Q2 2026 Rumo SA Earnings Call
Speaker #2: Boa tarde, e obrigada por aguardarem. Sejam bem-vindos à teleconferência do 2º trimestre de 2026 da Rumo. Informamos que os participantes estarão apenas ouvindo a teleconferência durante a apresentação, e em seguida iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, quando mais instruções serão fornecidas.
Speaker #2: Informamos também que a apresentação está sendo gravada e traduzida simultaneamente. A tradução está disponível clicando no botão "Interpretation". Para aqueles ouvindo a videoconferência em inglês, há a opção de silenciar o áudio original em português, clicando em "Mute Original Audio".
Speaker #2: Antes de prosseguir, reforço que as declarações prospectivas se baseiam nas expectativas e premissas da administração da Rumo, e nas informações atualmente disponíveis para a companhia.
Speaker #2: Essas declarações envolvem riscos e incertezas, pois referem-se a eventos futuros e dependem de circunstâncias incertas. Recomendamos a todos que leiam o disclaimer disponível na segunda página da apresentação.
Speaker #2: Gostaria agora de passar a palavra ao senhor Felipe Saraiva, gerente executivo de Relações com Investidores da Rumo, que iniciará a apresentação. Por favor, senhor Felipe, pode prosseguir.
Operator 2: Gostaria agora de passar a palavra ao senhor Felipe Saraiva, gerente-executivo de Relações com Investidores da Rumo, que iniciará a apresentação. Por favor, senhor Felipe, pode prosseguir.
Speaker #3: Boa tarde a todos, e obrigado por participarem da teleconferência de resultados da Rumo, referente ao 2º trimestre de 2026. Começando pelos destaques, na página 3 da apresentação.
Felipe Saraiva: Boa tarde a todos e obrigado por participar da teleconferência de resultados da Rumo referente ao Q2 de 2026. Começando pelos destaques na página 3 da apresentação. Em junho, iniciamos as operações do novo terminal da BR-070, concluindo a primeira fase da ferrovia do Mato Grosso. A nova ferrovia reforça a nossa capacidade de atender uma das principais regiões produtoras do agronegócio brasileiro. Chamo a atenção aqui para o desempenho operacional dos 12 últimos meses, já considerando os volumes reportados ontem à noite. Transportamos 91.2 bilhões de TKU, incluindo 35.4 milhões de toneladas de grãos na Operação Norte. É um resultado consistente com as indicações que compartilhamos com vocês no começo do ano. O EBITDA ajustado do trimestre foi de BRL 2.3 bilhões, estável na comparação anual.
Speaker #3: Em junho, iniciamos as operações do novo terminal da BR-070, concluindo a primeira fase da ferrovia do Mato Grosso. A nova ferrovia reforça nossa capacidade de atender a uma das principais regiões produtoras do agronegócio brasileiro.
Speaker #3: Chamo a atenção aqui para o desempenho operacional dos 12 últimos meses, já considerando os volumes reportados ontem à noite. Transportamos 91,2 bilhões de TKU, incluindo 35,4 milhões de toneladas de grãos na Operação Norte.
Speaker #3: É resultado consistente com as indicações que compartilhamos com vocês no começo do ano. O EBITDA ajustado do trimestre foi de R$ 2,3 bilhões, estável na comparação anual.
Speaker #3: Vale lembrar que o resultado do ano passado teve mais ou menos R$ 100 milhões entre indenizações de seguros e reclassificação de equivalência patrimonial. Se desconsiderado esse efeito, o crescimento teria sido de 4%.
Felipe Saraiva: Vale lembrar que o resultado do ano passado teve mais ou menos BRL 100 million entre indenizações de seguros e reclassificação de equivalência patrimonial. Sendo considerado esse efeito, o crescimento teria sido de 4%. A alavancagem permaneceu estável em 2.1x. Passando agora para a página 4, com o resultado operacional. Transportamos 23.8 billion de TKU no trimestre, com destaque para o forte crescimento na Operação Norte. A principal contribuição veio da carteira de grãos, mas registramos também bom desempenho em fertilizantes e combustíveis líquidos. Na Operação Sul, o crescimento foi concentrado em grãos, que compensaram a dinâmica mais difícil do market share de açúcar. Agora, na página 5, vamos passar pelo market share. Sustentamos um bom nível de participação de mercado em todos os nossos mercados. Nas origens de Mato Grosso e Goiás, somadas, ganhamos 2 pontos percentuais de participação no nosso mercado endereçado.
Speaker #3: A alavancagem permaneceu estável em 2,1 vezes. Passando agora para a página 4, com o resultado operacional, transportamos 23,8 bilhões de TKU no trimestre, com destaque para o forte crescimento na Operação Norte.
Speaker #3: A principal contribuição veio da carteira de grãos, mas registramos também bom desempenho em fertilizantes e combustíveis líquidos. Na Operação Sul, o crescimento foi concentrado em grãos, que compensaram a dinâmica mais difícil do mercado de açúcar.
Speaker #3: Agora, na página 5, vamos passar pelo market share. Sustentamos bom nível de participação de mercado em todos os nossos mercados. Nas origens de Mato Grosso e Goiás, somadas, ganhamos 2 pontos percentuais de participação no nosso mercado endereçado.
Speaker #3: Em Santos, nossa participação foi de 50%, e, nos portos do Sul, de 26%. Na página 6, temos os indicadores operacionais. Mesmo com o crescimento relevante de volume, mantivemos estabilidade nos principais indicadores de operação.
Felipe Saraiva: Em Santos, nossa participação foi de 50%, e nos Portos do Sul, de 26%. Na página 6, temos os indicadores operacionais. Mesmo com crescimento relevante de volume, mantivemos estabilidade nos principais indicadores de operação. O transit time da Operação Norte ficou praticamente em linha com o Q2 de 2025, e o giro em Santos melhorou no período. Em eficiência energética, o consumo unitário de combustível ficou estável em relação ao ano passado. Na página 7, apresento os detalhes da receita líquida. A receita consolidada totalizou BRL 3.9 billion, crescimento de 6% em relação ao ano anterior. Do lado de yields, a Operação Norte apresentou redução de 3%, refletindo principalmente a dinâmica de preços da Malha Central, com preços estáveis em Mato Grosso. Na Operação Sul, a redução foi de 1%, basicamente por efeito de mix, com menor participação do açúcar no portfólio. Agora, na página 8, apresento o EBITDA.
Speaker #3: O trânsito da Operação Norte ficou praticamente em linha com o segundo trimestre de 2025, e o giro em Santos melhorou no período. Em eficiência energética, o consumo unitário de combustível ficou estável em relação ao ano passado.
Speaker #3: Na página 7, apresento os detalhes da receita líquida. A receita consolidada totalizou R$ 3,9 bilhões, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior.
Speaker #3: Do lado de yields, a Operação Norte apresentou redução de 3%, refletindo principalmente a dinâmica de preços da malha central, com preços estáveis no Mato Grosso.
Speaker #3: Na Operação Sul, a redução foi de 1%, basicamente por efeito de mix, com menor participação do açúcar no portfólio. Agora, na página 8, apresento o EBITDA.
Speaker #3: Como falamos anteriormente, o EBITDA permaneceu estável no trimestre, em R$ 2,3 bilhões. Entregamos crescimento de margem de contribuição em todas as nossas operações, e a linha de "outros" representa aproximadamente R$ 100 milhões entre indenizações de seguros e reclassificações de equivalência patrimonial, que ocorreram no ano passado e não se repetiram este ano.
Felipe Saraiva: Como falamos anteriormente, o EBITDA permaneceu estável no trimestre em BRL 2.3 billion. Entregamos crescimento de margem de contribuição em todas as nossas operações, e a linha de outros representa aproximadamente BRL 100 million entre indenizações de seguros e reclassificações de equivalência patrimonial que ocorreram no ano passado e não se repetiram esse ano. Na página 9, vamos passar pelo resultado financeiro e lucro líquido. O resultado financeiro líquido foi negativo em BRL 765 million, refletindo principalmente a maior base de dívida líquida. Ainda assim, entregamos lucro líquido ajustado de BRL 688 million, resultado consistente com a dinâmica operacional. Na página 10, veremos o endividamento. A dívida líquida encerrou o trimestre em BRL 17.3 billion, e a alavancagem ficou estável em 2.1x. Mantemos uma posição de liquidez adequada, com BRL 5.9 billion em caixa e perfil de vencimentos alongado.
Speaker #3: Na página 9, vamos passar pelo resultado financeiro e lucro líquido. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$765 milhões, refletindo principalmente a maior base de dívida líquida.
Speaker #3: Ainda assim, entregamos lucro líquido ajustado de R$688 milhões, resultado consistente com a dinâmica operacional. Na página 10, veremos o endividamento. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$17,3 bilhões, e a alavancagem ficou estável em 2,1 vezes.
Speaker #3: Mantemos uma posição de liquidez adequada, com R$ 5,9 bilhões em caixa e perfil de vencimento alongado. Após movimentações do trimestre, encerramos o período com R$ 2,4 bilhões em linhas de financiamento contratadas e ainda não utilizadas.
Felipe Saraiva: Após movimentações do trimestre, encerramos o período com BRL 2.4 billion em linhas de financiamento contratadas e ainda não utilizadas. No slide 11, apresento os investimentos do trimestre. Investimos BRL 1.6 billion no trimestre, sendo BRL 599 million em CapEx recorrente e BRL 998 million em expansão. Na Operação Norte, que concentra os nossos investimentos em expansão, a maior parte foi destinada para a capacitação da malha ferroviária existente e na ferrovia do Mato Grosso. Quero reforçar aqui que antecipamos investimentos na Operação Norte e concentramos os desembolsos da ferrovia do Mato Grosso no H1 do ano. Como consequência, o CapEx da segunda metade será inferior ao da primeira metade do ano. Agora, uma atualização do market share de soja na página 12. As primeiras estimativas para a safra 2026/2027 apontam para estabilidade na soja brasileira, com produção e exportação em níveis semelhantes ao da safra atual.
Speaker #3: No slide 11, apresento os investimentos no trimestre. Investimos R$ 1,6 bilhão no trimestre, sendo R$ 599 milhões em caixa corrente e R$ 998 milhões em expansão.
Speaker #3: Na Operação Norte, que concentra os nossos investimentos em expansão, a maior parte foi destinada para a capacitação da malha ferroviária existente e na ferrovia do Mato Grosso.
Speaker #3: Quero reforçar aqui que antecipamos investimentos na operação Norte e concentramos os desembolsos da ferrovia do Mato Grosso no primeiro semestre do ano. Como consequência, o CAPEX da segunda metade será inferior ao da primeira metade do ano.
Speaker #3: Agora, uma atualização do mercado de soja: na página 12, as primeiras estimativas para a safra 26/27 apontam para estabilidade na soja brasileira, com produção e exportação em níveis semelhantes aos da safra atual.
Speaker #3: São números ainda sujeitos às próprias incertezas do ciclo agrícola e às atuais perspectivas climáticas, que indicam cenário de El Niño forte. No Mato Grosso, espera-se uma expansão discreta da área plantada, de mais ou menos 120 mil hectares, sem alteração relevante nas perspectivas de produção e exportação.
Felipe Saraiva: São números ainda sujeitos às próprias incertezas do ciclo agrícola e às atuais perspectivas climáticas, que indicam cenário de El Niño forte. No Mato Grosso, espera-se uma expansão discreta da área plantada de mais ou menos 120,000 hectares, sem alteração relevante nas perspectivas de produção e exportação. Passando agora para a página 13, com o cenário do milho. A safra atual se consolida em um patamar elevado, que deve dar sustentação a bons níveis de exportação. Para a próxima safra, as estimativas preliminares indicam continuidade da expansão da área para o milho safrinha, impulsionado principalmente pela demanda doméstica para produção de biocombustível. Nesse cenário, produção e exportações devem permanecer próximas aos níveis atuais, com estoques de passagem suprindo o aumento do consumo interno. Concluo aqui a minha apresentação. Estamos à disposição para sessão de perguntas e respostas. Obrigado.
Speaker #3: Passando agora para a página 13, com o cenário do milho. A safra atual se consolidou em patamar elevado, o que deve dar sustentação a bons níveis de exportação.
Speaker #3: Para a próxima safra, as estimativas preliminares indicam continuidade da expansão da área para o milho safrinha, impulsionada principalmente pela demanda doméstica para produção de biocombustível.
Speaker #3: Nesse cenário, produção e exportações devem permanecer próximas aos níveis atuais, com os estoques de passagem suprindo o aumento do consumo interno. Concluo aqui a minha apresentação e estamos à disposição para a sessão de perguntas e respostas.
Speaker #3: Obrigado.
Speaker #1: Obrigada. Estão presentes nesta teleconferência os senhores Daniel Roquembá, Guilherme Machado e Felipe Saraiva. Antes de iniciarmos a sessão de perguntas e respostas, gostaria de passar a palavra ao senhor Daniel Roquembá para suas considerações iniciais.
Operator 2: Obrigada. Estão presentes nessa teleconferência os senhores Daniel Rockenbach, Guilherme Machado e Felipe Saraiva. Antes de iniciarmos a sessão de perguntas e respostas, gostaria de passar a palavra ao senhor Daniel Rockenbach para suas considerações iniciais. Daniel, por favor, pode seguir.
Speaker #1: Daniel, por favor, pode seguir.
Speaker #2: Boa tarde a todos. Começo agradecendo ao Pedro Palma pelo apoio ao longo de toda a transição. A Rumo recentemente inaugurou um trecho novo e o terminal da BR-070, e essa entrega direciona a companhia para uma nova fase.
Daniel Rockenbach: Boa tarde a todos. Começo agradecendo ao Pedro Palma pelo apoio ao longo de toda a transição. A Rumo recentemente inaugurou um trecho novo e o terminal da BR-070.
Daniel Rockenbach: E essa entrega direciona a companhia para uma nova fase. Nosso foco, a partir de agora, é buscar produtividade, eficiência operacional e também melhorar a ocupação da capacidade já instalada. Nossa estratégia será baseada na geração de valor e retorno sobre o capital investido. Temos oportunidade para buscar geração de caixa crescente nos próximos anos. E esse processo já trazendo resultados a partir de 2027. Nesse sentido, a redução de CapEx e OpEx estão no topo da nossa agenda. Fizemos investimentos relevantes, aumentamos a nossa base de ativos e áreas de atuação. Precisamos assegurar agora que essa capacidade seja aproveitada ao máximo e vemos que temos oportunidades nesse sentido. Agradeço a confiança de todos e estamos à disposição para iniciar as perguntas e respostas.
Speaker #2: Nosso foco, a partir de agora, é buscar produtividade e eficiência operacional, além de melhorar a ocupação da capacidade já instalada. Nossa estratégia será baseada na geração de valor e no retorno sobre o capital investido.
Speaker #2: Temos oportunidades para buscar geração de caixa crescente nos próximos anos, e esse processo já trará resultados a partir de 2027. Nesse sentido, a redução de CAPEX e OPEX está no topo da nossa agenda.
Speaker #2: Fizemos investimentos relevantes, aumentando a nossa base de ativos e áreas de atuação. Precisamos assegurar agora que essa capacidade seja aproveitada ao máximo, e vemos que temos oportunidades nesse sentido.
Speaker #2: Agradeço a confiança de todos e estamos à disposição para iniciar as perguntas e respostas.
Speaker #1: Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Para fazer uma pergunta, por favor, clique em "levantar a mão". Se a sua pergunta for respondida, você pode sair da fila clicando em "abaixar a mão".
Operator 2: Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Para fazer uma pergunta, por favor, clique em levantar a mão. Se a sua pergunta for respondida, você pode sair da fila clicando em abaixar a mão. Gostaríamos de pedir a gentileza de realizar apenas uma pergunta por analista, para que todos tenham a oportunidade de perguntar. Se ao final sobrar tempo e houver mais perguntas, podemos abrir uma nova rodada. A primeira pergunta vem de Alberto Valerio, da UBS.
Speaker #1: Gostaríamos de pedir a gentileza de realizar apenas uma pergunta por analista, para que todos tenham a oportunidade de perguntar. Se ao final sobrar tempo e houver mais perguntas, podemos abrir uma nova rodada.
Speaker #1: A primeira pergunta vem de Alberto Valério, da UBS.
Speaker #3: Boa tarde. Daniel, prazer estar falando com você aqui na conferência. Guilherme e Saraiva, obrigado pela oportunidade. A minha primeira pergunta é nessa fala do presidente.
Alberto Valério: Boa tarde, Daniel. Prazer estar falando com você aqui na conferência. Guilherme e Saraiva, obrigado aí pela oportunidade. A minha primeira pergunta é nessa fala do presidente, sobre ser mais eficiente, aproveitar os investimentos já feitos. Como é que a gente pode ler isso para o ano que vem? Seria um CapEx menor? Um ano com geração de caixa? Talvez postergar Lucas mais para frente? O que significaria isso nos projetos futuros que a gente tem na Rumo? Muito obrigado.
Speaker #3: Sobre ser mais eficiente, aproveitar os investimentos já feitos, como é que a gente pode ler isso para o ano que vem? Seria um CAPEX menor?
Speaker #3: Ano, com geração de caixa? Talvez postergar lucros mais para frente? O que significaria isso nos projetos futuros que a gente tem na Rumo? Muito obrigado.
Speaker #2: Bom ver a Guilherme aqui. Vou pegar essa pergunta aqui. De fato, como o Roque colocou, o nosso objetivo claro aqui é esse foco de geração de caixa.
Guilherme Machado: Alberto, Guilherme aqui, vou pegar essa pergunta aqui. De fato, como o Roque colocou, o nosso objetivo claro aqui é esse foco de geração de caixa. Isso já com o objetivo de trazer esse resultado já a partir do ano que vem. E aí, isso passa por uma das alavancas, e uma principal alavanca é a gente revisitar esse programa dos investimentos que a gente tem na companhia. Isso de uma maneira que a gente equilibre toda a adimplência que a gente tem aos nossos contratos, e que a gente precisa, de fato, cumprir os nossos compromissos, e garantir a excelência operacional, integridade dos ativos e segurança nas nossas operações. Então a gente vê oportunidades, a gente tem dois programas que são importantes, que é aquisição de material rodante e recapacitação de malha.
Speaker #2: E isso já com o objetivo de trazer esse resultado já a partir do ano que vem. E aí isso passa por uma das alavancas, uma principal alavanca, que é a gente revisitar esse programa dos investimentos que a gente tem na companhia, e isso de uma maneira que a gente equilibre toda a adimplência que a gente tem aos nossos contratos, e que a gente precisa, de fato, cumprir os nossos compromissos e garantir a excelência operacional, integridade dos ativos e segurança nas nossas operações.
Speaker #2: Então a gente vê oportunidades. A gente tem dois programas que são importantes, que são a aquisição de material rodante e a recapacitação de malha. A gente tem aqui oportunidades para redimensionar e racionalizar a carteira desses programas, principalmente extraindo mais dos investimentos que foram feitos até agora.
Guilherme Machado: A gente tem aqui oportunidades para redimensionar e racionalizar a carteira desses programas, principalmente extraindo mais dos investimentos que foram feitos até agora. A gente fez aquisição de material rodante, que a gente vem, através da nossa engenharia ferroviária, operando trens mais longos, aumentando PB por eixo, e isso tem trazido resultados dentro da nossa operação. A gente vai focar ainda mais na extração de resultados com esses ativos que estão aqui, que eles podem gerar para nós crescimento ao longo dos próximos anos. E do ponto de vista da recapacitação de malha, a gente tem aqui a possibilidade de repriorizar, postergar a construção de passarelas, por exemplo, e também a gente fazer um redimensionamento desses programas de uma maneira geral.
Speaker #2: A gente fez a aquisição de material rodante, e a gente vem, através da nossa engenharia ferroviária, operando trens mais longos, aumentando o P/B por eixo, e isso tem trazido resultados dentro da nossa operação.
Speaker #2: A gente vai focar ainda mais na extração de resultados com esses ativos que estão aqui, que podem gerar para nós crescimento ao longo dos próximos anos.
Speaker #2: E, do ponto de vista da recapacitação de malha, a gente tem aqui a possibilidade de repriorizar, postergar a construção de pátios, por exemplo, e também a gente fazer redimensionamento desses programas de uma maneira geral.
Speaker #2: Então, a gente está, de fato, já olhando e dimensionando. Estamos no processo de construção do orçamento para o ano que vem, mas o fato concreto é que o CAPEX de 2027 vai ser inferior ao CAPEX de 2026, com toda certeza, e isso já vai trazer para a gente uma visão de geração de caixa já no curto prazo.
Guilherme Machado: Então a gente está, de fato, já olhando e dimensionando, estamos num processo de construção de orçamento para o ano que vem, mas o fato concreto é que o CapEx de 2027 vai ser inferior ao CapEx de 2026, com toda certeza, e isso já vai trazer para a gente uma visão de geração de caixa já no curto prazo. Então, é nesse sentido que a gente tem uma base de ativos robusta, que a gente tem a capacidade de extrair mais valor, gerando crescimento e geração de caixa consistente a partir dos próximos anos.
Speaker #2: Então, é nesse sentido que a gente tem uma base de ativos robusta, que a gente tem a capacidade de extrair mais valor, gerando crescimento e geração de caixa consistente a partir dos próximos anos.
Speaker #3: Guilherme, ficou muito claro. Obrigado.
Alberto Valério: Guilherme, ficou muito claro. Obrigado.
Speaker #1: A próxima pergunta vem de André Ferreira, do Bradesco BBI.
Operator 2: A próxima pergunta vem de André Ferreira, do Bradesco BBI.
Speaker #3: Oi, boa tarde, Daniel, Guilherme, Saraiva, tudo bem? Minha pergunta aqui é a seguinte: passados quase dois meses da inauguração do novo terminal da BR-163, da BR-070, como que está a curva de ramp-up do terminal em relação ao plano?
André Ferreira: Oi, boa tarde, Daniel, Guilherme, Saraiva, tudo bem? Minha pergunta aqui é, passado quase 2 meses da inauguração do novo terminal da BR-070, como que está a curva de ramp-up do terminal em relação ao plano? Quantas toneladas foram embarcadas? Volume mensal esperado ao final de 2026? E sobre preço também, se vocês precisaram ter, temporariamente, um yield promocional para viabilizar o ramp-up. Obrigado.
Speaker #3: Quantas toneladas foram embarcadas? Qual o volume mensal esperado ao final de 2026? E sobre preço também: vocês precisaram ter, temporariamente, nível promocional para viabilizar o ramp-up?
Speaker #3: Obrigado.
Speaker #2: Pergunta, Guilherme aqui. A gente está numa fase de comissionamento do terminal. Estamos operando bem, estamos operando com segurança e, de fato, esse ramp-up está acontecendo. Ele foi inaugurado ali no final de junho e os primeiros testes mostraram que o terminal está com uma performance satisfatória.
Guilherme Machado: Guilherme aqui. A gente está numa fase de condicionamento do terminal. Estamos operando bem, estamos operando com segurança e, de fato, esse ramp-up está acontecendo. Ele foi inaugurado ali no final de junho e os primeiros testes mostraram que o terminal está com uma performance satisfatória. Já no mês de julho, a gente está operando próximo aí a 30% da capacidade do terminal e a ideia é que a gente vá gradualmente ocupando essa capacidade, um terminal que tenha a possibilidade de operar mensalmente superior a 800 mil toneladas. Então a ideia é a gente ir crescendo gradualmente, na medida que a gente vai ocupando a capacidade. A dinâmica comercial não é de uma maneira direcionada para um terminal especificamente.
Speaker #2: Já no mês de julho, a gente está operando próximo a 30% da capacidade do terminal, e a ideia é que a gente vá gradualmente ocupando essa capacidade. É um terminal que tem a possibilidade de operar mensalmente superior a 800 mil toneladas, então a ideia é a gente ir crescendo gradualmente, na medida em que a gente vá ocupando a capacidade.
Speaker #2: Então, a dinâmica comercial não é de uma maneira direcionada para terminal especificamente. A gente vai criar, dentro da otimização de margem da companhia, a venda dentro do nosso portfólio de origem também, como é que a gente vai fazendo a otimização dessa capacidade.
Guilherme Machado: A gente vai criar, dentro da otimização de margem da companhia, a venda dentro do nosso portfólio de origem também, como é que a gente vai fazendo a otimização dessa capacidade. Então, começo rampando bem a nossa operação lá e a gente espera maturar até o final do ano e dimensionar o terminal para operar satisfatoriamente.
Speaker #2: Então, começo rampando bem a nossa operação lá, e a gente espera maturar aí até o final do ano e dimensionar o terminal para operar satisfatoriamente.
Speaker #3: Está claro. Obrigado, boa tarde.
André Ferreira: Está claro. Obrigado, boa tarde.
Speaker #1: A próxima pergunta vem de Lucas Marchiori, do BTG Pactual.
Operator 2: A próxima pergunta vem de Lucas Marchiori, do BTG Pactual.
Speaker #3: Oi, pessoal, boa tarde. Eu queria também, trazendo um pouco a discussão do Roque e, enfim, esse review estratégico todo da companhia, esse ambiente aí para geração de caixa já em 2027.
Lucas Marchiori: Oi, pessoal, boa tarde. Trazendo um pouco a discussão do Roque, esse review estratégico todo da companhia, esse ambiente para geração de caixa já em 2027. A gente já entendeu um pouco a trajetória do CapEx, mas acho que parte disso vem também do ajuste do passivo. Agradeço a informação nova no release, sobre o weighting das outorgas, disclosure das provisões, Malha Oeste, Malha Sul. Queria entender um pouco da cabeça de vocês, de como a gente pode esperar a evolução desse lado da conta, 2026, 2027, se possível. A gente viu ali o weighting, mas também queria entender a questão do quinto aditivo na Malha Oeste. Qual é o cenário crível, plausível de solução da Malha Oeste, o quanto que isso também poderia salvar para o balanço, para o passivo da companhia.
Speaker #3: Acho que, em parte, a gente já entendeu um pouco a trajetória do CAPEX, mas acho que parte disso vem também do ajuste do passivo. E aí, agradeço a informação nova no release sobre o aging das outorgas, o disclosure das provisões, malha oeste, malha sul.
Speaker #3: Queria entender um pouco da cabeça de vocês, de como a gente pode esperar a evolução desse lado da conta em 2026, 2027, se possível. A gente viu ali o aging, mas também queria entender a questão do quinto aditivo na Malha Oeste. Qual que é o cenário crível, plausível de solução da Malha Oeste? O quanto que isso também poderia salvar para o balanço, para o passivo da companhia?
Speaker #3: Enfim, entender um pouco a evolução desse lado do balanço ali, para a gente chegar nessa meta de geração de caixa ano que vem, ajudaria. Obrigado.
Lucas Marchiori: Enfim, entender um pouco a evolução desse lado do balanço, para a gente chegar nessa meta de geração de caixa ano que vem. Ajudaria. Obrigado.
Speaker #2: Bom, eu acho que, pegando aqui o tema da Malha Oeste, é bom a gente enfatizar aqui que esse encontro de contas é coordenado pelo regulador.
Daniel Rockenbach: Bom, pegando aqui o tema da Malha Oeste, é bom a gente enfatizar que esse encontro de contas é coordenado pelo regulador. Nesse sentido, a companhia entende que nós temos mais ativos do que passivos. Agora, o aditivo da Malha Oeste foi importante porque ele traz celeridade também e uma discussão técnica sobre esse encontro de contas. Então a gente vê isso de forma positiva, olhando nessa perspectiva futura.
Speaker #2: Mas, nesse sentido, a companhia entende que nós temos mais ativos do que passivos. Agora, o aditivo da Malha Oeste foi importante porque traz celeridade também em uma discussão técnica sobre esse encontro de contas.
Speaker #2: Então, a gente vê isso de forma positiva, olhando nessa perspectiva futura.
Speaker #3: E aí, Lucas, aqui é a Saraiva falando. Boa tarde, obrigado pela sua pergunta. De fato, uma das contribuições que a gente tem aqui para uma melhor performance de geração de caixa, não só no ano que vem, mas olhando a sequência de três, quatro anos à frente, é a redução dos desembolsos por ano com pagamento de outorgas.
Felipe Saraiva: Lucas, aqui é Saraiva falando. Boa tarde, obrigado pela sua pergunta. De fato, uma das contribuições que a gente tem aqui para uma melhor performance de geração de caixa, não só no ano que vem, mas olhando uma sequência de três, quatro anos à frente, a redução dos desembolsos por ano com pagamento de outorgas. Lembrando que quando a gente fez o último follow-on em 2020, a gente pré-pagou boa parte das outorgas ali dos contratos da Malha Central e da Malha Paulista, que àquela época foram recém assumidos. Então esse ano a companhia vai desembolsar algo da ordem de BRL 900 milhões, em pagamento de outorgas. Isso cai para um patamar de BRL 700 milhões no ano seguinte, em 2027. Em 2028, 2029, a gente está falando de pagamentos em ordem de grandeza de BRL 100 milhões.
Speaker #3: Lembrando que, quando a gente fez o último follow-on lá em 2020, a gente pré-pagou boa parte das outorgas ali, dos contratos da Malha Central e da Malha Paulista, que naquela época foram recém-assumidas.
Speaker #3: Então, esse ano a companhia vai desembolsar algo da ordem de R$ 900 milhões em pagamento de outorgas. Isso cai para o patamar de R$ 700 milhões no ano seguinte, em 2027.
Speaker #3: E aí, em 2028, 2029, a gente está falando de pagamentos em ordem de grandeza de R$ 100 milhões, e a gente deixou os materiais aqui, esse cronograma, para ficar claro para vocês.
Felipe Saraiva: E a gente deixou nos materiais aqui esse cronograma para ficar claro para vocês.
Speaker #3: Ajudou. Obrigado, Felipe, Roque, pessoal.
Lucas Marchiori: Ajudou. Obrigado, Felipe, Roque, pessoal.
Speaker #1: A próxima pergunta vem de Daniel Gasparetti, do Itaú BBA.
Operator 2: A próxima pergunta vem de Daniel, do Itaú BBA.
Speaker #4: Boa tarde. Obrigado pela oportunidade. Também queria explorar um pouquinho mais sobre essa perspectiva de geração de caixa. Vocês comentaram também sobre redução de OPEX. Queria só que vocês dessem um pouquinho mais de visibilidade para a gente sobre a magnitude dessa redução e como é que estão enxergando isso.
Daniel Gasparetti: Boa tarde, obrigado pela oportunidade. Também queria explorar um pouquinho mais sobre essa perspectiva de geração de caixa. Vocês comentaram também sobre redução de OpEx. Queria só que vocês dessem um pouquinho mais de visibilidade para a gente sobre a magnitude dessa redução, como é que estão enxergando isso. Segundo ponto, também queria, por gentileza, se o Roque pudesse dar um pouco da visão dele sobre política comercial. O que você enxerga sobre oportunidades aqui, se existe alguma forma diferente que você está pensando o negócio. Dentro desse contexto, se você poderia dar algum pouco de direcionamento sobre como é que você está vendo o yield agora do segundo semestre, por gentileza. Obrigado.
Speaker #4: E, segundo ponto, também queria, por favor, por gentileza, se o Roque pudesse dar um pouco da visão dele sobre política comercial, o que você enxerga sobre oportunidades aqui, se existe alguma forma diferente que você está pensando o negócio.
Speaker #4: E dentro desse contexto, você poderia dar um pouco de direcionamento sobre como é que você está vendo o yield agora no segundo semestre, por gentileza?
Speaker #4: Obrigado.
Speaker #2: Se você puder finalizar aqui. Está me ouvindo?
Guilherme Machado: Se você puder finalizar aqui, está me ouvindo?
Speaker #4: Estou te ouvindo. Está me ouvindo?
Daniel Gasparetti: Estou te ouvindo, está me ouvindo?
Guilherme Machado: Legal, a nossa internet oscilou um pouquinho aqui. Deixa eu pegar aqui, mas basicamente você perguntou de estrutura de custos de OpEx e um pouco de dinâmica comercial e visão para o ano que vem, se eu não perdi nada.
Speaker #2: Legal, nossa internet oscilou um pouquinho aqui. Deixa eu pegar aqui, mas basicamente você perguntou de estrutura de custo e OPEX, e um pouco de dinâmica comercial e visão para o ano que vem, se eu não perdi nada.
Speaker #4: Exatamente, peço desculpas, perguntei exatamente sobre OPEX dentro do guide de geração de caixa. E o segundo ponto é sobre política comercial, se também teve algum vislumbre de modificação, e como estão enxergando o yield no segundo semestre.
Daniel Gasparetti: Exatamente, peço desculpa. Perguntei exatamente sobre OpEx, dentro do guia de geração de caixa. E o segundo é sobre política comercial, se também tem alguma vislumbre de uma modificação e como você está enxergando o yield no segundo semestre.
Speaker #2: Está ótimo. Começando pela parte da estrutura de custos e OPEX, a gente está, de fato, com essa visão de eficiência e foco bastante direcionado para a geração de caixa. De fato, estamos revisitando a nossa base de custo — essa é uma direção estratégica em que a gente tem uma oportunidade de redimensionar a companhia à luz do programa de investimentos que está sendo revisitado. E aí, o nosso objetivo é ter uma redução importante aí, não só pela diluição, através do perfil do nosso próprio negócio, através da alavanca operacional que o maior volume e a maior receita trazem do ponto de vista unitário, mas também a gente buscar uma redução nominal nessa base de custo, que de alguma maneira tem alguns elementos já acontecendo. Acho que eu posso ilustrar aqui uma redução de quase objetivo da gente ter uma simplificação e racionalização das estruturas da companhia, privilegiando as operações ligadas diretamente à capacidade ferroviária, e as estruturas de suporte vão passar por uma adequação proporcional para esse momento da companhia.
Guilherme Machado: Tá ótimo. Começando pela parte da estrutura de custos e OpEx, a gente está, de fato, com essa visão de eficiência e foco bastante direcionado para geração de caixa. De fato, estamos revisitando a nossa base de custos. Essa é uma direção estratégica que a gente tem uma oportunidade de redimensionar a companhia à luz do programa de investimentos que está sendo revisitado. O objetivo nosso é a gente ter uma redução importante, não só pela diluição, através do perfil do nosso próprio negócio, através da alavanca operacional, que um maior volume e uma maior receita trazem do ponto de vista unitário, mas também a gente buscar uma redução nominal nessa base de custo que, de alguma maneira, tem alguns elementos já acontecendo.
Guilherme Machado: O que eu posso ilustrar aqui é uma redução de quadro, com o objetivo de a gente ter uma simplificação e racionalização das estruturas da companhia, privilegiando as operações ligadas diretamente à capacidade ferroviária e as estruturas de suporte, a gente vai ter uma adequação proporcional para esse momento da companhia. Obviamente, isso acaba trazendo um efeito de segunda ordem, que são reduções indiretas do ponto de vista da necessidade de instalações físicas, facilities, viagens, licenças. A gente está revisitando também todo aquele gasto discricionário com, por exemplo, consultorias e despesas dessa natureza, que a gente vai tocar. Então, é um objetivo contínuo da companhia, que eu diria que vai agora de uma maneira mais acentuada, dado que a gente tem a oportunidade de redução do nosso portfólio de investimento aqui. É uma jornada que começa agora.
Speaker #2: E, obviamente, isso acaba trazendo efeito de segunda ordem, que são reduções indiretas do ponto de vista da necessidade de instalações físicas, facilities, viagens, licenças. E a gente está revisitando também todo aquele gasto discricionário com, por exemplo, consultorias e despesas dessa natureza, que a gente vai focar.
Speaker #2: Então, é objetivo contínuo da companhia, que eu diria que vai agora de uma maneira mais acentuada, dado que a gente tem a oportunidade de redução do nosso portfólio de investimentos aqui.
Speaker #2: É uma jornada que começa agora. Naturalmente, a gente vai, eventualmente, nessa readequação, pode ter custos extraordinários aí no meio do caminho, mas a ideia é que a gente busque essa redução nominal de uma maneira mais enfática nesse primeiro momento.
Guilherme Machado: Naturalmente, eventualmente nessa readequação pode ter custos extraordinários aí no meio do caminho, mas a ideia é que a gente busque essa redução nominal de uma maneira mais enfática nesse primeiro momento. Do ponto de vista de dinâmica de preços, a gente vê para esse segundo semestre um ambiente que no Q3, a gente teve uma estabilidade dos preços quando a gente compara com o Q3 do ano passado. A gente avançou de uma maneira importante na comercialização das principais carteiras da companhia. Eu estou falando aqui da carteira de grãos na Operação Norte, e de grãos e açúcar na Operação Sul, já superando o patamar de 80% da capacidade direcionada para essas carteiras, o que nos dá uma segurança importante para reta final do ano. Então, tem uma dinâmica de comercialização que agora a gente conduz de maneira bastante orientada a privilegiar o retorno dos nossos ativos.
Speaker #2: Do ponto de vista de dinâmica de preços, a gente vê para esse segundo semestre um ambiente em que, no terceiro tri, a gente deve ver uma estabilidade dos preços quando a gente compara com o terceiro trimestre do ano passado. A gente avançou de maneira importante na comercialização das principais carteiras da companhia — e estou falando aqui da carteira de grãos na operação Norte, e de grãos e açúcar na operação Sul — já superando o patamar de 80% da capacidade direcionada para essas carteiras. Isso nos dá uma segurança importante para a reta final do ano. Então, tem uma dinâmica de comercialização que agora a gente conduz de maneira bastante orientada a privilegiar o retorno dos nossos ativos. E também, para o quarto trimestre, a gente vê a possibilidade de crescimento em relação ao que foi a performance do ano passado, lembrando que, no ano passado, a gente acabou fazendo comercializações em patamares menores de preço para atrair volume, o que a gente não está vendo em um cenário um pouco mais benigno nesse sentido, trazendo tarifas mais alinhadas com o retorno que a gente quer para os nossos ativos.
Guilherme Machado: Também para o Q4, a gente vê a possibilidade de crescimento, em relação ao que foi a performance do ano passado. Lembrando que no ano passado a gente acabou fazendo comercializações em patamares menores de preço para atrair volume, o que a gente não está vendo, num cenário um pouco mais benigno nesse sentido, trazendo tarifas mais alinhadas com o retorno que a gente quer para os nossos ativos. Então, é uma estabilidade no Q3, crescimento no Q4. Para o ano que vem, a gente está no começo do engajamento comercial com os nossos clientes. Estamos vendo fundamentos positivos. Saraiva demonstrou na apresentação que a gente tem uma perspectiva de safra, que ela é razoável ou de maneira bastante alinhada com esse ano, mas é cedo para a gente estimar esse crescimento.
Speaker #2: Então, é uma estabilidade, terceiro tri, crescimento no quarto trimestre, e aí para o ano que vem a gente está no começo do engajamento comercial com os nossos clientes. Estamos vendo fundamentos positivos, o Saraiva demonstrou aí na apresentação que a gente tem uma perspectiva de safra que ela é razoável ou, de maneira bastante alinhada com esse ano, mas é cedo para a gente estimar esse crescimento. Vamos aguardar, e aí vamos avaliar, no momento correto, a gente entendendo o engajamento das primeiras discussões com os clientes, em que patamares de preço a gente vai ter o 2026.
Guilherme Machado: Vamos aguardar e vamos avaliar no momento correto, a gente entendendo o engajamento das primeiras discussões com os clientes, em que patamares de preço a gente vai ter o 2027.
Speaker #3: É, eu acho que só para complementar, conceitualmente, como é que a gente vê o nosso posicionamento: se a gente olhar essa companhia nos últimos cinco anos, a gente teve o posicionamento e também fizemos os investimentos quase que nos caracterizando como player de crescimento.
Daniel Rockenbach: Eu acho que só para complementar conceitualmente como é que a gente vê o nosso posicionamento. Se a gente olhar essa companhia nos últimos cinco anos, a gente teve um posicionamento e também fizemos os investimentos, quase que nos caracterizando como um player de crescimento. Mas uma perspectiva mais para frente, a gente quer voltar a ter um posicionamento como um player de valor. E player de valor significa, de novo, buscar projetos onde a gente volte a ter recorrência, com contratos mais longos, onde a gente consiga, de alguma forma, capitalizar toda essa infraestrutura que foi gerada e também proporcionar garantias da utilização dessa infraestrutura. Isso não é um movimento que a gente acredita que vai fazer no primeiro, no segundo mês.
Speaker #3: Mas, numa perspectiva mais para frente, a gente quer voltar a ter posicionamento como player de valor. E player de valor significa, de novo, buscar projetos onde a gente volte a ter recorrência com contratos mais longos, onde a gente consiga, de alguma forma, capitalizar toda essa infraestrutura que foi gerada e também proporcionar garantias da utilização dessa infraestrutura.
Speaker #3: Isso não é um movimento que a gente acredita que vai fazer no primeiro ou no segundo mês. Eu acho que tem aqui um trabalho muito grande em conjunto com os nossos atuais clientes, para que a gente volte a ter essa transição de player de valor, porque hoje, olhando como que a gente está posicionado, a gente já tem muito menos acidentes em relação ao nosso competidor rodoviário, nós temos muito menos roubo de carga em relação ao competidor rodoviário. Enfim, nós temos elementos de qualidade dentro do nosso serviço, que deveriam e devem ser melhor precificados do que estão sendo precificados hoje.
Daniel Rockenbach: Eu acho que tem aqui um trabalho muito grande, em conjunto com os nossos atuais clientes, para que a gente volte a ter essa transição de um player de valor, porque hoje, olhando como que a gente está posicionado, a gente gera muito menos acidentes em relação ao nosso competidor rodoviário. Nós temos muito menos roubo de carga em relação ao competidor rodoviário. Enfim, nós temos elementos de qualidade dentro do nosso serviço, que deveriam e devem ser melhor precificados do que estão sendo precificados hoje. Então acho que tem um trabalho enorme do nosso time comercial e também de toda a estratégia da companhia, que a gente atinja esse posicionamento mais qualitativo nessa perspectiva futura. Mas isso vai ser um trabalho em construção.
Speaker #3: Então, acho que tem um trabalho enorme do nosso time comercial e também de toda a estratégia da companhia, que faz com que a gente atinja esse posicionamento mais qualitativo nessa perspectiva futura.
Speaker #3: Mas isso vai ser trabalho em construção. Ninguém acha, a gente não acha que isso, nós vamos mudar simplesmente de uma estratégia já para o próximo trimestre, mas a construção e o nosso modelo mental vai ser nesse sentido.
Daniel Rockenbach: A gente não acha que nós vamos mudar simplesmente de uma estratégia já para o próximo trimestre, mas a construção e o nosso modelo mental vai ser nesse sentido.
Speaker #1: Muito obrigado. Só um follow-up, por favor, só uma confirmação. Na verdade, vocês comentaram 80% da capacidade vendida, eu só não ficou claro para mim se era terceiro trimestre ou segundo semestre como um todo, por gentileza, na parte de grãos no Norte.
Daniel Gasparetti: Muito obrigado. Só um follow-up, por favor. Só uma confirmação, na verdade. Vocês comentaram 80% da capacidade vendida. Só não ficou claro para mim se era Q3 ou H2 como um todo, por gentileza, na parte de grãos.
Speaker #2: É, 80% da capacidade vendida total da companhia, na carteira de grãos, Sistema Norte, Sistema Sul.
Guilherme Machado: 80% da capacidade vendida total da companhia na carteira de grãos, sistema Norte e sistema Sul.
Speaker #1: Perfeito, mas terceiro tri ou segundo semestre como um todo?
Daniel Gasparetti: Perfeito, mas Q3 ou H2 como um todo?
Speaker #3: Aqui, até o final do ano, Gasparetti, a companhia está comercializada em mais de 80% nas suas principais carteiras; são mais de 80% na carteira de grãos norte e mais de 80% na carteira de grãos e açúcar na operação sul.
Guilherme Machado: Daqui até o final do ano, Daniel, a companhia está comercializada em mais de 80% nas suas principais carteiras. Então mais de 80% na carteira de grãos Norte e mais de 80% na carteira de grãos e açúcar na Operação Sul. Daqui até o final do ano.
Speaker #3: Está aqui até o final do ano.
Speaker #1: Perfeito, muito obrigado, pessoal. Boa tarde.
Daniel Gasparetti: Perfeito. Muito obrigado, pessoal. Boa tarde.
Speaker #3: Valeu.
Guilherme Machado: Valeu.
Speaker #4: A próxima pergunta vem de Pedro Bruno, da XP.
Operator 2: A próxima pergunta vem de Pedro Bruno, da XP.
Speaker #5: Bom dia. Boa tarde, pessoal. Obrigado pelo espaço. Eu queria continuar no tema comercial, com dois pontos um pouco mais específicos. Sobre o que vocês comentaram de reposicionamento comercial da Malha Central, vocês comentaram sobre a tarifa Norte sendo impactada por esse reposicionamento comercial. Se pudessem explicar um pouco dessa dinâmica e, se possível, quantificar esse impacto, dado à proporção de menores volumes que tem nessa malha, versus a Malha Norte.
Pedro Bruno: Bom dia. Boa tarde, pessoal, obrigado pelo espaço. Eu queria continuar no tema comercial, dois pontos um pouco mais específicos. Um sobre o que vocês comentaram de reposicionamento comercial da Malha Central. Vocês comentaram sobre a tarifa Norte sendo impactada por esse reposicionamento comercial. Se puderem explicar um pouco dessa dinâmica e, se possível, quantificar esse impacto, dada a proporção de menos volumes que tem nessa malha versus a Malha Norte. E também na dinâmica de fertilizantes, que a gente viu o fertilizante crescendo bastante na Operação Norte, ano contra ano, já era o caso no primeiro trimestre, foi ainda mais no segundo. E eu queria tentar entender um pouco melhor, vocês citaram também estratégia comercial de ocupação de capacidade, falando do período sazonal. E entender um pouco o que é essa sazonalidade, pra gente poder pensar isso para o restante do ano também em fertilizante.
Speaker #5: E também na dinâmica de fertilizantes, que a gente viu fertilizante crescendo bastante na Operação Norte, ano contra ano. Já era o caso no primeiro trimestre, foi ainda mais no segundo, e aí eu queria tentar entender um pouco melhor, vocês citaram também estratégia comercial de ocupação de capacidade, falando do período sazonal.
Speaker #5: E aí, entender um pouco o que é essa sazonalidade, para a gente poder pensar isso para o restante do ano também em fertilizante. Então, esses dois pontos na dinâmica comercial, por favor.
Pedro Bruno: Então esses dois pontos na dinâmica comercial, por favor. Obrigado.
Speaker #5: Obrigado.
Speaker #2: Oi, Pedro. Guilherme aqui. Obrigado pelas perguntas. Vamos lá. Operação da Malha Central, a gente acabou fazendo esse reposicionamento de preços ali para, de fato, entrar em competitividade. Isso acabou, enfim, se provando importante para a gente atrair carga para essa malha e para os terminais que a gente opera lá.
Guilherme Machado: Oi, Pedro. Guilherme aqui. Obrigado pelas perguntas. Vamos lá. Operação da Malha Central, a gente acabou fazendo esse reposicionamento de preços ali para, de fato, entrar em competitividade. Isso acabou se provando importante para a gente atrair carga para essa malha e para os terminais que a gente opera lá. Mas a gente acabou, dentro do que a gente olhou para o Q2, versus do que a gente considerou internamente, e a nomenclatura que a gente usa, vocês conhecem, NBA, que são as alternativas logísticas aqui, a gente ficou num patamar de competitividade 5% abaixo do que seriam as alternativas logísticas, o que a gente considera bastante razoável do ponto de vista de competitividade. Então, foi um efeito específico, pontual, para essa malha.
Speaker #2: Mas a gente acabou, dentro do que a gente olhou para o segundo trimestre versus o que a gente considerou internamente, e a nomenclatura que a gente usa — vocês conhecem, NBA, que são as alternativas logísticas aqui — a gente ficou num patamar de competitividade de 5% abaixo do que seriam as alternativas logísticas, o que a gente considera bastante razoável do ponto de vista de competitividade.
Speaker #2: Então, foi um efeito específico, pontual, para essa malha. Só para ilustrar, por exemplo, no terminal ou na região de Rondonópolis, a gente ficou bem aderente ao que a gente tinha colocado na estratégia, e isso compôs o valor total da tarifa no sistema Norte.
Guilherme Machado: Só para ilustrar, por exemplo, no terminal ou na região de Rondonópolis, a gente ficou bem aderente ao que a gente tinha colocado a estratégia, e isso compôs o valor total da tarifa no sistema Norte. Para fertilizantes, a gente teve uma ação também direcionada e bastante pontual no Q2, com o objetivo de atrair carga, uma estratégia que se mostrou bastante importante no trade-off entre volume, o volume que a gente atraiu dentro dessa estratégia de competitividade fez a gente trazer margem positiva para essa carteira e posicionar, do ponto de vista de volumes contratados, de uma maneira importante dentro dessa estratégia para o segundo semestre. Então, foram duas ações específicas que com a leitura de mercado a gente implementou para essas duas carteiras.
Speaker #2: Para fertilizantes, a gente teve uma ação também direcionada, bastante pontual no segundo trimestre, com o objetivo de atrair carga. Uma estratégia que se mostrou bastante importante no trade-off entre volume. O volume que a gente atraiu dentro dessa estratégia de competitividade fez a gente trazer margem positiva para essa carteira e nos posicionar, do ponto de vista de volumes contratados, de uma maneira importante dentro dessa estratégia para o segundo semestre.
Speaker #2: Então, foram duas ações específicas que, com a leitura de mercado, a gente implementou para essas duas carteiras.
Speaker #5: Desculpa, eu estava no mudo aqui. Está ótimo, obrigado, Guilherme.
Pedro Bruno: Desculpa, eu estava no mudo aqui. Está ótimo, obrigado, Guilherme.
Speaker #4: A próxima pergunta vem de Guilherme Mendes, do JP Morgan.
Operator 2: A próxima pergunta vem de Guilherme Mendes, da J.P. Morgan.
Speaker #5: Oi, pessoal, boa tarde. Roque, Guilherme Saraiva, obrigado pelo espaço aqui. Eu tenho um follow-up para 2027, tentando casar alguns pontos que já foram discutidos. Nessa perspectiva de geração de caixa, com os começos das conversas comerciais para 2027, como é que vocês estão colocando na conta o risco de El Niño para a produtividade dos grãos aí, por eventual timing de comercialização também?
Guilherme Mendes: Oi, pessoal, boa tarde. Roque, Guilherme Saraiva, obrigado pelo espaço aqui. Eu tenho um follow-up para 2027, tentando casar alguns pontos que já foram discutidos. Nessa perspectiva de geração de caixa, com os começos das conversas comerciais para 2027, como é que vocês estão colocando na conta o risco de El Niño para produtividade dos grãos e para o eventual timing de comercialização também. Acho que o Roque comentou em algum momento que a ideia é talvez estender um pouco os prazos dos contratos, e talvez trazer um pouco do que era mais a Rumo no passado, mas se o risco do El Niño dificulta esse timing de comercialização e se a gente deveria ver mais um ano de comercialização mais de curto prazo ainda. Obrigado.
Speaker #5: Acho que o Roque comentou em algum momento que a ideia é talvez estender um pouco os prazos dos contratos, talvez trazer um pouco do que era mais a Rumo no passado, mas se o risco do El Niño dificulta esse timing de comercialização, isso a gente deveria ver mais ano de comercialização, mais de curto prazo ainda.
Speaker #5: Obrigado.
Speaker #2: Oi, Guilherme. Obrigado pela pergunta. Bem, El Niño é um tema que é fator de risco que todos os anos a gente monitora. De fato, esse tema tem tomado e capturado a nossa atenção.
Guilherme Machado: Oi, Guilherme. Obrigado pela pergunta. Bem, El Niño é um tema que é um fator de risco que todos os anos a gente monitora. De fato, esse tema tem tomado e capturado a nossa atenção, a gente vem avaliando. Internamente, a gente já teve discussões internas aqui dentro dos nossos comitês para avaliar impactos nesse fenômeno. Ele tradicionalmente acaba atingindo as pontas, não sei se sistema Norte, sistema Sul, de maneiras diferentes, Mato Grosso acaba, de alguma maneira, tendo impacto menor, mas é cedo para a gente antecipar qualquer derivada desse impacto aqui. O que a gente tem na nossa perspectiva é fazer a melhor alocação dos ativos para o cenário que se apresentar do ponto de vista de produção, é o que a gente tem avaliado agora. A gente, como eu comentei anteriormente, está dentro agora, possivelmente até o final do mês de agosto, começando engajamento comercial com os clientes.
Speaker #2: A gente vem avaliando internamente. A gente já teve discussões internas aqui dentro dos nossos comitês para avaliar impactos nesse fenômeno. Ele, tradicionalmente, acaba atingindo as pontas — não sei se sistema Norte, sistema Sul — de maneiras diferentes. Mato Grosso acaba, de alguma maneira, tendo impacto menor, mas é cedo para a gente antecipar qualquer derivada desse impacto aqui.
Speaker #2: O que a gente tem na nossa perspectiva é fazer a melhor alocação dos ativos para o cenário que se apresentar do ponto de vista de produção, e é o que a gente tem avaliado agora.
Speaker #2: A gente, como eu comentei anteriormente, está dentro agora possivelmente, até o final do mês de agosto, começando o engajamento comercial com alguns clientes, e a gente vai testar a demanda desses clientes para entender em que patamares de volumes a gente vai ter fixação já para o ano que vem.
Guilherme Machado: A gente vai testar a demanda desses clientes para entender em que patamares de volumes a gente vai ter fixação já para o ano que vem. Conforme o Roque adiantou, a ideia é fazer esse trabalho de maneira gradual, o engajamento dessa estratégia, e entender que nível de fixação a gente vai ter com os clientes. Obviamente, quanto maior o percentual, nos dá a oportunidade para a gente fazer a coordenação operacional do nosso sistema de maneira mais otimizada. É isso que a gente vai buscar daqui até o final do ano.
Speaker #2: Conforme o Roque adiantou, a ideia é a gente fazer esse trabalho de maneira gradual, o engajamento dessa estratégia e aí entender que nível de fixação a gente vai ter com os clientes. Obviamente, quanto maior o percentual, nos dá oportunidade para a gente fazer a coordenação operacional do nosso sistema de maneira mais otimizada, e é isso que a gente vai buscar daqui até o final do ano.
Speaker #5: Está ótimo, Guilherme, obrigado.
Guilherme Mendes: Tá ótimo, Guilherme, obrigado.
Speaker #4: A próxima pergunta vem de Rogério Araújo, do Bank of America.
Operator 2: A próxima pergunta vem de Rogério Araújo, do Bank of America.
Speaker #5: Oi, pessoal, boa tarde. Obrigado pela oportunidade. Eu tenho dois follow-ups de perguntas já feitas. A primeira: vocês mencionaram uma expectativa de aumento de tarifa aí no quarto tri versus ano passado.
Rogério Araújo: Oi, pessoal, boa tarde. Obrigado pela oportunidade. Eu tenho dois follow-ups de perguntas já feitas. A primeira, vocês mencionaram uma expectativa de aumento de tarifa no Q4 versus o ano passado. Se puderem falar um pouco de volume também, a gente entende um estoque de passivo de soja mais difícil esse ano. Tem algum impacto? Qual é a expectativa de volume Q4, ano contra ano? O segundo follow-up, em relação aos passivos de Malha Sul e Oeste, imagino que sem nomear, vocês veem como positivo aquela cláusula de não solidariedade da Rumo S.A. em relação às obrigações da Malha Oeste. Faz sentido, é isso mesmo? Poderiam também explicar se essa proteção poderia ser aplicada na Malha Sul? Obrigado.
Speaker #5: Se puderem falar um pouco de volume também, a gente entende estoque de passado de soja mais difícil esse ano. Tem algum impacto? Qual que é a expectativa aí de volume no quarto tri, ano contra ano?
Speaker #5: E o segundo follow-up, em relação aos passivos de Malha Sul e Oeste, imagino que, sem nomear, vocês veem como positivo aquela cláusula de não solidariedade da Rumo S.A.
Speaker #5: Em relação às obrigações da Malha Oeste, faz sentido? É isso mesmo? E poderiam também explicar se essa proteção poderia ser aplicada na Malha Sul?
Speaker #5: Obrigado.
Speaker #2: Rogério, obrigado pelas perguntas aqui. A companhia vem operando bem operacionalmente, o sistema está acompanhando mês a mês, a gente faz o disclosure disso logo na sequência do encerramento do mês. O mês de julho teve um volume que foi bastante satisfatório.
Guilherme Machado: Rogério, obrigado pelas perguntas. A companhia vem operando bem operacionalmente. Se estão acompanhando mês a mês, a gente faz o disclosure disso logo na sequência do encerramento do mês. O mês de julho é um volume que foi bastante satisfatório e a gente vem com consistência performando. Se a gente for pegar os últimos 12 meses de volume já reportado, a gente já opera acima dos 90 Bi de TKU, que é um patamar que a gente se comprometeu a atingir internamente e que supera os 86 Bi de TKU que a gente performou no ano passado.
Speaker #2: E a gente vem, com consistência, performando. Se a gente for pegar os últimos 12 meses de volume já reportado, a gente já opera acima dos 90 btkus de TKU, que é o patamar que a gente se comprometeu a atingir internamente e que supera os 86 btkus de TKU que a gente performou no ano passado.
Speaker #2: O quarto trimestre do ano passado demonstrou para a gente a capacidade de performar bons volumes em adendo carteira, para a gente fazer a movimentação, e a gente tem olhado aí o mercado, de certa forma, em carry, que deve empurrar parte desses volumes para o quarto trimestre, e a gente vai estar preparado para movimentar esses volumes assim como a gente mostrou que tem a capacidade. E a gente operou, inclusive, três produtos no ano passado, quase a totalidade do ano.
Guilherme Machado: O Q4 do ano passado demonstrou pra gente a capacidade de performar bons volumes em havendo carteira pra gente fazer a movimentação e a gente tem olhado um mercado, de certa forma, in care, que deve empurrar parte desses volumes pro Q4 e a gente vai estar preparado pra movimentar esses volumes, assim como a gente mostrou que tem a capacidade. A gente operou, inclusive, três produtos no ano passado, quase a totalidade do ano. Então, a perspectiva é de volume crescente no Q4. A gente tem a perspectiva que, dado os níveis de preço que a gente tem visto e esse mercado mais pro último trimestre, a gente tem a perspectiva de ter crescimento de O/D em relação ao que foi o ano passado.
Speaker #2: Então, a perspectiva é de volume crescente. No quarto trimestre, a gente tem a perspectiva que, dado os níveis de preço que a gente tem visto e esse mercado mais para o último trimestre, a gente tem a perspectiva de ter crescimento de yield em relação ao que foi o ano passado. Como eu comentei, a gente acabou fechando alguns volumes no final do ano passado em patamares de preço menores para preencher a nossa capacidade, o que a gente não está vendo a necessidade agora nesse último tri.
Guilherme Machado: Como eu comentei, a gente acabou fechando alguns volumes no final do ano passado em patamares de preço menores para preencher a nossa capacidade, que a gente não está vendo a necessidade agora nesse último tri. Então essa é a dinâmica que a gente tem de perspectiva daqui até o final do ano. Com relação à Malha Oeste, essa questão específica que você colocou, é uma questão do ponto de vista de, vamos colocar dessa maneira, de direito societário. Está circunscrita à Malha Oeste a questão dos passivos, mas a gente vem acompanhando na companhia como um todo, a resolução, a gente está bastante imbuído em fazer uma boa resolução com o governo. O Roque colocou aqui, nosso entendimento é que ativos superam passivos nessa discussão e a gente está bastante engajado para ter uma boa discussão com relação ao encontro de contas.
Speaker #2: Então, essa é a dinâmica que a gente tem de perspectiva daqui até o final do ano. Com relação à Malha Oeste, essa questão específica que você colocou é uma questão, do ponto de vista, vamos colocar dessa maneira, de direito societário, que está circunscrita à Malha Oeste, a questão dos passivos.
Speaker #2: Mas a gente vem acompanhando na companhia como um todo a resolução, a gente está bastante imbuído em fazer uma boa resolução com o governo. O Roque colocou aqui: nosso entendimento é que ativos superam passivos nessa discussão, e a gente está bastante engajado para ter uma boa discussão com relação ao encontro de contas aqui.
Speaker #2: O tema é que quem calcula esse encontro de contas novamente é o regulador, não o concessionário, e a gente vai estar, enfim, a gente entende que vai ter aqui uma discussão técnica e equilibrada para achar uma solução que seja favorável para todos.
Guilherme Machado: É um tema que quem calcula esse encontro de contas, novamente, é o regulador, não o concessionário, e a gente entende que a gente vai ter aqui uma discussão técnica equilibrada para achar uma solução que seja favorável para todos. A discussão de Malha Sul é um caminho a ser percorrido ainda, que, de alguma forma, temos outras variáveis para levar em consideração.
Speaker #2: A discussão de Malha Sul aí é caminho a ser percorrido ainda, que de alguma forma temos aí outras variáveis para levar em consideração.
Speaker #3: É, eu acho que tem ponto aqui na Malha Sul, que a nossa obrigação continua sendo até fevereiro de 2027. Mas o governo já demonstrou vontade e iniciativa para que a gente faça uma extensão temporária do atual contrato.
Daniel Rockenbach: Eu acho que tem um ponto na Malha Sul, que a nossa obrigação continua sendo até fevereiro de 2027, mas o governo já demonstrou vontade e iniciativa para que a gente faça uma extensão temporária do atual contrato. E obviamente, o que a gente está discutindo a partir desse momento é que essa extensão vem em condições que permitam uma operação economicamente viável. Não é cedo para antecipar qualquer guidance qualitativo em relação a esse aditivo, mas do nosso lado, a gente entende que esse aditivo deve auxiliar a companhia a melhorar a condição operacional da Malha Sul para esses próximos dois anos.
Speaker #3: E, obviamente, o que a gente está discutindo a partir desse momento é que essa extensão vem em condições que permitam uma operação economicamente viável.
Speaker #3: Então, é cedo para antecipar qualquer guidance aqui, de qualitativo, em relação a esse aditivo. Mas, do nosso lado, a gente entende que esse aditivo deve auxiliar a companhia a melhorar a condição operacional da Malha Sul para esses próximos dois anos.
Speaker #5: Perfeito, Daniel. Guilherme, muito obrigado. Ficou bem claro.
Rogério Araújo: Perfeito, Daniel. Guilherme, muito obrigado. Ficou bem claro.
Speaker #4: A próxima pergunta vem de Felipe Nilsen, do Citi.
Operator 2: A próxima pergunta vem de Filipe Nielsen, do Citi.
Speaker #5: Oi, pessoal. Obrigado pelo espaço, boa tarde. Eu queria fazer follow-up em relação à questão do CAPEX, voltar nesse ponto. Vocês comentaram aí sobre a diligência em relação à alocação de capital e falaram de 2027 já ter CAPEX menor, mas se a gente pega só Lucas do Rio Verde, se você tira isso da conta, já implica CAPEX bem menor mesmo.
Filipe Nielsen: Oi, pessoal. Obrigado pelo espaço, boa tarde. Eu queria fazer um follow-up em relação à questão do CapEx, voltar nesse ponto. Vocês comentaram sobre a diligência em relação à alocação de capital e falaram de 2027 já ter um CapEx menor, mas se a gente pega só Lucas do Rio Verde, se você tira isso da conta, já implica um CapEx bem menor mesmo. Eu queria entender só nas outras linhas, nos outros projetos. Pensando em expansão de Malha Paulista, terminais e manutenção, se vocês estão vendo essa redução também ou se a gente pode ter, às vezes, algum ramp-up de algum projeto que ainda está em evolução mais acelerada. Se puderem dar um pouco dessa quebra. Obrigado.
Speaker #5: Eu queria entender só nas outras linhas, nos outros projetos, pensando em expansão de malha paulista, terminais e manutenção, como que vocês estão vendo essa questão, se vocês estão vendo essa redução também, ou se a gente pode ter, às vezes, algum ramp-up de algum projeto que ainda está em evolução mais acelerada. Se puderem dar um pouco dessa quebra.
Speaker #5: Obrigado.
Speaker #2: Oi, Felipe. Obrigado pela pergunta, Guilherme. Que é o exercício nosso, Felipe, é projeto do SMT. O objetivo, sim, da gente fazer uma otimização e revisitar os programas.
Guilherme Machado: Oi, Filipe. Obrigado pela pergunta. Guilherme aqui. O exercício nosso, Filipe, é projeto de SMT, o objetivo, sim, da gente fazer uma otimização e revisitar os programas. Eu comentei, e acho que vale a pena só reforçar, a gente tem todo o programa de manutenção da companhia, que vai privilegiar segurança operacional e performance dos ativos que a gente tem sob operação, extraindo mais deles, e que o ramp-up de volume vai estar ancorado na maturação desses investimentos. A gente vai ter alguns programas que a gente vai revisitar, como material rodante. A gente acredita que o rol de ativos que a gente tem hoje é importante, interessante pra gente fazer esse crescimento. Então a gente deve revisitar a aquisição de material rodante, sem dúvida. Do ponto de vista de malha, a importância pra nós é entregar capacidade e segurança.
Speaker #2: Eu comentei, e acho que vale a pena só reforçar: a gente tem todo o programa de manutenção da companhia, que vai privilegiar segurança operacional e performance dos ativos que a gente tem sob operação, extraindo mais deles, e o ramp-up de volume vai estar ancorado na maturação desses investimentos.
Speaker #2: E aí a gente vai ter alguns programas que a gente vai revisitar, como material rodante. A gente acredita que o rol de ativos que a gente tem hoje é importante, interessante para a gente fazer esse crescimento, então a gente deve revisitar a aquisição de material rodante, sem dúvida, e do ponto de vista de...
Speaker #2: Na malha, a importância para nós é entregar capacidade e segurança e, aí, se a gente conseguir realizar isso de maneira eficiente, racionalizando o montante financeiro aplicado aqui, a gente vai fazer. E o terceiro elemento é a distribuição desse CAPEX de via no tempo, de tal maneira que a gente já crie oportunidade de atenuar o desembolso, ou o fluxo de caixa despendido nesses programas, dentro dos próximos anos.
Guilherme Machado: Se a gente conseguir realizar isso de maneira eficiente, racionalizando o montante financeiro aplicado aqui, a gente vai fazer. Um terceiro elemento é a distribuição desse CapEx de via no tempo, de tal maneira que a gente já crie oportunidade de atenuar o desembolso ou o fluxo de caixa despendido nesses programas dentro dos próximos anos. Então, nesse momento, a gente está trabalhando, de fato, nas oportunidades que a gente tem pra isso. Como eu comentei, seja do ponto de vista de recapacitação da malha, novos pátios, a gente está revisitando o programa de uma maneira geral, de tal forma que a gente já tenha o resultado de geração de caixa já no curto prazo.
Speaker #2: Então, nesse momento, a gente está trabalhando, de fato, nas oportunidades que a gente tem para isso, como eu comentei, seja do ponto de vista de recapacitação da malha, novos pátios. A gente está revisitando o programa de uma maneira geral, de tal forma que a gente já tenha o resultado de geração de caixa já no curto prazo.
Speaker #5: Perfeito. Obrigado.
Filipe Nielsen: Perfeito, obrigado.
Speaker #4: A próxima pergunta vem de João Friso, do Goldman Sachs.
Operator 2: A próxima pergunta vem de João Frizzo, do Goldman Sachs.
Speaker #5: Boa tarde, pessoal. Tudo bem? Obrigado por pegarem minhas perguntas. Eu tenho duas rápidas aqui. A primeira ainda é follow-up com relação ao CAPEX. Aqui a gente está olhando para 26, vendo CAPEX nos 5B alto aproximadamente, mas que tem 1B no primeiro semestre relativo à primeira fase de Lucas.
João Frizzo: Boa tarde, pessoal, tudo bem? Obrigado por pegarem as minhas perguntas. Eu tenho duas rápidas aqui. A primeira ainda é um follow-up com relação ao CapEx. Aqui a gente está olhando para 2026, vendo um CapEx nos BRL 5 billion alto, aproximadamente, mas que tem BRL 1 billion no primeiro semestre, relativo à primeira fase de Lucas. Então só para a gente tentar reconciliar aqui, até juntando com o ponto da pergunta anterior. Pegando o CapEx desse ano e tirando esse BRL 1 billion de Lucas, já seria um CapEx implícito para 2027 abaixo de BRL 5 billion. Esse é o jeito correto de pensar? Ou aí, como vocês falaram, vai ter projetos que vocês vão revisitar e esse CapEx talvez ainda fique acima de BRL 5 billion para o ano que vem? E a segunda pergunta é com relação às fases subsequentes de Lucas, a fase 2, a fase 3 e Cuiabá.
Speaker #5: Então, só para a gente tentar reconciliar aqui, até juntando com o ponto da pergunta anterior: pegando o CAPEX desse ano e tirando esse R$1 bi de Lucas, já seria CAPEX implícito para 2027 abaixo de R$5 bi.
Speaker #5: Esse é o jeito correto de pensar ou, como vocês falaram, vai ter projetos que vocês vão revisitar e esse CAPEX talvez ainda fique acima de R$5 bilhões para o ano que vem?
Speaker #5: E a segunda pergunta é com relação às fases subsequentes de Lucas: a fase 2, a fase 3 e Cuiabá. Queria ouvir um pouquinho de vocês sobre como estão as discussões com o governo quanto à postergação, se há alguma ideia da parte de vocês de eventualmente não fazer esses projetos no final, ou se vão apenas postergar mesmo para uma data mais futura?
João Frizzo: Queria ouvir um pouquinho de vocês como é que estão as discussões com o governo, com relação à postergação, se tem alguma ideia do lado de vocês de não fazer esses projetos no final, ou vocês vão só postergar mesmo para uma data mais futura. Obrigado, pessoal.
Speaker #5: Obrigado, pessoal.
Speaker #2: Oi, João. Obrigado pelas perguntas. Guilherme, do ponto de vista do CAPEX, como eu comentei na pergunta anterior, a gente já tem alguns elementos e já sabe onde a gente vai trabalhar para trazer esse CAPEX para um patamar inferior ao que a gente tem de dispêndio neste ano.
Guilherme Machado: Oi, João. Obrigado pelas perguntas. Guilherme aqui. Do ponto de vista do CapEx, como eu comentei na pergunta anterior, a gente já tem alguns elementos e já sabe onde a gente vai trabalhar para trazer esse CapEx para um patamar inferior ao que a gente tem de dispêndio nesse ano, que é um trabalho a ser realizado, que a gente vai desenvolver. Na medida que a gente avance com o nosso trabalho interno de orçamento, a gente vai dar um pouco mais de visibilidade para vocês sobre isso. Mas o que eu queria deixar de mensagem aqui é que ele vai ter um patamar importante, inferior a 2026. No momento correto, a gente vai dar onde estão as alavancas. Com relação a Mato Grosso, o importante da gente mencionar é que fase 1 inaugurado, foco nosso no ramp-up do terminal, operar bem esse terminal.
Speaker #2: Que é um trabalho a ser realizado e que a gente vai desenvolver. Então, na medida em que a gente avance com o nosso trabalho interno de orçamento, a gente vai dar um pouco mais de visibilidade para vocês sobre isso. Mas o que eu queria deixar de mensagem aqui é que ele vai ser em um patamar importante, inferior a 2026.
Speaker #2: E aí, no momento correto, a gente vai dar aí onde estão as alavancas. Com relação ao Mato Grosso, importante a gente mencionar que a fase 1 está inaugurada, nosso foco é o ramp-up do terminal, operar bem esse terminal, a gente está atendendo ao contrato e a gente tem flexibilidade no contrato.
Guilherme Machado: A gente está adimplente ao contrato e a gente tem flexibilidades no contrato. O momento nosso é foco no ramp-up da operação e, usando as flexibilidades que a gente tem, a gente vai ter tempo para a definição em que momento retomar a discussão, sendo certo que, como a gente já comentou, não tem nada previsto de dispêndio para as próximas fases nesse ano. Ano que vem, é uma outra discussão, a gente vai entender exatamente como é que a gente vai tratar isso.
Speaker #2: Então, o momento nosso é foco no ramp-up da operação e, usando as flexibilidades que a gente tem, a gente vai ter esse tempo para a definição de em que momento retomar a discussão, sendo certo que, como a gente já comentou, não tem nada previsto de dispêndio para as próximas fases desse ano. Aí, ano que vem, é uma outra discussão; a gente vai entender exatamente como é que vai tratar isso.
Speaker #5: Perfeito, pessoal. Muito obrigado.
João Frizzo: Perfeito, pessoal. Muito obrigado.
Speaker #4: A sessão de perguntas e respostas está encerrada. Gostaríamos de passar a palavra ao senhor Guilherme Machado para que faça as considerações finais da companhia.
Operator 2: A sessão de perguntas e respostas está encerrada. Gostaríamos de passar a palavra ao senhor Guilherme Machado para que faça as considerações finais da companhia.
Guilherme Machado: Bem, gente. Queria agradecer a vocês pela participação no call. Um momento que a gente
