente deve ter no Q2 uma reversão e, portanto, uma não geração de over 90 e de provisão adicional. O over 90, ele tem alguns efeitos.
Speaker #3: Vê a PJ num inflexão leve, caindo um pouquinho no tri. Lembrando que tem componente na PJ associado aos programas governamentais, que não vira depois em PDD.
Speaker #3: Como. A gente. Sabe. E. Na. PF. Tem. Aumento. No. 15 a 90. Mas. Ele. É. Bastante. Correlacionado. Ao. Imobiliário. E. A. Financeira. São. Dois.
Speaker #3: Produtos. Nos. Quais. A gente. Tem. Uma. Geração. De. Atraso. Curto. Quase. Bal. Mas. A. Rolagem. Disso. Para. O Atraso. Mais. Longo. E. Portanto. Mudança.
Speaker #3: De. Estágio. E. Portanto. Incremento. A. PDD. Bastante. Contida. Então. A gente. Acredita. Que. Nesses. Dois. Portfólios. A gente. Deve ter. No. Segundo. Tri. Uma.
Speaker #3: Reversão. E. Portanto. Uma. Não. Geração. De. Over. 90. E. De. Provisão. Adicional. O. Over. 90. Ele. Tem. Alguns. Efeitos. deles. É. Ainda. No. Quarto.
Mário Leão: Um deles é, ainda no Q4 do ano passado, a gente fez uma revisão bastante técnica de cada portfólio nosso, massificado, varejo e financeira, e definiu que ao invés de ter um tratamento de lançamento a prejuízo quase que médio do portfólio, a gente passou a, ainda no Q4, a gerir portfólio a portfólio, com muita técnica de novo, alguns antecipando a velocidade com a qual a gente lançava prejuízo ou fazia write-off, em outros casos, postercipando. Dado o comportamento histórico de recuperação de cada um dos portfólios. Isso tem algum efeito, teve algum efeito no Q4, tem algum efeito agora de alargamento do prazo médio da carteira, em que pese, de novo, alguns serem até mais cedo.
Speaker #3: No tri, do ano passado, a gente fez uma revisão bastante técnica de cada portfólio nosso: massificado, varejo e financeira. E defini o que, ao invés...
Speaker #3: De. Ter. Tratamento. De. Lançamento. A. Prejuízo. Quase. Que. Médio. Do. Portfólio. A gente. Passou. A. Ainda. No. Quarto. Tri. A. Gerir. Portfólio. A. Portfólio.
Speaker #3: Com. Muita. Técnica. De. Novo. Alguns. Antecipando. A. Velocidade. Com. A Qual. A gente. Lançava. A. Prejuízo. Ou. Fazer. O Write Off. Em. Outros. Casos.
Speaker #3: Postecipando. Dado. Comportamento. Histórico. De. Recuperação. De. Cada. dos. Portfólios. Então. Isso. Tem. Algum. Efeito. Teve. Algum. Efeito. No. Quarto. Tri. Tem. Algum. Efeito. Agora.
Speaker #3: De. Alargamento. Do. Prazo. Médio. Da. Carteira. Em. Que. Pese. De. Novo. Alguns. Serem. Até. Mais. Cedo. Isso. Faz. Com. Que. O. Over. 90. Também.
Mário Leão: Isso faz com que o over 90 também estique um pouquinho, mas a gente continua com a disciplina, claro, de lançar prejuízo, tudo aquilo que a gente não acreditar que tem capacidade recuperatória e depois a gente vai buscar isso via venda de carteira. A pressão, como eu comentei nos portfólios de agro, PF baixa renda, principalmente, e empresas um, as empresas pequenininhas, aparece mais aqui. Tem pedaços do nosso portfólio que exigem mais atenção. A gente presta atenção em todos, mas em alguns a gente presta mais ainda, e esses são aqueles que tão mais correlacionados a esse aumento do over. Falando de despesas, aqui mais um quarter que eu julgo que a gente tem uma entrega bastante sólida, bem alinhada com o que eu tenho falado de forma quase monótona aqui pra vocês ao longo dos anos.
Speaker #3: Estique. Pouquinho. Mas. A gente. Continua. Com. A Disciplina. Claro. De. Lançar. Prejuízo. Tudo. Aquilo. Que. A gente. Não. Acreditar. Que. Tem. Capacidade. Recuperatória. E.
Speaker #3: Depois. A gente. Vai. Buscar. Isso. Via. Via. Venda. De. Carteira. A pressão. Como. Eu. Comentei. Nos. Portfólios. De. Agro. PF. Baixa. Renda. Principalmente. E.
Speaker #3: Empresas. Ou. As. Empresas. Pequenininhas. Aparece. Mais. Aqui. Então. Tem. Pedaços. Do. Nosso. Portfólio. Que. Exigem. Mais. Atenção. A gente. Presta. Atenção. Em. Todos. Mas.
Speaker #3: Em. Alguns. A gente. Presta. Mais. Ainda. E. Esses. São. Aqueles. Que. Estão. Mais. Correlacionados. A. Esses. Aumentos. Do. Over. Falando. De. Despesas. Aqui. Mais.
Speaker #3: Tri. Que. Eu. Julgo. Que. A gente. Tem. Uma. Entrega. Bastante. Sólida. Bem. Alinhada. Com. O Que. Eu. Tenho. Falado. De. Forma. Quase. Monótono. Aqui.
Speaker #3: Para. Vocês. Ao. Longo. Dos. Anos. A gente. Está. Fazendo. Uma. Gestão. Fina. Naquela. Linha. Que. A gente. Mais. Controla. Então. Realmente. A nossa. Obrigação.
Mário Leão: A gente tá fazendo uma gestão fina naquela linha que a gente mais controla, realmente é nossa obrigação fazer, mas não quer dizer que é fácil. A gente com toda a pressão de câmbio ao longo do ano, esse ano o câmbio ajudou, ao longo do ano passado, não. Inflação de CD, agora reprecificação de componente de tecnologia por conta do conflito que tá acontecendo lá fora, vários efeitos, obviamente, a própria expansão da franquia. A gente tem conseguido contrapor tudo isso com muita gestão. A gente entrega um tri com crescimento de gastos basicamente zero.
Speaker #3: Fazer. Mas. Não. Quer dizer. Que. É. Fácil. A gente. Com. Toda. A pressão. De. Câmbio. Ao. Longo. Do. Ano. Esse. Ano. O Câmbio. Ajudou.
Speaker #3: Mais. Ao. Longo. Do. Ano. Passado. Não. Inflação. De. Cídio. Agora. Reprecificação. De. Componente. De Tecnologia. Por. Conta. Do. Conflito. Que. Está. Acontecendo. Lá. Fora.
Speaker #3: E. Vários. Efeitos. E. Obviamente. A própria. Suspensão. Da. Franquia. A gente. Tem. Conseguido. Contrapor. Tudo. Isso. Com. Muita. Gestão. E. A gente. Entrega. Tri.
Speaker #3: Com. Crescimento. De. Gastos. Basicamente. Zero. E. Quando. A gente. Faz. A. Quebra. Entre. O Que. É. O. Gasto. Geral. Ordinário. Que. É. A. Boa.
Mário Leão: Quando a gente faz a quebra entre o que é o gasto geral, ordinário, que é a boa parte, e o que é amortização, a gente, na prática, tá reduzindo nominalmente o gasto em 0.7 no tri e, principalmente, até numa visão anualizada, em 0.3. Tem uma quebra aqui entre administrativas e pessoal, mas essencialmente a gestão, óbvio, olha as duas linhas. A gente tá enxugando também o número de pessoas. A gente tem uma redução já de, eu diria, vários mil ano passado, e a gente continua olhando, não friamente pelo número de pessoas, mas pra ter organização mais enxuta e mais eficiente. O gasto sobe, por outro lado, pelo derivado da gente ter investido em tecnologia e expansão ao longo dos últimos anos, é positivo. Mesmo assim, o blend é zero no tri e só 0.9 no ano contra ano.
Speaker #3: Parte. E o. Que. É. Amortização. A gente. Na. Prática. Está. Reduzindo. Nominalmente. O. Gasto. Em. Zero. Sete. No. Tri. E. Principalmente. Até. Na. Visão.
Speaker #3: Anualizada. Em. Zero. Três. Então. Tem. Uma. Quebra. Aqui. Entre. A administrativas. E. Pessoal. Mas. Essencialmente. A. Gestão. Óbvio. Olha. As. Duas. Linhas. A gente.
Speaker #3: Está. Enxugando. Também. O. Número. De. Pessoas. A gente. Tem. Uma. Redução. Já. De. Eu diria. Vários. Mil. O Ano. Passado. E. A gente. Continua.
Speaker #3: Olhando. Não. Friamente. Pelo. Número. De. Pessoas. Mas. Para. Ter a. Organização. Mais. Enxuta. E. Mais. Eficiente. O. Gasto. Sobe. Por. Outro. Lado. Pelo. Derivado.
Speaker #3: Da. A gente. Tem. Investido. Em. Tecnologia. E. Expansão. Ao. Longo. Dos. Últimos. Anos. Então. É. Positivo. E. Mesmo. Assim. O. Blend. É. Zero. No.
Speaker #3: Três e só. Zero, nove no ano contra ano. Isso faz com que, claro, o nível de eficiência é melhor. E porque eu estou melhorando.
Mário Leão: Isso faz com que, claro, o nível de eficiência melhore, porque eu tô melhorando, ainda que não muito a linha de cima. Obviamente, eu quero crescer mais a receita, mas ao crescer receita e manter gasto plano, o índice de eficiência só num tri cai 110 times, o que é bom. Alguns dados aqui, o custo de servir do Santander Select, que é o nosso alta renda, cai 19 points em 2 years. Eu nem precisava reduzir tanto assim o custo do Santander Select, porque eu tenho já um segmento bastante rentável, dos seus 20-plus percent de ROI, mas obviamente é saudável eu conseguir fazê-lo e continuar engajando bem o cliente. Mais importante ainda, no massivo, o custo cai 44% em 2 years. É positivo, mas eu quero muito mais.
Speaker #3: Ainda. Que. Não. Muito. A. Linha. De. Cima. Obviamente. Eu. Quero. Crescer. Mais. A. Receita. Mas. Ao. Crescer. Receita. E. Manter. Gasto. Plano. O. Índice.
Speaker #3: De. Eficiência. É. Só. No. Tri. Cai. 110x. O Que. É. Bom. Alguns. Dados. Aqui. O. Custo. De. Servido. Select. Que. É. O Nosso. Alta.
Speaker #3: Renda. Cai. 19. Pontos. Em. Dois. Anos. Eu. Nem. Precisava. Reduzir. Tanto. Assim. O. Custo. Do. Select. O Que. Eu. Tenho. Já. Segmento. Bastante. Rentável.
Speaker #3: Dos. Seus. 20. Altos. Por. Centro. De. ROI. Mas. Obviamente. É. Saudável. Conseguir. Fazê-lo. E. Continuar. Engajando. Bem. O. Cliente. Mais. Importante. Ainda. No. Massivo.
Speaker #3: O. Custo. Cai. 44%. Em. Dois. Anos. É. Positivo. Mas. Eu. Quero. Muito. Mais. Então. O. Time. Sabe. Que. A gente. Tem. Que. Buscar. Aqui.
Mário Leão: O time sabe que a gente tem que buscar aqui outros 30%, 40%, pelo menos, nos próximos 1, 2 anos, pra poder ter, de fato, um massivo virtualmente tão barato quanto os bancos digitais e, com isso, poder servi-los da melhor forma. A gente cresce 22% em 2 anos em tecnologia e expansão do negócio, ao mesmo tempo que a gente cai nominalmente 3 em todo o resto, que são as despesas recorrentes. Eu vou comentar do Gravity. A gente já falou e o grupo fala bastante do Gravity. Só pra nivelar o que que é o Gravity, porque ele tá agora há poucos meses implementado.
Speaker #3: Outros. 30%. 40%. Pelo Menos. Nos. Próximos. Dois. Anos. Para. Poder. Ter. De Fato. O. Massivo. Virtualmente. Tão. Barato. Quanto. Os. Bancos. Digitais. E. Com.
Speaker #3: Isso. Poder. Servir. Os. A. Melhor. Forma. A gente. Cresce. 22%. Em. Dois. Anos. Em. Tecnologia. E. Expansão. Do. Negócio. Ao. Mesmo. Tempo. Que. A gente.
Speaker #3: Cai. Nominalmente. Três. Em. Todo. O Resto. Que. São. As. Despesas. Recorrentes. E. Por. Último. Eu. Vou. Comentar. Do. Gravity. A gente. Já. Falou. E.
Speaker #3: O grupo fala bastante do Gravity. Só para nivelar: o que é o Gravity? Porque ele está agora há poucos meses de implementado, o Gravity.
Mário Leão: Gravity significa o Santander deixar de processar o banco inteiro de mainframe, aquelas máquinas caras que você paga pra comprar e depois paga pra consumir, os MIPS famosos, você passar de processar em mainframe e passar a processar o banco inteiro no que a gente chama de baixa plataforma, que são máquinas menores, mais baratas, mais eficientes, mais modernas. Essa redução, numa base anualizada, uma vez quando a gente implemente o Gravity, que a gente espera que seja agora já no Q3, idealmente no começo. Quando a gente olha anualizado a partir dali, só a implementação do Gravity deve trazer uma redução de savings de perto de BRL 400 million a year. Pra vocês terem uma noção da materialidade, quase 2 percentage points da conta de despesas do banco. Óbvio que a gente tá olhando todo tipo de iniciativa que pode trazer isso.
Speaker #3: Significa. O. Santander. Deixar. De. Processar. O. Banco. Inteiro. De. Mainframe. Aquelas. Máquinas. Caras. Que. Você. Paga. Para. Comprar. E. Depois. Paga. Para. Consumir. Os.
Speaker #3: MIPs. Famosos. Você. Passar. De. Processar. Em. Mainframe. E. Passar. A processar. O. Banco. Inteiro. No. Que. A gente. Chama. De. Baixa. Plataforma. Que. São.
Speaker #3: Máquinas. Menores. Mais. Baratas. Mais. Eficientes. Mais. Modernos. Essa. Redução. Nom. Base. Anualizado. Vez. Quando. A gente. Implemente. O. Gravity. Que. A gente. Espera. Que.
Speaker #3: Seja. Agora. Já. No. Terceiro. Tri. Idealmente. No. Começo. Quando. A gente. Olha. Anualizado. A. Partir. Dali. Só. A. Implementação. Do. Gravity. Deve. Trazer. Redução.
Speaker #3: De. Savings. De. Perto. De. 400. Milhões. De reais. Ano. Vocês. Terem. Uma. Noção. Da. Materialidade. Quase. Dois. Pontos. Percentuais. Da. Conta. De. Despesas. Do.
Speaker #3: Banco. E. Óbvio. Que. A gente. Está. Olhando. Todo. O Tipo. De. Iniciativa. Que. Pode. Trazer. Isso. Quando. A gente. Pula. Para. IA. Obviamente. IA.
Mário Leão: Quando a gente pula pra IA, obviamente IA toca em praticamente tudo, e a gente está olhando muito o IA como agenda de eficiência, mas também agenda de crescimento. O grupo, no Investor Day de February, se comprometeu a gerar EUR 1 billion em 2028 de resultado derivado de iniciativas de IA. Dada a relevância do Brasil, esse número pro Brasil é algo como EUR 200 million. Fazendo uma conta rápida aqui, EUR 1.2 billion. A gente já se comprometeu, na prática, de em 2028 poder ter esse tipo de eficiência.
Speaker #3: Toca. Em. Praticamente. Tudo. E. A gente. Está. Olhando. Muito. IA. Como. Agenda. De. e. Eficiência. Mas. Também. Agenda. De. Crescimento. O. Grupo. No. Investor Day.
Speaker #3: De. Fevereiro. Se. Comprometeu. A. Gerar. Bilhão. De. Euros. Em. 2028. De. Resultado. Derivado. De. Iniciativas. De. IA. Dada. A Relevância. Do. Brasil. Esse. Número.
Speaker #3: Para. O Brasil. É. Algo. Como. 200. Milhões. De. Euros. Fazendo. Uma. Conta. Rápida. Aqui. 1.200. Então. A gente. Já. Se. Comprometeu. Na. Prática. De.
Speaker #3: Em. 2028. Poder. Ter esse. Tipo. De. Eficiência. Mas. Para. Dar. Noção. De. Ordem. De. Grandeza. Para. Vocês. Esse. Ano. Se. A gente. Agrega. As.
Mário Leão: Pra dar uma noção de ordem de grandeza pra vocês, esse ano, se a gente agrega as várias iniciativas, que a gente não começou ontem a fazer IA, a gente já deve ter alguma coisa entre BRL 400 to 500 million de resultado, principalmente do lado de eficiência, derivado de uso de IA de forma mais massificada. Pra fechar a DRE, e eu vou parar aqui, a gente já falou de cada uma das linhas. Em resumo, a gente tem uma primeira linha, a linha de cima, que cresce. Obviamente, ela tem que crescer mais e vai crescer mais ao longo do tempo. Ela cresce positivamente. Eu diria que com uma dinâmica de mix cada vez mais equilibrada, cada vez mais balanceada. A direção claramente tá certa e o mix também. A gente precisa trabalhar pra aumentar a velocidade, sem dúvida.
Speaker #3: Várias iniciativas que a gente não começou ontem a fazer. IA, a gente já deve ter alguma coisa entre 400 e 500 milhões de resultado.
Speaker #3: Principalmente. Do. Lado. De. Eficiência. Derivado. De. Uso. De. IA. De. Forma. Mais. Massificada. Para. Fechar. A DRE. E. Eu. Vou. Parar. Aqui. A gente.
Speaker #3: Já. Falou. De. Cada. Uma. Das. Linhas. Mas. Em. Resumo. A gente. Tem. Uma. Primeira. Linha. A Linha. De. Cima. Que. Cresce. Obviamente. Ela. Tem.
Speaker #3: Que. Crescer. Mais. E. Vai. Crescer. Mais. Ao. o. Longo. Do. Tempo. Mas. Ela. Cresce. Positivamente. Eu. Diria. Que. Com. Uma. Dinâmica. De. Mix. Cada.
Speaker #3: Vez. Mais. Equilibrada. Cada. Vez. Mais. Balanceada. Então. A. Direção. Claramente. Está. Certa. E. O. Mix. Também. A gente. Precisa. Trabalhar. Para. Aumentar. A Velocidade.
Speaker #3: Sem. Dúvida. As. Linhas. Do. Meio. Despesas. Outros. Provisões. Em. Que. Pese a. Crescer. Pouco. Também. Se. Comportam. Bem. Isso. Tudo. Somado. Dada. Alavancagem. Operacional.
Mário Leão: As linhas do meio, despesas, outros, provisões, em que pese a crescer um pouco, também se comportam bem. Isso tudo somado, dada a alavancagem operacional da operação, faz com que a gente tenha a evolução, na minha visão, bem positiva do lucro antes do imposto, que faz com que a gente ofereça a tributação, a absorção dos DTAs, a melhoria marginal do capital, e com isso o lucro líquido acaba caindo, mas por um efeito matemático que eu diria que é saudável.
Speaker #3: Da operação faz com que a gente tenha a evolução, na minha visão, bem positiva do lucro antes do imposto, que faz com que a gente...
Speaker #3: Ofereça. A. Tributação. A. Absorção. Dos. DTAs. A. Melhoria. Marginal. Do. Capital. E. Com. Isso. O. Lucro. Líquido. Acaba. Caindo. Mas. Por. Efeito. Matemático. Que.
Speaker #3: Eu diria que é saudável. O importante aqui, na minha visão, é a visão orgânica da franquia crescendo, levando ao City One e ao índice.
Mário Leão: O importante aqui, na minha visão, é a visão orgânica da franquia crescendo, levando a um CT1 e a um índice de Basileia bastante saudáveis, na ordem 15.2, 11.2, e com isso o conforto da gente continuar, em que pese o zero dono de capital, a gente continuar com a nossa política de distribuição, como recentemente no JCP, a gente não deveria ter nenhuma mudança ao longo do ano e com o resultado crescendo, uma distribuição que deve crescer junto. Com isso eu paro por aqui, vou chamar a Camila pra iniciar o trabalho do Q&A. Nesse Q&A eu vou ter, pela primeira vez, o nosso novo CFO, Carlos Muñiz González-Blanch, do meu lado.
Speaker #3: Basileia bastante saudáveis na ordem: 15.2, 11.2. E, com isso, o conforto de a gente continuar, em que pese os add-ons de capital a gente.
Speaker #3: Continuar. Com. A nossa. Política. De. Distribuição. Como. Recentemente. No. JCP. A gente. Não. Deveria. Ter. Nenhuma. Mudança. Ao. Longo. Do. Ano. E. Com. O Resultado.
Speaker #3: Crescendo. Uma. Distribuição. Que. Deve. Crescer. Junto. Com. Isso. Eu. Paro. Por. Aqui. Vou. Chamar. A. Camila. Para. Iniciar. O. Trabalho. Do. Q&A. E. Nesse.
Speaker #3: Q&A. Eu. Vou. Ter. Pela. Primeira. Vez. O. Nosso. Novo. CFO. Carlos. Muniz. Do. Meu. Lado. Eu. Combinei. Com. Ele. Que. Eu. Vou. Tomar. As.
Mário Leão: Eu combinei com ele que eu vou tomar as perguntas, essencialmente todas, mas ele ali do meu lado vai ter a chance de poder comentar algo se ele quiser adicionar e com isso conhecer mais vocês. Obrigado e seguimos.
Speaker #3: Perguntas. Essencialmente. Todas. Mas. Ele. Ali. Do. Meu. Lado. Vai. Ter. A. Chance. De. Poder. Comentar. Algo. Se. Ele. Quiser. Adicionar. E. Com. Isso. Conhecer.
Speaker #3: Mais vocês, obrigado. E seguimos. Iniciaremos agora a nossa sessão de perguntas e respostas. Para participar, é só você clicar no ícone de mão que aparece na parte inferior da sua tela.
Camila Stolf Toledo: Iniciaremos agora a nossa sessão de perguntas e respostas. Pra participar, é só você clicar no ícone de mão que aparece na parte inferior da sua tela. A gente vai responder as perguntas no idioma em que elas forem feitas. Pedimos que cada analista faça somente uma pergunta pra que todos tenham a oportunidade de participar. A primeira pergunta vem do Thiago Batista, do UBS. Bom dia, Thiago.
Speaker #3: A gente vai responder às perguntas no idioma em que elas forem feitas. Pedimos que cada analista faça somente uma pergunta para que todos tenham a oportunidade de participar.
Speaker #3: A primeira pergunta vem do Tiago Batista, do UBS. Bom dia, Tiago. Bom dia, Camila. Bom dia, Mário. Bom dia, Carlos. Mário, eu não sei se esse é o seu último call ou ainda tem mais mas de qualquer maneira obrigado pela parceria dos últimos anos aí.
Thiago Batista: Bom dia, Camila. Bom dia, Mario. Bom dia, Carlos. Mario, eu não sei se esse é o último call ou ainda tem mais um, mas de toda maneira, obrigado pela parceria dos últimos anos aí. A minha pergunta é sobre o Desenrola. A gente deve ter o anúncio nos próximos dias, o anúncio formal do novo programa de refinanciamento. Pelo que a gente sabe até agora, focado em baixa renda, cartão de crédito, consumer finance e overdraft e cheque especial. Você consegue compartilhar conosco a impressão de vocês sobre esse programa de refinanciamento que vai ser anunciado? Só um follow-up no seu ponto que você comentou sobre o DTA no durante a apresentação.
Speaker #3: A minha pergunta é sobre o desenrola. A gente deve ter o anúncio nos próximos dias, anúncio formal do novo programa de refinanciamento. Pelo que a gente sabe até agora, focado em baixa renda, cartão de crédito, consumer finance e e e overdraft e cheque especial.
Speaker #3: Você consegue compartilhar conosco a impressão de vocês sobre esse programa de refinanciamento que vai ser anunciado? E só follow-up no seu ponto que você comentou sobre o DTA durante a apresentação.
Speaker #3: Qual o impacto que vocês imaginam que vai ter no capital de vocês a não amortização do DTA ao longo dos próximos anos? É legal, Tiago.
Thiago Batista: Qual o impacto que cês imaginam que vai ter no capital de vocês a não amortização dos DTA ao longo dos próximos anos?
Mário Leão: Legal, Thiago. Obrigado, prazer falar com você. Sim, em princípio, essa é a minha última divulgação. Um prazer e espero me manter próximo de todos vocês. Seguirei passando pelo banco, apoiando no que eu puder. Começando pelo Desenrola, agora há pouco eu falei com a imprensa e pra destacar pra todos vocês. Primeiro, eu acredito que o programa, ele é, de fato, necessário. Ele tá sendo bastante bem desenhado. Capitaneado pelo Ministério da Fazenda, pelo próprio ministro Darío, pelo secretário-executivo Ceron. Eles têm trazido os bancos pra desenhar junto. Não é um desenho feito num laboratório em Brasília, que os bancos vão ter que depois implementar ou ver sendo implementado numa plataforma única.
Speaker #3: Obrigado. O prazer de falar com você. E sim, em princípio, essa é a minha última divulgação. Então é prazer e espero me manter próximo de todos vocês.
Speaker #3: E seguirei torcendo pelo banco e apoiando no que eu puder. Começando pelo desenrola, agora há pouco eu falei com a imprensa e para destacar para todos vocês, primeiro, eu acredito que o programa ele é de fato necessário, ele está sendo bastante bem desenhado, capitaneado pelo Ministério da Fazenda, pelo próprio ministro Darío, pelo secretário executivo Ceron, eles têm trazido os bancos para desenhar junto.
Speaker #3: Não é desenho feito em laboratório em Brasília que os bancos vão ter que depois implementar. Ou ver se ele é implementado numa plataforma única.
Speaker #3: Ele tem evoluções relevantes em relação ao desenho de 2023, em que a plataforma era centralizada e, por isso, talvez não tenha saído tanto volume quanto se esperava.
Mário Leão: Ele tem evoluções relevantes em relação ao desenho de 2023, em que a plataforma era centralizada e por isso talvez não tenha saído tanto volume quanto se esperava. Agora vai ser feito através de cada banco, nos seus próprios canais, num framework compartilhado, claro, né, um framework de modelo, mas todos os bancos vão poder engajar suas esteiras, pra poder fazer o, vamos chamar, Desenrola dois sair do papel. Por que que eu digo que ele é importante e o timing é de fato agora? A gente tá olhando os mesmos dados, né. Apesar do desemprego tá onde tá, apesar da inflação tá caindo até recentemente, a economia tá crescendo por algum milagre, mesmo com o nível de juros que a gente vive. O nível de endividamento das famílias, o nível de renda disponível tá crítico.
Speaker #3: Agora vai ser feito através de cada banco, nos seus próprios canais, num framework compartilhado, claro, framework de modelo, mas todos os bancos vão poder engajar as suas esteiras para poder fazer o que vamos chamar de desenrola dois sair do papel.
Speaker #3: Então, por que eu digo que ele é importante e o timing é de fato agora? A gente está olhando os mesmos dados. Apesar do desemprego estar onde está, apesar da inflação estar caindo até recentemente, a economia está crescendo por algum milagre, mesmo com o nível de juros que a gente vive, o nível de endividamento das famílias, o nível de renda disponível está está crítico.
Speaker #3: E isso faz com que o nível de inadimplência prático esteja ruim. A gente não teve uma evolução substancial no endividamento e na capacidade de consumo ou de desalavancagem das famílias nos últimos anos.
Mário Leão: Isso faz com que o nível de inadimplência prático teja ruim. A gente não teve uma evolução substancial no endividamento e na capacidade de consumo ou de desalavancagem das famílias nos últimos anos. Pra mim, faz sentido ter o programa. De novo, os Pedaços que compõem o programa que o governo vai anunciar, quando possa ser diferente, fazem sentido.
Speaker #3: Então, para mim, faz sentido o teu programa. De novo, os pedaços que compõem o programa, que o governo vai anunciar quando não possa ser diferente, fazem sentido.
Speaker #3: A gente participou do desenho. E deve e deve ter bastante sucesso no sentido de bastante gente ou diria que espero milhões de brasileiros que estão endividados e atrasados acima de prazo mínimo, provavelmente deve ser o atraso que a gente chama de atraso já pouco mais longo do acima de 90 dias.
Mário Leão: A gente participou do desenho, e deve, e deve ter bastante sucesso no sentido de bastante gente, ou diria que espero, milhões de brasileiros que tão endividados e atrasados acima de um prazo mínimo, provavelmente deve ser o atraso, que a gente chama de atraso já um pouco mais longo, acima de 90 dias, vão ter chance de renegociar com descontos relevantes e obviamente com um amparo do governo pra um certo montante do que fica da dívida. Faz sentido, vai acontecer e os bancos, por terem participado do desenho, sem dúvida vão apoiar e o Santander não vai ser diferente. Sim, sim. Enfim, no Desenrola é isso e obviamente mais do que isso seria furar o bolo aqui.
Speaker #3: Vão ter chance de renegociar com descontos relevantes e, obviamente, com com amparo do governo para certo montante do que fica da dívida. Então, é faz sentido, vai acontecer e os bancos por terem participado do desenho sem dúvida vão apoiar.
Speaker #3: E o Santander não vai ser diferente. Sim, sim. Eu só, enfim... Então, no Desenrola, é isso. E, obviamente, mais do que isso, seria furar o bolo aqui.
Speaker #3: Obviamente, a gente prefere que o governo anuncie, mas a mensagem principal é faz sentido, vamos abraçar. E eu acredito que vai ser efetivo. O tema dos DTAs são várias peças ao mesmo tempo.
Mário Leão: Obviamente, é, a gente prefere que o governo anuncie, mas a mensagem principal é: faz sentido, vamo abraçar e eu acredito que vai ser, vai ser efetivo. O tema dos DTAs, são várias peças ao mesmo tempo, né, Thiago. A gente já tem uma base de DTAs relevante, nós e eu diria a indústria como um todo, alguns proporcionalmente mais, outros um pouco menos, mas o tema do DTA, pelo critério contábil que muda a partir de 2025, todo mundo acumulou DTAs de forma relevante. Em 2025, você não foi obrigado a lançar, é, a resultado no livro fiscal, esse DTA, mas em 2026 começa.
Speaker #3: Tiago, a gente já tem uma base de DTAs relevante. Nós e eu diria a indústria como todo, alguns proporcionalmente mais, outros pouco menos, mas o tema do DTA pelo critério contábil que muda a partir de 25, todo mundo acumulou DTAs de forma relevante.
Speaker #3: Em 25 você ainda não foi obrigado a lançar a resultado essa no livro fiscal, esse DTA, mas em 26 começa. Então, a gente já teve a essa altura quatro 120 avos do nosso estoque de DTAs de PDD de 31 de dezembro de 25 lançados no resultado, concorrendo com a PDD marginal já desde o ano passado, como você sabe bem.
Mário Leão: A gente já teve a essa altura quatro centovinte avos do nosso estoque de DTAs de PDD de 31 December 2025 lançado no resultado, concorrendo com a PDD marginal já desde o ano passado, como cê sabe bem. Essa confluência da PDD marginal que passa a fluir no livro fiscal e o no nosso caso, um cento e vinte avos inexorável, né, no reloginho da PDD histórica, isso gera uma pressão de consumo de base fiscal, principalmente no veículo do banco, bem relevante. Sabendo disso, o que que a gente tem feito, Thiago?
Speaker #3: Então, essa confluência da PDD marginal que passa a fluir no livro fiscal e o, no nosso caso, 120 avos inexorável num reloginho da PDD histórica, isso gera uma pressão de consumo de base fiscal principalmente no veículo do banco, bem relevante.
Speaker #3: Então, sabendo disso, o que a gente tem feito, Tiago? A gente tem, eu comentei rápido, a gente tem desde o ano passado reordenado dentro do que é arms length, dentro de que é, obviamente, regulatóriamente correto.
Mário Leão: A gente tem, eu comentei rápido, né, a gente tem desde o ano passado reordenado dentro do que é arm's length, dentro de que é obviamente regulatoriamente correto, a gente tem buscado reordenar o resultado entre os nossos veículos legais, dos veículos que têm menos DTA e às vezes pagam menos imposto, como a nossa financeira, como algumas entidades não financeiras, jogando esse resultado no banco. Efeito prático é: eu gero mais lucro antes do imposto no banco, o que é bom, porque eu absorvo mais rápido os DTAs. Por outro lado, eu tô levando esse resultado a um imposto mais alto do que nas outras entidades. No curto prazo, eu tô, é, diminuindo o lucro líquido na prática, porque eu tô levando mais lucro antes do imposto pro veículo que paga mais.
Speaker #3: A gente tem buscado reordenar o resultado entre os nossos veículos legais dos veículos que têm menos DTA e, às vezes, pagam menos imposto, como a nossa financeira, como algumas entidades não financeiras.
Speaker #3: Jogando esse resultado no banco. Efeito prático é, eu gero mais lucro antes do imposto no banco o que é bom, porque eu absorvo mais rápido os DTAs.
Speaker #3: Por outro lado, eu estou levando esse resultado a imposto mais alto do que nas outras entidades. Então, no curto prazo, eu estou diminuindo o lucro líquido na prática, porque eu estou levando mais lucro antes do imposto para o veículo que paga mais.
Speaker #3: Mas, obviamente, no médio, eu não diria nem que é médio, que logo no tri seguinte e a partir dali você está aumentando na margem o capital de giro próprio e fazendo aquele ativo que hoje rende nada passar a render no mínimo Selic e, obviamente, junto com a carteira render mais do que isso.
Mário Leão: Obviamente, no médio, eu não diria nem que é médio, que logo no tri seguinte e a partir dali, cê tá aumentando na margem o capital de giro próprio e fazendo aquele ativo que hoje rende nada, passar a render no mínimo Selic e obviamente junto com a carteira, render mais do que isso. Essas placas tectônicas, vamos chamar assim, no nosso balanço e de todos os bancos, tão acontecendo as speak e a gente tá buscando, via esse reordenamento dos veículos legais, impulsionar mais o resultado do banco. Cês vão ver ao longo do tempo o Banco Santander Brasil S.A., CNPJ tal, cada vez com mais resultado relativamente aos outros veículos, tudo feito, de novo, arm's length e correto.
Speaker #3: Então, essas placas tectônicas, vamos chamar assim, do nosso balanço e de todos os bancos estão acontecendo as we speak e a gente está buscando via esse reordenamento dos veículos legais impulsionar mais o resultado do banco.
Speaker #3: Então, vocês vão ver ao longo do tempo o Banco Santander Brasil S.A., CNPJ tal, cada vez com mais, perdão, mais resultado relativamente aos outros veículos.
Speaker #3: Tudo feito, de novo, arms length e correto. Junto disso, a própria operação orgânica tem que crescer e aí vai crescer em todos os veículos, mas tem que crescer principalmente no banco, para que o próprio orgânico que chega lá fora a realocação entre veículos também aumente a base tributável do veículo banco e com isso a gente ofereça mais imposto à tributação e absorva mais rápido os DTAs.
Mário Leão: Junto disso, a própria operação orgânica tem que crescer, e aí vai crescer em todos os veículos, mas tem que crescer principalmente no banco, pra que o próprio orgânico que chega lá, fora a realocação entre veículos, também aumente a base tributável do veículo banco e com isso a gente ofereça mais imposto à tributação e absorva mais rápido os DTAs. A gente espera que a gente consiga absorver todos os DTAs no Q1, Q2, Q3. Desculpa. Perdão. Se você continuar.
Speaker #3: A gente espera que a gente consiga absorver todos os DTAs no primeiro, segundo, terceiro tri, desculpa, a gente perdão. Você consegue continuar? Ok. A gente acha que vamos ser capazes de absorver a totalidade dos DTAs que temos para o primeiro, segundo tri do 2027, 2028, por aí andando.
Carlos Muñiz González-Blanch: Ok. A gente acha que vamos ser capazes de absorver a totalidade dos DTAs que tenemos para o Q1, Q2 do 2027, 2028. Vai depender muito da evolução da atividade comercial, como Mário falava, mas estamos tomando todas as medidas que a gente pode tomar para tratar de otimizar o consumo de DTAs no veículo banco.
Speaker #3: Vai depender muito da evolução da atividade comercial, como o Mário falava, mas estamos tomando todas as medidas que a gente pode tomar para tratar de otimizar o consumo de DTAs no veículo banco.
Mário Leão: É isso. Obrigado, Thiago.
Speaker #3: Obrigado, Tiago. Obrigada, Tiago. Agora a gente tem uma pergunta do Daniel Vaz, do Banco Safra. Bem-vindo, Vaz. Obrigado. Obrigado, Camila. Bom dia, Mari. Bom dia, Carlos.
Camila Stolf Toledo: Obrigada, Thiago. Agora a gente tem uma pergunta do Daniel Vaz, do Banco Safra. Bem-vindo, Vaz.
Daniel Vaz: Obrigado. Obrigado, Camila. Bom dia, Mário. Bom dia, Carlos. Obrigado pela participação. Eu queria entrar no tema de SMEs e tentar detalhar esse aumento na inadimplência que a gente tem visto nos últimos trimestres, né. A gente sabe que se fosse quebrar em alguns blocos, teriam vários. Eu queria principalmente tentar entender quanto disso tem vindo dentro dos programas governamentais, né. Acho que o FGI que tem crescido bastante. E tentar entender o quanto vem daqui, né, dessa, desse bloco do FGI, em que tamanhos de empresas, se tem algum setor específico. E aí também se você puder complementar, se isso deveria continuar subindo ao longo dos próximos trimestres, né.
Speaker #3: Obrigado pela participação. Eu queria entrar no tema de ACMIs e tentar detalhar esse aumento na inadimplência que a gente tem visto nos últimos tris.
Speaker #3: A gente sabe que se fosse quebrar em alguns blocos teriam vários, eu queria principalmente tentar entender quanto disso tem vindo dentro dos programas governamentais.
Speaker #3: Acho que o FGPA, que tem crescido bastante, e tentar entender o quanto vem daqui, desse bloco do FGPA e em que tamanhos de empresas.
Speaker #3: Tem alguns setores específicos. E aí também, se você puder complementar, se isso deveria continuar subindo ao longo dos próximos trimestres. A gente viu o fim de carências, eventualmente das safras que foram originadas no passado.
Daniel Vaz: A gente viu fim de carências, eventualmente, das safras que foram originadas no passado e o governo capitalizando o FGO pro Desenrola 2.0 e não o FGI pra poder desembolsar mais nesse programa. Se você puder nesse complemento, minha pergunta principal. Obrigado, pessoal.
Speaker #3: E o governo capitalizando o FGO para o desenrola 2.0 e não o FGI para poder desembolsar mais nesse programa. Então, se você puder, nesse complemento e na pergunta principal.
Speaker #3: Obrigado, pessoal. Legal. Eu vou tentar aqui, espero que me aposte melhor. Daniel, prazer falar com você. Primeiro, tem componente grande de programas a gente tem uma carteira já de pelo menos 25% indo para 30% de linhas governamentais.
Mário Leão: Legal, eu vou tentar aqui, espero que minha voz melhore. Daniel, prazer falar com você. Primeiro tem um componente grande de programas. A gente tem uma carteira já de pelo menos 25%, indo pra 30%, de linhas governamentais, e o atraso acontece bastante ali, o que não gera necessariamente PDD. Tendo dito isso, tem uma pressão nas pequenas, como eu comentei, o que a gente chama de empresas um, gerencialmente. É um ponto de atenção ali, sem dúvida. A macro afeta esse segmento full. É um ponto de atenção. Eu disse: proporcionalmente eu quero crescer aqui muito mais do que outros segmentos, mas eu não vou fazer isso por controle remoto.
Speaker #3: E o atraso acontece bastante ali, o que não gera necessariamente PDD. Tendo dito isso, tem uma pressão nas pequenas, como eu comentei, o que a gente chama de empresas 1, gerencialmente, então é ponto de atenção ali, sem dúvida.
Speaker #3: A macro afeta esse segmento full, então é ponto de atenção, eu disse, proporcionalmente eu quero crescer aqui muito mais do que outros segmentos, mas eu não vou fazer isso por controle remoto.
Speaker #3: Então a gente está olhando esse tri, a gente não cresceu, foi porque a gente preferiu ficar mais de lado, mas obviamente daqui para frente a gente vai continuar buscando oportunidade onde a gente pode crescer e vai buscar crescer dois dígitos plus aqui no sequencial ao longo dos próximos anos.
Mário Leão: A gente tá olhando, esse tri a gente não cresceu, foi porque a gente preferiu ficar mais de lado. Obviamente, daqui pra frente, a gente vai continuar buscando oportunidade onde a gente pode crescer e vai buscar crescer dois dígitos plus aqui no sequencial ao longo dos próximos anos. É um, como um todo, um portfólio que demanda atenção de perto.
Speaker #3: Mas é como todo, portfólio que demanda atenção de perto. Legal. E na expectativa de continuidade da inadimplência subindo, é possível, Daniel, não dá para cravar que vai acontecer, mas com a macro dura e o juro na margem caindo mais devagar do que se esperava, como eu falava com os jornalistas, caiu caiu dois para esse público, não faz tanta diferença assim.
Daniel Vaz: Legal, na expectativa de continuidade da inadimplência subindo?
Mário Leão: É possível, Daniel. Não, não dá pra cravar que vai acontecer, mas, é, com a macro dura e o juro na margem caindo mais devagar do que se esperava, como eu falava pros jornalistas, cai 1, cai 2 pra esse público, não faz tanta diferença assim, né? A atividade como um todo, afeta. O Brasil crescer 1 ou crescer 2, ou crescer meio, ou crescer 1 e meio, pra esse mundo de serviços, né, muito de comércio, serviços, varejo, faz bastante diferença, até talvez mais do que 1 ponto pra lá e pra cá da taxa de juros. É possível que o nível de inadimplência aqui suba. Você falou do FGI, eu não tinha coberto.
Speaker #3: Mas a atividade como todo, afeta. Então o Brasil cresceu ou crescer dois ou crescer meio ou crescer e meio, para esse mundo de serviços, muito de comércio, serviços, varejo, faz bastante diferença.
Speaker #3: Até talvez mais do que ponto para lá e para cada taxa de juros. Então, é possível que o nível de inadimplência aqui suba. Vocês, gente, cobriram esse ponto com o governo e o governo seguramente vai anunciar isso no momento certo, mas a gente entendeu que o governo não vai deixar de apoiar FGI e Pronampe porque está capitalizando o FGO para o Desenrola 2.
Mário Leão: A gente cobriu esse ponto com o governo e o governo, seguramente vai anunciar isso no momento certo, mas a gente entendeu que o governo não vai deixar de apoiar FGI e Pronampe, porque está capitalizando o FGI pro Desenrola 2. Existe a sensibilidade do governo, do Ministério da Fazenda, do BNDES, da relevância dos programas governamentais na PJ, na pequena e pequena-média PJ, e a gente não acredita que isso vai ser prejudicado pelo Desenrola 2. As duas coisas vão ser geridas em paralelo, o que a gente acha muito positivo.
Speaker #3: Existe a sensibilidade do governo do Ministério da Fazenda, do BNDES, da relevância dos programas governamentais na PJ, na pequena e pequena média PJ, e a gente não acredita que isso vai ser prejudicado pelo desenrola 2.
Speaker #3: As duas coisas vão ser geridas em paralelo, o que a gente acha muito positivo. Boa, super completo. Obrigado, Mário. Obrigada, Vaz. Nós vamos chamar agora o Mário Pierre, do BOFA, olá, Mário, bem-vindo.
Daniel Vaz: Boa, supercompleto. Obrigado, Mário.
Camila Stolf Toledo: Obrigada, Vaz. Nós vamos chamar agora o Mario Pierry, do BofA. Olá, Mario, bem-vindo. Vamo ver se a gente entrou.
Speaker #3: Vamos ver se a gente dia, pessoal. Obrigado aí pela oportunidade. Mário também queria aí te agradecer pela parceria nos últimos anos, e te desejar sucesso aí na próxima jornada aí da sua carreira.
Mario Pierry: Agora foi. Bom dia, pessoal. Obrigado aí pela oportunidade. Mario, também queria aí te agradecer pela parceria nos últimos anos e te desejar sucesso aí na próxima jornada aí da sua carreira. Eu queria fazer um double click na carteira de auto, né? Vocês são os líderes de mercado, 20% market share. A gente continua vendo um crescimento saudável da carteira, mas quando a gente olha os dados do Banco Central, a gente vê que a inadimplência do segmento piorou bastante, 130 basis points ano contra ano. Eu queria ver aí como é que vocês tão vendo esse segmento, né? Um cenário ainda de juros elevados, como você mencionou. O que te dá confiança de continuar crescendo a nossa carteira?
Speaker #3: Eu queria fazer double click na carteira de alto. Vocês mostram, vocês são os líderes de mercado, 20% market share, a gente continua vendo crescimento saudável da carteira, mas quando a gente olha os dados do Banco Central, a gente vê que a inadimplência do segmento piorou bastante, 130 basis points ano contra ano, eu queria ver aí como é que vocês estão vendo esse segmento.
Speaker #3: O cenário ainda de juros elevados, como você mencionou, o que te dá confiança de continuar crescendo na nossa carteira? E se esses dados do Banco Central, que mostram aí uma piora de 130 basis points, se tem alguma coisa que está contaminando esse NPL da indústria, que você não vê, e a pergunta aqui é se vários players mudaram a política de write-offs e por isso esse 130 basis points pode estar pouco inflacionado.
Mario Pierry: Se esses dados do Banco Central, que mostram aí uma piora de 130 basis points, se tem alguma coisa que tá contaminando esse NPL da indústria que você não vê. A pergunta aqui é se vários players, né, mudaram a política de write-offs e por isso esse 130 basis points pode tá um pouco inflacionado. Obrigado.
Speaker #3: Obrigado. Obrigado, Mário. Obrigado pelas palavras, e foi prazer, e seguiremos próximos. Eu comentei brevemente quando eu citei o tema do dos novos e dos elétricos, Mário, que a gente tendo a financeira líder de mercado, eu não falo isso com nenhuma arrogância, mas a gente acaba tendo uma penetração bruta do que eu quero dizer com penetração bruta, uma capacidade de originação que é de virtualmente para não dizer que é 100%, que seria exagero, mas de cada 100 contratos cotados, ou fichas, como se fala, cotadas no mercado, a gente efetivamente cota 90 plus dessas fichas.
Mário Leão: Obrigado, Mario. Obrigado pelas palavras e foi um prazer e seguiremos próximos. Eu comentei brevemente quando eu citei o tema do, dos novos e dos elétricos, Mario, que a gente, tendo a financeira líder de mercado, eu não falo isso com nenhuma arrogância, mas a gente acaba tendo uma penetração bruta. O que que eu quero dizer com penetração bruta? Uma capacidade de originação que é de virtualmente, para não dizer que é 100%, que seria um exagero, mas de cada 100 contratos cotados, ou fichas, como se fala, cotadas no mercado, a gente efetivamente cota 90 plus dessas fichas. A gente tem uma visibilidade sobre o mercado que é virtualmente completa. Veja, dessas 90 a gente escolhe fazer 20, arredondando. A gente está vendo 70 das fichas que a gente originou e não quis fazer.
Speaker #3: Então a gente tem uma visibilidade sobre o mercado que é virtualmente completa. E veja, dessas 90, a gente escolhe fazer 20, arredondando. Então a gente está vendo 70 das fichas que a gente originou e não quis fazer.
Mário Leão: Por que que a gente não quis fazer? Risco-retorno. A gente pode ver, às vezes, margem muito pujante e tentadora, uma qualidade de crédito, qualidade do colateral ou um loan velho que não fazem sentido, e a gente prefere declinar. A gente só escolhe fazer os 20 que a gente tem. Por isso que eu falei que a gente não deveria crescer desproporcionalmente em relação ao mercado, porque a gente vai tá tomando um risco desproporcional que a gente não quer. Como é que a gente lê o dado de mercado contra o nosso? A gente tá tendo um deterioro como o mercado? Não, a gente não tá. Por que que a gente não tá tendo? Por essa visibilidade ampla e quase total que a gente tem do mercado, a gente consegue escolher ao longo do tempo onde a gente vai alocar mais as nossas fichas.
Speaker #3: Por que a gente não quis fazer? Risco-retorno. A gente pode ver, às vezes, margem muito pujante e tentadora, mas uma qualidade de crédito ou qualidade do colateral, ou loan to value, que não fazem sentido, e a gente prefere declinar.
Speaker #3: E a gente só escolhe fazer os 20 que a gente tem, e por isso que eu falei que a gente não deveria crescer desproporcionalmente em relação ao mercado, porque a gente vai estar tomando risco desproporcional que a gente não quer.
Speaker #3: Como é que a gente lê o dado de mercado contra o nosso? A gente está tendo deterioro como mercado? Não, a gente não está.
Speaker #3: Por que a gente não está tendo? Porque, por essa visibilidade ampla e quase total que a gente tem do mercado, a gente consegue escolher, ao longo do tempo, onde a gente vai alocar mais as nossas fichas.
Speaker #3: Nos últimos meses, para não dizer no último tri ou dois tris, a gente tem focado menos proporcionalmente em usados, menos proporcionalmente em motos e mais em novos.
Mário Leão: Nos últimos meses, para não dizer no último tri ou dois tris, a gente tem focado menos proporcionalmente em usados, menos proporcionalmente em motos e mais em novos. Dentro de novos, especificamente, a gente tem focado muito nos elétricos. Não foi à toa que a gente chegou a 50 de cota média de originação de elétricos, sendo que, de novo, em algumas marcas, que são as que mais estão crescendo, eu não vou ser indelicado de dar nomes aqui, mas as que mais estão crescendo, a gente tem shares de perto de 70%. A gente escolheu fazer isso.
Speaker #3: E, dentro de novos, especificamente, a gente tem focado muito nos elétricos. Não foi à toa que a gente chegou a 50 de cota média de originação de elétricos, sendo que, de novo, em algumas marcas que são as que mais estão crescendo — eu não vou ser indelicado de dar nomes aqui — mas, as que mais estão crescendo, a gente tem shares de perto de 70%.
Speaker #3: A gente escolheu fazer isso. Então a gente quis priorizar nos últimos trimestres a faixa de novos que têm nível de inadimplência muito menor do que usados, naturalmente se acaba indo para clientes de mais rating, porque o carro novo é mais caro na média do que o usado, então você vai para poder aquisitivo maior, para cliente de mais renda, ou mais capacidade financeira, e naturalmente ratings mais altos.
Mário Leão: A gente quis priorizar nos últimos trimestres a faixa de novos, que têm um nível de inadimplência muito menor do que usados. Naturalmente, se acaba indo pra clientes de mais rating, porque o carro novo é mais caro na média do que o usado. Cê vai prum poder aquisitivo maior, prum cliente de mais renda ou mais capacidade financeira e naturalmente ratings mais altos. Esse combo de rating mais alto, capacidade creditícia melhor, e melhor colateral faz com que a nossa performance seja tanto na performance curta quanto na de médio prazo, melhor. O que não quer dizer que não é um business nervoso. É um business que tem o seu custo de crédito, de alguns pontos percentuais. Obviamente, não é um custo zero. A capacidade recuperatória do Brasil ainda não é compatível com a dos Estados Unidos.
Speaker #3: Então, esse combo de rating mais alto, capacidade creditícia melhor e melhor colateral faz com que a nossa performance, tanto na performance curta quanto na de médio prazo, seja melhor.
Speaker #3: O que não quer dizer que não é business nervoso, é business que tem o seu custo de crédito, de alguns pontos percentuais, obviamente não é custo zero, a capacidade recuperatória do Brasil ainda não é compatível com a dos Estados Unidos, a gente tem sim marco legal das garantias, mas ainda está longe de ter uma capacidade recuperatória extrajudicial como tem lá fora, mas enfim, na margem está melhorando e a gente continua positivo.
Mário Leão: A gente tem, sim, o Marco Legal das Garantias, mas ainda tá longe de ter uma capacidade recuperatória extrajudicial como tem lá fora. Enfim, na margem tá melhorando e a gente continua positivo. A gente tem um business também, ele é menor, ele é talvez 5% and 6% da carteira como um todo, mas ele é um business bem saudável de consumer finance ex auto. A gente, ao longo dos anos, foi aprendendo entre muitos erros que a gente teve e outros tantos acertos, e hoje a gente tá com as verticais no nosso negócio de consumer finance, que a gente quer ter já há alguns anos, um negócio bem consolidado, bem rentável, tanto na originação marginal quanto no estoque.
Speaker #3: E a gente tem business também, ele é menor, ele é talvez 5%, 6% da carteira como todo, mas ele é business bem saudável de consumer finance tax alto, a gente ao longo dos anos foi aprendendo entre muitos erros que a gente teve e outros tantos acertos, e hoje a gente está com as verticais no nosso negócio de consumer finance que a gente quer ter já há alguns anos, negócio bem consolidado, bem rentável, tanto na originação marginal quanto no estoque.
Speaker #3: Então a gente pensa no alto, que é o core, mas a gente tem pedaço também que eu diria que é alfa bem bom, com margens bem positivas, que a gente também tem gerido bem, mas também não dá para crescer desproporcionalmente, porque o financiamento ao consumo no Brasil tem que ser bem feito e a gente aprendeu do jeito duro que algumas verticais não dá para operar.
Mário Leão: A gente pensa no auto, que é o core, mas a gente tem um pedaço também que eu diria que é um alfa bem bom, com margens bem positivas, que a gente também tem digerido bem, mas também não dá pra crescer desproporcionalmente, porque o financiamento ao consumo no Brasil tem que ser bem feito e a gente aprendeu do jeito duro que algumas verticais não dá pra operar. Como um todo é um business saudável, que a gente tá, sim, atento à macro, claro, mas a gente segue operando bem e vai continuar crescendo ao longo do ano, possivelmente em linha com o mercado, mas se crescer um pouco menos que o mercado, não tem problema, porque a gente tá tomando o apetite de risco que a gente quer tomar.
Speaker #3: Mas como todo é business saudável, que a gente está sim atento a macro, claro, mas a gente segue operando bem e vai continuar crescendo ao longo do ano, possivelmente nem é com o mercado, mas se crescer pouco menos que o mercado, não tem problema, porque a gente está tomando o apetite de risco que a gente quer tomar.
Speaker #3: Obrigado. Obrigado. A pergunta agora é do analista Pedro Leduc, do Itaú BBA. Bom dia, Pedro. Bom dia, Camila, muito obrigado. Mário, também parabéns pela trajetória aí, sucesso na próxima.
Mario Pierry: Obrigado.
Mário Leão: Brigado.
Camila Stolf Toledo: A pergunta agora é do Analista Pedro Leduc, do Itaú BBA. Bom dia, Pedro.
Pedro Leduc: Bom dia, Camila, muito obrigado. Mário, também parabéns pela trajetória aí, sucesso na próxima. 2 perguntas aqui. A primeira, no plano, olha, sua carteira, né, SMEs crescendo 10% ao ano, nesse contexto também macro que você coloca. Se você pudesse nos ajudar a revisar um pouquinho o que que deve ser a estratégia aqui pra frente, principalmente esse balanço risco e oportunidades, dada a nova segmentação criada. A second pergunta, mais na mudança ali sobre políticas, né, da 4966 e alongamento talvez do write-off. Se nesse trimestre teve alguma coisa já, a gente viu o NPL Formation um pouco diferente do, da PDD, e como a gente deve pensar nos impactos aqui, que seja no NPL 90, dessa mudança pros próximos trimestres. Obrigado.
Speaker #3: Duas perguntas aqui. A primeira, quando eu olho a sua carteira, SMIs crescendo 10% ano a ano, nesse contexto também macro que você coloca, se você pudesse nos ajudar a revisar pouquinho o que deve ser a estratégia aqui para frente, principalmente esse balanço risco e oportunidades dada a nova segmentação, criada, e aí a segunda pergunta, mais na mudança ali sobre políticas da 4966 e aí alongamento talvez do write-off, se nesse trimestre teve alguma coisa já, a gente viu a NPL Formation pouco diferente da PDD, e como a gente deve pensar nos impactos aqui, que seja no NPL 90, dessa mudança para os próximos trimestres.
Speaker #3: Obrigado. Legal. Eu vou começar com essa, Pedro. A gente, como eu comentei, teve e obrigado pelas palavras, como sempre, a gente teve já no quarto tri algum efeito e nesse primeiro tri pouco mais desse efeito da mudança na política de write-off.
Mário Leão: Legal, eu vou começar com essa, Pedro Leduc. A gente, como eu comentei, teve, e obrigado pelas palavras, como sempre. A gente teve já no Q4 algum efeito e nesse Q1, um pouco mais esse efeito do, da mudança na política de write-off. De novo, eu vou reforçar porque é importante ficar claro. A gente tá fazendo uma derivada de como a gente fazia antes, muito mais técnica e muito mais criteriosa. A gente fazia antes um lançamento ao write-off pela média, e tudo que é média, não é necessariamente o mais tecnicamente preciso. Não foi conveniente de que a média agora é um pouco acima do que era antes, indo portfólio a portfólio.
Speaker #3: De novo, eu vou reforçar porque é importante ficar claro. A gente está fazendo uma derivada de como a gente fazia antes, muito mais técnica e muito mais criteriosa. A gente fazia antes o lançamento ao write-off pela média, e tudo que é média não é necessariamente o mais tecnicamente preciso. Não foi conveniente de que a média agora é pouco acima do que era antes. Indo portfólio a portfólio, a gente preferiu fazer esse duplo clique e viu o resultado e falou: 'Puxa, que bom, mas a gente fez algo bem técnico.' Por exemplo, cartões, que é, como eu tenho falado e você acompanha de perto, é dos portfólios que a gente mais tem crescido e, como eu falei, uma das franquias nas quais eu aposto mais e a gente mais aposta. A gente, na prática, passa a antecipar o lançamento a prejuízo do cartão, porque é a velocidade concreta, ex post, olhando já várias safras, que a gente tem capacidade recuperatória.
Mário Leão: A gente preferiu fazer esse duplo clique, viu o resultado e falou: Puxa, que bom. A gente fez um algo bem técnico. Por exemplo, cartões, que é, como eu tenho falado e você acompanha de perto, é um dos portfólios que a gente mais tem crescido, e como eu falei, uma das franquias nas quais eu aposto mais e a gente mais aposta. A gente, na prática, passa a antecipar o lançamento de prejuízo do cartão, porque é a velocidade concreta ex post, olhando já várias safras, que a gente tem capacidade recuperatória. Na financeira de veículos, por exemplo, e alguns outros produtos, a gente tem uma capacidade recuperatória que dura mais tempo. Era incorreto eu lançar prejuízo tão cedo e depois recuperar via venda de carteira, etcetera.
Speaker #3: Mas na financeira de veículos, por exemplo, e alguns outros produtos, a gente consegue uma capacidade, a gente tem uma capacidade recuperatória que dura mais tempo, então era incorreto eu lançar a prejuízo tão cedo e depois recuperar via venda de carteira, etc.
Speaker #3: Então é essa análise técnica que a gente está fazendo agora. Eu acredito que isso vai ser material ao longo do ano, a ponto de mudar drasticamente a curva do nosso over?
Mário Leão: Essa análise técnica que a gente está fazendo agora. Eu acredito que isso vai ser material ao longo do ano a ponto de mudar drasticamente a curva do nosso over? Não. Isso tende a ter um efeito no over quando a gente pega, se eu puder chamar o over médio nosso ao longo do ano, ele tende a ter, principalmente o over 90, ele tende a ter um número mais alto do que na figura média do ano passado.
Speaker #3: Não, mas isso tende a ter efeito no over quando a gente pega, vai, se eu puder chamar o over médio nosso, ao longo do ano, ele tende a ter, principalmente o over 90, ele tende a ter número mais alto do que na figura média do ano passado.
Speaker #3: Então talvez a curva ela paralelize para cima pouco sim, e a gente pode ao longo do tempo mostrar quanto é esse efeito sem problema nenhum, porque, de novo, é algo que a gente fez de forma tecnicamente embasada, revisada obviamente em todos os fóruns que você pode imaginar e vai seguir, enfim, reportando de acordo.
Mário Leão: Talvez a curva, ela paralelize pra cima um pouco sim, e a gente pode, ao longo do tempo, mostrar quanto é esse efeito sem problema nenhum, porque, de novo, é algo que a gente fez de forma tecnicamente embasada, revisada, obviamente, em todos os fóruns que você pode imaginar e vai seguir, enfim, reportando de acordo. Pontinho de vista da carteira, cê perguntou do NPL, do custo de crédito. A gente, Pedro, aqui tem, de novo, várias placas que se movem, né?
Speaker #3: Do ponto de vista da carteira, você perguntou do NPL, do custo de crédito, a gente Pedro aqui, tem de novo várias placas que se movem, quando a gente vê o de whisky que a gente segue fazendo na baixa renda, eu citei alguns dados ali na minha primeira parte, mas para materializar, só nesse tri a gente cai o nosso portfólio de baixa renda alguma coisa como perto de 4%.
Mário Leão: Quando a gente vê o de-risking que a gente segue fazendo na baixa renda, eu citei alguns dados ali na minha primeira parte, mas para materializar, só nesse tri, a gente cai o nosso portfólio de baixa renda alguma coisa como perto de 4%. Essa queda da baixa renda, ela tem dois efeitos. Os dois são saudáveis, mas quando a gente olha numa renda um pouco mais longa. No curto prazo, eu estou acelerando o meu run-down, o meu run-off do baixa renda. Traz uma carga de PDD mais alta, porque eu estou acelerando esse de-risking. O outro efeito negativo, mas que de novo é saudável, eu estou deixando de gerar uma receita que depois eu ia provisionar. Eu tenho uma ancoragem no meu top line, isso é importante até um parênteses aqui.
Speaker #3: Então essa queda da baixa renda, ela tem dois efeitos. Os dois são saudáveis, mas quando a gente olha numa senda pouco mais longa. No curto prazo, eu estar acelerando o meu rundown, o meu run-off do baixa renda, traz uma carga de PDD mais alta, porque eu estou acelerando esse de whisky, o outro efeito negativo, mas que, de novo, é saudável, eu estou deixando de gerar uma receita que depois eu ia provisionar.
Speaker #3: Então eu tenho uma ancoragem no meu top line, isso é importante até uma parênteses aqui, o meu top line, a minha receita, principalmente de margem, ela numa visão anualizada, Pedro, ela parte caindo e esse é bom dado para vocês terem, ela parte caindo 1,5% a 2% do agregado do banco como todo, só pelo de whisky que eu estou fazendo na baixa renda.
Mário Leão: O meu top line, a minha receita, principalmente de margem, ela, numa visão anualizada, Pedro, ela parte caindo, e esse é um bom dado pra cês terem, ela parte caindo 1.5%, 2% do agregado do banco como um todo, só pelo de-risking que eu tô fazendo na baixa renda. Tudo que eu cresço de receita é um top off, recuperar o que cai a baixa renda, nessa redução técnica e cirúrgica que eu tô fazendo dos portfólios da baixa renda que eu não quero ter mais, e obviamente o resto é crescimento saudável. O meu 0.8 in Q, que obviamente não é um número ultra sexy, mas é um número que quando cê vê a composição dele, ele tem uma qualidade bem positiva, por isso que o meu tom aqui nesse Q é um tom positivo.
Speaker #3: Então tudo que eu cresço de receita é top-off recuperar o que cai a baixa renda, nessa redução técnica e cirúrgica que eu estou fazendo dos portfólios da baixa renda que eu não quero ter mais, e obviamente o resto é crescimento saudável.
Speaker #3: Então, o meu 0,8% no tri, que obviamente não é um número ultra sexy, mas é um número que, quando você vê a composição dele, tem uma qualidade bem positiva. Por isso que o meu tom aqui nesse tri é um tom positivo.
Speaker #3: A gente está entregando lucro antecipado que cresce bem e com uma saúde, vamos dizer, nas entrelinhas, boa. Mas tem esse contra-efeito inicial. Então, quando a gente olha o NPL Formation, alguns basis points acima; quando a gente olha o custo de crédito caindo, soa um pouco como coisas na direção oposta, que tem muitas placas se mexendo ao mesmo tempo.
Mário Leão: A gente tá entregando lucro antecipado que cresce bem e com uma saúde, vamos dizer, nas entrelinhas, bom. Tem esse contra efeito inicial. Quando a gente olha o NPL Formation alguns basis points acima, quando a gente olha o custo de crédito caindo, soa um pouco coisas na direção oposta. É que tem muitas placas se mexendo ao mesmo tempo. Tem uma preocupação que você não materializou, mas possivelmente vai vim em alguma das perguntas, que é: Ah, e os nomes do atacado? Cês tão bem provisionados? A gente não responde nome a nome, cês sabem disso, mas a mensagem sobre os nomes do atacado que o Jean Pierre Dupui citar, porque compõe obviamente o NPL, compõe o custo de crédito e são single names relevantes, como tudo que é no atacado.
Speaker #3: Tem uma preocupação que você não materializou, mas possivelmente vai vir em alguma das perguntas, que é: mas e os novos atacados? Vocês estão bem provisionados?
Speaker #3: A gente não responde nome a nome, vocês sabem disso?" Mas a mensagem sobre os nomes do atacado, que eu acho que vale citar, porque compõem obviamente o NPL, compõem o custo de crédito e são single names relevantes, como tudo que é no atacado, a gente primeiro, claro, está seguro com o nível de provisão que a gente tem a cada tri, na verdade a cada mês, e vale aqui comentário que eu vou fazer mais genérico, e vocês podem cobrar a gente ao longo do tempo de como isso vira na prática, a gente provisiona no atacado com base primeiro em veículo legal, e segundo com base em estrutura.
Mário Leão: A gente primeiro, claro, tá seguro com o nível de provisão que a gente tem a cada tri, na verdade, a cada mês. Vale aqui um comentário que eu vou fazer mais genérico, e cês podem cobrar a gente ao longo do tempo de como isso vira na prática. A gente provisiona no atacado com base primeiro em veículo legal e segundo com base em estrutura. Por que que eu tô falando de veículo legal? Alguns desses single names, dos quais se fala bastante na imprensa, entre os analistas, etc., a gente tem exposição relevante fora do Brasil. A gente por ser parte de um grupo, a gente tem funding diferenciado, por exemplo, em Madri, e muitos desses single names, alguns desses single names, 90 plus % da nossa posição tá no Santander Espanha, vamos chamar assim de forma simplificada.
Speaker #3: Por que eu estou falando de veículo legal? Alguns desses single names dos quais se fala bastante na imprensa, entre os analistas, etc., a gente tem exposição relevante fora do Brasil.
Speaker #3: A gente, por ser parte de grupo, a gente tem funding diferenciado, por exemplo, em Madri, e muitos desses single names, alguns desses single names, 90 plus por cento da nossa exposição está no Santander Espanha, vamos chamar assim de forma simplificada.
Speaker #3: Gerencialmente sou eu que toco, é o meu comitê de riscos, é o meu time comercial, mas não afeta o veículo legal do banco, e portanto a ação.
Mário Leão: Gerencialmente sou eu que toco, é o meu comitê de riscos, é o meu time comercial, mas não afeta o veículo legal do banco e, portanto, a ação. Isso é uma nuance importante pra cês terem. Nem tudo o que tem lá, a exposição do Santander como grande credor é aqui no Brasil. O segundo é a estrutura. Eu faço muita coisa a nível de ativo, eu faço muita coisa de project finance, cês sabem que a gente é líder de project finance já há talvez 10 anos, a gente faz muita coisa em infraestrutura, energia, etc. Faz muita coisa em mesa de energia, que é um tipo de exposição mais operacional e não financeira.
Speaker #3: Então isso é nuance importante para vocês terem. Nem tudo o que tem lá exposição do Santander como grande credor é aqui no Brasil. E o segundo é a estrutura.
Speaker #3: Eu faço muita coisa a nível de ativo, eu faço muita coisa de project finance, vocês sabem que a gente é líder de project finance já, talvez dez anos, então a gente faz muita coisa em infraestrutura, energia, etc., faz muita coisa em mesa de energia, que é tipo de exposição mais operacional e não financeira.
Speaker #3: Então quando a gente olha por ativo, a gente provisiona de acordo com o nível de estrutura garantia, se é operacional ou não, etc., e obviamente também só vai provisionar o que está no balanço do banco aqui, e ou outro caso desses grandes não estão nem no veículo do Brasil.
Mário Leão: Quando a gente olha por ativo, a gente provisiona de acordo com o nível de estrutura, garantia, se é operacional ou não, etc. Obviamente também só vai provisionar o que tá no balanço do banco aqui, e um ou outro caso desses grandes não tão nem no veículo do Brasil. Enfim, uma resposta ampla. Se tem algo que eu não cobri, fica à vontade de perguntar.
Speaker #3: Enfim, uma resposta ampla, se tem algo que eu não cobri, fica à vontade de perguntar. Obrigado por complementar, Mario. Sucesso novamente. Obrigado, Pedro. Tudo de bom.
Pedro Leduc: Obrigado por complementar, Mario. Sucesso novamente.
Mário Leão: Obrigado, Pedro. Tudo de bom.
Speaker #3: A gente tem agora uma pergunta do Brian Flores, do Citibank, bem-vindo, Brian. Obrigado, pessoal. Mario, muito sucesso, obrigado pela parceria e também muito êxito para Carlos.
Camila Stolf Toledo: A gente tem agora uma pergunta do Brian Flores, do Citibank. Bem-vindo, Brian.
Brian Flores: Obrigado, pessoal. Mário, muito sucesso. Obrigado pela parceria e também mucho éxito para Carlos. Cê mencionou um ponto bem interessante que é o ritmo de crescimento de clientes, né? 6% ano contra ano. Aí o engajamento, né, cliente ativo cresceu um pouquinho menos, 3% ano contra ano. Eu queria entender se essa, esse gap entre esses crescimentos não representa para vocês um desafio em termos de monetização ou despesas daqui pra frente, né? Se você não teria que investir um pouco mais pra trazer ou ativar um pouco mais, engajar esse cliente um pouquinho mais. Ou se esse gap tem algum desafio na frente em termos de eficiência, que, como você mencionou também, estão indo positivamente, né, até agora. Obrigado.
Speaker #3: Você mencionou ponto bem interessante, que é o ritmo de crescimento de clientes, 6% ano contra ano, e aí o engajamento, cliente ativo cresceu pouquinho menos, 3% ano contra ano.
Speaker #3: Então eu queria entender se esse gap entre esses crescimentos, não representa para vocês desafio em termos de monetização ou despesas daqui para frente. Se você não teria que investir pouco mais para trazer ou ativar pouco mais, engajar esse cliente pouquinho mais, ou se esse gap tem algum desafio na frente em termos de eficiência, que como você mencionou também, está indo positivamente até agora.
Speaker #3: Obrigado. Obrigado, Brian. Obrigado pelas palavras. E essa pergunta é super estratégica. É ótima. Como a gente falava hoje cedo quando eu divulguei para a organização, cedinho, eu começo sempre com os funcionários, eu toquei muito nessa parte.
Mário Leão: Obrigado. Obrigado, Brian. Obrigado pelas palavras, essa pergunta é super estratégica. Ótima. A gente falava hoje cedo com a, quando eu divulguei para a organização cedinho, eu começo sempre com os funcionários, eu toquei muito nessa parte. Crescer 6 year-over-year, dado que você já tem 75, é um bom crescimento. O número é de 4 million plus, que é um bom número. A gente, eu falei já algumas vezes, e não é para ser um quote legal, a gente não está na corrida de ter mais clientes per se. A nossa jornada é para, claro, continuar crescendo a franquia também através de número de clientes, mas principalmente clientes ativos e clientes com principalidade. Você pegou no ponto-chave.
Speaker #3: Crescer seis ano contra ano dado que você já tem 75, é bom crescimento, dá número aí de 4 milhões plus que é bom número, a gente, eu falei já algumas vezes, e não é para ser quote legal, a gente não está na corrida de ter mais clientes per se, a nossa jornada é para claro, continuar crescendo a franquia também através de número de clientes, mas principalmente clientes ativos e clientes com principalidade.
Speaker #3: Então você pegou no ponto-chave. Então para mim o desafio ele é, bom, posso fazer mais ainda de crescer top line de clientes, mas eu quero crescer clientes ativos e clientes que eu consigo trazer a principalidade.
Mário Leão: Pra mim o desafio ele é: bom, posso fazer mais ainda de crescer top line de clientes, mas eu quero crescer clientes ativos e clientes que eu consigo trazer a principalidade. O grande desafio tá: fazer o three virar six, talvez, ou fazer o three virar mais ainda, que é o desafio da gestão toda. Como que a gente tá trabalhando pra isso, Brian? Algumas pinceladas, né? Óbvio que tem uma parte disso que é apetite de crédito. Eu não vou alterar o apetite de crédito pra crescer mais clientes. Eu tenho que crescer mais clientes dentro do apetite de crédito adequado, que tá conectado com o tipo de portfólio que eu quero ter.
Speaker #3: Então o grande desafio está fazer o três virar seis, talvez, ou fazer o três virar mais ainda, que é o desafio da gestão toda.
Speaker #3: Como que a gente está trabalhando para isso, Brian? Algumas pinceladas. Óbvio que tem uma parte disso que é apetite de crédito. Então eu não vou alterar o apetite de crédito para crescer mais clientes.
Speaker #3: Eu tenho que crescer mais clientes dentro do apetite de crédito adequado, que está conectado com o tipo de portfólio que eu quero ter. O portfólio cada vez mais balanceado, diversificado, sustentável, e que me entrega e entrega ao mercado ou ROE de 20 plus a partir de 2028, que inclusive o grupo se comprometeu no Investor Day, então agora o próprio grupo fala do que eu já falava com vocês desde 2024.
Mário Leão: Um portfólio cada vez mais balanceado, diversificado, sustentável e que me entrega e entrega ao mercado o ROI de 20 plus a partir de 2028, que inclusive o grupo se comprometeu no Investor Day. Agora o próprio grupo fala do que eu já falava com vocês desde 2024. A gente tá trabalhando e caminhando pra isso é inexorável. A gente só faz isso se a gente continuar tendo a disciplina de custo de crédito, de alocação de capital marginal que a gente tem tido. Eu não vou crescer abrindo a torneira do apetite.
Speaker #3: Então, a gente está trabalhando e caminhando para isso. Isso é inexorável. E a gente só faz isso se continuar tendo a disciplina de custo de crédito, de alocação de capital marginal, que a gente tem tido.
Speaker #3: Então eu não vou crescer abrindo a torneira do apetite. Claro que isso é a macro melhorar, as famílias começarem a se desendividar, o desenrola, etc., os evoluírem, a inflação cair, tudo isso vai permitir que eu u organicamente tenha mais apetite dentro dos públicos que eu já opero.
Mário Leão: Claro que se a macro melhorar, as famílias começarem a se desendividar, o Desenrola e etc, evoluírem, a inflação cair, tudo isso vai permitir que eu organicamente tenha mais apetite dentro dos públicos que eu já opero. Mas a principal resposta é: nos públicos que eu tenho apetite de crédito, como que eu penetro mais? E aí vem ferramental, vem modelo comercial, vem oferta de valor. Ferramental quer dizer tecnologia, plataformas, o nosso One App, que a gente implementou pra base inteira talvez em tempo recorde, 9 meses, a gente começou e terminou a implementação. A gente tem, desde a virada do ano, todos os nossos clientes correntistas no nosso One App. Agora a gente vai começar a tombar cada vez mais os monoprodutistas, né, aqueles clientes que só têm um produto, não conta pra serem também clientes nossos a partir do One App.
Speaker #3: Mas a principal resposta é, nos públicos que eu tenho apetite de crédito, como que eu penetro mais? E aí vem ferramental, vem modelo comercial, vem oferta de valor.
Speaker #3: Ferramental quer dizer tecnologia, plataformas, o nosso One App, que a gente implementou para a base inteira, talvez em tempo recorde: em nove meses, a gente começou e terminou a implementação. E a gente tem, dessa virada do ano, todos os nossos clientes correntistas no nosso One App. Agora, a gente vai começar a tombar cada vez mais os monoprodutistas, aqueles clientes que só têm produto, não conta, para serem também clientes nossos, a partir do One App.
Speaker #3: A gente tem o nosso novo CRM, que começou no Brasil e virou uma plataforma global que a gente chama de Customer Interaction Platform, que é o ferramental que basicamente permite a tal da hiperpersonalização, da qual eu falei várias vezes nas divulgações, o Santander Rewards, que a gente lançou anteontem, não é menor, a gente poder entregar para o cliente uma visão cliente em que ele se sente de fato abraçado por cada dos pontos de contato e prestigiado e valorado, tudo isso somado ataca o tema de ferramental barra oferta de valor.
Mário Leão: A gente tem o nosso novo CRM, que começou no Brasil e virou uma plataforma global, que a gente chama de Customer Interaction Platform, que é o ferramental que basicamente permite a tal da hiperpersonalização, da qual eu falei várias vezes nas divulgações. O Santander Rewards, que a gente lançou anteontem, não é menor. A gente poder entregar pro cliente uma visão cliente em que ele se sente, de fato, abraçado por cada um dos pontos de contato e prestigiado e valorado. Tudo isso somado, ataca o tema de ferramental/oferta de valor. Em cada um dos subsegmentos, principalmente alta renda e SMEs, a gente entregar a oferta de valor que o cliente espera e não só uma que empate com o mercado, mas que ganhe do mercado. Aí vem também o modelo de atendimento.
Speaker #3: Além disso, em cada dos subsegmentos, principalmente alta renda e SMEs, a gente entregar a oferta de valor que o cliente espera e não só uma que empate com o mercado, mas que ganhe do mercado.
Speaker #3: E aí vem também o modelo de atendimento. Então em alta renda e pequenas e médias empresas, e obviamente no atacado, a gente tem que ter o modelo de atendimento que é, no mínimo, igual, idealmente melhor do que o do mercado.
Mário Leão: Em alta renda e pequenas e médias empresas, e obviamente no atacado, a gente tem que ter um modelo de atendimento que é no mínimo igual, idealmente melhor do que o do mercado. Entre modelo de atendimento, oferta e ferramental, a gente tem que entregar dentro do apetite de risco que a gente tem, da disciplina de capital que a gente tem, a gente tem que entregar mais. Eu tô seguro de que a gente vai fazer, mas é uma jornada e superdifícil, que a gente tem concorrentes extraordinários no Brasil, os locais e internacionais, em todos os subsegmentos. Obviamente, um regulador que nos desafia com a barra cada vez mais alta. Essa sem dúvida é a senda.
Speaker #3: Então entre modelo de atendimento, oferta e ferramental, a gente tem que entregar dentro do apetite de risco que a gente tem, da disciplina de capital que a gente tem, a gente tem que entregar mais.
Speaker #3: E eu estou seguro de que a gente vai fazer. Mas é uma jornada e super difícil, que a gente tem concorrentes extraordinários do Brasil, os locais e internacionais, em todos os subsegmentos, e obviamente regulador que nos desafia com a barra cada vez mais alta.
Speaker #3: Mas essa, sem dúvida, é a senda. Obrigado. Muito obrigado, sucesso. Obrigado. We will now switch to English with Georgia Khoury from Morgan Stanley. Hello, Georgia.
Brian Flores: Perfeito, muito obrigado. Sucesso.
Mário Leão: Obrigado.
Camila Stolf Toledo: We will now switch to English with Jorge Kuri from Morgan Stanley. Hello, Jorge. Good morning.
Speaker #3: Good morning. Hi, everyone. Good morning. Thanks for taking questions. I guess Mario, before my question, I just wanted to thank you for the open dialogue and proximity you had with the analyst community over the years.
Jorge Kuri: Hi, everyone. Good morning. Thanks for taking questions. I guess, Mario, before my question, I just wanted to thank you for the open dialogue and proximity you have with the analyst community over the years and, you know, wish you all the best going forward. You've spoken at length about the bank and all of the debates and the metrics, so I don't really have a question there. I just wanna maybe take a step back and ask about the leadership transition. Could you help us understand how Santander Spain, the board locally, in Spain is thinking about the company's next phase and what specific capabilities or experience the incoming CEO and CFO bring that you think are more relevant to the strategic or operational priorities ahead?
Speaker #3: And wish you all the best going forward. And you've spoken at length about the bank and all of the debates and the metrics, so I don't really have a question there.
Speaker #3: But I just want to maybe take a step back and ask about the leadership transition. Could you help us understand how Santander Spain, the board, locally, in Spain, is thinking about the companies' next phase and what specific capabilities or experience the incoming CEO and CFO bring that you think are more relevant to the strategic or operational priorities ahead?
Speaker #3: And should we view these changes as maybe suggesting or supporting any shift in strategy, capital allocation, priorities, or is this just more sort of like the normal transition period that Santander rolls people over from time to time, position to position to renew sort of like energy, etc.?
Jorge Kuri: Should we view these changes as maybe suggesting or supporting any shifts in strategy, capital allocation, priorities, or is this just more sort of like the normal transition period that, you know, Santander, rolls people over, you know, from time to time, position to position to renew sort of like energy, et cetera? Just help us understand what's behind all of these leadership changes.
Speaker #3: Just help us understand what's behind all of these leadership changes. Thanks, Jorge. It's a pleasure to speak again and cover transition, which is an important topic.
Mário Leão: Thanks, Jorge. It's a pleasure to speak again and cover transition, which is an important topic. Starting from the end, I cannot speak fully obviously on behalf of the group and the board, but being part of the promotor, as you call, the senior leadership of Santander Group and also being part of the board, the transition has very little to do with a need for change, a need to alter the strategy or pivot from the direction we're taking or the segments we're focusing on.
Speaker #3: So starting from the end, I cannot speak fully, obviously, on behalf of the group and the board, but being part of the promotora, as you call, the senior leadership of Santander Group, and also being part of the board, the transition has very little to do with a need for change and need to alter the strategy, or pivot from the direction we're taking, or the segments we're focusing on.
Mário Leão: It has to do much more with continuity, and reinforcing the strategy which we've been building, not Mario himself, not the senior leadership of Brazil, all along, but the whole leadership of Brazil, the board, and the group's leadership that has been very close to Brazil all along. We've been building this together. It would be unnatural that, with the change of the CEO, and by the way, coincidentally, the CFO, the strategy will change. I do not expect, frankly, you can obviously challenge us through the next cycle, but there should not be a relevant change in strategy.
Speaker #3: It has to do much more with continuity, and reinforcing the strategy which we've been building—not Mario himself, not the senior leadership of Brazil all alone, but the whole leadership of Brazil: the board, and the group's leadership that has been very close to Brazil all along. We've been building this together.
Mário Leão: There should be, hopefully, even more focus on a disciplined execution of that strategy, which you know by heart, because I've repeated it 10 to 20 times at least, what we've been doing, what we're focused on, the, as we call now, the boring banking strategy, which is as boring as it is, it is as powerful and sustainable as it could be. We are obviously in the middle of that path. We're not claiming victory. By the way, victory is a moving target.
Mário Leão: We are clearly in the right direction, I'm pretty sure that the board and the group with the new leadership here, which is predominantly the same leadership that I built with the new CFO, which I helped choose, and the new CEO, which I applaud the board and the group's choice.
Mário Leão: I'm sure Gilson, Carlos, and the whole leadership with the support of the board and the support of the whole group will continue the execution path we've been taking, hopefully faster, hopefully better, but for sure along the same lines of capital discipline, profitability, being more profitable before being bigger, but obviously being both, being more profitable, being bigger, getting to 20% plus ROT by 2028, and hopefully beyond, because this franchise merits and has all the capabilities to have a 20 lows ROT on a sustainable and permanent basis going forward. I do not envision any change and hopefully an even better execution than we've been executing. Ultimately, it is a more, I would call BAU, Santander transitioning cycle.
Mário Leão: Gustavo, as you know, after 26 years of Santander and 3 as CFO, announced his departure late last year, and we had a very smooth and soft transition with one of the best, if not the best CFOs we had within the group, that is Carlos Muñiz. I'm selling him expensively to you, but he's one of the best indeed, and I'm sure you're gonna have the chance to work alongside with him. I'm very excited to have a CFO that now encompasses the controller function in Brazil, which helps as well understand the numbers, narrate the numbers, et cetera.
Mário Leão: On my side, as I announced around a month and change ago, it was also my decision to close this cycle of five years since my initial transition with Sergio. Very rich, very, very enlightening cycle for me, for the bank, hopefully. I'm very, very much looking forward to the cycle ahead. It is, I'll say, as much as possible BAU. The leadership is very focused, very not stressed, not anxious. I'm very, very excited to share, you know, the next phase with Gilson after a transition cycle.
Mário Leão: He's someone I know from my Citi days, long time ago. I very much look forward to seeing him as the next cycle CEO for Santander Brasil, along with Muniz as CFO. Thank you.
Jorge Kuri: Thank you, Mário, and congrats again, and all the best of luck.
Mário Leão: Thank you, Jorge.
Camila Stolf Toledo: Obrigada. Agora a gente vai voltar aqui pra português com o Bernardo Guttmann da XP. Bom dia, Bernardo.
Bernardo Guttmann: Bom dia, Camila, Mário e Carlos. Parabéns pela trajetória no banco, Mário, e sucesso nos seus próximos desafios.
Camila Stolf Toledo: Bernardo, a gente não tá conseguindo te escutar.
Bernardo Guttmann: Não, cês não tão me escutando? O meu áudio tá liberado aqui.
Camila Stolf Toledo: Só um minutinho, a gente tá tentando resolver aqui.
Bernardo Guttmann: Tá bom.
Camila Stolf Toledo: Espera só mais 1 minutinho, Bernardo. A gente tá vendo aqui qual é o problema do áudio e já vai voltar com você.
Bernardo Guttmann: Pois não. Bom dia, pessoal. Cês tão me escutando agora? Eu gostaria de explorar um pouco mais o tema de crescimento e mix. O banco vem claramente migrando o mix pra produtos mais colateralizados: imobiliário, consumer finance, PME com garantia. Esse movimento ele já tá entregando o que vocês esperavam em termos de retorno ajustado ao risco? Tem algum segmento onde vocês enxergam que ainda estão subalocados e querem crescer mais ao longo do ano? Obrigado.
Mário Leão: Oi, oi.
Camila Stolf Toledo: Pedimos desculpas aqui pelo problema de áudio aqui da plataforma. Acho que agora já está resolvido, pelo que a gente testou. Gostaria de chamar novamente aqui o Bernardo. Vamo tentar, Bernardo.
Bernardo Guttmann: Acho que agora foi. Cês tão me escutando?
Camila Stolf Toledo: Claro.
Bernardo Guttmann: Bom dia, Camila, Mário, Carlos. Aproveitando também, parabéns pela trajetória no banco, Mário, sucesso nos seus próximos desafios. Sucesso pro Carlos também na nova posição. Eu vou repetir aqui a minha pergunta, né, sobre o tema de crescimento e mix. O banco continua nesse movimento de migração pra linhas com garantia, o imobiliário, financeira, PMEs com garantia. Na visão de vocês, esse movimento, ele já tá entregando o que vocês esperavam em termos de retorno ajustado ao risco? Tem algum segmento onde vocês enxergam que ainda estão subalocados e querem crescer mais ao longo do ano? Obrigado.
Mário Leão: Obrigado, Bernardo. Peço desculpas também aqui em nome de todos, e obrigado pela paciência de ter, não só você, como quem consegue assistindo. Obrigado por tarem aqui conosco, vou tentar make it up aqui. É, cê tocou num ponto-chave da estratégia, que também é um dos golden rules nossos dos últimos anos, Bernardo, que é o mix, né? O mix mais saudável, mais resiliente, a gente usa o termo all-weather, né? A gente quer entregar, e a cada tri a gente tá entregando um Santander Brasil mais all-weather bankPro mercado, pro grupo, pra própria gestão. Isso tem muito a ver com o mix bem composto. A gente já tá onde a gente quer tá? Sem dúvida, não.
Mário Leão: Esse é um contínuo que leva mais talvez 1, 2 anos pra gente tá num mix exatamente com o massivo reduzido, como a gente quer, e todos os outros segmentos do tamanho proporcional, num balanço obviamente maior, mas a gente tá já num estágio, diria, mais avançado dessa recomposição de mix, como você notou bem. A gente nota o impacto disso no, nas linhas de resultado? Sem dúvida, sim. Quando a gente olha a safra de originação e faz o backtest disso, eu falei que a cada mês a gente faz, mas a gente faz backtests bem profundos a cada 3 meses.
Mário Leão: A partir de 3 meses, quando a gente já tem uma noção de atraso curto, o M3, que a gente chama, a gente a partir do terceiro mês faz análises muito profundas, que quem capitania é justamente o Carlos Muñiz, como CFO do banco, com o Carlos Dias, o nosso CRO. Eles como primeira linha da equação, primeira linha de defesa da equação de rentabilidade, desafiam os negócios, é nessa ordem, eles desafiam os negócios a como melhorar o mix. A gente já nota isso nas safras novas? Sem dúvida. Claro que a gente sempre tá retroalimentando o modelo de originação com o que a gente aprende, mas eu diria que 90% plus do que a gente tá fazendo tá exatamente como a gente queria. A conta de resultado agregada do banco, Bernardo Guttmann?
Mário Leão: Claro, a conta de resultado, como eu respondi pro Pedro, são muitas as placas tectônicas que acontecem ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo, eu tô acelerando o meu write-off no especial, o meu run-off no especial. Isso draga um pouco a conta de resultado pra uma PDD maior no especial, mas é saudável que eu faça isso, que eu tô limpando a PDD futura que eu provavelmente teria com esse segmento, e também tem impacto em top line na receita, porque eu tô deixando de ter o spread mais alto da carteira, que é o do segmento massivo. A qualidade da entrelinhas, né, a qualidade do resultado que eu tô construindo no blend cada vez melhor a cada mês, a cada tri, sem dúvida, a gente tá entregando isso e a cada tri cês vão poder visualizar isso melhor.
Mário Leão: Safras novas, sem dúvida, check, com uma disciplina muito grande de backtest, que se a gente tivesse mais tempo, o Muniz ficava aqui 30 minutes só contando como ele já faz, como recém-chegado CFO, essa disciplina, mas podem acreditar que é uma das principais etapas da gestão nossa de toda semana. Aos poucos esse blend vai impactando positivamente o portfólio, isso vai aparecer. Daí a minha segurança também de que por mix a gente vai ter a rentabilidade de 20% plus, a partir de 2028 no mínimo, dado que a gente vai ter limpado o que a gente tinha que limpar e nas safras novas, que cada vez mais vão ser o portfólio inteiro, a gente vai ter as originações a 20% plus de ROT, minimamente. Obrigado.
Bernardo Guttmann: Obrigado, Mário. Sucesso.
Camila Stolf Toledo: A gente caminha agora pra nossa última pergunta com o Marcelo Mizrahi, do Banco Bradesco BBI. Bom dia, Mizrahi.
Marcelo Mizrahi: Oi, pessoal, tudo bem? Primeiro, Mário, obrigado aí por tudo. Ao longo dessa trajetória aí no buy-side, agora no sell-side. Obrigado aí pelas aulas, pelo aprendizado, pela parceria. Boa sorte ao Carlos e vamo se ver bastante aí. É, acho que a minha pergunta é: a gente escreveu essa semana sobre justamente essa questão da, do 15 a 90, da inadimplência de 15 a 90 em relação à inadimplência de 90 dias, né. Justamente como você mencionou, né, e até o Banco Central levantou isso ano passado, né, a de 90 dias ela acaba perdendo um pouco tanto essa comparabilidade sobre como ela era antes, né, no passado, sobre como, no caso, até no caso do Santander, como ela vinha vindo, né.
Marcelo Mizrahi: Primeira pergunta, quando a gente olha a inadimplência de 15 a 90 do Santander, né, a indicação de pessoa física e mesmo a indicação de pequenas e médias empresas, ela é construtiva, né. O pequenas e médias empresas ele até cai no Q1 em relação ao Q4, e o de pessoas físicas ele sobe, mas sobe menos do que subiu nos últimos anos. A gente até olhou aqui nos últimos 4, 5 anos, todo Q1, o 15 a 90 do Santander, no ano passado especialmente, né, o 15 a 90, ele subia mais do que 0.2, que subiu neste Q1. Quando eu olho o 15 a 90, e eu acho que é uma métrica que eu acho mais confiável a partir de agora pra comparar, tem uma dinâmica de qualidade um pouco mais desconstrutiva, né.
Physical.
Marcelo Mizrahi: A pergunta que precisa conversar com isso aqui é custo de risco, né. Assim, olhando o custo de risco, né, pra frente, acho que teu desafio, né, desse de-risking de carteira, mas assim, a pergunta é: se a gente colocar na conta os casos específicos, não sei se tem provisionado ou expectativa de aumento de provisão pra frente. Se a gente colocar um pouco esse perfil de carteira que já tá, um risco um pouco menor, né, o que a gente começa a ver aqui nesse efeito aqui de pequenas e médias e pessoas físicas. É pra ver custo de risco subindo ao longo do ano ou é pra ver custo de risco, mais estável, né?
For.
Marcelo Mizrahi: Eu acho que a grande expectativa, se pegar o que a gente esperava para o Q1, era uma provisão realmente mais alta, justamente por essa dinâmica, tanto da sazonalidade quanto essa dinâmica dos casos específicos, né. Talvez queria te ouvir um pouco mais sobre a dinâmica de custo de risco pra frente.
Mário Leão: Legal, Marcelo, obrigado e obrigado pelas palavras. A aula foi, both ways. Ter estado perto de vocês também ensinou a mim e ao banco muito. Eu falo que é dos diálogos mais ricos, que ele é ultratécnico e vocês fazem sempre as perguntas mais difíceis e fazem a gente se preparar cada vez melhor. Obrigado você. Você tocou em vários pontos, eu vou tentar pincelar vários e se ficar algum ponto ou um laço pendente, você me fala e eu fecho. É verdade que o 15 a 90 tem aspectos construtivos quando a gente olha principalmente na visão sazonal de um Q1. Você tem razão, legal você ter olhado esse histórico.
Both ways.
um,
Mário Leão: Particularmente, o do ano passado tinha sido mais duro e o efeito na época do imobiliário, que eu citei hoje, eu lembro de falar exatamente 1 ano atrás da história do imobiliário, ele era mais material ainda do que ele foi agora. Ele tem sua materialidade. Se a gente olha o imobiliário, ele é 25% a 30% desse delta 15 a 90, é só o imobiliário. Se a gente soma a financeira, isso vai passar seguramente da metade, que são produtos que a gente tem uma natureza de acordo, né, nesse atraso curto, uma natureza bastante saudável, como eu já citei. Parece construtivo, o de pequenas e médias também. Como é que eu leio isso, Marcelo?
Mário Leão: De verdade, a gente tem sido, e você vai ser o primeiro a corroborar, a gente tem sido mais conservador já há pelo menos um ano e meio em crescimento de carteira. Eu não quero dizer que a gente é melhor por isso, mas a gente tem tentado ser mais seletivo nos públicos, em cada subpúblico de cada subsegmento. A gente vai buscar, sim, ter uma performance de over compatível, idealmente melhor do que a do mercado, até por tá crescendo menos a carteira. O contra efeito de tá crescendo menos a carteira é que eu cresço menos o denominador. O efeito dilutivo que eu tenho, tanto em custo de crédito quanto em NPL formation, que se eu tivesse crescendo a carteira a 10, 12 ao ano, obviamente me ajudaria a ter indicadores melhores, eu não tô tendo.
Mário Leão: Eu não tô tendo porque eu decidi não ter, não é, não é por acaso, mas não ajuda nesse aspecto. Óbvio que esse tri, por câmbio, por alguns portfólios específicos, a gente acabou tendo uma carteira que, na visão ampliada, que é como a gente vai falar com vocês sempre, ela cai um pouquinho. Eu não espero que a carteira termine 2026 caindo em relação a 2025. Obviamente, não. Ela deve crescer, como já foi nos últimos anos, alguns pontos ou X pontos menos do que, pelo menos, a Febraban estima que vai crescer como um todo. Algo vai crescer.
Mário Leão: O denominador deve andar no sentido positivo de diluir custo de crédito, e eu sabendo fazer isso bem em relação aos portfólios, eu deveria conseguir fazer com que a PDD não suba além do crescimento da carteira e, portanto, o custo de crédito, na prática, se mantenha na mesma ordem de grandeza. Aí eu vou me permitir basis points pra lá e pra cá, considerar como mesma ordem de grandeza. Não dá pra cravar ainda, muito cedo no ano, um cenário macro que obviamente não tá resolvido. O tema das famílias eu já cobri em bastante detalhe. Falei que em pequenas e médias, inclusive nas pequenininhas, a gente tem, sim, um ponto de preocupação, e o agro tá longe de ter resolvido, que não é um tema só do Santander, é um tema da indústria.
Mário Leão: Não dá pra cravar que vai ser uma redução já esse ano do custo de crédito mais visível, mas a gente espera que não haja um deterior do custo de crédito que se note com materialidade nesse ano. O que eu posso, sim, garantir é que numa senda um pouco mais longa, se a gente olha pra 2027, 2028, a forma como a gente tá fazendo o de-risking da carteira, a forma como a gente tá produzindo os portfólios de forma cada vez mais balanceada, equilibrada e diversificada, aí a gente sim tá desenhando um banco que reduz o custo de crédito quando a gente olha numa senda pra 2027, pra 2028.
Mário Leão: Isso é mais fácil cravar, a gente vai ter o efeito mais de médio plus prazo do nosso de-risking e da produção nova, cada vez mais precisa e melhor, como eu respondi agora há pouco numa das perguntas. Esse ano a gente espera uma ordem de grandeza plana, que eu espero seja aí na casa dos basis points pra cima ou pra baixo. Nesse tri foi basis points pra baixo até, mesmo sem a carteira crescer. Com a carteira crescendo, a gente vai ter um, diria, um vento a favor nesse sentido, dilui, mas a gente vai continuar com a mesma disciplina que tem e enfrentando a macro que nós e vocês e todos os concorrentes temos que enfrentar da melhor forma. Espero ter coberto aqui os pontos.
Plus.
Basis.
Mário Leão: Cê perguntou dos nomes, eu tinha citado já na pergunta do Pedro, mas a gente, sim, acredita que termina o balanço de 31 March com a provisão certa dos single names, mas as situações continuam evoluindo. Abril evolui em relação a março, maio vai evoluir em relação a abril. A gente não faz provisão ex ante por um cenário que não aconteceu ainda. A gente obviamente desenha o nosso modelo de capacidade recuperatória, nosso modelo de net present value das exposições. A gente leva em conta, claro, cenários, mas se tem negociações acontecendo, se tem situações em que a gente tá na mesa com as empresas desenhando soluções construtivas, a gente tipicamente vai acompanhar as discussões para avaliar quanto de provisionalmente a gente precisa, até porque, de novo, a gente não pode generalizar.
Mário Leão: A gente tem exposições em nível muito baixo em holdings, em nível muito baixo cleans, e a gente tem muito mais exposições em ativos operacionais, em projetos, em operações, por exemplo, de energia ou derivativos, que têm uma outra natureza em relação a operações clean, longo prazo, holding, que a gente pouco tem. A gente vai seguir fazendo e claro que a depender da evolução dos nomes, a gente vai fazer reforço de provisão, sem dúvida. Espero ter coberto todos os pontos e, de novo, o tema de, dos índices e do custo de crédito é um tema que toca em muita coisa, mas de novo, o time tá à disposição e eu passo de novo aqui a palavra pra Camila pra poder fazer o fechamento. Obrigado.
For.
For.
Camila Stolf Toledo: Bom, obrigada. Eu queria agradecer a presença de todos que estiveram aqui com a gente essa manhã e eu e todo o time de relações com investidores do Santander Brasil permanecemos à disposição para qualquer dúvida que tenha permanecido. Obrigada, bom dia e ótima semana.
Mário Leão: Obrigado a todos mais uma vez. Foi um prazer ter estado com vocês todos esses anos. Sucesso, seguirei aqui apoiando e torcendo pelo banco o máximo possível. Obrigado.
oh,