Q2 2026 Klabin SA Earnings Call

Operator 2: Bom dia e bem-vindos à teleconferência da Klabin. Neste momento, todos os participantes estão conectados apenas como ouvintes e posteriormente iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, quando mais instruções serão fornecidas. Pedimos a gentileza que, em benefício do tempo, cada analista se limite a duas perguntas. Cabe lembrar que esta teleconferência está sendo gravada e a apresentação será realizada em português, com tradução simultânea para o inglês. Todos os participantes podem escolher qual idioma ouvir, selecionando o idioma no botão Interpretação e idioma da apresentação, clicando em Tela de apresentação português, no topo. Agora farei um anúncio curto para os participantes que nos acompanham em inglês. This conference is being conducted originally in Portuguese. To switch, please press the interpretation button on the platform and then select English language. For English presentation, click on the top to view English presentation screen.

Speaker #2: dia, e bem-vindos à teleconferência da Klabin. Neste momento, todos os participantes estão conectados apenas como ouvintes, e posteriormente iniciaremos a sessão de perguntas e respostas Bom quando mais instruções serão fornecidas.

Speaker #2: Pedimos a gentileza que, em benefício do tempo, cada analista se limite a duas perguntas. Cabe lembrar que esta teleconferência está sendo gravada e a apresentação será realizada em português, com tradução simultânea para o inglês.

Speaker #2: Todos os participantes podem escolher qual idioma ouvir selecionando o idioma no botão "Interpretação" e "Idioma da apresentação", clicando em "Tela de apresentação português" no topo.

Speaker #2: Agora, farei anúncio curto para os participantes que nos acompanham em inglês. This conference is being conducted originally in Portuguese, to switch please press the interpretation button on the platform, and then select the English language.

Speaker #2: For English presentation, click on the top to view English presentation screen. Eventuais declarações realizadas durante esta teleconferência relativas às perspectivas dos negócios da companhia, projeções, metas operacionais e financeiras relativas ao seu potencial de crescimento, constituem-se em meras previsões baseadas nas expectativas da administração em relação ao futuro da Klabin.

Operator 2: Eventuais declarações realizadas durante esta teleconferência relativas às perspectivas dos negócios da companhia, projeções, metas operacionais e financeiras relativas ao seu potencial de crescimento, constituem-se em meras previsões baseadas nas expectativas da administração em relação ao futuro da Klabin. Estas expectativas são altamente dependentes das condições do mercado, do desempenho econômico geral do país, da indústria e dos mercados internacionais, portanto, sujeitas a mudanças. Estão presentes conosco hoje o senhor Cristiano Teixeira, diretor-geral, Gabriela Woge, diretora financeira e de relações com investidores, e os demais diretores da Klabin. Inicialmente, o senhor Cristiano e a senhora Gabriela farão comentários sobre o desempenho da companhia no Q2 2026. A seguir, os diretores responderão às questões que eventualmente sejam formuladas. Gostaria agora de passar a palavra ao senhor Cristiano. Por favor, senhor Cristiano, pode prosseguir.

Speaker #2: Estas expectativas são altamente dependentes das condições do mercado, do desempenho econômico geral do país, da indústria e dos mercados internacionais. Portanto, sujeitas a mudanças.

Speaker #2: Estão presentes conosco hoje o senhor Cristiano Teixeira, diretor-geral; Gabriela Vogue, diretora financeira e de relações com investidores; e os demais diretores da Klabin. Inicialmente, o senhor Cristiano e a senhora Gabriela farão comentários sobre o desempenho da companhia no segundo trimestre de 2026.

Speaker #2: A seguir, os diretores responderão às questões que eventualmente sejam formuladas. Gostaria agora de passar a palavra ao senhor Cristiano. Por favor, senhor Cristiano, pode prosseguir.

Cristiano Teixeira: Obrigado, bem-vindos ao nosso call de resultados referente ao Q2 2026. Queria começar, fora do protocolo, só trazer pra vocês um nome, uma apresentação, por enquanto no áudio, mas depois vocês vão poder, por meio da nossa área de RI, os que tiverem interesse, conhecer o Christian Cetera. O Christian é o nosso novo diretor-executivo de gente e gestão. É um argentino, irmão, nós temos uma fábrica na Argentina, temos muito orgulho. É o nosso irmão da América Latina. Estamos muito felizes em tê-lo aqui. O Christian é experiente e é isso que a gente precisa agora. Tem 57 anos de idade, tem mais de 30 anos de experiências em empresas como GE e GM.

Speaker #3: Obrigado. Bem-vindos ao nosso call de resultados referente ao segundo trimestre de 2026. Queria começar fora do protocolo, só trazer para vocês nome e uma apresentação.

Speaker #3: Por enquanto, no áudio, mas depois vocês vão poder por meio da nossa área de RI, e se tiverem interesse, conhecer o Cristian Setera, o Cristian é o nosso novo diretor-executivo de gente e gestão.

Speaker #3: É argentino, irmão, irmão nosso. Nós temos uma fábrica na Argentina, temos muito orgulho, né? Então, o nosso irmão da América Latina, estamos muito felizes em tê-lo aqui.

Speaker #3: O Cristian é experiente, e é isso que a gente precisa agora. Tem 57 anos de idade, tem mais de 30 anos de experiências em empresas como GE e GM, né?

Speaker #3: Hoje, dos maiores desafios que a gente toda vez que debruça sobre o caderno visão, que a gente chama, né, nossa visão de 10 anos, é a formação e retenção de mão de obra, né?

Cristiano Teixeira: Hoje, um dos maiores desafios que a gente, toda vez que se debruça sobre o caderno visão, que a gente chama, nossa visão de 10 years, é a formação e retenção de mão de obra. Se tivesse que elencar aqui um dos grandes desafios dos próximos 10 years da companhia ou do mercado. Christian entra para somar, estamos muito felizes com a chegada dele e espero que vocês tenham curiosidade de conhecê-lo por meio do nosso RI. Tá bom? Obrigado, só deixar essa apresentação para vocês. Começando a falar um pouco sobre o desempenho do Q2 dos mercados. No final, falo um pouco das nossas perspectivas e voltamos para as perguntas e respostas.

Speaker #3: Então, a gente considera isso talvez dos. Tivesse que elencar aqui os grandes desafios aí dos próximos 10 anos da companhia, ou do mercado, né?

Speaker #3: E o Cristian entra para somar, e estamos muito felizes com a chegada dele e espero que vocês tenham curiosidade de conhecê-lo por meio do nosso RI, tá bom?

Speaker #3: Obrigado, só deixar essa apresentação para vocês aí. Então, começando sobre falar pouco sobre desempenho do segundo trimestre dos mercados, lembrando, né, ao final fala pouco das nossas perspectivas e voltamos para as perguntas e respostas, tá?

Speaker #3: Acho que o primeiro ponto a ser colocado é trimestre de desempenho forte operacionalmente, onde a gente conseguiu colocar em prática o melhor modelo de gestão, que nem sempre a gente consegue obter o resultado, né?

Cristiano Teixeira: Acho que o primeiro ponto a ser colocado é um trimestre de desempenho forte operacionalmente, onde a gente conseguiu colocar em prática o melhor modelo de gestão, que nem sempre a gente consegue obter o resultado. Eu acho que esse Q2 mostrou que o planejamento e a forma na qual a gente opera nossos negócios, em meio a tanta dificuldade nos mercados, eu acho que a gente teve um desempenho extraordinário e aproveito essa call para parabenizar toda a diretoria. Colocando o primeiro ponto para chamar a atenção, fluff, desempenho extraordinário. A gente enxerga hoje no negócio de fibras, representado aqui pela palavra celulose, mas eu chamo o negócio de fibras, como em outros lugares se fala.

Speaker #3: Mas eu acho que esse segundo trimestre mostrou que o planejamento, e a forma na qual a gente opera nossos negócios, né, em meio a tanta dificuldade, nos mercados, eu acho que a gente teve desempenho extraordinário.

Speaker #3: E aproveito essa call para parabenizar toda a diretoria, né? Colocando o primeiro ponto para chamar a atenção: fluff e desempenho extraordinário. A gente enxerga hoje no negócio de fibras, né, representado aqui pela palavra celulose, mas eu chamo do negócio de fibras, né, como outras em outros lugares se fala, né?

Speaker #3: A nossa o fluff de o nosso fluff de fibra longa, que ele representa 12% do total, em da companhia, em receita, mas se a gente olhar a receita do negócio, né, ele representa em volume 30%, mas em receita está representando aqui 40%, né?

Cristiano Teixeira: O nosso fluff de fibra longa, que representa 12% do total da companhia em receita, se a gente olhar a receita do negócio, ele representa em volume 30%, mas em receita está representando aqui 40%. É um produto que vem se distanciando ou mantendo o prêmio de BRL 300, talvez BRL 350, a depender da fotografia. A gente pode considerar que esse é um prêmio mínimo. Prêmio esse que a gente enxerga para outros produtos de fibra longa num futuro próximo. A gente vê que fechamentos seguem acontecendo, principalmente em fibra longa, em partes, fechamentos definitivos, em parte, fechamentos temporários. O produto da Klabin na América Latina, no lugar, como todos sabem, de maior produtividade global do pinus, da fibra longa, a gente consegue entrar em mercados que a gente enxerga cada vez mais diferencial de preço pelo produto premium.

Speaker #3: Então, é produto que vem se distanciando ou mantendo, né, o prêmio de 300, talvez 350 dólares, a depender da fotografia, né? Mas a gente pode considerar que esse é prêmio mínimo, né?

Speaker #3: Prêmio esse que a gente enxerga para outros produtos de fibra longa num futuro próximo, né? Então, a gente vê fechamentos seguem acontecendo, principalmente em fibra longa, em partes fechamentos definitivos, em parte fechamentos temporários.

Speaker #3: O produto da Klabin na América Latina, num lugar como todos sabem, de maior produtividade global, né, do Pinus, da fibra longa, a gente consegue entrar em mercados que a gente enxerga cada vez mais diferencial de preço pela pelo produto premium, né?

Speaker #3: A gente, de novo, reforça o que acredita fez e faz o Fiber to Fiber, mas a gente também acredita na manutenção de volume importante, lembrando que ainda é mercado de 24 milhões de toneladas de fibra longa, né?

Cristiano Teixeira: A gente, de novo, reforça o que acredita, fez e faz o fiber-to-fiber, a gente também acredita na manutenção de um volume importante, lembrando que ainda é um mercado de 24 million tons de fibra longa. Ainda é um produto que não vai sair do mercado, ele é perene, vai ficar para sempre aí e sempre vai ter produto premium de alto valor agregado para gente obter esse prêmio esse que eu prego para vocês há muitos anos, mesmo quando esse prêmio não existia. Aqui eu afirmo que enxergo prêmio no futuro para kraftliner de fibra longa e assim por diante. A gente sempre baseado, como vocês bem sabem, na nossa estratégia, hoje em 55% da nossa base florestal em fibra longa, a mais produtiva do mundo. Depois do mercado de papéis, trago aqui a nossa evolução na venda de cartões.

Speaker #3: Ainda é é é é produto que não vai sair do mercado, ele ele ele é perene, ele é ele vai ficar para sempre aí, e sempre vai ter produto premium de alto valor agregado para a gente para a gente obter esse prêmio.

Speaker #3: Prêmio esse que eu prego para vocês há muitos anos, né? Mesmo quando esse prêmio não existia. E aqui eu afirmo que enxergo prêmio no futuro, para a Kraftline de fibra longa e assim por diante, e a gente sempre baseado, como vocês bem sabem, na nossa estratégia, hoje em 55% da nossa base florestal em fibra longa, há mais produtivo do mundo, né?

Speaker #3: Depois do mercado de papéis, trago aqui a nossa evolução na venda de cartões. A gente eu eu chamo atenção, o mundo sofre hoje com a exportação dessa dessa dessa, vamos vamos chamar de deflação chinesa e e cartão é a é no nosso setor, obviamente, é o principal item, né?

Cristiano Teixeira: Eu chamo a atenção, o mundo sofre hoje com a exportação dessa, vamos chamar de deflação chinesa, e cartão no nosso setor, obviamente, é o principal item. Principalmente no produto folding, que leva mais fibra curta. Nesse período inteiro de, entre aspas, ameaça chinesa, prejudicando fabricantes na Europa, nos Estados Unidos, principalmente, também na América Latina, mesmo assim, a Klabin ganhando market share de forma importante em cartões, aumentando o seu volume e ganhando market share. Aonde? Nos produtos que a gente sabe bem: leite, cerveja, higiene e limpeza, etc. A gente segue confiante no nosso produto, baseado em fibra longa. A gente está ganhando market share em países que antes a gente não estava. Eu obviamente coloco aqui a China como principal. Nós estamos vendendo mais para China, enquanto a China exporta cartão de fibra curta. Folding.

Speaker #3: Principalmente no produto folding, que leva mais fibra curta, e nesse período inteiro de de de, entre aspas, ameaça chinesa, prejudicando fabricantes na Europa, nos Estados Unidos, principalmente, também na América Latina, mesmo assim a Klabin ganhando market share de forma importante em cartões, aumentando seu volume e ganhando market share, aonde nos produtos que a gente sabe bem: leite, cerveja, higiene e limpeza, etc.

Speaker #3: Então, a gente segue confiante no nosso produto, e a gente baseado em fibra longa, né? E a gente está ganhando market share em países que antes a gente não estava, obviamente coloco aqui a China como o principal, né?

Speaker #3: Mas nós estamos vendendo mais para a China enquanto a China exporta cartão de fibra curta, né? Folding, né? Então, essa especialidade da Klabin cada vez mais se mostra importante aqui.

Cristiano Teixeira: Essa especialidade da Klabin cada vez mais se mostra importante aqui. A gente só vai fazer cartão folding quando fizer sentido em mix de produtos para clientes que compram as duas fibras, mas a Klabin segue na sua expectativa de alguns anos. Hoje, da nossa 1.2 million tons de capacidade de cartão, tem por volta de 200,000 tons de kraft, entre 180 and 200 no ano, que a gente tem feito nessa máquina de cartão. Hoje vale a pena fazer kraft nessa Máquina 28, como vocês sabem. O kraft tem, eu vou falar rapidamente sobre isso, mas aumentos globais. Nós estamos falando, a última agora, importante fabricante de kraft na Europa, mas praticamente todos os grandes americanos e europeus anunciando $100, inclusive a Klabin.

Speaker #3: A gente só vai fazer cartão folding quando fizer sentido em em em mix de produtos para clientes que compram as duas fibras, mas a Klabin segue na sua na sua na sua expectativa de alguns anos.

Speaker #3: Hoje a gente da nossa 1.200.000 toneladas de capacidade de cartão, né? Hoje tem por volta de 200.000 toneladas de Kraft, entre 180 e 200 no ano que a gente tem feito nessa máquina de cartão.

Speaker #3: Hoje vale a pena fazer Kraft nessa máquina 28, como vocês sabem, o Kraft tem a gente eu vou falar rapidamente sobre isso, mas aumentos globais, nós estamos falando a última agora importante fabricante de de Kraft na Europa, mas praticamente todos os grandes americanos e europeus anunciando 100 dólares, inclusive a Klabin, aumento esse que ainda não reflete, obviamente, no no 2T, o preço, mas a recuperação de preço no terceiro trimestre vai ser importante de Kraft, né?

Cristiano Teixeira: Aumento esse que ainda não reflete, obviamente, no 2C, o preço, mas a recuperação de preço no Q3 vai ser importante de kraft. Voltando rapidamente para cartões. A gente vai continuar fazendo kraft nessa máquina e fazendo a melhora do mix dessa máquina, principalmente com o LPB e o CLK, como é conhecido no mercado, nós chamamos de Klamut. A gente segue para essa migração, hoje colocando CLK na China, colocando CLK na África do Sul em volumes maiores que nós colocávamos. A gente segue bastante empolgado com a migração de um produto de valor agregado na Máquina 28. Os frutos têm aparecido. Nesse momento, a pessoa que vocês conhecem bem, o nosso Marcos Ivo, está no Vietnã junto com o Soares, fazendo a transição e visitando, inclusive, novas oportunidades também para o Vietnã. Bastante empolgados com a área de papéis.

Speaker #3: Então, voltando rapidamente para cartões, então a gente vai continuar fazendo Kraft nessa máquina, e fazendo a melhora do mix dessa máquina, principalmente com LPB e o o seu K, como é conhecido no mercado, nós chamamos de Klamut, a gente segue para essa micração.

Speaker #3: Hoje colocando o Klamut na China, colocando o Klamut na colocando, perdão, seu K na China, colocando seu K na na na África do Sul em volumes maiores que nós colocávamos.

Speaker #3: Então, a gente segue bastante empolgado com a migração de valor com produto de valor agregado na máquina 28, e isso os frutos têm têm aparecido nesse momento pessoa que vocês conhecem bem, o nosso Marcos Ivo está na está no Vietnã junto com o Soares fazendo a transição e visitando inclusive novas oportunidades também para o Vietnã.

Speaker #3: Então, bastante empolgados com a área, com a área de papéis, tá? Kraft eu eu não não vou me estender mais, falei rapidamente, mas momento especial do Kraft, chamo atenção aqui pela também a fechamentos, mas chamo atenção aqui dos preços que sim estão começando a nos dar segurança para para usar mais Kraft.

Cristiano Teixeira: Kraft, eu não vou me estender mais, falei rapidamente, mas momento especial do kraft. Também há fechamentos, mas chama a atenção aqui pelos preços que, sim, estão começando a nos dar segurança para usar mais kraft. Nós já estamos exportando na ordem de 50,000 tons/month. Esses preços dão segurança para a gente de continuar esse volume e atender as nossas transferências internas com papéis que a gente pode, e estamos olhando papéis no mercado brasileiro. Hoje tem algumas oportunidades que a gente pode usar, além, obviamente, das nossas máquinas de reciclado. Momento bom, que eu falo sempre, que é aquela flexibilidade que a gente tanto fala. Nada mais é do que o custo de oportunidade entre exportar ou converter em caixa. Caixa, no momento, espetacular, vocês acompanham há muitos anos.

Speaker #3: Nós já já estamos exportando exportando na ordem de 50.000 toneladas mês, e esses preços dão segurança para a gente de continuar esse volume, e atender as nossas transferências internas com papéis que a gente pode e estamos olhando papéis no mercado brasileiro.

Speaker #3: Hoje tem algumas oportunidades que a gente pode usar, além obviamente das nossas máquinas de de reciclado, né? Então, momento bom que eu falo sempre que é aquela aquela aquela flexibilidade que a gente tanto fala, né?

Speaker #3: Que nada mais é do que o custo de oportunidade entre exportar ou converter em caixa, né? Caixa no momento espetacular, vocês acompanham há muitos anos, colocou a régua alta e mesmo assim o Kraft começa a dar sinais que vai conseguir roubar pouquinho dessa transferência de papel agregando mais valor na companhia.

Cristiano Teixeira: Colocou a régua alta e mesmo assim o kraft começa a dar sinais que vai conseguir roubar um pouquinho dessa transferência de papel, agregando mais valor na companhia. Sempre a gente olha, obviamente, esse custo de oportunidade. Por fim, já comecei a fala sobre embalagens, mas só dando sequência. Momento especialista na área de embalagem. A gente bastante consolidado em grandes contas, a gente bastante seguro nesse momento com os nossos clientes e contratos. Reajustes acontecendo sempre pelo nível de serviço que a gente consegue oferecer pros nossos clientes. Grandes parceiros globais se sentindo obviamente confortáveis com o nosso nível de serviço. Obviamente, a gramatura dos nossos papéis são mais baixas do que o mercado, portanto, a gente com a capacidade de, em tonelada, converter mais área, converter mais metro quadrado em caixa, isso é um ganho intrínseco que fica na área de embalagem. A gente bastante animado.

Speaker #3: Sempre a gente olha obviamente esse custo de oportunidade. Por fim, já já comecei a fala sobre embalagens, mas só dando sequência, momento especialíssimo da área de embalagem, a gente bastante consolidado em grandes contas, a gente bastante seguro nesse momento, com os nossos clientes e contratos, reajustes acontecendo sempre por por por pelo pelo nível de serviço que a gente consegue oferecer para os nossos clientes, grandes parceiros globais, se sentindo obviamente confortáveis com a com o nosso nível de serviço, obviamente a a gramatura dos nossos papéis são são são mais baixas do que o mercado, portanto a gente com a capacidade de em tonelada converter mais área, converter mais metro quadrado em caixa, isso é ganho intrínseco que fica na área de embalagem, né?

Speaker #3: A gente bastante animado. Com isso eu eu fecho essa essa parte inicial para dizer que trimestre operacionalmente forte, com com com mercado e questões operacionais na mão, sob controle, a gente está dirigindo a maior parte disso, mesmo em mercados desafiantes a gente ganhando market share em produtos, sempre pela nossa diferenciação da fibra longa, né?

Cristiano Teixeira: Com isso eu fecho essa parte inicial pra dizer que um trimestre operacionalmente forte, com mercado e questões operacionais na mão, sob controle. A gente está dirigindo a maior parte disso, mesmo em mercado desafiante, a gente ganhando market share em produtos, sempre pela nossa diferenciação da fibra longa. E uma expectativa ainda muito boa pra frente, mas aí eu volto pra falar no slide dos faróis. Gabi, por favor.

Speaker #3: E uma expectativa ainda muito boa para frente, mas aí eu volto para falar no no no no slide dos faróis. Gabi, por favor. Obrigada, Cristiano.

Gabriela Woge: Obrigada, Cristiano. Bom dia a todos e a todas e obrigada por acompanhar a nossa teleconferência. Na página quatro, apresento o resultado do trimestre, que refletiu a estabilidade operacional de nossas plantas e a continuidade do ramp-up da Máquina 28. O volume de vendas trimestral atingiu 1,018,000 toneladas, praticamente em linha com o Q2 de 2025. A receita líquida no trimestre alcançou BRL 5.2 bilhões, também em linha com o Q2 de 2025, refletindo principalmente o aumento dos preços de celulose em dólares e embalagens no mercado interno, aliado ao crescimento de volumes de papéis e embalagens, que compensaram parcialmente o efeito da valorização do real frente ao dólar.

Speaker #3: Bom dia a todos e a todas, e obrigada por acompanhar a nossa teleconferência. Na página 4, apresento o resultado do trimestre que refletiu a estabilidade operacional de nossas plantas e a continuidade do ramp-up da máquina 28.

Speaker #3: O volume de vendas trimestral atingiu 1.018.000 toneladas praticamente em linha com o segundo tri de 25. A receita líquida no trimestre alcançou os 5,2 bilhões de reais, também em linha com o segundo tri de 25, refletindo principalmente o aumento dos preços de celulose em dólares e embalagens no mercado interno.

Speaker #3: Aliado ao crescimento de volumes de papéis e embalagens que compensaram parcialmente o efeito da valorização do real frente ao dólar. Nesse contexto, o EBITDA no trimestre foi de 2 bilhões de reais, com margem estável na casa de 38%, resultado do desempenho dos negócios e disciplina de custos, uma vez que iniciativas de redução favoreceram o resultado, mesmo em ambiente de pressão inflacionária de insumos e preparação para o El Niño.

Gabriela Woge: Nesse contexto, o EBITDA no trimestre foi de BRL 2 bilhões, com margem estável na casa de 38%, resultado do desempenho dos negócios e disciplina de custos, uma vez que iniciativas de redução favoreceram o resultado, mesmo em ambiente de pressão inflacionária de insumos e preparação para o El Niño. Avançando pra página cinco, o custo caixa total por tonelada no Q2 de 2026 foi de BRL 3,204, estável em relação ao mesmo período do ano passado. Esse desempenho é reflexo de iniciativas de redução, principalmente de custos variáveis, capturadas no trimestre. Essas ações compensaram o aumento do preço de insumos em fretes advindos dos conflitos geopolíticos em curso e o incremento do custo de fibras.

Speaker #3: Avançando para a página 5, o custo caixa total por tonelada no segundo tri de 26 foi de 3.204 reais, estável em relação ao mesmo período do ano passado.

Speaker #3: Esse desempenho é reflexo de iniciativas de redução, principalmente de custos variáveis, capturadas no trimestre. Essas ações compensaram o aumento do preço de insumos em fretes advindos dos conflitos geopolíticos em curso e o e o incremento do custo de fibras.

Speaker #3: Indo para o slide 6, a Klabin encerrou o segundo trimestre de 26 com dívida líquida de 24 bilhões de reais e alavancagem, medida pelo indicador dívida líquida sobre EBITDA ajustado em dólares de 3,2 vezes, uma redução de 0,7 vezes na comparação com o segundo trimestre de 25.

Gabriela Woge: Indo para o slide six, a Klabin encerrou o Q2 2026 com dívida líquida de BRL 24 billion e alavancagem medida pelo indicador dívida líquida sobre EBITDA ajustado em dólares de $3.2x, uma redução de 0.7x na comparação com o Q2 2025. A companhia segue focada em sua trajetória decrescente de alavancagem de forma disciplinada, confirmando a execução consistente de sua estratégia e o fortalecimento da estrutura de capital. Avançando para a próxima página, a liquidez da Klabin segue robusta, encerrando o trimestre em BRL 12.7 billion. Essa liquidez é composta por BRL 10.1 billion em caixa e o restante em linha de crédito rotativo não sacada.

Speaker #3: A companhia segue focada em sua trajetória decrescente de alavancagem de forma disciplinada, confirmando a execução consistente de sua estratégia e o fortalecimento da estrutura de capital.

Speaker #3: Avançando para a próxima página, a liquidez da Klabin segue robusta, encerrando o trimestre em 12,7 bilhões de reais. Essa liquidez é composta por 10,1 bilhões de reais em caixa e o restante em linha de crédito rotativo não sacada.

Speaker #3: O prazo médio de vencimento da dívida ao final do trimestre era de 84 meses, e o custo médio em dólares de 5,1% ao ano, uma redução de 0,3 pontos percentuais em relação a junho de 25, como reflexo das iniciativas da gestão de endividamento realizadas ao longo dos últimos anos.

Gabriela Woge: O prazo médio de vencimento da dívida ao final do trimestre era de 84 months e o custo médio em dólares de $5.1% per year, uma redução de 0.3 percentage points em relação a June 2025, como reflexo das iniciativas da gestão de endividamento realizadas ao longo dos últimos anos. Indo para a page eight, trazemos o free cash flow da companhia, que nos últimos 12 months totalizou BRL 700 million. Passando para o slide nine, os proventos distribuídos aos acionistas nos últimos 12 months totalizaram BRL 1.18 billion. Esse montante representa um dividend yield de 5.3%. Destaco também a declaração antecipada de dividendos aprovada no ano passado, tendo em vista as regras de transição previstas na legislação, no montante de BRL 1.112 billion, sendo o próximo pagamento referente à third installment, em 19 August, no valor de BRL 278 million.

Speaker #3: Indo para a página 8, trazemos o fluxo de caixa livre da companhia, que nos últimos 12 meses totalizou 700 milhões de reais. Passando para o slide 9, os proventos distribuídos aos acionistas nos últimos 12 meses totalizaram 1 bilhão e 180 milhões de reais.

Speaker #3: Esse montante representa dividend yield de 5,3%. Destaco também a declaração antecipada de dividendos aprovada no ano passado, tendo em vista as regras de transição previstas na legislação, no montante de 1 bilhão e 112 milhões de reais.

Speaker #3: Sendo o próximo pagamento referente à terceira parcela em 19 de agosto, no valor de R$ 278 milhões. Ainda no segundo trimestre, anunciamos o programa de recompra de ações, uma sinalização da confiança da companhia no fundamento do negócio.

Gabriela Woge: Ainda no Q2, anunciamos o programa de buyback de ações, uma sinalização da confiança da companhia no fundamento do negócio. Até esse momento, executamos 13% do volume previsto, representando aproximadamente BRL 70 million. Essas iniciativas reforçam o compromisso da Klabin na geração de valor para os seus acionistas. Por fim, a companhia segue se beneficiando de sua estrutura de portfólio única, que confere flexibilidade operacional e contribui para mitigar a volatilidade de resultados ao longo do ciclo. Agora devolvo a palavra para o Cristiano, que irá apresentar as tendências dos negócios.

Speaker #3: Até esse momento, executamos 13% do volume previsto, representando aproximadamente 70 milhões de reais. Essas iniciativas reforçam o compromisso da Klabin na geração de valor para os seus acionistas, por fim a companhia segue se beneficiando de sua estrutura de portfólio única, que confere flexibilidade operacional e contribui para mitigar a volatilidade de resultados ao longo do ciclo.

Speaker #3: Agora devolvo a palavra para o Cristiano, que irá apresentar as tendências dos negócios.

Cristiano Teixeira: Perfect, thank you, Gabi. Lembrando que a gente tem aqui presente tanto o Antonio Nicolini quanto o Douglas, ambos disponíveis para responder às perguntas, se quiserem. Marcos e Soares não estão aqui presentes, então eu farei o papel de responder às perguntas da área de cartões e kraftliner. Iniciando um pouco com tendência pro Q3. Em fibras, desafio posto pra fibra curta. Obviamente, demanda de China é a grande questão. Mesmo no curto prazo, a gente não enxerga espaço pra quedas importantes. O que a gente vê é talvez um viés muito estreito pra baixa, mas depois recuperação e manutenção, ficando mais ou menos no patamar que a gente vê hoje. E se dá isso é exatamente pela dificuldade de grandes operadores hoje, de produtores de celulose, se manterem a esse nível de preço.

Speaker #2: Perfeito, obrigado, Gabi. Lembrando que a gente tem aqui presente tanto o Nico, né, o Nicolini, quanto o Douglas, ambos disponíveis aqui para responder às perguntas, se quiserem.

Speaker #2: Marcos e Soares não estão aqui presentes, então eu farei aqui o papel da área de de responder às perguntas da área de cartões e craft line, tá?

Speaker #2: Mas só, então, iniciando pouco como tendência para o 3T, né, em fibras, desafio, posto para fibra curta, obviamente China é o grande demanda de China, é a grande questão, né, mesmo no curto prazo.

Speaker #2: A gente não enxerga espaço para quedas importantes, tá, porque a gente vê talvez viés muito estreito para baixa, mas depois recuperação e manutenção ficando mais ou menos no estágio no patamar que a gente vê hoje, né, e o que se dá isso é exatamente pela pela como falar assim, dificuldade de grandes operadores hoje de produtores de celulose se manterem, né, a esse nível de preço, né, então o custo caixa volume sempre perto de 10 a 12 milhões de toneladas aí que operam com muita dificuldade aos preços atuais, então a gente enxerga pouca pouca possibilidade aí de preço, né, de na fibra curta, tá.

Cristiano Teixeira: O custo caixa, volume sempre perto de 10 a 12 million tons, que operam com muita dificuldade aos preços atuais. A gente enxerga pouca possibilidade de preço na fibra curta. Lembrando que quanto mais a fibra longa reage e aumenta esse spread, mais abre espaço para fibra curta. Esse é um desafio que está posto e a gente só confirma aqui, principalmente no último parágrafo, a tendência de preços. Ainda na área de fibras, quanto ao fluff, momento positivo. A gente sabe que as fibras que a China vem usando, essas fibras que estavam disponíveis longa na China, eles têm consumido e não têm replantado.

Speaker #2: Lembrando que o quanto mais a fibra longa reage e aumenta esse spread, mais abre espaço para fibra curta, então isso é desafio que está posto e a gente a gente a gente só confirma aqui, principalmente no último farolzinho aí na tendência de preços, tá.

Speaker #2: Quanto a ainda na área de fibras, quanto ao fluff, momento positivo, né, a gente sabe que aquela as fibras que a China vem usando durante essas fibras que estavam disponíveis longa na China, eles têm consumido e não têm replantado essa essas fibras estão acabando aí provavelmente no próximo trimestre, né, dentro do terceiro, eventualmente início do quarto trimestre, mas já fica evidente que clientes que mesmo na China que operam com produtos high end, né, com produtos de maior exigência somente aqueles que fazem OIM para grandes para grandes marcas, né, esses têm dificuldade de usar essa fibra entre aspas reciclada que é utilizada na China, essa China a China mesmo já vem fazendo esse trem essa essa essa mudando para uso de fibra de fato de celulose fluff de fibra longa, né, originária de país que assim produzem como nós, né, e a gente diferente da fibra curta, que a gente enxerga uma ameaça no curto e no e no longo prazo, na fibra longa a gente a gente não enxerga uma ameaça nem na curta e nem no longo prazo, né, no longo prazo porque o pinos na China é absolutamente impróprio a sua área para produção, mesmo que eles em algumas regiões específicas consigam trabalhar com pinos com produtividade muito baixa como a gente enxerga hoje em outras regiões do mundo, né, em comparação com a nossa, e ainda muito muito aprendizado de não só de manejo florestal, mas principalmente da que a espécie não, mas que indivíduo plantar, como que vai fazer a evolução da vamos falar da da produtividade desses dessas árvores, a gente enxerga na verdade quanto mais a gente estuda sobre esse mercado, e a gente teve período bastante não só nós, né, acho que todos os fabricantes de celulose estudaram muito China nos últimos dois, três anos, né, a gente está bastante seguro e bastante crente dessa oportunidade na fibra longa, principalmente por a China não ser uma ameaça por esse tipo de árvore, nem no curto nem no médio nem no longo prazo, né, quanto ao eucalipto sim a gente vê como vocês sabem no entanto também limitada, né, a gente sabe que o que vocês tanto falam sobre aqueles 6 a 6 milhões e meio de hectares plantados na China, o que a gente aprendeu nesse período é que sim eles podem ganhar incremento de produtividade nessa nessa mesma área, né, portanto cortando hoje em média eles estão cortando essas árvores com produtividade de como vocês sabem a gente chama de ímã, né, de por volta de 15 ímã médio de colheita hoje, né, no entanto eles estão plantando árvores que vão colher produtividade daqui alguns anos, né, a depender deveria ser a 7, mas pode ser que cortem antes, eles fazem isso lá, mas eles provavelmente vão estar cortando essa madeira já com uma com ímã melhor do que o atual, até onde pode ir isso na nossa visão não passaria de 20, 25, em 15 anos, tá, o que seria mais ou menos produtividade a pior produtividade brasileira no extremo norte do Mato Grosso do Sul, né, então essa essa a gente continua bastante vamos falar crente na visão estrutural desse negócio mesmo de fibra curta mais o longo prazo, mas tem período agora que obviamente essa melhora de produtividade diária atual plantada na China que não está aumentando significativamente a sua sua área plantada na região que todos nós conhecemos que é o sul da China, que vocês certamente já se informaram ou eventualmente visitaram, a gente enxerga essa mesma área melhorando em produtividade talvez como eu citei para 20, 25 de ímã, né, a gente também está à disposição via o nosso RI para colocar o nosso diretor especialista nisso, né, para falar com vocês sobre isso, então voltando aqui para o farol, desculpa fazer essa visão pouco mais estratégica, mas é que tem sido assunto para vocês ultimamente, né, a gente muito seguro na fibra longa e temos bastante dados para dividir com vocês para mostrar o porquê que a gente está muito seguro em relação a isso, definitivamente a escolha estratégica da companhia já há muitos anos hoje se confirma e na fibra curta uma ameaça que provavelmente vai levar alguns anos ainda mais bastante limitado o aumento de área plantada na China, e também bastante limitado como vocês bem sabem 70% da fibra do cavaco da da vamos falar da é do cavaco, vocês conhecem o termo, do cavaco hoje importado da China, 70% é do Vietnã, Vietnã também bastante limitado, na sua exportação, então no longo prazo isso de forma estrutural mesmo na fibra curta América Latina e aí especificamente o Brasil segue como a grande potência global, né, finalmente aqui só seguir desculpa demorar tanto em fibras, mas eu quis explorar isso pouco de vocês, depois de longos anos aqui de estudo que a gente teve sobre essa área, tá, e de novo reforço caso vocês tenham interesse em pedir para o Darlon explicar algumas coisas para vocês, ele foi frequentemente nos últimos três anos lá na China, olha isso, tá, cartões a gente enxerga momento positivo para cartões também, preço em volumes, craft liner também bastante positivo eu diria, né, a gente está bastante atento até onde essa claro que aqui a questão não é só demanda, né, mas tem a ver com os fechamentos, mas a gente bastante empolgado entre aspas aqui com o momento do craft liners, abrindo uma boca de jacaré da própria celulose que normalmente se olhar do ponto de vista estatísticos aí em outros períodos essa eles andavam sempre em curvas parecidas, apesar dos mercados serem totalmente diferentes, vocês sabem disso, mas normalmente tinha uma aderência e essa e essa e essa curva abriu, né, craft liner no momento especial também de preços, né, e obviamente as limitações por fechamentos, e os anúncios de preço dos grandes players globais certamente vão reforçar essa nossa essa narrativa que a gente está tentando colocar para vocês de reação de preço ainda maior no terceiro trimestre, né, papelão do lado segue positivo, a gente também é beneficiado pelo período agora sazonal que entra safra de frutas mais forte e fumo, e aí a gente enxerga esse desempenho de preço que a gente já teve ótimo desempenho de preço de 4% esse ano, ano contra ano nesse mesmo período, e a gente segue com essa boa performance ainda com alguma melhora em função da do mix de produtos e sazonabilidade de embalagens nossa aqui no Brasil, é isso dos mercados, desculpa ter me alongado pouco, eu quis hoje falar pouco sobre essa questão mais estratégica, mas paro por aqui e a gente acho que agora segue para as perguntas e respostas, obrigado.

Cristiano Teixeira: Essas fibras estão acabando provavelmente no próximo trimestre, dentro do Q3, eventualmente início do Q4, mas já fica evidente que clientes, mesmo na China, que operam com produtos high end, com produtos de maior exigência, principalmente aqueles que fazem OEM para grandes marcas, têm dificuldade de usar essa fibra, entre aspas, reciclada, que é utilizada na China. A China mesmo já vem mudando para uso de fibra de celulose fluff de fibra longa, originária de países que assim produzem, como nós. Diferente da fibra curta, que a gente enxerga uma ameaça no curto e no longo prazo, na fibra longa a gente não enxerga uma ameaça nem na curta e nem no longo prazo. No longo prazo, porque o pinus na China é absolutamente impróprio, a sua área, para produção.

Cristiano Teixeira: Mesmo que eles, em algumas regiões específicas, consigam trabalhar com pinus com produtividade muito baixa, como a gente enxerga hoje em outras regiões do mundo, em comparação com a nossa. Ainda muito aprendizado não só de manejo florestal, mas principalmente que indivíduo plantar, como que vai fazer a evolução da produtividade dessas árvores. A gente enxerga, na verdade, quanto mais a gente estuda sobre esse mercado, a gente teve um período, não só nós, acho que todos os fabricantes de celulose estudaram muito China nos últimos two, three years. A gente está bastante seguro e bastante crente dessa oportunidade na fibra longa, principalmente por a China não ser uma ameaça por esse tipo de árvore, nem no curto, nem no médio, nem no longo prazo. Quanto ao eucalipto, sim, a gente vê, como vocês sabem, no entanto, também limitada.

Cristiano Teixeira: A gente sabe o que vocês tanto falam sobre aqueles 6 a 6.5 million hectares plantados na China. O que a gente aprendeu nesse período é que sim, eles podem ganhar incremento de produtividade nessa mesma área. Hoje, em média, eles estão cortando essas árvores com produtividade de, como vocês sabem, a gente chama de IMA, por volta de 15 IMA médio de colheita hoje. No entanto, eles estão plantando árvores que vão colher produtividade daqui a alguns anos. A depender, deveria ser a seven, pode ser que cortem antes, eles fazem isso lá, eles provavelmente vão estar cortando essa madeira já com IMA melhor do que o atual. Até onde pode ir isso? Na nossa visão, não passaria de 20, 25 em 15 years. O que seria mais ou menos a pior produtividade brasileira no extremo norte do Mato Grosso do Sul.

Cristiano Teixeira: A gente continua bastante crente na visão estrutural desse negócio, mesmo de fibra curta, mais a longo prazo, mas tem um período agora que obviamente essa melhora de produtividade de área atual plantada na China, que não está aumentando significativamente a sua área plantada na região que todos nós conhecemos como sul da China, que vocês certamente já se informaram ou eventualmente visitaram. A gente enxerga essa mesma área melhorando em produtividade, talvez, como eu citei, para 2025 de IMA. A gente também está à disposição via nosso RI para colocar o nosso diretor especialista nisso, para falar com vocês sobre isso. Voltando aqui para o Farol, desculpa fazer essa visão um pouco mais estratégica, mas é que tem sido assunto para vocês ultimamente.

Cristiano Teixeira: A gente muito seguro na fibra longa e temos bastante dados para dividir com vocês, para mostrar o porquê que a gente está muito seguro em relação a isso. Definitivamente, a escolha estratégica da companhia, já há muitos anos, hoje se confirma. Na fibra curta, uma ameaça que provavelmente vai levar alguns anos ainda, mas bastante limitado o aumento de área plantada na China. Também bastante limitado, como você bem sabe, 70% da fibra do cavaco, vocês conhecem o termo, do cavaco hoje importado da China, 70% é do Vietnã. O Vietnã também bastante limitado na sua exportação. No longo prazo, de forma estrutural, mesmo na fibra curta, América Latina e aí especificamente o Brasil, segue como a grande potência global.

Cristiano Teixeira: Finalmente, aqui só seguir, desculpa demorar tanto em fibra, mas eu quis explorar isso um pouco com vocês, depois de longos anos aqui de estudo que a gente teve sobre essa área. De novo, reforço, caso vocês tenham interesse em pedir para o Darlon explicar algumas coisas para vocês, ele foi frequentemente nos últimos três anos lá na China olhar isso. Cartões, a gente enxerga um momento positivo para cartões também, em preço e em volumes. Kraftliner também bastante positivo, eu diria.

Cristiano Teixeira: A gente está bastante atento, claro que aqui a questão não é só demanda, mas tem a ver com os fechamentos, mas a gente bastante empolgado, entre aspas, com o momento do kraftliner, abrindo uma boca de jacaré da própria celulose, que normalmente, se olhar o ponto de vista estatístico em outros períodos, eles andavam sempre em curvas parecidas, apesar dos mercados serem totalmente diferentes, vocês sabem disso, mas normalmente tinha uma aderência e essa curva abriu. Kraftliner no momento especial também de preços. Obviamente, as limitações por fechamentos. Os anúncios de preço dos grandes players globais, certamente vão reforçar essa narrativa que a gente está tentando colocar para vocês de reação de preço ainda maior no Q3. Papelão ondulado segue positivo. A gente também é beneficiado pelo período agora sazonal, que entra a safra de frutas mais forte e fumo.

Cristiano Teixeira: Aí a gente enxerga esse desempenho de preço que a gente já teve, um ótimo desempenho de preço de 4% esse ano contra ano, nesse mesmo período. A gente segue com essa boa performance, ainda com alguma melhora em função do mix de produtos e sazonalidade de embalagens nossa aqui no Brazil. É isso dos mercados. Desculpa ter me alongado um pouco, eu quis hoje falar um pouco sobre essa questão mais estratégica, mas paro por aqui e a gente acha que agora segue para as perguntas e respostas. Obrigado.

Speaker #2: Senhoras e senhores, iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Por gentileza e pelo benefício do tempo, solicitamos que cada analista se limite a uma pergunta.

Operator 2: Senhoras e senhores, iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Por gentileza e pelo benefício do tempo, solicitamos que cada analista se limite a uma pergunta. Para fazer uma pergunta, por favor, cliquem no botão "Levantar a mão". Para retirar a pergunta da fila, por favor, cliquem no botão "Abaixar a mão". A nossa primeira pergunta vem de Rafael Barcellos, do Bradesco BBI. Por favor, pode prosseguir.

Speaker #2: Para fazer uma pergunta, por favor cliquem no botão levantar a mão. Para retirar a pergunta da fila, por favor cliquem no botão abaixar a mão.

Speaker #2: A nossa primeira pergunta vem de Rafael Barcelos, do Bradesco BBI. Por favor, pode prosseguir. Bom dia a todos. Parabéns pelos resultados. Minha primeira pergunta é sobre custos, né, que vem sendo aí tema mais debatido entre os investidores.

Rafael Barcellos: Bom dia a todos. Parabéns pelos resultados. Minha primeira pergunta é sobre custos, que vem sendo um tema mais debatido entre os investidores. A empresa conseguiu entregar um resultado melhor do que o esperado em custo, sobretudo na parte de papéis e embalagens, que veio melhor. Se vocês puderem discutir um pouco mais a sustentabilidade desse momento para os próximos trimestres, explicar um pouco aqui dos fatores que vêm contribuindo para essa evolução. Quando a gente olha na parte de celulose, a linha de combustível chamou a atenção. Acho que natural, dado o que a gente tem visto no ambiente macro, mas aqui a ideia seria entender se essa linha tem potencial já para ser reduzida aqui nos próximos trimestres, como é que vocês veem essa evolução da linha de combustível dentro do custo de celulose.

Speaker #2: Então, a empresa conseguiu entregar resultado melhor do que o esperado em custo, sobretudo na parte de papéis e embalagens, né, que veio melhor. Então, se vocês pudessem discutir pouco mais a sustentabilidade desse movimento, para os próximos trimestres, explicar pouco aqui dos fatores que vêm contribuindo aqui para essa evolução, e aí quando a gente olha na parte de celulose, a linha de combustível chamou atenção, né, acho que natural dado que a gente tem visto no ambiente macro, mas aqui a ideia seria entender se essa linha tem potencial já para ser reduzida aqui nos próximos trimestres, como é que vocês veem essa evolução aqui da linha de combustível dentro do custo de celulose, até se puder lembrar a gente aqui sobre o lag aqui de combustível que transitando pelos resultados, e aí até Cristiano, se você puder complementar essa pergunta que é mais específica de custo, mas falando aqui assim panorama geral.

Rafael Barcellos: Até se puder lembrar a gente aqui sobre o hedge de combustível, transitando pelos resultados. Aí até, Cristiano, se você puder complementar essa pergunta que é mais específica de custo, mas falando o panorama geral da empresa sobre a trajetória de custo. A gente tem também um El Niño pela frente, o que vocês têm identificado de impactos potenciais que podem acontecer? A minha segunda pergunta, na parte de celulose, para o Nico. Primeiro, Nico, parabéns pelos resultados no segmento, acho que ilustra um esforço comercial importante de vocês, preços realizados bem fortes. Primeiro entender um pouco dessa sustentabilidade, desse gap versus o que a gente vê de benchmark e de preço praticado pelos outros players. Como é que você entende que a empresa consegue continuar entregando esse nível de preço melhor para frente? Se você puder dar uma visão geral de ciclo.

Speaker #2: Da empresa, sobre a trajetória de custo, a gente tem também El Niño aí pela frente, o que que vocês têm identificado aí de impactos potenciais aí que podem acontecer.

Speaker #2: E aí minha segunda pergunta, na parte de celulose, daí para o Nico, primeiro o Nico, parabéns aí pelos resultados aí no segmento, acho que ilustra aí esforço comercial importante aí de vocês, preço realizados aí bem fortes, então primeiro entender pouco dessa sustentabilidade, né, desse gap, né, versus o que a gente vê de benchmark aí e de preço praticado pelo enfim pelos outros players, como é que você entende que a empresa consegue aí continuar entregando esse nível de preço aí melhor aí para frente, e se você puder dar uma visão geral de ciclo, né, a gente ainda tem visto aí preços agora caindo, na fibra curta, entender se a demanda na ponta tem melhorado, aí agora para agosto, você já enxerga algum sinal aqui de estabilização de preço na fibra curta, e aí na fibra longa também aí que o cenário até pouco mais dramático, né, com percentual relevante aqui do mercado abaixo da linha d'água.

Rafael Barcellos: A gente ainda tem visto preços agora caindo na fibra curta, entender se a demanda na ponta tem melhorado agora para agosto. Você já enxerga algum sinal de estabilização de preço na fibra curta? Na fibra longa também, que o cenário está um pouco mais dramático, com um percentual relevante do mercado abaixo da linha d'água. Obrigado.

Speaker #2: Obrigado. Obrigado, Rafael. Então eu vou só fazer a referência aqui no que você trouxe, depois passo para a Gabi falar de custos e na sequência eu o Nico falar dos mercados, tá.

Cristiano Teixeira: Obrigado, Rafael. Eu vou só fazer a referência aqui no que você trouxe, depois passo para a Gabi falar de custos e, na sequência, o Nico fala dos mercados. Primeiro ponto sobre custos, Rafael, eu acho que a gente está num momento muito seguro daquilo que a gente implementou nos últimos anos. Eu queria, de novo aqui, roubar um espacinho, depois vocês reclamem com o RI se eu estiver falando muito. Esses 10 anos da companhia, eu acho que eu falei no último call, nós investimos cerca de BRL 30 billion. A gente tem hoje todas as nossas fábricas numa condição ímpar dos equipamentos. Relembro aqui que a gente está prestes a fazer o startup, que tem seguido muito bom, por sinal, à frente do planejado da nossa caldeira de recuperação de Monte Alegre.

Speaker #2: Então, primeiro ponto sobre custos, Rafael, acho que a gente está no momento muito seguro daquilo que a gente implementou dos últimos anos, né, eu queria de novo aqui roubar espacinho, depois vocês reclamem aí com o RI se eu estiver falando muito, né, mas esses 10 anos da companhia, eu acho que eu falei no último call, nós investimos cerca de 30 bilhões de reais, né, e a gente tem hoje todas as nossas fábricas em uma condição ímpar, dos equipamentos, né, relembro aqui que a gente está prestes a fazer o startup, que tem seguido muito bom, por sinal, à frente do planejado da nossa caldura de recuperação de Monte Alegre, Monte Alegre, site esse, fábrica essa que a gente vem nos últimos anos deixando ela muito mais simples, mais objetiva, tá.

Cristiano Teixeira: Monte Alegre, fábrica essa que a gente vem nos últimos anos deixando ela muito mais simples, mais objetiva. Voltando para a questão de custo, seja do ponto de vista industrial, portanto, eficiência, que ela é marginal, mas ela é importante no contexto, porque aqui não é só o custo. Tem uma coisa indireta no custo, que é assim, quando você tem uma fábrica que tem rendimento melhor, mas principalmente, tem disponibilidade maior de equipamento. Essa disponibilidade, na prática, reverte em volume e esse volume dilui custo fixo. A gente muito bem com o nosso parque industrial. Esse ciclo encerra agora, como vocês sabem, com essa caldeira. Encerra no sentido não histórico da companhia, mas nesse momento. A gente não tem, nos próximos cinco anos, nenhum investimento importante na companhia.

Speaker #2: Então, voltando para a questão de custo, seja do ponto de vista industrial, portanto eficiência, que ela é marginal, mas ela é importante no contexto, porque aqui não é só o custo, né, tem uma coisa indireta no custo, que é assim, quando você tem uma fábrica que tem rendimento melhor, mas principalmente tem disponibilidade maior de equipamento, né, essa disponibilidade na prática reverte em volume, né, e esse volume dilui custo fixo.

Speaker #2: Então a gente muito bem com o nosso parque industrial, esse ciclo encerra agora, como vocês sabem, com essa caldeira, encerra no sentido não histórico da companhia, mas nesse momento, né, a gente não tem nos próximos 5 anos nenhum investimento importante na companhia, nenhum, então a companhia eu já citei em outros momentos que a gente vai fazer uma grande geração de fluxo de caixa livre nos próximos anos, isso está em, a gente praticamente está na virada dessa curva, então os próximos trimestres vocês vão ver uma geração de fluxo de caixa livre importante na companhia, tenho dito isso com alguma frequência e vocês vão realizar isso em breve, né.

Cristiano Teixeira: Eu já citei em outros momentos que a gente vai fazer uma grande geração de fluxo de caixa livre nos próximos anos. A gente praticamente está na virada dessa curva, os próximos trimestres vocês vão ver uma geração de fluxo de caixa livre importante na companhia. Tenho dito isso com alguma frequência e vocês vão realizar isso em breve. Sobre custo, eu deixei aqui para o final a parte mais importante. Vou relembrar aqui a compra das áreas da Arauco. Eu sempre reputo como uma empresa que a gente tem muito respeito pelas florestas que nós pegamos, florestas com igual produtividade das nossas florestas, são vizinhas lá em Monte Alegre, como vocês sabem. Ali é um projeto maravilhoso, que a gente chamou de Projeto Platô.

Speaker #2: Mas aí sobre custo, eu queria trazer o, deixei aqui para o final, a parte mais importante, tá. Vou relembrar aqui a compra das áreas da Aral, né, eu sempre reputo como uma empresa que a gente tem muito respeito pelas florestas que nós pegamos, florestas com igual produtividade do que das nossas florestas, são vizinhas lá em Monte Alegre, como vocês sabem, é projeto maravilhoso que a gente chamou de projeto platô, foi difícil de gerir isso quando a gente anunciou do ponto de vista de consumo de caixa, mas a gente sabia da importância estratégica desse ativo.

Cristiano Teixeira: Foi difícil digerir isso quando a gente anunciou do ponto de vista de consumo de caixa, mas a gente sabia da importância estratégica desse ativo. Por que eu estou trazendo isso? A gente vai atingir o que a gente chama de maturidade dessa compra, provavelmente em 2029, na nossa experiência. Eu digo do nosso planejamento florestal, daquilo que a gente, mesmo considerando El Niño, eu vou falar rapidamente sobre isso também, mas considerando a nossa atividade atual, a forma na qual a gente colhe e faz silvicultura dessas áreas, etc. O que eu chamo dessa maturidade em 2029? O nosso raio médio em 2029 cai significativamente. Qual é a história que está por trás, estratégica? Que há 10 anos a gente falou isso para vocês.

Speaker #2: Por que que eu estou trazendo isso? A gente vai atingir, o que a gente chama de maturidade dessa compra, provavelmente em 29, né, na nossa experiência, tá.

Speaker #2: Eu digo do nosso planejamento florestal, daquilo que a gente, mesmo considerando El Niño, eu vou falar rapidamente sobre isso também, mas considerando a nossa atividade atual, a forma na qual a gente colhe e faz silvicultura dessas áreas, etc., o que que está, o que que eu chamo de, dessa maturidade em 29?

Speaker #2: O nosso raio médio em 29 cai significativamente, né. A gente tem, a gente tem, como, qual que é a história que está por trás estratégica, que há 10 anos a gente falou isso para vocês, tá.

Speaker #2: A gente comprou áreas próximas da Klabin, e durante esse período, vocês sabem bem, eu desculpa ser repetitivo, mas a gente comprou madeira longe, ainda isso segue até 28, né, mesmo a entrada da Aral, que trouxe essa segurança, ela não teve reação imediata no custo, mas o benefício desse custo virar quando a gente parar de colher essa madeira mais distante, com raios acima de 300, 350 quilômetros, e passar a ter raio médio na companhia, entre 100 e 120 quilômetros.

Cristiano Teixeira: A gente comprou áreas próximas da Klabin e durante esse período, vocês sabem bem, desculpa ser repetitivo, mas a gente comprou madeira longe, ainda isso segue até 2028. Mesmo a entrada da Arauco, que trouxe essa segurança, em partes, teve reação imediata no custo, mas o benefício desse custo virá quando a gente parar de colher essa madeira mais distante com raios acima de 300, 350 km, e passar a ter um raio médio na companhia entre 100 e 120 km. Enquanto isso acontecer, a gente sabendo da importância da fibra no custo variável e no custo caixa da companhia, a gente vai atingir o nível ótimo de custo caixa, na minha visão.

Speaker #2: Enquanto isso acontecer, a gente sabendo da importância da fibra no custo variável e no custo de caixa da companhia, a gente vai atingir o nível ótimo de custo caixa na minha visão.

Speaker #2: Até lá, eu posso dizer assim, hoje, a companhia está na mão do ponto de vista de gestão de ativos, a qualidade dos ativos, gestão administrativa também, que é importante nesse contexto de, ou seja, pessoas aí que fazem essas vamos falar o dia a dia para a maior disponibilidade de equipamentos, tudo isso é custo no final, tá.

Cristiano Teixeira: Até lá, eu posso dizer assim: hoje, a companhia está na mão do ponto de vista de gestão de ativos, a qualidade dos ativos, gestão administrativa também, que é importante nesse contexto, ou seja, pessoas que fazem o dia a dia pra maior disponibilidade de equipamentos, tudo isso é custo no final. As ameaças, pra eu passar aqui pra Gabi de novo, me alongando, Gabi, peço desculpa, mas as ameaças são exatamente químicos e combustível, que conversam, no caso do combustível, conversa diretamente com a redução da distância que eu falei pra vocês. Estruturalmente a gente vai depender menos de combustível. Além de estar fazendo testes com outros veículos, mesmo pesados, com outras soluções do tipo gás natural, biodiesel e até caminhões elétricos.

Speaker #2: As ameaças, para eu passar aqui para a Gabi de novo, me alongando, Gabi, peço desculpa, mas as ameaças são exatamente químicos e combustível, que conversam, no caso do combustível, conversa diretamente com a redução da distância que eu falei para vocês, né.

Speaker #2: Então, estruturalmente a gente vai depender menos de combustível, né, além de estar fazendo testes com outros veículos, mesmo pesados, com outras soluções, né, do tipo gás natural, biodiesel, e até caminhões elétricos, né.

Speaker #2: Então, o setor no futuro não vai depender de diesel, e no, diria médio prazo, a gente vai reduzir bastante essa dependência exatamente pela redução da distância média, né.

Cristiano Teixeira: O setor, no futuro, não vai depender de diesel e no médio prazo, a gente vai reduzir bastante essa dependência, exatamente pela redução da distância média. No curto prazo, o que eu falo é: entrou custo variável, vai sair como preço, eu não tenho dúvida, e a margem vai ser mantida. Passo pra Gabi, depois pro Nico aqui.

Speaker #2: No curto prazo, o que eu falo é, entrou custo variável, vai sair como preço, não tenha dúvida, a margem vai ser mantida, mas passa para a Gabi e depois para o Nico aqui.

Gabriela Woge: Obrigada, Cristiano. Rafael, em complemento ao que o Cristiano já colocou, esse foi um trimestre que não só nós, mas todos, têm enfrentado questões logísticas relevantes, que são decorrentes dos conflitos geopolíticos que estão acontecendo no mundo. Além de, especificamente para o nosso caso lá na região, o efeito do El Niño e a nossa preparação para isso também, como fatores exógenos que a companhia teve que lidar dentro da sua base de custos. Aqui eu só queria mais uma vez reforçar o fato da gente direcionar o guidance da companhia para o que a gente chama de custo caixa total, justamente para a gente não entrar no mérito de cada um dos negócios, porque a forma como a gente gerencia tudo isso é justamente buscar compensações internas para esses fatores que de alguma forma acabaram pressionando os nossos custos.

Speaker #2: Obrigada, Cristiano. Bom, Rafael, em complemento ao que o Cristiano já colocou, esse foi trimestre aí que não só nós, mas todos, né, têm enfrentado questões logísticas relevantes aí que são decorrentes dos conflitos geopolíticos que estão acontecendo no mundo, além de especificamente aí para o nosso caso lá na região, o efeito do El Niño e a nossa preparação para isso companhia teve que lidar dentro da sua base de custos, né.

Speaker #2: Então, aqui eu só queria mais uma vez reforçar o fato da gente direcionar o guidance da companhia para o que a gente chama de custo caixa total, justamente para a gente não entrar no mérito aí de cada dos negócios, porque a forma como a gente gerencia tudo isso é justamente buscar compensações internas para esses fatores que de alguma forma acabaram pressionando os nossos custos.

Speaker #2: E a gente usou alguns desses fatores, né, como a gente já vem trazendo para vocês algum tempo, que são iniciativas aí, principalmente de redução de custo variável, que de alguma forma compensaram esse efeito inflacionário que a gente viveu durante o trimestre.

Gabriela Woge: A gente usou alguns desses fatores, como a gente já vem trazendo para vocês há algum tempo, que são iniciativas, principalmente de redução de custo variável, que de alguma forma compensaram esse efeito inflacionário que a gente viveu durante o trimestre. Respondendo especificamente à sua pergunta. A gente dentro da abertura do custo caixa de Celulose, o que a gente viu ali foi uma subida do óleo BPF, que é um óleo combustível derivado do petróleo, que sofreu aí um impacto de preço que justamente tem relação com esse conflito. Isso não foi, de certa forma, visto de uma forma tão relevante dentro do custo caixa total, porque dentro dessas iniciativas de custo variável que eu te comentei, a gente teve uma específica para o segmento de Papéis, que foi a negociação de um contrato relevante que impactou especificamente esse segmento.

Speaker #2: Mas respondendo especificamente à sua pergunta, né, a gente dentro da abertura do custo caixa de celulose, o que a gente viu ali foi uma subida do óleo BPF, que é óleo combustível derivado do petróleo, então que sofreu aí impacto de preço que justamente tem relação com esse conflito, e isso não foi de certa forma visto de uma forma tão relevante dentro do custo caixa total, porque dentro dessas iniciativas de custo variável que eu te comentei, a gente teve uma específica para o segmento de papéis, que foi a negociação de contrato relevante que impactou especificamente esse segmento, tá.

Gabriela Woge: Se a gente colocar tudo na mesma conta, acho que assim, no custo caixa total, a companhia foi extremamente diligente em tentar segurar esses impactos inflacionários e a gente entregou mais uma vez o nosso guidance de custo caixa. Reforçar aqui o nosso compromisso para que isso siga para frente também.

Speaker #2: Então, se a gente colocar tudo na mesma, na mesma conta, né, acho que assim, no custo caixa total, a companhia foi extremamente diligente em tentar segurar esses impactos inflacionários, e a gente entregou mais uma vez o nosso guidance de custo caixa, então reforçar aqui o nosso compromisso para que isso siga para frente também.

Speaker #2: Eu vou passar para o Nico, eu só queria, a Gabi me lembrou de ponto importantíssimo aqui que eu queria lembrar vocês também. Eu falei, obviamente, dos veículos, né, que é a maior dependência hoje, especificamente do diesel, né, ela trouxe BPF, que é importante, e eu também lembro vocês do seguinte: no longo prazo, nós também não vamos precisar de BPF.

Cristiano Teixeira: Eu vou passar para o Nico. A Gabi me lembrou de um ponto importantíssimo aqui que eu queria lembrar vocês também. Eu falei, obviamente, dos veículos, que é a maior dependência hoje, especificamente do diesel. Ela trouxe o BPF, que é importante, e eu também lembro vocês o seguinte: no longo prazo, nós também não vamos precisar de BPF. Hoje nós já temos tecnologia de gaseificação de madeira, equipamento rodando na fábrica de Oitiveros, vocês são convidados a conhecer, quem tiver interesse, que substituiu o óleo BPF no forno de cal. O futuro, essa última fronteira dentro da fábrica, dentro da cerca da fábrica, de um óleo combustível, ele vai terminar estruturalmente quando a gente evoluir nessa tecnologia, que já é fato hoje, de gaseificação da madeira. Nico, por favor.

Speaker #2: Hoje nós já temos tecnologia de gaseificação de madeira, equipamento rodando na fábrica de Ortigueira, vocês são convidados a conhecer, quem tiver interesse, que substituiu o óleo BPF no forno de cal.

Speaker #2: Então, o futuro, essa última fronteira dentro da fábrica, dentro da cerca da fábrica, de óleo combustível, ele vai terminar estruturalmente quando a gente evoluir nessa tecnologia que já é fato hoje de gaseificação da madeira, tá.

Speaker #2: Nico, por favor. Bom dia, Rafael. Obrigado pela pergunta e pelos comentários. A gente vem de trimestre forte no segundo tri, uma recuperação de preços na fibra curta, mas lembrando que ainda em patamares bastante baixos na comparação com anos anteriores, né.

Antonio Nicolini: Bom dia, Rafael, obrigado pela pergunta e pelos comentários. Uma recuperação de preços na fibra curta, mas lembrando que ainda em patamares bastante baixos na comparação com anos anteriores. Uma recuperação mais forte do mercado de fluff, que é o que vocês têm visto, uma dinâmica bastante resiliente e de um mercado que tem uma perspectiva de continuar com essa mesma força pra esse próximo trimestre. Quando a gente entra agora pro Q3, obviamente que é um período de uma sazonalidade mais baixa, como todos os anos, sem falar de uma influência que é o fator China, que é o mercado que já vem operando há alguns anos com alguma dificuldade.

Speaker #2: E uma recuperação mais forte do mercado de flush, que é o que vocês têm visto aí, uma dinâmica bastante resiliente, e de mercado que tem uma perspectiva de continuar com essa mesma força aí para esse próximo trimestre.

Speaker #2: Quando a gente entra agora para o terceiro trimestre, obviamente que é período de uma sazonalidade mais baixa, como todos os anos, sem falar de uma influência aí que é o fator China, que é o mercado que já vem operando há alguns anos com alguma dificuldade, então a nossa postura nesse momento é sempre uma postura pouco mais cautelosa, no sentido de antecipar cenários de mercados, acompanhar de perto a evolução dos preços, dos estoques e as dinâmicas de oferta e demanda do mercado como todo.

Antonio Nicolini: Nossa postura nesse momento é sempre uma postura um pouco mais cautelosa, no sentido de antecipar cenários de mercados, acompanhar de perto a evolução dos preços, dos estoques e as dinâmicas de oferta e demanda do mercado como um todo. Falando das fibras, de forma geral, na fibra curta, a demanda, especialmente na China, permanece moderada. A gente enxerga uma recuperação na comparação com o Q2. Desde meados de maio do Q2, a gente sentiu uma baixa considerável do ponto de vista de demanda vindo da China. Após duas correções de preço entre os meses de junho e julho, a gente sentiu o mercado retornar. Os volumes, o consumo de fibra de forma geral passou a melhorar e existe uma perspectiva de recomposição de estoques que, na nossa visão, permanecem baixos, inclusive no downstream. Uma recomposição de estoques a partir do final desse trimestre.

Speaker #2: Falando das fibras de forma geral, na fibra curta a demanda, especialmente na China, ela permanece moderada, a gente enxerga uma recuperação na comparação com o segundo trimestre, desde meados de maio, né, do segundo trimestre, a gente sentiu uma baixa considerável do ponto de vista de demanda vindo da China, após duas correções de preço entre os meses de junho e julho, a gente sentiu o mercado retornar, então os volumes, o consumo de fibras de forma geral passou a melhorar, e existe uma perspectiva de recomposição de estoques que na nossa visão permanecem baixos, inclusive no downstream, uma recomposição de estoques a partir do final desse trimestre.

Speaker #2: Quando a gente olha os demais mercados, demanda de forma geral ela permanece estável, a gente não vê nenhuma situação crítica do ponto de vista de consumo de fibras de forma geral nos mercados maduros, tampouco no Brasil, no mercado latino-americano, a nossa perspectiva é de volumes de vendas normais para o terceiro trimestre, sem qualquer tipo de impacto.

Antonio Nicolini: Quando a gente olha os demais mercados, demanda de forma geral permanece estável. A gente não vê nenhuma situação crítica do ponto de vista de consumo de fibras de forma geral nos mercados maduros, tampouco no Brasil, no mercado latino-americano. A nossa perspectiva é de volumes de vendas normais para o Q3, sem qualquer tipo de impacto, e obviamente a gente vai acompanhar a evolução dos preços na medida que o trimestre transcorrer. Qualquer pressão adicional de preço ao que a gente viu na China agora nesse início de Q3, a gente acredita ser limitado, dado que os preços já estão bastante baixos, se coloca uma pressão nos produtores de alto custo, como o Cristiano pontuou aqui no início da nossa conversa.

Speaker #2: E, obviamente, a gente vai acompanhar a evolução dos preços na medida em que o trimestre transcorrer. Qualquer pressão adicional de preço ao que a gente viu na China agora, nesse início de terceiro trimestre, a gente acredita ser limitada, dado que os preços já estão bastante baixos. Isso coloca uma pressão nos produtores de alto custo, como o Cristiano pontuou aqui no início da nossa conversa.

Speaker #2: Com relação à fibra longa, Cristiano também pontuou aqui a questão que envolve fechamento de capacidade, acho que vale destacar que só no primeiro semestre desse ano, 1,2 milhões de toneladas de capacidade foram fechadas, sendo que outras 2 milhões e meio de capacidades principalmente no hemisfério norte anunciaram paradas mercadológicas.

Antonio Nicolini: Com relação à fibra longa, Cristiano também pontuou aqui questão que envolve fechamento de capacidade, acho que vale destacar que só no H1 desse ano, 1.2 milhões de toneladas de capacidade foram fechadas, sendo que outras 2.5 milhões de capacidades, principalmente no Hemisfério Norte, anunciaram paradas mercadológicas. Isso tem um impacto considerável, esse movimento representa um ajuste importante do lado da oferta e vão contribuir pra um equilíbrio de mercado, que talvez não seja sentido ainda no Q3, mas existe uma perspectiva de eles se tornarem mais perceptíveis a partir do Q4 desse ano.

Speaker #2: Isso tem impacto considerável, esses movimentos representam ajuste importante do lado da oferta, e vão contribuir para equilíbrio de mercado que talvez não seja sentido ainda no terceiro trimestre, mas existe uma perspectiva dele se tornarem mais perceptíveis a partir do quarto trimestre desse ano aqui.

Antonio Nicolini: Falando do mercado de fluff, o mercado segue muito resiliente, a gente espera mais um trimestre de demanda bastante consistente, com volume dentro dos patamares normais que a gente tem reportado no trimestre, com captura de preços anunciados no trimestre anterior, reforçando a nossa expectativa de mais um trimestre de desempenho consistente nesse segmento.

Speaker #2: E falando do mercado de flush, então o mercado segue muito resiliente, a gente espera mais trimestre de demanda bastante consistente, com volume dentro dos patamares normais que a gente tem reportado no trimestre, com captura de preço anunciados no trimestre anterior, reforçando a nossa expectativa de mais trimestre de desempenho consistente nesse segmento.

Cristiano Teixeira: Obrigado, Nico.

Speaker #2: Obrigado, Nico. Perfeito, muito obrigado, Cris, Gabi, Nico. Senhoras e senhores, antes da próxima pergunta, gostaria de reforçar em respeito ao tempo disponível que cada analista se limite a apenas uma pergunta.

Rafael Barcellos: Perfeito. Muito obrigado, Cris, Gabi, and Nico.

Operator 2: Senhoras e senhores, antes da próxima pergunta, gostaria de reforçar, em respeito ao tempo disponível, que cada analista se limite a apenas uma pergunta. A nossa próxima pergunta vem de Rodolfo Angeli, do JP Morgan. Por favor, pode prosseguir.

Speaker #2: A nossa próxima pergunta vem de Rodolfo Angeli, do JPMorgan. Por favor, pode prosseguir. Bom dia. Eu estava preparado para fazer duas, mas vou deixar uma só, então, em respeito aos demais.

Rodolfo De Angele: Bom dia. Eu estava preparado para fazer duas. Eu vou deixar uma só então, em respeito aos demais.

Cristiano Teixeira: Faz duas rapidamente que eu tento responder curto.

Speaker #2: Obviamente que eu tento responder curto. Tá bom, obrigado, Cristiano. A primeira é mais do ponto de vista de alocação de capital, e pensando em estratégia para o futuro, você falou na introdução ou na última resposta, na sua expectativa de que os próximos anos são flow, né.

Rodolfo De Angele: Tá bom, obrigado, Cristiano. A primeira é mais do ponto de vista de alocação de capital e pensando em estratégia pro futuro. Você falou na introdução ou na última resposta, na sua expectativa de que os próximos anos são anos de grande geração de free cash flow. Como é que a gente deve pensar em relação a novos projetos? Isso é algo que já está começando a aparecer no planejamento estratégico de vocês, se tem alguma coisa que você poderia dividir com a gente. Por fim, eu gostaria só de pedir pra vocês darem um pouquinho mais de detalhes de como está o mix da MP28, como é que tem sido a performance de kraft versus cartão. Obrigado.

Speaker #2: Então, como é que a gente deve pensar em relação a novos projetos? Isso é algo que já está começando a aparecer no planejamento estratégico de vocês, você tem alguma coisa que você poderia dividir com a gente?

Speaker #2: E, por fim, eu gostaria só de pedir para vocês darem pouquinho mais de detalhes de como está o mix da MP28, como é que tem sido a performance de craft versus cartão.

Speaker #2: Obrigado. Obrigado e, Rodolfo, a culpa é minha, não é de vocês, eu que me alonguei, então vou ser rápido nessa. Alocação de capital, porte e geração de fluxo de caixa livre, não há investimento na Klabin nos próximos cinco anos, significativo.

Cristiano Teixeira: Obrigado. Rodolfo, a culpa é minha, não é de vocês. Eu que me alonguei, vou ser rápido nessa. Alocação de capital, forte geração de fluxo de caixa livre. Não há investimento na Klabin nos próximos cinco anos significativo. Se tiver investimento, vai ser marginal e a gente obviamente vai debater com vocês, trazer esse assunto. Nenhuma proposta vai ser feita pro conselho, não há expectativa nesse momento. O que não quer dizer que a companhia não tenha, na nossa visão de 10 anos, a gente segue na nossa confiança na fibra longa em Santa Catarina, mas não há nenhuma expectativa nossa, minha e da gestão, de levar pro conselho nesse prazo de cinco anos. Essa é uma visão de longo prazo, depois desse período que a gente chama de geração de fluxo de caixa livre, com o Capex na mão.

Speaker #2: Se tiver investimento, vai ser marginal, e a gente, obviamente, vai debater com vocês, trazer esse assunto. Nenhuma proposta vai ser feita para o conselho, não há expectativa nesse momento.

Speaker #2: O que não quer dizer que a companhia não tenha, vamos falar, na nossa visão de dez anos, a gente segue na nossa confiança na fibra longa em Santa Catarina, mas não há nenhuma expectativa nossa, minha e da gestão, de levar isso para o conselho nesse prazo de cinco anos, tá?

Speaker #2: De longo prazo, depois desse período que a gente chama de geração de fluxo de caixa livre aí com o CAPEX na mão a gente vai ter, esse é o foco absoluto da companhia, vocês viram a nossa estratégia de recompra de ação, é esse o caminho, o caminho é reduzir dívida líquida de forma significativa, recomprar ação por meio da geração de fluxo de caixa livre.

Cristiano Teixeira: Esse é o foco absoluto da companhia, vocês viram a nossa estratégia de recompra de ação, é esse o caminho. O caminho é reduzir dívida líquida de forma significativa, recomprar ação por meio da geração de fluxo de caixa livre. A geração de caixa operacional medida pelo EBITDA, obviamente depende dos preços, mas eu estou falando isso sem me basear em melhora de preço das condições atuais. Essa geração de fluxo de caixa livre vai acontecer independente de curva de preços daqui para frente, pelos fatos que nós já exploramos aqui de custo e obviamente de não haver Capex significativo nos próximos 5 anos. Rapidamente, o mix está 60/40, começando a romper a barreira dos 60, chegando mais para 65, e a gente empolgado nesse momento do mix de cartões na Máquina 28.

Speaker #2: A geração de caixa operacional medida pelo EBITDA, obviamente depende dos preços, mas eu estou falando isso sem me basear em melhora de preço das condições atuais, essa geração de fluxo de caixa livre vai acontecer independente de curva de preços daqui para frente, pelos fatos que nós já exploramos aqui de custo e, obviamente, de não haver CAPEX significativo nos próximos cinco anos, tá?

Speaker #2: Rapidamente, o mix está 60/40, começando a romper a barreira dos 60, chegando mais para 65, e a gente empolgado nesse momento do mix de cartões na máquina 28.

Speaker #2: Muito obrigado, Cristiano, muito claro. A nossa próxima pergunta vem de Gabriel Barra do Citi, por favor, pode prosseguir. Olá, Cristiano, time, obrigado por pegar a pergunta.

Rodolfo De Angele: Muito obrigado, Cristiano. Muito claro.

Operator 2: A nossa próxima pergunta vem de Gabriel Barra, do Citi. Por favor, pode prosseguir.

Gabriel Barra: Olá, Cristiano, time. Obrigado por pegar a pergunta. Eu vou manter a uma só aqui para dar tempo para todo mundo poder perguntar. Talvez uma pergunta que você vai ter que

Speaker #2: Eu vou manter a uma só aqui para dar tempo para todo mundo poder perguntar. Talvez seja uma pergunta que você vai ter. Falo sobre o número de 1,5 a 2,5 de geração de caixa para 27, né, como potencialmente atingível pela companhia, né.

Leonardo Correa: Falado sobre o número de 1.5 a 2.5 de geração de caixa pra 2027, como potencialmente atingível pela companhia. Quando você coloca em perspectiva que o nível de alavancagem está dentro do range que a gente espera pra companhia, por mais que tenha essa busca por desalavancar a companhia, talvez não tenha tanta pressão pra desalavancagem. Como que a gente poderia pensar em termos do pace dessa recompra? Uma recompra de 30 million units, você está

Speaker #2: E aí, como você coloca em perspectiva, né, que o nível de alavancagem até dentro do range que a gente espera para a companhia, talvez não tenha por mais que tenha essa busca por desalavancar a companhia, talvez não tenha tanta pressão aqui para desalavancagem, como que a gente poderia aqui pensar em termos do pace dessa recompra, né, uma recompra de 2 milhões de units, você está desalavancando.

Cristiano Teixeira: Gabriel, infelizmente, eu te interrompo aqui, peço desculpa, não quero ser mal-criado com você, está cortando muito a sua fala. Eu já vou passar pra Gabi, eu entendi que os assuntos são recompra e fluxo de caixa livre. A Gabi responde aqui e a gente vai pro próximo.

Speaker #2: Gabriel, infelizmente, eu te interrompo aqui, peço desculpa, não quero ser malcriado com você, mas está cortando muito a sua fala, então eu já vou passar para a Gabi para falar aqui, eu entendi que é os assuntos são recompra e fluxo de caixa livre, né.

Speaker #2: A Gabi responde aqui, a gente vai para a próxima. Oi, Gabriel, bom dia. Voltando então aqui na questão da desalavancagem da companhia, eu só gostaria de reforçar assim, né, que a gente fala sempre dessa informação no futuro, mas isso é algo que já aconteceu em boa parte, né? Se a gente for resgatar aqui, nos últimos 12 meses, a gente teve perto aí do topo da política, em 3,9, e a gente trouxe essa alavancagem consistentemente para um nível muito próximo ao nível médio da nossa política, né.

Gabriela Woge: Oi, Gabriel, bom dia. Voltando então aqui na questão da desalavancagem da companhia, eu só gostaria de reforçar que a gente fala sempre dessa informação no futuro. Isso é algo que já aconteceu em boa parte. Vamos só resgatar aqui nos últimos 12 months, a gente esteve perto do topo da política em 3.9 e a gente trouxe essa alavancagem consistentemente pra um nível muito próximo ao nível médio da nossa política. Isso não significa que não tenha mais pra frente. A gente, obviamente, busca essa desalavancagem pelo esse movimento natural, que o Cristiano comentou aqui, de coisas que já foram feitas na companhia, que vão se refletir na nossa geração de caixa futura. Esse é um movimento esperado pra frente, mas a gente já trouxe a companhia aqui pra um momento bastante confortável, na nossa visão, em relação à gestão desse endividamento.

Speaker #2: Isso não significa que não tenha mais para frente, né, a gente obviamente busca essa desalavancagem pelo esse movimento natural que o Cristiano comentou aqui de coisas que já foram feitas na companhia e que vão se refletir no nossa geração de caixa futura, então esse é movimento esperado para frente, mas a gente já trouxe a companhia aqui para momento bastante confortável na nossa visão, em relação à gestão desse endividamento, né, a gente tem prazo longo, a gente não tem vencimentos relevantes no curto prazo, e a gente está ou na média ou abaixo da alavancagem do setor aí por questões do próprio mercado, né.

Gabriela Woge: A gente tem um prazo longo, a gente não tem investimentos relevantes no curto prazo e a gente está ou na média ou abaixo da alavancagem do setor, por questões do próprio mercado. O pace disso vai ser mais rápido ou menos rápido, conforme o mercado permitir, mas a gente tem agido aqui com a nossa disciplina financeira, justamente colocando a companhia nessa trajetória. Dentro desse contexto e a gente se aproximando um pouco desse momento de transição e dessa virada, como o Cristiano comentou, a gente também anunciou dentro desse trimestre, esse programa de recompra de ações, numa perspectiva importante nossa de que a gente confia no fundamento da companhia e tem convicção de que a gente tem bons períodos pela frente. Acho que isso é um reforço da companhia importante pro mercado.

Speaker #2: Então, o pace disso vai ser mais rápido ou menos rápido conforme o mercado permitir, mas a gente tem agido aqui com a nossa disciplina financeira, justamente colocando a companhia nessa trajetória.

Speaker #2: Dentro desse contexto, e a gente se aproximando pouco desse momento de transição aí dessa virada, como o Cristiano comentou, a gente também anunciou aí dentro desse trimestre esse programa de recompra de ações, numa perspectiva importante nossa de que a gente confia no fundamento da companhia e tem convicção de que a gente tem bons períodos pela frente, então acho que isso é reforço da companhia importante para o mercado, e aí não existindo então uma prerrogativa de investimento eminente, como o Cristiano também colocou, aqui o retorno para o acionista ele entra então dentro desse contexto da recompra como uma alternativa importante de alocação de capital para nós daqui para frente, significa que a gente vai parar de fazer o pagamento de dívida?

Gabriela Woge: Não existindo uma prerrogativa de um investimento iminente, como o Cristiano também colocou, o retorno pro acionista entra então dentro desse contexto da recompra, como uma alternativa importante de alocação de capital pra nós daqui pra frente. Significa que a gente vai parar de fazer o pagamento de dívida? Não, a gente sempre olha, obviamente, todas as oportunidades que a gente tem na companhia, e conforme essa geração de caixa se intensifique pela frente, essa é uma alternativa pra nós bastante importante também, que obviamente depende do próprio desempenho da ação.

Speaker #2: Não, a gente sempre olha, obviamente, todas as oportunidades que a gente tem na companhia e, conforme essa geração de caixa se intensifique pela frente, essa é uma alternativa para nós bastante importante também, que, obviamente, depende do próprio desempenho da ação.

Speaker #2: E aí, queria só trazer último ponto também, Gabriel, que eu só para não é exatamente sobre essa fala, mas remete até à questão anterior do Rodolfo e alocação de capital, mas amarra aqui com o da Gabi, eu queria fazer o seguinte comentário.

Cristiano Teixeira: Queria só trazer um último ponto também, Gabriel. Não é exatamente sobre essa fala, mas remete até à questão anterior do Rodolfo e alocação de capital, mas amarra aqui com o da Gabi. Eu queria fazer o seguinte comentário: hoje a Klabin tem 4.4 milhões de toneladas, com portfólio de produto. Com todo respeito aos meus pares globais, eu não conheço uma empresa com o portfólio de produtos da Klabin no mundo. Eu estou muito empolgado, animado, eu estou em cima de fatos que vocês podem, obviamente, mergulhar em cima dos produtos na qual a Klabin oferece ao mercado e na cesta de fibras que nós temos. Obviamente, eu sempre falo sobre a fibra longa. Dado esse contexto, uma empresa de 4.1 milhões de toneladas e com esse portfólio, eu respondi ao Rodolfo que não, nós não vamos investir em capacidade transformacional nos próximos 5 anos.

Speaker #2: Hoje a Klabin tem 4,4 milhões de toneladas. Com portfólio de produto, eu não conheço – e, com todo o respeito aqui aos meus pares globais – eu não conheço uma empresa com o portfólio de produtos da Klabin no mundo, tá?

Speaker #2: Então, eu estou muito empolgado, animado, eu estou em cima de fatos que vocês podem, obviamente, mergulhar em cima dos produtos que a Klabin oferece ao mercado e na cesta de fibras que nós temos. Obviamente, eu sempre falo sobre a fibra longa.

Speaker #2: Dado esse contexto, uma empresa de 4,1 milhões de toneladas e com esse portfólio, e aí eu respondi ao Rodolfo que não, nós não vamos investir em capacidade transformacional nos próximos cinco anos, o que não quer dizer e aí encerro aqui a janela que eu roubei aqui, isso não quer dizer que a Klabin no futuro nesses mesmos cinco anos, futuro próximo, não será relativamente aos pares maior do que ela hoje.

Cristiano Teixeira: Encerro aqui essa janela que eu roubei. Isso não quer dizer que a Klabin, no futuro, nesses mesmos 5 anos, futuro próximo, não será relativamente aos pares, maior do que ela é hoje. Por que? Porque companhias que são, de fato, pares conosco, que têm fibra longa, que têm LPB, que têm CLK, que eu falei aqui, e esses produtos mais primes, essas companhias estão reduzindo capacidade no mundo. A Klabin, relativamente, em 5 anos, mesmo não fazendo investimento transformacional, será mais forte globalmente do que é hoje. Aí sim, daqui a 5 anos, com outra perspectiva geopolítica, etc, a gente pode pensar em grandes transformações.

Speaker #2: Por quê? Porque companhias que estão de fato pares conosco, que têm fibra longa, que têm LPB, que têm CUK, que eu falei aqui e esses produtos mais prime, essas companhias estão reduzindo capacidade no mundo.

Speaker #2: Então, a Klabin, relativamente, em cinco anos, mesmo não fazendo investimento em transformacional, será mais forte globalmente do que é hoje. E aí sim, daqui a cinco anos, com outra perspectiva geopolítica, etc., a gente pode pensar em grandes transformações.

Operator 2: A nossa próxima pergunta vem de Leonardo Correa, do BTG Pactual. Por favor, pode prosseguir.

Speaker #2: A nossa próxima pergunta vem de Leonardo Correia, do BTG Pactual. Por favor, pode prosseguir. Tudo bem, pessoal? Vocês estão me ouvindo? Sim. Bom dia, bom dia a todos.

Leonardo Correa: Tudo bem, pessoal, vocês estão me ouvindo?

Cristiano Teixeira: Sim.

Leonardo Correa: Bom dia, bom dia a todos. Só duas questões super-rápidas, tá, pessoal? Por favor, fiquem à vontade pra responder em 1 minuto ou menos, pra deixar espaço pros outros na linha. Primeiro ponto, nem ia fazer essa pergunta, mas eu tenho visto aí de vocês, ouvido de vocês, que buyback claramente tem sido um foco, me parece com mais ênfase do que no passado. Vocês recentemente, alguns meses atrás, mudaram a política de dividendos de 20% do EBITDA pra 15%, mais ou menos. Está na mesa fazer uma nova mudança na política de dividendos pra abrir mais espaço pro buyback? Para poder talvez alocar mais capital para o buyback. Seria essa a primeira pergunta. O segundo ponto, super rápido, em cartões. O outlook de vocês está claro para uma melhora no H2.

Speaker #2: Só duas questões super rápidas, tá, pessoal? Então, por favor, fiquem à vontade para responder em um minuto ou menos, para deixar espaço para os outros na linha.

Speaker #2: Primeiro ponto, só enfim, eu não estava, nem ia fazer essa pergunta, mas eu tenho visto aí de vocês, né, ouvido de vocês que buyback claramente tem sido foco. Me parece um pouco mais, com mais ênfase do que no passado. Vocês, recentemente, alguns meses atrás, mudaram a política de dividendos de 20% do EBITDA para 15%, mais ou menos.

Speaker #2: Está na mesa fazer uma nova mudança na política de dividendos para abrir mais espaço para o buyback, né, para poder talvez alocar mais capital para o buyback, então seria essa a primeira pergunta.

Speaker #2: O segundo ponto, só super rápido, em cartões, né. O outlook de vocês está claro por uma melhora no segundo semestre. Eu queria ver como que fica esse ambiente de aumento de preço com ainda cenário de trade down, né, que vocês estão vivendo aí nos últimos trimestres.

Leonardo Correa: Eu queria ver como que fica esse ambiente de aumento de preço com ainda um cenário de trade down, que vocês estão vivendo nos últimos trimestres. Seriam essas duas perguntas. Obrigado, pessoal.

Speaker #2: Então, seriam essas duas perguntas. Obrigado, pessoal. Bom, vou tentar ser rápido, Léo, sobre essa esse primeiro ponto, a gente revisitou há pouco, de fato a gente paga o centro da política como costume, né, a gente pode ainda estar pagando 15 da geração de caixa, podemos pagar 10, então a gente já tem espaço na própria política atual, tá?

Cristiano Teixeira: Vou tentar ser rápido, Leo. Sobre esse primeiro ponto, a gente revisitou há pouco. De fato, a gente paga o centro da política como costume. Estamos pagando 15 da geração de caixa, podemos pagar 10. A gente já tem espaço na própria política atual. Podemos pagar 20. Isso vai depender, obviamente, de uma decisão do próprio conselho nos próximos anos. Na nossa visão, hoje está bastante adequado o pagamento de 15. O buyback, a gente está mais eloquente, exatamente pelo fato de que em outros períodos a gente apresentou, mesmo em investimentos que vocês e o mercado, de certa forma, não tinham a visão que nós tínhamos, mas a gente sempre apresentou investimentos importantes com 4 ou mais pontos acima do WACC. Isso aconteceu com todos, inclusive com o Figueira, com grande sucesso.

Speaker #2: Como podemos pagar 20? Isso vai depender, obviamente, de uma decisão do próprio conselho nos próximos anos. Na nossa visão, hoje está bastante adequado o pagamento de 15, né, e o buyback ele se tornou mais, a gente está mais eloquente, exatamente pelo fato de que em outros períodos a gente apresentou mesmo em investimentos que vocês e o mercado de certa forma não tinha visão que nós tínhamos, mas a gente sempre apresentou investimentos importantes com quatro ou mais pontos acima da WOC, né?

Speaker #2: Isso aconteceu com todos, inclusive com o Figueira, com grande sucesso, a gente tem muito orgulho e muita satisfação de falar do Figueira que a gente ficou aí dois anos vendendo papel a 450 dólares e transferindo papel para a nossa área de embalagem a 650 dólares, foi sucesso de, que eu acho que hoje vocês entendem bem, né?

Cristiano Teixeira: A gente tem muito orgulho e muita satisfação de falar do Figueira, que a gente ficou dois anos vendendo o papel a BRL 450 e transferindo o papel para a nossa área de embalagem a BRL 650. Foi um sucesso que eu acho que hoje vocês entendem bem. Hoje nós não temos nada com quatro, cinco, seis pontos acima do WACC para apresentar para vocês, muito menos para o Conselho. Não o faremos, portanto, o buyback é, sem dúvida alguma, sempre de forma objetiva, é retorno. A gente olha a nossa estratégia de alocação de capital, na minha visão, dos meus pares aqui dentro e do próprio Conselho de Administração, foi muito preciso nos últimos anos e agora é muito preciso com o buyback. É por isso que a gente é eloquente, porque no passado não valia a pena frente ao que a gente esperava dos investimentos feitos.

Speaker #2: Então, hoje nós não temos nada com quatro, cinco, seis pontos acima da WOC para apresentar para vocês, muito menos para o conselho, não o faremos, portanto, buyback é sem dúvida alguma, sempre de forma objetiva, é retorno, a gente olha a nossa estratégia de alocação de capital, na minha visão, dos nossos pais, dos meus pares aqui dentro e do próprio conselho de administração, foi muito preciso nos últimos anos e agora é muito preciso com buyback, é por isso que a gente é eloquente, porque no passado não valia a pena frente aos nossos investimentos, ao que a gente esperava dos investimentos feitos, né?

Cristiano Teixeira: A segunda pergunta foi sobre cartão. De novo, cerca de 1 milhão de toneladas que a gente produz hoje de cartão, lembra que a gente tem cerca de 700,000 toneladas de LPB, que é um produto para leite, a gente exporta para o mundo todo, para todos os fabricantes de LPB no mundo. A gente está muito próximo à cerveja. A cerveja já tem cerca de, só na América Latina, 70,000 toneladas de CUK. A gente está muito seguro. Claro que tem uma variação, vocês perceberam. A gente viu Heineken e outras falando que caiu um pouco o consumo pós-Copa ou durante a Copa. A gente chegou a ter picos, que era a formação de estoque de cerveja para a própria Copa. A gente chegou a fazer volumes importantes, sete, oito mil toneladas. Isso já parece que voltou para níveis de seis.

Speaker #2: A segunda pergunta foi sobre cartão, a gente sim, de novo, das 1 milhão, cerca de 1 milhão de toneladas que a gente produz hoje de cartão, lembra que a gente tem aí cerca de 700 mil toneladas de LPB, que é produto para leite, a gente exporta para o mundo todo para todos os fabricantes, de LPB no mundo, a gente está muito próximo à cerveja, a cerveja já tem cerca de, só na América Latina, 70 mil toneladas de CUK, a gente está muito seguro, claro que tem uma variação, vocês perceberam, a gente viu aí Heineken e outras falando que caiu pouco o consumo pós-copa ou durante já a copa, a gente chegou a ter picos que era a formação de estoque de cerveja para a própria copa, né?

Speaker #2: A gente chegou a fazer volumes importantes de 7, 8 mil toneladas, isso já parece que voltou para níveis de 6, não é gritante, mas esse é o piso, 5, 6 é o piso de consumo de cerveja para nós aqui em cartão, né?

Cristiano Teixeira: Não é gritante, mas esse é o piso, cinco, seis é o piso de consumo de cerveja para nós aqui em cartão. A gente segue muito firme no leite e na cerveja. Se vocês olharem higiene e limpeza de residências, fabricantes de powder no Brasil cresceram muito nos últimos meses, também foi representado em volume para a gente bastante significativo. E esses são os produtos que precisam da fibra longa e outros que eu poderia citar aqui. A gente está, sim, afirmando que vamos seguir com reajuste de preços para esses produtos premium. E como é sempre a nossa estratégia, não trabalhar no folding, que é aquele cartão mais comoditizado, que concorre com essa importação chinesa. A gente faz para aqueles que querem o nosso cartão por qualidade, principalmente na parte de impressão, mas o nosso foco de aumento de preço sempre é para o produto premium de fibra longa.

Speaker #2: Então, a gente segue muito firme no leite e na cerveja. Se vocês olharem em gene e limpeza, fabricantes de powder no Brasil cresceram muito nos últimos meses, isso também foi representado em volume para a gente, bastante significativo. E esses são os produtos que precisam da fibra longa, e outros que eu poderia citar aqui. Então, a gente está, sim, afirmando que vamos seguir com reajuste de preços para esses produtos premium. E a gente, como é sempre a nossa estratégia, não trabalha no folding, que é aquele cartão mais commoditizado, que concorre com essa importação chinesa, né?

Speaker #2: Então, a gente faz para aqueles que querem o nosso cartão por qualidade, principalmente na parte de impressão, mas o nosso foco de aumento de preço sempre é para o produto premium de fibra longa, né?

Leonardo Correa: Está ótimo. Muito obrigado, Cristiano.

Speaker #2: Está ótimo, muito obrigado, Cristiano. A nossa próxima pergunta vem de Daniel Sasson, do Itaú BBA, por favor, pode prosseguir. Olá, pessoal, boa tarde, obrigado, bem rapidinho aqui também.

Operator 2: A nossa próxima pergunta vem de Daniel Sasson, do Itaú BBA. Por favor, pode prosseguir.

Daniel Sasson: Olá, pessoal, boa tarde, obrigado. Bem rapidinho aqui também. A minha pergunta vem sobre celulose, se o Nico puder comentar um pouquinho, vocês tiveram resultados superfortes em termos de realização de preço versus seus concorrentes, versus os índices de preço de celulose nos últimos dois trimestres. Se você puder comentar um pouquinho as razões dessa outperformance e se isso é sustentável para frente. Claro que a gente vem num cenário um pouco mais desafiador para celulose de forma geral, se vocês acham que a queda recente de preços, principalmente em fibra curta, já foi suficiente para trazer os compradores de volta para a mesa, se já foi suficiente para vocês verem um aumento do order book, que talvez tenha sido um pouquinho mais fraco no fim do trimestre. De qualquer forma, parabéns pela realização de preços a você, Henrique Braga e todo o time comercial. Obrigado.

Speaker #2: A minha, a minha pergunta vem sobre celulose, se o Nico puder comentar pouquinho, vocês tiveram resultados super fortes em termos de realização de preço versus seus concorrentes, versus os índices, né, de preço de celulose nos últimos dois trimestres.

Speaker #2: Então, se você puder comentar pouquinho as razões aqui dessa outperformance, e se isso é sustentável para frente, né, Nico, ou se de repente a gente, claro que a gente está vendo cenário pouco mais desafiador para celulose de forma geral, se vocês acham que a queda recente de preços aí, principalmente em fibra curta, já foi suficiente para trazer os compradores de volta para a mesa, né, se já foi suficiente para vocês verem aumento ali do order book, que talvez tenha sido pouquinho mais fraco no fim do trimestre.

Speaker #2: Mas, de qualquer forma, parabéns aqui pela realização de preços a você, Henrique Braga, e todo o time comercial aí. Obrigado. Oi, Sasson, obrigado, obrigado pela pergunta e também pelos comentários aí.

Cristiano Teixeira: Oi, Sasson, obrigado pela pergunta e também pelos comentários. Acho que não é novidade, já em todos os calls a gente sempre reforça a mensagem da nossa baixa exposição ao mercado da China. Acho que isso não é uma novidade. A gente já vem, desde alguns anos

Speaker #2: Bom, a gente acho que não é novidade já em todos os calls a gente sempre reforça a mensagem de, da nossa baixa exposição ao mercado da China, acho que isso não é uma novidade, a gente já vem desde alguns anos tendo uma preferência sempre por volumes contratados em mercados maduros, onde a gente tem uma logística competitiva, a despeito também de ter alguns prédios competitivos para a China, mas a nossa preferência é sempre por, pelo segmento de tissue, que é segmento resiliente, a gente tem aumentado a exposição ano a ano, reduzindo a exposição de papéis gráficos, concentrando sempre no tissue, em especialidades, concentrando em segmentos onde a gente consegue capitalizar do ponto de vista da cesta de fibras que a gente tem, né, são clientes que compram não só a fibra curta, mas também compram a fibra longa e o fluff da Klabin, então tudo isso leva a cenário de uma maximização de preços e, consequentemente, de margens, a gente tenta se antecipar o máximo possível às movimentações de mercado, obviamente nós não temos volume tão grande de produção, seja de fibra curta ou de fibra longa e de fluff, e isso ajuda do ponto de vista de flexibilidade de mover volumes entre regiões, mas, obviamente, essa mesma estratégia é adotar, é a estratégia adotada também por outros players, então a gente tenta se antecipar o máximo que pode no sentido de maximizar esse resultado e essa premissa ela vai continuar, porque o gerenciamento da receita é o que faz parte aqui do nosso dia a dia.

Antonio Nicolini: Tendo uma preferência sempre por volumes contratados em mercados maduros, onde a gente tem uma logística competitiva, a despeito também de ter alguns preços competitivos pra China, mas a nossa preferência é sempre pelo segmento de tissue, que é um segmento resiliente. A gente tem aumentado a exposição ano a ano, reduzindo a exposição de papéis gráficos, concentrando sempre no tissue, em especialidades, concentrando em segmentos onde a gente consegue capitalizar do ponto de vista da cesta de fibras que a gente tem. São clientes que compram não só a fibra curta, mas também compram a fibra longa e o fluff da Klabin. Tudo isso leva a um cenário de uma maximização de preços e consequentemente de margens. A gente tenta se antecipar o máximo possível às movimentações de mercado.

Antonio Nicolini: Obviamente, nós não temos um volume tão grande de produção, seja de fibra curta ou de fibra longa e de fluff. Isso ajuda no ponto de vista de flexibilidade, de mover volumes entre regiões, obviamente, essa mesma estratégia é a estratégia adotada também por outros players. A gente tenta se antecipar o máximo que pode, no sentido de maximizar esse resultado e essa premissa vai continuar, porque o gerenciamento da receita é o que faz parte do nosso dia a dia.

Daniel Sasson: Obrigado, Nico. Os níveis atuais têm sido suficientes? A queda recente foi suficiente pra voltar a acender o interesse dos compradores ou ainda tem sido difícil fechar negócio nesses patamares mais baixos?

Speaker #2: Obrigado, Nico, e os níveis atuais têm sido suficientes, né, a queda recente foi suficiente para voltar a acender o interesse aí dos compradores ou ainda tem sido difícil fechar negócio nesses patamares mais baixos?

Antonio Nicolini: Pedro, acabei não respondendo à sua pergunta, sim, de fato, a gente vê a China, a despeito da nossa participação pequena naquele mercado, essa correção de preços que a gente viu nos últimos dois meses, tem um trigger de maior consumo de fibras. A gente enxerga, sim, uma movimentação maior do ponto de vista de consumo na própria China. Não sentimos nenhuma diferença do ponto de vista de consumo na Europa ou em outros mercados durante esse Q3. A gente tem uma previsão ainda de volumes normais e o que a gente está mais agora olhando e atento é prevendo uma estabilidade a partir de setembro nesse mercado de fibra curta, dado pela pressão de custos que a gente vê nos produtores de alto custo.

Speaker #2: Perdão, eu acabei não respondendo a sua pergunta, mas sim, de fato, a gente vê a China a despeito da nossa participação pequena naquele mercado, essa correção de preços que a gente viu nos últimos dois meses, ela tem trigger de maior consumo de fibras, então a gente enxerga sim uma movimentação maior do ponto de vista de consumo na própria China, não sentimos nenhuma diferença do ponto de vista de consumo na Europa ou em outros mercados durante esse terceiro trimestre, a gente tem uma previsão ainda de volumes normais, e o que a gente está mais agora olhando e atento é prevendo uma estabilidade a partir de setembro nesse mercado de fibra curta, dada toda a pressão de custos que a gente vê nos produtores de alto custo.

Daniel Sasson: Beleza, obrigado, Nico.

Speaker #2: Beleza, obrigado, Nico. Obrigado a todos, até o próximo call. A teleconferência da Klabin S.A. está encerrada. Agradecemos a participação de todos e tenham bom dia.

Antonio Nicolini: Obrigado a todos. Até o próximo call.

Operator 2: A teleconferência da Klabin S.A. está encerrada. Agradecemos a participação de todos e tenham um bom dia. Obrigado.

Operator 1: Goodbye

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