Q2 2026 Banco Santander Brasil SA Earnings Call
Speaker #2: Bom dia a todos. Obrigada por estarem connosco para acompanhar a nossa videoconferência de resultados do 2.o o trimestre de 2026. Estamos ao vivo da nossa sede em São Paulo e vamos dividir este evento em duas partes.
Camila Toledo (Banco Santande: Bom dia a todos. Obrigada por estarem conosco para acompanhar a nossa videoconferência de resultados do Q2 2026. Estamos ao vivo da nossa sede em São Paulo e vamos dividir esse evento em duas partes. Primeiro, o nosso CFO, Carlos Muñiz, fará uma apresentação detalhada do nosso desempenho e dos direcionamentos estratégicos para os próximos períodos. Em seguida, teremos a sessão de Q&A. Eu vou passar agora algumas instruções. Temos three opções de áudio na tela: conteúdo em português, conteúdo em inglês ou o áudio original. Para escolher a sua opção, basta você clicar no botão que está no centro inferior da sua tela. Para fazer uma pergunta, clique no botão de ícone de mão, também na parte inferior da sua tela. A apresentação que faremos agora já está disponível para download no nosso site de RI.
Speaker #2: Primeiro, o nosso CFO, Carlos Muniz, fará uma apresentação detalhada do nosso desempenho e dos direcionamentos estratégicos para os próximos períodos. Em seguida, teremos a sessão de perguntas e respostas.
Speaker #2: Eu vou passar agora algumas instruções. Temos três opções de áudio na tela: conteúdo em português, conteúdo em inglês ou o áudio original. Para escolher a sua opção, basta clicar no botão que está no centro inferior da sua tela.
Speaker #2: Para fazer uma pergunta, clique no botão de ícone de mão, também na parte inferior da sua tela. A apresentação que faremos agora já está disponível para download no nosso site de RI.
Speaker #2: E agora, eu passo a palavra ao Carlos para iniciar a apresentação.
Camila Toledo (Banco Santande: Agora eu passo a palavra ao Carlos para iniciar a apresentação.
Speaker #3: Obrigado, Camila. Bom dia a todos. Infelizmente não temos botão para poder falar espanhol assim que vou tentar fazer o meu melhor português, espero que vocês peguem todas as mensagens e, se não, faremos as aclarações oportunas na parte do Q&A.
Carlos Muñiz: Obrigado, Camila. Bom dia a todos. Infelizmente, não temos um botão para poder falar espanhol, assim que vou tentar fazer o meu melhor português. Espero que vocês peguem todas as mensagens, senão faremos as aclarações oportunas na parte do Q&A. Vou começar pelo resumo dos principais resultados do trimestre. Encerramos o trimestre com um lucro líquido recorrente de BRL 3 billion e um ROE de 12.5%. O resultado reflete um ambiente macroeconômico mais desafiador, especialmente pelo aumento do custo de crédito. Também traduz as decisões que temos tomado no estado do balanço. Estamos rebalanceando o mix de produtos e clientes, sempre buscando uma melhor relação entre o risco e o retorno. Esse movimento pode gerar impactos de curto prazo nas receitas, mas é fundamental para construirmos uma operação mais equilibrada, mais resiliente e mais previsível.
Speaker #3: Vou começar pelo resumo dos principais resultados do trimestre. Encerramos o trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 3 bilhões e ROE de 12,5%.
Speaker #3: Os resultados refletem um ambiente macroeconômico mais desafiador, especialmente pelo aumento do custo de crédito. Também traduz as decisões que temos tomado e o estado do balanço.
Speaker #3: Estamos rebalanceando o mix de produtos e clientes, sempre buscando uma melhor relação entre o risco e o retorno. Esse movimento pode gerar impactos de curto prazo nas receitas, mas é fundamental para construirmos uma operação mais equilibrada e mais resiliente e mais previsível.
Speaker #3: Nosso foco permanece claro: crescer com qualidade e sustentar uma rentabilidade consistente no médio e no longo prazo. Passando para o próximo slide, apresentamos a evolução da nossa base e das iniciativas voltadas a aprofundamento do relacionamento com os clientes.
Carlos Muñiz: Nosso foco permanece claro: crescer com qualidade e sustentar uma rentabilidade consistente no médio e no longo prazo. Passando para o próximo slide, apresentamos a evolução da nossa base e as iniciativas voltadas ao aprofundamento do relacionamento com os clientes. Encerramos o Q2 de 2026 com 76.2 million de clientes, um crescimento de 6% em 12 meses. Como vocês lembram, já falamos no Q1 sobre o lançamento do Santander Rewards. As primeiras safras já mostram maior engajamento, com destaque para o crescimento dos gastos com cartões. Até o momento, 15% da base elegível aderiu ao programa. Também registramos um avanço de 30% no cadastro de chaves Pix. O Rewards, combinado com o uso da inteligência artificial, deve ampliar nossa capacidade de gerar valor em cada interação. Com isso, fortalecemos o engajamento, a principalidade e a relação de longo prazo com os clientes. Vamos falar um pouco dos números.
Speaker #3: Encerramos o 2.o trimestre de 2026 com 76,2 milhões de clientes, crescimento de 6% em 12 meses. Como vocês lembram, já falámos no 1.o trimestre sobre o lançamento do Santander Rewards.
Speaker #3: As primeiras cifras já mostram maior engajamento, com destaque para o crescimento dos gastos com cartões. Até o momento, 15% da base elegível aderiu ao programa.
Speaker #3: Também registramos avanço de 30% no cadastro de chaves PIX. Os rewards combinados com o uso da inteligência artificial devem ampliar-nos a capacidade de gerar valor em cada interessado.
Speaker #3: Com isso, fortalecemos o engajamento, a principalidade e a relação de longo prazo com os clientes. Vamos falar pouco dos números. Como temos destacados nos últimos trimestres, seguimos avançando na carteira de crédito de forma seletiva.
Carlos Muñiz: Como temos destacado nos últimos trimestres, seguimos avançando na carteira de crédito de forma seletiva. Essa evolução reflete no nosso estado a dinâmica do portfólio e o foco permanente na rentabilidade ajustada por risco. Mantemos critérios rigorosos na concessão e, por isso, observamos ritmos diferentes de crescimento entre produtos e segmentos. Quero deixar claro que em todos os casos priorizamos qualidade, disciplina de preços, vinculação e transacionalidade. Na comparação anual, destaco o crescimento de 13% em cartões, 15% na financeira e 11% em pequenas e médias empresas. No varejo de pessoas físicas, seguimos atentos à composição da carteira. Reduzimos a exposição aos perfis de maior risco, especialmente entre clientes com renda mensal inferior a BRL 4,000. Nesse grupo, a carteira recuou cerca de 30% nos últimos 12 meses. No imobiliário, o destaque é o home equity, com um crescimento de 40% em 12 meses.
Speaker #3: Essa evolução reflete nossa gestão dinâmica do portfólio e o foco permanente na rentabilidade e ajustada por risco. Mantemos critérios rigorosos na concessão, e por isso observamos ritmos diferentes de crescimento entre produtos e segmentos.
Speaker #3: Quero deixar claro que em todos os casos priorizamos qualidade e disciplina de preços, vinculação e transaccionalidade. Na comparação anual, destaco o crescimento de 13% em cartões, 15% na financeira e 11% em pequenas e médias empresas.
Speaker #3: No varejo de pessoas físicas, seguimos atentos à composição da carteira. Reduzimos a exposição aos perfiles de maior risco, especialmente entre clientes com renda mensal inferior a 4.000 reais.
Speaker #3: Nesse grupo, a carteira recuou cerca de 30% nos últimos 12 meses. No imobiliário, o destaque é o home equity, com crescimento de 40% em 12 meses.
Speaker #3: A financeira também segue relevante, apoiada por mix mais qualificado e pela maior participação de veículos novos e elétricos. Em grandes empresas, mantivemos uma evolução positiva concentrada no segmento corporate e acompanhada pela disciplina de preços.
Carlos Muñiz: A financeira também segue relevante, apoiada por um mix mais qualificado e pela maior participação de veículos novos e elétricos. Em grandes empresas, mantivemos uma evolução positiva, concentrada no segmento corporate e acompanhada pela disciplina de preços. De forma general, la cartera traduce las elecciones que hemos hecho para mejorar su composición y fortalecer la relación entre riesgo y retorno. En la secuencia vemos el margen de clientes. Permanece prácticamente estable en el año a pesar de la reducción observada en el trimestre. Ese movimiento tiene três explicaciones principales. La primera es el mayor impacto del diferimiento de los gastos con correspondientes bancarios. La segunda es el menor resultado de funding en relación con el CDI medio más bajo. La tercera es la selectividad en el origen que comentamos en la slide anterior.
Speaker #3: De forma geral, a carteira traduz as escolhas que temos feito para melhorar sua composição e fortalecer a relação entre risco, retorno. Na sequência, temos a margem de clientes.
Speaker #3: Permanece praticamente estável no ano, apesar da redução observada no trimestre. Esse movimento tem três explicações principais. A primeira é o maior impacto do diferimento das despesas com correspondentes bancários.
Speaker #3: A segunda é o menor resultado de funding em razão do CDI médio mais baixo. E a terceira é a seletividade na originação que comentámos no slide anterior.
Speaker #3: Somados, o efeito do diferimento e da melhor CDI empataram-se em cerca de 10 pontos base. A margem também reflete a mudança do mix em relação ao segmento de alta renda.
Carlos Muñiz: Sumados, el efecto del diferimiento y la mejor CDI impactaron el spread en cerca de 10 basis points. El margen también refleja el cambio del mix en relación al segmento de alta renta. Ese público posee un spread estructuralmente menor, equivalente aproximadamente a la mitad de lo observado en la baja renta. Por tanto, su mayor participación es coherente con el rebalanceo que estamos haciendo en todo el portafolio. En el margen con mercado tenemos una leve mejora del resultado financiero, parcialmente compensada por un desempeño más débil en la actividad de market making. En la captación seguimos ampliando la participación del variable funding. Esa estrategia fortalece el vínculo y la transaccionalidad con los clientes. Los depósitos transaccionales crecieron 18% en los últimos 12 meses. Ese avance refuerza la evolución de la principalidad y la mejora de la composición en nuestro funding.
Speaker #3: Esse público possui spread estruturalmente menor, equivalente aproximadamente à metade do observado na baixa renda. Portanto, sua maior participação é coerente com o rebalanceamento que estamos fazendo em todo o portfólio.
Speaker #3: Na margem com mercado, tivemos uma leve melhora do resultado de gestão. Financeira, desculpa, parcialmente compensada por desempenho mais fraco na atividade de market making.
Speaker #3: Na captação, seguimos ampliando a participação do varejo no funding. Essa estratégia fortalece a vinculação e a transaccionalidade com os clientes. Os depósitos transacionais cresceram 18% nos últimos 12 meses.
Speaker #3: Esse avanço reforça a evolução da principalidade e a melhora da composição no nosso funding. Falando agora das comissões, e como reflexo desse movimento, essas comissões também foram empatadas pela maior seletividade no crédito.
Carlos Muñiz: Hablando ahora de las comisiones, como reflejo de ese movimiento, estas comisiones también fueron impactadas por la mayor selectividad en el crédito. Mantenemos un buen desempeño en cartones y consorcios, tanto en la comparación trimestral como en la comparación anual. En cartones continuamos creciendo dentro de la propia base de clientes, impulsados por el aumento de la transaccionalidad. En seguros observamos mejor desempeño en los negocios no relacionados al crédito. En las líneas vinculadas a la concesión, la dinámica fue influenciada por la selectividad en el origen y por la mayor participación de vehículos nuevos en la financiera. En cuenta corriente, el aumento de la transaccionalidad ha ampliado los beneficios de exenciones concedidos a los clientes. Ese movimiento ayuda a explicar el comportamiento de la línea y al mismo tiempo evidencia el avance de la principalidad con nuestros clientes.
Speaker #3: Ainda assim, mantivemos bom desempenho em cartões e consórcios, tanto na comparação trimestral como na comparação anual. Em cartões, continuamos crescendo dentro da própria base de clientes, impulsionados pelo aumento da transaccionalidade.
Speaker #3: Em seguros, observámos melhor desempenho nos negócios nao relacionados ao crédito. Já nas linhas vinculadas à concessão, a dinâmica foi influenciada pela seletividade na originação e pela maior participação de veículos novos na financeira.
Speaker #3: Em conta corrente, o aumento da transaccionalidade tem ampliado os benefícios de isenções, concedidos aos clientes. Esse movimento ajuda a explicar o comportamento da linha e, ao mesmo tempo, evidencia o avanço da principalidade com nossos clientes.
Speaker #3: Passando para as provisões, o trimestre foi impactado por alguns efeitos relevantes. Entre eles, casos específicos no atacado, e o ajuste do stock decorrente da nova metodologia de envio de operações a prejuízo.
Carlos Muñiz: Pasando a las provisiones, el trimestre fue impactado por algunos efectos relevantes. Entre ellos, casos específicos no atacados y el ajuste del stock corriente de la nueva metodología de envío de operaciones a previsión. En conjunto, esos dos factores sumaron BRL 700 million. También continuamos observando presión en los portafolios de empresas de menor porte, en el segmento agro entre clientes PF de baja renta. Ese escenario exigió un mayor nivel de provisionamiento. Parte de ese movimiento también recorre la postura más restrictiva que estamos adoptando en las renegociaciones. Hemos exigido garantías adicionales o entrada de caja para formalizar los acuerdos. Esa disciplina puede generar presión a corto plazo, mejora la calidad de las operaciones renegociadas. En la impuntualidad observamos una evolución favorable en el indicador de corto plazo. El índice de largo plazo también presentó mejora.
Speaker #3: Em conjunto, esses dois fatores totalizaram 700 milhões de reais. Também continuámos observando preços nos portfólios de empresas de menor porte, no segmento agro e entre clientes pessoa física de baixa renda.
Speaker #3: Esse cenário exigiu maior nível de provisionamento. Parte desse movimento também decorre da postura mais restritiva que estamos adotando nas renegociações. Temos exigido garantias adicionais ou entrada de caixa para a formalização dos acordos.
Speaker #3: Essa disciplina pode gerar preços no curto prazo mais melhor à qualidade das operações renegociadas. Na inadimplência, observámos uma evolução favorável no indicador de curto prazo.
Speaker #3: O índice de longo prazo também apresentou melhora, no entanto, parte dessa variação está relacionada no ajuste no envio das operações a prejuízo, cujo efeito foi aproximadamente 29 pontos base no indicador total.
Carlos Muñiz: No obstante, parte de esa variación está relacionada con el ajuste en el envío de operaciones a previsión, cuyo efecto fue aproximadamente 29 basis points en el indicador total. Seguimos acompañando esos portafolios de forma próxima, criteriosa y disciplinada. Siguiendo para el próximo punto, vamos a ver la evolución de los gastos. En el trimestre, los gastos de personal y administrativas mantuvieron un comportamiento favorable. El crecimiento quedó significativamente por debajo de la inflación, reflejando nuestra disciplina en el ajuste de costos. La menor generación de ingresos presionó el índice de eficiencia, que en ese período se ubicó en 39.3%. Es importante destacar que esa evolución recorre principalmente la dinámica de los ingresos. No hubo cambio en nuestra disciplina de gastos y seguimos invirtiendo en la expansión de los negocios y en tecnología.
Speaker #3: Seguimos acompanhando esses portfólios de forma próxima e criteriosa e ponto, vamos a ver a evolução das despesas. No trimestre, as despesas de pessoal e administrativas mantiveram comportamento favorável.
Speaker #3: O crescimento ficou significativamente abaixo da inflação, refletindo nossa disciplina na gestão de custos. A menor geração de receitas pressionou o índice de eficiência, que encerrou o período em 39,3%.
Speaker #3: Mas é importante destacar que essa evolução decorre principalmente da dinâmica das receitas. Nao houve mudança na nossa disciplina de gastos, e seguimos investindo na expansão dos negócios e em tecnologia.
Speaker #3: Hoje, 100% das pessoas colaboradoras têm acesso a ferramentas de IA, que apoiam tanto nas agendas de eficiência quanto nas agendas de crescimento. Ao mesmo tempo, avançamos na redução do custo de servir.
Carlos Muñiz: Hoy, 100% de las personas colaboradoras tienen acceso a herramientas de IA que apoyan tanto en las agendas de eficiencia como en las agendas de crecimiento. Al mismo tiempo, avanzamos en la reducción del costo de servir. En el segmento de baja renta, ese indicador ya acumula una caída superior al 30% en dos años. Además, el mayor uso de plataformas globales debe ampliarnos a la bancaria operacional y acelerar esa trayectoria de eficiencia. Para concluir, presento nuestros estados de resultados. Cerramos el trimestre con lucro líquido recurrente de BRL 3 billion y ROE de 12.5%. La reducción del lucro y la rentabilidad refleja un ambiente macroeconómico más desafiador. Tenemos menor crecimiento de los ingresos y mayor costo de crédito, este último parcialmente impactado por efectos puntuales, como dije. Nuestro portafolio presenta una combinación cada vez mejor entre riesgo y retorno.
Speaker #3: No segmento de baixa renda, esse indicador já acumula uma queda superior a 30% em dois anos. Além disso, a maior utilização de plataformas globais, deve ampliar nossa alavancagem operacional e acelerar essa trajetória de eficiência.
Speaker #3: Para concluir, apresento as nossas demonstrações de resultados. Encerramos o trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 3 bilhões e ROE de 12,5%. A redução do lucro e da rentabilidade reflete um ambiente macroeconômico mais desafiador.
Speaker #3: Tivemos menor crescimento das receitas e maior custo de crédito, este último parcialmente impactado por efeitos pontuais, como falei. Ainda assim, nosso portfólio apresenta uma combinação cada vez melhor entre risco e retorno.
Speaker #3: Também contamos com funding equilibrado em termos de instrumentos, clientes e preços. O trimestre reforçou uma mensagem importante. A disciplina na gestão do balanço pode gerar impactos no curto prazo.
Carlos Muñiz: También contamos con un funding equilibrado en términos de instrumentos, clientes y presos. O trimestre reforça uma mensagem importante: a disciplina na gestão do balanço pode gerar impactos no curto prazo. Também nos deixa mais preparados para enfrentar períodos de volatilidade e sustentar uma trajetória mais sólida de crescimento e rentabilidade no médio e no longo prazo. Seguimos avanzando en principalidade, em composição do portfólio, em funding, em eficiência e em tecnologia. Estamos construindo uma franquia cada vez mais equilibrada, mais resiliente e mais previsível. Muito obrigado a todos. Agora vamos para a Q&A com Camila.
Speaker #3: Mas também nos deixa mais preparados para enfrentar períodos de volatilidade e sustentar uma trajetória mais sólida de crescimento e rentabilidade no meio e no longo prazo.
Speaker #3: Seguimos avançando em principalidade, em composição do portfólio, em funding, em eficiência e em tecnologia. Estamos construindo uma franquia cada vez mais equilibrada, mais resiliente e mais previsível.
Speaker #3: Muito obrigado a todos e agora vamos para o Q&A com a Camila.
Camila Toledo (Banco Santande: Obrigada, estamos de volta. Para fazer a sua pergunta, é só você clicar no ícone de mão que aparece na parte inferior da tela. Responderemos às perguntas no idioma em que elas forem feitas. Pedimos que cada analista faça somente uma pergunta para que todos tenham a oportunidade de participar. A primeira pergunta aqui vem do Pedro Leduc, do Itaú BBA. Bom dia, Pedro.
Speaker #2: Obrigada. Estamos de volta. Para fazer a sua pergunta, é só você clicar no ícone de mão que aparece na parte inferior da tela. Responderemos às perguntas no idioma em que elas forem feitas.
Speaker #2: Pedimos que cada analista faça somente uma pergunta, para que todos tenham a oportunidade de participar. A primeira pergunta aqui vem do Pedro Leduc, do Itaú BBA.
Speaker #2: Bom dia, Pedro.
Speaker #1: Bom dia, Camila. Bom dia a todos. Obrigado pela pergunta. Ela vem relacionada à receita. Queria entender um pouquinho do que a gente vê, tanto de NII como de serviços.
Pedro Leduc: Bom dia, Camila. Bom dia a todos. Obrigado pela pergunta. Ela vem relacionada à receita. Queria entender um pouquinho do que a gente vê, tanto de NII como serviços. Devem ter vários ofensores e devem ter coisas indo a favor também. Se puder nos ajudar a entender um pouquinho até quando esses ofensores, que seja mudança de mix ou reprecificação, devem pesar contra. O que a gente tem visto ou não consegue enxergar tanto, mas vocês podem nos ajudar a explicar o que pode ser um impulso a favor e, se no final conseguir nos ajudar a vislumbrar quando a receita poderia voltar a crescer, seja no ano a ano, no trimestral, de uma maneira mais pujante, seria bom. Obrigado.
Speaker #1: Devem ter vários ofensores e devem ter coisas indo a favor também. Se puder nos ajudar a entender pouquinho até quando esses ofensores, que seja mudança de mix ou reprecificação, devem pesar contra, e o que a gente tem visto ou não consegue enxergar tanto, mas vocês podem nos ajudar a explicar o que pode ser impulso a favor, e se no final conseguir nos ajudar a vislumbrar quando a receita poderia voltar a crescer, seja num ano a ano, num trimestral, de uma maneira mais pujante, seria bom.
Speaker #1: Obrigado.
Speaker #2: Ok. Vamos lá, Pedro. Eu falaria que temos aspectos que a gente controla e aspectos que a gente não controla. A queda da CDI ou a evolução da CDI é algo que a gente não pode controlar e não temos ideia de como vai performar no futuro.
Carlos Muñiz: Vamos lá, Pedro. Eu faria que temos aspectos que a gente controla e aspectos que a gente não controla. A queda da CDI ou a evolução da CDI, algo que a gente não pode controlar e não temos ideia de como vai performar no futuro. Temos um avisado, mas não temos certeza do que vai acontecer. O ajuste dos corresponsáveis é outra coisa que a gente conhece, vai acontecer. Achamos que ainda não deveria piorar muito mais no futuro. Já temos acumulado uma quantidade relevante. Depois está o que sempre falamos e que não sei se vocês terminam de acompanhar, crer ou não crer, que é qualidade.
Speaker #2: Não temos avisal, mas não temos certeza do que vai acontecer. O ajuste dos corresponsais é outra coisa que a gente conhece, vai acontecer. Achamos que ainda não deveria piorar muito mais no futuro.
Speaker #2: Já temos acumulado uma quantidade relevante. E depois, está o que sempre falamos e que, não sei se vocês terminam de acompanhar, crer ou não crer, que é: qualidade, qualidade, qualidade.
Speaker #2: A gente não está preocupada por a quota, por o market share. Estamos muito preocupados por o entorno macro e ter a certeza de que toda a geração que fazemos, toda a originação que fazemos, é uma originação rentável, com a qual ficamos confortáveis.
Carlos Muñiz: A gente não está preocupada por a cota, por o market share, estamos muito preocupados por o entorno macro, ter a certeza de que todo o gerado que fazemos, todo o originado que fazemos, é um originado rentável, com o que ficamos confortáveis. Isso nos está levando a fazer escolhas duras. Eu gostaria de ter umas receitas bombando, mas a realidade é que, com as dúvidas que temos do entorno macro, prefiro jogar um pouco mais seguro, mesmo se isso está custando no curto prazo. O que acontece? Estamos deixando de lado os produtos mais rentáveis. Estamos diminuindo em rotativos, que você perguntava.
Speaker #2: Isso nos está levando a fazer escolhas duras. Eu gostaria de ter uma receita bombando, mas a realidade é que, com as dúvidas que temos do entorno macro, prefiro jogar um pouco mais seguro, mesmo se isso está custando no curto prazo.
Speaker #2: Então, o que acontece? Estamos deixando de lado os produtos mais rentáveis. Estamos diminuindo em rotativos, que você perguntava. Estamos diminuindo em todos os produtos que têm margem muito alta ou públicos especialmente altos.
Carlos Muñiz: Estamos diminuindo em todos os produtos que têm margens muito altos ou públicos especialmente altos, enfocando nossa atenção em operadores com garantias, bem sejam garantias governamentais, Pronampe e demais, bem sejam garantias imobiliárias ou mesmo na financeira, que li em um modelo dos seus informes, não sei se foi de você ou de outro dos analistas. Na financeira seguimos crescendo, mas seguimos crescendo em carros novos, elétricos e híbridos, com down payments fortes no começo, e um pouco mais longe dos carros mais velhos, que têm para um público com maior risco de atingimento. As comissões vão ligadas a muitas dessas operações de crédito. Feliz ou infelizmente, são esses clientes de mais risco os que têm a possibilidade de pagar maiores comissões. A gente está deixando isso um pouco de lado para outros players, que acham que têm uma oportunidade lá.
Speaker #2: E focando-nos atenção em operações com garantias. Bem sejam garantias governamentais, PRONAMPES e demais, bem sejam garantias imobiliárias ou mesmo na financeira, que li em modelo dos seus informes, não sei se foi de você ou de outros analistas, na financeira seguimos crescendo, mas seguimos crescendo em carros novos, elétricos, híbridos, com down payments fortes.
Speaker #2: No começo, pouco mais longe, dos carros mais velhos, que têm para público com maior risco, de atingimento. E as comissões vão ligadas a muitas dessas operações de crédito.
Speaker #2: Feliz ou infelizmente, são esses clientes mais riscosos ou de mais risco. Os que têm a possibilidade de pagar maiores comissões. A gente está deixando isso pouco de lado para outros players que acham que têm uma oportunidade lá.
Speaker #2: Nós estamos ficando um pouco mais tranquilos e isso também está fazendo recuar um pouco os nossos ingressos de comissões. Expandimos em algumas linhas, como falamos, consórcio, seguros OPN e demais, mas temos também uma queda naqueles que estavam mais vinculados ao crédito desses segmentos da população.
Carlos Muñiz: Nos estamos ficando um pouco mais tranquilos e isso também está fazendo recuar um pouco os nossos ingressos de comissões. Expandimos em algumas linhas, como falamos, o consórcio, em seguros open e demais, mas temos também uma queda naqueles que estavam mais vinculados ao crédito desses segmentos da população. Não sou otimista na evolução das receitas, acho que vamos ter um performance, como falamos já, para o mercado de low single digits. Não é objetivo agora crescer essa linha, mas ter a certeza de que não fazemos agora apostas ou investimentos que têm uma conta que pagar no futuro.
Speaker #2: Então, não só otimista na evolução das receitas. Acho que vamos ter performance, como falamos já, para o mercado de low single digits. Não é o objetivo agora crescer essa linha, mas ter a certeza de que não fazemos agora apostas ou investimentos que têm uma conta que pagar no futuro.
Speaker #1: Certo. Ainda estamos neste processo. Talvez low single digits em ano seja algo interessante. Obrigado.
Pedro Leduc: Certo, ainda estamos neste processo, talvez low single digits aí no ano seja algo interessante. Obrigado
Speaker #2: E Pedro, só complementaria aqui com relação ao NII de clientes. Se a gente for olhar o spread, o Carlos mencionou rapidamente os impactos que a gente tem em margem de captação, com o CDI que cai aqui neste trimestre, e também o impacto da maior despesa de correspondente bancário.
Camila Toledo (Banco Santande: Pedro, eu só complementaria aqui com relação ao NII de clientes. Se a gente for olhar o spread, o Carlos mencionou rapidamente os impactos que a gente tem em margem de captação, com o CDI que cai aqui nesse trimestre, e também o impacto da maior despesa de correspondente bancário. Isso no tri contra tri tem o impacto de 10 bps, no ano contra ano tem praticamente 20 bps. Essa parte aqui deve reduzir o impacto ao longo do tempo, como o Carlos colocou, a gente espera ao final do ano já estar entrando em regime aqui em termos do montante de despesas. A parte do mix, como ele colocou, é a parte que mais tem pressionado aqui, principalmente no crédito. Aqui eu destacaria dois pontos.
Speaker #2: Isso no tri contra tri tem impacto de 10 bips no ano contra ano tem praticamente 20 bips. Então, essa parte aqui deve reduzir ali o impacto ao longo do tempo, como o Carlos colocou.
Speaker #2: A gente espera, ao final do ano, já estar entrando em regime aqui em termos do montante de despesas. E a parte do mix, como ele colocou, é a parte que mais tem pressionado aqui, principalmente no crédito, e aqui eu destacaria dois pontos.
Speaker #2: é que a gente realmente tem crescido mais na garantia, como ele colocou, a gente tem aqui em SMIs mais de 40% da carteira que tem garantia, e dentro da parte de pessoa física, o destaque aqui é crescimento de select de 8% no ano, enquanto na baixa renda a gente tem uma queda de 8% no ano.
Camila Toledo (Banco Santande: Um é que a gente realmente tem crescido mais na garantia, como ele colocou, a gente tem aqui em SMEs mais de 40% da carteira que tem garantia. Dentro da parte de pessoa física, o destaque aqui é um crescimento de Select de 8% no ano, enquanto na baixa renda a gente tem uma queda de 8% no ano. Isso num primeiro momento pressiona o resultado. A gente impacta aqui a receita, mas ainda tem a contrapartida que é elevada de PDD, mas ao longo do tempo a gente espera colher esses benefícios.
Speaker #2: Então, isso num primeiro momento pressiona o resultado. A gente impacta aqui a receita mais ainda tem a contrapartida que é elevada de PDD, mas ao longo do tempo a gente espera colher esses benefícios.
Speaker #1: Muito obrigado, Camila.
Pedro Leduc: Obrigado, Camila.
Speaker #2: Bom, obrigada. A gente vai agora aqui para a próxima pergunta, que é do Ricardo Bushpigel, do BTG Pactual. Bom dia, Ricardo. E entramos aqui com o Schröding.
Camila Toledo (Banco Santande: Obrigada, a gente vai agora aqui pra próxima pergunta, que é do Ricardo Buchspiegel, do BTG Pactual. Bom dia, Ricardo. Entramos aqui com o Schroden. Desculpe, eu estava olhando aqui do outro lado. Gustavo Schroden, do Citi. Schroden, bom dia.
Speaker #2: Desculpa, eu estava olhando aqui do outro lado. Gustavo Schröding do Citi. Schröding, bom dia.
Speaker #3: Bom dia, Cami. Obrigado, obrigado pelo call. Bom dia, Carlos. Eu vou dar uma sequência, não especificamente de receita, que o Leduc trouxe, mas da combinação de receita com PDD e qualidade de crédito.
Gustavo Schroden: Bom dia, Cami. Obrigado pelo call. Bom dia, Carlos. Eu vou dar uma sequência, não especificamente de receita, que o Leduc trouxe, mas a combinação de receita com PDD e qualidade de crédito. Acho que fica claro com as informações a intenção do banco de ser mais conservador no crescimento da carteira, nas linhas, buscar média e alta renda. A contrapartida disso ainda não veio. Que seria a PDD mais baixa, que aí você compensaria num risk-adjusted NII. Eu queria entender o que a gente pode imaginar. A gente entende que teve casos one-off. Teve um caso específico e também a questão da mudança de write-off, então BRL 700 million deveria ser entendido como one-off de aumento na PDD. Mesmo assim a gente vê o NPL over 90 subindo em todas as linhas.
Speaker #3: Porque acho que fica claro com as informações, a intenção do banco de ser mais conservador no crescimento da carteira, nas linhas, buscar a média e alta renda.
Speaker #3: Mas a contrapartida disso eu ainda não veio, que seria a PDD mais baixa, que daí você compensaria num risk adjusted NII. Eu queria entender o que a gente pode imaginar.
Speaker #3: A gente entende que teve casos one-off, teve caso específico e também a questão da mudança de write-off. Então, 700 milhões de reais deveria ser entendido como one-off de aumento na PDD.
Speaker #3: Mas, mesmo assim, a gente vê NPL over 90 subindo em todas as linhas. Eu queria entender o que a gente pode imaginar aqui de asset quality e PDD.
Gustavo Schroden: Eu queria entender o que a gente pode imaginar aqui de asset quality e PDD ao longo do ano e se puder colocar pra gente, obviamente, não uma data específica, mas quando que a gente deveria ver essa linha pós-PDD voltando a melhorar? É mais pra 2027 ou acha que talvez no final do ano a gente já veria essa linha ajustada ao risco melhorando? Obrigado.
Speaker #3: Ao longo do ano, e se puder colocar para a gente obviamente não uma data específica, mas quando que a gente deveria ver essa meme pós-PDD voltando a melhorar.
Speaker #3: É mais para 2027 ou acha que talvez no final do ano a gente já veria essa linha ajustada ao risco melhorando? Obrigado.
Speaker #2: Ok, obrigado pela pergunta, Gustavo. Acho que já mencionei que eu pessoalmente não estou otimista. Então, se tivesse que colocar essa data, provavelmente essa data está no começo de 2027, mais que no fim de 2026.
Carlos Muñiz: Obrigado pela pergunta, Gustavo. Acho que já mencionei que eu pessoalmente não estou otimista. Se tivesse que colocar essa data, provavelmente essa data está no começo de 2027, mais que no fim de 2026. Não sei se Camila concordará depois comigo. A gente está esperando, aguardando essa mudança, essa melhora da PDD, mas tem que lembrar que ainda temos a atualização dos modelos da 4966. Tenho a referência a essa atualização que temos que fazer todos os anos, incorporando o novo cenário macro. O novo cenário macro não estava aqui quando foi feito no ano passado, acredito que o que vamos ter que incorporar este ano vai ser pior que o que temos agora mesmo nos modelos. Não espero uma boa notícia do CEAR nessa direção, que provavelmente vamos ter esse impacto, que temos que colocar na conta no Q4, se não estou errado.
Speaker #2: Não sei se Camila concordará depois comigo. A gente está esperando, aguardando essa mudança, essa melhora da PDD, mas tem que lembrar que ainda temos a atualização dos modelos da 4.966.
Speaker #2: E tenho a referência a essa atualização que temos que fazer todos os anos. Incorporando o novo cenário macro. O novo cenário macro, eu não estava aqui quando foi feito no ano passado, mas acredito que o que vamos ter que incorporar este ano vai ser pior que o que temos agora mesmo nos modelos.
Speaker #2: Então, não espero uma boa notícia do CRO nessa direção. E provavelmente vamos ter esse impacto que teremos que colocar na conta no quarto trimestre se não estou errado.
Speaker #2: O importante para mim é que o que começamos a ver na parte de baixo, aquela performance real dos portfólios, tem algumas sinais mais positivas.
Carlos Muñiz: O importante para mim é que o que começamos a ver na parte de baixo, que a performance real dos portfólios tem algumas sinais mais positivas. Não sei se vai dar para compensar todo esse impacto. Que vocês possam começar a ver que a evolução da PDD é melhor que a evolução da carteira. Vamos estar ainda em linha com essas duas coisas, acredito que estamos fazendo as escolhas corretas e que em algum tempo essa conta tem que pagar. Não sei se quer complementar.
Speaker #2: Não sei se vou dar para compensar todo esse impacto. E que vocês podem começar a ver que a evolução da PDD é melhor que a evolução da carteira.
Speaker #2: Provavelmente vamos estar ainda em linha com essas duas coisas. Mas acredito que estamos fazendo as escolhas corretas e que em algum tempo essa conta tem que pagar.
Speaker #2: Não sei se queria complementar.
Camila Toledo (Banco Santande: Acho que o ajuste de mix que a gente tem feito ainda não mostra aqui na linha de PDD. Tem os fatores que o Carlos comentou e a gente tem tido nos últimos trimestres também mais impacto, tanto de atacado quanto de agro. A baixa renda a gente já tem falado aqui nessa redução, mas ainda é uma parte relevante do nosso portfolio, aproximadamente 40% do portfolio de pessoa física, mas ao longo do tempo isso vai sendo diluído. Nesse momento a gente vai lidar mais com a questão de modelos e também um pouco da deterioração macro. As principais linhas o Carlos comentou aqui anteriormente, mas onde a gente vê mais pressão: na baixa renda, no agro.
Speaker #4: Acho que o ajuste de mix que a gente tem feito, ele ainda não mostra aqui na linha de PDD. Tem os fatores que o Carlos comentou e a gente tem tido nos últimos trimestres também mais impacto, tanto de atacado quanto de agro.
Speaker #4: A baixa renda a gente já tem falado aqui nessa redução, mas ainda é uma parte relevante do nosso portfólio: aproximadamente 40% do portfólio de pessoa física.
Speaker #4: Mas ao longo do tempo isso vai sendo diluído. Neste momento a gente vai lidar mais com a questão ali de modelos e também pouco da deterioração macro.
Speaker #4: As principais linhas, o Carlos comentou aqui anteriormente, mas onde a gente vê mais pressão na baixa renda, no agro.
Speaker #3: Está ótimo. Obrigado. E só se eu puder.
Gustavo Schroden: Está ótimo. Obrigado.
Camila Toledo (Banco Santande: agro, SMEs menores que vêm sempre.
Speaker #4: Agro e SMIs menores que vêm sempre.
Speaker #3: Se eu puder só. O quanto dessa PDD mais alta é de revisão de modelos barra 4.966 e o quanto que é de, vamos dizer assim, deterioração em si das carteiras?
Gustavo Schroden: Se eu puder só: o quanto dessa PDD mais alta é de revisão de modelos barra 4966 e o quanto que é de, vamos dizer assim, deterioração em si das carteiras?
Speaker #2: Acho que a deterioração temos ou só temos observado como a Camila falou na baixa renda na PF. No segmento mais baixo também das empresas.
Carlos Muñiz: Acho que o deteriora só temos observado, como a Camila falou, na baixa renda, na PF, no segmento mais baixo, também das empresas. O resto das carteiras estão já estáveis ou inclusive melhorando, eu falaria. O modelo ainda não tenho o número, gostaria de compartilhar com vocês, mas o CEAR ainda não fez o cálculo com os novos cenários macro, que ainda estamos desenvolvendo. Tem que lembrar que neste país temos eleições na volta da esquina, no mês de outubro. Eu venho de uma geografia onde os juros não mudavam cada semana como mudam aqui. Não sei, sinceramente, qual é o cenário macro que temos que colocar para 2027, 2028 e 2029, ter esse impacto claro. Acho que para a próxima divulgação, provavelmente tenhamos já muito mais claro de quanto pode ser essa conta. Acredito que não vai ser uma melhora, mas provavelmente uma piora do cenário.
Speaker #2: O resto das carteiras já está estável ou inclusive melhorando, eu diria. O modelo, ainda não tenho o número. Gostaria de compartilhar com vocês, mas por enquanto, ainda não fiz o cálculo com os novos cenários macro que ainda estamos desenvolvendo.
Speaker #2: Tem que lembrar que neste país temos eleções na volta da esquina, no mês de outubro. Eu venho de uma geografia onde os juros não mudavam cada semana como mudam aqui.
Speaker #2: Então não sei, sinceramente, qual é o cenário macro que temos que colocar. Para 2027, 2028 e 2029, ter esse impacto claro. Acho que para a próxima divulgação provavelmente tenhamos já muito mais claro de quanto pode ser essa conta.
Speaker #2: Mas acredito que não vai ser uma melhora mais provavelmente uma piora do cenário.
Speaker #4: Acho que, como referência nacional, o Carlos destacou aqui também durante a apresentação, mas se a gente olhar a despesa de PDD, neste trimestre ela foi de R$ 7,7 bilhões. E a gente coloca aqui como impactos mais pontuais o fato de termos tido alguns reforços ligados ao atacado e também a implementação da nova política de write-off, principalmente para crédito sem garantia.
Camila Toledo (Banco Santande: Acho que como referência, Schroden, o Carlos destacou aqui também durante a apresentação, se a gente olhar a despesa de PDD, nesse trimestre ela foi BRL 7.7 billion e a gente coloca aqui como impactos mais pontuais, o que a gente teve alguns reforços aqui ligados ao atacado e também a implementação da nova política de write-off, principalmente para créditos sem garantia. Esses dois em conjunto são BRL 700 million. Seria uma referência aqui do que a gente tem como recorrente. Como o Carlos colocou, quando a gente for atualizar o parâmetro macro, eventualmente a gente vai ter um pouco mais de demanda aqui em algumas linhas específicas.
Speaker #4: Esses dois em conjunto são 700 milhões. Então, seria uma referência aqui do que a gente tem como recorrente. E aí, como o Carlos colocou, quando a gente for atualizar o parâmetro macro, eventualmente a gente vai ter um pouco mais de demanda aqui em algumas linhas específicas.
Speaker #3: Perfeito. Obrigado, pessoal.
Gustavo Schroden: Perfeito. Obrigado, pessoal.
Speaker #4: Obrigada a você. Bom dia. Agora sim, a gente vai com o Ricardo Bushpigel do BTG Pactual. Ricardo, bom dia, seja bem-vindo.
Camila Toledo (Banco Santande: Obrigada a você. Bom dia. Agora sim, a gente vai com o Ricardo Buchspiegel, do BTG Pactual. Ricardo, bom dia, seja bem-vindo.
Speaker #3: Bom dia, Camila, Carlos, obrigado pela oportunidade de fazer perguntas. No trimestre a gente viu que o crescimento dos créditos tributários aceleraram pressionando assim o capital tangível do banco.
Ricardo Buchspiegel: Bom dia, Camila, Carlos, obrigado pela oportunidade de fazer perguntas. No trimestre, a gente viu que o crescimento dos créditos tributários aceleraram, pressionando assim o capital tangível do banco. Dada a importância que essa parte do capital tem para melhorar o ROE em um contexto de juros altos, vocês veem espaço para elevar o percentual caixa tangível do patrimônio e quais iniciativas poderiam ser feitas para acelerar todo esse processo? Obrigado.
Speaker #3: Dada a importância que essa parte do capital tem para melhorar o ROI em contexto de juros altos, vocês veem espaço para elevar o percentual caixa tangível do patrimônio e quais iniciativas poderiam ser feitas para acelerar todo esse processo?
Speaker #3: Obrigado.
Speaker #2: Se você tivesse a resposta, por favor, compartilhe com a gente. Mas infelizmente é gerar receitas e gerar receitas que não gerem PDD. O momento macro do país não está ajudando nessa direção.
Carlos Muñiz: Se você tivesse a resposta, por favor, compartilhe com a gente. Infelizmente, é gerar receitas. Gerar receitas que não gerem PDD. O momento macro do país não está ajudando nessa direção. Um foco em receitas livres de risco, de um lado, e melhorar esse custo de crédito que estamos tendo. Você lembra que também em paralelo, ou que deveria ser a solução, que precisamente é essa, a gente tem um esforço de simplificação da estrutura societária, que está acontecendo a toda a velocidade que pode ser feita. Continuamos incorporando sociedades de fora do perímetro do banco, dentro do perímetro do banco. A Esfera foi a última que fizemos no Q2. Isso tem que melhorar também o consumo desses DTAs. São essas duas alavancas que temos agora mesmo na cabeça.
Speaker #2: Então é foco em receitas livres de risco, de lado. É melhorar esse custo de crédito que estamos tendo. Você lembra que também em paralelo ao que deveria ser a solução, que precisamente é essa, a gente tem esforço de simplificação da estrutura societária.
Speaker #2: O que está acontecendo, a toda velocidade que pode ser feita, continuamos incorporando sociedades de fora do perímetro do banco dentro do perímetro do banco. A Esfera foi a última que fizemos no segundo tri.
Speaker #2: E isso tem que melhorar também o consumo dessas DTAs. Mas são essas duas alavancas as que temos agora mesmo na cabeça. A integração de sociedades para acrescentar a base tributária do banco.
Carlos Muñiz: A integração de sociedades para acrescentar à base tributável do banco, a melhora dos resultados que, infelizmente, vai mais devagar do que a gente gostaria.
Speaker #2: A melhora dos resultados, que infelizmente vai mais devagar do que a gente gostaria.
Speaker #3: Então está claro. E tem como ter uma visibilidade do timing para esses processos acontecerem? Não sei se tem algum.
Ricardo Buchspiegel: Está claro. Tem como ter uma visibilidade do timing para esses processos acontecerem? Não sei se tem algum.
Speaker #2: Algum também de vocês mencionou. A gente tinha falado com vocês que achávamos que começaríamos a fazer turnaround desses créditos tributários entre 2027 e 2028.
Carlos Muñiz: Algum também de vocês mencionou. A gente tinha falado com vocês que achávamos que começaríamos a fazer um turnaround desses créditos tributários entre 2027, 2028. Ainda não tenho feito plano para os próximos três anos, para 2027, 2028, and 2029, mas não deveria mudar muito essa data do 2028 que temos falado com vocês.
Speaker #2: Ainda não tenho feito plano para os próximos três anos, para 2027, 2028 e 2029. Mas não deveria mudar muito essa data do 2028 que temos falado com vocês.
Speaker #3: Certo. Obrigado.
Ricardo Buchspiegel: Tá certo, obrigado.
Speaker #4: Obrigada, Ricardo. Agora a gente tem uma pergunta aqui do Daniel Vaz, do Banco Safra. Oi, Daniel, bom dia.
Camila Toledo (Banco Santande: Obrigada, Ricardo. Agora a gente tem uma pergunta aqui do Daniel Vaz, do Banco Safra. Oi, Daniel, bom dia.
Speaker #5: Oi, Camila. Oi, Carlos, bom dia. Obrigado pelo espaço para perguntas. Eu queria até voltar pouquinho no ponto das receitas e aqui do NII ajustado ao risco.
Daniel Vaz: Oi, Camila. Oi, Carlos, bom dia. Obrigado pelo espaço para perguntas. Eu queria até voltar um pouquinho no ponto das receitas e aqui do NII, o resultado ao risco. Acho que o grande miss nas previsões do mercado aqui pro resultado de vocês não foi na provisão, porque já tinha uma certa preocupação com o trimestre, mas no NII. O NII, principalmente no spread, parece ter um carrego maior para você recuperar. Justamente como o Carlos falou, a gente precisa de receita. Esse miss, que vai demorar para recuperar um pouquinho do NII pós-provisão, me parece que joga contra o teu ROE por mais tempo.
Speaker #5: Acho que o grande miss nas previsões do mercado aqui para o resultado de vocês não foi na provisão, porque já tinha uma certa preocupação com o trimestre, mas no NII.
Speaker #5: E o NII, principalmente no spread, parece ter carrego maior para você recuperar, justamente como o Carlos falou, a gente precisa de receita. E esse miss que vai demorar para recuperar pouquinho do NII pós-provisão, me parece que joga contra o teu ROE por mais tempo.
Speaker #5: Então eu queria ver com vocês, assim, esse cenário de ROE ali perto dos 12, 13, até esse sub-15, ali entre 12 e 15, o quanto tempo isso deve durar, se deveria ser perto de ano, e se isso implica alguma coisa para o pagamento de OTCP, que hoje vocês estão pagando 2 bi por trimestre, e se vocês têm conforto de continuar distribuindo esse mesmo nível dado esse ROE menor.
Daniel Vaz: Eu queria ver com vocês esse cenário de ROE ali perto dos 12, 13, até se sub 15, ali entre 12 e 15, quanto tempo isso deve durar, se deveria ser perto de um ano, e se isso implica alguma coisa pro pagamento de JCP, que hoje vocês estão pagando BRL 2 billion por trimestre, e se vocês têm conforto de continuar distribuindo esse mesmo nível dado esse ROE menor. Obrigado.
Speaker #5: Obrigado.
Speaker #2: Uma pergunta muito boa, Daniel. Vamos fazer em duas partes. O JCP por lado é apressar as receitas, a rentabilidade. Eu já falei, acho, sobre o mix e o convencimento que temos em que estamos fazendo as escolhas corretas na parte do mix.
Carlos Muñiz: Uma pergunta muito boa, Daniel. Vamos fazer em duas partes. O JCP, por um lado, e a pressão das receitas e a rentabilidade. Eu já falei, acho, sobre o mix e o convencimento que temos em que estamos fazendo as escolhas corretas na parte do mix. Os spreads que capturamos no público de alta renda, os spreads que capturamos nas operações garantidas, sejam de imobiliário, sejam de Pronampe, nesse mix. O crescimento que temos no setor imobiliário não ajuda a ter um crescimento forte desse lado. Mesmo toda a política de renegociações e de fazer as coisas bem feitas, jogando do lado mais seguro, falaria, não vai ajudar a ter um crescimento bombando na top line, mas acredito que pagará no meio e no longo prazo. Vai isso impactar o payout? Não, a gente mantém uma política de payout de 50%. Vai ser isso BRL 2 billion?
Speaker #2: Os spreads que capturamos no público de alta renda, os spreads que capturamos nas operações garantidas sejam de imobiliário, sejam de Pronampe, nesse mix. O crescimento que temos no setor imobiliário não ajuda a ter crescimento forte.
Speaker #2: Desse lado. Mesmo toda a política de renegociações e de fazer as coisas bem feitas, jogando do lado mais seguro, falaria, não vai ajudar a ter crescimento bombando.
Speaker #2: Na top line, mas acredito que pagará no meio e no longo prazo. Vai isso impactar o payout? Não, a gente mantém uma política de payout do 50%.
Speaker #2: Vai ser isso, 2 bi? Vai depender do que seja o orçamento e do que a gente ache que pode atingir, em termos de resultado, no ano que vem.
Carlos Muñiz: Vai depender do que seja o orçamento e o que a gente ache que pode atingir, em termos de resultado no ano que vem. A mudança, a política de distribuição, não temos nenhum plano de trocar esse 50% que agora mesmo temos comprometido para o mercado.
Speaker #2: Mas a mudança ou a política de distribuição não temos nenhum plano de trocar esse 50% que agora mesmo temos comprometido para o mercado.
Speaker #4: Neste trimestre, ficou pouco acima dos R$ 2 bilhões, com o lucro e com o EBT mais pressionado, acabou ficando acima dos 50% que o Carlos mencionou.
Camila Toledo (Banco Santande: Nesse trimestre ficou um pouco acima, os BRL 2 billion, com o lucro, com o EBT mais pressionado, acabou ficando acima dos 50% que o Carlos mencionou. A gente já tem períodos em que, até no ano, isso ficou um pouco em cima, um pouco abaixo, mas acho que é uma referência mais longo prazo do que a gente tem em relação a payout.
Speaker #4: A gente já tem períodos em que até no ano isso ficou pouco em cima, pouco abaixo. Mas acho que é uma referência aqui mais longo prazo do que a gente tem em relação a payout.
Speaker #5: Está claro. Se tiver só comentário do ROI, que eu até perguntei se você tem uma visibilidade de quanto tempo ele deveria ficar nesse período pouco mais baixo, nesse arranjo pouco mais baixo.
Daniel Vaz: Está claro. Só um comentário do ROE, que eu até perguntei se você tem uma visibilidade de quanto tempo ele deveria ficar nesse período um pouco mais baixo, nessa range um pouco mais baixa. Alguma estimativa?
Speaker #5: Alguma estimativa?
Speaker #2: Acredito que não, mais longo deste ano. Provavelmente, no ano que vem vamos voltar a patamares bastante mais razoáveis. O grupo nos vai cobrar para que cheguemos lá.
Carlos Muñiz: Acredito que não mais longo deste ano. Provavelmente no ano que vem vamos voltar a patamares bastante mais razoáveis. O grupo nos vai cobrar para que cheguemos lá. Acho que, de verdade, o que vejo, não posso mostrar mais, o que vejo das últimas safras de originação e demais, me fazem sentir confortável para atingir esses níveis. O que não controlo é a velocidade de rotação do que todo o passado. Se tiver essa possibilidade de fazer um write-off de todo o banco legacy, isso mostrar para vocês o que têm sido os últimos 18 meses, eu falaria, vocês teriam um banco que gostariam muito mais.
Speaker #2: E acho que de verdade, o que veio não posso mostrar, mas o que veio das últimas safras de origem nasal e demais, me fazem sentir confortável para atingir esses níveis.
Speaker #2: O que não controlo é a velocidade de rotação do que tudo o passado. Mas se tiver essa possibilidade de fazer write-off de todo o banco legacy, isso mostrar para vocês o que tem sido os últimos 12, 18 meses, eu falaria.
Speaker #2: Vocês teriam banco que gostaria muito mais.
Speaker #5: Super claro. Muito obrigado.
Daniel Vaz: Superclaro. Muito obrigado.
Speaker #4: Vamos agora com o Mário Pierre para a próxima pergunta. O Mário, do BofA. Bom dia, Mário. Congelou o Mário, vamos ver se a gente volta aqui.
Camila Toledo (Banco Santande: Vamos agora com o Mario Pierry para a próxima pergunta. O Mario do BofA. Bom dia, Mario. Congelou o Mario, vamos ver se a gente volta aqui. Mario, você nos escuta? Vamos passar aqui agora para a próxima e depois a gente retorna aqui com o Mario, porque congelou ali. A gente vai com o Thiago Batista, do UBS. Bom dia, Thiago.
Speaker #4: Mário, você nos escuta? Vamos passar aqui agora para a próxima e depois a gente retorna aqui com o Mário, porque congelou ali. A gente vai com o Tiago Batista do UBS.
Speaker #4: Bom dia, Tiago.
Speaker #6: Tudo bem, pessoal? Estão ouvindo direito?
Thiago Batista: Tudo bem, pessoal? Estão me ouvindo direito?
Speaker #4: Sim.
Camila Toledo (Banco Santande: Sim.
Thiago Batista: Tudo bom, Carlos, Camila. Eu vou fazer um follow-up na pergunta do Var sobre a rentabilidade. Você comentou, Carlos, que a Espanha vai cobrar vocês para ter uma rentabilidade melhor. Eles estão bem vocais, falando que em algum momento, principalmente quando os juros normalizarem, a gente deveria ver o retorno, eu sei que não é exatamente o ROE, o tangible equity approaching 20%. Quando você olha do ROE de hoje, nem de hoje, o ROE do 2016, antes do primeiro trimestre, dos últimos trimestres, quais são as principais alavancas para esse ROE sair desse nível de 16, agora 12 e pouquinho, para o nível próximo de 20?
Speaker #6: Tudo bom? Carlos, Camila. Eu vou fazer follow-up na pergunta do Vaz sobre a rentabilidade. Você comentou, Carlos, que a Espanha vai cobrar vocês para ter uma rentabilidade melhor.
Speaker #6: Eles estão bem vocais falando que em algum momento principalmente quando os juros normalizar, a gente deveria ver o retorno. Eu sei que não é exatamente o ROE, o tangible equity, approaching 20%, 20%.
Speaker #6: Quando você olha do ROE de hoje, nem de hoje, o ROE do 2016, antes do primeiro trimestre, dos últimos trimestres, quais são os principais alavancas para esse ROE sair desse nível de 2016, agora 12 e pouquinho, para o nível de próximo de 20?
Speaker #2: Ok. Simples. Eu falaria, Tiago. A primeira, no meu lado, é seguir evoluindo na geração das receitas não vinculadas ao crédito. A segunda tem que ver com custos.
Carlos Muñiz: Simples, eu falaria, Thiago. A primeira, do meu lado, é seguir evoluindo na geração de receitas não vinculadas ao crédito. A segunda tem que ver com custos, a gente segue muito focado em custos, em capturar muitos dos investimentos que estamos fazendo em IA, em plataformas globais. A terceira, uma normalização do APDB, que comece a refletir as escolhas que temos feitas no passado. A combinação das três, não sei se vai acontecer tudo ao mesmo tempo ou se acontecerá sequencialmente, é o que tem que ajudar a gente a mudar dos 12%, 13% deste tri para níveis mais perto do 20% no curto prazo.
Speaker #2: A gente segue muito focada em custos, em capturar muitas dos investimentos que estamos fazendo em IA, em plataformas globais. E a terceira, uma normalização do PDD, que começa a refletir as escolhas que temos feitas no passado.
Speaker #2: A combinação das três, não sei se vai acontecer tudo ao mesmo tempo ou se acontecerá sequencialmente, é o que tem que ajudar a gente a mudar dos 12, 13% deste tri para níveis mais perto do 20% no curto prazo.
Speaker #4: Acho que, só para detalhar, Tiago, as receitas não vinculadas ao crédito — a gente falou aqui das comissões, algumas delas obviamente têm peso maior quando você está num ritmo de aceleração de carteira, mas tem as receitas de funding também.
Camila Toledo (Banco Santande: Acho que só para detalhar, Thiago, as receitas não vinculadas a crédito, a gente falou aqui das comissões, algumas delas obviamente têm um peso maior quando você está num ritmo de aceleração de carteira, mas tem as receitas de funding também. Nesse momento, a gente teve um impacto aqui pela Selic mais baixa, mas a gente tem trabalhado bastante no mix de funding para reduzir o custo de depósito e também ter uma receita adicional vindo dessa linha.
Speaker #4: Neste momento a gente está, teve impacto aqui pela Selic, mais baixa, mas a gente tem trabalhado bastante no mix de funding para reduzir aqui o custo de depósito e também ter uma receita adicional vindo dessa linha.
Speaker #2: Não sei se temos falado aqui também, Camila, é o tema do NII de mercados. Vocês lembram que temos portfólio herdado, que vem do passado.
Carlos Muñiz: Não sei se temos falado aqui também, Camila, o tema do NII de mercados. Vocês lembram que temos um portfólio legado, que vindo do passado, com o tempo vai melhorando. Achamos que no ano que vem, como já temos falado para vocês, aguardamos ou esperamos uma melhora desse lado, que também tem que ajudar, com mais rentabilidade. Eu diria, isso é positivo, provavelmente na linha de NII, mesmo se continuamos com a mesma estratégia de originação de crédito.
Speaker #2: Não sei se se fala heredado, legado, portfólio legado. Que vem do passado, que com o tempo vai melhorando. Achamos que no ano que vem, como já temos falado para vocês, aguardamos ou esperamos uma melhora.
Speaker #2: Desse lado, que também tem que ajudar com a rentabilidade. Então, ainda diria essa positivo, provavelmente na linha de NII, mesmo se continuamos com a mesma estratégia.
Speaker #2: De origem nasal de crédito.
Speaker #4: Obrigada, Tiago. Vamos tentar voltar aqui agora com o Mário Pierre, ver se a gente consegue a conexão. Mário, bom dia, você nos escuta?
Camila Toledo (Banco Santande: Obrigada, Thiago. Vamos tentar voltar aqui agora com o Mário PR, ver se a gente consegue a conexão. Mário, bom dia, você nos escuta?
Speaker #3: Bom dia, pessoal. Desculpem os problemas técnicos. Obrigado pela oportunidade. Eu queria focar um pouco mais no que vocês estão falando aí do segmento massificado, que ainda representa 40% da sua carteira.
Mario Pierry: Bom dia, pessoal. Desculpa aí os problemas técnicos. Obrigado pela oportunidade. Eu queria focar um pouco mais no que vocês estão falando do segmento massificado, que ainda representa 40% da sua carteira e esse segmento é um segmento que está sofrendo bastante pressão, dado o cenário macro que a gente tem. Juros altos, endividamento da família muito elevado. Eu queria entender para que patamar você gostaria de reduzir essa sua exposição ao segmento. Vocês mencionaram também que vocês sentiram um pouco de pressão em cartões, na baixa renda. Se isso tem um pouco a ver também com perda de principalidade ou se o problema é só um problema macro mesmo. Obrigado.
Speaker #3: E esse segmento é segmento que está sofrendo bastante pressão dado o cenário macro que a gente tem. Juros altos, endividamento da família, muito elevado.
Speaker #3: Então, eu queria entender para que patamar você gostaria de reduzir essa sua exposição ao segmento? E vocês mencionaram também que vocês sentiram pouco de pressão em cartões, na baixa renda.
Speaker #3: Se isso tem pouco a ver também com perda de principalidade, ou se o problema é só problema macro mesmo? Obrigado.
Speaker #2: Você vai ter que pegar as respostas de muitos bancos para ter a resposta da segunda pergunta. No nosso caso, não percebemos que seja problema de principalidade, problema estrutural de todo o país.
Carlos Muñiz: Você vai ter que pegar as respostas de muitos bancos para ter a resposta da segunda pergunta. No nosso caso, não percebemos que seja um problema de principalidade, é um problema estrutural de todo o país. Os juros altos começam a pressionar cada uma das pessoas. Colocaria acima dessa dúvida, do que pode acontecer no futuro ou que possa sair das eleições. Não sei se os níveis atuais que temos de suporte do lado do governo para a população vão poder ser mantidos no futuro. Se os níveis de emprego que temos agora mesmo, em máximos, melhores históricos, também vão ser mantidos, se a situação ou a velocidade da economia é um pouco menor. Tudo isso que faz que o nosso sentimento dirigido a esses setores mais vulneráveis seja restritivo. Não temos muito otimismo na evolução que essa massa possa ter.
Speaker #2: Os juros altos começam a pressionar a cada uma das pessoas. Colocaria acima dessa dúvida do que pode acontecer no futuro, o que possa sair das eleições.
Speaker #2: Não sei se os níveis atuais que temos de suporte do lado do governo para população vão ou vão poder ser mantidos no futuro. E os níveis de emprego que temos agora mesmo em máximos, melhores históricos, também vão ser mantidos se a situação ou a velocidade da economia é pouco menor.
Speaker #2: Tudo isso o que faz que o nosso sentimento dirigido a esses setores mais vulneráveis seja restritivo. Não temos muito otimismo na evolução que essa massa possa ter.
Speaker #2: E dentro dos segmentos mais massivos, temos públicos que não são tão rentáveis para a gente. O INSS, por exemplo, é público que a gente não consegue rentabilizar.
Carlos Muñiz: Dentro dos segmentos mais massivos, temos públicos que não são tão rentáveis para a gente. O INSS, por exemplo, é um público que a gente não consegue rentabilizar. Temos essas dúvidas com rentas abaixo do 4,000, que falávamos na apresentação, onde provavelmente temos competidores que fazem um negócio muito melhor que a gente. Não pode ser nosso objetivo. A velocidade da redução do portfólio vai ser uma mistura do nosso apetite e geração. Seguimos voltando, fazendo originação no segmento de consignado privado. Estivemos gerando BRL 300 million first, BRL 400 million, BRL 500 million, acho que podemos terminar o ano um pouco acima desses níveis de originação, mas o que é mais difícil de controlar para a gente é o descenso, a queda da carteira que temos. Porque aí temos uma dependência da capacidade de pagamento da gente, de como as renegociações estão acontecendo.
Speaker #2: Temos essas dúvidas com rentas abaixo do 4.000 que falávamos na apresentação. Onde provavelmente temos competidores que fazem o negócio muito melhor que a gente.
Speaker #2: Então, não pode ser nosso objetivo. A velocidade da redução do portfólio vai ser uma mistura de nosso apetite de geração. Seguimos voltando ou fazendo originação na sala, no segmento de consignado privado.
Speaker #2: Estivemos gerando 300 milhões primeiro, 400, 500. Acho que podemos terminar o ano pouco acima desses níveis de origem nasal. Mas o que é mais difícil de controlar para a gente é o descenso ou a caída, a queda.
Speaker #2: Da carteira que temos. Porque aí temos uma dependência da capacidade de pagamento da gente, de como as renegociações estão acontecendo. E já falei durante a apresentação que a gente não quer fazer renegociações fumaça.
Carlos Muñiz: Já falei durante a apresentação que a gente não quer fazer renegociações fumaça. A gente quer fazer renegociações que realmente voltem a recuperar e entregar os descontos para aqueles que tenham verdadeiramente a intenção de repagar a dívida que fique pendente depois dessa renegociação.
Speaker #2: A gente quer fazer renegociações que realmente vão resultar em recuperações e entregar os descontos para aqueles que tenham verdadeiramente a intenção de repagar a dívida.
Speaker #2: Que quede pendente depois dessa renegociação.
Speaker #3: Obrigado.
Mario Pierry: Obrigado.
Speaker #4: Só pouco que eu acionaria aqui, Mário. A gente tem feito trabalho bem forte de ajuste do custo de serviço. Especialmente para esse segmento. Então, se a gente notar aqui nos últimos 12 anos, o Carlos chegou a comentar, tem uma redução de 30%.
Camila Toledo (Banco Santande: Só um ponto que eu adicionaria aqui, Mario, a gente tem feito um trabalho bem forte de ajuste do custo de servir, especialmente pra esse segmento. Se a gente notar aqui nos últimos dois anos, o Carlos chegou a comentar, tem uma redução de 30%. Uma parte da equação de rentabilização desse grupo é a PDD, é a parte principal, é onde a gente tem visto a pressão atualmente. A outra parte é o custo de servir, no qual a gente tem trabalhado pra gente também poder ser rentável num público border aqui, que nesse momento não é rentável, não é atraente, mas que a gente acredita que no futuro vai voltar a ser interessante pro banco.
Speaker #4: Uma parte da equação de rentabilização desse grupo é a PDD, é a parte principal, é onde a gente tem visto a pressão atualmente. A outra parte é o custo de servir, no qual a gente tem trabalhado para que a gente também possa ser rentável num público 'border' aqui, que nesse momento não é rentável, não é atraente, mas que a gente acredita que, no futuro, vai voltar a ser interessante para o banco.
Speaker #3: Obrigado. Só se eu pudesse fazer follow-up que vocês falaram em negociação. Qual foi o impacto do programa do Desenrola para vocês no trimestre?
Mario Pierry: Obrigado. Só se eu pudesse fazer um follow-up, que vocês falaram em renegociação. Qual foi o impacto do programa do Desenrola pra vocês no trimestre?
Speaker #2: Foi baixo. Linhas gerais, Mário. A gente já tinha como falei uma política de recuperações não sei se a palavra é agressiva, com fortes descontos para aqueles clientes que a gente acha que verdadeiramente têm uma intenção de fazer o pagamento.
Carlos Muñiz: Foi baixo, em linhas gerais, Mario Pierry. A gente já tinha, como falei, uma política de recuperações, não sei se a palavra é agressiva, com fortes descontos para aqueles clientes que a gente acha que verdadeiramente tenha a intenção de fazer o pagamento. O Desenrola Brasil não ofereceu a possibilidade de fazer muito mais do que a gente já estava fazendo. É verdade que as taxas posteriores aos descontos são melhores dentro do programa, mas não mudou significativamente a quantidade que fazíamos. Não tenho as cifras na cabeça, agora Camila Toledo vai me ajudar. Nesse mês falamos de poucas, nem sequer centenas de milhões. Na parte da PF, sim, que fizemos algo mais, tampouco mudou de patamar o que tínhamos visto em termos de recuperações.
Speaker #2: Então, o Desenrola não ofereceu a possibilidade de fazer muito mais do que a gente já estava fazendo. É verdade que as taxas posteriores ao desconto são melhores dentro do programa, mas não mudou significativamente a quantidade que fazíamos.
Speaker #2: Não tenho as cifras na cabeça. Agora a Camila me vai ajudar nesse mês falamos de umas poucas nem sequer centenas de milhões. Na parte da PF sí que fizemos algo mais, mas tampouco mudou de patamar o que tínhamos visto.
Speaker #2: Em termos de recuperações.
Speaker #3: Muito obrigado.
Mario Pierry: Muito obrigado.
Speaker #4: Foi pouco superior ao programa Desenrola 1, mas realmente o que a gente vê aqui é que você tem pouca adesão do endividado. Quem tem que querer aderir tem que querer fazer o pagamento.
Camila Toledo (Banco Santande: Foi um pouco superior ao programa Desenrola Brasil - Faixa 1, realmente o que a gente vê aqui é que você tem pouca adesão do endividado. Quem tem que querer aderir, tem que querer fazer o pagamento, é o endividado. Isso não é muito forte, já não foi no programa original. Como Carlos Muñiz colocou, a gente já tinha, antes do Desenrola Brasil, condições interessantes pra renegociação e não tinha muita adesão. Aqui com o programa também não é que teve um aumento muito significativo.
Speaker #4: É o endividado e isso não é muito forte, já não foi no programa original, como o Carlos colocou, a gente já tinha antes do Desenrola condições interessantes para renegociação e não tinha muita adesão.
Speaker #4: E aqui, com o programa, também não é que teve aumento muito significativo.
Speaker #3: Obrigado.
Mario Pierry: Obrigado.
Speaker #4: Agora a gente vai com o Yuri Fernandes, do JP Morgan, bom dia, Yuri, bem-vindo.
Camila Toledo (Banco Santande: A gente vai com o Yuri Fernandes, do J.P. Morgan. Bom dia, Yuri, bem-vindo.
Speaker #5: Bom dia, Camila, bom dia, Carlos. Eu queria voltar na margem. Eu sei que já foi perguntado, vou perguntar de uma forma diferente aqui. Acho que a Camila comentou que dos 40 BIPs, uns 10 BIPs veio de funding e veio do FI, do impacto de correspondente.
Yuri Fernandes: Bom dia, Camila. Bom dia, Carlos. Eu queria voltar na margem. Eu sei que já foi perguntado, eu vou perguntar de uma forma diferente. Acho que a Camila comentou que dos 40 basis points, uns 10 basis points veio de funding e veio do fee, do impacto de correspondente. Sobra os 30 do mix, que é o de-risk. Parece muito. A minha dúvida é: vocês vão continuar de-risking o portfólio? Pelo que eu entendi, Carlos. A dúvida one é: vai continuar caindo esse spread, porque o de-risk continua, ou two, não, teve algum impacto de write-off? A gente teve mais write-off, isso pegou a carteira renegociada, isso pegou talvez a carteira renegociada e o EP, o crédito pessoal, e talvez isso possa ter influenciado uma queda maior do que deveria ter sido esses 30 basis points.
Speaker #5: Então, sobra os 30 do mix, que é o de risking. Mas parece muito. Então, a dúvida é a minha dúvida, vocês vão continuar de risking o portfólio?
Speaker #5: Pelo que eu entendi, Carlos, a dúvida 1 é: vai continuar caindo esse spread? Porque o de risking continua. Ou 2: não, teve mais write-off, isso pegou a carteira renegociada, isso pegou talvez a carteira renegociada.
Speaker #5: E a UEP, o crédito pessoal, e talvez isso possa ter influenciado uma queda maior do que deveria ter sido esses 30 BIPs. Então, eu quero entender assim, teve algum outro fator?
Yuri Fernandes: Eu quero entender assim, teve algum outro fator, porque a tendência de de-risk já é velha dentro do Santander. Você já vem reduzindo massificado, já vem tendo mais cuidado. A dúvida que eu fico é por que caiu tanto agora? Se caiu tanto e o de-risk continua, se não vai cair mais. Só uma provocação, Carlos, acho que não tem resposta fácil pra problema difícil do DTA, mas uma provocação é recapitalizar dividendo. Você joga o JCP, tem o tax shield e chama de volta esse capital. Demora, não é fácil, o problema continua ali, mas é só uma provocação, que é um jeito de consumir DTA também ao longo do tempo. Obrigado.
Speaker #5: Porque a tendência de de-risk já é velha. Dentro do Santander, você já vem reduzindo o massificado, já vem tendo mais cuidado. Então, a dúvida que eu fico é: por que caiu tanto agora?
Speaker #5: E se caiu tanto e o de-risk continua, você não vai cair mais. E só uma provocação, Carlos: eu acho que não tem resposta fácil para problema difícil do DTA.
Speaker #5: Mas uma provocação é recapitalizar dividendo. Você joga o JCP, tem o tax shield, e chama de volta esse capital. Demora, não é fácil, continua o problema, continua ali, mas é só uma provocação aí, que é um jeito de consumir DTA também ao longo do tempo.
Speaker #5: Obrigado.
Speaker #2: Eu gosto da provocação. Yuri, é uma conversa que temos aqui internamente, ainda não tomamos nenhuma decisão. Temos que falar com o Gilson e com todos os demais para ver o que finalmente fazemos.
Carlos Muñiz: Eu gosto da provocação, Yuri. É uma conversa que temos aqui internamente, ainda não pegamos nenhuma decisão. Temos que falar com o Gilson e com todos os demais, para ver o que finalmente fazemos, mas comunicaremos no caso de que a gente tome uma decisão nessa direção. Voltando para o mix, que é uma preocupação também muito legal do seu lado. Efetivamente, tivemos mais impactos que impactaram uma queda do NII e na evolução, uma perda desses basis points que você mencionou. Sim, a tendência do de-risking é velha, mas eu falaria que está voltando mais agressiva nos últimos meses. Acho que os programas do governo não estiveram lá todo o tempo e as condições desses programas pressionaram ainda mais as margins. As decisões sobre as renegociações são mais novas dentro do banco. Vamos continuar com essa disciplina e também está tendo um custo na parte do NII.
Speaker #2: Mas comunicaremos. No caso de que a gente toma uma decisão nessa direção. Voltando para o mix, que é uma provocação também muito legal. Do seu lado.
Speaker #2: Efetivamente tivemos mais impactos que impactaram. Na queda do NIA e na evolução na perda desses pontos básicos que você mencionou. Mas sem a tendência do de-risking mais velha, mas eu falaria que está voltando mais agressiva nos últimos meses.
Speaker #2: Eu acho que os programas do governo não estiveram lá todo o tempo. E as condições desses programas pressionaram ainda mais as margens. As decisões sobre as renegociações são mais novas dentro do banco.
Speaker #2: E aí vamos continuar com essa disciplina e também está tendo custo. Na parte do NIA. E o que falei dos produtos mais riscosos. Eu fico ainda surpreso quando vejo os níveis de juros que temos nos rotativos e demais.
Carlos Muñiz: O que falei dos produtos mais arriscosos, eu fico ainda surpreso quando vejo os níveis de juros que temos nos rotativos e demais. Acho que você não deveria ter uma conta baseada em cobrar esses juros, porque já vimos algumas indicações no passado de governo colocando caps nesses produtos. Não gostaria ser atrapalhado com um business model muito dependente desses públicos e dessas taxas de juros que em um momento poderiam não ser sustentáveis por termos políticos.
Speaker #2: Acho que você não deveria ter uma conta baseada em cobrar esses juros porque já vimos algumas indicações no passado de governo colocando caps nesses produtos.
Speaker #2: Não gostaria de ser atrapalhado com business model que é muito dependente desses públicos e dessas taxas de juros que em momento poderiam não ser sustentáveis por termos políticos.
Speaker #4: Perfeito. Acho que tem pouco de impacto, que você colocou também, de carteira amorosa, que puxa o spread para baixo. Tem MTM de alguns títulos que a gente tem à disposição ao cliente.
Camila Toledo (Banco Santande: Perfeito. Acho que tem um pouco do impacto que você colocou também, de carteira morosa, que puxa o spread para baixo. Tem MTM de alguns títulos que a gente tem de exposição ao cliente, mas o grosso aqui é mix mesmo, como o Carlos colocou. À medida que você reduza, que a gente falou de que é o spread de especial versus Select, mas também lembrando que dentro do Select, o que cresce aqui como destaque é o imobiliário, que ganha share na carteira de quase 100 basis points neste último ano. São carteiras aqui com menos spread, nas quais a gente está apostando numa visão de médio prazo que você teria a NIM ajustada ao custo de crédito mais favorável.
Speaker #4: Mas o grosso aqui é mix mesmo, como o Carlos colocou. E à medida que você reduz aqui, a gente falou de que é o spread de especial versus select, mas também lembrando que dentro do select o que cresce aqui como destaque é o imobiliário, que ganha share na carteira de quase 100 basis points neste último ano.
Speaker #4: Então, são carteiras aqui com menos spread nas quais a gente está apostando numa visão de médio prazo que você teria a linha ajustada ao custo de crédito mais favorável.
Speaker #2: Ismo na financeira, não? Eu lembro de memória agora mesmo, Yuri, mas acho que tínhamos uma origenação de veículo novo elétrico em 7%. Agora estamos em patamares mais de 22%.
Carlos Muñiz: Mesmo na financeira. Não lembro de memória agora mesmo, Yuri, mas acho que tínhamos uma origem assado de veículo novo, elétrico em torno de 7%. Agora estamos em patamares mais de 22%. De novo, assado é escolha, sim, estamos aprofundando nessa estratégia, porque a macro não ajuda para ser mais otimista. Prefiro jogar seguro, como falei na primeira divulgação aqui com o Mario. Eu quero ter um banco mais chato, mais previsível, que não dê surpresas no positivo, mas tampoco no negativo. Depois já falaremos do crescimento uma vez que tenhamos tudo bem controlado.
Speaker #2: De novo, são escolhas assim. Estamos aprofundando nessa estratégia porque a macro não ajuda para ser mais otimista. Então, prefiro jogar seguro como falei na primeira divulgação aqui como Marion.
Speaker #2: Eu quero ter banco mais chato, mais previsível, que não dê surpresas no positivo, mas tampouco no negativo. Depois já falaremos do crescimento uma vez que tenhamos tudo bem controlado.
Speaker #5: Não, perfeito. Porque, claro, obrigado. Obrigado, Carlos. Obrigado, Camila.
Yuri Fernandes: Perfeito. Super claro. Obrigado, Carlos. Obrigado, Camila.
Speaker #4: Obrigada. Bom dia. Nós temos agora a participação do Marcelo Mizarri, do Banco Bradesco BBI. Bom dia, Mizarri.
Camila Toledo (Banco Santande: Obrigada, bom dia. Nós temos agora a participação do Marcelo Mizrahi, do Banco Bradesco BBI. Bom dia, Mizrahi.
Speaker #6: Olá, pessoal, tudo bem? Obrigado pela oportunidade. Novamente no tema do de-risking: tem alguma informação que vocês poderiam compartilhar com a gente para tentar, talvez, mensurar o tamanho ainda do ajuste em portfólio?
Marcelo Mizrahi: Olá, pessoal, tudo bem? Obrigado pela oportunidade. Novamente no tema do de-risking. Tem alguma informação que vocês poderiam compartilhar com a gente para tentar talvez mensurar o tamanho ainda do ajuste em portfólio? Se a gente pensar, a gente tem mais ou menos BRL 100 billion aqui de carteira de crédito ao consumo, uma carteira de mid ou de SME ali em torno de BRL 60 e poucos billion. Da carteira de cartão de crédito, em torno de BRL 60 billion. Pensando ou sobre as carteiras individualmente, ou talvez sobre o portfólio, de quanto que a gente está falando, de uma carteira que não é mais a carteira target ou que é a carteira que está passando por esse de-risking. Essa carteira que é classificada como uma carteira mais de baixa renda ou de varejo, ou que não tem a rentabilidade desejada.
Speaker #6: Se a gente pensar, a gente tem mais ou menos R$ 100 bilhões aqui de carteira de crédito ao consumo, uma carteira de mídia, ou de ACMI ali em torno de 60 e poucos bilhões.
Speaker #6: Se a carteira de cartão de crédito em torno de 60 BI, então assim, pensando ou sobre as carteiras individualmente ou talvez sobre o portfólio, de quanto que a gente está falando de uma carteira que não é mais a carteira target ou que é a carteira que está passando por esse de-risk, essa carteira que é classificada como uma carteira mais de baixa renda ou de varejo ou que não tem a rentabilidade desejada?
Speaker #2: É mais todo segundo, não? A Camila me pode apontar aqui. Mas a gente não tem nenhum problema, de fato temos bastante apetite para seguir crescendo no mundo de atacados e já o mundo das empresas mais grandes ou as empresas do segundo nível.
Carlos Muñiz: Mais do segundo. Camila me pode apontar aqui, mas a gente não tem nenhum problema. De fato, temos bastante apetite para seguir crescendo no mundo de atacado, seja o mundo das empresas mais grandes ou as empresas do segundo nível. Acho que dentro das SMEs, a E1 é a que mais preocupa a gente. A E2 e a E3 têm um comportamento razoável e os programas do governo oferecem a possibilidade de gerar um crédito com que a gente fica confortável. Mudando para a PF, Camila foi muito clara. A gente tem muito claro que o mundo de Select, mesmo Select meio. Select meio é Select altos ativos públicos que a gente fica confortável, mas que pagam a metade do spread que o massivo, de toda a vida. O massivo é intocável? Não, o massivo pode ser feito, mas tem que ser feito muito seletivamente.
Speaker #2: Acho que, dentro das SMIs, a E1 é a que mais preocupa a gente. A E2 e a E3 têm comportamento razoável, e os programas do governo oferecem a possibilidade de gerar crédito com o qual a gente fica confortável.
Speaker #2: Mudando para APF, a Camila foi muito clara. A gente tem muito claro que o mundo de select mesmo select meio, select meio e select alto são públicos que a gente fica confortáveis.
Speaker #2: Mas que pagam a metade do spread que o massivo de toda a vida. Então, o massivo é intocável? Não. O massivo pode ser feito, mas tem que ser feito muito seletivamente.
Speaker #2: Acho que abaixo de R$ 4.000 vi essa referência antes. A gente não pode competir agora mesmo com outros incumbentes e não vamos fazer. Acima dessa renda, buscaremos sempre operações com algum tipo de garantia.
Carlos Muñiz: Acho que abaixo de BRL 4,000, vi essa referência antes, a gente não pode competir agora mesmo com outros incumbentes e não vamos fazer. Acima dessa renda, buscaremos sempre operações com algum tipo de garantia, seja na financeira, com carros de qualidade, não tão velhos, ou provavelmente não em motos. Ou seja, nos próprios consignados. Mas acho que o descoberto, o crédito clean, é complicado para a gente, particularmente em níveis de renda baixos.
Speaker #2: Seja na financeira, com carros de qualidade, não tão velhos, ou provavelmente não em motos. Ou seja, nos próprios consignados, mas acho que o descoberto ou crédito clean é complicado para a gente, particularmente em níveis de renda baixos.
Speaker #6: Mas claro, assim, talvez voltando ao ponto, o Santander se não é o líder divide a liderança sempre do segmento de veículos no Brasil. O Santander também tem uma carteira importante em cartão.
Marcelo Mizrahi: Eu acho que eu estou talvez botando o ponto. O Santander, se não é o líder, divide a liderança sempre do segmento de veículos no Brasil. O Santander também tem uma carteira importante em cartão. A gente falou aqui de 20% de sete, oito, indo para 15, abaixo de 20% de originação em carros elétricos. A impressão só que eu tenho é que a carteira ainda classificada como mass market, ela é bastante grande na carteira total.
Speaker #6: A gente está falando mais ou menos de uma, assim, a gente falou aqui de 20% de 7, 8 indo para 15, abaixo de 20% de originação em carros elétricos.
Speaker #6: Então, assim, a impressão só que eu tenho é que, assim, a carteira ainda desse classificada como mass market, ela é bastante grande. Na carteira total.
Speaker #6: Então, a gente está falando de quanto? Assim, mais 10 maior de grandeza. A gente está falando de metade da carteira? É essa carteira que é essa carteira que hoje não é que o banco está pouco mais cauteloso?
Marcelo Mizrahi: A gente está falando de quanto? Uma ordem de grandeza, a gente está falando de metade da carteira? É essa carteira, que hoje o banco está um pouco mais cauteloso? É um terço? Para uma ordem de grandeza, para a gente pensar o quanto que a gente tem de portfólio que vai diminuir e que aos poucos vai ser trocado por um portfólio mais defensivo, para a gente tentar um pouco fazer essa simulação para impactos em receita.
Speaker #6: É terço? Para uma ordem de grandeza, para a gente pensar assim. O quanto que a gente tem de portfólio que vai diminuir e que, aos poucos, vai ser trocado por portfólio mais defensivo?
Speaker #6: Para a gente tentar pouco fazer essa simulação para impactos em receita.
Speaker #2: Não sei se poderia dar número a isso.
Carlos Muñiz: Não sei se você poderia dar um número a isso. Tem na página?
Speaker #4: A gente fala ao redor, na carteira de pessoa física, ao redor de 40%. A gente classifica como baixa renda, ou seja, o que não é Select, abaixo de R$7.000 de renda mensal.
Camila Toledo (Banco Santande: A gente fala ao redor. Na carteira de pessoa física, ao redor de 40% a gente classifica como baixa renda, ou seja, o que não é Select, abaixo de BRL 7 mil de renda mensal. Em SMEs, 20% da carteira são essas empresas menores que a gente tem visto mais pressão. Como o Carlos colocou, não quer dizer que a gente vá tirar os 40%, tirar os 20%. Tem produtos nos quais a gente ainda se vê aqui atraídos. Acho que dentro da parte de SME, a gente tem procurado crescer bastante em Pronampe para esse segmento. A gente tem aumentado aqui a participação disso ao longo dos últimos trimestres.
Speaker #4: E, em SMIs, 20% da carteira são essas empresas menores que a gente tem visto mais pressão. Como o Carlos colocou, não quer dizer que a gente vá tirar os 40%, tirar os 20%.
Speaker #4: Tem produtos nos quais a gente ainda se vê aqui atraídos. Então, acho que dentro da parte de SMI a gente tem procurado crescer bastante em pronamp para esse segmento.
Speaker #4: A gente tem aumentado aqui a participação disso ao longo dos últimos trimestres. E na parte aqui de pessoa física, se você olhar, tem uma participação grande aqui na financeira, tem uma participação em cartão e essa participação que a gente tem reduzido em CP também já bastante tempo a gente tem reduzido.
Camila Toledo (Banco Santande: Na parte de pessoa física, se você olhar, tem uma participação grande aqui na financeira, tem uma participação em cartão, e é essa participação que a gente tem reduzido, em CP também já há bastante tempo a gente tem reduzido. Acho que o que tem aqui para acelerar ao longo do tempo é a parte do consignado privado, no qual a gente fez um ajuste aqui no H1 com uma concessão mais deprimida, mas esse é um produto no qual a gente vê oportunidade de crescer mesmo no baixa renda, e dado que a gente tem uma força aqui em relação à folha de pagamento, isso aqui também nos permite ter uma visibilidade melhor do cliente.
Speaker #4: E aí eu acho que o que tem aqui para acelerar ao longo do tempo é a parte do consignado privado, no qual a gente fez ajuste aqui no primeiro semestre com uma concessão mais deprimida, mas esse é produto no qual a gente vê oportunidade de crescer mesmo no baixa renda e dado que a gente tem uma força aqui em relação à folha de pagamento, isso aqui também nos permite ter uma visibilidade melhor do cliente.
Speaker #6: Está legal. Obrigado, pessoal.
Matheus Guimarães: Tá legal. Obrigado, pessoal.
Speaker #4: Vamos agora com o Tiago Binsfeld, da Goldman Sachs. Bom dia, Tiago. Pode começar.
Camila Toledo (Banco Santande: Vamos agora com o Tiago Binsfeld, da Goldman Sachs. Bom dia, Thiago, pode começar.
Speaker #6: Oi, bom dia, Camila, Muniz. Obrigado por receberem a nossa pergunta. Em despesas, o banco vem passando por um processo bastante relevante de ajuste de agências e de pessoal.
Tiago Binsfeld: Oi, bom dia, Camila, Muniz, obrigado por receberem a nossa pergunta. Em despesas, o banco vem passando por um processo bastante relevante de ajuste de agências e de pessoal. Queria entender a maturidade desse processo. Vocês acham que isso se encerra em 2026 ou se há espaço pra ir além de 2026, continuar fazendo outros ajustes? E ainda nesse tema de custo de servir, como é que vocês estão vendo a adoção de inteligência artificial dentro do banco? Se isso poderia eventualmente acelerar esse processo de ganho de eficiência na visão de vocês. Obrigado.
Speaker #6: Queria entender a maturidade desse processo. Vocês acham que isso se encerra em 2026 ou se há espaço para ir além de 2026 e continuar fazendo outros ajustes?
Speaker #6: E ainda nesse tema de custo de servir, como é que vocês estão vendo a adoção de inteligência artificial dentro do banco? Se isso poderia, eventualmente, acelerar esse processo de ganho de eficiência na visão de vocês.
Speaker #6: Obrigado.
Speaker #2: No caso, acho que a Camila já mencionou que uma das principais preocupações que temos no banco é o custo de servir. Porque o custo de servir para a gente é a alavanca que poderia fazer rentáveis muitos dos públicos que agora mesmo achamos que não podemos cobrir como gostaríamos de cobrir.
Carlos Muñiz: Obrigado, Thiago. Acho que a Camila já mencionou que uma das principais preocupações que temos no banco é o custo de servir, porque o custo de servir é para a gente, a alavanca que poderia fazer rentáveis muitos dos públicos que agora mesmo achamos que não podemos cobrir como gostaríamos de cobrir. Então, a discussão sobre qual é o footprint correto não vai parar. De fato, vai continuar. Seguimos tendo conversas. Gostaria de ouvir as opiniões do Gilson sobre o número de pontos que temos e o formato de cada um desses pontos, que é outra conversa interna. Não só quantas agências você, quantas lojas você tem, mas também o tamanho e o serviço que cada uma dessas agências tem e oferece para o mercado. Falando de outro, a inteligência artificial, já comentei. A totalidade do pessoal aqui no banco tem acesso às ferramentas de inteligência artificial.
Speaker #2: Então, a discussão sobre qual é o footprint correto não vai parar de fato vai continuar. Seguimos tendo conversas e gostaria de ouvir as opiniões do Gilson sobre o número de pontos que temos e o formato de cada desses pontos que outra conversa interna não só quantas agências você, quantas lojas você tem, senão também o tamanho e o serviço que cada uma dessas agências tem e oferece para o mercado.
Speaker #2: Falando do outro, a inteligência artificial já comentei, o totalidade do pessoal aqui no banco tem acesso às ferramentas de inteligência artificial. O grupo e essa é uma das alavancas, uma das vantagens de pertencer a grupo grande tem provado ferramentas bastante potentes que a gente está começando a implementar com resultados muito bons.
Carlos Muñiz: O grupo, e essa é uma das alavancas, uma das vantagens de pertencer a um grupo grande, tem provadas ferramentas bastante potentes que a gente está começando a implementar com resultados muito bons. Muito bons, não sei se pegou essa mensagem na conversa. Muito bons não só do lado dos custos, porque todo mundo ouve a inteligência artificial como uma alavanca para fazer o mesmo com menos custo ou mais com o mesmo custo, mas também estão permitindo fazer umas ofertas que impactam nas receitas, com um oferecimento muito mais feito para cada uma das pessoas, muito mais desenhado para cada uma das pessoas, muito mais personalizado. Obrigado.
Speaker #2: E muito bons não sei se pegou esse mensagem, essa mensagem na conversa, muito bons não só do lado dos custos, porque todo mundo hoje a inteligência artificial como uma alavanca para fazer o mesmo com menos custo ou mais com o mesmo custo.
Speaker #2: Mas também estão permitindo fazer umas ofertas que impactam nas receitas, com oferecimento muito mais feito para cada das pessoas, muito mais desenhado para cada das pessoas, muito mais personalizado.
Speaker #2: Obrigado. Então, sim, na agenda de custos no Banco Santander eu tenho, já não lembro quantos anos, 22 anos no banco, e acho que não tivemos só um ano onde a gente não falava de custos.
Carlos Muñiz: Sim, na agenda de custos no Banco Santander, eu tenho já, não lembro quantos anos, 22 anos do banco, e acho que não tivemos um só ano onde a gente não falava de custos, é uma agenda permanente do banco, que com as ferramentas que agora o mercado coloca à disposição da gente, vai se tornar ainda mais competitivo. O Brasil é o mercado mais competitivo. Aqui temos muito claro que temos oportunidades se esse custo de servir reduz. Descuida que a gente tem foco total em encontrar essas alavancas e fazer uso delas.
Speaker #2: Então, uma agenda permanente do banco, que com as ferramentas que agora o mercado coloca à disposição da gente, vai voltar-se ainda mais competitivo. E Brasil é o mercado mais competitivo?
Speaker #2: Aqui temos muito claro que temos oportunidades e esse custo de servir reduz. Então, descuidar que a gente tem foco total em encontrar essas alavancas e fazer uso delas.
Speaker #6: Perfeito. Obrigado.
Tiago Binsfeld: Perfeito, obrigado.
Speaker #4: Obrigada, Tiago. Temos agora uma pergunta do Mateus Guimarães, da XP. Bom dia, Mateus. Bem-vindo.
Camila Toledo (Banco Santande: Obrigada, Thiago. Temos agora uma pergunta do Matheus Guimarães, da XP. Bom dia, Matheus, bem-vindo.
Speaker #5: Bom dia, Camila. Bom dia, Carlos. Obrigado pela oportunidade de fazer pergunta e parabéns pelos resultados. Acho que a gente falou aqui bastante já de receita e de custos, mas queria falar pouco do foco acho que esse foco pouco maior no alta renda.
Matheus Guimarães: Bom dia, Camila. Bom dia, Carlos. Obrigado pela oportunidade de fazer pergunta e parabéns pelos resultados. Acho que a gente falou aqui bastante já de receita e de custos, queria falar um pouco desse foco um pouco maior no alta renda. Acho que a gente tem visto a competição crescer nesse segmento de média e alta renda, vocês tirando um pouco o pé do massificado, vocês estão indo justamente acirrar ainda mais essa competição nesse mercado. O que vocês estão imaginando aí pra frente que deve ser o diferencial da oferta de vocês pra continuar tracionado? A Camila acho que mencionou o crescimento no Select de 8%. O que vocês enxergam como diferencial e como que a gente pensa isso pra frente dentro do consolidado do banco? Se puder dar uma ajuda pra gente nessa frente, acho que seria bem útil. Obrigado.
Speaker #5: Acho que a gente tem visto a competição crescer nesse segmento de média e alta renda. E vocês tirando pouco o pé do massificado, vocês estão indo justamente acirrar ainda mais essa competição nesse mercado.
Speaker #5: O que vocês estão imaginando aí para frente que deve ser o diferencial da oferta de vocês para continuar a tracionado? Camila, acho que mencionou o crescimento no select aí de 8%.
Speaker #5: Então, acho que o que vocês enxergam como diferencial e como que a gente pensa isso para frente dentro do consolidado do banco? Se puder dar uma ajuda para a gente nessa frente, acho que seria bem útil.
Speaker #5: Obrigado.
Speaker #2: Você traz ponto super relevante, que é como a gente se vai diferenciar do resto dos competidores. Falamos na apresentação do Santander Rewards. Eu tinha bastante convencimento de que o programa ia dar resultados e a verdade é que os números começam a provar que a gente fez a escolha correta.
Carlos Muñiz: Um ponto super relevante que, como a gente, vai se diferenciar do resto dos competidores. Falamos na apresentação do Santander Rewards. Eu tinha bastante convencimento de que o programa iria dar resultados. A verdade é que os números começam a provar que a gente fez a escolha correta. O que vi dos NPS foi uma melhora muito significativa. Temos traçado dois grupos: o grupo das pessoas que já assinaram para o programa, o grupo das pessoas que ainda não assinaram, temos uma diferença significativa de mais de 10 pontos no NPS, nos níveis de satisfação. Acho que essa vai ser uma das alavancas principais que temos dentro desse mundo. Outras histórias que vêm do passado, que também estão provando seus resultados.
Speaker #2: O que vi dos NPS foi uma melhora muito significativa. Temos traçado dois grupos, o grupo das pessoas que já assinaram para o programa, o grupo das pessoas que ainda não assinaram.
Speaker #2: E tem uma diferença significativa de mais de 10 pontos. No NPS, nos níveis de satisfação. Acho que essa vai ser uma das alavancas principais que temos.
Speaker #2: Dentro desse mundo. Outro histórias que vendo passado, mas que também estão provando os seus resultados. Esse níveis, esses times que temos de assessoramento muito mais cercanos vêm-se já para investimentos, vêm-se já para o mundo de seguros, estão também demonstrando que dá os certos com esse público.
Carlos Muñiz: Esses níveis, esses times que temos de assessoramento muito mais cercanos, seja para investimentos, seja para o mundo de seguros, estão também demonstrando que dá certo com esse público. É um trabalho complexo, muito complicado, como você falou, mas o grupo está ajudando a gente a identificar como fazer esse trabalho. Não tenho a certeza de que vamos ter sucesso, os primeiros números provam que as receitas crescem, que o engajamento dos clientes cresce, que a principalidade com esses clientes está a crescer. Sou otimista com o progresso que vemos lá.
Speaker #2: Então, é um trabalho complexo, muito complicado, como você falou, mas o grupo está ajudando a gente a identificar como fazer esse trabalho. Não tenho a certeza de que vamos ter sucesso, mas os primeiros números provam que as receitas crescem, que o engajamento dos clientes cresce, que a principalidade com esses clientes está a crescer.
Speaker #2: Então, sou otimista no progresso que vemos lá.
Speaker #4: Eu acho que aqui, Mateus, você puder complementar. Em cartões, a gente tem conseguido aumentar o share of wallet dos nossos clientes, o spending aqui tem crescido e já nos últimos anos.
Camila Toledo (Banco Santande: Eu acho que aqui, Matheus, se eu puder complementar, em cartões a gente tem conseguido aumentar o share of wallet dos nossos clientes, o spending aqui tem crescido já nos últimos anos. O ponto que o Carlos traz da principalidade a gente tem conseguido medir aqui dentro desse segmento o imobiliário também. Imobiliário é um setor no qual a gente até ganhou market share nesses últimos meses que a gente tem conseguido ter uma boa oferta e é um segmento que é 80% alta renda. Dentro dos focos do que a gente tem de alta renda, acho que do lado de crédito é isso. Do lado de serviço, como o Carlos colocou, tem a oferta aqui do Triple A em investimento, é uma assessoria na qual a gente tem conseguido ter uma boa captação líquida aqui dentro do Select.
Speaker #4: Então, o ponto que o Carlos traz da principalidade, a gente tem conseguido medir aqui dentro desse segmento. E o imobiliário também. Imobiliário é setor no qual a gente até ganhou market share nesses últimos meses e que a gente tem conseguido ter uma boa oferta e é segmento que é 80% alta renda.
Speaker #4: Então, dentro dos focos do que a gente tem de alta renda, acho que do lado de crédito é isso. E aí do lado de serviço, como o Carlos colocou, tem a oferta aqui do AAA em investimento, então é uma assessoria na qual a gente tem conseguido ter uma boa captação líquida aqui dentro do select.
Speaker #4: E acho que agora com o Rewards a gente consegue premiar esse cliente que antes a gente olhava muito da visão de spending de cartão, do benefício que ele ganhava e como que usava a milha e agora a gente tem olhado de uma forma mais ampla para o cliente e os primeiros resultados são bem encorajadores.
Camila Toledo (Banco Santande: Acho que agora com o Rewards a gente consegue premiar esse cliente, que antes a gente olhava muito da visão de spending de cartão, do benefício que ele ganhava e como usava a milha, e agora a gente tem olhado de uma forma mais ampla pro cliente e os primeiros resultados são bem encorajadores. É pouco tempo, mas a gente está bastante animado com o que a gente viu.
Speaker #4: É pouco tempo, mas a gente está bastante animado com o que a gente viu.
Speaker #5: Super claro. Muito obrigado.
Matheus Guimarães: Super claro, muito obrigado.
Speaker #2: Obrigado.
Speaker #4: We will now switch to English so we have the last question here with Carlos Gomes Lopez from HSBC. Hello, Carlos. Good morning.
Camila Toledo (Banco Santande: We will now switch to English. We have the last question here with Carlos Gomez-Lopez from HSBC. Hello, Carlos. Good morning.
Speaker #7: Hello, and good morning. Hello, Carlos. So two questions going back to the beginning. You mentioned how your economic assumptions have to be reviewed. Can you remind us what your economic assumptions are today?
Carlos Gomez-Lopez: Hello and good morning. Hello, Carlos. Two questions, going back to the beginning. You mentioned how your economic assumptions have to be reviewed. Can you remind us what your economic assumptions are today? What is your baseline and in which direction you think it can go? My second question is on the AI subject. We talk about the cost reduction. What about the cost incurred by AI? Do you have to spend more on AI? Have you changed your IT budget? Are you incorporating a higher cost of tokens going forward? Thank you.
Speaker #7: What is your baseline and in which direction do you think it can go? My second question is on AI. Specifically, we talk about the cost reduction.
Speaker #7: What about the cost incurred by AI? Do you have to spend more on AI? Have you changed your IT budget? Are you incorporating a higher cost of tokens going forward?
Speaker #7: Thank you.
Speaker #2: Okay, thank you, Carlos. Starting with the latter, our IT expense continues to increase, but it is not related to AI investments. It is more related to the deployment of global tools.
Carlos Muñiz: Okay, thank you, Carlos. Starting by the latter. Our IT expense continues to be increasing, but it is not related to the AI investments. It is more related to the deployment of the global tools. You might recall from the last presentations, the implementation of Gravity, which is taking place as we speak. Probably it's going to be ended for sure by the end of this year, probably earlier than that. On top of that, we have also other platforms that are going to help us with the cost of IT in the coming year. In what it relates to AI, the cost that we are paying is very much in line with what we budgeted for. We do have AI for everyone, but the consumption is splitted.
Speaker #2: You might recall from the last presentations, the implementation of Gravity, which is taking place as we speak. Probably it's going to be ended for sure by the end of this year, probably earlier than that.
Speaker #2: And on top of that, we have also other platforms that are going to help us with the cost of IT in the coming year.
Speaker #2: In what it relates to AI, the cost that we are being paid or that we are paying is very much in line with what we budgeted for.
Speaker #2: We do have AI for everyone, but the consumption is split. Not everyone has access to the best, top-notch models that are the heavy consumers.
Carlos Muñiz: Not everyone has access to the best top-notch models that are the heavy consumers, and the ones that make the difference in terms of the cost of that tokens. It is more a day-to-day engagement with special tools that I referred before, referred by the group, being limited to those that really can extract the most of the value from that one. Okay. The first question was on?
Speaker #2: And the ones that make the difference in terms of the cost of that tokens. So it is more a day-to-day engagement with special tools that I referred before, referred by the group, being limited to those that really can extract the most of the value from that one.
Speaker #2: Okay. The first question was on...
Camila Toledo (Banco Santande: The assumptions in terms of-
Speaker #4: The assumptions in terms of.
Carlos Gomez-Lopez: Economic assumptions.
Speaker #7: Economic assumptions.
Speaker #2: Assumptions of the macro model—I don't recall them in detail. We can follow up with them for you, but it is quite straightforward, Carlos.
Carlos Muñiz: The assumptions of the macro model. I don't recall in detail. We can follow up with them for you, but it is quite a straightforward, Carlos. They were developed last year when everyone was discounting a drop in the Selic, going to levels close to 10%, if not lower in some of the scenarios. That is completely out of the scope today. I'm more of the opinion that, well, the market is discounting levels around 14% for the medium to long run. Only that difference is going to make a huge impact compared to what we had in the previous macro scenarios. I don't want to commit to a number, as I mentioned before.
Speaker #2: They were developed last year when everyone was discounting a drop in the Selic. Going to levels close to 10%, if not lower in some of the scenarios.
Speaker #2: That is completely out of scope today. I'm more of the opinion that, well, the market is discounting levels around 14% for the medium to long run.
Speaker #2: So only that different, only that difference is going to make a huge impact. Compared to what we had in the previous macro scenarios. But I don't want to commit to a number as I mentioned before.
Speaker #7: But it is the level of rates, which is for you the main variable here. Okay. Actually, any.
Carlos Gomez-Lopez: It is the level of rates, which is for you the main variable here.
Carlos Muñiz: Correct.
Camila Toledo (Banco Santande: Variable, then you have inflation as well, which also will be related.
Speaker #4: And then you have inflation as well.
Speaker #2: Inflation that is correlated to the rates.
Carlos Muñiz: Inflation that is correlated to the rates.
Speaker #7: Okay. And on the global programs, the cost of the global programs, that's a cost that you have with the parent company or with the providers?
Carlos Gomez-Lopez: Okay. On the global programs, the cost of the global programs, that's a cost that you have with the parent company or with the providers?
Speaker #2: With the parent company, or with...? Sorry, I missed it.
Carlos Muñiz: With the parent company or with? Sorry, I missed it.
Speaker #7: The providers. The providers of the tools.
Carlos Gomez-Lopez: The providers of the tools.
Speaker #2: No. They are global tools that are being implemented by the group. Okay. So it is internal technology that we have with the group. You mentioned Gravity probably, which is the most well-known for you.
Carlos Muñiz: No, they are global tools that are being implemented by the group. It is internal technology that we have with the group. You mentioned Gravity probably, which is the most well-known for you. Gravity was self-developed by the group. It was implemented already in several geographies, and now we are implementing here in Brazil. The problem is that today we are in the worst of the scenarios, because we are still running the framework, the mainframe. We are paying the cost of the implementation of the new technology, and we are starting to suffer the cost of having that new technology running in parallel, to make sure that the day that we unplug the mainframe, the new technology is able to deliver the same results without any problem. We are now reaching, I would say, the peak.
Speaker #2: Gravity was self-developed by the group. It was implemented already in several geographies, and now we are implementing it here in Brazil. So, the problem is that today we are in the worst of scenarios because we are still running the mainframe, we are paying the cost of the implementation of the new technology, and we are starting to suffer the cost of having that new technology running in parallel to make sure that when we unplug the mainframe, the new technology is able to deliver the same results without any problem.
Speaker #2: So we are now reaching, I would say, the peak. I'm looking forward having that date in which I can unplug the mainframe stop paying the people that is implementing and just being left with a new run rate which is much better than the previous one.
Carlos Muñiz: I'm looking forward having that date in which I can unplug the mainframe, stop paying the people that is implementing and just being left with a new run rate, which is much better than the previous one.
Speaker #7: Thank you.
Carlos Gomez-Lopez: Thank you.
Speaker #4: Thank you, Carlos. E, com isso, a gente conclui aqui a nossa sessão de Q&A. Eu gostaria de agradecer a todos por estarem conosco nessa manhã.
Camila Toledo (Banco Santande: Thank you, Carlos. Com isso a gente conclui aqui a nossa sessão de Q&A. Eu gostaria de agradecer a todos por estarem conosco nesta manhã. Depois dessa videoconferência, eu e todo o time de RI estamos à disposição para qualquer dúvida que tenha permanecido. Obrigada a todos e tenham um bom dia.
Speaker #4: Depois dessa videoconferência, eu e todo o time de RI estamos à disposição para qualquer dúvida que tenha permanecido. Obrigada a todos e tenham bom dia.
Speaker #2: Obrigado.
Carlos Gomez-Lopez: Obrigado.