Q2 2026 Grupo Casas Bahia SA Earnings Call

Speaker #1: Ferramenta disponível na plataforma. Para acessar, basta clicar no botão "Interpretation" através do ícone do globo na parte inferior da tela e escolher o seu idioma de preferência, português ou inglês.

Operator: Ferramenta disponível na plataforma. Para acessar, basta clicar no botão Interpretation, através do ícone do globo na parte inferior da tela, e escolher o seu idioma de preferência: português ou inglês. Para aqueles ouvindo a videoconferência em inglês, há a opção de mutar o áudio original em português, clicando em Mute Original Audio. Informamos que esta videoconferência está sendo gravada e será disponibilizada no site de RI da companhia, no endereço ri.casasbahia.com.br, onde se encontra disponível o material completo da nossa divulgação de resultados. É possível fazer o download da apresentação também no ícone de chat, inclusive em inglês. Durante a apresentação da companhia, todos os participantes estarão com o microfone desabilitado. Em seguida, daremos início à sessão de perguntas e respostas.

Speaker #1: E para aqueles ouvindo a videoconferência em inglês, há a opção de mutar o áudio original em português clicando em "Mute Original Audio". Informamos que esta videoconferência está sendo gravada e será disponibilizada no site de RI da companhia.

Speaker #1: No endereço ri.grupocasasbahia.com.br, encontra-se disponível o material completo da nossa divulgação de resultados. É possível fazer o download da apresentação também no ícone de chat, inclusive em inglês.

Speaker #1: Durante a apresentação da companhia, todos os participantes estarão com o microfone desabilitado, e em seguida daremos início à sessão de perguntas e respostas. Ressaltamos que as informações contidas nesta apresentação e eventuais declarações que possam ser feitas durante a videoconferência.

Operator: Ressaltamos que as informações contidas nesta apresentação e eventuais declarações que possam ser feitas durante a videoconferência relativas às perspectivas de negócios, projeções e metas operacionais e financeiras da companhia, constituem crenças e premissas da administração da companhia, bem como informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros. Portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições de mercado e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da companhia e conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras. Hoje contamos com as presenças dos executivos da companhia, Renato Franklin, CEO, Elcio Ito, CFO e IRO, e Gabriel Succar, Diretor de Relações com Investidores. Agora passarei a palavra ao senhor Renato Franklin.

Speaker #1: Relativas às perspectivas de negócios, projeções e metas operacionais e financeiras da companhia, constituem-se em crenças e premissas da Administração da companhia, bem como informações atualmente disponíveis.

Speaker #1: Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.

Speaker #1: Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições de mercado e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da companhia e conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras.

Speaker #1: Hoje, contamos com a presença dos executivos da companhia: Renato Franklin, CEO; Elcio Ito, CFO e IRO; e Gabriel Suca, diretor de Relações com Investidores.

Speaker #1: Agora, passarei a palavra ao senhor Renato Franklin.

Speaker #2: Boa tarde a todos. Sejam muito bem-vindos a este call para falar do segundo trimestre de 2026 e, sem dúvida nenhuma, todos aguardam para que a gente comente com bastante transparência a decisão tomada pela companhia na noite de ontem.

Renato Franklin: Boa tarde a todos, sejam muito bem-vindos a esse call para falar do Q2 de 2026. Sem dúvida nenhuma, todos aguardam para a gente comentar com bastante transparência a decisão tomada pela companhia na noite de ontem, para a gente falar aqui dessa mudança de trajetória. A gente vai dividir a apresentação em três blocos. O Élcio vai comentar primeiro os números do Q2, explicar bastante desses efeitos não recorrentes. Depois vamos falar do plano de transformação fase 2 e como a recuperação judicial é um instrumento desse plano. Ela não é o destino, o destino continua o mesmo, ter uma operação saudável, rentável, que a gente vem evoluindo, mas ela é um instrumento para a gente poder realmente resolver os passivos estruturais da companhia, mantendo o mesmo destino, a mesma estratégia. O terceiro bloco, a gente faz um Q&A para poder tirar realmente dúvidas sobre esse processo.

Speaker #2: Para a gente falar aqui dessa mudança de trajetória, né, a gente vai dividir a apresentação em três blocos. O Elcio vai comentar primeiro os números do segundo trimestre, explicar bastante desses efeitos não recorrentes. Depois, vamos falar do plano de transformação fase dois e como a recuperação judicial é instrumento desse plano. Ela não é o destino. O destino continua o mesmo: ter uma operação saudável, rentável, que a gente vem evoluindo. Mas ela é instrumento para a gente poder realmente resolver os passivos estruturais da companhia, mantendo o mesmo destino, a mesma estratégia.

Speaker #2: E o terceiro bloco, a gente faz Q&A para poder tirar dúvidas sobre esse processo. Então, vamos começar aqui. Elcio, por favor, vamos começar falando do segundo trimestre?

Renato Franklin: Então vamos começar aqui. Élcio, por favor, vamos começar falando do Q2 e eu já volto.

Speaker #2: E eu já volto.

Speaker #3: Obrigado, Renato. Boa tarde a todos. Vamos para o próximo slide? Eu vou fazer um breve resumo dos resultados do trimestre. Acho que não é o objetivo aqui a gente ficar olhando tão detalhadamente os resultados, a gente vai falar muito daqui para frente, dos eventos e tudo mais.

Élcio Ito: Obrigado, Renato. Boa tarde a todos. Vamos para o próximo slide. Eu vou fazer um breve resumo dos resultados do trimestre. Acho que não é o objetivo a gente ficar olhando tão detalhadamente os resultados. A gente vai falar muito daqui para frente, os eventos e tudo mais. Os resultados operacionais do segundo trimestre mostram uma operação ainda resiliente, mesmo diante de um ambiente mais desafiador, que a gente tem enfrentado recentemente, todo o varejo e obviamente nós, e das restrições de crédito. A receita líquida cresceu 1.6% na comparação anual, o GMV atingiu BRL 10.5 billion, com destaque aqui para o 3P online, que avançou 15.3% como consequência das parcerias que permanecem performando de forma bastante positiva. O EBITDA ajustado de BRL 518 million, com margem de 7.4%, demonstrando uma redução já em relação ao ano anterior de 8.3% do ano passado.

Speaker #3: Os resultados operacionais do segundo trimestre mostram uma operação ainda resiliente, mesmo diante de um ambiente mais desafiador que a gente tem enfrentado recentemente, todo o varejo, e, obviamente, nós.

Speaker #3: E das restrições de crédito. A receita líquida cresceu 1,6% na comparação anual, o GMV atingiu R$ 10,5 bilhões, com destaque aqui para P1 online, que avançou 15,3%.

Speaker #3: Como consequência das parcerias que permanecem performando de forma bastante positiva, o EBITDA ajustado foi de R$ 518 milhões, com margem de 7,4%, demonstrando uma redução em relação ao ano anterior, que foi de 8,3%.

Speaker #3: Então, essa redução já reflete um ambiente macro mais desafiador, exigiu uma disciplina na concessão de crédito de forma mais rígida e, consequentemente, impactou as vendas nas lojas físicas, que é o nosso canal com maior rentabilidade.

Élcio Ito: Essa redução já reflete um ambiente macro mais desafiador, exigiu uma disciplina na concessão de crédito de forma mais rígida e consequentemente impactando as vendas nas lojas físicas, que é o nosso canal com maior rentabilidade. Então um pouco desse cenário que vem acontecendo gradualmente e acumulando ao longo do tempo, esse desafio, principalmente na base da pirâmide do Brasil. No que se refere ao fluxo de caixa, tivemos uma geração positiva de BRL 798 million, majoritariamente decorrente da redução dos estoques, refletindo um redimensionamento da companhia para o fechamento de 298 lojas. O Renato vai falar bastante desse plano, combinado com as restrições de crédito já observadas aqui no período. Em relação à estrutura de capital, encerramos o trimestre no nível de alavancagem estável em relação ao primeiro trimestre. Vamos passar para o próximo e aqui que eu gostaria de falar um pouquinho mais.

Speaker #3: Então, um pouco desse cenário que vem acontecendo gradualmente e se acumulando ao longo do tempo, desse desafio principalmente na base da pirâmide no Brasil. No que se refere ao fluxo de caixa, tivemos uma geração positiva de R$ 798 milhões, majoritariamente decorrente da redução dos estoques, refletindo aqui o redimensionamento da companhia, com fechamento de 298 lojas. O Renato vai falar bastante desse plano, combinado com as restrições de crédito já observadas aqui no período.

Speaker #3: Em relação à estrutura de capital, encerramos o trimestre com o nível de alavancagem estável em relação ao primeiro trimestre. Vamos passar para o próximo?

Speaker #3: É aqui que eu gostaria de falar um pouquinho mais. O número que estampa é elevado, mas é importante a gente fazer uma distinção bem clara dos impactos que ocorreram aqui nesse segundo trimestre.

Élcio Ito: O número que estampa é elevado, mas é importante a gente fazer uma distinção bem clara dos impactos que ocorreram aqui nesse segundo trimestre. Muitos impactos não recorrentes de BRL 9.1 billion no resultado, muito em decorrência dessa fase 2 do plano de transformação. O principal efeito individual está relacionado à baixa do IR deferido. Dois pontos importantes: primeiro, já realizamos esse mesmo movimento no Q4 trimestre, no valor de BRL 1.5 billion. Segundo, a companhia permanece com direito integral a esses créditos. O que estamos fazendo aqui nesse momento é um ajuste de natureza contábil no seu reconhecimento no balanço, mas a gente mantém o direito de utilizar esses créditos no futuro. Tivemos, em decorrência do plano, dessa fase 2 impactos relacionados à revisão de contingências e obrigações contratuais, dado a redução de lojas.

Speaker #3: Então, muitos impactos não recorrentes de R$ 9,1 bilhões no resultado, muito em decorrência dessa fase dois do plano de transformação. O principal efeito individual está relacionado aqui à baixa do IR diferido. Dois pontos aqui importantes: primeiro, já realizamos esse mesmo movimento no quarto trimestre, no valor de R$ 1,5 bilhão; e, segundo, a companhia permanece com direito integral a esses créditos.

Speaker #3: O que estamos fazendo aqui, neste momento, é um ajuste de natureza contábil no seu reconhecimento no balanço, mas a gente mantém aqui o direito de utilizar esses créditos no futuro.

Speaker #3: E aí também tivemos, em decorrência aqui do plano, dessa fase dois, impactos relacionados à revisão de contingências e obrigações contratuais, dado a redução de lojas.

Speaker #3: Então, nós tínhamos metas de atingimento que, obviamente, dado o parque de lojas menor, têm suas implicações contratuais: baixa de ágios de investimentos, despesas de reestruturação e ajustes relacionados aqui aos ativos imobilizados.

Élcio Ito: Nós tínhamos metas de atingimento, que obviamente, dado um parque de lojas menor, tem suas implicações contratuais. Baixa de ágios de investimentos, despesas de reestruturação e ajustes relacionados aos ativos imobilizados. Todo um conjunto que o Renato vai falar um pouco mais do que significa ele, para onde que nós estamos levando a companhia com este movimento, mas somente falando aqui dos resultados e dos números do segundo trimestre, excluindo esses efeitos de BRL 9.1 billion, o prejuízo líquido ajustado seria de BRL 988 million. Claro que ainda é muito aquém do que nós gostaríamos, mas só de uma tendência, ele foi menor que o primeiro trimestre desse ano. Só para fazer essa pontuação, mas obviamente, ainda é um resultado muito aquém do que a gente quer para o futuro.

Speaker #3: Então, todo conjunto que o Renato, de novo, vai falar um pouco mais do que significa ele, para onde é que nós estamos levando a companhia com este movimento.

Speaker #3: Mas, somente falando aqui dos resultados e dos números do segundo trimestre, excluindo esses efeitos de R$ 9,1 bilhões, o prejuízo líquido ajustado seria de R$ 988 milhões. Claro que ainda é muito acima do que nós gostaríamos, mas, só em termos de tendência, ele foi menor que o do primeiro trimestre deste ano.

Speaker #3: Então, só para fazer essa pontuação, mas, obviamente, ainda o resultado muito aqui no que a gente quer para o futuro. Mas eu volto aqui com o Renato, para a gente falar dos próximos passos da RJ e a fase dois do plano de transformação.

Élcio Ito: Mas eu volto aqui com Renato pra gente falar dos próximos passos, o que é a RJ e a fase 2 do plano de transformação.

Speaker #2: Muito obrigado, Elcio. Pode passar mais slide, por favor? Então vamos falar pouquinho desse plano de transformação fase dois, né? Que, obviamente, decorrente desses resultados, esse resultado mesmo 1 bilhão, tirando os efeitos não recorrentes, ainda é prejuízo grande, mostra que a evolução operacional, ela não é suficiente, né?

Renato Franklin: Obrigado, Élcio. Pode passar mais um slide, por favor. Vamos falar um pouquinho desse plano de transformação fase 2. Que obviamente, decorrente desse resultado, mesmo BRL 1 billion, tirando os efeitos não recorrentes, ainda é um prejuízo grande, mostra que a evolução operacional não é suficiente. Passa o slide, por favor. Aqui eu não vou investir muito tempo, mas só pra evidenciar. Tem uma evolução operacional clara, com margens consistentes, então operação bastante resiliente a despeito do cenário macro que a gente está vivendo. Só que essa evolução operacional é insuficiente pra bancar todos os passivos que a gente tem no custo financeiro. Passa mais um slide, por favor. A gente mostra aqui o endividamento, quando a gente fala de dívidas financeiras.

Speaker #2: Então, pode passar o slide, por favor, aqui. Eu não vou investir muito tempo, mas só para evidenciar, né? Tem uma evolução operacional clara, com margens consistentes, então uma operação bastante resiliente a despeito do cenário macro que a gente está vivendo.

Speaker #2: Só que essa evolução operacional é insuficiente para bancar todos os passivos que a gente tem no custo financeiro, né? Passa mais um slide, por favor.

Speaker #2: A gente mostra aqui o endividamento. Quando a gente fala de dívidas financeiras, né? Foi-se endereçado, quando a gente fala da reformulação do balanço. Foi feita a reformulação das dívidas financeiras, então, para efeito de cobrança dessa alavancagem de 0,5 vezes. Mas, obviamente, tem todos os passivos operacionais e esses contratos muito caros e ajustes que precisam ser feitos de forma mais estrutural.

Renato Franklin: Quando a gente fala da reformulação do balanço, foi feita a reformulação das dívidas financeiras, então pra efeito de covenant, essa alavancagem de 0.5 vezes, mas obviamente, tem todos os passivos operacionais e esses contratos muito caros e ajustes que precisam ser feitos de forma mais estrutural. O fluxo de caixa, como Élcio comentou, tem uma evolução forte ao longo do tempo, mostrando essa evolução operacional, mas vale destacar que no Q1 de 2026, a gente teve um esforço forte, que foi capturado através do alongamento do prazo de fornecedores, que a gente conseguiu a extensão de prazo, que não correspondeu em aumento de limite de crédito, então dificultou as compras e no Q2, esse fluxo de caixa foi beneficiado pela redução dos estoques, como ele já colocou. Então sim, a operação vem funcionando, mas obviamente, do ponto de vista de liquidez, bastante apertado.

Speaker #2: O fluxo de caixa, como o Elcio comentou, tem uma evolução forte ao longo do tempo, mostrando essa evolução operacional. Mas vale destacar que, no primeiro trimestre de 2026, a gente teve um esforço forte aqui, que foi capturado através do alongamento do prazo de fornecedores, que a gente conseguiu uma extensão de prazo, mas que não correspondeu a um aumento de limite de crédito, então dificultou as compras. E, no segundo trimestre, esse fluxo de caixa foi beneficiado pela redução dos estoques, como ele já colocou, né?

Speaker #2: Então, sim, a operação vem funcionando, mas, obviamente, do ponto de vista de liquidez, bastante apertada. Pode passar o slide, que aí a gente vai explicar um pouquinho da mudança de cenário e o nosso ajuste que nós estamos fazendo, né?

Renato Franklin: Pode passar um slide, que a gente vai explicar um pouquinho da mudança de cenário e nosso ajuste que nós estamos fazendo. Quando a gente finalizou, lá no final do ano passado, a conversão das dívidas em equity, em 31 December, e publicamos o balanço pro mercado em March. A gente fez ainda um Investor Day na sequência, mostrando todo o nosso otimismo. A gente estava ali com o mercado, cenário macroeconômico bastante positivo. Lembra que foi recorde de entrada de fluxo estrangeiro no mercado de capitais brasileiro. A gente tinha várias empresas trabalhando, inclusive transações no mercado de equity, a IPO e follow on. E a gente tinha essas quatro expectativas aqui. A primeira, negociar com o balanço novo, um novo prazo de pagamento com fornecedores. E conseguimos, tivemos uma extensão relevante no prazo de pagamento de fornecedores, ajudando no working capital.

Speaker #2: Acho que, quando a gente finalizou lá no final do ano passado, né, a conversão das dívidas em equity, em 31 de dezembro, e publicamos o balanço para o mercado em março, né, a gente fez ainda o Investor Day na sequência, mostrando todo o nosso otimismo, né?

Speaker #2: A gente estava ali com o mercado, o cenário macroeconômico bastante positivo. Lembra que foi recorde de entrada de fluxo estrangeiro no mercado de capitais brasileiro. A gente tinha várias empresas, né, trabalhando inclusive transações no mercado de equity, né, IPO e follow-on. E a gente tinha essas quatro expectativas aqui.

Speaker #2: A primeira: negociar, com o balanço novo, novo prazo de pagamento com fornecedores, que conseguimos. Tivemos uma extensão relevante no prazo de pagamento de fornecedores, ajudando no working capital.

Speaker #2: A segunda era, com esse balanço novo, aumentar o limite de crédito com as seguradoras, né, para que a gente possa alongar o prazo e comprar o mesmo tanto ou um pouco mais.

Renato Franklin: A segunda era, com esse balanço novo, aumentar o limite de crédito com as seguradoras, para que a gente possa alongar o prazo e comprar o mesmo tanto ou um pouco mais. A gente não conseguiu, isso aqui é a primeira coisa, em abril. A gente começou a ter um cenário macro muito diferente. Lembra que começou a guerra Estados Unidos e Irã. A gente teve pressão, o petróleo subindo de preço e no futuro, subindo muito em decorrência dessa guerra. Isso gerou pressão inflacionária, curva de juros subiu. A gente teve também confusão eleitoral, alguns escândalos que trouxeram mais volatilidade em relação às perspectivas eleitorais, trazendo mais impacto à curva de juros e isso acabou resultando numa redução de limite em algumas seguradoras, comprometendo nossa capacidade de compra. A gente tinha duas frentes relevantes de captação.

Speaker #2: E a gente não conseguiu, isso aqui é a primeira coisa. Em abril, né, a gente começou a ter cenário macro muito diferente. Lembra que começou a guerra entre Estados Unidos e Irã. A gente teve pressão, o petróleo, né, subindo de preço, e no futuro subindo muito em decorrência dessa guerra. Isso gerou pressão inflacionária, a curva de juros subiu. A gente teve também confusão eleitoral, alguns escândalos aqui que trouxeram mais volatilidade em relação às perspectivas eleitorais, trazendo mais impacto para a curva de juros, e isso acabou resultando numa redução de limite em algumas seguradoras, comprometendo a nossa capacidade de compra.

Speaker #2: A gente tinha duas frentes relevantes, né, de captação: uma para dívida, olhando tanto o mercado local quanto o mercado internacional, e outra olhando para o mercado de equity.

Renato Franklin: Uma para dívida, olhando tanto o mercado local quanto o mercado internacional, e outra olhando para o mercado de equity. A gente considerava, sim, que era possível fazer um follow on para a companhia após o ajuste do balanço, dada a transformação que a gente estava fazendo e a evolução operacional que a gente viveu. Encontramos eco quando a gente saiu ali no final de março, fazendo um non-deal roadshow para entender a perspectiva de mercado, se tinha ou não tinha janela. Só que como eu comentei, em abril, essa janela de equity se fechou completamente. Essa hipótese já foi descartada pela companhia. As transações de dívida, a gente fez algumas coisas no mercado local e continuamos avançando com opções no mercado internacional bastante relevantes e estruturais, que funcionariam para a companhia.

Speaker #2: A gente considerava, sim, que era possível fazer follow-on para a companhia após o ajuste do balanço, dada a transformação que a gente estava fazendo e a evolução operacional que a gente viveu.

Speaker #2: E até encontramos eco quando a gente saiu ali no início, no final de março, fazendo non-deal roadshow para entender a perspectiva de mercado e se tinha ou não tinha janela.

Speaker #2: Só que, como eu comentei, em abril essa janela de equity se fechou completamente e essa hipótese já foi descartada pela companhia. Nas transações de dívida, a gente fez algumas coisas no mercado local e continuamos avançando com opções no mercado internacional bastante relevantes, estruturais, que funcionariam aqui para a companhia.

Speaker #2: Só que, com essa mudança de cenário macro e geopolítico, isso aqui foi se estendendo, foi aumentando o custo, esticando mês, outro mês, outro mês, e até hoje a gente não conseguiu fechar. Não é que a transação foi totalmente cancelada, ela continua em discussão, mas sem uma data efetiva ou compromisso específico que nos desse segurança desse aporte de recursos.

Renato Franklin: Só que com essa mudança de cenário macro e geopolítico, isso aqui foi se estendendo, foi aumentando o custo e esticando um mês, outro mês, outro mês, e até hoje a gente não conseguiu fechar. Não é que a transação foi totalmente cancelada, ela continua em discussão, mas sem uma data efetiva ou um compromisso específico que desse segurança desse aporte de recurso. Então a gente considerou que não conseguimos trazer esse recurso, que fazia parte do plano de negócio, de trazer isso ainda no segundo trimestre. Dado isso, quando a gente olha o final do segundo trimestre, vocês viram o número, a gente teve uma redução expressiva no estoque, prazo de fornecedores já alongado, ou seja, muito difícil de você conseguir mais uma alavanca.

Speaker #2: Então a gente considerou que não conseguimos trazer esse recurso, que fazia parte do plano de negócio, de trazer isso ainda no segundo trimestre. Dado isso, né, quando a gente olha o final do segundo tri, vocês viram o número, a gente teve uma redução expressiva no estoque, prazo de fornecedores já alongado, ou seja, muito difícil de você conseguir mais uma alavanca.

Speaker #2: Então, a gente iniciou aqui o plano de transformação, fase dois. Ou seja, é o mesmo destino: como é que eu tenho uma operação rentável, com bastante disciplina de alocação de capital, com ROIC, mas com uma nova trajetória que passa pelo redimensionamento da companhia, que eu vou comentar com mais detalhes agora.

Renato Franklin: Então a gente iniciou aqui o plano de transformação fase 2, ou seja, o mesmo destino, como é que eu tenho uma operação rentável, com bastante disciplina de alocação de capital, com ROIC, mas com uma nova trajetória que passa por redimensionamento da companhia, que eu vou comentar com mais detalhes agora. Passa um slide, por favor. Quando a gente fala desse plano de transformação fase 2. O que muda? A gente pega a bússola, é a mesma, o compromisso é o mesmo. Mas muda aquilo que a gente já falava: o tamanho é consequência, não é objetivo. Desde o início, a gente sempre pregou que crescimento não é compromisso, tamanho não é compromisso. E nesse ambiente de maior custo de capital e restrição de crédito, fica necessário redimensionar a companhia para um tamanho que seja autofinanciável. Como é que eu equilibro para ter um fluxo de caixa saudável?

Speaker #2: Passa o slide, por favor. Quando a gente fala desse plano de transformação fase dois, né, o que que muda? A gente pega a bússola, é a mesma, o compromisso é o mesmo, mas muda aquilo que a gente já falava, né: o tamanho é consequência, não é objetivo.

Speaker #2: Então, desde o início, a gente sempre pregou: crescimento não é compromisso, tamanho não é compromisso. E, nesse ambiente de maior custo de capital e restrição de crédito, a gente precisa realmente, fica necessário redimensionar a companhia para um tamanho que seja autofinanciável, né?

Speaker #2: Como é que eu equilibro para ter fluxo de caixa saudável? O plano previa, né, quando a gente queria arrumar o macro um pouco melhor e fazer uma captação, isso possibilitaria, sim, a gente trazer a alavancagem operacional através do crescimento, né, alavancando toda a infraestrutura que existe. Mas a gente voltou para aquela postura mais parecida com o início do plano, do "cash is king", redimensionando, priorizando geração de caixa e rentabilidade.

Renato Franklin: O plano previa, quando a gente queria arrumar o macro um pouco melhor e fazer uma captação, isso possibilitaria sim a gente trazer alavancagem operacional através do crescimento, alavancando toda a infraestrutura que existe, mas a gente voltou para aquela postura mais parecida com o início do plano, do cash is king, redimensionando, priorizando geração de caixa e rentabilidade. Terceiro, antecipar, não reagir. Ou seja, o balanço tinha sido fortalecido, tem uma redução relevante do refinanciamento, só que a gente precisa aqui ajustar a companhia de uma maneira muito forte para defender esses ganhos operacionais já conquistados e ainda melhorar, que obviamente quando eu redimensiono, eu vou cortar os canais e lojas com menor rentabilidade, deixando a companhia com rentabilidade maior no end game, ou seja, após o redimensionamento, do que estava antes, fortalecendo o caixa e tendo a operação autofinanciada. Vamos dar mais detalhe disso.

Speaker #2: E terceiro, né, antecipar, não reagir. Ou seja, o balanço tinha sido fortalecido, havia uma redução relevante do risco de refinanciamento, só que a gente precisa aqui ajustar a companhia de uma maneira muito forte para defender esses ganhos operacionais já conquistados e ainda melhorar, que, obviamente, quando eu redimensiono, eu vou cortar os canais e lojas com menor rentabilidade, deixando a companhia com rentabilidade maior no end game, ou seja, após o redimensionamento, do que estava antes, fortalecendo o caixa e tendo uma operação autofinanciada.

Speaker #2: Vamos dar mais detalhes disso? Vamos passar o slide, por favor? E a gente explica o que é esse plano de transformação, fase dois, né? Então, quando a gente fala de redimensionar a companhia, de otimizar o capital empregado, de ter uma operação sustentável, passa por esses oito pilares aqui.

Renato Franklin: Vamos passar um slide, por favor. A gente explica o que é esse plano de transformação fase 2. Quando a gente fala de redimensionar a companhia, de otimizar o capital empregado, de ter uma operação sustentável, passa por esses 8 pilares aqui. O primeiro deles é fechamento de lojas menos rentáveis. Algumas dessas lojas a gente já discutia desde o início, só que até caixa para fechar, porque custa dinheiro redimensionar, não dava. A gente agora resolveu apertar o botão, eliminando as lojas não rentáveis da companhia e que consomem capital. Tipicamente, elas têm menor penetração de crediário. Então você tem 7 pontos percentuais a menos de penetração do crediário nessas lojas, o que compromete muito a rentabilidade. Obviamente, a rentabilidade média do canal lojas físicas melhora muito. O segundo pilar é rentabilidade em canais online.

Speaker #2: O primeiro deles é o fechamento de lojas menos rentáveis. E algumas dessas lojas a gente já discutia desde o início, só que até para fechar, porque custa dinheiro redimensionar, não dava; a gente agora resolveu apertar o botão, eliminando as lojas não rentáveis aqui da companhia e que consomem capital. Tipicamente, elas têm menor penetração de crediário, então você tem sete pontos percentuais a menos de penetração do crediário nessas lojas, o que compromete muito a rentabilidade. Obviamente, a rentabilidade média do canal de lojas físicas melhora muito.

Speaker #2: O segundo pilar é rentabilidade em canais online. Na pressão do fluxo de caixa, você mantinha alguns canais que a margem era negativa, e às vezes isso aqui faz parte do financiamento, porque você tem prazo de pagamento com o fornecedor e fica dependente desse canal.

Renato Franklin: Na pressão do fluxo de caixa, você mantinha alguns canais que a margem era negativa. Às vezes isso aqui faz parte do financiamento, que você tem um prazo de pagamento com o fornecedor e você fica dependente desse canal. Resolvemos aqui tomar uma decisão dura de desmontar essas bicicletas para deixar a companhia mais saudável, mais rentável no médio prazo aqui. Terceira é monetização de ativos. A gente tem alguns ativos non-core da companhia que podem ser monetizados. Precisamos acelerar esse negócio e precisamos de um instrumento que permita realmente monetizar e viabilizar a monetização desses ativos. Tem a redução de custo estrutural, fizemos uma redução muito grande, não foram só lojas, fizemos uma redução no corporativo, eliminando níveis e hierarquias, dando muito mais agilidade para a companhia. Revisamos todos os contratos indiretos, revisamos o Capex da companhia.

Speaker #2: Resolvemos aqui tomar uma decisão dura de desmontar essas bicicletas para deixar a companhia mais saudável, mais rentável, no médio prazo aqui. Terceiro é monetização de ativos, acho que a gente tem alguns ativos não core da companhia que podem ser monetizados, precisamos acelerar esse negócio e precisamos de instrumento que permita realmente monetizar e viabilizar a monetização desses ativos.

Speaker #2: Em redução de custo estrutural, fizemos uma redução muito grande. Não foram só lojas; fizemos uma redução no corporativo, eliminando níveis hierárquicos, dando muito mais agilidade para a companhia. Revisamos todos os contratos indiretos, revisamos o CAPEX da companhia. Então, tem uma otimização muito grande no que a gente olha para as despesas do ano que vem.

Renato Franklin: Então tem uma otimização muito grande no que a gente olha para as despesas do ano que vem. Fizemos a redução do Capex, como eu comentei, cai quase 40% aqui a redução do Capex, ficamos com projetos essenciais. Tem muito avanço de tecnologia, de inteligência artificial, que permite continuar com os desenvolvimentos relevantes, como migração para cloud e colocar todos os sistemas em tecnologia moderna. Continua avançando, mas agora com muito mais produtividade. Redução do custo financeiro. Então preciso renegociar e reequilibrar as linhas de financiamento da companhia, redimensionar a qualidade do estoque, o tamanho e a qualidade do estoque. Mexemos no cluster, no giro, na locação, no mostruário e nas regras de aging da companhia e obviamente reformular todos os passivos da companhia para poder preservar esses pilares da operação, mas tendo realmente uma operação saudável.

Speaker #2: Fizemos a redução do CAPEX, como eu comentei. Caiu quase 40% aqui a redução do CAPEX. Ficamos com projetos essenciais. Tem muito avanço de tecnologia, de inteligência artificial, que permite continuar com os desenvolvimentos relevantes, como migração para cloud e colocar todos os sistemas em tecnologia moderna. Continua avançando, mas agora com muito mais produtividade.

Speaker #2: Redução do custo financeiro, então preciso renegociar e reequilibrar as linhas de financiamento da companhia, redimensionar a qualidade e a qualidade do estoque, então tamanho e a qualidade do estoque, então mexemos no cluster, no giro, na locação, no mostruário, e nas regras de aging da companhia, e obviamente reformular todos os passivos da companhia para poder preservar essas operações, esses pilares da operação mas tendo realmente uma operação saudável.

Speaker #2: E aí, quando a gente fala da reformulação, aqui entra a recuperação judicial como instrumento necessário para a gente poder fazer isso. Pode passar o slide, por favor?

Renato Franklin: Quando a gente fala da reformulação, aqui entra a recuperação judicial como instrumento necessário para a gente poder fazer isso. Pode passar um slide, por favor? A gente dá um pouco mais de cor. O que a gente fala de reformular? A gente precisa executar essa fase 2 do plano de transformação, mas precisa proteger o caixa da companhia, preservar o caixa, garantir a continuidade da operação e a restrição de liquidez põe em xeque a continuidade. Vocês viram ali o comentário da auditoria, etc., a incerteza.

Speaker #2: E a gente dá um pouco mais de cor, né? O que a gente fala de reformular? Quando a gente pega, né, a gente precisa executar essa fase dois do plano de transformação, mas precisa proteger o caixa da companhia, preservar o caixa, garantir a continuidade da operação, e a restrição de liquidez punha em xeque a continuidade. E vocês viram ali, né, o comentário da auditoria, etc., incerteza. A recuperação judicial é um instrumento para fortalecer essa continuidade da operação, permitindo não só a captação de linhas de crédito de curto prazo, mas também a monetização de alguns daqueles ativos, preservar esses pilares da operação e a gente poder ter uma continuidade mais estável aqui na companhia, negociando de forma organizada com todos os credores esse plano que vai dar essa sustentação.

Renato Franklin: A recuperação judicial é um instrumento para fortalecer essa continuidade da operação, permitindo não só a captação de linhas de crédito de curto prazo, mas também a monetização de alguns daqueles ativos, preservar esses pilares da operação e a gente poder ter uma continuidade mais estável aqui na companhia, negociando de forma organizada com todos os credores esse plano que vai dar essa sustentação. Pode passar um slide, por favor? A gente comenta aqui um pouco do como que fica o para frente. Com esse instrumento, as fortalezas da companhia ficam preservadas. Aqui vale mencionar que uma ferramenta como essa, uma recuperação judicial, tinha impactos muito diferentes lá no passado.

Speaker #2: Pode passar o slide, por favor? E aí a gente comenta aqui um pouco do como que fica para frente, né? Com esse instrumento, a gente consegue manter as fortalezas da companhia preservadas. Aqui vale mencionar que uma ferramenta como essa, uma recuperação judicial, tinha impactos muito diferentes lá no passado. A gente viveu, ao longo dos últimos anos — triste, mas pelo cenário macro que está desafiador — um número muito grande de reestruturações financeiras, judiciais e extrajudiciais, e o mercado, os stakeholders, amadureceram muito em relação a essas ferramentas.

Renato Franklin: A gente viveu ao longo dos últimos anos, é triste, mas pelo cenário macro que está desafiador, um número muito grande de reestruturações financeiras, judiciais e extrajudiciais, e o mercado, os stakeholders amadureceram muito em relação a essas ferramentas. No nosso caso, a gente ainda tem uma vantagem. O fato da nossa escala comercial nos dar muita relevância, uma interdependência grande com a cadeia de fornecedores, que permite ter bons acordos, porque todo mundo quer fazer o negócio funcionar e o grande ativo aqui é a operação da companhia. No caso dos credores, a gente tem uma interdependência grande, os números são materiais e temos uma concentração grande com 2 grandes bancos, que nos permite também ter uma negociação de forma organizada. A parte de crédito nos dá uma relevância muito grande com clientes.

Speaker #2: No nosso caso, a gente ainda tem uma vantagem, né? O fato da nossa escala comercial nos dar muita relevância é uma independência grande com a cadeia de fornecedores, que permite ter bons acordos, porque todo mundo quer fazer o negócio funcionar. E o grande ativo aqui é a operação da companhia. No caso dos credores, a gente tem uma independência grande, os números são materiais e temos uma concentração grande com dois grandes bancos, que nos permite também ter uma negociação de forma organizada. A parte de crédito nos dá uma relevância muito grande com clientes, então a gente tem sim uma expectativa de ter mais estabilidade nas vendas do que em casos do passado onde houve ruptura muito forte. Então, a gente está com continuidade operacional nas lojas e canais existentes, nos canais online existentes. Temos mais canais de venda funcionando e plugados para continuar vendendo, continuamos tendo uma infraestrutura logística capaz de ser monetizável e de trazer recurso, e vamos continuar com essa frente. E, quando eu olho ali para a parte de baixo, as oportunidades para destravar valor continuam as mesmas. Então, quando a gente olha de usar essa escala, de fazer CRM, de trabalhar o nosso crediário, trabalhar as oportunidades com a nossa logística, tem muita coisa para fazer que tem contribuído. E vocês olham os números operacionais, você consegue ver essa evolução, consegue ver a margem bruta evoluindo, e muito upside pela frente.

Renato Franklin: A gente tem, sim, uma expectativa de ter mais estabilidade nas vendas do que em casos do passado, onde houve ruptura muito forte. A gente está com continuidade operacional nas lojas e canais existentes, nos canais online existentes. Temos mais canais de venda funcionando e plugados para continuar vendendo. Continuamos tendo uma infraestrutura logística capaz de ser monetizável, de trazer recurso e vamos continuar com essa frente. Quando eu olho para a parte de baixo, as oportunidades para destravar valor continuam as mesmas. Quando a gente olha de usar essa escala, de fazer CRM, de trabalhar o nosso crediário, trabalhar as oportunidades com a nossa logística, tem muita coisa para fazer que tem contribuído. Vocês olham os números operacionais e conseguem ver essa evolução, conseguem ver a margem bruta evoluindo e muito upside pela frente.

Speaker #2: Então, o que precisamos aqui é tirar esse peso do passivo estrutural que vem de muitos anos atrás e que a gente não conseguiu endereçar. Tentamos endereçar sem uma recuperação judicial, desde 2023, fazendo outros movimentos gradativos. Mas, realmente, pelo tamanho do passivo, pela diversidade do cenário macro e essa mudança do cenário macro depois do primeiro trimestre, né — a partir do segundo trimestre deste ano — nos deixaram aqui com a melhor escolha para a companhia, para a gente ter uma garantia de continuidade: realmente usar o instrumento de recuperação judicial para podermos organizar esses passivos.

Renato Franklin: Então precisamos aqui tirar esse peso do passivo estrutural que vem de muitos anos atrás e que a gente não conseguiu endereçar. Tentamos endereçar sem uma recuperação judicial, desde 2023, fazendo outros movimentos gradativos, mas realmente pelo tamanho do passivo, pela adversidade do cenário macro e essa mudança do cenário macro depois do primeiro trimestre, a partir do segundo trimestre deste ano, nos deixaram aqui como melhor escolha para a companhia, para a gente ter uma garantia de continuidade, realmente usar o instrumento de recuperação judicial para a gente poder organizar esses passivos. Dito isso, vou passar aqui para o Gabriel, para a gente abrir aqui para Q&A e poder responder algumas perguntas e dar um pouco mais de cor sobre algum ponto que vocês queiram. Muito obrigado novamente pela presença.

Speaker #2: Dito isso, vou passar aqui para o Gabriel para a gente abrir para o Q&A e poder responder algumas perguntas e dar um pouco mais de cor sobre algum ponto que vocês queiram.

Speaker #2: Muito obrigado novamente pela presença.

Speaker #1: Boa tarde a todos. Obrigado, Renato. Vou chamar aqui o Alexandre, do Morgan Stanley, para a primeira pergunta. Alê, pode prosseguir, por favor.

Gabriel Succar: Boa tarde a todos. Obrigado, Renato. Vou chamar aqui o Alexandre, do Morgan Stanley, para a primeira pergunta. Alê, pode prosseguir, por favor.

Speaker #3: Boa tarde, pessoal. Obrigado por pegarem a nossa pergunta aqui, duas do nosso lado. A primeira: Renato, na sua apresentação você comentou que o tamanho é consequência e não objetivo, certo?

[Analyst] (Morgan Stanley): Boa tarde, pessoal. Obrigado por pegarem a nossa pergunta aqui, duas do nosso lado. A primeira, Renato, na sua apresentação, você comentou que o tamanho é a consequência e não o objetivo, certo? Obviamente, acho que no final da semana passada, a gente viu as notícias e inclusive você comentou sobre o fechamento das 300 lojas. Só queria entender se esse daqui é o ajuste final ou a gente deveria esperar, ou tem algum plano de mais fechamentos de lojas pela frente. A segunda pergunta aqui, você também comentou sobre o foco em vendas rentáveis no canal online. Nesse sentido, eu queria talvez entender como que vocês estão pensando a estratégia sobre a venda dentro dos parceiros, nos marketplaces, basicamente, que vocês anunciaram no último ano. São essas duas perguntas. Obrigado.

Speaker #3: E, obviamente, acho que na semana passada, no final da semana passada, a gente viu as notícias e, inclusive, você comentou sobre o fechamento das presenças das lojas. Só queria entender se isso daqui é o ajuste final ou se a gente deveria esperar, ou se tem algum plano de mais fechamentos de lojas pela frente.

Speaker #3: E a segunda pergunta, a segunda pergunta aqui, você também comentou sobre o foco em vendas rentáveis no canal online. Nesse sentido, eu queria talvez entender como que vocês estão pensando a estratégia sobre a venda dentro dos parceiros, nos marketplaces basicamente, que vocês anunciaram, basicamente do último ano, né?

Speaker #3: São essas duas perguntas, obrigado.

Speaker #2: Obrigado, Alê. Acho que primeiro o tamanho, né? A gente optou por fazer em uma onda única, tá? Então, teve uma dificuldade operacional de execução, mas a gente entende que é a melhor maneira de se fazer, né?

Renato Franklin: Obrigado, Alê. Acho que primeiro o tamanho. A gente optou por fazer em uma onda única. Teve uma dificuldade operacional de execução, mas a gente entende que é a melhor maneira de se fazer. Você resolve de uma vez, não gera aquela ansiedade por mais ajustes. Então fizemos todas as contas antes, qual o dimensionamento que cabe para a companhia ser autofinanciável, como é que fica o fluxo de caixa futuro após esses impactos de curto prazo. Esse foi o ajuste que a gente precisava fazer, eliminando todas as lojas que estavam no que a gente chamava de UTI, que poderiam ter possível fechamento no futuro. Então fizemos em uma onda só, nesse cenário macro que a gente está vivendo, esse é o tamanho que cabe. Quando a gente pensa nas vendas rentáveis do canal online, como é que isso impacta as parcerias.

Speaker #2: Você resolve de uma vez, não gera ansiedade, pô, mais ajustes. Então fizemos todas as contas antes: qual o dimensionamento que cabe para a companhia ser autofinanciável, como é que fica com o desencaixe futuro após esses impactos de curto prazo, e esse foi o ajuste que a gente precisava fazer, eliminando todas as lojas que estavam no que a gente chamava de UTI aqui, avaliando que poderiam ter impacto de possível fechamento no futuro, tá?

Speaker #2: Então, fizemos em uma onda só. Nesse cenário macro que a gente está vivendo, esse é o tamanho que cabe. Quando a gente pensa nas vendas rentáveis do canal online, como é que isso impacta as parcerias, né?

Speaker #2: A gente foi bem vocal nos outros trimestres, né? Mencionando que os marketplaces estavam na média do nosso canal digital, né? Então, eu tenho vendas orgânicas, que têm rentabilidade melhor, mas abaixo eu tenho vendas pagas e vendas comissionadas, com rentabilidade pior.

Renato Franklin: A gente foi bem vocal nos outros trimestres, mencionando que os marketplaces estavam na média do nosso canal digital. Tenho vendas orgânicas que têm rentabilidade melhor, mas abaixo tenho vendas pagas e vendas comissionadas com rentabilidade pior. São nesse pedaço que nós estamos mexendo. Os marketplaces também são viabilizadores desse ajuste operacional que nós estamos fazendo dentro do nosso canal digital. Algumas operações no mercado digital são muito caras. É melhor a gente usar a audiência com o custo que existe do marketplace, é mais rentável para a companhia, é mais eficiente do ponto de vista de alocação de capital e fez parte do dimensionamento cortar essas linhas menos rentáveis.

Speaker #2: É nesse pedaço que nós estamos mexendo. Então, na verdade, os marketplaces também são viabilizadores desse ajuste operacional que nós estamos fazendo dentro do nosso canal digital.

Speaker #2: Algumas operações no mercado digital são muito caras, e aí é melhor a gente usar a audiência, com o custo que existe do marketplace. É mais rentável para a companhia, é mais eficiente do ponto de vista de alocação de capital, e fez parte do dimensionamento cortar essas linhas menos rentáveis.

Speaker #2: Na verdade, você sobe o preço, diminui o comissionamento, e aí tem uma elasticidade que ajusta naturalmente o volume para o tamanho que a gente escolheu, que é o tamanho que cabe mais ou menos no estoque que terminou o segundo tri olhando para frente, tá?

Renato Franklin: Na verdade, você sobe o preço, diminui o condicionamento, e aí tem uma elasticidade que ajusta naturalmente o volume para o tamanho que a gente escolheu, que é o tamanho que cabe mais ou menos no estoque que terminou o segundo tri, olhando para frente. Obrigado pela pergunta, Alê.

Speaker #2: Obrigado pela pergunta, Alê.

Speaker #3: Perfeito. Muitíssimo obrigado, Renato.

[Analyst] (Morgan Stanley): Perfeito, muitíssimo obrigado, Renato.

Speaker #1: Obrigado, Alê. Vou chamar a nossa próxima pergunta. O Wellington, do Bank of America. Wellington, pode prosseguir, por favor.

Gabriel Succar: Obrigado, Alê. Vou chamar a nossa próxima pergunta, Wellington do Bank of America. Wellington, pode prosseguir, por favor.

Speaker #4: Olá, pessoal. Estão conseguindo me ouvir?

[Analyst] (Bank of America): Alô, pessoal, estão conseguindo me ouvir?

Speaker #2: Opa, sim. Tudo bem, Wellington? Boa tarde.

Renato Franklin: Opa, sim, tudo bem, Wellington? Boa tarde.

Speaker #4: Oi, boa tarde, Renato, Gabriel, Elso. Obrigado aqui por pegar minha pergunta. Eu tenho, minhas perguntas, eu tenho algumas aqui do meu lado. Eu acho que quando vocês comentaram, quando vocês comentam do cenário macro, eu acho que vocês bateram muito na tecla da questão do custo de capital, certo?

[Analyst] (Bank of America): Oi, boa tarde, Renato, Gabriel, Élcio. Obrigado por pegar minhas perguntas. Eu tenho algumas aqui do meu lado. Eu acho que quando vocês comentam do cenário macro, eu acho que vocês bateram muito na tecla da questão do custo de capital, certo? E que isso dificultou um pouco as manobras de vocês. Eu queria entender um pouco também, pensando pelo outro lado, do ponto de vista de consumo. Como vocês estão enxergando o consumo hoje na ponta? Eu digo isso porque queria entender se esse plano de vocês entendem que vocês já incorporaram, digamos assim, o pior cenário ou existe espaço para algum tipo de ajuste adicional, caso a gente acabe vendo algum tipo de piora, algum tipo de, digamos assim, desaceleração ou algum outro tipo de solavanco na economia.

Speaker #4: E que, enfim, isso dificultou um pouco as manobras de vocês, e eu queria entender um pouco também, pensando pelo outro lado, do ponto de vista de consumo, né?

Speaker #4: Como vocês estão enxergando o consumo hoje na ponta? E eu digo isso porque queria entender se esse plano de vocês é o que vocês entendem que já incorporou, digamos assim, o pior cenário ou, assim, existe espaço para algum tipo de ajuste adicional caso a gente acabe vendo algum tipo de deterioração, algum tipo de piora, algum tipo de, digamos assim, desaceleração ou algum outro tipo de solavanco na economia?

Speaker #4: E eu gostaria de entender também o que vocês enxergam como os ativos monetizáveis que vocês têm na base de vocês hoje, só pra a gente pensar um pouco, acho que em termos de estratégia, né?

[Analyst] (Bank of America): Eu gostaria de entender também o que vocês enxergam como os ativos monetizáveis que vocês têm na base de vocês hoje. Só para a gente pensar um pouco, acho que em termos de estratégia, o que são esses ativos, como também um pouco na questão de escala. Obrigado.

Speaker #4: Do que são esses ativos, como também um pouco na questão de escala. Obrigado.

Speaker #2: Muito bom, obrigado. Primeiro, Wellington, obrigado pela pergunta. Acho que vamos falar aqui do cenário macro e do consumo, né? Realmente, acho que do lado de crédito é muito claro para todo mundo que está no mercado financeiro, ou está tentando acessar, a dificuldade, a restrição de crédito que está no Brasil.

Renato Franklin: Muito bom. Obrigado. Primeiro, Wellington, obrigado pela pergunta, mas vamos falar aqui do cenário macro e o consumo. Realmente, acho que do lado de crédito, é muito claro para todo mundo que está no mercado financeiro ou está tentando acessar a dificuldade, a restrição de crédito que está no Brasil. Mas quando eu olho para o consumidor, ele tem sido impactado por três fatores. Primeiro, a taxa de juros alta que obviamente fica mais caro para consumir o bem a prazo. O poder de consumo do brasileiro é limitado e para bens duráveis como o nosso, de consumo discricionário, que tem um ticket médio alto, essa taxa de juros impacta o preço. Segundo, o endividamento das famílias. Continua cada vez mais alto, impactando muito a nossa capacidade de concessão de crédito. Temos sido cada vez mais restritivos em concessão de crédito.

Speaker #2: Mas, quando eu olho para o consumidor, ele tem sido impactado por três fatores, né? Primeiro, a taxa de juros alta, que obviamente faz com que fique mais caro consumir o bem a prazo. O poder de consumo do brasileiro é limitado e, para bens duráveis como o nosso, né?

Speaker #2: E de consumo discricionário, que tem ticket médio alto, essa taxa de juros impacta o preço. Segundo, o endividamento das famílias, né? Continua cada vez mais alto e impactando muito a nossa capacidade de concessão de crédito, né?

Speaker #2: Temos sido cada vez mais restritivos em concessão de crédito. Terceiro, tem uma disputa agressiva por esse orçamento disponível do consumidor, né? E, sim, esses novos canais... Todo dia sai número diferente, por exemplo, do consumo de capital das debts, que consome dinheiro das famílias, atrapalhando o consumo aqui, que circula na indústria, né?

Renato Franklin: Terceiro, tem uma disputa agressiva por esse orçamento disponível do consumidor. E sim, esses novos canais, todo dia sai um número diferente, por exemplo, do consumo de capital das debts, que consome dinheiro das famílias, atrapalhando o consumo que circula na indústria. Isso tudo obviamente afeta e você consegue ver isso quando você olha para loja física versus o 1P online, onde a pirâmide é um pouco melhor do ponto de vista de rating e você vê que o consumidor é um pouco mais resiliente. Então quando você pega as classes mais altas, tem um consumo mais resiliente, esses bens são considerados quase essenciais. Quando você vai para classe mais baixa, é mais dependente de crédito, tem problema. Nós não trabalhamos com melhora do cenário macro. E dimensionamos essa fase 2 considerando um 2027 pior do que 2026.

Speaker #2: Isso tudo, obviamente, afeta, e você consegue ver isso quando você olha para a loja física versus o B online, onde a pirâmide, né, é pouco melhor do ponto de vista de rating, e você vê que o consumidor é um pouco mais resiliente.

Speaker #2: Então, quando você pega as classes mais altas, tem consumo mais resiliente; esses bens são considerados quase essenciais. Quando você vai para a classe mais baixa, é mais dependente de crédito, tem problema.

Speaker #2: Nós não trabalhamos com melhora do cenário macro, tá? E dimensionamos essa fase dois considerando 2027 pior do que 2026. Então, a gente entende que o endividamento vai continuar, a gente entende que algumas alavancas deram fôlego para o consumo durante esse ano, como o empréstimo consignado, por exemplo, mas que isso cria passivo para o futuro, para os consumidores, e a gente pode ter, sim, ainda uma deterioração do cenário de crédito.

Renato Franklin: Então a gente entende que o endividamento vai continuar, a gente entende que algumas alavancas deram fôlego para o consumo durante esse ano, como o empréstimo consignado, por exemplo, mas que isso cria um passivo para o futuro, para os consumidores, e a gente pode ter, sim, ainda uma deterioração do cenário de crédito. Então a gente dimensionou para isso. O nosso corte é bem grande, se olhar, a gente tira quase 30% das lojas, quase 30% dos custos. Isso representava 14% da receita, mas na prática a gente vai reduzir um pouco mais a receita do nosso dimensionamento, mas fica com infraestrutura, com capacidade para recuperar crescimento dentro dessa mesma infraestrutura. Não temos essa expectativa ao longo dos próximos 2 anos. Um cenário bastante pé no chão, enxergando o macro desafiador, até que a gente tenha algo que nos motive a ter uma confiança maior aqui no cenário macro.

Speaker #2: Então a gente dimensionou para isso. O nosso corte é bem grande, se for olhar, a gente tira quase 30% das lojas, quase 30% dos custos. Isso representava 14% da receita ali, mas, na prática, a gente vai reduzir um pouco mais a receita do nosso dimensionamento, mas fica com a infraestrutura com capacidade para recuperar crescimento dentro dessa mesma infraestrutura.

Speaker #2: Não temos essa expectativa ao longo dos próximos dois anos, tá? Cenário bastante pé no chão, enxergando o macro desafiador, até que a gente tenha algo que nos motive a ter uma confiança maior aqui no cenário macro, tá?

Renato Franklin: Então o dimensionamento foi feito assim e não pretendemos ter novos ajustes. Obviamente, acho que a cada ano o cenário macro tem piorado, mas se piorar um pouco mais, a gente é obrigado a ir para a prancheta e redimensionar aqui. Mas consideramos esse cenário base que a gente já fez o que precisa fazer. Quando olha dos ativos, a gente realmente não pode ficar citando. A companhia tem, sim, vários créditos fiscais, tem, sim, alguns ativos non-core. O instrumento de recuperação judicial te permite também estruturas que dão um pouco mais de proteção para negociação desses ativos para contraparte que está negociando. Então, sim, pode ter mais atratividade na negociação de alguns dos ativos.

Speaker #2: Então, o dimensionamento foi feito assim e não pretendemos ter novos ajustes. Obviamente, acho que a cada ano o cenário macro tem piorado, mas, se piorar um pouco mais, a gente é obrigado a ir para a prancheta e redimensionar aqui.

Speaker #2: Mas considerando esse cenário base aqui que a gente já fez, o que precisa fazer? Quando olha dos ativos, a gente realmente não pode ficar citando. A companhia tem, sim, vários créditos fiscais, tem, sim, alguns ativos não-core. O instrumento, né?

Speaker #2: De recuperação judicial, ele te permite também estruturas que dão um pouco mais de proteção para a negociação desses ativos para a contraparte que está negociando.

Speaker #2: Então, sim, pode ter mais atratividade na negociação de alguns desses ativos. A gente já teve hoje de manhã a procura de vários fundos que querem discutir oportunidade, o que que tem disponível de crédito, disso, daquilo, porque tem interesse, porque esse instrumento traz uma proteção maior para esse credor que topa adquirir desses ativos aqui. E aí tem diversos tipos de ativos que a gente vai dar disclosure para o mercado no momento correto, no momento oportuno, tá?

Renato Franklin: A gente já teve hoje de manhã a procura de vários fundos que querem discutir com a Positivo o que tem disponível de crédito, disso, daquilo, porque tem interesse, porque esse instrumento traz uma proteção maior para esse credor que topa adquirir um desses ativos. E tem diversos tipos de ativos que a gente vai dar disclosure para o mercado no momento correto, no momento oportuno. Obrigado pela pergunta, Wellington.

Speaker #2: Obrigado pela pergunta, Wellington.

Speaker #3: Só ia complementar aqui, Renato. Acho que você, Wellington, na sua pergunta falou pouco da estrutura de capital, do impacto macro. Obviamente, a taxa de juros impacta diretamente aqui nas nossas despesas financeiras e, provavelmente, como crédito como um todo, né?

Élcio Ito: Só ia complementar aqui, Renato. Acho que você, Wellington, na sua pergunta falou um pouco da estrutura de capital, do impacto macro. Obviamente, a taxa de juros impacta diretamente nas nossas despesas financeiras e provavelmente como um crédito como um todo do Brasil, oferta de crédito privado. Um ponto importante que o Renato comentou somente para frisar, a inadimplência no Brasil vem crescendo. Quando a gente pega o mesmo CPF hoje comparado a um ano atrás, a gente vê na margem uma piora sequencial desse crédito dessas pessoas físicas individualmente falando. O nosso portfólio, a gente nem apresentou aqui hoje, mas ele se mantém ainda bastante resiliente e no mesmo patamar em termos de inadimplência, de perda e o mesmo tamanho de carteira.

Speaker #3: Do Brasil, oferta de crédito privado. Ponto importante que o Renato comentou, somente para frisar: a inadimplência no Brasil vem crescendo. Quando a gente pega o mesmo CPF hoje e compara com um ano atrás, a gente vê na margem aqui uma piora sequencial desse crédito dessas pessoas físicas, individualmente falando.

Speaker #3: O nosso portfólio a gente nem apresentou aqui hoje, mas ele se mantém ainda bastante resiliente e no mesmo patamar em termos de inadimplência, de perda e o mesmo tamanho de carteira.

Speaker #3: Então, ele vem se mantendo, mas obviamente com uma restrição, com uma concessão de crédito de uma forma muito mais disciplinada e rigorosa, e enxergando essa inadimplência como um todo de mercado crescendo.

Élcio Ito: Então ele vem se mantendo, mas obviamente com uma restrição, com uma concessão de crédito de uma forma muito mais disciplinada e rigorosa e enxergando essa inadimplência como um todo de mercado crescendo. Então acho que essa é um pouco da preocupação, já que a gente atua muito na base da pirâmide e ele funciona para os dois cenários. Obviamente, no cenário macro pior, ele tende a ser mais impactado e à medida que você também tem uma economia melhorando, a gente também melhora na margem, um pouco mais alavancado. A gente disse que a companhia é um beta alavancado aqui para os dois cenários, então numa piora e numa melhora, a gente vai enfrentar essas ondas no positivo e no negativo de forma um pouco mais acelerada.

Speaker #3: Então, acho que essa é um pouco da preocupação, já que a gente atua muito na base da pirâmide, e ele funciona para os dois cenários. Obviamente, no cenário macro pior ele tende a ser mais impactado e, à medida que você também tem uma economia melhorando, a gente também melhora na margem, um pouco mais alavancado, né?

Speaker #3: A gente disse que a companhia é beta alavancado aqui para os dois cenários, então numa piora e numa melhora a gente vai enfrentar essas ondas, no positivo e no negativo, de forma um pouco mais acelerada.

Speaker #1: Perfeito, muito obrigado, Ivan.

Renato Franklin: Perfeito. Muito obrigado.

Speaker #4: Obrigado, Wellington. Renato, Welson, a gente não tem mais perguntas por aqui. Eu vou te devolver a palavra, Renato, para você fazer o encerramento, por favor.

Gabriel Succar: Obrigado, Wellington. Renato, Élcio, a gente não tem mais perguntas por aqui. Eu vou te devolver a palavra, Renato, para você fazer o encerramento, por favor.

Speaker #2: Obrigado, Gabriel. Obrigado a todos pela participação. Acho que foi um trimestre intenso. Como eu falei, tem ajuste de rota, mas não ajuste de destino. Enxergamos todas as fortalezas da companhia com bastante potencial de geração de valor, mas tivemos que adotar aqui uma ferramenta importante para preservar a continuidade da companhia, para a gente proteger essa continuidade operacional e essa estabilidade operacional, e organizar essa negociação com credores para resolver de forma definitiva todo esse custo dos passivos que a companhia carrega.

Renato Franklin: Obrigado, Gabriel. Obrigado a todos pela participação. Acho que é um trimestre intenso. Como eu falei, tem um ajuste de rota, mas não um ajuste de destino. Enxergamos todas as fortalezas da companhia com bastante potencial de geração de valor, mas tivemos que adotar uma ferramenta importante para preservar a continuidade da companhia, para a gente proteger essa continuidade operacional e essa estabilidade operacional e organizar essa negociação com credores para resolver de forma definitiva todo esse custo dos passivos que a companhia carrega. Estamos animados com o futuro, tem muito trabalho pela frente, os prazos ainda para a gente detalhar todos esses planos. Como sempre, vamos manter o mercado informado com toda a transparência que a boa governança pede. Obrigado a todos e continuamos vendendo com bastante promoção, bastante ativação nas redes, suporte dos fornecedores. Então contem conosco para adquirir seu eletrodoméstico, telefone celular ou computador. Muito obrigado.

Speaker #2: Estamos animados aqui com o futuro. Tem muito trabalho pela frente, os prazos ainda para a gente detalhar todos esses planos e, como sempre, vamos manter o mercado informado com toda a transparência que a boa governança pede.

Speaker #2: Obrigado a todos, e continuamos vendendo com bastante promoção, com bastante ativação aqui nas redes, suporte dos fornecedores. Então, conta conosco aí para adquirir seu eletrodoméstico, telefone celular ou computador.

Speaker #2: Muito obrigado, grande abraço e boa tarde.

Renato Franklin: Grande abraço e boa tarde.

Speaker #1: A videoconferência de resultados referentes ao segundo trimestre de 2026 do Grupo Casas Bahia está encerrada. Muito obrigado aos participantes e tenham todos uma excelente tarde.

Operator: A videoconferência de resultados referentes ao Q2 de 2026 do Grupo Casas Bahia está encerrada. Muito obrigada aos participantes e tenham todos uma excelente tarde.

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