Q2 2026 Unipar Carbocloro SA Earnings Call

Speaker #3: Boa tarde e sejam bem-vindos à teleconferência de resultados do 2º trimestre de 2026 da Unipar. Hoje estão presentes Rodrigo Canaval, CEO; Alexandre Gerussalmi, CFO e diretor de Relações com Investidores; e a equipe de RI.

Speaker #3: Informamos que este evento está sendo gravado e traduzido simultaneamente. A tradução está disponível clicando no botão "Interpretation". Para aqueles que ouvem a teleconferência em inglês, há a opção de silenciar o áudio original em português clicando em "Mute Original Audio".

Speaker #3: A apresentação está disponível para download na plataforma e no site da companhia, em ri.unipar.com. Após a apresentação, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, quando mais instruções serão fornecidas.

Speaker #3: Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que eventuais declarações que possam ser feitas durante esta teleconferência relativas às perspectivas de negócios da Unipar, projeções e metas operacionais e financeiras constituem-se em crenças, premissas da administração da companhia, bem como em informações atualmente disponíveis para a Unipar.

Speaker #3: Considerações futuras não são garantias de desempenho e envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.

Speaker #3: Investidores e analistas devem compreender que condições gerais, condições do setor e outros fatores operacionais podem afetar os resultados futuros da Unipar, e podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais condições futuras.

Speaker #3: Gostaria agora de passar a palavra ao Alexandre Gerussalmi, que iniciará a apresentação. Por favor, Gerussalmi, pode prosseguir.

Speaker #2: Obrigado, Raquel. Olá a todos e bem-vindos ao nosso call de resultado do 2º tri de 2026. Lembrando que os números apresentados aqui são ajustados pela exclusão dos efeitos da norma contábil IAS 29, aplicável a economias hiperinflacionárias, como ainda é o caso da Argentina.

Speaker #2: Antes de iniciar os destaques do trimestre, vale lembrar a todos as nossas prioridades de negócio, que são: número 1, segurança em todas as nossas operações, como valor absolutamente central; 2, excelência operacional, como um dos principais drivers de competitividade do nosso negócio; 3, foco no cliente e atendimento diferenciado, que tem sido, inclusive, fator crítico frente à concorrência de soda e PVC importados; e 4, foco na geração de caixa operacional e na disciplina financeira.

Speaker #2: E com essas prioridades em mente, pessoal, vamos aqui aos destaques do resultado do 2o tri de 2026 e começando então pelo vetor de excelência operacional e estratégia comercial ágil e proativa, por meio da qual atingimos no trimestre uma taxa de utilização de capacidade no Brasil de 84%, viabilizada pelo ramp-up bem-sucedido da modernização tecnológica em Cubatão, e também tivemos aumento de vendas de 19% em clorado, do volume de vendas, e 7% em soda, na comparação com o trimestre anterior, tendo atingido, inclusive, durante o trimestre, alguns recordes aí mensais, tá?

Speaker #2: E reduzimos o nosso volume de vendas de PVC no trimestre em 11%, mantendo a nossa seletividade nas vendas de PVC aqui no Brasil e tendo também observado mais um trimestre de forte pressão do PVC importado.

Speaker #2: Em relação ao cenário externo, as tensões geopolíticas criaram uma nova dinâmica global de preços internacionais e, nesse contexto, os preços internacionais de PVC e soda subiram, respectivamente, 53% e 26% em relação ao 1º tri de 2026, compensando o aumento expressivo dos custos de etileno e de gás natural que também verificamos agora no trimestre.

Speaker #2: Em relação ao câmbio, a valorização do real versus o dólar de 4% trouxe certo impacto negativo nos nossos resultados aí do trimestre. Na frente de CAPEX estratégico e aumento de competitividade, a nossa planta de Cubatão, com a nova tecnologia, atingiu plena capacidade já em abril, então projeto concluído e entregue. E concluímos também o nosso projeto de liquefação e purificação de cloro em Camaçari, que iniciou operação agora no mês de julho.

Speaker #2: Então, vocês não vão ver ainda o resultado da conclusão desse projeto de Camaçari no 2º tri de 2026, mas a boa notícia é que em julho nós já concluímos esse projeto.

Speaker #2: E o reflexo de todos esses fatores no nosso desempenho econômico e financeiro foi muito positivo. O nosso EBITDA recorrente ajustado alcançou R$ 402 milhões, crescimento de 177% em relação ao 1º tri de 2026.

Speaker #2: O nosso lucro líquido chegou a R$123 milhões e a nossa geração de caixa operacional atingiu R$347 milhões, versus R$316 milhões no 1º tri de 2026.

Speaker #2: E, dessa forma, a nossa posição de caixa subiu para R$ 1,4 bilhão, o que representa uma cobertura de 34 meses em relação às nossas amortizações de dívida, e o nosso índice de alavancagem caiu para 2,5 vezes.

Speaker #2: Enquanto o nosso prazo médio de dívida ficou em 67 meses, com 90% da nossa dívida vencendo somente a partir de 2029, a custo médio que a gente considera aqui competitivo, de CDI mais 0,4% ao ano.

Speaker #2: Então, a resiliência da nossa geração operacional de caixa e a normalização do nível de CAPEX estratégico possibilitou a redução da alavancagem, apesar da maior necessidade de capital de giro nesse trimestre, decorrente principalmente do aumento dos preços de produtos finais e também do aumento dos custos de insumos.

Speaker #2: Passando para a tela 5, vemos uma melhora da nossa taxa de utilização de eletrólise, que, no consolidado entre Brasil e Argentina, voltou ao patamar de 80%.

Speaker #2: A melhora no Brasil está diretamente relacionada ao ramp-up bem-sucedido da nova tecnologia de Cubatão, como eu comentei anteriormente, e na Argentina mantivemos desempenho estável.

Speaker #2: Lembrando que temos uma gestão integrada de níveis de produção e de vendas entre as plantas do Brasil e da Argentina, o que nos possibilita gerenciar melhor custos e também níveis de estoque entre as nossas unidades de cada um desses dois países.

Speaker #2: Em relação à energia autoproduzida, atingimos no Brasil 56% do total de energia consumida aqui no país, reflexo do aumento no nível de curtailment e de certa indisponibilidade de eventos, que na Choma, entre os dois fatores, representou 33%.

Speaker #2: Lembramos que já contamos com capacidade instalada de autogeração aqui no Brasil para atingir 80% de toda a energia consumida no país. Na próxima tela, vemos a evolução positiva da nossa receita líquida.

Speaker #2: Com o aumento de 22% nesse trimestre versus o trimestre anterior, em decorrência do aumento do volume de vendas de soda e clorados, de 7% a 19%, respectivamente, com atingimento, inclusive, como eu comentei anteriormente, de alguns recordes mensais nesse trimestre.

Speaker #2: Também tivemos volume de vendas de PVC com uma redução de 11%, como comentado anteriormente, por conta da nossa estratégia comercial até um pouco mais seletiva em relação a vendas de PVC no Brasil, diante da pressão do PVC importado.

Speaker #2: E, em relação aos preços internacionais de soda e de PVC, também tivemos uma variação positiva, que contribuiu positivamente para a nossa receita líquida e que compensou, de certa forma, o efeito adverso da valorização do real.

Speaker #2: Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, pessoal, a receita líquida do 2º tri subiu 14%, explicada pelo aumento no volume de vendas em todos os nossos segmentos de produtos, com soda tendo subido 9% de volume, PVC 6%, e clorados crescimento de 4% nos volumes de venda.

Speaker #2: E, além do maior preço internacional de PVC no 2º tri versus o mesmo tri do ano passado, que também compensou o efeito adverso da valorização do real aí entre os dois trimestres.

Speaker #2: E lembrando, pessoal, que temos focado em aumentar cada vez mais a nossa competitividade na produção e comercialização de clorados, que é um segmento não exposto aos ciclos petroquímicos e no qual a Unipar tem uma escala e posição geográfica diferenciadas, né?

Speaker #2: Aí é como eu costumo dizer: nós somos uma empresa química que produz PVC e não uma empresa petroquímica que produz clorados. Então, esse é um ponto importante de ser lembrado.

Speaker #2: Na tela seguinte, temos a evolução do nosso custo de produtos vendidos, com o CPV do 2º tri 4% maior do que o do trimestre anterior, por conta do maior volume de vendas de soda e clorados, compensado em parte pelo menor volume de PVC.

Speaker #2: E dos maiores preços internacionais de etileno, cuja variação chegou a 34% no trimestre, além de maiores preços também de gás natural, que acompanharam aí o preço da cotação do petróleo, da cotação do Brent, ao longo do trimestre.

Speaker #2: E, em parte, esses fatores foram compensados por efeito cambial real versus euro favorável e pelos melhores coeficientes técnicos em Cubatão, fruto justamente da entrada em operação da nossa nova tecnologia por lá.

Speaker #2: Em relação ao 2º tri do ano passado, o aumento foi de 8%, explicado pelas maiores vendas em todos os segmentos de negócio, como comentado anteriormente, pelo aumento nos preços internacionais de etileno e gás natural, que em parte foram compensados pela valorização do real frente ao euro e pelos melhores coeficientes técnicos aqui também em Cubatão, observados agora nesse tri.

Speaker #2: Passando para a tela 8, temos os comparativos trimestrais entre os EBITDAs recorrentes. No comparativo do 2º tri deste ano contra o 1º tri deste ano, ou seja, contra o trimestre imediatamente anterior, o crescimento foi de 177%, explicado pelas maiores vendas de clorados e soda e pelos maiores preços internacionais de PVC e soda, que mais do que compensaram os aumentos nos preços de insumos e a queda no volume de vendas de PVC.

Speaker #2: Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o crescimento foi de 31%, reflexo do maior preço internacional de PVC, que compensou o maior custo de insumos e o efeito adverso da valorização do real frente ao dólar, dos maiores volumes de vendas em todos os segmentos de negócio e também da captura de reduções de custo recorrentes, principalmente em custos fixos. Esse é um ponto interessante porque reflete, na verdade, uma série de iniciativas que a Unipar tem implementado, especialmente voltadas a automações, alguns redesenhos de equipe e também revisões de processos.

Speaker #2: Então, são ganhos aí recorrentes que devem se repetir para o futuro. Na tela seguinte, está a evolução do saldo da nossa dívida líquida, então tivemos de março, de final de março para final de junho, uma redução de 78 milhões de reais, resultante primeiro da sólida geração de caixa operacional da empresa, também de nível mais normalizado do nosso CAPEX estratégico, também teve o efeito positivo o custo médio da nossa dívida, que como eu comentei antes, nós aqui consideramos competitivo, e também outro efeito positivo foi a redução do pagamento de imposto de renda e contraposição social, a partir do momento em que iniciamos a depreciação fiscal acelerada sobre os CAPEX estratégicos que concluímos, o principal deles tendo sido o projeto de Cubatão.

Speaker #2: E no slide 10 está o nosso perfil de dívida, que tem prazos e custos que refletem a nossa disciplina financeira. Nossa posição de caixa finalizou o trimestre com R$ 375 milhões em BIC, o que é suficiente para cobrir 34 meses de amortização de dívida. O nosso prazo médio alcançou 67 meses, com dívida a custo médio de CDI mais 0,40% ao ano, e nossa alavancagem finalizou o trimestre com índice de 2,5 vezes, o que é uma redução em relação à alavancagem do trimestre anterior.

Speaker #2: Em termos de composição, a nossa dívida é preponderantemente composta por debêntures e por bancos de desenvolvimento, o que reflete o nosso acesso fluido aos mercados de capitais e também financiamento alongado e adequado para o CAPEX estratégico que a empresa já realizou.

Speaker #2: E temos uma parcela de somente 5% com bancos comerciais, mas, não obstante, temos mantido com eles linhas de crédito sempre ativas e disponíveis, como uma espécie de colchão de liquidez caso a empresa tenha algum tipo de necessidade de uso.

Speaker #2: E é isso. Obrigado a todos. Passo agora a palavra para o Carnaval, que vai comentar sobre os nossos projetos estratégicos, e depois eu volto na sessão de perguntas e respostas.

Speaker #2: Obrigado.

Speaker #1: Boa tarde. Obrigado, Alexandre, pela apresentação dos resultados, e agradeço a presença de todos que nos acompanham nesta teleconferência. Antes de abrirmos para as perguntas, gostaria de destacar alguns pontos que reforçam a evolução de nossa estratégia neste trimestre.

Speaker #1: Um dos principais destaques foi a consolidação da modernização tecnológica da fábrica de Cubatão. Concluímos todas as etapas de partida e operamos com plena capacidade desde abril.

Speaker #1: Com a conclusão do projeto, ampliamos nossa confiabilidade operacional, reduzimos o consumo de insumos e a intensidade de emissões, fortalecendo ainda mais a competitividade da nossa operação.

Speaker #1: Também avançamos em Camaçari, onde concluímos a segunda fase da nossa fábrica, com projeto voltado à liquefação e purificação de cloro. A iniciativa amplia nossa flexibilidade comercial com a oferta de produtos de maior valor agregado, especificamente para o agronegócio.

Speaker #1: Fortalecemos, assim, a nossa atuação no mercado estratégico. Ao mesmo tempo, seguimos evoluindo nos projetos estruturantes de Santo André, com a expansão da capacidade de produção de cloro e aumento da capacidade de PVC emulsão.

Speaker #1: Estamos dentro do cronograma previsto para fecharmos 2026 com um produto de maior valor agregado e flexibilidade na operação. Já na Argentina, temos mantido a gestão do ativo com ênfase na performance consolidada da companhia, focando na estabilidade operacional e na gestão industrial e de vendas integradas às fábricas do Brasil.

Speaker #1: Finalizando, reforço que nossa prioridade continua sendo fortalecer a competitividade da companhia, com excelência operacional e melhoria contínua dos coeficientes técnicos, sempre com foco em segurança na execução e mantendo o cuidado com o cliente no centro das decisões.

Speaker #1: Temos mantido a disciplina de preservar nossa rigidez financeira, sustentada por uma geração resiliente de caixa operacional e por uma gestão ativa da liquidez e do perfil da dívida.

Speaker #1: Essa disciplina tem nos permitido atravessar ciclos de mercado e continuar investindo em projetos estratégicos e estruturantes, mantendo a nossa visão de longo prazo. Os resultados deste trimestre demonstram êxito na execução dessa nossa estratégia.

Speaker #1: Muito obrigado. Passo a palavra agora para a Raquel, que conduzirá a sessão de perguntas e respostas.

Speaker #3: Enzo, Enzo, nos ouve?

Speaker #4: Eu acho que eles estão.

Speaker #2: Acho que agora eu estou, agora eu consegui liberar aqui. Obrigado. Boa tarde a todo o time da Unipar, muito obrigado pela oportunidade de fazer perguntas.

Speaker #2: Eu gostaria de aproveitar e pegar um update da dinâmica do setor. Se vocês puderem compartilhar um pouco com a gente como foi a evolução dos preços e dos spreads no trimestre, e até o mês de agora.

Speaker #2: E qual é o cenário atual? Além disso, também queria entender como vocês estão vendo a demanda e se alguma coisa mudou ali desde o início do conflito.

Speaker #2: E, se sim, se já normalizou ou se foi para um patamar diferente. Obrigado.

Speaker #1: Oi, Enzo, boa tarde. Jerusalme falando, só vou dar um minutinho aqui, que eu estou ouvindo eco. Só um minutinho, por favor. Pronto, vamos ver se agora funciona bem.

Speaker #1: minutinho só.

Speaker #3: Quer liberar o processador? Quer liberar?

Speaker #1: E agora?

Speaker #3: Espera aí.

Speaker #1: Enzo? Só um minutinho, por favor. A gente está com um probleminha técnico aqui. Só um minutinho, por favor.

Speaker #3: Nos ouvem? Nos ouvem?

Speaker #2: Agora sim.

Speaker #3: desculpa, Enzo, desculpa.

Speaker #2: Imagina.

Speaker #3: Vou resolver aqui.

Speaker #1: Então está bom. Obrigado aí pela paciência, Enzo e a todos. Perdão pela interrupção técnica. Então, boa tarde novamente, Jerusalme aqui falando, sobre a dinâmica do setor, Enzo.

Speaker #1: Então, como a gente comentou na apresentação, o que a gente viu nesse trimestre foi uma instabilidade de preços global no caso de PVC e soda, que fez com que a referência internacional desses dois produtos globalmente tenha subido bastante.

Speaker #1: Então, principalmente no meio, na metade do segundo tri, a gente viu praticamente um pico de preço, tanto de soda quanto de PVC, e mais para o final do trimestre a gente viu uma espécie de normalização, mas ainda assim em um patamar superior ao patamar que foi a média de preço internacional do primeiro trimestre deste ano.

Speaker #1: Então, do ponto de vista de preço, o que a gente tem visto agora, por enquanto, é uma manutenção, e isso é informação pública, desse preço pouco superior mesmo ao que foi no primeiro tri do ano passado.

Speaker #1: Em termos de demanda, o que a gente tem visto é que, do ponto de vista de soda aqui no Brasil, a demanda segue muito normalizada e, em alguns momentos, até aquecida.

Speaker #1: E isso se deve à amplitude de aplicação que a gente tem para a soda, que envolve o setor de metais, papel e celulose, higiene e limpeza, tratamento de água também.

Speaker #1: Então, tem muitas aplicações que acabam sendo até econômicas aqui localmente no Brasil. Então, a gente tem visto uma demanda, de certa forma, bastante resiliente.

Speaker #1: E no caso de PVC, o que a gente tem visto também é que a demanda muitas vezes acaba variando de um mês para o outro, mas, no geral, é uma demanda que tem sido até em linha com o que a nossa equipe aqui tem projetado em termos de dinâmica de mercado.

Speaker #1: E é claro que, do ponto de vista de taxa de juros aqui local, o patamar onde a nossa taxa de juros se encontra e onde a taxa de juros de fato de outros bancos centrais do mundo, de economias importantes, também se posicionaram, faz com que a demanda global de PVC também não esteja favorecida do ponto de vista de taxa de juros.

Speaker #1: Mas o que a gente tem visto aqui é uma demanda também no Brasil resiliente para PVC. E, no cloro, nos derivados de cloro, a gente tem uma dinâmica completamente diferente de preço.

Speaker #1: É uma dinâmica muito mais local e muito mais voltada para a demanda local, e para, de fato, uma lógica de precificação também local. E não tem relação com qualquer tipo de efeito do ciclo petroquímico.

Speaker #1: E aí é o que a gente tem dito. A gente tem focado muito aqui na empresa em aumentar a flexibilidade da empresa, para que a gente tenha uma alocação de cloro bastante flexível e cada vez mais flexível entre a alocação em clorados e a alocação em PVC.

Speaker #1: Isso faz com que a empresa, de fato, fique cada vez mais resiliente em relação ao sobe e desce do ciclo petroquímico. E esse ponto é importante, porque o que a gente tem visto ao longo do tempo é que a demanda de PVC e essa alta — perdão — de clorados, e essa lógica de precificação de clorados local, de fato têm sido pilar importante para a rentabilidade da empresa.

Speaker #1: E não à toa, a margem da empresa consistentemente tem sido uma margem EBITDA, que eu digo, do EBITDA recorrente, consistentemente diferenciada em relação a pares, inclusive globalmente, e isso é muito por conta desse entre soda, PVC, Brasil, Argentina no caso, e principalmente os derivados de cloro.

Speaker #1: Então, a gente segue nessa linha de, cada vez mais, tornar a empresa resiliente, cada vez mais flexível, para que a gente possa ter essa gestão integrada entre Argentina e Brasil, favorecendo aí a nossa rentabilidade, sempre em busca de margens saudáveis.

Speaker #1: Como a gente tem visto, enfim, e como a gente tem tentado aplicar.

Speaker #2: Super claro, Jerusalme. Obrigado.

Speaker #1: Deixa eu mais.

Speaker #3: Nossa próxima pergunta vem da Nicole Alonso, do Santander. Por favor, Nicole, pode prosseguir.

Speaker #4: Boa tarde, Canaval, Jerusalme, Raquel. Obrigada aqui pelo espaço. Eu queria fazer duas perguntas aqui. Primeiro, em relação ao PVC, como é que vocês estão enxergando hoje a questão da paridade de importação no Brasil e a pressão competitiva com o importado?

Speaker #4: Ontem a gente viu os dados da CCEX, com ampliação da importação, principalmente do Egito. E, em termos de geração de caixa e alocação de capital, qual a expectativa de CAPEX para 2026 e 2027 em um cenário talvez de normalização do mercado?

Speaker #4: E onde vocês enxergam a alavancagem para o final de 2026 e, se faz sentido, discutir aí já a distribuição de dividendos? Obrigada.

Speaker #1: Oi, Nicole. Nicole, boa tarde. Obrigado pela pergunta. Então, eu vou começar pela parte da geração de caixa que você perguntou, depois o Canaval esclarece a questão do PVC e do fluxo de importados.

Speaker #1: Então, em relação ao CAPEX, o que a gente pode esperar para 2026 e 2027 é o que a gente chama de uma normalização do nosso gasto de CAPEX.

Speaker #1: A gente de fato finalizou aí um ciclo de CAPEX importante aqui na empresa. Então, se vocês bem se lembrarem, em 2025 a gente teve um CAPEX total em torno de R$1,100 milhões, em 2024 a gente teve em torno de R$700 milhões, e em 2023 a gente teve em torno de R$400 milhões.

Speaker #1: Então, nos últimos três anos, aí vamos considerar assim, a gente teve, de fato, ciclo importante, ciclo grande de CAPEX para o histórico aqui da Unipar.

Speaker #1: Então, quando a gente olha para 2026, a gente pode esperar uma normalização. E aí, essa normalização, a gente está falando em torno de, enfim, entre R$500 e R$600 milhões de reais. Eu acho que pode ser um número aí para ser esperado.

Speaker #1: E para 2027, ainda é cedo para a gente falar de CAPEX de 2027, mas, de fato, o que a gente pode esperar também é o nível que a gente considera aqui normalizado.

Speaker #1: Nada próximo do nível que foi, por exemplo, o nível do ano passado. E, em termos de alavancagem, essa é uma das prioridades aqui da empresa, Nicole, e de todos.

Speaker #1: A gente conseguiu umas alavancagens de 2.000, do primeiro tri para agora, para o segundo tri. Esse é um dos focos da empresa para o final de 2026.

Speaker #1: No sentido de aproveitar essa nossa geração de caixa operacional, aproveitar esse nosso pagamento menor de imposto de renda e contribuição social na nossa controladora, que é a nossa normalização de CAPEX, e também a variação de capital de giro, que é algo que a gente de fato acompanha muito ativamente aqui.

Speaker #1: Então, a gente pode esperar também algum tipo de otimização em geração de caixa por meio de variação de capital de giro. Então, esse é um dos focos, é uma das prioridades, e aí a relação disso com dividendos acaba sendo que a nossa política de dividendos se mantém a mesma, que é basicamente uma distribuição de 25% sobre o resultado líquido do ano.

Speaker #1: E tudo aquilo que exceder essa distribuição, a gente acaba discutindo muito internamente do ponto de vista de perfil de dívida, gestão de liquidez e, obviamente, índices de alavancagem.

Speaker #1: Então, é algo que ainda é muito cedo para dar qualquer indicação em relação a isso, mas tem relação direta, de fato, com o nível de alavancagem.

Speaker #3: E, Nicole, com relação à pergunta sobre o PVC e mercados, bom, esse mercado globalmente vem vivendo instabilidades. Como a gente viu, o conflito no Oriente Médio causou tanto reflexo em preço, mas também em níveis de produção.

Speaker #3: Quando você observa no Brasil, o nível de importados segue constante, está variando, e a origem, dadas essas novas dinâmicas globais. Você vê reflexo de redução de produtos americanos, em contrapartida, quase uma substituição por produtos egípcios, mas na média isso segue constante.

Speaker #3: A dinâmica de competitividade de longo prazo vai depender muito de como a gente está vendo as tarifas de proteção em distintos países. Você vê, na semana passada, novas tarifas de antidumping do PVC na Europa, por distintas razões.

Speaker #3: O que eu vejo aqui é que é uma dinâmica que é incerta, mas, de certa maneira, bastante dinâmica para os próximos meses e anos.

Speaker #3: E obrigado pela pergunta.

Speaker #4: Temos uma pergunta recebida aqui. Pergunta do Pedro Carvalho, da Tribo no Capital. Eles nos perguntam em relação ao mercado de clorados, que o Jerusalem já comentou um pouco na pergunta anterior, e também quanto à taxa de utilização, em qual patamar devemos esperar uma normalização após o ramp-up de Cubatão?

Speaker #3: Obrigado, Pedro, pela pergunta. Eu vou dizer que uma das qualidades do resultado da Unipar no segundo trimestre veio justamente pela rápida consolidação da fábrica de Cubatão.

Speaker #3: Nós, num curto espaço de tempo, atingimos uma capacidade necessária. Então, na realidade, a gente já está em nível de normalização desde o segundo quarto, que foi contribuinte para esse excelente resultado que a gente teve no período.

Speaker #4: Obrigada, Canaval. Só um instante enquanto verificamos outras perguntas. Não havendo outras perguntas, gostaria de passar a palavra ao Canaval, por favor.

Speaker #3: Obrigado, Raquel. Obrigado a todos os participantes da call. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos os colaboradores da Unipar pela excelente entrega de resultados no segundo trimestre, desde o aspecto comercial, na captura das boas oportunidades, e desde o aspecto operacional, onde a gente já, como eu disse anteriormente, estabilizou rapidamente a produção do projeto que teve sua dimensão, vamos dizer assim, bastante importante para a Unipar.

Speaker #3: Essas ações desses investimentos seguramente são a nossa alavanca de sustentabilidade e resiliência de resultados no próximo semestre desse ano. Meu muito obrigado a todos, e excelente final de semana e feliz Dia dos Pais.

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Friday, August 7th, 2026 at 5:00 PM

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