Q2 2026 Grendene SA Earnings Call
Speaker #2: Bom dia a todos, e obrigado por aguardarem. Sejam muito bem-vindos à videoconferência de divulgação dos resultados do 2o trimestre de 2026 da Grendene SA.
Speaker #2: Destaco àqueles que precisarem de tradução simultânea que temos essa ferramenta disponível na plataforma. Para acessar, basta clicar no botão "Interpretation" através do ícone do globo na parte inferior da sua tela e escolher seu idioma de preferência: português ou inglês.
Speaker #2: Para aqueles ouvindo a videoconferência em inglês, há a opção de mutar o áudio original em português, clicando em "Mute original audio". Informamos que esta videoconferência está sendo gravada e será disponibilizada no site de RI da companhia, ri.grendene.com.br, onde se encontra disponível o material completo da nossa divulgação dos resultados.
Speaker #2: É possível fazer o download da apresentação também no ícone do chat, inclusive em inglês. Durante a apresentação da companhia, todos os participantes estarão com o microfone desabilitado.
Speaker #2: Em seguida, daremos início à sessão de perguntas e respostas. Para fazer perguntas, clique no ícone "Q&A" na parte inferior de sua tela e escreva sua pergunta para entrar na fila.
Speaker #2: Ao ser anunciado, uma solicitação para ativar seu microfone aparecerá na tela para fazer sua pergunta. Orientamos que as perguntas sejam feitas todas de uma única vez.
Speaker #2: Ressaltamos que as informações contidas nesta apresentação e eventuais declarações que possam ser feitas durante a videoconferência relativas às perspectivas de negócios, projeções e metas operacionais e financeiras da Grendene constituem, sim, crenças e premissas da administração da companhia.
Speaker #2: Bem como a informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não são garantias de desempenho, elas envolvem riscos, incertezas e premissas. Pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.
Speaker #2: Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições de mercados e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da companhia e conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras.
Speaker #2: Hoje, contamos com as presenças dos executivos da companhia. Ruth Mardawonda, diretor-presidente; Gelson Luiz Rochirola, diretor-vice-presidente; e Alceu Albuquerque, diretor financeiro e de relações com investidores.
Speaker #2: Bem como os demais gestores da companhia. Passarei a palavra ao senhor Alceu Albuquerque. Por favor, senhor Alceu, pode prosseguir.
Speaker #3: Bom dia. Obrigado a todos pela presença em nossa videoconferência de divulgação dos resultados do 2º trimestre de 2026 e do 1º semestre do ano.
Speaker #3: Bom, o trimestre foi marcado por um ambiente de consumo desafiador, e, nesse ambiente, nós buscamos primeiro preservar a rentabilidade operacional do negócio e a geração de caixa.
Speaker #3: Nós observamos sinais de recuperação de uma recuperação gradual o mercado interno, ele permaneceu com consumo bastante seletivo, em função deste cenário desafiador de alto nível de endividamento da população, juros elevados, inflação impactando a população de baixa renda, o que somados a esses fatores fazem com que a população especialmente de baixa renda tenha menos dinheiro no bolso para o consumo e especialmente para o consumos de itens não essenciais como calçados.
Speaker #3: Então, esse cenário trouxe um consumidor mais seletivo, buscando o consumo nas categorias mais acessíveis. No mercado externo, nós voltamos a crescer, vimos crescimento no nosso volume, focado muito na América Latina, que sustentou os embarques para o mercado internacional.
Speaker #3: Buscamos preservar a nossa rentabilidade operacional, uma margem bruta relativamente estável, impactada positivamente pelas matérias-primas, que compensaram a pressão da mão de obra e de mix de produtos comercializados mais acessíveis na margem bruta.
Speaker #3: E seguimos bastante rigorosos no controle de nossas despesas operacionais. Diante desse cenário, o nosso lucro líquido teve uma forte queda, principalmente pressionado pelo menor resultado financeiro, em função da distribuição extraordinária de dividendos que anunciamos no final do ano passado e que fez com que o nosso caixa líquido tivesse uma redução significativa.
Speaker #3: Ainda assim, mantivemos uma posição de caixa bastante robusta, com cerca de R$ 1,5 bilhão de líquido. Dito isso, como foi o 2º trimestre, o volume atingiu 26,8 milhões de pares, uma leve retração de 0,9%.
Speaker #3: Essa retração está concentrada no mercado interno, onde a gente viu o volume recuar 1,9%, enquanto no mercado externo observamos crescimento de 4,8%. Como comentei, muito focado na região da América Latina, que concentrou cerca de 80% dos nossos embarques.
Speaker #3: A receita bruta recua 3,2%, atinge R$ 731,8 milhões. Quando a gente vê a receita líquida, a receita líquida tem uma queda menor, o recuo da receita líquida é de 0,4%.
Speaker #3: Como é que se comportaram os mercados, o mercado interno e o mercado externo em termos de receita? No mercado interno, uma retração de 5%, enquanto no mercado externo observamos crescimento de 2,3%.
Speaker #3: O lucro bruto cresce, 0,6%, aqui impactado pelo bom comportamento das matérias-primas, que compensaram a maior representatividade da mão de obra no nosso CPV, como eu vou comentar mais à frente.
Speaker #3: A margem bruta atinge 42,4%, é ganho de 0,4 pontos percentuais. O EBIT ajustado recua 48,2%, atinge 15,8 milhões de reais. Sendo que, com uma margem EBIT recorrente de 3,3%, é recuo de 2,8 pontos percentuais.
Speaker #3: O EBIT ajustado aqui é basicamente ajustado pelos números de GB, então, excluindo os números de GB, a gente tem esse recuo de 2,8 pontos percentuais da nossa margem bruta.
Speaker #3: E o resultado líquido ajustado, que cai 48,6% para 95,3 milhões de reais, muito impactado pelo menor resultado financeiro, como eu comentei anteriormente, principalmente em função de uma distribuição elevada de dividendos feita ao longo do 1o semestre.
Speaker #3: A margem líquida recorrente atinge 19,7%, é uma retração de 17,5 pontos percentuais. Entrando pouco mais no detalhe em cada dos mercados, então, olhando primeiro aqui o mercado interno, as marcas da divisão 1, divisão 1 são todas as marcas menos Melissa, como eu comentei anteriormente, aqui no mercado interno a gente observou consumidor mais seletivo, concentrando uma demanda nas categorias mais acessíveis, e em canais de maior giro.
Speaker #3: Quando eu falo canais de maior giro, estou falando de canal autosserviço e o canal indireto, canal indireto são os nossos distribuidores e atacadistas que compram os nossos produtos para revender para pequenos mercados de bairros.
Speaker #3: Então, a receita bruta das marcas da Divisão 1 recua 7,5%, principalmente impactada por uma menor receita por par, em função da comercialização de uma demanda de produtos mais acessíveis. O volume tem uma retração moderada de 1,8%, e a receita por par recua 5,9%.
Speaker #3: O grande destaque do e-commerce das marcas da divisão 1 no e-commerce é o crescimento de 15,7% nas vendas online das marcas da divisão 1.
Speaker #3: Quando a gente vê a dinâmica de sell-in e sell-out, a gente observa o sell-out superior ao do sell-in, indicando aí uma maior cautela do varejo na recomposição do estoque, e também indicando aí que há espaços para uma recomposição dos estoques no futuro.
Speaker #3: Como eu comentei anteriormente, as categorias mais acessíveis e os canais de maior giro foram os que apresentaram melhor desempenho. Dentro das marcas da Divisão 1 e Ipanema, o segmento masculino, que é composto por Ryder, Cartago e Mormaii, e o segmento de botas foram os segmentos que lideraram o crescimento, que puxaram, que tiveram crescimento nesse 2º trimestre, enquanto as categorias e os produtos de maior valor agregado tiveram um cenário de consumo mais desafiador.
Speaker #3: Entrando agora na Melissa: a Melissa teve crescimento de receita de 2,6%. O volume teve uma retração de 3,2%. E nós observamos, como a receita cresce e o volume recua, um crescimento da receita bruta por par de 6%. Ou seja, aqui demonstrando que a Melissa conseguiu preservar o seu posicionamento premium e a sua capacidade de comercializar produtos de maior valor agregado, mesmo em um ambiente de consumo desafiador.
Speaker #3: As vendas online da Melissa, o GMV, que considera tanto as vendas feitas pela Grendene, como as feitas pelos nossos franqueados utilizando a nossa plataforma online, cresceram 6,9%.
Speaker #3: E olhando a dinâmica do sell-in e do sell-out da Melissa, a gente vê que sell-in e sell-out apresentaram comportamento muito semelhante, indicando aqui no caso da Melissa equilíbrio entre o consumo final e o ritmo de reposição do ao longo desse 2o trimestre nós tivemos a Copa do Mundo, onde vimos uma redução bastante significativa no fluxo das lojas, dos clubes Melissa, durante esse período de Copa do Mundo.
Speaker #3: Como eu comentei, o e-commerce teve desempenho bastante positivo, compensando parcialmente esse menor fluxo nas lojas físicas. O sell-out reflete esse menor fluxo nas lojas, enquanto o sell-in acompanhou esse desempenho do sell-out.
Speaker #3: Nós encerramos o 2º trimestre com 438 franquias, quando comparado a 419 no 2º trimestre de 2025. E o mercado externo? Como eu comentei, a América Latina sustentou o crescimento dos embarques; nós tivemos indicadores positivos de receita bruta, tanto em reais como em dólar, e de volume.
Speaker #3: A receita bruta cresce 2,3% em reais; quando a gente olha em dólar, o crescimento é de 14,8%. Enquanto isso, o volume cresce 4,8%, impulsionado pelos embarques para a América Latina.
Speaker #3: O que a gente observou nesse no mercado internacional? ambiente bastante desafiador, marcado por conflitos regionais, volatilidade cambial e muita cautela dos nossos distribuidores internacionais na recomposição dos seus estoques.
Speaker #3: O crescimento está muito concentrado na América Latina, em função dos conflitos regionais, a gente vê muita disrupção logística e o incremento do custo dos fretes internacionais.
Speaker #3: Aqui, entrando nas vendas online, o canal digital combinou crescimento com rentabilidade e ganho de participação no share das vendas do mercado interno. O GMV cresce 12%, o volume de pares comercializados cresce 4,1%, mesmo com uma queda de 14% no volume de sessões.
Speaker #3: A margem bruta cresce 2,3 pontos percentuais, atinge 71,3%, enquanto o nosso EBIT recorrente do canal online tem crescimento de 10,8%, para R$ 1,4 milhão.
Speaker #3: A participação das nossas vendas online no mercado interno sobre as vendas totais do mercado interno já atinge 5,3% no 2º trimestre do ano passado e, quando a gente isola Melissa, as vendas online da Melissa já representam 18,2% de tudo aquilo que a gente vende no mercado interno.
Speaker #3: Aqui a gente mostra o que impactou a nossa receita bruta, que saiu de R$ 756,2 milhões para R$ 731,8 milhões, um recuo de 3,2%. O volume no mercado interno reduz em R$ 11 milhões a nossa receita bruta, enquanto preço e mix impactam negativamente a nossa receita bruta em R$ 17,5 milhões.
Speaker #3: Já volume, preço e mix do mercado externo agregam uma receita para nós. O volume agrega R$8,7 milhões, enquanto preço e mix agregam R$18,4 milhões.
Speaker #3: O câmbio, que foi de o câmbio médio que foi de 5,04 reais neste 2o trimestre, em comparação a 5,66 no 2o trimestre do ano passado, reduz a nossa receita bruta em 23 milhões de reais.
Speaker #3: Entrando aqui no nosso CPV, a redução dos nossos custos de matérias-primas foi o principal vetor para a expansão da nossa margem bruta, que saiu de 42% para 42,4%, ou seja, um ganho de 0,4 ponto percentual. Quando a gente olha aqui os fatores que compõem o nosso CPV, como eu comentei, matéria-prima saiu de 23,3% da receita líquida e passa a representar 22,3%, ou seja, um ganho de 1 ponto percentual, enquanto mão de obra eleva a sua participação sobre a receita líquida em 0,2 ponto percentual.
Speaker #3: Esse maior custo de mão de obra é reflexo, basicamente, da remuneração da folha. Desde o ano passado, a gente vem observando a remuneração da folha. Também temos, aqui, que com a comercialização de produtos mais acessíveis, nós temos uma menor diluição dos nossos custos fixos. E, também, temos a maior complexidade dos produtos comercializados. Embora mais acessíveis, a gente observa uma maior complexidade na produção dos modelos.
Speaker #3: Olhando as nossas despesas operacionais, as nossas despesas operacionais totais — e, quando eu incluo aqui 'totais', eu incluo dados de GGB —, aqui eu incluo resultado de equivalência patrimonial dos nossos projetos de investimentos imobiliários. Quando a gente investe através de holdings, eles acabam impactando as nossas despesas operacionais, porque entram via equivalência patrimonial.
Speaker #3: Então, quando eu considero as despesas operacionais totais, o crescimento é de 19,7%, mas, quando eu faço o ajuste para considerar apenas as despesas recorrentes, as despesas operacionais recorrentes têm crescimento de 1,6%, abaixo da inflação do período.
Speaker #3: As despesas comerciais totais recuam 2,4%; e, quando eu considero as despesas comerciais recorrentes, excluindo GGB, eu tenho crescimento de 1,1%. As despesas administrativas e gerais totais recuam 14,4%; e, quando eu excluo dados de GGB, eu tenho crescimento de 1,2%.
Speaker #3: A gente vê que, quando a gente olha tanto as despesas comerciais totais quanto as despesas administrativas totais, a gente tem retrações nas despesas. Mas, quando eu excluo os números de GGB, a gente passa a ter crescimento, porque isso mostra o trabalho de reestruturação que fizemos na estrutura da GGB no ano passado, onde tivemos reduções significativas da estrutura operacional da empresa.
Speaker #3: Aqui um pouco do gráfico que mostra o impacto no nosso EBIT. Então, aqui na parte esquerda eu mostro o nosso EBIT, que no 2º trimestre de 2025 foi de R$ 45,3 milhões, e passou para o 2º trimestre deste ano para R$ 9,7 milhões. Aqui a gente vê que a receita líquida trouxe um impacto negativo: a variação da receita líquida trouxe impacto negativo de R$ 2,4 milhões, e a equivalência patrimonial um impacto negativo de quase R$ 58 milhões.
Speaker #3: O que é esse R$ 58 milhões? Como eu comentei, nós temos investimentos imobiliários, cerca de R$ 1 bilhão, e esses investimentos imobiliários são basicamente os instrumentos que nós utilizamos, ou são SCPs, ou via holdings.
Speaker #3: Quando o investimento é feito via holdings, o retorno desses investimentos impacta a equivalência patrimonial. No segundo trimestre do ano passado, nós tivemos diversos lançamentos de projetos. E como é que funciona a contabilização desses projetos?
Speaker #3: Quando o investimento é feito via holdings, do momento em que a gente faz a aplicação/investimento até que o projeto seja lançado, a gente fica carregando na contabilidade esse investimento pelo valor do principal. No momento em que é o lançamento do projeto, toda a rentabilidade acumulada é realizada e reconhecida naquele mês do lançamento.
Speaker #3: Então, no 2º trimestre do ano passado, nós tivemos diversos lançamentos de projetos que tinham rentabilidades acumuladas, que foram reconhecidas no 2º trimestre. Neste 2º trimestre, nós não tivemos lançamentos, tivemos postergações dos nossos lançamentos, então temos rentabilidade acumulada a reconhecer, mas não foram reconhecidas porque ainda não houve o lançamento dos referidos projetos.
Speaker #3: Todos os demais itens aqui – a variação do CPV, variação das despesas com vendas, das despesas administrativas e de outras despesas – nos ajudaram a ter EBIT positivo.
Speaker #3: Quando eu faço aqui a reconciliação entre o EBIT contábil, que foi de R$ 9,7 milhões, para o EBIT ajustado, que foi R$ 15,8 milhões, a gente tem R$ 6 milhões de itens não recorrentes, neste 2º trimestre de 2026, basicamente relativos à GGB.
Speaker #3: É R$ 3,7 milhões do resultado da operação da GGB, mais R$ 2 milhões, que é o impacto de obsolescência de estoques da GGB.
Speaker #3: Aqui o nosso resultado financeiro. Como eu comentei, nós tivemos uma retração do resultado contábil de 34%. Essa retração é explicada pelo caixa aplicado: 47% a menos de caixa aplicado. No 2º trimestre do ano passado nós tínhamos R$ 1,9 bilhão aplicado em média, neste 2º trimestre deste ano cerca de R$ 1 bilhão. Essa retração é em função do pagamento de dividendos que fizemos ao longo desse 1º semestre.
Speaker #3: E aqui a gente faz aquele ajuste para trazer da equivalência patrimonial, ou seja, aqueles projetos de desenvolvimento imobiliário que foram lançados no passado. Então, eu trago os R$ 50 milhões para dentro do nosso resultado financeiro ajustado, porque esse resultado me faz parte da remuneração do caixa e não da operação, da Grendene.
Speaker #3: Então, quando eu faço esse ajuste, o nosso resultado financeiro ajustado passa a ter uma retração de quase 61%. Nós temos cerca de R$ 1 bilhão aplicados na nossa carteira de projetos de investimentos imobiliários, e essa carteira, desde o seu lançamento, tem uma rentabilidade acumulada equivalente a 227% do CDI.
Speaker #3: Agora a gente entra aqui de forma mais objetiva nos resultados do 1º semestre, que são muito semelhantes ao que a gente observou no comportamento do 2º trimestre.
Speaker #3: O volume cresce 0,3%, atinge 52,5 milhões de pares; o mercado externo tem uma retração de 9%, enquanto o mercado interno tem crescimento de 3%. A receita bruta recua 3,2%, vai para R$ 1,4 bilhão, e a gente vê retração tanto no mercado externo, que recua 2,8%, quanto no mercado interno, que recua 3,3%.
Speaker #3: O lucro bruto recua 6,5%, atinge quase R$465 milhões, com uma margem bruta de 42,7%, uma retração de 1,7 ponto percentual. O EBIT ajustado atinge R$74,8 milhões, uma retração de 41,1%, com uma margem EBIT recorrente de 7,6%, uma retração de 4,7 pontos percentuais.
Speaker #3: E o nosso lucro líquido ajustado atinge R$ 217 milhões, uma retração de 37%. Aqui, de novo, muito impactado pela redução do saldo médio aplicado, com uma margem líquida de 22,1%, uma retração de 11,3 pontos percentuais.
Speaker #3: Aqui de novo os itens que impactaram a nossa receita, então o volume no mercado interno agrega 32 milhões de reais, preço e mix aqui reforçando a questão do mix de mais acessível demandado, pelo consumidor ele reduz a nossa receita bruta em quase 69 milhões de reais, o volume do mercado externo reduz a nossa receita bruta em 33 milhões de reais, enquanto o preço e mix agregam 65 milhões de reais de receita bruta.
Speaker #3: O câmbio reduz a nossa receita bruta em R$ 42 milhões, em função do real mais valorizado em cerca de 10,5%. Aqui, o nosso CPV, na visão semestral, temos uma retração da margem bruta de 1,7 ponto percentual. A matéria-prima continua ajudando a margem bruta, mas com uma intensidade inferior ao que observamos no 2º trimestre. Então, a representatividade da matéria-prima sobre a receita líquida recua 0,2 ponto percentual, para 22%.
Speaker #3: Mão de obra no 1o semestre, assim como a gente observou no 2o semestre, passa a representar 1,6 pontos percentuais a mais da receita líquida, quando comparado ao 2o ao que a gente viu no 2o trimestre.
Speaker #3: E aqui, como eu comentei, os impactos da mão de obra são basicamente a remuneração de folha e uma menor diluição dos custos em função da comercialização do portfólio de itens mais acessíveis. Com isso, a gente tem uma menor diluição dos custos de mão de obra.
Speaker #3: As nossas despesas operacionais totais crescem 2,4%, sendo que as despesas comerciais recuam 5,4% e as despesas gerais e administrativas recuam 6%. Quando a gente exclui os dados de GGB das despesas comerciais, as despesas comerciais totais, que recuam 5,4%, passam a crescer 0,3%, abaixo da inflação do período.
Speaker #3: E as despesas gerais e administrativas, que recuaram 6%, quando a gente olha as despesas totais, elas passam a crescer 1,9% quando a gente exclui os dados de GGB.
Speaker #3: Aqui, de novo, aquele mesmo comentário que eu fiz nos números do 2º trimestre: essa redução, quando a gente olha o total, para leve aumento abaixo da inflação quando a gente olha despesas XGB, mostra o forte trabalho que fizemos para redução da estrutura operacional da GGB ao longo do ano passado.
Speaker #3: Aqui de novo os gráficos, o que impactou o nosso EBIT contábil ao longo do 2o do 1o semestre, então a receita líquida e equivalência patrimonial foram o que reduziram a nossa o nosso EBIT nesse 2o nesse 1o semestre, a explicação que eu fiz para equivalência patrimonial relativa aos investimentos imobiliários é a mesma aqui para o período do 1o semestre, enquanto assim como a gente viu no 2o trimestre, nesse 1o semestre todos os outros componentes CPV, variação das despesas comerciais, variação das despesas administrativas e outras despesas, elas agregaram o EBIT para a Grendene.
Speaker #3: Quando a gente faz a reconciliação do EBIT contábil para o EBIT ajustado, nós tivemos R$ 23,5 milhões de itens não recorrentes. Os principais componentes aqui são a CIDE sobre remessas ao exterior, que foi um acordo que fizemos com a Receita ainda no primeiro trimestre, relativo ao novo entendimento da Receita quanto à incidência de CIDE sobre pagamentos de licenciamento para o exterior. Também temos aqui os resultados da GGB nesse primeiro semestre.
Speaker #3: O resultado financeiro com comportamento muito semelhante ao que a gente viu no 2o trimestre, uma queda de 25%, em função de saldo médio aplicado 32,5% inferior.
Speaker #3: Aqui, aqueles mesmos no 2º trimestre eram R$ 58 milhões. Aqui, no acumulado do ano, são R$ 56 milhões de resultado financeiro que impacta o nosso EBIT. Então, a gente faz o ajuste para trazer ele para dentro do resultado financeiro, porque isso reflete a remuneração do nosso caixa e não faz parte da operação.
Speaker #3: Por fim, aqui o resultado acumulado então é de no semestre 191,5 milhões de reais, quando descontamos as reservas de incentivo de ICMS nos sobram 120,3 milhões de reais para cálculo de reserva legal, destinando 6 milhões de reais para reserva legal, restam a distribuir 114,3 milhões de reais.
Speaker #3: Como já distribuímos 58 55,7 milhões de reais no 1o trimestre, resta para distribuir neste 2o trimestre 58,6 milhões de reais, como é que serão distribuídos esses 58,6 milhões de reais?
Speaker #3: 28,6 milhões de reais serão distribuídos a títulos de dividendos, e quase 30 milhões de reais brutos, ou 24,7 milhões de reais líquido via JCP, esse valor já considera a nova alíquota de JCP de 17,5%.
Speaker #3: Esses valores serão pagos no dia 9 de setembro, para que eles acionistas que detiverem ações no dia 23/08, ou seja, a ação passa a ficar ex-dividendos no dia 24/08.
Speaker #3: Dito isso, é o que eu 2o trimestre e do 1o semestre do ano, então eu passo para as perguntas.
Speaker #1: Agora começaremos a sessão de perguntas e respostas. Lembrando que, para fazer perguntas, vocês devem clicar no ícone Q&A na parte inferior da sua tela, e escrever a sua pergunta para entrar na fila.
Speaker #1: Ao ser anunciado, uma solicitação para ativar seu microfone aparecerá na tela, e então você deve ativar seu microfone para fazer perguntas. Solicitamos por gentileza que as perguntas sejam feitas todas de uma única vez.
Speaker #1: Vamos à nossa primeira pergunta. É do Júlio César Santana. Ele fala: "Bom dia a todos. Primeira pergunta: a margem EBIT ajustada ficou em 3,3% no 2o T de 26.
Speaker #1: Quanto dessa pressão vocês consideram conjuntural ligada a mix descontos e menor diluição de custos fixos, e quanto pode representar novo patamar estrutural de margem?
Speaker #1: A segunda pergunta dele: no semestre foram gerados R$336 milhões de caixa operacional, mas parte relevante veio de uma redução de contas a receber. Qual seria hoje a geração de caixa livre normalizada do negócio, desconsiderando efeitos sazonais e de capital de giro?
Speaker #2: Bom, muito obrigado pela pergunta. Júlio, a primeira pergunta, em relação à margem EBIT: se tu for, a margem EBIT foi basicamente impactada pela comercialização de mix mais acessíveis. Ou seja, neste cenário macroeconômico desafiador, o que a gente observou foi uma demanda por itens mais acessíveis, e isso acabou impactando a margem EBIT, com uma menor diluição.
Speaker #2: Lembrando que o 2o trimestre é sempre o nosso sempre o nosso o nosso trimestre de menor volume sazonalmente ele é o o trimestre com menor volume onde a gente tem uma menor diluição dos nossos custos, já para o agora para o para o 2o semestre 3o e 4o trimestre a gente prevê uma uma recuperação das margens e uma comercialização de itens de maior valor agregado.
Speaker #2: Em relação ao à geração de caixa, a gente tem que lembrar, como eu comentei anteriormente, que o nosso o nosso negócio ele é muito sazonal, sendo que no 2o semestre a gente tem uma representa cerca de 60 a 70% das nossas vendas, então a gente sempre tem que comparar a geração de caixa do trimestre contra exatamente o mesmo trimestre do ano anterior.
Speaker #2: Então a gente não tem uma uma alteração na composição do nosso da da dos componentes de capital de giro quando os a pagar, quantos a receber, então eu não vejo uma uma uma uma dinâmica distinta do que nós observamos nos anos anteriores.
Speaker #1: A nossa próxima pergunta é do Bruno Loureiro. Ele diz: "A Grendene possui histórico sólido de geração de caixa e domínio no mercado calçadista, mas notamos que a dependência do mercado interno deixa a receita expostas às oscilações macroeconômicas locais.
Speaker #1: Consideramos que tem que temos capacidade de fabril instalada e muitas vezes operamos com certa ociosidade?" Ele fala: "Qual é a barreira estratégica para não utilizarmos essa capacidade ociosa em uma expansão internacional mais robusta, expoendo a produção e diversificando as fontes de receita?" O segundo ponto ele fala: "Em relação à linha de produtos, o portfólio parece focado sempre nas mesmas categorias.
Speaker #1: Existe algum estudo ou intenção de diversificação em novos segmentos ou materiais para evitar a estagnação de market share e atrair novos perfis de consumidores? E o último ponto que ele traz é: Observando a estrutura de capital e a capacidade produtiva da Grendene, gostaria de entender a visão da diretoria sobre as vias de crescimento futuro.
Speaker #1: Por que a companhia não adota uma estratégia mais agressiva de expansão para novos mercados internacionais, como forma de reduzir a dependência do mercado interno, mitigar o risco Brasil e otimizar a utilização do nosso parque fabril, reduzindo a ociosidade?
Speaker #1: Além disso, o que impede a Grendene de ampliar e diversificar seu portfólio de produtos para além das linhas tradicionais? Buscando novas fontes de receita e maior valor agregado, como vem fazendo as empresas ao par Gatas e Vulcabraço?"
Speaker #2: Bom, obrigado. São diversas perguntas, né? Mas, pelo que eu entendi, a 1 e a 3 são muito semelhantes. Ela fala em reduzir a dependência do mercado interno com a expansão do mercado externo.
Speaker #2: A gente vem buscando a a a expansão do mercado externo há cerca de 3 anos atrás, se se se tu estás lembrado, Bruno, se acompanhou, nós desenvolvemos uma joint venture com com com o pessoal da 3G, de forma a tentar explorar os os 2 maiores mercados consumidores de calçado do mundo, que são Estados Unidos e China, em 2024 a Sajevi foi desfeita, nós passamos a controlar 100% dessa dessa operação, e o que o próprio pessoal da da da Radar, da 3G Radar, observou durante esse período que nós estávamos trabalhando em conjunto, é que a a a a expansão ou ou ou para o mercado internacional não é uma coisa que acontece de uma hora para outra, é é é bastante difícil tu construir marcas internacionais construir canais de distribuição internacional, isso exige investimento financeiro e existe exige tempo, e exige dedicação.
Speaker #2: A gente vem trabalhando forte para para incrementar os nossos volumes internacionais, a gente vem revisitando os nossos distribuidores internacionais, porque hoje tirando Estados Unidos e China nós trabalhamos com distribuidores internacionais em todos os mercados, e porque isso porque nós entendemos que os distribuidores locais eles têm conhecimento dos seus respectivos mercados maior do que o nosso, então eles têm uma capacidade maior do que a gente tem para entender o mercado, então só que o que acontece, o mercado internacional está desafiador, a gente vem observando no mercado doméstico, por exemplo, uma enxurrada de importação da chegada de produtos asiáticos, e isso não é uma particularidade só do mercado brasileiro, os produtos asiáticos aqui, chineses, eles estão invadindo diversos outros mercados internacionais, então a gente está observando uma concorrência maior com produtos asiáticos não só no mercado doméstico, mas também no mercado internacional, o que que a gente tem feito para isso, a gente vem investindo em estratégias de marketing, a gente vem investindo para fortalecer as nossas marcas de forma a ampliar o desejo dos nossos produtos, das nossas marcas, das nossas categorias, tanto no mercado interno como no mercado interno, externo, dito isso, eu eu respondo também a tua a tua segunda pergunta que fala o que por que que a gente mantém sempre as mesmas categorias, os os mesmos materiais, na verdade se tu observares, a gente tem uma amplitude de produtos, de categorias, a gente não trabalha apenas com arquétipo, não trabalhamos só com chinelo, por exemplo, nós trabalhamos com chinelo, trabalhamos com sandálias, trabalhamos com tamancos, trabalhamos com anabelas, trabalhamos com botas, ou seja, nós temos uma amplitude de portfólio para atender boa parte da demanda por calçados no Brasil e no mundo, também estamos crescendo, a nossa produção de produtos de EVA, que são produtos mais confortáveis, produtos mais leves, produtos mais macios, e que têm uma valor agregado maior percebido pelo pelos nossos clientes, então eu acredito que a gente vem fazendo os movimentos para crescer tanto o mercado interno como o mercado externo, mas como eu comentei ao longo da apresentação, o ambiente para consumo especialmente de da população de baixa renda, que é para onde 70 ou 80% dos nossos produtos é dedicado, quando a gente exclui melissa, algumas linhas da Rider, boa parte dos nossos produtos são para a população de baixa renda, e essa população de população de baixa renda vem sofrendo, e não é de hoje, é já já faz algum tempo, o que que a gente tem a fazer para isso, além de desenvolver novos produtos, como a gente vem desenvolvendo, desenvolvendo novos arquétipos, como a gente vem desenvolvendo novos materiais, a gente identificou que a gente necessita fortalecer o desejo pelas nossas marcas, então no final do ano passado tomamos a decisão de fortalecer os investimentos em mídia contratamos uma das maiores agências de publicidade para ajudar a reposicionar ou fortalecer o desejo especialmente de Ipanema, contratamos a Almap, só que isso é trabalho que não é de dia para o outro, é é trabalho que tem que ser uma uma consistência de investimentos, de esforços comerciais para fortalecer o o o o o desejo pelas marcas e o reposicionamento das marcas, então acho que com isso eu respondo essas as tuas 3 ou 4 perguntas.
Speaker #1: Encerramos nesse momento a sessão de perguntas e palavra ao senhor Alceu Albuquerque para as considerações finais.
Speaker #2: Bom, bom dia mais uma vez, né, e muito obrigado pela presença de todos na nossa videoconferência. A gente está à disposição aqui no RI para solucionar qualquer dúvida e desejo a todos um bom final de semana.
Speaker #1: A videoconferência de resultados referente ao segundo trimestre de 2026 da Grendene está encerrada. O departamento de Relações com Investidores está à disposição para responder às demais dúvidas e questões.
Speaker #1: Muito obrigada aos participantes e tenham bom dia.
