Q2 2026 Gerdau SA Earnings Call

Speaker #2: Bom dia e bem-vindos à divulgação de resultados do 2o trimestre de 2026 da GERDAU. Sou Ariana Pereira, especialista da área de Relações com Investidores, e hoje me junto ao nosso CEO, Gustavo Werneck, e ao CFO, Rafael Japur, nessa videoconferência.

Ariana Pereira: Bom dia e bem-vindos à divulgação de resultados do Q2 de 2026 da Gerdau. Sou Ariana Pereira, especialista da área de Relações com Investidores, e hoje me junto ao nosso CEO, Gustavo Werneck, e ao CFO, Rafael Japur, nessa videoconferência. Lembramos que essa transmissão está sendo feita com tradução simultânea para inglês e você pode escolher o idioma de preferência clicando no ícone do globo na parte inferior da tela. Durante a apresentação, todos os participantes estarão apenas como ouvintes e, em seguida, daremos início à sessão de perguntas e respostas. Analistas e investidores poderão entrar na fila através do botão Raise Hand. Vale ressaltar que as perspectivas aqui apresentadas constituem-se em crenças e premissas da companhia, com base em informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não constituem garantia de desempenho e dependem de circunstâncias que podem ou não vir a ocorrer.

Speaker #2: Lembramos que essa transmissão está sendo feita com tradução simultânea para inglês, e você pode escolher o idioma de preferência clicando no ícone do globo na parte inferior da tela.

Speaker #2: Durante a apresentação, todos os participantes estarão apenas como ouvintes. E, em seguida, daremos início à sessão de perguntas e respostas. Analistas e investidores poderão entrar na fila através do botão "Raise Hand".

Speaker #2: Vale ressaltar que as perspectivas aqui apresentadas constituem, sim, crenças e premissas da companhia, com base em informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não constituem garantia de desempenho e dependem de circunstâncias que podem ou não vir a ocorrer.

Speaker #2: Passo a palavra ao Gustavo para dar início à apresentação.

Ariana Pereira: Passo a palavra ao Gustavo para dar início à apresentação.

Speaker #3: Obrigado, Ari, e bom dia. Na verdade, boa tarde a todas e todos. Espero que vocês estejam bem. E agradeço a oportunidade de estarmos juntos em mais uma divulgação de resultados.

Gustavo Werneck: Obrigado, Ari, bom dia e, na verdade, boa tarde a todas e todos. Espero que vocês estejam bem. Agradeço a oportunidade de estarmos juntos em mais uma divulgação de resultados. A gente vai comentar brevemente sobre os destaques do Q2 de 2026, sobre as perspectivas pras nossas operações e a gente segue, na sequência, pra sessão de perguntas e respostas. A gente registrou, no Q2, um crescimento nas vendas físicas de aço, tanto na comparação trimestral quanto na anual, com destaque pra um aumento de 7% dos volumes na América do Norte em relação ao mesmo período do ano anterior. A demanda resiliente nos principais setores em que atuamos levou uma alta de 15% no EBITDA ajustado na América do Norte no Q2, em comparação aos three months desse ano de 2026.

Speaker #3: A gente vai comentar brevemente sobre os destaques do 2o trimestre de 2026, sobre as perspectivas para as nossas operações, e daí a gente segue na sequência para a sessão de perguntas e respostas.

Speaker #3: A gente registrou, no 2o trimestre, crescimento nas vendas físicas de aço tanto na comparação trimestral quanto na comparação anual. Com destaque para aumento de 7% dos volumes na América do Norte, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Speaker #3: A demanda resiliente nos principais setores em que atuamos levou a uma alta de 15% no EBITDA ajustado na América do Norte no 2o trimestre, em comparação aos 3 trimestres do ano, desse ano de 2026.

Speaker #3: Esse forte resultado é também fruto de sólido desempenho operacional das nossas unidades na região. Por sua vez, a gente registrou uma leve melhora do resultado da operação no Brasil no 2o trimestre, reflexo de uma série de iniciativas com foco em ampliar a rentabilidade e a produtividade das nossas operações aqui no país.

Gustavo Werneck: Esse forte resultado é também fruto de um sólido desempenho operacional das nossas unidades na região. A gente registrou uma leve melhora do resultado da operação no Brasil no Q2, reflexo de uma série de iniciativas com foco em ampliar a rentabilidade e a produtividade das nossas operações aqui no país. Essa melhora gradual dos resultados aconteceu em meio a um cenário de contínua pressão das importações, que apesar de terem desacelerado no período, seguem em patamares elevados no acumulado do ano. Nesse contexto, aguardamos os desdobramentos das análises antidumping sobre aços longos e aços planos, que devem ser atualizados no H2. Por fim, destaco o avanço da nossa participação na Dona Francisca Energética, elevando a autoprodução de energia para mais de 50% do consumo da Gerdau no Brasil.

Speaker #3: Essa melhora gradual dos resultados aconteceu em meio a um cenário de contínua pressão das importações, que, apesar de terem desacelerado no período, seguem em patamares elevados no acumulado do ano.

Speaker #3: Nesse contexto, aguardamos os desdobramentos das análises antidumping sobre ações longos e planos, que devem ser atualizados no 2o semestre. Por fim, destaco o avanço da nossa participação na Dona Francisca Energética, elevando a autoprodução de energia para mais de 50% do consumo da GERDAU no Brasil.

Speaker #3: Esse movimento contribui, para elevar a competitividade das nossas operações, e está em linha com a nossa estratégia de descarbonização já divulgada anteriormente. Vou passar a palavra agora para o Japur, que vai detalhar os destaques financeiros e os impactos desse atual cenário nos nossos resultados, e em breve eu volto com vocês novamente.

Gustavo Werneck: Esse movimento contribui para elevar a competitividade das nossas operações e está em linha com a nossa estratégia de descarbonização, já divulgada anteriormente. Vou passar a palavra agora para o Japur, que vai detalhar os destaques financeiros e os impactos desse atual cenário nos nossos resultados, e em breve eu volto com vocês novamente. Japur, a bola é contigo.

Speaker #3: Japur, bola contigo.

Speaker #4: Bom, obrigado, Gustavo. Boa tarde para todo mundo. Eu vou estender o bom dia para quem não almoçou ainda. O Gustavo, quem tem outro celular também, então vamos abrir para todo mundo.

Rafa Japur: Obrigado, Gustavo. Boa tarde para todo mundo. Vou estender o bom dia para quem não almoçou ainda, Gustavo, quem está em outro fuso horário também. Vamos abrir para todo mundo.

Gustavo Werneck: Exatamente.

Rafa Japur: A gente começa falando do nosso resultado operacional, nosso EBITDA ajustado do consolidado, que atingiu BRL 3.4 billion neste trimestre. Um crescimento tanto em relação ao mesmo período do ano anterior, quanto com relação ao último trimestre, o Q1 2026. Com isso, a gente está chegando no nosso melhor EBITDA consolidado desde o Q3 2023. O lucro líquido da Gerdau ajustado também apresentou uma evolução expressiva de 45% em relação ao trimestre anterior, atingindo BRL 1.5 billion, reforçando a capacidade da companhia de traduzir ganhos operacionais do nosso negócio em retorno para os nossos acionistas. Em função desses resultados, a Gerdau S.A. vai distribuir BRL 0.23 por ação, enquanto a Metalúrgica Gerdau vai distribuir BRL 0.11 por ação, ambos na forma de dividendos.

Speaker #4: Acho que a gente começa falando do nosso resultado operacional. O nosso EBITDA ajustado do consolidado atingiu 3 bilhões e 400 milhões de reais neste trimestre, crescimento tanto em relação ao mesmo período do ano anterior, quanto com relação ao último trimestre, o 1o trimestre de 2026.

Speaker #4: E com isso, a gente está chegando no nosso melhor EBIT da consolidado desde o 3o trimestre de 2023. O lucro líquido da GERDAU ajustado também apresentou uma evolução expressiva de 45% em relação ao trimestre anterior, atingindo 1 bilhão e meio de reais, reforçando a capacidade da companhia de traduzir ganhos operacionais do nosso negócio em retorno para os nossos acionistas.

Speaker #4: Então, em função desses resultados, a GERDAU S.A. vai distribuir 23 centavos por ação, enquanto a Metalúrgica GERDAU vai distribuir 11 centavos por ação ambos na forma de dividendos.

Speaker #4: Seguimos também avançando o nosso programa de recompra de ações na GERDAU S.A., que atingiu 31% de execução agora no fechamento do 2o trimestre. Falando pouco da nossa disciplina financeira, é importante frisar que ela segue como uma prioridade.

Rafa Japur: Seguimos também avançando o nosso programa de recompra de ações na Gerdau S.A., que atingiu 31% de execução agora no fechamento do Q2. Falando um pouco da nossa disciplina financeira, é importante frisar que ela segue como uma prioridade. Encerramos o Q2 mantendo uma posição patrimonial extremamente sólida, uma baixa alavancagem de 0.69x dívida líquida dividida pelo nosso EBITDA nos últimos 12 meses. Neste trimestre, tivemos um fluxo de caixa livre +BRL 237 million. Alguém pode, porventura, justificar, achar que foi pouco, que é uma geração tímida, mas é importante colocar em contexto essa geração de fluxo de caixa operacional, levando em consideração a sazonalidade típica do nosso negócio.

Speaker #4: Encerramos o 2o trimestre mantendo uma posição patrimonial alavancagem de 0,69 vezes dívida líquida dividida pelo nosso EBITDA dos últimos 12 meses. Neste trimestre, tivemos fluxo de caixa livre positivo de 237 milhões de reais, alguém pode porventura justificar, achar que foi pouco, que é uma geração tímida, mas é importante colocar em contexto essa geração de fluxo de caixa operacional, levando em consideração a sazonalidade típica do nosso negócio.

Speaker #4: Se a gente fizer a comparação do 1o semestre de 2026, quanto a gente gerou de fluxo de caixa? Com a comparação do mesmo período do ano passado, 1o semestre de 2025, em 2026 a gente gerou 2 bilhões e 300 milhões de reais a mais do que a gente gerou no ano passado.

Rafa Japur: Se a gente fizer a comparação do H1 2026, quanto a gente gerou de fluxo de caixa, com a comparação do mesmo período do ano passado, H1 2025, em 2026, a gente gerou BRL 2.3 billion a mais do que a gente gerou no ano passado. Muito em função pela expansão do nosso EBITDA, puxado pela operação América do Norte, como o Gustavo referiu mais cedo, mas também pela redução do nosso nível de desembolso de investimentos em Capex, em linha com o guidance que a gente passou no final do ano passado. Aproveitando que a gente tá falando de Capex, do ponto de vista estratégico, estamos nos aproximando do início das operações de grandes projetos que vão ampliar a competitividade estrutural da Gerdau, em especial aqui na nossa operação do Brasil.

Speaker #4: Muito em função para expansão do nosso EBITDA, puxado pela operação América do Norte, como o Gustavo referiu mais cedo, mas também pela redução do nosso nível de desembolso de investimentos em CAPEX, em linha com o guidance que a gente passou no final do ano passado.

Speaker #4: Aproveitando que a gente está falando de CAPEX, do ponto de vista estratégico, estamos nos aproximando do início das operações de grandes projetos que vão ampliar a competitividade estrutural da GERDAU, em especial aqui na nossa operação do Brasil.

Speaker #4: No caso da expansão da mineração em Miguel Bruninha, seguimos avançando de acordo com o cronograma atualizado que passamos na nossa última divulgação de resultados, e temos o início das nossas operações aqui previsto no 3o trimestre desse ano, já fazendo vários testes de vários equipamentos e iniciando produção de minério dentro desse 3o trimestre.

Rafa Japur: No caso da expansão da mineração em Miguel Burnier, seguimos avançando, de acordo com o cronograma atualizado que passamos na nossa última divulgação de resultados, e temos o início das nossas operações aqui previsto no Q3 desse ano, já fazendo vários testes de vários equipamentos e iniciando produção de minério dentro desse Q3. Permanecemos confiantes, então, na captura dos benefícios operacionais e financeiros que previmos pro projeto, de ir na ordem de BRL 1.1 billion por ano quando ele tiver em pleno ramp-up. Também, além do investimento em energia que o Gustavo referiu mais cedo, estamos agora na eminência de inaugurar o nosso novo centro de reciclagem em Pindamonhangaba. Vai melhorar a nossa competitividade e reduzir a nossa exposição e volatilidade a essa matéria-prima no longo prazo para nossas operações aqui na região Sudeste.

Speaker #4: Permanecemos confiantes, então, na captura dos benefícios operacionais e financeiros que previmos para o projeto de ir na ordem de 1 bilhão e 100 milhões de reais por ano, quando ele tiver em pleno ramp-up.

Speaker #4: Também, além do investimento em energia que o Gustavo referiu mais cedo, estamos agora na iminência de inaugurar o nosso novo centro de reciclagem em Pindamonhangaba.

Speaker #4: Vai melhorar a nossa competitividade e reduzir a nossa exposição e volatilidade a essa matéria-prima no longo prazo para nossas operações aqui na região Sudeste.

Speaker #4: Então, com isso, eu gostaria de concluir destacando a nossa cultura de sempre buscar a disciplina operacional e financeira. Ao mesmo tempo que a gente segue fortalecendo a nossa competitividade alocando capital em iniciativas e projetos que vão moldar o nosso futuro, como negócio, a gente entende que a gente segue crescendo gerando valor de forma sustentável para os nossos acionistas.

Rafa Japur: Com isso, eu gostaria de concluir destacando a nossa cultura de sempre buscar a disciplina operacional e financeira. Ao mesmo tempo que a gente segue fortalecendo a nossa competitividade, alocando capital em iniciativas e projetos que vão moldar o nosso futuro como negócio, a gente entende que seguimos crescendo, gerando valor de forma sustentável pros nossos acionistas. Encerro por aqui e me junto a vocês e ao Gustavo na parte de perguntas e respostas.

Speaker #4: Encerro por aqui e me junto a vocês e ao Gustavo na parte de perguntas e respostas.

Speaker #3: Obrigado, Japur. Estou seguindo por aqui. Eu queria comentar que na América do Norte nós continuamos vendo a demanda por aço em patamares elevados, com forte número de backlog de pedidos.

Gustavo Werneck: Obrigado, Japur. Seguindo por aqui, eu queria comentar que na North America, nós continuamos vendo a demanda por steel em patamares elevados, com forte número de backlog de pedidos, em função de um consumo sólido de segmentos como energia renovável e data centers. Como ponto de atenção, temos o andamento da revisão formal do acordo USMCA, que é o acordo comercial entre United States, Canada, and Mexico. Aqui no Brazil, vemos sinais de um crescimento mais moderado de alguns setores consumidores, como construção civil e indústria, ainda diante de uma entrada excessiva de imported steel no mercado local. Esse cenário de importação desleal continua afetando a rentabilidade de nossas operações aqui no país e, nesse sentido, seguimos investindo em iniciativas que fortaleçam a competitividade e a rentabilidade dos nossos ativos.

Speaker #3: Em função de consumo sólido de segmentos como energia renovável e data centers. Como ponto de atenção, temos andamento da revisão formal do acordo USMCA, que é o acordo comercial entre os Estados Unidos, Canadá e México.

Speaker #3: Aqui no Brasil, vemos sinais de crescimento mais moderado de alguns setores consumidores, como construção civil e indústria, ainda diante de uma entrada excessiva de aço importado no mercado local.

Speaker #3: Esse cenário de importação desleal continua afetando a rentabilidade de nossas operações aqui no país, e nesse sentido, seguimos investindo em iniciativas que fortaleçam a competitividade e a rentabilidade dos nossos ativos.

Speaker #3: A gente vai parar por aqui. Devolvi a palavra para a Ariana. E eu, Japur, ficamos disponíveis a partir de agora para responder eventuais perguntas e dúvidas que vocês têm.

Gustavo Werneck: A gente vai parar por aqui, devolver a palavra pra Ariana, eu e Japur ficamos disponíveis a partir de agora pra responder eventuais perguntas e dúvidas que vocês têm.

Speaker #1: Obrigada, Gustavo e Japur. Daremos início à sessão de perguntas e respostas. A nossa primeira pergunta é do Rafael Barcellos, do Bradesco.

Ariana Pereira: Obrigada, Gustavo e Japur. Daremos início à sessão de perguntas e respostas. A nossa primeira pergunta é do Rafael Barcellos, do Bradesco.

Speaker #4: Bom dia. Vocês me escutam? Tinha travado aqui para mim. Certo. Obrigado pela oportunidade. Obrigado, Ariana, Werneck, Japur, pela oportunidade aqui de perguntar. Minha primeira pergunta é sobre o tema mais debatido aí nessa manhã com os investidores, que foi o outlook que vocês passaram aí para o próximo trimestre em Estados Unidos.

Rafael Barcellos: Bom dia, vocês me escutam? Tinha travado aqui pra mim. Certo. Obrigado pela oportunidade. Obrigado, Ariana, Werneck, Japur, pela oportunidade aqui de perguntar. Minha primeira pergunta é sobre o tema mais debatido nessa manhã com os investidores, que foi o outlook que vocês passaram pro próximo trimestre em United States. Vocês passaram uma cor de uma manutenção de margens, enquanto a maior parte do mercado esperava uma evolução adicional, tendo em vista todos esses aumentos de preço que a gente tem visto no mercado americano. Dito isso, se vocês puderem dar aqui uma visão de ciclo de United States, como vocês têm visto o ciclo no mercado americano. Do nosso lado, a gente tem visto que o nicho de structural steel nos United States realmente segue muito forte, até por isso que chama a atenção esse outlook mais estável. Entender se tem alguma variável, talvez, não recorrente.

Speaker #4: Vocês passaram uma cor de uma manutenção de margens, enquanto a maior parte do mercado esperava uma evolução adicional, tendo em vista que todos esses aumentos de preço que a gente tem visto no mercado americano.

Speaker #4: Então, dito isso, se vocês puderem dar aqui uma visão de ciclo de Estados Unidos, como vocês têm visto, o ciclo no mercado americano, assim, do nosso lado, a gente tem visto que o nicho de aço estrutural nos Estados Unidos realmente segue muito forte, então até por isso que chama a atenção esse Outlook mais estável.

Speaker #4: E aí entender se tem alguma variável, talvez aqui não recorrente, teve a parada programada de mid-loft, então se vocês puderem até passar o quão relevante ela vai ser para a empresa, se isso explica esse Outlook mais moderado.

Rafael Barcellos: Teve a parada programada de Midlothian. Se vocês puderem até passar o quão relevante ela vai ser pra empresa, se isso explica esse outlook mais moderado. Se eu puder emendar aqui numa segunda pergunta, a gente até tem visto também o mercado mexicano bem forte nos últimos meses. Eu lembro que vocês já discutiram no passado um potencial investimento no mercado mexicano. Se vocês puderem discutir aqui um pouco mais se faz sentido revisitar esse plano ou não, seria interessante. Muito obrigado.

Speaker #4: E aí, se eu puder emendar aqui numa segunda pergunta, a gente até tem visto também o mercado mexicano bem forte nos últimos meses, e eu lembro que vocês já discutiram no passado potencial investimento no mercado mexicano. Então, se vocês puderem discutir aqui um pouco mais se faz sentido revisitar esse plano ou não, seria interessante.

Speaker #4: Muito obrigado.

Gustavo Werneck: Tá bom, Rafael. Isso que eu chamo de direto ao ponto. Te digo que o que tu estás trazendo agora no primeiro ponto, não nos pegou de surpresa. É um debate que especialmente eu, Japur e o Wang, que vocês conhecem, temos tido ao longo dos últimos dias. Eu vou te dar uma visão mais, talvez, qualitativa. O Japur, que é a pessoa dos números, pode acrescentar algum dado que ele queira. Sim, quando tu olhas todos os elementos de forma muito prática, Rafael, o que a gente enxerga pro próximo trimestre agora, e considerando esses últimos anúncios de aumento de preço, é que tem uma tendência das margens subirem realmente. Não tem nenhum elemento novo, nenhum elemento de risco que tenha vindo à mesa, que a gente enxerga, que não esteja bem mapeado por vocês.

Speaker #3: Tá bom, Rafael. Isso que eu chamo, assim, de direto ao ponto, tá, cara? E te digo, assim, que o que eu estou trazendo agora no primeiro ponto, cara, não nos pegou de surpresa, tá?

Speaker #3: Que é debate que, especialmente eu, Japur e Wang, que vocês conhecem, tem mantido ao longo dos últimos dias, tá? Eu vou te dar uma visão mais, talvez, qualitativa, tá?

Speaker #3: E o Japur, que é a pessoa dos números, tá? Ele pode acrescentar em algum dado que ele queira, tá? Sim, quando tu olha todos os elementos, assim, de forma muito prática, viu, Rafael, o que a gente enxerga para o próximo trimestre agora e considerando esses últimos anúncios de aumento de preço, tá?

Speaker #3: É que tem uma tendência das margens subirem realmente, tá? Porque não tem nenhum elemento novo, nenhum elemento de risco que tenha vindo à mesa, assim, que a gente enxerga, que não esteja bem mapeado por vocês, tá?

Gustavo Werneck: A nossa questão é um pouco mais conservadora no sentido macro. Será que tem espaço realmente pra ampliação de margens? Será que esses preços vão continuar subindo indefinidamente? A gente está sendo um pouco conservador ou realista, o nome que vocês achem melhor dar, porque vai ter um momento aí que esse negócio vai bater no teto. Não dá pra imaginar uma ampliação de margens indefinida, até porque acho que começa a cruzar algum patamar sustentável. Quando tu colocas os elementos na mesa, coloca preço, tu colocas nossa equação de custo, tu colocas o spread, tu colocas a equação da sucata internacional que não tem subido. Se tu olhares friamente esses números, elas caminham pra uma expansão de margens. A gente está pensando em ser um pouco mais conservador, um pouco mais pé no chão, porque uma hora esse negócio bate no teto.

Speaker #3: Então, se a nossa questão pouco mais conservadora no sentido macro, tá? Será que tem espaço realmente para ampliação de margens, assim? Será que esses preços vão continuar subindo indefinidamente, tá?

Speaker #3: Então, a gente está sendo pouco conservador ou realista ao nome que vocês acham melhor dar, tá? Porque vai ter momento aí que esse negócio vai bater no teto, né?

Speaker #3: Não dá para imaginar uma ampliação de margens indefinida, até porque acho que começa a cruzar, assim, algum patamar sustentável, assim, né? Então, mas quando tu coloca os elementos na mesa, né?

Speaker #3: Coloca preço, tu coloca a nossa equação de custo, tu coloca o spread, tu coloca a equação da sucata internacional que não tem subido, tá?

Speaker #3: Tu olhar friamente esses números, assim, elas caminham para uma expansão aí de margens, tá, cara? Mas a gente está pensando ser pouco mais conservador, pouco mais pé no chão, porque uma hora esse negócio bate no teto, tá?

Speaker #3: Mas eu deixo o Japur também qualificar pouco, tá? Mas eu também anotei aqui que eu queria comentar que a gente vai ter uma parada de mid-loft, tá?

Gustavo Werneck: Eu deixo o Japur também qualificar um pouco. Eu também anotei aqui que eu queria comentar. A gente vai ter uma parada de Midlothian. Essa parada é na aciaria de Midlothian. A gente vai continuar com os laminadores operando. A gente tem um estoque de tarugos muito bem construído ao longo dos últimos trimestres. No que tange a volumes entregues, volumes despachados, atendimento ao mercado, isso está amplamente gerenciado. Não vai ter nenhuma falta de produto ou não vai ter uma queda dos volumes. Já emendando, para não precisar voltar depois, antes de passar pro Japur. Mercado mexicano e USMCA, as negociações do USMCA têm avançado no ponto de vista mais técnico, viu, Rafael? Nada próximo, eu diria, de um acordo final.

Speaker #3: Mas essa parada, ela é na searia de mid-loft, e a gente vai continuar com os laminadores operando, né? A gente tem estoque de tarugos muito bem construído ao longo dos últimos trimestres, então no que tange a volumes entregues, volumes despachados, atendimento ao mercado, isso está amplamente gerenciado, tá?

Speaker #3: Não vai ter nenhuma falta de produto ou não vai ter uma queda dos volumes, tá? E aí já emendando, tá, para não precisar voltar depois, antes de passar para o Japur, mercado mexicano e o SMCA, as negociações da USMCA, elas têm avançado no ponto de vista mais técnico, viu, Rafael?

Speaker #3: Nada próximo, eu diria, de acordo final, né? Os nossos times, especialmente no México, têm debatido junto com o Ministério da Indústria e o governo federal mexicano, tá?

Gustavo Werneck: Os nossos times, especialmente no México, têm debatido, junto com o Ministério da Indústria e o Governo Federal mexicano, os temas de aço e os temas de automóveis. A gente tem sido chamado intensamente para esses debates. Há o viés americano, de evitar triangulação de produtos chineses que entram nos Estados Unidos via México. Essa questão de produção de aço local no México, de garantia de produção de veículo no México, tem sido um ponto central desses debates. O mercado mexicano tem tido as suas volatilidades também, nada muito preocupante. Quando tu olhas o USMCA para o caminho que a gente está imaginando que ele vai caminhar, também não traz nenhum risco adicional nos negócios. A gente acha que no caminho que ele está rumando, ele pode trazer um pouco mais de notícias positivas para nós do que a gente tem atualmente.

Speaker #3: Os temas de aço e os temas de automóveis, tá? Então, a gente tem sido chamado intensamente para esses debates, tem viés americano, né? De evitar triangulação de produtos chineses que entram nos Estados Unidos via o México.

Speaker #3: Então, essa questão, assim, de produção de aço local no México, né? De produção de garantia de produção de veículo no México, né? Ela tem sido ponto central desses debates.

Speaker #3: Então, o mercado mexicano tem tido as suas volatilidades também, nada muito preocupante, tá? E, quando tu olha o USMCA para o caminho que a gente está imaginando que ele vai caminhar, também não traz nenhum risco adicional nos negócios, né?

Speaker #3: A gente acha que no caminho que ele está rumando, né? Ele pode trazer pouco mais de notícias positivas para nós do que a gente tem atualmente.

Speaker #3: Mas como é o tema central aí do debate da manhã, como tu comentou bem, tá, e tem sido o tema de debate meu, do Japur e do Wang, eu vou sair aqui do qualitativo e pedir para o Japur explorar pouco mais esse tema que eu sei que ele é muito relevante.

Gustavo Werneck: Como é o tema central do debate da manhã, como tu comentou bem, e tem sido o tema de debate meu, do Japur e do Ang, eu vou sair aqui do qualitativo e pedir para o Japur explorar um pouco mais esse tema, que eu sei que ele é muito relevante. Japur, contigo.

Speaker #3: Japur, contigo.

Speaker #4: Tudo bem, Rafael. Acho que vamos lá por partes talvez, repetir pouco alguns pontos que o Gustavo já trouxe, mas talvez só mais em forma de bullet, assim, para a gente deixar bem registrado.

Rafa Japur: Tudo bem, Rafael. Vamos lá por partes, talvez repetir um pouco alguns pontos que o Gustavo já trouxe, mas talvez só mais em forma de bullet, para a gente deixar bem registrado. A gente vai ter que responder mais vezes ao longo desse call sobre esse assunto para outras pessoas, mas mesmo assim, cabe o destaque. Primeiro, quando a gente pensa em mercado, volumes, preços, a gente não vê perda de volumes por conta da parada de Midlothian. A gente se preparou para essa parada, vai seguir atendendo nossos clientes. Não antecipamos nenhum tipo de desabastecimento para os nossos clientes em função disso. Os preços, a gente pode ter sido um pouco mais conservador, a gente teve alguns aumentos de preço que foram anunciados de sexta-feira e agora segunda-feira, na América do Norte.

Speaker #4: Acho que a gente vai ter que responder mais vezes ao longo desse call sobre esse assunto para outras pessoas, mas, mesmo assim, acho que cabe o destaque.

Speaker #4: Primeiro, quando a gente pensa em mercado, volumes, preços, a gente não vê perda de volumes por conta da parada de mid-loft. A gente se preparou para essa parada, vai seguir atendendo os nossos clientes, não antecipamos nenhum tipo de desabastecimento para os nossos clientes em função disso.

Speaker #4: Os preços que a gente acha que a gente pode ter sido pouco mais conservador, que a gente teve alguns aumentos de preço que foram anunciados de sexta-feira e agora segunda-feira, na América do Norte.

Speaker #4: E a gente ainda tem que ter uma certa visibilidade desses preços efetivamente serem concretizados e serem integralmente implementados, e é importante também lembrar que a gente tem metade da nossa carteira, que é, a gente atende o mercado de distribuição, onde realmente as mudanças de preços são mais rápidas, são mais efetivas, mas os outros segmentos que são industriais, manufatura, downstream, que têm uma velocidade de implementação e de pass-through de saúde de preço pouco diferente.

Rafa Japur: A gente ainda tem que ter uma certa visibilidade desses preços efetivamente serem concretizados e serem integralmente implementados. É importante também lembrar que a gente tem metade da nossa carteira que atende o mercado de distribuição, onde realmente as mudanças de preços são mais rápidas, são mais efetivas, mas os outros segmentos que são industriais, manufatura, downstream, que têm uma velocidade de implementação e de pass-through desse ajuste de preço um pouco diferente. Isso posto, quando a gente pensa na parada de Midlothian, há um tema que é contábil, a gente não pensa tanto em geração de caixa, não tem tanto esse impacto.

Speaker #4: Isso posto, quando a gente pensa na parada de mid-loft, tem tema que é contábil aqui, a gente não pensa em geração de caixa não tem tanto esse impacto, mas por a gente ter alguns equipamentos parados durante período relativamente de alguns dias, a gente tem uma certa ociosidade nas nossas linhas, que a gente precisa alocar esses custos fixos diretamente ao CPV, ao resultado do exercício, porque a gente não produziu, por exemplo, aço semiacabado, né?

Rafa Japur: Por a gente ter alguns equipamentos parados durante um período relativamente de alguns dias, a gente tem uma certa ociosidade nas nossas linhas, que a gente precisa alocar esses custos fixos diretamente ao CPV, ao resultado do exercício, porque a gente não produziu, por exemplo, aço semiacabado, aço bruto naquele período. Isso termina prejudicando as margens, mas não prejudica os economics de mercado, as perspectivas de order book que a gente tem, de perspectivas de preço pra frente, e a estabilidade que a gente está vendo do spread metálico, que até tem um pouco em expansão, e com os preços da sucata. Eu acho que a gente tem nesse trimestre, especificamente, uma parada relevante numa usina que é a nossa maior unidade na América do Norte. Acho que tem que pensar no lado do copo meio cheio, não no copo meio vazio.

Speaker #4: Aço bruto naquele período. E isso termina prejudicando as margens, mas não prejudica os econômicos de mercado, as perspectivas de order book, a gente tem de perspectivas de preço para frente, as perspectivas e a estabilidade que a gente está vendo do spread metálico, que até pouco está em expansão, e com os preços da sucata, então aí eu acho que a gente tem nesse trimestre especificamente uma parada relevante, numa usina que é a nossa maior unidade na América do Norte, pensando aí, acho que tem que pensar no lado, no copo meio cheio, não no copo meio vazio, a gente está fazendo investimento para gerar mais toneladas, mais eficiência em custo, mais entregas da nossa principal usina no nosso principal mercado, acho que essa deveria ser a tônica e a conclusão quando a gente pensa nessa expansão que a gente está fazendo em mid-loft e não eventualmente: "Poxa, será que vai ser 1% a mais ou a menos EBITDA daquele trimestre?" Acho que no grande esquema das coisas, o que importa é o investimento e o retorno de longo prazo que a gente vai ter no mercado onde a gente tem maior geração de caixa hoje na GERDAU.

Rafa Japur: A gente está fazendo investimento pra gerar mais toneladas, mais eficiência em custo, mais entregas da nossa principal usina, no nosso principal mercado. Acho que essa deveria ser a tônica e a conclusão quando a gente pensa nessa expansão que a gente está fazendo em Midlothian, e não eventualmente: Poxa, será que vai ser 1% a mais ou a menos de EBITDA daquele trimestre? Acho que no grande esquema das coisas, o que importa é o investimento e o retorno de longo prazo que a gente vai ter no mercado, onde a gente tem maior geração de caixa hoje na Gerdau.

Speaker #3: Perfeito. Se vocês me permitirem só dois follow-ups rápidos. Japur, então, eu estou entendendo que na parte de custo, não foi tanto mid-loft aí que impactou esse view de custo, mas sim a inflação natural aí de energia, enfim, que a gente está vendo no mercado em vários setores, né?

Rafael Barcellos: Perfeito, se vocês me permitirem só dois follow-ups rápidos. Japur, então eu estou entendendo que na parte de custo, não foi tanto Midlothian que impactou esse view de custo, mas sim a inflação natural de energia, que a gente está vendo no mercado em vários setores. Midlothian não é tão pesado assim em custo. Só um segundo follow-up, mais pro Werneck. Então eu entendi que, visão de ciclo, a sustentabilidade do ciclo é uma outra história, mas com respeito à amplitude desse pico, vocês já percebem um pouco mais próximo do potencial de aumento de spread metálico. A sustentabilidade é uma outra história, entendo que vocês vão discutir aqui ao longo do call, mas sustentabilidade parece que, de fato, vai acontecer pelo que a gente está vendo de mercado, mas a amplitude já parece estar um pouco mais próximo do potencial.

Speaker #3: Mid-loft não é tão pesado assim em custo para os próximos... E aí, só segundo follow-up, daí mais para o Werneck. Então, eu entendi que visão de ciclo, assim, a sustentabilidade do ciclo é uma outra história, mas com respeito à amplitude aqui dessa desse pico, daí vocês já percebem pouco mais próximo aí do potencial de aumento de spread metálico, enfim.

Speaker #3: Aí, a sustentabilidade é uma outra história até. Entendo que vocês vão discutir aqui ao longo do call, mas sustentabilidade parece que de fato vai acontecer, né?

Speaker #3: Pelo que a gente está vendo de mercado, mas amplitude já parece estar pouco mais para próximo do potencial, né? É isso.

Gustavo Werneck: Mesmo assim, avançando um pouco para 2027, o ciclo pode ser definido no prazo de tempo que a gente quiser. Os principais fatores que têm nos levado a um backlog tão relevante, no nosso ponto de vista, eles vão continuar presentes. O tema de data centers, por exemplo, embora eu estivesse lá nos Estados Unidos quando começou esse debate, na Pensilvânia, em Nova York, sobre reduzir ou segurar licenças de implantação de novos data centers, pela preocupação de demanda e consumo de água e energia. Isso acho que ficou restrito. Não existe nenhum pensamento ou nenhuma iniciativa mais robusta que possa paralisar o crescimento de construção de novos data centers. São caminhos sem volta da humanidade. O nosso backlog para esse setor é muito forte.

Speaker #2: Mas mesmo assim, olhando já avançando pouco para 2027, né? O ciclo, ele pode ser definido num prazo de tempo que a gente quiser, os principais fatores que têm nos levado a backlog tão relevante, né?

Speaker #2: No nosso ponto de vista, eles vão continuar presentes, tá? O tema de data center por exemplo, embora estivesse lá nos Estados Unidos quando começou esse debate, né?

Speaker #2: Na Pensilvânia, em Nova Iorque, sobre reduzir ou segurar licenças de implantação de novos data centers pela preocupação de demanda e consumo de água e energia, tá?

Speaker #2: Isso eu acho que ficou restrito, tá? E não existe nenhum pensamento mais robusta que possa paralisar o crescimento de construção de novos data centers, tá?

Speaker #2: Então, são caminhos sem volta da humanidade. O nosso backlog para esse setor, ele é muito forte, né? Com data center vem energia, né? Produção de energia nos Estados Unidos e energia renovável, embora houvesse uma preocupação se ela se reduziria na atual administração, ela não reduziu, né?

Gustavo Werneck: Com data center vem energia, produção de energia nos Estados Unidos e energia renovável, embora houvesse uma preocupação se ela se reduziria na atual administração, ela não reduziu. A gente segue com o nosso negócio de produção de aço para energia e energia renovável muito forte. Olhando um pouco mais à frente, os próximos trimestres, 2027, não nos parece que existe um grande risco iminente que possa reduzir drasticamente o nosso backlog, as nossas entregas. Eu já posso adiantar isso um pouco também, mas deixa eu ver se o Japur tem mais algum ponto adicional para colocar.

Speaker #2: Então, a gente segue com o nosso negócio de produção de aço para energia e energia renovável muito forte. Então, olhando pouco mais à frente, né?

Speaker #2: Os próximos trimestres, 2027, não nos parece que existe grande risco eminente que possa reduzir drasticamente o nosso backlog, os nossas entregas, tá? Então, já posso adiantar isso pouco também, mas deixa eu ver se o Japur tem mais algum ponto adicional aí para colocar.

Speaker #4: Não, eu pararia. Acho que só ficando com a questão. Sim, a gente enxerga, Rafael, impacto objetivo da parada de mid-loft nos custos do terceiro trimestre, por, como eu mencionei, por ociosidade.

Rafa Japur: Tarso, acho que só ficando com a questão. Sim, a gente enxerga, Rafael, um impacto objetivo da parada de Midlothian nos custos do Q3, como eu mencionei, por ociosidade. Como eu não tenho produção, por exemplo, na aciaria durante um mês inteiro, todos aqueles custos de luz, TCorpay, gás, colaboradores que trabalham nas células de aciaria, no lingotamento, eu preciso descarregar esses custos no nosso P&L. Ao fazer isso sem ter efetivamente uma produção, a gente joga um custo que do ponto de vista caixa ele não mudou, porque é o custo que já estaria ali, mas ele termina onerando especificamente o custo daquele trimestre.

Speaker #4: Como eu não tenho produção, por exemplo, na ceiaria durante mês inteiro, todos aqueles custos de luz, decor pay, gás, colaboradores que trabalham na células de aciaria, no engotamento, eu preciso descarregar esses custos no nosso P&L.

Speaker #4: E ao fazer isso sem ter efetivamente uma produção, a gente joga custo que, do ponto de vista caixa, ele não mudou, porque o custo que já estaria ali, mas ele termina onerando especificamente o custo daquele trimestre.

Speaker #4: De novo, é efeito transitório, não recorrente, que a gente estima que deve ser na ordem de 150 a 100 a 150 milhões de reais, e que talvez a gente esteja sendo aqui pouco conservador com os outros aspectos aí de mercado, como a gente falou mais cedo, e a gente está levando em consideração os impactos desse custo aí no resultado da operação.

Rafa Japur: De novo, é um efeito transitório, não recorrente, que a gente estima que deve ser na ordem de BRL 100 to 150 million, que talvez a gente esteja sendo aqui um pouco conservador com os outros aspectos de mercado, como a gente falou mais cedo, a gente está levando em consideração os impactos desse custo no resultado da operação. A gente teve outros impactos inflacionários ao longo desse Q2, por exemplo, em fretes. A gente teve mais ou menos em média 8.5% a mais de despesas com frete na América do Norte do que a gente teve no Q1, nesse Q2 que passou, muito em função dos temas de combustíveis, que a gente acompanha pelo conflito no Oriente Médio, que a gente imagina que esses efeitos vão permanecer ao longo do Q3.

Speaker #4: A gente teve outros impactos inflacionários ao longo desse segundo trimestre, por exemplo, em fretes, a gente teve mais ou menos em média 8,5% a mais de despesas com frete na América do Norte do que o que a gente teve no primeiro trimestre, nesse segundo tri que passou.

Speaker #4: Muito em função dos temas aí de combustíveis, né? Que a gente acompanha aí pelo conflito no Oriente Médio, e que a gente imagina que esses efeitos vão permanecer ao longo do terceiro trimestre.

Rafa Japur: Efetivamente, não é por outras inflações de custo que a gente está vendo esse tema, sim algo muito relacionado com o Midlothian e a parada de manutenção.

Speaker #4: Mas, efetivamente, não é por outras inflações de custos que a gente está vendo aí esse tema, e sim algo muito relacionado aí com o mid-loft e a parada de manutenção.

Speaker #3: Perfeito. Muito obrigado, Japur.

Rafael Barcellos: Perfeito, muito obrigado.

Gustavo Werneck: A gente que agradece. Um abraço.

Speaker #2: A gente que te agradece aí, tá? abraço.

Speaker #4: Obrigado. abração. Tchau.

Rafael Barcellos: Obrigado, abração. Tchau.

Speaker #3: Tchau.

Speaker #1: A próxima pergunta é do Caio Greiner, do UBS.

Ariana Pereira: A próxima pergunta é do Caio Greiner, do UBS.

Speaker #5: Tudo bem, pessoal? Boa tarde.

Caio Greiner: Tudo bem, pessoal? Boa tarde.

Speaker #2: Ô Caio, beleza? Boa tarde. Tudo certo?

Gustavo Werneck: Caio, beleza? Boa tarde, tudo certo?

Speaker #5: Boa tarde. Tudo bem. Eu só deixa eu fazer follow-up rápido na pergunta do Rafael antes de ir para a minha, mas Japur, me confirma se eu entendi certo, você não está considerando ainda a implementação desses dois últimos anúncios de aumento de preço que você fez entre semana passada e essa no seu Outlook, está certo isso?

Caio Greiner: Boa tarde, tudo bem. Deixa eu fazer um follow-up rápido na pergunta do Rafael antes de ir pra minha, Japur, me confirma se eu entendi certo. Você não está considerando ainda a implementação desses dois últimos anúncios de aumento de preço que você fez entre semana passada e essa no seu outlook, está certo isso? Ou seja, se tivesse implementação, pelo meu entendimento, esse outlook poderia, sim, ser de uma expansão?

Speaker #5: Ou seja, se tivesse implementação, pelo meu entendimento, esse outlook poderia sim ser de uma expansão?

Speaker #4: Está correto. A gente ao fazer esse Outlook, está vendo isso aqui? Está aberto. Sim, Caio, está correto. A gente não considerou integralmente esses dois aumentos que a gente falou em ações especiais, emergencies e em bins que ocorreram em sexta-feira e segunda-feira, que a gente acompanhou os nossos concorrentes.

Rafa Japur: Está correto. Sim, Caio, está correto. A gente não considerou integralmente esses dois aumentos que a gente falou em Aços Especiais, em merchant e em beams, que ocorreram em sexta-feira e segunda-feira, que a gente acompanhou os nossos concorrentes. Até porque a gente já está aqui em 5 August, então a gente já teve o mês de July que andou, esse aumento de preço não é retroativo, por óbvio, ele tem uma data de implementação ao longo do mês de August. Ele vai ter um efeito na carteira não integral, além da questão dos diferentes canais que eu referi mais cedo. Ele não está integralmente capturado no nosso outlook. Vamos colocar de outra forma. Tem um upside risk não desprezível nesse outlook.

Speaker #4: A gente, até porque a gente já está aqui em 5 de agosto, então a gente já teve o mês de julho que andou, esse ajuste, esse aumento de preço não é retroativo, por óbvio, e ele tem uma data de implementação ao longo do mês de agosto, né?

Speaker #4: Então, ele vai ter efeito na carteira não integral, além da questão dos diferentes canais que eu referi mais cedo. Então, ele não está integralmente capturado no nosso outlook.

Speaker #4: Então eu diria: vamos colocar de outra forma. Tem upside risk não desprezível nesse Outlook.

Speaker #5: Está claro. Muito obrigado, Japur. Passando para as minhas perguntas, vou fazer duas sobre uma sobrealocação de capital e outra sobre Miguel Burnier. Primeiro sobre sobrealocação de capital, Japur.

Caio Greiner: Está claro. Muito obrigado, Japur. Passando para as minhas perguntas, vou fazer duas. Uma sobre alocação de capital e outra sobre Miguel Burnier. Primeiro sobre a alocação de capital, Japur, para mim está chamando bastante a atenção, de novo, o ponto da dívida líquida de vocês. Vocês bateram próximo de BRL 8 billion agora no Q2. A gente lembra bastante desse target de vocês, chama assim de dívida líquida EBITDA próxima de 1x. Agora, seja o EBITDA de vocês para esse ano BRL 12 billion, BRL 12.5 billion, BRL 13 billion ou para o ano que vem BRL 13 billion, BRL 14 billion, parece estar num patamar bastante conservador a dívida líquida de vocês. Queria entender como que vocês estão pensando nessa estratégia de alocação de capital, de endividamento, se esse target de 1x ainda deveria fazer sentido para a gente e se sim, como vocês pretendem se realavancar até chegar nesse target.

Speaker #5: Para mim, está chamando bastante atenção de novo o ponto da dívida líquida de vocês, né? Vocês bateram próximo de R$8 bilhões agora, nesse segundo tri, e a gente lembra bastante desse target de vocês, vamos chamar assim, de dívida líquida/EBITDA próxima de uma vez.

Speaker #5: E agora, enfim, seja o EBITDA de vocês para esse ano 12, 12,5, 13, ou para o ano que vem 13, 14, parece estar num patamar bastante conservador a dívida líquida de vocês.

Speaker #5: Então, queria entender como que vocês estão pensando nessa estratégia de alocação de capital, de endividamento, se esse target de uma vez ainda deveria fazer sentido para a gente e, se sim, como que vocês pretendem, vamos dizer, se realavancar até chegar nesse target.

Speaker #5: E a segunda pergunta sobre Miguel Burnier, vocês comentaram que já enfim, o startup já está em processo, vai entrar em processo de ramp-up. E tem chamado a atenção também, enfim, o mercado de minério de ferro está mais pressionado, os preços caíram bastante.

Caio Greiner: A segunda pergunta sobre Miguel Burnier. Vocês comentaram que a start-up já está em processo, vai entrar em processo de ramp-up. Tem chamado a atenção também, o mercado de minério de ferro está mais pressionado, os preços caíram bastante. Queria entender como é que fica o economics de Miguel Burnier para 2027, especificamente, se vocês têm uma conta atualizada de geração de EBITDA, se 2027 a gente já deveria pensar nas operações rodando full e gerando aquele EBITDA próximo de BRL 1 billion, que vocês comentaram no passado, ou se essa conta muda. Muito obrigado.

Speaker #5: Queria entender como é que fica o economics de Miguel Burnier para 2027 especificamente, se vocês têm uma conta atualizada de geração de EBITDA, se 2027 a gente já deveria pensar nas operações rodando full e gerando aquele EBITDA próximo de bi que vocês comentaram no passado, ou se essa conta muda.

Speaker #5: Muito obrigado.

Speaker #4: Está bom. Tudo bem, Caio. Eu acho que, pegando por partes, começar pela alocação de capital. Só uma pequena correção: quando a gente se refere à nossa dívida líquida, nossa política formal diz que o limite de alavancagem é uma vez e meia, mas, na prática, a gente sente desconforto de ficar acima de uma vez de dívida líquida.

Rafa Japur: Tá bom. Tudo bem, Caio. Pegando por partes, começar pela alocação de capital. Só uma pequena correção, quando a gente se refere à nossa dívida líquida, a nossa política formal, a gente diz que o limite de alavancagem é 1.5x, mas na prática a gente sente um desconforto de ficar acima de 1x de dívida líquida EBITDA. Perceba que é um limite, não é um alvo de alavancagem. A gente não tem uma pressa ou uma necessidade de: "Poxa, estamos 0.69x, precisamos alavancar mais 0.31x para chegarmos no alvo". A gente não tem essa cabeça.

Speaker #4: EBITDA. Então perceba que é limite, não é alvo de alavancagem. Então a gente não tem uma pressa ou uma necessidade de: poxa, estamos 0,69, precisamos alavancar mais 0,31 para chegarmos no alvo.

Speaker #4: A gente não tem essa cabeça, tá? Agora, é bem verdade que a gente com a redução do nosso desembolso de CAPEX e com a expansão do nosso EBITDA, a gente está tendo uma geração de fluxo de caixa livre e to equity maior do que a gente vinha tendo.

Rafa Japur: É bem verdade que a gente, com a redução do nosso desembolso de Capex e com a expansão do nosso EBITDA, a gente está tendo uma geração de fluxo de caixa livre to equity maior do que a gente vinha tendo, que isso tem se traduzido em mais dividendos, em recompra para os nossos acionistas e, em alguma medida, uma certa redução de dívida líquida, nem tanto pela redução da dívida líquida, melhor dizendo, mas sim pela redução da alavancagem pela expansão do EBITDA, não tanto pela redução da dívida líquida propriamente dita. A nossa preferência segue sendo essa.

Speaker #4: Que isso tem se traduzido em mais dividendos, em recompra para os nossos acionistas e, em alguma medida, uma certa redução da dívida líquida. Nem tanto pela redução da dívida líquida, melhor dizendo, mas sim pela redução da alavancagem pela expansão do EBITDA.

Speaker #4: Não tanto pela redução da dívida líquida propriamente dita. E a nossa preferência segue sendo essa. A gente enxerga que a gente teve como foi bem destacado por vários analistas consumo muito expressivo de capital de giro nesse trimestre, tanto pelos aumentos de preço que a gente teve nos Estados Unidos, mas também pelos aumentos de preço que a gente teve aqui em menor medida na operação do Brasil.

Rafa Japur: A gente enxerga que a gente teve, como foi bem destacado por vários analistas, um consumo muito expressivo de capital de giro nesse trimestre, tanto pelos aumentos de preço que a gente teve nos Estados Unidos, mas também pelos aumentos de preço que a gente teve aqui, em menor medida, na operação do Brasil. A gente projeta ter uma liberação de fluxo de caixa livre nesse Q3 e Q4, em função da sazonalidade típica que a gente tem. Tipicamente, são os trimestres que a gente mais libera fluxo de caixa, mais libera capital de giro. Também, por exemplo, pela parada de Midlothian, em que a gente acumulou um estoque importante de produtos semiacabados e acabados pra não ter nenhum tipo de desabastecimento. Ao parar de produzir e vender esses estoques, a gente vai ter uma liberação de capital de giro.

Speaker #4: E a gente imagina ou projeta ter uma liberação de fluxo de caixa livre nesse terceiro e quarto trimestre em função da sazonalidade típica que a gente tem, tipicamente são os trimestres que a gente mais libera fluxo de caixa, mas libera capital de giro.

Speaker #4: E também, por exemplo, pela parada de middle-often que a gente acumulou estoque importante de produtos semiacabados e acabados para não ter nenhum tipo de desabastecimento ao parar de produzir e vender esses estoques, a gente vai ter uma liberação de capital de giro.

Speaker #4: Então, aí a gente mantém a nossa preferência de seguir remunerando os nossos acionistas, seja via dividendo, seja via execução do nosso programa de recompra, quando a gente pensa em alocação de capital.

Rafa Japur: A gente mantém a nossa preferência de seguir remunerando os nossos acionistas, seja via dividendo, seja via execução do nosso programa de recompra, quando a gente pensa em alocação de capital. Com relação a Miguel Burnier, quando a gente fez as últimas estimativas e as projeções que a gente divulgou pro mercado, a gente sempre trabalhou com a referência de minério de ferro mais próximo de $90 por tonelada, e não nos valores de 105, 106, 110, que a gente via sendo reproduzidos na tela. Pode ser que tenha algum ajuste. Tenho mais preocupação que a gente execute bem o ramp-up, que a gente consiga entregar o custo que o projeto se propôs quando a gente projetou os equipamentos e dimensionou a nossa operação de em torno de $30 por tonelada de cash cost, entregue na usina de Ouro Branco.

Speaker #4: Com relação a Miguel Burnier, quando a gente fez as últimas estimativas e as projeções que a gente divulgou para o mercado, a gente sempre trabalhou com a referência de minério de ferro mais próximo de 90 dólares por tonelada e não dos valores de 105, 106, 110 que a gente via sendo reproduzidos aí na tela.

Speaker #4: Então pode ser que tenha algum ajuste, tenho mais preocupação que a gente execute bem o ramp-up, que a gente consiga entregar o custo que o projeto se propôs quando a gente projetou os equipamentos e dimensionou a nossa operação de em torno de 30 dólares por tonelada de cash cost, entregue na usina de Ouro Branco.

Rafa Japur: Acho que nesse momento a gente está mais focado na qualidade da nossa execução e na nossa disciplina operacional, do que propriamente no preço internacional nesse momento. No call com a imprensa, a gente teve algumas perguntas sobre se a gente vai vender o minério, se a gente já comercializou o minério. Nesse sentido, destaco aqui agora com os analistas que a gente ainda não tem nenhum contrato de venda ou antecipação de venda de minério de ferro ou offtake com ninguém. Nosso principal foco é o ramp-up, pra primeiro garantir a competitividade e o custo de Ouro Branco, e num segundo momento a gente vender esse excedente.

Speaker #4: Acho que nesse momento a gente está mais focado na qualidade da nossa execução e na nossa disciplina operacional do que propriamente no momento. No qual com a imprensa a gente teve alguns perguntas sobre se a gente já vendeu minério, se a gente já comercializou minério e nesse sentido destaco aqui agora com os analistas que a gente ainda não tem nenhum contrato de venda ou antecipação de venda de minério de ferro ou off-take com ninguém.

Speaker #4: Nosso principal foco é o ramp-up. Para primeiro garantir a competitividade e o custo de Ouro Branco e num segundo momento a gente vender esse excedente.

Speaker #4: A gente imagina que, se tudo partir de acordo com o nosso atual programa, a gente deva concluir o ramp-up até o final deste ano, início do ano que vem, e basicamente ter o benefício cheio que a gente projeta para esse negócio ao longo de 2027, se a gente conseguir entregar o custo que a gente se propôs.

Rafa Japur: A gente imagina que se tudo partir de acordo com o nosso atual programa, a gente deva concluir o ramp-up até o final desse ano, início do ano que vem, e basicamente ter o benefício cheio que a gente projeta pra esse negócio ao longo de 2027, se a gente conseguir entregar o custo que a gente se propôs.

Speaker #5: Muito obrigado, pessoal.

Caio Greiner: Muito obrigado, pessoal.

Speaker #4: Obrigado, Carlos.

Rafa Japur: Obrigado, Caio.

Speaker #2: Agora a próxima pergunta é do Caio Ribeiro, do Bank of America.

Ariana Pereira: A próxima pergunta é do Caio Ribeiro, do Bank of America.

Speaker #5: Bom, boa tarde a todos. Obrigado pela oportunidade. A minha primeira pergunta seria voltando no tema de alocação de capital. Eu queria explorar com vocês como é que está evoluindo a análise de novos projetos.

Caio Ribeiro: Boa tarde a todos, obrigado pela oportunidade. A minha primeira pergunta seria voltando no tema de alocação de capital. Eu queria explorar com vocês como é que está evoluindo a análise de novos projetos, qual que é a ordem de prioridade de vocês hoje? Qual o timing pra aprovar novos projetos e como pensar, talvez, na tendência de Capex pra frente, especialmente essa comparação Capex de manutenção e expansão. Em segundo lugar, olhando o comportamento dos lead times nos Estados Unidos, que continuam em níveis muito elevados, mesmo apesar dos aumentos de preço de longos que vocês vêm anunciando e outros competidores também. Isso sugere que a demanda está se tornando mais inelástica. Queria explorar com vocês o quão significativo hoje é esse componente de data centers pra vocês, tanto diretamente quanto indiretamente, em investimentos correlacionados. Qual o crescimento que vocês esperam pra frente?

Speaker #5: E qual que é a ordem de prioridade de vocês hoje? Qual o timing para aprovar novos projetos? E como pensar, talvez, na tendência de CAPEX para frente?

Speaker #5: Especialmente essa comparação CAPEX e manutenção e expansão. E em segundo lugar, olhando o comportamento dos lead times nos Estados Unidos, que continuam em níveis muito elevados, mesmo apesar dos aumentos de preço de longos, que vocês vêm anunciando e outros competidores também.

Speaker #5: Isso sugere que a demanda está se tornando mais inelástica? Então queria explorar com vocês o quão significativo hoje esse componente de data centers para vocês?

Speaker #5: Tanto diretamente quanto indiretamente, em investimentos correlacionados. Qual o crescimento que vocês esperam para frente? E se esse backlog de pedidos não deveria mudar desse componente?

Caio Ribeiro: Se esse backlog de pedidos não deveria mudar desse componente, se vocês enxergam que tem um risco de contração de metal spread, em função de um aumento de importação, dado que esse spread de preços do mercado interno americano versus o externo, vem aumentando. São essas as perguntas. Obrigado.

Speaker #5: Vocês enxergam que há risco de contração do metal spread em função do aumento da importação? Dado que esse spread de preços no mercado interno americano versus o externo vem aumentando?

Speaker #5: São essas as perguntas. Obrigado.

Speaker #4: Obrigado, Caio. São ótimas perguntas aí. A alocação de capital eu vou te deixar daqui a pouco o Japur responder de forma mais completa. Acrescentando aí o que ele já respondeu anteriormente.

Gustavo Werneck: Obrigado, Caio. São ótimas perguntas. Alocação de capital, eu vou deixar daqui a pouco o Japur responder de forma mais completa, acrescentando o que ele já respondeu anteriormente. Ele pega a praia dele, eu vou mais pra mim, que é alocação de capital, no que tange a Capex. Não tem nenhuma alteração significativa no que a gente enxerga pra frente, com relação àquilo que eu já vinha comentando. A gente vai continuar investindo ao longo do tempo, um patamar de Capex que a gente acha saudável. Provavelmente em patamares que a gente tem atualmente. O que tem de grandes temas vindo pela frente, é aquela questão da manutenção do alto-forno, do alto-forno 1 de Ouro Branco e das coqueirias. Existia uma preocupação lá de trás, se algum momento ao longo dos próximos anos, não precisaria ter um pico de Capex pra gente lidar com isso.

Speaker #4: Então ele pega aí a praia dele, vou mais para mim assim que a alocação de capital no que tange a CAPEX. Então assim, não tem nenhuma alteração significativa no que a gente enxerga para frente com relação àquilo que já vinha comentando.

Speaker #4: A gente vai continuar investindo ao longo do tempo, em um patamar de CAPEX que a gente acha saudável. Provavelmente, em patamares que a gente tem atualmente.

Speaker #4: O que tem assim de grandes temas vindo pela frente é aquela questão da manutenção do outforno. Do outforno 1 de Ouro Branco e das coquerias.

Speaker #4: Então existia uma preocupação lá de trás se em algum momento ao longo dos próximos anos não precisaria ter pico de CAPEX para a gente lidar com isso.

Speaker #4: Acho que a notícia boa, o que dilui esse pico que a gente imaginava na época, é que a gente tem conseguido alternativas tecnológicas e técnicas para ampliar a vida útil das coquerias e do outforno.

Gustavo Werneck: Acho que a notícia boa, o que dilui esse pico que a gente imaginava na época, a gente tem conseguido alternativas tecnológicas e técnicas, pra gente ampliar a vida útil das coqueirias e do alto-forno. A gente tem, ano após ano, informado uma postergação da data dessa parada. A gente tem adquirido um nível de conhecimento de operação de uma usina integrada, que a gente não tinha anteriormente. A história da Gerdau foi muito calcada na sucata. Ali a gente domina tudo. Mas de altos-fornos, de uma operação a mais longo prazo, de vida útil, eu acho que a gente evoluiu muito no nível do nosso conhecimento, usufruindo de grandes parceiros tecnológicos, bibliotecas mundiais, como é a própria JFE lá no Japão.

Speaker #4: Então a gente tem ano após ano informado uma postergação da data dessa parada. Então a gente tem adquirido nível de conhecimento de operação de uma usina integrada que a gente não tinha anteriormente.

Speaker #4: A história da Gerdau foi muito calcada na sucata. Então ali a gente domina tudo. Mas de outfornos, de uma operação mais de longo prazo, de vida útil, eu acho que a gente evoluiu muito no nível do nosso conhecimento.

Speaker #4: Usufruindo de grandes parceiros tecnológicos ou techs mundiais como é a própria JFE no Japão. Então acho que as coisas estão caminhando bem no que tange se uma hora nós vamos ter que fazer uma parada de Ouro Branco, nós vamos construir inventário de tarugos, ou de semiacabados com antecedência para não impactar o mercado.

Gustavo Werneck: Eu acho que as coisas estão caminhando bem, no que tange, uma hora nós vamos ter que fazer uma parada de Ouro Branco, nós vamos construir inventários de tarugos ou de semiacabados com antecedência, pra não impactar o mercado. Mas eu acho que a postergação desses dois ativos muito relevantes pra nós, permite diluir mais esse Capex que será necessário no futuro, num ciclo de tempo maior. Nos Estados Unidos, eu diria que, de certa forma, o que nós estamos enfrentando no Brasil agora, a gente enfrentou há oito, nove anos, quando a gente debatia aqui nessas calls uma margem EBITDA ao redor de 6% e 7%. Nós fizemos um projeto de transformação muito significativa, com venda de ativos, com investimentos nos locais corretos, com ampliação de portfólio de produtos, naquele conceito de one stop shop.

Speaker #4: Mas eu acho que a postergação desses dois ativos muito relevantes para nós, ela permite diluir mais esse CAPEX Serasa Necessário no futuro, num ciclo de tempo maior.

Speaker #4: Nos Estados Unidos a gente eu diria que de certa forma o que nós estamos enfrentando no Brasil agora, a gente enfrentou há oito ou nove anos atrás, quando a gente debatia aqui nessas calls uma margem EBITDA ao redor de seis, sete por cento.

Speaker #4: Nós fizemos um projeto de transformação muito significativa, com venda de ativos, com investimentos nos locais corretos, com ampliação de portfólio de produtos naquele conceito de one stop shop.

Speaker #4: Então eu acho que a gente está colhendo os frutos agora de trabalho importante que nós fizemos nos últimos anos. É claro que a administração atual, ela criou as oportunidades para isso, mas a gente não estivesse preparado, a gente não ia estar usufruindo agora dessa oportunidade.

Gustavo Werneck: Eu acho que a gente está colhendo os frutos agora de um trabalho importante que nós fizemos nos últimos anos. É claro que a administração atual criou as oportunidades para isso. Se a gente não tivesse preparado, a gente não estaria usufruindo agora dessa oportunidade. Eu acho que a gente agora, com essas paradas de Midlothian, a gente encerra um ciclo relevante para nós. A gente vai ter que agora analisar com calma o que serão nossos próximos passos nos Estados Unidos, mas nada que esteja nesse momento discutido ou consolidado. No Brasil, a gente vai seguir passando por uma transformação, de certa forma, parecida com o que a gente fez lá nos Estados Unidos.

Speaker #4: Eu acho que a gente agora, com essas paradas de middle of, a gente encerra ciclos relevantes para nós. E a gente vai ter que, agora, analisar com calma quais serão nossos próximos passos nos Estados Unidos.

Speaker #4: Mas nada que esteja nesse momento assim discutido ou consolidado. Mas no Brasil a gente vai seguir passando por uma transformação de certa forma parecida com o que a gente fez lá nos Estados Unidos.

Speaker #4: Então necessidades de CAPEX, de construir novas plantas, de fazer reformas mais significativas, eu acredito que isso vem ao longo dos próximos anos. Mas diluído numa linha de tempo que não nos dê pico inesperado de CAPEX que a gente não esteja preparado e nós não vamos alavancar mais a companhia com relação a colocar muito dinheiro em CAPEX.

Gustavo Werneck: Necessidades de Capex, de construir novas plantas, de fazer reformas mais significativas, eu acredito que isso venha ao longo dos próximos anos, mas diluído numa linha de tempo que não nos dê um pico inesperado de Capex, que a gente não esteja preparado. Nós não vamos alavancar mais a companhia com relação a colocar muito dinheiro em Capex, que a gente enfrente dificuldades para lidar. Até porque, Caio, tem outra questão no Brasil sobre isso, que quando tu quer fazer Capex demais, tu começa a bater em obra civil, em montagem eletromecânica. Você vê que esse investimento que foi comentado anteriormente de Miguel Burnier, foi no máximo que a gente conhece de gestão de implantação de um Capex desse. Onde é que foi o problema do atraso? Obra civil e montagem eletromecânica. Você vê como é difícil fazer esse tipo de empreendimento no Brasil.

Speaker #4: Que a gente não, que a gente enfrente dificuldades para lidar. Até porque, Caio, tem outra questão no Brasil sobre isso, que quando tu quer fazer CAPEX demais, tu começa a bater em obra civil, em montagem eletromecânica.

Speaker #4: Você vê que esse investimento que foi comentado anteriormente de Miguel Bournier, a gente foi no máximo que a gente conhece de gestão de implantação de CAPEX desse.

Speaker #4: Onde é que foi o problema do atraso? Obra civil e montagem eletromecânica. Você vê como é difícil fazer esse tipo de empreendimento no Brasil.

Gustavo Werneck: Uma visão mais geral de Capex é essa, eu vou passar para o Japur comentar mais alguma coisa que ele queira falar de alocação de capital, aí depois eu falo um pouco de lead time, Japur, ou tu começa a falar, depois eu acrescento.

Speaker #4: Então uma visão mais geral de CAPEX é essa. Eu vou passar para o Japur comentar aí mais alguma coisa que ele queira falar de alocação de capital.

Speaker #4: Aí depois eu falo pouco de lead time. O Japur, tu começa a falar, depois eu acrescento. Do jeito que tu achar melhor.

Rafa Japur: Tá bom.

Gustavo Werneck: Do jeito que tu achar melhor.

Rafa Japur: Tudo bem, Caio. Acho que a gente tinha passado nosso guidance desse ano de desembolso na faixa de BRL 4.7 billion. A gente está num ritmo de desembolso até ligeiramente abaixo desse guidance. Tudo leva a crer, ali com o que o Gustavo referiu que pelo foco que a gente está dando às nossas operações do Brasil, de focar nos nossos ativos de maior competitividade, de buscar algumas otimizações e pela extensão da vida útil, principalmente, que a gente está tendo dos nossos ativos de redução em ouro branco, a gente entende que eventualmente a gente possa ter algum espaço pra redução do guidance de manutenção de Capex, de Capex de manutenção que a gente passou, de em torno de BRL 3 billion por ano pra frente.

Speaker #1: Tudo bem, Caio. Acho que a gente tinha passado o nosso guidance desse ano de desembolso na faixa de quatro bilhões e setecentos milhões de reais.

Speaker #1: A gente está num ritmo de desembolso até ligeiramente abaixo desse guidance. E tudo leva a crer na linha que o Gustavo referiu, que pelo foco que a gente está dando às nossas operações do Brasil, de focar nos nossos ativos de maior competitividade, de buscar algumas otimizações, e pela extensão da vida útil, principalmente, que a gente está tendo dos nossos ativos de redução em Ouro Branco, a gente entende que eventualmente a gente possa ter algum espaço para redução do guidance de manutenção de CAPEX, de CAPEX de manutenção que a gente passou, de em torno de três bilhões de reais por ano para frente.

Speaker #1: Isso posto, a gente entende que uma eventual redução desse guidance que a gente passou de três bilhões de reais por ano de manutenção, eventuais redução desse valor anual, não vão ser destinados a outra aos nossos acionistas, a redução de dívida líquida.

Rafa Japur: Isso posto, a gente entende que uma eventual redução desse guidance que a gente passou de BRL 3 billion por ano de manutenção, eventuais reduções desse valor anual, não vão ser destinados aos nossos acionistas, à redução de dívida líquida. A gente entende que eventuais espaços de menores manutenções, que o local adequado para investirmos é seguir reforçando a competitividade das nossas operações aqui no Brasil, na América Latina e na América do Norte. Se a gente pensa no guidance de desembolso total de Capex, entre BRL 4.7 billion, que é o que a gente tem hoje, com algum tipo de redução pra próximo de 4, talvez pros próximos anos, eventuais diminuições desses BRL 3 billion de manutenção, a gente não imagina em cortar do número.

Speaker #1: A gente entende que eventuais espaços de menores manutenções que o local adequado para investirmos é seguir reforçando a competitividade das nossas operações aqui no Brasil, na América Latina e na América do Norte.

Speaker #1: Então, se a gente pensa no guidance de desembolso total de CAPEX, entre quatro bilhões e setecentos, que é o que a gente tem hoje, com algum tipo de redução para próximo de quatro, talvez para os próximos anos, eventuais diminuições desses três bilhões de manutenção a gente não imagina encurtado o número.

Speaker #1: A gente espera, ok? Se a gente abrir o espaço em ter que gastar menos com manutenção, vamos investir mais em ser competitivos e transformar o nosso negócio para o longo prazo.

Rafa Japur: A gente espera: Ok, se a gente abrir o espaço em ter que gastar menos com manutenção, vamos investir mais em ser competitivos e transformar o nosso negócio no longo prazo. Acho que em linhas gerais, essa é a filosofia que a gente tem. A gente entende que um investimento dessa ordem de magnitude é capaz de colocar bons investimentos com excelente retorno pra nós no longo prazo. Com relação aos Estados Unidos, acho difícil dizer que a demanda seja inelástica. Acho, sim, que há um componente muito importante de tempo de execução.

Speaker #1: Então, acho que em linhas gerais, acho que essa é a filosofia que a gente tem. A gente entende que investimento dessa ordem de magnitude é capaz de colocar bons investimentos com excelente retorno para nós no longo prazo.

Speaker #1: Aí, com relação aos Estados Unidos, acho difícil dizer que a demanda seja inelástica. Acho, sim, que há um componente muito importante de tempo de execução e, nesse sentido, a solução de construção metálica é amplamente superior a outros modelos construtivos. Isso se reflete nos Estados Unidos, com uma melhor demanda por construção metálica, porque a velocidade entre 'vou fazer um data center em dois anos' ou 'vou fazer um data center em seis meses' é absolutamente diferente do ponto de vista de velocidade para fazer o rollout de novos modelos por parte desses hyperscalers que prestam serviço para as empresas de inteligência artificial.

Rafa Japur: Nesse sentido, a solução de construção metálica é amplamente superior a outros modelos construtivos, isso se reflete nos United States por uma maior demanda de construção metálica, porque a velocidade entre: "vou fazer um data center em 2 anos ou vou fazer um data center em 6 meses", é absolutamente diferente do ponto de vista de velocidade pra fazer rollout de novos modelos por parte desses hyperscalers que prestam serviço pras empresas de inteligência artificial. Nesse sentido, eu não diria que a demanda é inelástica, mas eu acredito que sim, a gente está num momento, talvez, sem par, ou que a gente tem que voltar muito no tempo pra pensar onde, de fato, haja uma demanda tão robusta e tão resiliente pra construção metálica na North America. Gustavo, você queria?

Speaker #1: Então, nesse sentido, eu não diria que a demanda é inelástica. Mas eu acredito que sim, a gente está num momento talvez sem par, ou com o que a gente tem que voltar muito no tempo para pensar onde de fato haja uma demanda tão robusta e tão resiliente para a construção metálica na América do Norte.

Speaker #1: Gustavo, você queria.

Speaker #4: Não, o que eu queria, posso acrescentar nisso, é a questão dos importados. Nos dois principais segmentos que a gente atua nos Estados Unidos, as grandes vigas, os bins estruturais e os merchants, na parte de vigas a penetração de importados é muito pequena, muito marginal.

Gustavo Werneck: O que eu posso acrescentar nisso é a questão dos importados. Nos 2 principais segmentos que a gente atua nos United States, as grandes vigas, os beams, os estruturais e os merchants. Na parte de vigas, a penetração de importado é muito pequena, muito marginal. Difícil um aço daquele tamanho, essas grandes espessuras, tu importar. São bitolas diferentes. Nesse segmento não entra importado. O que entra um pouco mais, eventualmente, de importado, são os merchants. Os perfis mais leves, os comerciais. No curto prazo, o que eu enxergo lá, andando, conversando com nossos clientes. Tem tanta pressa de executar as coisas lá, que eles ficam muito preocupados. Importar, desembaraço e navio. O risco de importar não está criando um movimento nesse sentido. Vou dar um exemplo prático: pega Texas.

Speaker #4: Difícil aço daquele tamanho, esses grandes perfis estão importar. São bitolas diferentes. Então, nesse segmento não entra importado. O que entra pouco mais eventualmente importado são ali os merchants, os perfis mais leves, os comerciais.

Speaker #4: Mas, no curto prazo, o que eu enxergo lá, andando, conversando com nossos clientes, é que eles têm tanta pressa de executar as coisas lá que ficam muito preocupados em importar, em desembaraço, em navio. O risco de importar não está criando movimento nesse sentido.

Speaker #4: Vou dar exemplo prático. Pega Texas. A necessidade de construir torre de transmissão no Texas, ela está gerando sentimento de pressa de velocidade de quase desespero de conseguir aço para construir torre.

Gustavo Werneck: A necessidade de construir torre de transmissão no Texas, está gerando um sentimento de pressa, de velocidade, de quase desespero de conseguir aço pra construir torre. Existe um desejo, uma necessidade dos clientes, no curtíssimo prazo, de comprar o aço que estiver ali na porta, com garantia de entrega nos United States. A velocidade desse tipo de negócio não está incentivando a entrada de importado. Acho que o sistema está bem controlado. Lembrando que antes desse boom de data center, de energia, a gente já estava com um backlog forte. Já estava com margens historicamente elevadas, puxado por temas que a gente falava lá atrás. O Infrastructure Bill finalmente se transformou, vem se transformando em novos projetos na infraestrutura. A gente tem visto isso nos United States rodando por lá. Outras decisões do governo federal americano, como o Chips Act, construção de novas fábricas de semicondutores.

Speaker #4: Então, existe desejo, uma necessidade dos clientes no curtíssimo prazo de comprar o aço que tiver ali na porta com garantia de entrega, nos Estados Unidos.

Speaker #4: Então, a velocidade desse tipo de negócio, ela não está incentivando a entrada de importado. Então, acho que esse tema está bem controlado. E lembrando que antes desse boom de data center, de energia, a gente já estava com backlog forte, já estava com margens historicamente elevadas.

Speaker #4: Puxado por temas que a gente falava lá atrás, o Infrastructure Bill finalmente se transformou, vem se transformando em novos projetos, infraestrutura. A gente tem visto isso nos Estados Unidos rodando por lá.

Speaker #4: Outras decisões do governo federal americano, como o Chips Act, construção de novas fábricas de semicondutores, a gente está ali com cerca de 40 fábricas que a gente está atendendo.

Gustavo Werneck: A gente está com cerca de 40 fábricas que a gente está atendendo. Tem demandas também de outros setores, demandas mais sustentáveis, num processo de reindustrialização, que também nos dão uma tranquilidade que esse backlog é sólido. O ponto de preocupação, pra não dizer que nem tudo são flores, é o mercado automotivo. Ali, por questão de affordability, tem um prazo na renovação de frota, a frota americana envelheceu um pouco. Esse business é um que está com um pouco mais de dificuldade de decolar, como os demais que eu citei. Isso não vai durar pra sempre. A penetração lá de veículo importado da China é quase inexistente nos United States. Acho que em algum momento a gente vai ter uma demanda maior nesse segmento de Aços Especiais, porque carro não dura para sempre, precisa renovar.

Speaker #4: Então, tem demandas também de outros setores, demandas mais sustentáveis num processo de reindustrialização, que elas também nos dão uma tranquilidade que esse backlog é sólido.

Speaker #4: O ponto de preocupação, para não dizer que nem tudo são flores, é o mercado automotivo, viu, Caio? Ali, por questão de affordability, tem atraso na renovação de frota, a frota americana envelheceu pouco.

Speaker #4: Então, esse business é que ele está com pouco mais de dificuldade de decolar como os demais que eu citei. Mas isso não vai durar para sempre.

Speaker #4: A penetração lá de veículo importado da China é quase inexistente nos Estados Unidos. Então, acho que em algum momento a gente vai ter uma demanda maior nesse segmento de aços especiais, porque carro não dura para sempre.

Speaker #4: Tu precisa renovar. Então, esse dos segmentos que a gente atua nos Estados Unidos é o que a gente segue enfrentando com um pouco mais de dificuldade.

Gustavo Werneck: Esse é dos segmentos que a gente atua nos Estados Unidos, é o que a gente segue enfrentando com um pouco mais de dificuldade. Eu tenho expectativa que ao longo dos próximos trimestres, esse business vai reacender um pouco também.

Speaker #4: Mas eu tenho expectativa que ao longo dos próximos trimestres esse business vai reacender pouco também.

Speaker #1: Por último, à pergunta que você tinha feito, eu entendo que sim, Caio. Se a gente seguir vendo uma demanda aquecida pelos produtos, e se a gente tiver algum tipo de desaceleração da produção industrial, pode ser que a gente veja algum risco de upside aí na sucata no final do ano. Até porque a gente tem sempre o tema de sazonalidade, onde tem menos produção industrial em função do clima, e eventualmente a gente tem mais dificuldade no recolhimento nos pátios de sucata.

Rafa Japur: Por último, a pergunta que você tinha feito, eu entendo que sim, Caio, que se a gente seguir vendo uma demanda aquecida pelos produtos e se a gente tiver algum tipo de desaceleração da produção industrial, pode ser que a gente veja algum risco de upside na sucata no final do ano, até porque a gente tem sempre um tema de sazonalidade, onde a gente tem menos produção industrial em função do clima, eventualmente a gente tem mais dificuldade no scrap collection, nos pátios de sucata. De repente no inverno, fica mais difícil sair para entregar a sucata. É algo a ser avaliado. A gente tem tido um movimento basicamente de estabilidade em boa parte do ano com relação ao preço da sucata. É um período que tipicamente a gente vê algum tipo de sazonalidade em função do clima.

Speaker #1: Pelos indivíduos que, de repente, no inverno, fica mais difícil sair para entregar a sucata. Então, é algo a ser avaliado aí. A gente tem tido movimento, basicamente, de estabilidade em boa parte do ano com relação ao preço da sucata.

Speaker #1: Mas tipicamente é um período que tipicamente a gente vê algum tipo de sazonalidade em função do clima.

Caio Ribeiro: Está super claro. Obrigado, Werneck e Japu.

Speaker #2: Está super claro. Obrigado, Werneck e Japô.

Speaker #4: Pô, Caio, nos agradece, cara. Muito obrigado.

Gustavo Werneck: Caio, eu que agradeço. Muito obrigado.

Speaker #3: Próxima pergunta do Henrique Marques. Chegou do Mansax.

Ariana Pereira: Próxima pergunta do Henrique Marques, do Goldman Sachs.

Speaker #1: Oi, pessoal. Tudo bem? Obrigado por pegarem minhas perguntas.

Henrique Marques: Oi, pessoal, tudo bem? Obrigado por pegarem minhas perguntas.

Speaker #4: Oi, tudo bom?

Gustavo Werneck: Oi, tudo bem.

Speaker #1: Queria mudar um pouco o foco agora para o Brasil, pessoal. Acho que, só para entender melhor, no outlook de vocês, vocês comentaram sobre expansão de margem para o Brasil, mas com preços estáveis.

Henrique Marques: Queria mudar um pouco o foco agora para Brasil, pessoal. Só para entender melhor, no outlook de vocês comentaram sobre expansão de margem para Brasil, mas com preços estáveis. Considerando o lag de custo que a gente normalmente vê para a siderurgia, eu entendia que já tinha um aumento contratado para o Q3. Eu queria só entender, existe alguma iniciativa para reduzir custo e offsetar esses custos de matérias-primas mais altos que deveriam já estar contratados? Qual é o principal driver de expansão de margem para Brasil? Uma segunda pergunta, considerando a estratégia de Brasil de longo prazo. Werneck, se não me engano, no último call, você comentou sobre mudar a maneira de operar no Brasil. Comentou que deveria ter uma mudança até mais radical do que foi nos Estados Unidos.

Speaker #1: E aí, considerando o lag de custo que a gente normalmente vê para siderurgia, eu entendi aqui já tinha aumento contratado para o terceiro trimestre.

Speaker #1: Então, eu queria só entender: existe alguma iniciativa para reduzir custo e offsetar esses custos de matérias-primas mais altos, que deveriam já estar contratados? Qual é o principal driver aqui de expansão de margem para o Brasil?

Speaker #1: E uma segunda pergunta: considerando a estratégia do Brasil de longo prazo, Werneck, se eu não me engano, no último call você comentou sobre mudar a maneira de operar no Brasil.

Speaker #1: Comentou que deveria ter uma mudança até mais radical do que foi nos Estados Unidos. E aí, assim, pensando na situação atual de demanda no Brasil, importação voltando a aumentar — eu sei que foi só o dado de junho — mas, assim, tanto o aço quanto o aço indireto, demanda arrefecendo pouco na ponta, ambiente tendo dificuldade para se manter competitivo domesticamente e, por outro lado, os Estados Unidos muito forte, com margens muito altas e que parece que veio para ficar.

Henrique Marques: Pensando na situação atual de demanda no Brazil, importação voltando a aumentar, eu sei que foi só o dado de junho, mas tanto o aço quanto o aço indireto, demanda arrefecendo um pouco na ponta, ambiente tendo dificuldade para se manter competitivo domesticamente. Por outro lado, um Estados Unidos muito forte, com margens muito altas e que parece que veio para ficar. A pergunta é: o que a gente pode esperar dessas mudanças? Existe espaço para vocês repensarem o footprint de Brazil, a capacidade que vocês têm hoje em Brazil e eventualmente aumentar, expandir em Estados Unidos? Vocês veem algum target em termos de share de resultado vindo de ambas as regiões, alguma coisa que vocês gostariam de ter? Só para entender melhor mesmo o que é Brazil daqui para frente, de maneira estrutural. Obrigado.

Speaker #1: Então, a pergunta é: o que a gente pode esperar dessas mudanças? Existe espaço para vocês repensarem o footprint do Brasil, a capacidade que vocês têm hoje no Brasil?

Speaker #1: E eventualmente aumentar, expandir nos Estados Unidos? Vocês veem algum target em termos de share de resultado vindo de ambas as regiões? Alguma coisa que vocês gostariam de ter?

Speaker #1: Só para entender melhor mesmo o que é Brasil daqui para frente, de maneira estrutural. Obrigado.

Gustavo Werneck: Esse é um tema muito bom para a gente debater aqui, Henrique. Quando tu olha a quantidade de problemas existentes no Brazil e as coisas que vão vim pela frente, dá para dar desculpa de tudo. É entrada de importado, é aumento de custo de energia, é agora com esse tema geopolítico, Brazil e Estados Unidos, nossos clientes deixando de exportar para lá. Dá para criar desculpa para tudo. Não é assim que a Gerdau funciona, não é assim que eu funciono, que o Japu funciona. Nós estamos trabalhando no cenário de longo prazo, no cenário de uma competitividade, de uma competição interna, entrada de importado, muito parecida com o que tem hoje. Não dá para ficar a gente desenhando a Gerdau no futuro no Brazil, achando que vai voltar a penetração de importado para 11%, que vai ter consolidação.

Speaker #4: Esse é tema muito bom, assim, para a gente debater aqui. Tá, Henrique? Porque, assim, quando tu olha a quantidade de problemas existentes no Brasil e as coisas que vão vir pela frente, dá para dar desculpa de tudo.

Speaker #4: É entrada de importado, é aumento de custo de energia, e agora, com esse tema geopolítico, o Brasil e Estados Unidos, nossos clientes, deixando de exportar para lá e tal.

Speaker #4: Então, dá para criar desculpa para tudo, mas não é assim que a Gerdau funciona, não é assim que eu funciono com o Japô funciona.

Speaker #4: Então, assim, nós estamos trabalhando no cenário de longo prazo, cenário de uma competitividade, de uma competição interna e entrada de importado muito parecida com o que tem hoje.

Speaker #4: Não dá para ficar a gente desenhando a Gerdau no futuro no Brasil, achando que vai voltar a penetração de importado para 11%, que vai ter consolidação.

Speaker #4: Não dá, nós não trabalhando com esse cenário. Se ele vier, como veio agora nos Estados Unidos, aí nessa administração, nós vamos colher resultados maiores do que a gente imagina.

Gustavo Werneck: Não dá, nós não estamos trabalhando com esse cenário. Se ele vier, como veio agora nos Estados Unidos, nessa administração, nós vamos colher resultados maiores do que a gente imagina. Nós vamos passar por cima de todas as dificuldades, de custo Brazil, nós vamos arrumar uma forma de competir, de competitividade no Brazil, como a gente nunca teve. A gente está trabalhando nesse plano. Algumas coisas a gente não está esperando. Quando vocês olharem, por exemplo, nesses últimos dois dias, nós anunciamos lá em Recife, uma readequação da nossa capacidade da usina. A gente vai deixar nesse momento de produzir aço naquela usina e laminado. São elementos que a gente já está colocando, mesmo antes de divulgar para vocês esse macro plano, que nós vamos fazer em algum momento. A gente vai seguir.

Speaker #4: Então, nós vamos passar por cima de todas as dificuldades, de custo Brasil e tal. Nós vamos arrumar uma forma de competir, de ter competitividade no Brasil como a gente nunca teve.

Speaker #4: A gente está trabalhando nesse plano. Algumas coisas a gente não está esperando. Quando vocês olharem, por exemplo, nesses últimos dois dias, nós anunciamos lá em Recife uma readequação da nossa capacidade lá da usina.

Speaker #4: Então, a gente vai deixar nesse momento de produzir aço naquela usina e laminado. Então, são elementos assim que a gente já está colocando, mesmo antes de divulgar para vocês esse macroplano, que nós vamos fazer em algum momento.

Speaker #4: Então, a gente vai seguir. Então, aquilo que a gente fez de fechamento de capacidade lá atrás, para se adequar ao novo patamar de volumes, isso já foi feito, a gente entende que a gente tem hoje footprint adequado às demandas atuais, mas nós não vamos parar por aí.

Gustavo Werneck: Aquilo que a gente fez de fechamento de capacidade lá atrás, para se adequar ao novo patamar de volumes. Isso já foi feito, a gente entende que a gente tem hoje um footprint adequado às demandas atuais, nós não vamos parar por aí. Assim como fizemos nos Estados Unidos, vai ter uma transformação bastante significativa na forma como a gente opera, nossa competitividade. Eu não quero adiantar agora, a gente tem trabalhado de uma forma muito intensa para daqui a alguns meses, quando a gente chamar vocês, fora essa call de resultado, para a gente explicar melhor o que nós vamos fazer, o que a gente pretende fazer, vocês possam entender isso com um pouco mais de clareza e não ficar somente na promessa. Esse é o caminho que a gente vai seguir.

Speaker #4: Então, assim como fizemos nos Estados Unidos, vai ter uma transformação bastante significativa na forma como a gente opera, na nossa competitividade. Então, não quero adiantar agora, a gente tem trabalhado de uma forma muito intensa para daqui a alguns meses quando a gente chamar vocês aí, fora essa call de resultado, para a gente explicar melhor o que nós vamos fazer, o que a gente pretende fazer, vocês possam entender isso aí como pouco mais de clareza e não ficar somente na promessa.

Speaker #4: Mas esse é o caminho que a gente vai seguir. Nós vamos considerar, ou nós estamos considerando, cenário futuro brasileiro muito mais difícil que a gente teve até então.

Gustavo Werneck: Nós vamos considerar ou nós estamos considerando um cenário futuro brasileiro muito mais difícil que a gente teve até então. Se vierem no curto prazo os mecanismos de defesa comercial, como antidumping, se o Brasil tiver algum pico de crescimento, se houver alguma consolidação ao longo dos próximos anos, a gente vai colher resultados melhores do que a gente imagina, mas nós vamos competir de uma forma muito mais intensa aqui no Brasil do que a gente já competiu no passado. É assim que a gente enxerga. Elementos já estão sendo colocados, como a própria Miguel Burnier. Esse é o que a gente enxerga.

Speaker #4: E se vierem no curto prazo os mecanismos de defesa comercial, como antidumping, se o Brasil tiver algum pico de crescimento, se houver alguma consolidação ao longo dos próximos anos, aí a gente vai colher resultados melhores do que a gente imagina. Mas nós vamos competir de uma forma muito mais intensa aqui no Brasil do que a gente já competiu no passado.

Speaker #4: É assim que a gente enxerga. Elementos já estão sendo colocados aí, como a própria Miguel Burnier. Então, esse é o que a gente enxerga.

Speaker #4: Eu vou deixar o Japô falar um pouquinho mais do curto prazo, tá, Henrique? Porque assim, lá atrás, como o Rafael comentou, o grande tema do debate da manhã, que é o outlook para Estados Unidos, eu acho que tem debate também de outlook de Brasil.

Gustavo Werneck: Eu vou deixar o Japur falar um pouquinho mais do curto prazo, Henrique, porque assim lá atrás, como o Rafael comentou, o grande tema do debate da manhã, que é o outlook para United States, eu acho que tem um debate também de outlook do Brasil. Se existe ou não uma possibilidade real da gente no Q3 apresentar expansões dos nossos resultados, das nossas margens. Eu acho que cabe uma resposta do nosso lado sobre Brasil, da mesma forma que a gente respondeu sobre United States. Eu vou te passar, Japur. Aí tu comenta sobre isso.

Speaker #4: Se existe ou não uma possibilidade real de a gente, no terceiro trimestre, apresentar expansões dos nossos resultados e das nossas margens, eu acho que cabe uma resposta do nosso lado sobre o Brasil, da mesma forma que a gente respondeu sobre os Estados Unidos lá.

Speaker #4: Eu vou te passar, Japô. Vai ser um momento sobre isso.

Speaker #1: Tudo bem, Henrique. Acho que, trazendo alguns pontos, a gente não vê melhora efetiva nos preços unitários, mas, por outro lado, a gente vê melhor mix de venda, com alguma recuperação em veículos pesados no Brasil, que a gente tem visto pelos dados da Anfavea.

Rafa Japur: Tudo bem, Henrique. Acho que trazendo alguns pontos. A gente não vê melhora efetiva nos preços unitários, mas, por outro lado, a gente vê um melhor mix de venda, com uma recuperação em veículos pesados no Brasil, que a gente tem visto pelos dados da Anfavea. Veículos pesados que são super representativos para lucratividade da nossa divisão de Aços Especiais aqui no Brasil. A gente já viu do Q1 desse ano para o Q2, uma melhora de mix com menor volume de exportações e maior vendas no mercado doméstico.

Speaker #1: Veículos pesados que são super representativos para a lucratividade da nossa divisão de ações especiais, aqui no Brasil. E a gente já viu do primeiro trimestre desse ano para o segundo trimestre, uma melhora de mix com menor volume de exportações e maior vendas no mercado doméstico.

Speaker #1: Quando a gente leva em consideração que no segundo que no terceiro trimestre desse ano, a gente vai ter possivelmente aqui no Brasil quatro dias úteis a mais do que a gente teve no segundo trimestre, a gente entende que a gente pode ter eventualmente aí alguns volumes e nível de produtividade melhor do que o que a gente teve no segundo trimestre.

Rafa Japur: Quando a gente leva em consideração que no Q3 desse ano a gente vai ter, possivelmente, aqui no Brasil, 4 dias úteis a mais do que a gente teve no Q2, a gente entende que a gente pode ter, eventualmente, alguns volumes e um nível de produtividade melhor do que o que a gente teve no Q2. Como a gente está falando, infelizmente, de margens muito apertadas no Brasil, essas pequenas coisas contam para a gente ir compondo o nosso resultado. Como o Gustavo referiu mais cedo, tem um trabalho importante de custos. A gente imagina que, não no Q3, mas no Q4 esse ano, a gente começa a ter já alguns efeitos de redução de custos em Ouro Branco, em função da entrada em operação da nossa expansão em Miguel Burnier.

Speaker #1: E como a gente está falando, infelizmente aí de margens muito apertadas no Brasil, essas pequenas coisas contam para a gente ir compondo os nossos resultados.

Speaker #1: Como o Gustavo referiu mais cedo, tem trabalho importante de CUSPS, e a gente imagina que não no terceiro trimestre, mas no quarto trimestre desse ano, a gente começa a ter já alguns efeitos de redução de custos em ouro branco, em função da entrada em operação da nossa expansão em Miguel Bournier.

Speaker #2: Tá ótimo. Obrigado, pessoal.

Henrique Marques: Tá ótimo. Obrigado, pessoal.

Speaker #4: Obrigado, Henrique.

Gustavo Werneck: Obrigado, Henrique.

Speaker #3: Próxima pergunta do Daniel Sasson, do Itaú BBA.

Ariana Pereira: Próxima pergunta do Daniel Sasson, Itaú BBA.

Speaker #4: Oi, boa tarde. Obrigado, Ari, Rafa, Gustavo. Bom vê-los.

Daniel Sasson: Oi, boa tarde. Obrigado, Ari, Rafa, Gustavo. Bom vê-los.

Gustavo Werneck: Tudo bem? Beleza? Tudo bem aí contigo?

Speaker #5: Boa tarde.

Speaker #4: Beleza? Tudo bem aí contigo? Beleza.

Daniel Sasson: Tudo bem.

Gustavo Werneck: Beleza.

Speaker #5: Tudo certinho. Obrigado.

Daniel Sasson: Tudo certinho, obrigado.

Speaker #4: Vamos lá.

Gustavo Werneck: Vamos lá.

Speaker #5: Minha primeira pergunta em relação a isso: ficou super clara a visão de vocês de ser mais conservadora para o guidance de margem nos Estados Unidos.

Daniel Sasson: Minha primeira pergunta: ficou super claro a visão de vocês sendo mais conservadora pro guidance de margem nos Estados Unidos, tem espaço pra ser um pouquinho melhor se os aumentos de preços realmente forem implementados. Tem alguma coisa além do metal spread, que no fim pega só duas variáveis, preço e sucata, que de repente possa preocupar vocês pro Q3 também? De repente, algo relacionado a preços mais altos de combustíveis nos Estados Unidos, impacto em frete, esse tipo de coisa que a gente não pega nesse guidance de metal spread. E ainda nessa parte de Estados Unidos, Rafa, vocês falaram bastante sobre estarem preparando a empresa operacionalmente com estoques pra parada de Midlothian. Vocês têm algum número público, alguma estimativa, um range de qual é o custo efetivamente com a manutenção ou com a ociosidade, Rafa, que a gente pode ver, de repente, no Q3?

Speaker #5: Tem espaço para ser um pouquinho melhor, se os preços, os aumentos de preços, realmente forem implementados. Tem alguma coisa além do Metal Spread, que no fim pega só duas variáveis, preços e sucata, que de repente possa preocupar vocês para o terceiro tri também?

Speaker #5: De repente, algo relacionado a preços mais altos de combustíveis nos Estados Unidos, impacto em frete, esse tipo de coisa que a gente não pega nesse guidance de metal spread.

Speaker #5: E ainda nessa parte de Estados Unidos, Rafa, eu vou te pedir porque vocês falaram bastante sobre estarem preparando a empresa operacionalmente com estoques, se está preparada de mid-long term.

Speaker #5: Vocês têm algum número público, alguma estimativa, range de qual é o custo, efetivamente, com a manutenção ou com a ociosidade, Rafa, que a gente pode ver, de repente, no terceiro trimestre?

Speaker #5: E a minha segunda pergunta, aqui na parte mais de alocação de capital, CAPEX ainda. Não sei se comentaram que estão rodando um pouquinho abaixo do guidance de 4,7 para este ano.

Daniel Sasson: A minha segunda pergunta, aqui na parte mais de alocação de capital, Capex ainda. Vocês comentaram que estão rodando um pouquinho abaixo do guidance de BRL 4.7 pra este ano. Acho que o real está um pouco mais forte também. 55% do seu Capex é em dólar, então talvez isso ajude a explicar. Olhando um pouquinho pra frente, eu sei que vocês não têm guidance oficial pra 2027 adiante. O Rafa até falou sobre, de repente, aqueles BRL 3 billion de manutenção serem um pouco menores, mas o delta ser usado pra projetos de competitividade. Mas vocês vinham falando de repente de um Capex com a conclusão de alguns projetos importantes, possivelmente mais baixo no ano que vem do que este ano. Talvez mais perto de BRL 4 to 4.5 billion. Faz sentido continuar pensando nisso ou teve alguma coisa que mudou nos últimos meses nesse sentido? Obrigado, pessoal.

Speaker #5: Acho que o real está pouco mais forte também, 55% do seu CAPEX em dólar. Então, talvez isso ajude a explicar. Olhando pouquinho para frente, eu sei que vocês não têm Guidance oficial para 2027 e adiante, o Rafa até falou sobre de repente aqueles 3B de manutenção serem pouco menores, mas o delta ser usado para projetos de competitividade.

Speaker #5: Mas vocês vinham falando, de repente, de CAPEX com a conclusão de alguns projetos importantes, possivelmente mais baixo no ano que vem do que este ano.

Speaker #5: Talvez mais perto de 4, 4,5. Faz sentido continuar pensando nisso ou teve alguma coisa que mudou nos últimos meses nesse sentido? Obrigado, pessoal.

Gustavo Werneck: Só uma mensagem pro Japur, Dani, aí eu passo pro Japur. Essa questão do curto prazo, de riscos, eu diria, menores, que tu comenta, de logística e tal, acho que é muito a realidade, vocês andam muito por lá também, do que a gente vê no dia a dia. Tu vai numa usina nossa, tu conversa com o operador, eles falam de inflação, aí tu pergunta: Onde é que isso te pega? A primeira resposta sempre é no supermercado. Todo mundo responde isso: Não, eu fazia uma compra antigamente que era $70, hoje comprando a mesma coisa dá $100. Tem essas questões no dia a dia que estão impactando os americanos. Isso acaba se refletindo no mundo empresarial, de uma pressão de custo de frete, de uma pressão de custo de energia, mas nada que venha como risco significativo pra eu e o Japur gerenciarmos.

Speaker #4: Vou só começar, Japô. Daniel, eu passo para o Japô aqui. Essa questão assim do curto prazo, de riscos assim, eu diria menores, que tu comenta, de logística e tal, acho que é muito a realidade assim, vocês andam muito por lá também, do que a gente vê no dia a dia.

Speaker #4: Tu vai numa usina nossa, tu conversa com o operador, eles falam de inflação, aí tu pergunta: "Onde é que isso te pega?". A primeira resposta sempre é: "No supermercado".

Speaker #4: Então, todo mundo responde isso assim: "Não, pô, eu fazia uma compra antigamente que era $70, hoje comprei a mesma coisa e dá $100."

Speaker #4: Então, tem essas questões no dia a dia que estão impactando, assim, os americanos. Isso acaba se refletindo no mundo empresarial, com uma pressão de custo de frete, uma pressão de custo de energia, mas nada, assim, que venha como risco significativo para eu e o Japô gerenciarmos.

Speaker #4: Isso aí são coisas que estão lá na mão do Wang, do time, de hora que não tiver jeito mesmo, de ter aumento, aí é história nossa, vai buscar mitigar em uma redução de custo do outro lado.

Gustavo Werneck: Isso aí são coisas que estão lá na mão do Ang, do time. A hora que não tiver jeito mesmo de ter um aumento, aí história nossa, vai buscar mitigar em uma redução de custo de outro lado. O maior risco que eu gerenciei agora nos últimos meses, Daniel, é exatamente esse do estoque de tarugo pra parada. O histórico nosso, de quase vida toda, é que a gente faz paradas de manutenção nos Estados Unidos melhor do que no Brasil. O risco de tu combinar um prazo e um custo de parada e não cumprir, ele é maior no Brasil do que lá, muito. Porque lá as coisas têm mais fornecedor. Os motivos que a gente conhece, não preciso colocar aqui. Mesmo assim, como nós estamos num momento assim de qualquer tonelada conta.

Speaker #4: O maior risco que eu gerenciei agora, nos últimos meses, Daniel, é exatamente esse, assim, do estoque de tarugo para parada. O histórico nosso, de quase vida toda, é que a gente faz paradas de manutenção nos Estados Unidos melhor do que no Brasil.

Speaker #4: O risco, assim, de tu combinar prazo e custo de parada e não cumprir, ele é maior no Brasil do que lá, muito. Porque lá, cara, as coisas têm mais fornecedor, é mais, tu sabe, os motivos que a gente conhece, não preciso colocar aqui.

Speaker #4: Então, mesmo assim, como nós estamos num momento assim de qualquer tonelada conta, eu estive rodando agora nessas últimas semanas nos Estados Unidos, que os clientes todos me pedem quando eu vou visitá-los, assim: "Não deixa faltar produto, não deixa faltar produto."

Gustavo Werneck: Eu estive rodando agora nessas últimas semanas nos Estados Unidos, que os clientes todos me pedem quando eu vou visitá-los assim: Não deixa faltar produto. É só isso. Não pode faltar produto, porque qualquer tonelada que faltar afeta muito significativamente os nossos clientes. Nesse risco, que eu acho que está gerenciado, a gente tomou a decisão alguns meses atrás da gente trabalhar com estoque ainda um pouco maior do que a gente imaginava. Eu acho que esse risco, é o risco que eu estou acompanhando hoje. Acredito que pelas metodologias que a gente conhece, pela forma da gente gerenciar risco na Gerdau, que são as formas conhecidas globalmente, eu acho que está bem gerenciada essa questão. Daniel, na hora que tu pensa: Tenho que pensar em alguma coisa adicional no meu modelo que eu não estou conseguindo enxergar? Acho que a resposta é não.

Speaker #4: É só isso. Então, assim, não pode faltar produto, porque qualquer tonelada que faltar afeta muito significativamente, hoje, os nossos clientes. Então, nesse risco, que eu acho que está gerenciado, a gente tomou a decisão, alguns meses atrás, de trabalhar com um estoque ainda um pouco maior do que a gente imaginava.

Speaker #4: Então, acho que esse risco é o risco que eu estou acompanhando hoje, e acredito que, pelas metodologias que a gente conhece, pela forma de a gente gerenciar risco na Gerdau, que são as formas conhecidas aí globalmente, eu acho que está bem gerenciada essa questão aí.

Speaker #4: Então, Daniel, na hora que tu pensa: 'Eu tenho que pensar em alguma coisa adicional no meu modelo que eu não estou conseguindo enxergar?' Acho que a resposta é não, cara.

Speaker #4: Eu acho que as coisas todas estão aí na mesa. Então, no geral, é isso. Deixo para o Japô falar da alocação de capital, aí o ponto que tu comentou, e acrescentar alguma coisa que ele queira sobre essa questão de Estados Unidos, tá, Rafa?

Gustavo Werneck: Eu acho que as coisas todas estão na mesa. O geral é isso. Deixo pro Japu falar da alocação de capital, o ponto que tu comentou, e acrescentar alguma coisa que ele queira sobre essa questão de Estados Unidos. Rafa, continua.

Speaker #4: Não, claro. Acho que subjetivamente, Daniel, tudo bem, cara. A gente estima que tem em torno de uns 150 milhões de reais de ociosidade que passe a custo que não é CAPEX, mas é o OPEX relativo a parada de manutenção para expansão e mid-long term.

Rafa Japur: Claro, acho que subjetivamente, Daniel, tudo bem, cara? A gente estima que tem em torno de BRL 150 million de ociosidade, que passe a custo, que não é Capex, mas é o Opex relativo à parada de manutenções para expansão em Midlothian. Salvo isso, a gente não tem nenhuma preocupação ou algo mapeado específico, além dos pontos que o Gustavo já referiu. Com relação ao Capex, sim, a gente enxerga que tem um espaço pra uma redução desse patamar de BRL 4,700 para os próximos anos, talvez algo mais próximo de BRL 4,500, BRL 4.5 billion, BRL 4 billion, como você referiu.

Speaker #4: Salvo isso, a gente não tem nenhuma preocupação ou algo mapeado específico além dos pontos que o Gustavo já referiu. Aí, com relação ao CAPEX, sim, a gente enxerga que tem espaço para uma redução desse patamar de R$ 4,7 bilhões para os próximos anos, talvez algo mais próximo de R$ 4,5 bilhões, R$ 4,5 bilhões, R$ 4 bilhões, como você referiu.

Speaker #4: E, nesse momento, a gente não vislumbra descer muito esse nível de desembolso. Se, porventura, a gente abrir espaço em ter menos necessidade de fazer CAPEX de sustento e manutenções, a gente provavelmente vai redirecionar esse excedente de espaço de desembolso para projetos de competitividade, principalmente focados em custos na nossa operação aqui do Brasil e da América do Norte também. Como a gente tem feito, não só em custos, mas também alguns crescimentos e diversificações, como a gente tem feito em investimentos em downstreams, por exemplo. Se a gente observar trimestre a trimestre, a gente tem tido crescimentos de dois dígitos nos nossos volumes de entregas na América do Norte, que certamente corroboram para ter preço realizado e margens superiores ao que a gente tinha no passado.

Rafa Japur: Nesse momento a gente não vislumbra descer muito esse nível de desembolso, que se porventura a gente abrir espaço em ser menos necessário fazer Capex de sustaining e manutenções, que provavelmente a gente vai redirecionar esse excedente de espaço de desembolso pra projetos de competitividade, principalmente focados em custos na nossa operação aqui do Brasil e da América do Norte também, como a gente tem feito, não só em custo, mas também alguns crescimentos e diversificações, como a gente tem feito investimentos em Downstream, por exemplo, que se a gente observar quarter-over-quarter, a gente tem tido crescimentos de two digits nos nossos volumes de entregas na América do Norte, que certamente corroboram pra ter um preço realizado e margens superiores ao que a gente tinha last year.

Speaker #5: Perfeito. Superobrigado, Rafa e Gustavo.

Daniel Sasson: Perfeito. Super obrigado, Rafa e Gustavo. Valeu, Dani. Obrigado. Um abraço aí. Valeu. Ari, vai contigo?

Speaker #4: Valeu, Daniel. Obrigado, cara. Abraço aí, valeu. Ari, vai contigo?

Speaker #3: Vamos lá. Próxima pergunta do Gabriel Barra, do Citibank.

Ariana Pereira: Vamos lá. Próxima pergunta do Gabriel Barra, do Citi.

Gabriel Barra: Olá, Werneck, Japu.

Speaker #5: Olá, Bernet, Japô.

Speaker #4: Olá, Gabriel.

Gustavo Werneck: Olá, Gabriel.

Gabriel Barra: Tudo bem?

Speaker #5: Tudo bem?

Speaker #4: Beleza.

Gustavo Werneck: Beleza.

Speaker #5: Obrigado por pegar minhas perguntas. Eu tenho dois pontos. Eu acho que a gente falou bastante sobre vários tópicos importantes, mas tem duas coisas que eu gostaria de entender pouco melhor.

Gabriel Barra: Obrigado por pegar minhas perguntas. Eu tenho dois pontos, a gente falou bastante sobre vários tópicos importantes, mas tem duas coisas que eu gostaria de entender um pouco melhor. O primeiro, como vocês já mencionaram, hoje tem vários projetos aqui que a gente deveria até pensar como building blocks aqui para termos de EBITDA, que são partes importantes aqui nessa composição de EBITDA e geração de caixa do ano que vem. Você tem pelo menos três grandes projetos que deveriam melhorar razoavelmente bem a geração de caixa, o EBITDA da companhia no próximo ano. Um deles, talvez o mais maduro dos três, que é Ouro Branco, a gente quando olha em volume, a gente não tem visto esse volume de forma efetiva impactando o resultado da companhia.

Speaker #5: O primeiro, como vocês já mencionaram, eu acho que tem vários projetos aqui que a gente deveria até pensar como building blocks aqui para termos de EBITDA que são partes importantes aqui nessa composição do EBITDA e geração de caixa do ano que vem.

Speaker #5: Você tem pelo menos ali três grandes projetos que deveriam melhorar razoavelmente bem a geração de caixa, o EBITDA da companhia no próximo ano. E deles, acho que talvez o mais maduro dos três aqui, que é o Ouro Branco, a gente, quando olha aqui em volume, não tem visto esse volume ali de forma efetiva impactando o resultado da companhia.

Speaker #5: Então, até para olhar para o futuro aqui, olhando para os outros projetos, eu queria que vocês falassem pouco até nessa percepção de vocês com relação ao Ouro Branco, essa parte de planos, como está evoluindo, como está ajudando na margem, no EBITDA da companhia agora, para a gente entender aqui o impacto até para o próximo ano também.

Gabriel Barra: Até para olhar para o futuro, olhando para os outros projetos, eu queria que vocês falassem um pouco até nessa percepção de vocês com relação a Ouro Branco, essa parte de aços planos, como está evoluindo, como está ajudando na margem, no EBITDA da companhia agora, para a gente entender o impacto até para o próximo ano também. O segundo ponto, a gente falou muito sobre alocação de capital. Dentro do setor que tem passado por momentos mais difíceis, a gente vê a Gerdau desalavancada, gerando caixa, numa tendência positiva, com uma melhora de margem. Quando a gente olha para o ano que vem, acho que tem dois pontos aqui, que a gente vai entrar no ano com talvez um Capex bem menor do que esse ano. Com esse Capex de manutenção menor, com não tantos projetos de crescimento, como a gente viveu nesses últimos dois anos, e acho que em algum passado.

Speaker #5: O segundo ponto: a gente falou muito sobre alocação de capital. Dentro do setor, que tem passado por momentos mais difíceis, a gente vê a Gerdau desalavancada, gerando caixa, uma tendência positiva.

Speaker #5: Com uma melhora de margem, e aí, quando a gente olha para o ano que vem, acho que tem dois pontos aqui: que a gente vai entrar no ano com, talvez, CAPEX bem menor do que esse ano, com esse CAPEX de manutenção menor, com não tanto projeto de crescimento como a gente viveu nesses últimos dois anos, e acho que em algum passado aqui.

Gabriel Barra: Ainda com a perspectiva, talvez, até de venda de ativo. Que é um ponto que a gente tem discutido com investidores e em alguns conference calls passados, que poderia ter talvez até uma geração de caixa adicional para a companhia no ano que vem. Quando a gente bota isso tudo junto, como que a gente deveria pensar geração de caixa vis-à-vis, olhando aqui para Capex menor, mais geração de caixa, desalavancada. A gente deveria esperar um dividendo realmente muito maior ano que vem? Como que vocês estão pensando em relação a isso no ano que vem, frente a todos esses fatores que eu coloquei aqui na pergunta? Obrigado.

Speaker #5: E ainda com a perspectiva, talvez aqui até de venda de ativo, que é um ponto que a gente tem discutido com os investidores e em algumas conference calls passadas aqui, que poderia ter talvez até uma geração de caixa adicional aqui para a companhia no ano que vem.

Speaker #5: Então, quando a gente coloca isso tudo junto, como que a gente deveria pensar geração de caixa vis-à-vis olhando aqui para um CAPEX menor, mais geração de caixa, empresa desalavancada, a gente deveria esperar um dividendo realmente muito maior no ano que vem?

Speaker #5: Como que vocês estão pensando em relação a isso no ano que vem, frente a todos esses fatores que eu coloquei aqui na pergunta? Obrigado.

Speaker #4: Boa, viu, Gabriel. E aí eu já começo aqui também. E tem building block muito relevante para ser resolvido ao longo dos próximos anos, que é exatamente o que tu comentou, de Ouro Branco.

Gustavo Werneck: Boa, viu, Gabriel? Eu já começo aqui também. Tem um building block muito relevante para ser resolvido ao longo dos próximos anos, que é exatamente o que tu comentou, de Ouro Branco. A equação do minério está resolvida, carvão a gente segue com nossas coqueirias muito estáveis. Os ativos estão operando muito bem, mas tem uma questão estrutural em Ouro Branco, que vamos chamar de building block, e ela será resolvida ao longo dos próximos anos, embora não tenha uma resposta definitiva sobre o como para te dar.

Speaker #4: Então, minério a equação do minério está resolvida, carvão a gente segue com as nossas coquerias muito estáveis, os ativos estão operando muito bem. Mas tem uma questão estrutural em Ouro Branco, vamos chamar de building block, ela será resolvida ao longo dos próximos anos, embora não tenha uma resposta definitiva sobre o como para te dar.

Speaker #4: É a questão do volume produzido em Ouro Branco, que historicamente foi ou é direcionado para mercado externo, para exportação. Então, Ouro Branco ainda tem descasamento entre a produção de aço bruto e a produção de laminados.

Gustavo Werneck: É a questão do volume produzido em Ouro Branco, que historicamente foi ou é direcionado para mercado externo, para exportação, Ouro Branco ainda tem um descasamento entre a produção de aço bruto e a produção de laminados, porque durante muitos anos a gente usava essa capacidade adicional de produção de semiacabado para atender os nossos demais laminadores no Brasil em momentos de pico de demanda. Quando não tinha esses picos de demanda, a gente exportava esse aço semiacabado, eu diria que via de regra, sempre com margens de contribuição, muitas vezes com boas margens positivas. O mundo mudou. Da mesma forma que penetra muito aço no Brasil, a gente vem encontrando menos e menos ao longo dos anos, oportunidades de exportar. A pergunta que nasce daí é: o que vocês vão fazer para resolver esse problema?

Speaker #4: Porque durante muitos anos a gente usava essa capacidade adicional de produção de semiacabado para atender os nossos demais laminadores no Brasil em momentos de pico de demanda.

Speaker #4: Quando não tinha esses picos de demanda, a gente exportava esse aço semiacabado e, eu diria, via de regra sempre com margens de contribuição — muitas vezes com boas margens positivas.

Speaker #4: Só que o mundo mudou. Então, da mesma forma que penetra muito aço no Brasil, a gente vem encontrando menos e menos, ao longo dos anos, oportunidade de exportar.

Speaker #4: Então, a pergunta que nasce daí é: o que vocês vão fazer para resolver esse problema? Então, é um problema que será resolvido, eu não tenho uma resposta final para te dar. Ele está dentro desse trabalho de transformação que a gente está fazendo, mas nós vamos precisar resolver isso aí, porque uma usina integrada como aquela, com dois outflows, com produção de volumes assim no limite, dilui muito o custo fixo. Eu não posso ficar produzindo naquela usina, ao longo do tempo, com um volume menor, somente direcionado para o mercado doméstico. Então, nós vamos ter que buscar uma ou várias alternativas ao longo dos próximos anos. A gente tem debatido isso para direcionar esse volume que historicamente foi alocado em exportação. A gente tomou a decisão que não vamos fazer isso mais e nós vamos encontrar alternativas para alocar esse volume em alguma outra alternativa de rentabilidade maior.

Gustavo Werneck: É um problema que será resolvido, eu não tenho uma resposta final para te dar, ele está dentro desse trabalho de transformação que a gente está fazendo, mas nós vamos precisar resolver isso aí, porque uma usina integrada como aquela, com dois alto-fornos, que com produção de volumes no limite, dilui muito o custo fixo. Não posso ficar produzindo naquela usina ao longo do tempo, com volume menor, somente direcionado para o mercado doméstico. Uma usina integrada não funciona assim. Nós vamos ter que buscar uma ou várias alternativas ao longo dos próximos anos, a gente tem debatido isso. Para direcionar esse volume que historicamente foi alocado em exportação, a gente tomou a decisão que a gente não vai fazer isso mais, nós vamos encontrar alternativas para alocar esse volume em alguma outra alternativa de rentabilidade maior.

Speaker #4: Tudo bem, Gabriel? Acho que pegando o gancho na resposta que o Gustavo deu, acho que passa muito por aí o nosso objetivo. A gente enxerga que a gente teve a entrada de operação do nosso laminado, da nossa expansão de laminador de bobinas a quente em Ouro Branco, a gente pegou período muito ruim de entrada em operação, onde a gente teve alguns problemas operacionais de entrada que a gente referiu em outras calls de resultado, mas também que a gente pegou período de uma entrada muito grande de material importado que baixaram muito os preços aqui no mercado doméstico.

Rafa Japur: Tudo bem, Gabriel. Acho que pegando o gancho na resposta que o Gustavo deu, acho que passa muito por aí o nosso objetivo. A gente enxerga que a gente teve a entrada em operação da nossa expansão de laminador de bobinas a quente em Ouro Branco. A gente pegou um período muito ruim de entrada em operação, onde a gente teve alguns problemas operacionais de entrada, que a gente referiu em outras calls de resultado, mas também que a gente pegou um período de uma entrada muito grande de material importado, que baixaram muito os preços aqui no mercado doméstico.

Speaker #4: A gente tem muita confiança no trabalho técnico que está sendo feito no MGIC, com relação à recomendação ao pleito de defesa da concorrência de anti-dumping contra bobinas a quente laminadas vindas da China.

Rafa Japur: A gente tem muita confiança no trabalho técnico que está sendo feito no MDIC, com relação à recomendação ao pleito de defesa à concorrência, de antidumping contra as bobinas a quente laminadas vindas da China, que provavelmente a gente vai ter a recomendação do DECOM agora no final do mês de August, e esperamos que até o final do ano a gente tenha a conclusão da investigação e das recomendações finais e os efeitos do antidumping. Acho que o grande benefício de como a gente espera enxergar um resultado melhor ao longo do tempo na nossa operação Brazil, em virtude desse investimento, é através da substituição de volumes que outrora a gente exportava para outros lugares, dedicando para o mercado doméstico com margens melhores.

Speaker #4: Que provavelmente vão agora entrar a gente vai ter a recomendação do DECOM agora no final do mês de agosto, e esperamos que até o final do ano a gente tenha a conclusão aí da investigação e das recomendações finais e os efeitos do anti-dumping.

Speaker #4: E acho que o grande benefício de como a gente espera enxergar resultado melhor ao longo do tempo na nossa operação Brasil em virtude desse investimento, é através da substituição de volumes que outrora a gente exportava para outros lugares, dedicando para o mercado doméstico com margens melhores.

Speaker #4: É bem verdade que hoje as margens do mercado doméstico basta ver também os nossos concorrentes em aços plenos listados não estão não são margens boas, convidativas, mas a gente enxerga que no longo prazo, quando os investimentos que estamos fazendo com a expansão em Miguel Brunier, com acesso a matéria-prima mais competitiva, com melhor qualidade, com laminador estado da arte operando, a gente vai ter ganhos importantes em competitividade que vão gerar os resultados que a gente quer no ano que vem.

Rafa Japur: É bem verdade que hoje as margens do mercado doméstico, basta ver também os nossos concorrentes em aços planos listados, não são margens boas, competitivas, mas a gente enxerga que no longo prazo, com os investimentos que estamos fazendo, com a expansão em Miguel Burnier, com acesso à matéria-prima mais competitiva, com melhor qualidade, com o laminador estado da arte operando, a gente vai ter ganhos importantes em competitividade, que vão gerar os resultados que a gente quer no ano que vem. Se a gente pensar entre Miguel Burnier, processamento de sucata em Pindamonhangaba e a expansão que a gente vai concluir até o final do ano em Midlothian, a gente tem uma carteira de projetos que deve gerar potencialmente em torno de BRL 1.4 billion, BRL 1.5 billion a mais por ano, quando esses projetos estiverem integralmente em operação.

Speaker #4: Se a gente pensar entre Miguel Burnier, processamento de sucata em Pindamonhangaba, e a expansão que a gente está concluindo — vai concluir até o final do ano — em Midlothian, a gente tem uma carteira de projetos que deve gerar, potencialmente, em torno de R$ 1,4 bilhão a R$ 1,5 bilhão a mais por ano, quando esses projetos estiverem integralmente em operação.

Speaker #4: Então, a gente entende que passa por aí muito a nossa expansão de resultado. A gente não está focando aqui em crescimento de preços, em crescimento do mercado, e sim muito naquilo que a gente está trabalhando dentro de casa para buscar soluções para endereçar esse problema crônico que hoje a gente tem no Brasil de baixos resultados.

Rafa Japur: A gente entende que passa por aí muito a nossa expansão de resultado. A gente não está focando aqui em crescimento de preços, em crescimento do mercado, e sim muito naquilo que a gente está trabalhando dentro de casa para buscar soluções para endereçar esse problema crônico, que hoje a gente está no Brazil, de baixos resultados. Difícil projetar aquilo que você perguntou de potencial geração de caixa, levando em consideração possíveis vendas de ativos não core da Gerdau. Acho que é muito cedo pra gente falar em 2027, talvez.

Speaker #4: É difícil projetar aquilo que você perguntou de potencial geração de caixa, levando em consideração possíveis vendas de ativos não core da Gerdau. Acho que é muito cedo para a gente falar em 2027, talvez.

Speaker #4: Mas acho que fica aqui o registro que quando a gente observa do fluxo de a proporção do fluxo de caixa livre que a companhia tem dedicado nos últimos anos para os seus acionistas, seja via dividendos, seja via recompra de ações, eu acho que fala por si só do nosso compromisso em quando a gente tem geração de caixa disponível, retornar isso para os nossos acionistas da forma que for mais eficiente possível.

Rafa Japur: Acho que fica aqui o registro, que quando a gente observa a proporção do fluxo de caixa livre que a companhia tem dedicado nos últimos anos para os seus acionistas, seja via dividendos, seja via recompra de ações, eu acho que fala por si só do nosso compromisso em quando a gente tem geração de caixa disponível, retornar isso para os nossos acionistas da forma que for mais eficiente possível.

Speaker #2: Isso percorre só não sei se só ponto muito rápido. Eu me conheço, se eu perdi aqui uma parte, mas você falou muito sobre o cap ali de uma vez, de 60 e confortável abaixo de uma vez.

Gabriel Barra: Super claro. Não sei se perdi aqui uma parte, mas você falou muito sobre o Capex de 1x. Se sente confortável abaixo de 1x, mas tem algum nível mais baixo, um floor de alavancagem que a gente deveria guiar aqui para o próximo ano, dada essa geração de caixa, até para guiar, talvez, possíveis edições de dividendo, buybacks, etc.?

Speaker #2: Mas tem algum nível mais baixo com floor de alavancagem que a gente deveria guiar aqui para o próximo ano, dada essa geração de caixa, até para guiar talvez possíveis adições de dividendo, buybacks, etc.?

Rafa Japur: Gabriel, estruturalmente a gente não almeja ser uma empresa de caixa líquido. Acho que, mesmo no ambiente de juros que a gente tem no Brasil, seria uma abordagem um pouco excessivamente conservadora para o balanço da companhia. O fato é que hoje a gente tem uma situação objetiva no Brasil, que a gente tem acumulado prejuízos desde a segunda metade do ano passado no Brasil. Muito do que alguém poderia advogar de: "Poxa, mas por que vocês não tomam alavancagem aqui para você tomar uma dedução?" Na verdade, eu não estou fazendo nada com essa dedução. Eu estou gerando um prejuízo para um dia eu compensar no futuro, porque a gente não está gerando lucro tributável no Brasil, infelizmente. Acho que isso enseja também uma certa cautela em: "Vamos fazer um recap da companhia, alavancar a empresa".

Speaker #4: Gabriel, estruturalmente a gente não almeja ser uma empresa de caixa líquida. Acho que seria mesmo no ambiente de juros que a gente tem no Brasil, seria uma abordagem pouco excessivamente conservadora para o balanço da companhia.

Speaker #4: Até pensando, o fato é que hoje a gente tem uma situação objetiva no Brasil, que a gente tem acumulado prejuízos desde a segunda metade do ano passado no Brasil.

Speaker #4: Então, muito do que alguém poderia advogar de, poxa, mas por que vocês não tomam uma alavancagem aqui para você tomar uma dedução? Na verdade, eu não estou fazendo nada com essa dedução. Eu estou gerando prejuízo para um dia eu compensar no futuro, porque a gente não está gerando lucro tributável no Brasil, infelizmente.

Speaker #4: Então, acho que isso enseja também uma certa cautela em vamos fazer recap da companhia, alavancar a empresa, acho que a gente ano passado a gente teve uma distribuição importante de valor para os nossos acionistas de dividendo e recompras, mesmo tendo gerado pouco lucro de caixa livre ao longo do ano de 2025.

Rafa Japur: Acho que ano passado a gente teve uma distribuição importante de valor para os nossos acionistas de dividendo e recompras, mesmo tendo gerado pouco lucro de caixa livre ao longo do ano de 2025. A gente terminou aumentando a nossa alavancagem para seguir remunerando os nossos acionistas. Dos BRL 2 billion que a gente distribuiu ano passado, BRL 1.7 billion, mais ou menos, foi via aumento de alavancagem. A gente entende que a gente não deveria perseguir esse caminho, que é melhor ter um balanço desalavancado, principalmente no ambiente de taxa de juros aqui no Brasil, com juros reais que em muito superam a taxa de crescimento real da economia.

Speaker #4: E a gente terminou aumentando a nossa alavancagem para seguir remunerando os nossos acionistas. Dos 2 bilhões que a gente mais ou menos aumentou de que a gente que a gente aumentou de alavancagem, 1 bilhão e 700 a gente perdão, dos 2 bilhões que a gente distribuiu no passado, 1 bilhão e 700 mais ou menos foi via aumento de alavancagem.

Speaker #4: A gente entende que a gente não deveria perseguir esse caminho, que é melhor ter balanço desalavancado, principalmente no ambiente de taxa de juros aqui no Brasil, com juros reais que em muito superam a taxa de crescimento real da economia.

Speaker #2: A gente percorre o Japão. Obrigado. Obrigado, Derek.

Gabriel Barra: Super claro, Japur. Obrigado. Obrigado, Menec.

Speaker #1: Obrigado, Gabriel.

Gustavo Werneck: Obrigado, Gabriel.

Speaker #3: A última pergunta é do Leonardo Correia, do BTG Pactual.

Ariana Pereira: A última pergunta é do Leonardo Correa, do BTG Pactual.

Speaker #1: Tudo bem, pessoal? Boa tarde a todos aí. Fala, Léo. E aí?

Leonardo Correa: Tudo bem, pessoal? Boa tarde a todos.

Rafa Japur: Fala, Léo.

Gustavo Werneck: Fala, Léo, e aí?

Leonardo Correa: Tudo bem, Japur, Menec, Ari? Tudo joia com vocês. Bom, coisas super-rápidas, pessoal. Sei que a gente está chegando no finalzinho, está todo mundo louco pra almoçar. Acho que duas questões que ficaram talvez um pouco mais pendentes, ainda nos Estados Unidos. Primeiro: e o USMCA, Menec? Você falou superbem no começo, acho que da visão, do outlook. Quando a gente pensa five meses atrás, six meses atrás, o grande risco pra operação americana era um watering down do USMCA e, eventualmente, mais volume entrando no México ou Canadá. As negociações já começaram, com o Canadá parece que a coisa foi mais belicosa e em aço nada mudou, por enquanto. No México também a conversa tem sido até pra reforçar barreiras tarifárias no México, pra igualar os 50% de tarifa que os Estados Unidos têm no México.

Speaker #4: Tudo bem, Japo? Demec, Ari, tudo jóia com vocês?

Speaker #1: Bom, coisas super rápidas, pessoal. Eu sei que a gente está chegando no finalzinho aí, está todo mundo louco para almoçar. Mas acho que duas questões aí, que pelo menos ficaram talvez um pouco mais pendentes.

Speaker #1: Ainda nos Estados Unidos. Primeiro, o USMCA, Demec, você falou super bem aí no começo, acho que da visão do Outlook. Quando a gente pensa cinco meses atrás, seis meses atrás, o grande risco para a operação americana era vamos dizer, water down aí do USMCA e eventualmente aí mais volume entrando no México e o Canadá.

Speaker #1: As negociações já começaram com o Canadá, parece que a coisa foi mais belicosa e em aço nada mudou, por enquanto. E no México também a conversa tem sido até para reforçar barreiras, tarifárias no México, assim para igualar o 50% de tarifa que os Estados Unidos têm no México.

Speaker #1: Então, assim, parece que as conversas para aço estão sendo bem melhores do que o esperado e esse risco, vamos dizer que até o Wang e vocês, falavam como talvez o principal risco, ele pelo menos para mim, parece ser bem menor do que alguns meses atrás.

Leonardo Correa: Parece que as conversas pra aço estão sendo bem melhores do que o esperado, esse risco, vamos dizer, que até o Wang e vocês falavam como talvez o principal risco, pelo menos pra mim, parece ser bem menor do que alguns meses atrás. Eu só queria confirmar se esse entendimento você acha que faz sentido ou está muito cedo, vamos esperar. Primeiro ponto. O segundo ponto: a gente há muitos trimestres, anos, vem discutindo esse efeito zip code na Gerdau, eu sei que vocês, por definição, sempre estão avaliando operações e assuntos corporativos. Eu sei que esse assunto meio que deu uma arrefecida de algum tipo de movimento pra destravar valor nos Estados Unidos, dado esse gap expressivo de valuation entre dois ativos, no Brasil e nos Estados Unidos. Entendo que tem pouca coisa hoje sendo discutida ou nada.

Speaker #1: Eu só queria confirmar se esse entendimento você acha que faz sentido ou está muito cedo, vamos esperar. Primeiro ponto, segundo ponto, a gente há muitos trimestres, anos, assim, vem discutindo esse efeito zip code na Gerdau e eu sei que vocês aí por definição sempre estão avaliando operações e assuntos corporativos e tudo mais.

Speaker #1: Eu sei que esse assunto meio que deu uma arrefecida de algum tipo de movimento para destravar valor nos Estados Unidos, dado esse gap expressivo de valuation entre os dois, vamos dizer, entre dois ativos no Brasil e nos Estados Unidos.

Speaker #1: Entendo que tem pouca coisa hoje sendo discutida ou nada é isso mesmo Venec ou essa ainda é uma operação que vocês estão estudando, avaliando?

Leonardo Correa: É isso mesmo, Menec, ou essa ainda é uma operação que vocês estão estudando, avaliando? Só queria tocar nesses pontos superpontuais, não precisa também alongar muito, não. Obrigado, pessoal. Grande abraço.

Speaker #1: Só queria tocar nesses pontos super pontuais aí, não precisa também alongar muito não. Obrigado, pessoal. Grande abraço.

Speaker #2: São boas, mas são bons, né, Léo? Vou pegar o primeiro aqui, aí o Rafa aqui te responde o segundo, tá? Lá nos Estados Unidos atualmente nada é linear, né, cara?

Gustavo Werneck: São pontuais, mas são bons, Léo. Vou pegar o primeiro, o Rafa te responde o segundo. Lá nos Estados Unidos, atualmente, nada é linear. Tu pode fazer todo um debate de milhares de horas de USMCA e na hora H não ser nada aquilo. Todo mundo sabe bem. Na prática, falando da cozinha, o que está acontecendo hoje? Ninguém nos chama para conversar sobre USMCA nesse momento, nos Estados Unidos e no Canadá. A gente está muito envolvido por parte do México. Toda semana a gente é convidado para debater temas de indústria, especialmente de aço, automotivo, no México. A gente vai lá toda semana participar junto com o México. As conversas estão indo para um patamar técnico que não tinha evoluído ainda.

Speaker #2: Então tu pode fazer todo o debate, de milhares de horas, a USMCA, e na hora H não ser nada daquilo, tá? Todo mundo sabe bem, tá?

Speaker #2: Mas, na prática, assim, né, cara, falando da cozinha, o que está acontecendo hoje? Ninguém nos chama para conversar sobre USMCA, nesse momento, nos Estados Unidos e no Canadá, tá?

Speaker #2: A gente está muito envolvido por parte do México, tá? Então toda semana a gente é convidado para debater temas de indústria, especialmente de aço, automotivo no México.

Speaker #2: A gente vai lá toda semana para participar junto com o México, tá? Então as conversas elas estão indo para patamar técnico que não tinha evoluído ainda, tá?

Gustavo Werneck: Temas como esse do melt and pour, se aço que entrar nos Estados Unidos seja obrigatoriamente fundido no México ou não, os impactos, esse é o debate de agora. Independente disso, eu acredito fortemente que as possíveis alterações que haja nesse acordo seguirão nos beneficiando, pode nos beneficiar até um pouco mais. Eu não dedico tantas horas nesse momento, de me aprofundar nisso mais do que a gente já está aprofundando, porque eu acho que está sob controle. Eu acho que ainda está um pouco distante, mas a informação um pouco mais detalhada para te responder é essa: no México, a gente está muito envolvido, a gente é chamado muito para isso, estamos participando praticamente toda semana. A equipe local conduz, alguns temas eu me envolvo, eventualmente tenho que ir para lá para debater, ou a gente alinha aqui com o Japur.

Speaker #2: Então temas como esse do Melton Poole, se vai aço que entrar nos Estados Unidos seja obrigatoriamente fundido no México ou não, os impactos, esse é o debate de agora, tá?

Speaker #2: Então, assim, mas independente disso, tá? Eu acredito fortemente que as possíveis alterações que haja nesse acordo seguirão nos beneficiando. Pode nos beneficiar até um pouco mais, tá?

Speaker #2: Então eu não dedico tantas horas nesse momento assim de me aprofundar nisso mais do que a gente já está aprofundando, né? Porque eu acho que está sob controle, tá?

Speaker #2: Eu acho que ainda está um pouco distante, mas a informação assim, um pouco mais detalhada, para te responder essa. No México, a gente está muito envolvido, a gente é chamado muito para isso, estamos participando praticamente toda semana, tá?

Speaker #2: Equipe local conduz, alguns temas aí eu me envolvo, eventualmente tenho que ir para lá para debater, ou a gente alinha aqui com o Japur, tá?

Speaker #2: Mas do lado americano e do Canadá não tem nos chamado ainda para debater, tá? Até porque acho que os Estados Unidos têm outros vieses aí na negociação nesse momento, tá?

Gustavo Werneck: Do lado americano e do Canadá, não têm nos chamado ainda para debater. Até porque acho que os Estados Unidos têm outros vieses na negociação nesse momento. E do zip code, deixa o Rafa responder aqui do meu lado.

Speaker #2: E do zip code, deixa o Rafa responder aqui do meu lado.

Speaker #4: Tudo bem, Léo. Acho que tudo. De novo, a gente está sempre ativamente aí avaliando oportunidades, para a nossa estrutura societária, tanto aquela parte que o mercado vê como aquela parte que o mercado não vê.

Rafa Japur: Tudo bem, Léo?

Leonardo Correa: Tudo bom, Rafa.

Rafa Japur: De novo, a gente está sempre ativamente avaliando oportunidades pra nossa estrutura societária, tanto aquela parte que o mercado vê, como aquela parte que o mercado não vê. A gente teve uma mudança importante no ano que passou, que a gente mudou a nossa estrutura, por exemplo, na Espanha, pra dar mais flexibilidade pra poder distribuir dividendos, não só no mês de dezembro, mas em outros meses do ano, sem ter uma retenção de imposto de renda retido na fonte importante. Efetivamente, hoje, a gente não tem nenhum plano de ação, nenhum estudo sendo conduzido efetivo pra fazer uma mudança importante de estrutura societária da companhia, de relistagem ou spin-off, carve-out dos nossos ativos da América do Norte.

Speaker #4: A gente teve uma mudança importante no ano que passou que a gente mudou a nossa estrutura, por exemplo, na Espanha para dar mais flexibilidade para poder distribuir dividendos não só no mês de dezembro, mas em outros momentos do ano sem ter uma retenção de imposto de renda retido na fonte importante.

Speaker #4: Mas, efetivamente, hoje a gente não tem nenhum plano de ação, nenhum estudo sendo conduzido assim, efetivo, para fazer uma mudança importante de estrutura societária da companhia, de realistagem ou spin-off, carve-out dos nossos ativos na América do Norte.

Speaker #1: Está ótimo. Muito obrigado, Japur e Demec.

Leonardo Correa: Tá ótimo, muito obrigado, Japur e Menec.

Speaker #2: Bom, Léo, a gente te agradece aí. Ari, volto para você.

Gustavo Werneck: Léo, a gente que te agradece. Ari, volto pra você.

Speaker #3: A gente terminou a sessão de perguntas e respostas. As perguntas que não foram respondidas, a equipe de RI fica à disposição para saná-las. Passo a palavra para você, Gustavo.

Ariana Pereira: A gente terminou a sessão de perguntas e respostas. As perguntas que não foram respondidas, a equipe de RI fica à disposição pra saná-las. Passo a palavra pra você, Gustavo.

Gustavo Werneck: Tá bom, Ari, muito obrigado. Aqui rapidamente, como o Léo comenta, está todo mundo com fome. Daqui a pouco vão segurar mais vocês. Do nosso lado, em nome da Ari, de toda a equipe da Gerdau, agradecer a participação de todas e todos, e convidá-los pra nossa próxima videoconferência de resultados, referente ao Q3 de 2026, que será no dia 27 October. Muito obrigado, um excelente almoço, forte abraço e se cuidem.

Speaker #2: Está bom, Ari, muito obrigado, tá? Então, aqui rapidamente, como o Léo comenta, aí está todo mundo com fome, né? Nós vamos servir o Japur que vão segurar mais aí vocês.

Speaker #2: Mas do nosso lado aí, em nome da Ari, de toda a equipe da Gerdau, agradecer a participação de todas e todos e convidá-los para a nossa próxima videoconferência de resultados.

Speaker #2: Referente ao terceiro trimestre de 2026, que será no dia 27 de outubro. Então, muito obrigado. excelente almoço, forte abraço e se cuidem.

Ariana Pereira: Goodbye.

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Q2 2026 Gerdau SA Earnings Call

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Wednesday, August 5th, 2026 at 3:00 PM

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