Q2 2026 Blau Farmaceutica SA Earnings Call
Marcelo Hahn: Dois, um.
Speaker #2: 21.
Speaker #3: Bom dia a todos. Sejam bem-vindos à divulgação de resultados do 2o trimestre de 2026 da Blau Farmacêutica. Estamos ao vivo nos estúdios da Blau em São Paulo, com Marcelo Ran, CEO e fundador.
Matheus Fujisawa: Bom dia a todos. Sejam bem-vindos à divulgação de resultados do Q2 2026 da Blau Farmacêutica. Estamos ao vivo nos estúdios da Blau em São Paulo com Marcelo Hahn, CEO e fundador, Douglas Rodrigues, CFO e DRI, e comigo, Matheus Fujisawa, Relações com Investidores. Nosso call está sendo realizado em português com tradução simultânea para o inglês e ficará disponível tempestivamente no site de RI da companhia. Mostrando a agenda do dia, começaremos com o Marcelo apresentando os destaques, depois eu volto para falar um pouquinho de pipeline e receita, passo para o Douglas falar do operacional e financeiro, e o Marcelo retorna para as considerações finais. Ao final da apresentação, teremos a sessão de perguntas e respostas, com prioridade para os analistas de sell side.
Speaker #3: Douglas Rodrigues, CFO e DRI, e comigo, Mateus Fujizawa, Relações com Investidores. Nosso call está sendo realizado em português, com tradução simultânea para o inglês e ficará disponível tempestivamente no site de RI da companhia.
Speaker #3: Mostrando a agenda do dia, começaremos com o Marcelo apresentando os destaques. Depois eu volto para falar um pouquinho de pipeline e receita. Passo para o Douglas falar do operacional e financeiro, e o Marcelo retorna para as considerações finais.
Speaker #3: Ao final da apresentação, teremos a sessão de perguntas e respostas, com prioridade para os analistas de sell-side. Os analistas que quiserem fazer perguntas devem clicar em "levantar a mão" no ícone da plataforma do Zoom, localizado na parte central inferior.
Matheus Fujisawa: Os analistas que quiserem fazer perguntas devem clicar em levantar a mão no ícone da plataforma do Zoom, localizado na parte central inferior. Os demais investidores podem enviar suas perguntas no chat. Agora gostaria de passar a palavra ao Marcelo para iniciar a apresentação no slide 5.
Speaker #3: Os demais investidores podem enviar suas perguntas no chat. Agora, gostaria de passar a palavra ao Marcelo para iniciar a apresentação no slide 5.
Speaker #4: Obrigado, Mateus. Bom dia a todos. Eu gostaria de começar destacando que o semestre, apesar dos desafios do cenário macro, foi positivo em nossa avaliação.
Marcelo Hahn: Obrigado, Mateus. Bom dia a todos. Eu gostaria de começar destacando que o semestre, apesar dos desafios do cenário macro, foi positivo em nossa avaliação. A Blau apresentou crescimento de receita, aumento das margens e geração de caixa após capital de giro e Capex. A receita líquida cresceu 10% no H1, em linha com o crescimento médio dos últimos três anos. A diferença do desempenho entre o Q1 e o Q2 se deve ao canal público, apenas por faseamento das entregas e base de comparação. Mas importante, o crescimento tem potencial de acelerar no H2, com o início da operação das novas linhas de produção, em uma base de comparação mais favorável no último trimestre. Esse crescimento veio acompanhado de uma maior rentabilidade, com melhora tanto na margem bruta quanto na margem EBITDA recorrente, inclusive apresentando melhora sequencial do Q1 para o Q2.
Speaker #4: A Blau apresentou o crescimento de receita, aumento das margens e geração de caixa após o capital de giro e CAPEX. A receita líquida cresceu 10% no 1o semestre, e linha com o crescimento médio dos últimos 3 anos.
Speaker #4: E a diferença do desempenho entre o 1o e o 2o trimestre se deve ao canal público, apenas por faseamento das entregas e base de comparação.
Speaker #4: Mas, importante, o crescimento tem potencial de acelerar no 2º semestre, com o início da operação das novas linhas de produção e uma base de comparação mais favorável no último trimestre. Esse crescimento veio acompanhado de uma maior rentabilidade, com melhora tanto na margem bruta quanto na margem EBITDA recorrente, inclusive apresentando melhora sequencial do 1º trimestre para o 2º trimestre.
Speaker #4: O lucro líquido recorrente, por sua vez, foi impactado pela variação cambial, principalmente no 1º trimestre, e agora no 2º trimestre voltou a crescer 12%.
Marcelo Hahn: O lucro líquido recorrente, por sua vez, foi impactado pela variação cambial, principalmente no Q1. Agora no Q2, voltou a crescer 12%. Excluindo a variação cambial, temos um crescimento de 18% no semestre e 26% no Q2. Agora no slide 6, continuando na próxima página, os destaques do balanço. O capital de giro teve uma otimização sequencial de 300 bps, indo para 50.8% da receita, com destaque para a terceira redução consecutiva dos estoques. Sabemos que precisamos melhorar ainda mais e continuaremos focados na redução das necessidades de capital de giro no H2 em diante. Continuamos investindo forte em nosso crescimento sustentável, mas a diferença em relação ao ano passado é que o Capex está menor que o EBITDA recorrente. A geração de caixa operacional, incluindo capital de giro, foi 2.4 vezes maior no semestre e correspondeu a 92% do EBITDA recorrente.
Speaker #4: Excluindo a variação cambial, temos crescimento de 18% no semestre e 26% no 2o trimestre. Agora, no slide 6, hã, continuando na próxima página, os destaques do balanço.
Speaker #4: O capital de giro teve uma otimização sequencial de 300 pips, indo para 50,8% da receita, com destaque para a terceira redução consecutiva dos estoques.
Speaker #4: Sabemos que precisamos melhorar ainda mais e continuaremos focados na redução das necessidades de capital de giro no 2o semestre em diante. Continuamos investindo forte em nosso crescimento sustentável, mas a diferença em relação ao ano passado é que o CAPEX está menor que o EBITDA recorrente.
Speaker #4: A geração de caixa operacional, incluindo capital de giro, foi 2,4 vezes maior no semestre, e correspondeu a 92% do EBITDA recorrente. Já a geração de caixa livre, da companhia, após o CAPEX, foi de 70 milhões, com geração de 81 milhões no 2o trimestre de 2026, revertendo o consumo de 11 milhões no 1o trimestre de 2026.
Marcelo Hahn: Já a geração de caixa livre da companhia, após o Capex, foi de BRL 70 million, com geração de BRL 81 million no Q2 de 2026, revertendo o consumo de BRL 11 million no Q1 de 2026. Para finalizar, continuamos com mais caixa do que dívida e melhoramos esse número em BRL 49 million no trimestre, com a geração de caixa suportando os investimentos, o serviço da dívida e a remuneração dos investidores. Agora passo a palavra ao Mateus.
Speaker #4: Para finalizar, continuamos com mais caixa do que dívida, e melhoramos esse número em R$49 milhões no trimestre, com a geração de caixa suportando os investimentos, o serviço da dívida e a remuneração dos investidores.
Speaker #4: Agora, passo a palavra ao Mateus.
Speaker #2: Obrigado, Marcelo. Começando no slide 8,
Matheus Fujisawa: Obrigado, Marcelo. Começando no slide 8, no gráfico da esquerda, notamos tanto que a receita dos lançamentos quanto os investimentos em P&D aceleraram nos últimos 12 meses. Na receita de lançamentos, crescemos mais de 30% nos últimos 12 meses, com maior ritmo em relação ao semestre passado. Nos investimentos, tivemos um aumento planejado para dar segmento nos projetos do pipeline. Para compensar esse aumento em P&D, reduzimos os investimentos no imobilizado, que o Douglas irá falar mais na sessão de Capex. No gráfico da direita, hoje a Blau conta com BRL 7 billion de mercado endereçável, no mercado hospitalar. Olhando para frente, temos um crescimento transformacional, o que também justifica os maiores investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Esse pipeline está concentrado em medicamentos biológicos, mais diferenciados, o que deve potencializar tanto o nosso crescimento quanto as margens.
Speaker #3: no gráfico da esquerda, notamos tanto que a receita dos lançamentos quanto os investimentos em P&D aceleraram nos últimos 12 meses. Na receita de lançamentos, crescemos mais de 30% nos últimos 12 meses, com maior ritmo em relação ao semestre passado.
Speaker #3: Nos investimentos, tivemos aumento planejado para dar seguimento nos projetos do pipeline, e para compensar esse aumento em P&D, reduzimos os investimentos no imobilizado, que o Douglas irá falar mais na sessão de CAPEX.
Speaker #3: No gráfico da direita, hoje a Blau conta com 7 bilhões de mercado endereçável, no mercado hospitalar. E olhando para frente, temos crescimento transformacional, o que também justifica os maiores investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Speaker #3: Esse pipeline está concentrado em medicamentos biológicos, mais diferenciados, o que deve potencializar tanto o nosso crescimento quanto as margens. Seguindo com a apresentação, vocês irão notar um padrão, tá, nos slides de RE, onde destacaremos o semestre, porque acreditamos que é o melhor ponto de partida para a gente projetar para frente, mas também incluímos a visão dos trimestres para explicar as variações.
Matheus Fujisawa: Seguindo com a apresentação, vocês irão notar um padrão nos slides de RI, onde destacaremos o semestre, porque acreditamos que é um melhor ponto de partida para a gente projetar para frente, mas também incluímos a visão dos trimestres, para explicar as variações. A gente pode ver que a Blau cresceu 10% no H1 de 2026, em linha com o crescimento dos últimos 3 anos. Os destaques foram o canal público e o crescimento de 34% dos lançamentos. No canal público, muitos ficam focando somente na epoetina, mas a Blau fornece uma ampla gama de medicamentos para o SUS e as secretarias estaduais e municipais, e vemos um desempenho positivo geral no canal. Analisando os trimestres, o Q1 cresceu mais que o Q2, principalmente pela diferença de volume nas entregas para o ministério e a base de comparação do próprio canal público.
Speaker #3: Então, hã, a gente pode ver que a Blau cresceu 10% no 1º semestre de 2026, em linha com o crescimento dos últimos 3 anos.
Speaker #3: Os destaques foram o canal público e o crescimento de 34% dos lançamentos. No canal público, muitos ficam focando somente em alfaepoetina, mas a Blau fornece uma ampla gama de medicamentos para o SUS e as Secretarias Estaduais e Municipais, e vemos desempenho positivo geral no canal.
Speaker #3: Analisando os trimestres, o 1o trimestre cresceu mais que o 2o, principalmente pela diferença de volume nas entregas para o Ministério e a base de comparação do próximo do próprio canal público, tá.
Speaker #3: Hã, quando analisamos o mercado privado, mesmo com as dificuldades dos juros altos, houve uma aceleração no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre. E, para mitigar esses efeitos macro, a companhia tem diversificado a base de clientes e indo cada vez mais para a venda direta para os hospitais.
Matheus Fujisawa: Quando analisamos o mercado privado, mesmo com as dificuldades dos juros altos, houve uma aceleração no Q2 em relação ao Q1. Para mitigar esses efeitos macro, a companhia tem diversificado a base de clientes e indo cada vez mais para a venda direta para os hospitais. Mais importante do que o desempenho do H1, é que a companhia deve passar por um ciclo de crescimento nos próximos muitos anos, que o Marcelo vai falar mais no final da apresentação. Falando aqui um pouquinho mais do curto prazo, é provável que o crescimento acelere no H2, com novas linhas de produção e uma base de comparação mais acessível. Agora eu passo para o Douglas, nosso CFO, para continuar com a apresentação.
Speaker #3: Mais importante do que o desempenho do 1o semestre, é que a companhia deve passar por ciclo de crescimento nos próximos muitos anos, né, que o Marcelo vai falar mais, hã, no final da apresentação.
Speaker #3: Falando aqui pouquinho mais do curto prazo, né, é provável que o crescimento acelere no 2o semestre, com novas linhas de produção e uma base de comparação mais acessível.
Speaker #3: Agora, eu passo para o Douglas, nosso CFO, para continuar com a apresentação.
Speaker #5: Obrigado, Mateus. Bom, seguindo aqui na nossa apresentação, acho que dos principais destaques, né, foi o patamar de margem bruta que a gente atingiu nesse trimestre e, consequência, no semestre.
Douglas Rodrigues: Obrigado, Mateus. Seguindo aqui na nossa apresentação, acho que um dos principais destaques foi o patamar de margem bruta que a gente atingiu nesse trimestre e consequência no semestre. Eu acho que mais importante, até na nossa avaliação, que é um resultado muito robusto, muito positivo, é como atingir. Mais do que chegar, é como chegar e como se manter. Isso levando em conta até todo o cenário, todos os desafios do H1 de 2026. É um patamar de margem que vem para reforçar aqui muito a aderência ao nosso plano de negócios e principalmente para reafirmar o nosso compromisso com o planejamento estratégico. Hoje a gente tem, sim, uma organização com foco, uma disciplina, muito olhando para rentabilidade, muito priorizando a geração. Primeiro a gente precisa gerar para depois investir.
Speaker #5: Eu acho que mais importante, e até na nossa avaliação, que é resultado muito robusto, muito positivo, é como atingir, né, mais do que chegar, é como chegar e como se manter.
Speaker #5: Isso levando em conta até todos os cenários, todos os desafios do 1º semestre de 2026. É um patamar de margem que vem para reforçar aqui muito a aderência ao nosso plano de negócios e, principalmente, para reafirmar o nosso compromisso com o planejamento estratégico.
Speaker #5: Hoje, a gente tem, sim, uma organização com foco em uma disciplina muito olhando para a rentabilidade, muito priorizando a geração. Primeiro, a gente precisa gerar para depois investir. E, quando a gente olha a qualidade e os elementos aqui que fizeram a gente já atingir, neste trimestre, um patamar de margem que era basicamente a nossa meta de evolução de 200 bps ao longo do ano, a gente vê e tem convicção da recorrência e da possibilidade de manutenção no segundo semestre.
Douglas Rodrigues: Quando a gente olha a qualidade, os elementos aqui que fizeram a gente já atingir nesse trimestre aqui um patamar de margem, que era basicamente a nossa meta de evolução de 200 bip ao longo do ano, a gente vê e tem convicção da recorrência e da possibilidade de manutenção no H2, até com fatores que podem alavancar, porque a gente sabe que tem as novas linhas, a gente vai continuar utilizando da melhor forma possível a capacidade produtiva, tem os lançamentos. Mesmo os fatores que foram favoráveis aqui, como mix e câmbio, também com uma tendência de continuidade para o H2. Vale destacar também que a gente ainda tem questões aqui como o plasma, que hoje acaba contribuindo para baixo, mas ele pode, sim, em algum momento, destravar valor e a gente alavancar essa margem.
Speaker #5: Até com fatores que podem alavancar, porque a gente sabe que tem as novas linhas; a gente vai continuar utilizando da melhor forma possível a capacidade produtiva, tem os lançamentos, né, e mesmo os fatores que foram favoráveis aqui, como o mix e câmbio, também como a tendência de continuidade para o 2º semestre.
Speaker #5: E vale destacar também, né, que a gente ainda tem questões aqui como o próprio plasma, que hoje ele acaba contribuindo para baixo, mas ele pode, em algum momento, destravar valor e a gente alavancar essa margem.
Speaker #5: Então, acho que muito daí vem essa convicção de uma recorrência e patamar de margem, sim, que é sustentável. Passando para o próximo slide, falando aqui também da margem EBITDA, é algo também, acho que é muito positivo.
Douglas Rodrigues: Então, acho que muito daí vem essa convicção de uma recorrência e um patamar de margem, sim, que é sustentável. Passando para o próximo slide, falando aqui também da margem EBITDA, é algo também acho que é muito positivo. A gente já atinge aqui uma margem de 25% no H1, acho que muito em linha com o consenso, e na comparação com o H1 do ano passado, também muito em linha, uma evolução menor em termos de bips, mas a base de comparação aqui, principalmente do H1 do ano passado, vinha mais de uma contribuição da menor despesa versus a receita do que a margem bruta que a gente tem agora nesse H1 de 2026.
Speaker #5: A gente já atinge aqui uma margem de 25 no 1º semestre, acho que muito em linha com o consenso, né, e na comparação com o 1º semestre do ano passado, também muito em linha. Uma evolução menor em termos de bips, mas a base de comparação aqui é principalmente do 1º semestre do ano passado. Ela vinha mais de uma contribuição da menor despesa versus a receita do que a margem bruta que a gente tem agora nesse 1º semestre de 26.
Speaker #5: Isso, claramente olhando para frente. Depois, no próximo slide, vai ficar mais claro quando a gente olhar para a despesa. Mas, até como o Mateus comentou, com a possibilidade que a gente tem de acelerar o crescimento da receita no 2º semestre em diante, e mantendo o patamar de despesa, com certeza a margem EBITDA tem potencial de crescer muito, né? De entregar o que o consenso espera, e eventualmente até ter a oportunidade de ser um pouquinho maior, muito em função da diluição e manutenção da margem bruta.
Douglas Rodrigues: Isso, claramente, olhando para frente, depois no próximo slide vai ficar mais claro quando a gente olhar para a despesa, mas até como Mateus comentou, com a possibilidade que a gente tem de acelerar o crescimento da receita no segundo semestre em diante e mantendo o patamar de despesa, com certeza, a margem EBITDA tem potencial de crescer muito, entregar o que o consenso espera e eventualmente até ter oportunidade de ser um pouquinho maior, muito em função da diluição e manutenção da margem bruta. Acho que o próximo slide deixa mais claro aqui a questão das despesas e simplesmente olhando o movimento do crescimento da receita agora no H1, como eu já diluo.
Speaker #5: Acho que o próximo slide deixa mais claro aqui a questão das despesas, e simplesmente olhando o movimento do crescimento da receita agora no 1o semestre, como eu já diluo, e aí imaginando, né, potencializando crescimento maior no 2o semestre e a manutenção, que acho que é fator muito importante, a gente tem agora, olha para o 1o semestre de 26, em comparação com o 2o semestre de 25, e uma manutenção das despesas.
Douglas Rodrigues: E aí imaginando, potencializando um crescimento maior no segundo semestre e a manutenção, que acho que é um fator muito importante, a gente tem agora, olha para o H1 de 2026, em comparação com o H2 de 2025 e uma manutenção das despesas. Claro que a companhia tem N iniciativas, a gente está fazendo um monte de coisa, mas a gente ainda está no ciclo, no famoso "a gente está no meio da confusão". A gente está reorganizando, está olhando para processo, tem ajuda de consultoria, tem uma série de iniciativas. Nós já estamos capturando o resultado de algumas dessas iniciativas, mas o potencial de diluição e de conseguir esses resultados é muito maior em 2027, menos em 2026, quando a gente começa a implementar isso.
Speaker #5: Claro que a companhia tem N iniciativas, a gente está fazendo um monte de coisa, mas a gente ainda está num ciclo, no famoso, a gente está no meio da confusão.
Speaker #5: A gente está reorganizando, está olhando para processo, tem ajuda de consultoria, tem uma série de iniciativas. Nós já estamos capturando o resultado de algumas dessas iniciativas, mas o potencial de diluição e de, né, conseguir esses resultados, ele é muito maior em 2027, menos em 2026, quando a gente começa a implementar isso.
Speaker #5: E aí, com o crescimento da receita, de novo, a gente consegue olhar e projetar o que seria a oportunidade de geração de margem EBITDA aqui no próximo ciclo.
Douglas Rodrigues: E aí, com o crescimento da receita, de novo, a gente consegue olhar e projetar o que seria a oportunidade de geração de margem EBITDA aqui no próximo ciclo. Próximo slide. Lucro líquido, acho que o lucro líquido, assim como no Q1, a gente destacou aqui o efeito da variação cambial, menos nesse tri do que o trimestre passado, até porque a variação do câmbio entre Q1 e Q2 foi menor do que foi ali no Q1. A tendência é câmbio mantido, com certeza, isso vai impactar muito menos a geração operacional para o segundo semestre. E aí também tem, acho que um fator positivo aqui no trimestre, outra vez, a diminuição da alíquota efetiva.
Speaker #5: Próximo slide. Lucro líquido, acho que o lucro líquido, né, assim como no 1o trimestre, a gente destacou aqui o efeito da variação cambial, menos nesse tri do que o trimestre passado, até porque a variação do câmbio, né, entre 1o tri e 2o tri foi menor do que foi no ali no 1o trimestre, a tendência é câmbio mantido, com certeza isso vai impactar muito menos a geração operacional para os para o 2o semestre, e aí também tem, acho que fator positivo aqui no trimestre, outra vez, a diminuição da alíquota efetiva, acho que a gente tem ações aqui de planejamento tributário muito eficientes para que, cada vez que eu gere mais resultado operacional, eu tenha formas de transformar esse resultado operacional em margem líquida, essa é a tendência, essa que a gente deve seguir aqui também para o 2o semestre, e para o próximo ciclo.
Douglas Rodrigues: Acho que a gente tem ações aqui de planejamento tributário muito eficientes para que cada vez que eu gere mais resultado operacional, eu tenha formas de transformar esse resultado operacional em margem líquida. Essa é a tendência, essa que a gente deve seguir aqui também para o segundo semestre e para o próximo ciclo. Acho que aqui é o nosso lucro líquido recorrente, vale talvez destacar para quem acompanhou e já te fizeram alguns questionamentos em relação ao lucro líquido contábil. Sim, a gente teve uma provisão em função de uma discussão aqui de preço de aquisição lá do M&A da Pharma Limirio, lá em 2020. Isso ainda está numa primeira instância, a companhia vai recorrer em todas as instâncias. Lembrando, acho que vale destacar até que no próprio PPA lá que a companhia fez em 2020, a Blau nem atribuiu valor à questão desse registro, que depois posteriormente foi indeferido.
Speaker #5: E acho que aqui também, né, aqui é o nosso lucro líquido recorrente. Vale talvez destacar, para quem acompanhou e já fizeram alguns questionamentos em relação ao lucro líquido contábil, sim, a gente teve uma provisão em função de uma discussão aqui de preço de aquisição lá do M&A da Pharma Limirio lá em 2020. Isso ainda está numa primeira instância, a companhia vai recorrer em todas as instâncias. Lembrando, acho que vale destacar até que no próprio PPA lá que a companhia fez em 2020, a Blau nem atribuiu valor à questão desse registro que depois posteriormente foi indeferido. Então, por isso que é tratamento totalmente não recorrente, e a gente entende que tem aí possibilidade de reverter; no momento, é só uma provisão contábil.
Douglas Rodrigues: Então por isso que é um tratamento totalmente não recorrente e a gente entende que tem a possibilidade de reverter, no momento, só uma provisão contábil. Passando para o próximo slide, capital de giro, claro, essa é uma prioridade, é uma meta. A gente tem aqui como a meta buscar aquela evolução, aquela melhora do ciclo de caixa em 30 dias. Estamos caminhando nessa direção. Basicamente, o grande desafio é o inventário, é a gente reduzir o inventário, é poder alavancar, crescer a receita da companhia, mas com um patamar de nível de inventário muito mais saudável, até para poder gerar caixa para fazer frente aos investimentos. No ciclo de pagamentos aqui e recebimentos, acho que o prazo médio de fornecedores volta para um patamar que era normal.
Speaker #5: Passando para o próximo slide, capital de giro, claro, essa é uma prioridade, é uma meta, a gente tem aqui como a meta buscar aquela evolução, aquela melhora do ciclo de caixa em 30 dias, estamos caminhando nessa direção, basicamente isso, né, o grande desafio é o inventário, é a gente reduzir o inventário, é poder alavancar, crescer a receita da companhia, mas com patamar de nível de inventário muito mais saudável até para poder gerar caixa, para fazer frente aos investimentos.
Speaker #5: No ciclo de pagamentos aqui, recebimentos, né, acho que o prazo médio de fornecedores volta para o patamar que era normal. Acho que no 1º tri ele tinha sido desfavorável, agora a gente já volta aqui para o que é o nosso nível que a gente considera normal. Ciclo de clientes, acho que desnecessário reforçar, todos sabem como que o setor ainda continua machucado, é ponto de atenção. O 2º tri, né, acho que ele traz até patamar maior de receita. A companhia, mais do que nunca, ela está sendo extremamente, né, acho que diligente nesse processo. A gente não vai fazer loucura, a gente, sim, o foco nosso é rentabilidade. Tanto é que se a gente cresceu menos, foi muito mais de olhar para a qualidade dessa venda, a rentabilidade, e menos tomar riscos nesse momento aqui, que a gente sabe que ainda é um momento delicado, né, mas vamos ver como que ele se comporta aqui no 2º semestre.
Douglas Rodrigues: Acho que no primeiro tri ele tinha sido desfavorável, agora a gente já volta para o que é o nosso nível, que a gente considera normal. Ciclo de clientes, acho que é desnecessário reforçar, todos sabem como que o setor ainda continua machucado, é um ponto de atenção. O segundo tri traz até um patamar maior de receita. A companhia, mais do que nunca, está sendo extremamente diligente nesse processo. A gente não vai fazer loucura, o nosso foco é rentabilidade, tanto é que se a gente cresceu menos, foi muito mais de olhar para a qualidade dessa venda, a rentabilidade, e menos tomar riscos nesse momento, que a gente sabe que ainda é um momento delicado. Mas vamos ver como que ele se comporta no segundo semestre. Mas a prioridade aqui, basicamente, é olhar para dentro e olhar para inventários, aquilo que nós temos hoje, mais controle. Próximo slide, Capex.
Speaker #5: Mas a prioridade aqui, basicamente, é olhar para dentro e olhar para inventários, aquilo que nós temos hoje mais controle. Próximo slide: CAPEX — assim como no 1º tri — é claro que a expectativa da companhia ao começar 2026 era muito mais positiva, de fazer, de acelerar vários investimentos, mas eu acho que a gente, sim, tem esse compromisso interno, tem essa disciplina. O foco é primeiro gerar para depois a gente investir. É claro que aqueles investimentos que são prioridade, que estão no nosso planejamento estratégico, de alto potencial de retorno, a companhia está fazendo; a Blau está endereçando todos esses projetos, eles estão on track no seu cronograma. Mas aquilo que a gente ainda conseguiu segurar, esperar e, né, olhar isso aqui primeiro para uma geração de caixa, a gente conseguiu fazer isso no 1º semestre. O potencial de investimentos aqui para o 2º semestre tende a ser maior, até pela nova planta de biológicos, até por uma questão agora das obras de Pernambuco. Mas a meta ainda continua a mesma, ou seja, o CAPEX do ano precisa estar em linha com a geração de resultados, com a geração de caixa do ano, até para fazer frente aqui a essa disciplina de contínua geração de caixa e manutenção aqui de alavancagem baixa.
Douglas Rodrigues: Assim como no primeiro tri, é claro que a expectativa da companhia ao começar 2026 era muito mais positiva, de fazer, de acelerar vários investimentos, mas eu acho que a gente tem esse compromisso interno, tem essa disciplina, o foco é primeiro gerar, para depois a gente investir. É claro que aqueles investimentos que são prioridade, que estão no nosso planejamento estratégico, alto potencial de retorno, a companhia está fazendo, a Blau está endereçando todos esses projetos, eles estão on tracking no seu cronograma, mas aquilo que a gente ainda conseguiu segurar, esperar e olhar isso aqui primeiro para uma geração de caixa, a gente conseguiu fazer isso no primeiro semestre.
Douglas Rodrigues: O potencial de investimentos para o segundo semestre tende a ser maior, até pela nova planta de biológicos, até por uma questão agora das obras de Pernambuco, mas a meta ainda continua a mesma. Ou seja, o Capex do ano precisa estar em linha com a geração de resultados, com a geração de caixa do ano, até para fazer frente a essa disciplina de contínua geração de caixa e manutenção de alavancagem baixa. O último slide, acho que também um super destaque do tri e do semestre, quer dizer, a gente gera caixa no tri, acho que isso é super importante, e quando você olha para o semestre ainda, com todos os desafios de 2026, com todo o endereçamento de projetos que a gente tem feito, a gente ainda é caixa líquido. Eu acho que isso é muito importante de se ressaltar.
Speaker #5: E aí, último slide. Acho que também é um super destaque, né, do tri e do semestre. Quer dizer, a gente gera caixa no tri — acho que isso é super importante. E, quando você olha para o semestre, ainda com todos os desafios de 2026, com todos os endereçamentos de projetos que a gente tem feito, a gente ainda é caixa líquido. Então, acho que isso é muito importante de se ressaltar. Olhando aqui, acho que a tesouraria já fez um excelente trabalho no 1º semestre, segue focada. Acho que a gente conseguiu capturar todas aquelas boas oportunidades que tinham no mercado no 1º semestre. A janela aqui deu uma fechada, a gente entende que, em algum momento, terão novas oportunidades. A tesouraria segue focada, e acho que a tendência, claro, aquele gráfico ali da direita, é cada vez mais ser alongado. E, claro, que o custo da dívida, a tendência é de continuar essa queda. Isso é muito importante, né? Até para que, nesses momentos de maior volatilidade e incerteza, a gente tenha, sim, o recurso necessário para endereçar todos os investimentos do nosso planejamento estratégico.
Douglas Rodrigues: Olhando aqui, acho que a tesouraria já fez um excelente trabalho no primeiro semestre, segue focada, acho que a gente conseguiu capturar todas aquelas boas oportunidades que tinham no mercado no primeiro semestre. A janela aqui deu uma fechada. A gente entende que em algum momento terão novas oportunidades. A tesouraria segue focada e acho que a tendência, é claro, aquele gráfico ali da direita cada vez mais ser alongado. E claro que o custo da dívida, a tendência é de continuar essa queda. Isso é muito importante, até para que nesses momentos de maior volatilidade e incerteza, a gente tenha, sim, o recurso necessário para endereçar todos os investimentos do nosso planejamento estratégico. Bom, vou passar agora a palavra para o Marcelo fazer as considerações finais e depois a gente volta aqui para responder as perguntas. Obrigado.
Speaker #5: Bom, vou passar agora a palavra aqui para o Marcelo fazer as considerações finais, e depois a gente volta aqui para responder às perguntas. Obrigado.
Speaker #1: Muito obrigado, Douglas. No slide 20, mostramos o desempenho e as conquistas nos últimos 3 anos. Para dar uma visão de consistência da execução em janelas mais longas.
Marcelo Hahn: Muito obrigado, Douglas. No slide 20, mostramos o desempenho e as conquistas nos últimos 3 anos, para dar uma visão de consistência da execução em janelas mais longas. A receita cresceu, em média, 10% ao ano, enquanto a margem bruta cresceu 230 basis points ao ano e a margem EBITDA recorrente, 200 basis points ao ano. Ainda mais importante, ao longo dos últimos 3 anos, executamos uma agenda estratégica consistente, que fortaleceu as bases da Blau para um crescimento sustentável. Concluímos com sucesso o turnaround do Bergamo, capturando sinergias operacionais e ampliando nossa capacidade produtiva, junto com o ramp-up das demais linhas de produção da Blau, atingindo o recorde de volume produzido e aumentando a eficiência das operações. Expandimos nossa presença geográfica, passando a operar em 9 países e exportar para mais de 20 mercados, além de ampliar significativamente o nosso mercado endereçável no Brasil, em aproximadamente BRL 1.5 bilhões.
Speaker #1: A receita cresceu, em média, 10% ao ano, enquanto a margem bruta cresceu 230 basis points ao ano e a margem EBITDA recorrente, 200 basis points ao ano.
Speaker #1: Ainda mais importante, ao longo dos últimos três anos, executamos uma agenda estratégica consistente que fortaleceu as bases da Blau para crescimento sustentável. Concluímos com sucesso o turnaround do Bergamo, capturando sinergias operacionais e ampliando nossa capacidade produtiva.
Speaker #1: Junto com o ramp-up das demais linhas de produção da Blau, atingindo o recorde de volume produzido e aumentando a eficiência das operações. Expandimos nossa presença geográfica, passando a operar em 9 países e exportar para mais de 20 mercados.
Speaker #1: Além de ampliar significativamente o nosso mercado endereçável no Brasil, em aproximadamente R$ 1,5 bilhão, seguimos investindo em plataformas de maior valor agregado, avançamos na expansão da planta de IFAs biotecnológicos e no desenvolvimento dos anticorpos monoclonais.
Marcelo Hahn: Seguimos investindo em plataformas de maior valor agregado. Avançamos na expansão da planta de IFAs e biotecnológicos e no desenvolvimento dos anticorpos monoclonais, incluindo a certificação da fábrica pela Anvisa para a alfapoetina, filgrastim, pegfilgrastim e o pembrolizumabe. Mais recentemente, passamos a otimizar a alocação de capital com maior disciplina financeira, priorizando projetos com maior potencial de risco-retorno e melhor alinhamento estratégico, em especial investimentos na diferenciação do pipeline de lançamentos e na expansão de capacidade produtiva nas fábricas atuais. O movimento contemplou o desinvestimento da Prothya e o maior faseamento dos investimentos na futura fábrica de Pernambuco. No próximo slide, e o melhor está por vir. Passando para o último, mostramos agora os compromissos do nosso plano estratégico, aqui de forma bem resumida. Os investimentos estão focados em biotecnologia, inovação incremental e aumento de capacidade produtiva, atrelado a ganho de escala e baixo custo operacional.
Speaker #1: Incluindo a certificação da fábrica pela Anvisa para alfa-poetina, filcrastin, pegfilgrastin e o pembrolizumab. Mais recentemente, passamos a otimizar a alocação de capital com maior disciplina, financeira, priorizando projetos com maior potencial de risco-retorno e melhor alinhamento estratégico.
Speaker #1: Em especial, investimentos na diferenciação do pipeline de lançamentos e na expansão de capacidade produtiva, nas fábricas atuais. O movimento contemplou o desinvestimento da Protea, e o maior faseamento dos investimentos na futura fábrica de Pernambuco.
Speaker #1: No próximo slide, e o melhor está por vir, passando para o último, mostramos agora os compromissos do nosso plano estratégico, aqui de forma bem resumida.
Speaker #1: Os investimentos estão focados em biotecnologia, inovação incremental e aumento da capacidade produtiva, atrelados a ganho de escala e baixo custo operacional. No curto prazo, já temos praticamente contratada uma expansão de mais de R$ 2 bilhões do nosso mercado endereçável com as novas linhas de produção de medicamentos sintéticos e com as nossas plantas atuais.
Marcelo Hahn: No curto prazo, já temos praticamente contratado uma expansão de mais de BRL 2 billion de nosso mercado endereçável com as novas linhas de produção de medicamentos sintéticos em nossas plantas atuais. Também estamos implantando uma nova linha de embalagem em Pernambuco, focada em produtos importados, a fim de atender a demanda daquela localidade, em relação aos benefícios fiscais. São iniciativas que devem gerar ganhos de eficiência e maior alavancagem operacional. Além disso, visando potencializar o potencial atual e futuro da Blau, investimos em uma nova sede de pesquisa e desenvolvimento e inovação, junto ao Inventta ICT e Inventta, instalações e equipamentos de última geração. No médio prazo, devemos começar a colher os frutos de uma nova fase de transformação da Blau. O destaque deve ser o lançamento do nosso primeiro anticorpo monoclonal desenvolvido e produzido no Brasil, o pembrolizumabe.
Speaker #1: Também estamos implantando uma nova linha de embalagem em Pernambuco, focada em produtos importados. A fim de atender à demanda daquela localidade. Em relação aos benefícios fiscais.
Speaker #1: São iniciativas que devem gerar ganhos de eficiência e maior alavancagem operacional. Além disso, visando potencializar o potencial atual e futuro da Blau, investimos em uma nova série de pesquisa, desenvolvimento e inovação, junto ao ECT e Venta, com instalações e equipamentos de última geração.
Speaker #1: No médio prazo, devemos começar a colher os frutos de uma nova fase de transformação da Blau. O destaque deve ser o lançamento do nosso primeiro anticorpo monoclonal desenvolvido e produzido no Brasil, o pembrolizumab.
Speaker #1: Também prevemos uma nova expansão da planta de IFAs biotecnológicos, investimentos em uma nova linha de medicamentos biológicos acabados, seguindo os conceitos da EMA e FDA, para suportar o crescimento do mercado endereçável, que está concentrado em medicamentos dessa categoria.
Marcelo Hahn: Também prevemos uma nova expansão da planta de IFAs biotecnológicos e investimentos em uma nova linha de medicamentos biológicos acabados seguindo os conceitos da EMA e FDA para suportar o crescimento do mercado endereçado, que está concentrado em medicamento dessa categoria. Tudo isso deve ampliar a participação de produtos de maior valor agregado ao nosso portfólio, ao mesmo tempo em que avançamos em parcerias license out e expansão internacional. No longo prazo, a conclusão é que teremos um portfólio ainda mais diferenciado e uma capacidade produtiva ainda maior e mais tecnológica, consolidando nossa posição de liderança no mercado hospitalar farmacêutico local e habilitando uma forte expansão global. Antes de encerrar, gostaria de parabenizar os mais de 2,500 Blauers no Brasil e no mundo pelos resultados e agradecer a confiança de nossos acionistas stakeholders.
Speaker #1: Tudo isso deve ampliar a participação de produtos de maior valor agregado ao nosso portfólio, ao mesmo tempo em que avançamos em parcerias licensed out e expansão internacional.
Speaker #1: No longo prazo, a conclusão é que teremos um portfólio ainda mais diferenciado e uma capacidade produtiva ainda maior e mais tecnológica, consolidando nossa posição de liderança no mercado hospitalar farmacêutico local e habilitando uma forte expansão global.
Speaker #1: Antes de encerrar, gostaria de parabenizar os mais de 2.500 Blauers no Brasil e no mundo pelos resultados e agradecer a confiança de nossos acionistas e stakeholders.
Speaker #1: O mercado brasileiro não tem sido fácil, mas conseguimos mostrar uma evolução considerável nos últimos 3 anos, e solidificar as bases para destravar o potencial extraordinário na Blau para os próximos anos.
Marcelo Hahn: O mercado brasileiro não tem sido fácil, mas conseguimos mostrar uma evolução considerável nos últimos três anos e solidificar as bases para destravar o potencial extraordinário na Blau para os próximos anos. Muito obrigado. Vai, Matheus, agora é seu turn.
Speaker #1: Muito obrigado. Vai, Mateus, agora flanqueando aí.
Speaker #2: Obrigado, Marcelo. Agora vamos iniciar a sessão de perguntas e respostas, os analistas de cell-side que quiserem fazer as perguntas devem clicar em levantar a mão, no ícone da plataforma do Zoom, localizado na parte central inferior.
Matheus Fujisawa: Obrigado, Marcelo. Agora vamos iniciar a sessão de perguntas e respostas. Os analistas sell side que quiserem fazer as perguntas devem clicar em levantar a mão no ícone da plataforma do Zoom, localizado na parte central inferior. Os demais investidores podem enviar suas perguntas no chat. A gente começa aqui com o Flávio Yoshida, do Bank of America. Flávio, acredito que seu áudio já está liberado.
Speaker #2: Os demais investidores podem enviar suas perguntas no chat. A gente começa aqui com o Flávio Yoshida, do Bank of America. Flávio, acredito que seu áudio já está liberado.
Speaker #3: Olá, bom dia, pessoal. Obrigado pelo espaço. Tenho duas aqui do nosso lado. A primeira é quando a gente pensa em canal, né, o público e o privado.
Flávio Yoshida: Olá, bom dia, pessoal, obrigado pelo espaço. Tenho duas aqui do nosso lado. A primeira é quando a gente pensa em canal, o público e o privado. A gente viu que nesse tri especificamente, o privado mostrou uma boa evolução. Queria entender como é que está esse ambiente competitivo no hospitalar privado, como é a perspectiva de continuar crescendo de forma robusta. Queria entender também um pouco a dinâmica de pressão de preço. Minha segunda pergunta é com relação à margem bruta, que chegou num patamar bastante elevado. Queria entender um pouco, se tiveram fatores estruturais ou talvez um pouco mais conjunturais com relação ao mix de vendas. Eu queria entender, olhando mais médio, longo prazo, o que a gente deveria pensar olhando para a margem bruta. Se teve uma ajuda um pouco mais conjuntural ou se foram fatores mais estruturais. Obrigado.
Speaker #3: Então, a gente viu que, nesse tri, especificamente o privado, mostrou uma boa evolução. Queria entender aqui como é que está esse ambiente competitivo aí no hospitalar privado, como é a perspectiva de continuar crescendo de forma robusta. Queria entender também um pouco a dinâmica de pressão de preço.
Speaker #3: E a minha segunda pergunta aqui é com relação à margem bruta, né, que chegou num patamar aí bastante elevado, queria entender pouco aqui quais se tiveram aqui fatores estruturais ou talvez pouco mais conjunturais com relação ao mix de vendas, então eu queria entender aqui olhando mais médio e longo prazo o que que a gente deveria pensar aqui, olhando para a margem bruta, né, se teve uma ajuda pouco mais aí conjuntural ou se foram aí fatores mais estruturais.
Speaker #3: Obrigado.
Speaker #1: Obrigado, Flávio. Falar pouco aí do canal privado, a gente cada dia que passa a gente tem desenvolvido aqui ferramentas, e melhorias no processo aí de abordagem junto dos nossos clientes, o nosso portfólio ele cresceu também, e então a gente tem conseguido fazer aí contratos mais de médio e longo prazo com nossos clientes, principalmente os clientes finais, né, a gente está indo mais direto na ponta, do que vinha fazendo anteriormente, né, é processo que não é de minuto para o outro, não é botão, né, on-off, né, mas é uma coisa que a gente vem procurando fazer, essas parcerias de longo prazo aí com essas clientes de ponta, né, que são os hospitais e as clínicas, e isso tem melhorado para nós, né, a qualidade das vendas e a rentabilidade.
Marcelo Hahn: Flávio, falar um pouco do canal privado, cada dia que passa a gente tem desenvolvido ferramentas e melhorias no processo de abordagem junto dos nossos clientes. Nosso portfólio cresceu também. Então a gente tem conseguido fazer contratos mais de médio e longo prazo com nossos clientes, principalmente os clientes finais. A gente está indo mais direto na ponta do que vinha fazendo anteriormente. É um processo que não é de um minuto para o outro, não é um botão on/off, mas é uma coisa que a gente vem procurando fazer, essas parcerias de longo prazo com esses clientes de ponta, que são os hospitais e as clínicas. Isso tem melhorado para nós a qualidade das vendas e a rentabilidade.
Speaker #1: A gente vê sim o mercado competitivo no mercado de distribuição, né, principalmente para produtos genéricos, né, onde tem muitos players no mercado, e mais capacidade do que demanda, mas a gente tem portfólio bastante grande, a gente está sabendo aproveitar esse portfólio que a gente tem, a diferenciação dele, né, e aproveitar de colher os melhores resultados com ele.
Marcelo Hahn: A gente vê, sim, o mercado competitivo no mercado de distribuição, principalmente para produtos genéricos, onde tem muitos players no mercado, mais capacidade do que demanda, mas a gente tem um portfólio bastante grande, a gente está sabendo aproveitar esse portfólio que a gente tem, a diferenciação dele, e aproveitar de colher os melhores resultados com ele. Nós temos melhorado também a eficiência produtiva, as nossas negociações com nossos fornecedores. Então é uma conjuntura de coisas que vem melhorando o nosso resultado do nosso negócio como um todo. Aí a gente pode também estar mais competitivo na ponta. É uma coisa sustentável, não é uma coisa pontual. Ao contrário, a gente vê que há a possibilidade de crescer mais, ter mais parcerias. A gente tem possibilidade de fazer mais acordo com esses clientes finais. Então é um processo de médio, longo prazo, não são renovados todos os meses.
Speaker #1: Nós temos melhorado também a eficiência produtiva, as nossas negociações com nossos fornecedores, então é uma conjuntura de coisas que vêm melhorando o resultado do nosso negócio como um todo, e aí a gente pode também estar mais competitivo na ponta.
Speaker #1: É uma coisa sustentável, não é uma coisa pontual, ao contrário, né, a gente vê que há possibilidade de crescer mais, ter mais parcerias, a gente tem possibilidade de fazer mais acordo com esses clientes finais, né, então é processo.
Speaker #1: Médio e longo prazo, não são renovados todos os meses. Então, para a gente conquistar novo contrato, às vezes demora mais tempo, né, porque está sendo fornecido por algum outro player e assim por diante, é processo. Mas a gente vê grande possibilidade de crescimento, né, e a gente, a cada dia que passa, está mais próximo aí desses clientes finais.
Marcelo Hahn: Então para a gente conquistar um novo contrato, às vezes demora mais tempo, porque está sendo fornecido por algum outro player, e assim por diante. É um processo, mas a gente vê grande possibilidade de crescimento, e a gente cada dia que passa está mais próximo desses clientes finais. Falar um pouco da margem, acho que falei um pouquinho de negociação com fornecedor, falei de melhoria operacional, mas eu acho que você pode completar, Douglas.
Speaker #1: Falei pouco sobre a margem. Acho que eu falei só um pouquinho ali sobre negociação com fornecedor, falei de melhoria operacional, mas acho que você pode complementar, Douglas.
Speaker #2: Sim. Bom, Flávio, acho que é isso, né, então é olhando para o tri especificamente, né, acho que tem fator ali de, tanto o mix, que interfere, né, o que é, acaba sendo aqui fator positivo, mas é claro que quando a gente olha para a margem do semestre e imagina para o segundo semestre, é mais, seria mais razoável assumir esse patamar de margem, que a gente entende que sim, tanto as questões de câmbio, né, o câmbio mantido, é claro que a primeira desaceleração do câmbio e aí de acordo com o giro dos estoques você vai capturando e depois ela tende a ser menor.
Douglas Rodrigues: Sim. Bom, Flávio, acho que é isso. Então, olhando para o tri especificamente, acho que tem um fator ali de tanto o mix que interfere, o que acaba sendo um fator positivo, mas é claro que quando a gente olha para a margem do semestre e imagina para o segundo semestre, seria mais razoável assumir esse patamar de margem, que a gente entende que sim, tanto as questões de câmbio, o câmbio mantido, é claro que a primeira desaceleração do câmbio, e de acordo com o giro dos estoques, você vai capturando e depois ela tende a ser menor. A questão do mix, a tendência é, sim, de manter e buscar essas oportunidades. A gente tem as novas linhas, que acho que é um fator que pode contribuir para a margem, mesmo que um desses outros fatores não sejam tão positivos no segundo semestre.
Speaker #2: A questão do mix é a tendência, sim, de manter aqui e buscar essas oportunidades. A gente tem as novas linhas, que acho que são fatores que podem contribuir para a margem, mesmo que esses outros fatores não sejam tão positivos no segundo semestre. Como eu comentei, ainda a gente tem a situação do plasma, que joga para baixo, mas em algum momento a gente pode destravar isso e ser uma alavanca. Mas acho que hoje, talvez, buscar esse patamar aqui de uma margem de 42%, que acho que está muito em linha, que é até o que o consenso espera e a nossa meta, é algo que a gente tem plena convicção de ser sustentável, de ser recorrente e levar a gente aqui para o fechamento de 26.
Douglas Rodrigues: Como eu comentei, ainda a gente tem a situação do plasma, que joga para baixo, em algum momento a gente pode destravar isso e ser uma alavanca, mas acho que hoje, talvez, buscar esse patamar aqui de uma margem de 42%, que acho que é muito em linha, que é até o que o consenso espera e a nossa meta, é algo que a gente tem plena convicção de ser sustentável, de ser recorrente e levar a gente para o fechamento de 2026.
Speaker #4: Acho que, se eu pudesse, até completaria.
Marcelo Hahn: Tá ótimo. Obrigado, pessoal.
Speaker #3: Está ótimo, obrigado, pessoal.
Speaker #2: Sim. rápido complemento aqui, Flávio, acho que a gente, acho que não é seu caso, mas muitos analistas pegam a margem bruta, por exemplo, projetada para esse ano e meio que perpetuam ela, né, nos próximos muitos anos.
Matheus Fujisawa: Sim. Um rápido complemento aqui, Flávio. Acho que não é seu caso, mas muitos analistas pegam a margem bruta, por exemplo, projetada para esse ano e perpetuam ela nos próximos muitos anos. Na verdade, a gente vê muitas alavancas ainda, se no curto prazo, talvez a gente estava olhando mais uma estabilidade, no médio e longo prazo, a gente ainda tem muitas alavancas para subir essa margem. Tem a questão da Aranesp, que ainda joga a margem para baixo, a gente pode reverter isso. A própria expansão na América Latina, hoje tem muitas sedes nossas, muitas filiais nossas, que ainda só têm praticamente despesa, ainda não têm receita, quando a receita vier, vai começar a diluir isso também.
Speaker #2: E, na verdade, a gente vê muitas alavancas ainda. Se no curto prazo talvez a gente estava olhando mais uma estabilidade, né, no médio e longo prazo a gente ainda tem muitas alavancas para subir essa margem.
Speaker #2: Tem a questão da Emadas, que ainda joga a margem para baixo, a gente pode reverter isso, a própria expansão na América Latina, hoje tem muitas sedes nossas, muitas filiais nossas que ainda só têm praticamente despesa e ainda não têm receita, quando a receita vier, vai começar a diluir isso também, as novas linhas que o Douglas já falou, você está adicionando capacidade compartilhando o custo fixo, e se a gente acelerar mesmo o crescimento como é provável que a gente faça, a gente deve sim diluir também tanto custo quanto despesa fixa.
Douglas Rodrigues: As novas linhas que Douglas já falou, você está adicionando capacidade, compartilhando o custo fixo. Se a gente acelerar mesmo o crescimento, como é provável que a gente faça, a gente deve, sim, diluir também tanto custo quanto despesa fixa. Além disso, a gente está migrando para cada vez mais produtos biológicos, que são produtos de menor competição do que os genéricos, como Marcelo falou, que na teoria têm uma menor competição e consequentemente maior margem. Então a gente acredita que o consenso, quando a gente olha para frente, talvez é um pouco conservador em termos de margem. Obrigado, Flávio.
Speaker #2: Além disso, né, a gente está migrando para cada vez mais produtos biológicos, que são produtos de menor competição do que os genéricos, né, como o Marcelo falou, que na teoria têm uma menor competição e, consequentemente, maior margem.
Speaker #2: Então, assim, a gente acredita, achando que o consenso, quando a gente olha pra frente, talvez é pouco conservador em termos de margem. Obrigado, hein, Flávio.
Speaker #3: Valeu, obrigado.
Marcelo Hahn: Valeu, obrigado.
Speaker #2: Seguindo aqui para a próxima pergunta, a gente vai falar com o Vinícius Figueiredo, do Itaú BBA, Vinícius, acredito que o seu áudio está liberado.
Matheus Fujisawa: Seguindo aqui para a próxima pergunta, a gente vai falar com Vinicius Figueiredo, do Itaú BBA. Vinícius, acredito que o seu áudio está liberado.
Speaker #3: Bom dia, pessoal, obrigado por pegar a minha pergunta. São dois pontos aqui que eu queria explorar, acho que deles vocês até tinham falado pouco, né, sobre o CAPEX no segundo semestre, mas só queria tentar explorar aqui para tentar ter algum tipo de expectativa de vocês, né, o quanto que poderia ser a magnitude da aceleração olhando esse segundo semestre, e até mesmo olhando 2027, né, acho que vocês têm diversos novos projetos aqui que deveriam exigir pouco aqui investimento crescente olhando nesse curto prazo, óbvio que vocês têm todos os a segurança que vocês vêm trabalhando com a Alancagem Financeira num patamar muito, muito saudável, mas só para tentar entender, né, esse consumo de caixa que deve ser esperado aqui para essa segunda metade, para 2027, e aí em relação a novas linhas, né, vocês comentam no release, né, sobre a expectativa de reaceleração da receita a partir do terceiro trimestre, se vocês puderem trazer update aqui sobre o timing dessas novas linhas, em que PEC está, né, em relação às aprovações seja por parte da Anvisa ou outros órgãos aqui do governo, acho que seria legal a gente também explorar esse ponto.
Vinícius Figueiredo: Bom dia, pessoal, obrigado por receberem a minha pergunta. São dois pontos aqui que eu queria explorar. Acho que um deles vocês até tinham falado um pouco, sobre o Capex no H2. Só queria tentar explorar aqui para tentar ter algum tipo de expectativa de vocês, o quanto que poderia ser a magnitude da aceleração olhando esse H2 e até mesmo olhando 2027. Acho que vocês têm diversos novos projetos aqui que deveriam exigir um pouco um investimento crescente olhando nesse curto prazo. Óbvio que vocês têm toda a segurança que vocês vêm trabalhando com a alocação financeira num patamar muito saudável, mas só para tentar entender esse consumo de caixa que deve ser esperado aqui para essa segunda metade, para 2027. Em relação a novas linhas, vocês comentam no release sobre a expectativa de reaceleração da receita a partir do Q3.
Vinícius Figueiredo: Se vocês puderem trazer um update aqui sobre o timing dessas novas linhas, em que pé que está em relação às aprovações, seja por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ou outros órgãos aqui do governo, acho que seria legal a gente também explorar esse ponto. Obrigado.
Speaker #3: Obrigado.
Speaker #1: Bom, vou começar pela última pergunta aí, pelas linhas produtivas, né, a gente na verdade só está aguardando a gente continua aguardando, né, a mesma autorização do mesmo órgão que é da prefeitura local, da Vigilância Sanitária Local, a gente não entende essa demora, a gente tem convicção do que todo o projeto, todas as instalações, todos os equipamentos, estão de acordo com a regulação, né, e na verdade é o timing deles que está sendo postergado a mais do que o normal, né, a gente está fazendo todos os esforços, né, para ter uma posicionamento deles o mais rápido possível, né, temos produtos inclusive em estoque que contribuem negativamente aí para os dias de estoque, né, do capital de giro da companhia, produzidos lá, né, esperando só o sinal verde para vender.
Marcelo Hahn: Bom, vou começar pela última pergunta, pelas linhas produtivas. A gente continua aguardando a mesma autorização do mesmo órgão, que é da prefeitura local, da vigilância sanitária local. A gente não entende essa demora. A gente tem convicção de que todo o projeto, todas as instalações, todos os equipamentos estão de acordo com a regulação. Na verdade, é o timing deles que está sendo postergado mais do que o normal. A gente está fazendo todos os esforços para ter um posicionamento deles o mais rápido possível. Temos produtos, inclusive em estoque, que contribuem negativamente para os dias de estoque do capital giro da companhia produzidos lá, esperando só o sinal verde para vender. Do outro lado, a gente também tem uma demanda represada de não poder atender, em virtude dessa situação, senão a gente poderia ter desalavancado um crescimento maior.
Speaker #1: Do outro lado, a gente também tem uma demanda represada de não poder atender, né, em virtude dessa situação. Senão, a gente poderia ter desalavancado aí um crescimento maior.
Speaker #1: A gente tem uma expectativa de ter esse resultado, a gente já deveria ter tido esse posicionamento dessa Vigilância Sanitária Local já antes, né, mas a gente estamos aguardando, né, o posicionamento deles, temos feito a cobrança quase que diariamente dessa situação, prioridade para nós aqui dentro, né, a gente está com a área ali pronta, mas faz parte, e a companhia independente disso, ela tem melhorado todos os seus processos, né, tem melhorado as capacidades, OEE, né, excelência operacional das suas operações, encurtando processos, aumentando tamanho de lote, fazendo várias coisas para melhorar a significativamente a melhoria dos resultados, mas estamos nessa situação.
Marcelo Hahn: A gente tem uma expectativa de ter esse resultado, a gente já deveria ter tido esse posicionamento dessa vigilância sanitária local já antes, mas estamos aguardando o posicionamento deles, temos feito a cobrança quase que diariamente dessa situação. É prioridade para nós aqui dentro, a gente está com a área ali pronta, mas faz parte e a companhia, independente disso, tem melhorado todos os seus processos, tem melhorado as capacidades, OEE, excelência operacional das suas operações, encurtando processos, aumentando tamanho de lote, fazendo várias coisas para melhorar significativamente a melhoria dos resultados, mas estamos nessa situação. Quer falar um pouco?
Speaker #1: Falar pouco.
Speaker #2: Sim, aí Vini, acho que se olhar aqui, né, o patamar de CAPEX, né, até a gente veio dando sinalizando alguns guidance ali em termos de valor, até nos últimos calls, se você olhar para o segundo semestre, com certeza, né, tem uma aceleração aqui até do cronograma do estudo clínico do Pembroe, acho que essa é uma prioridade, com certeza, né, de ser intangível já foi o maior investimento aqui, ele tem de uma aceleração no segundo semestre, do lado do CAPEX de mobilizado, acho que tem agora o início aqui da nossa planta aqui de biológicos, e a gente vai fazer a linha de embalagem de Pernambuco até o final do ano, então acho que por isso que é de se esperar patamar maior, o CAPEX total do ano deveria ficar até pouco abaixo do EBITDA que a gente está planejando para o ano aqui, então a gente se o consenso está dando ali 470 milhões, provavelmente a gente está falando aí em 450, 400 e alguma coisa aí, vamos ver como que vão as coisas no segundo semestre, mas basicamente prioridades são aqui, é o estudo clínico do Pembroe e agora a área de biológicos e a nossa planta de embalagem lá em Pernambuco.
Douglas Rodrigues: Sim. Vini, acho que se olhar aqui o patamar de Capex, até a gente veio dando, sinalizando alguns guidances ali em termos de valor, até nos últimos calls. Se você olhar para o segundo semestre, com certeza, tem uma aceleração aqui até do cronograma do estudo clínico do pembrolizumabe. Acho que essa é uma prioridade, com certeza, de intangível já foi o maior investimento aqui. Ele tem de uma aceleração no segundo semestre. Do lado do Capex de mobilizado, acho que tem agora o início da nossa planta de biológicos e a gente vai fazer a linha de embalagem de Pernambuco até o final do ano. Então acho que por isso que é de se esperar um patamar maior. O Capex total do ano deveria ficar até um pouco abaixo do EBITDA que a gente está planejando para o ano.
Douglas Rodrigues: Se o consenso está dando ali BRL 470 million, provavelmente a gente está falando aí em BRL 450, BRL 400 e alguma coisa. Vamos ver como que vão as coisas no segundo semestre, mas basicamente, prioridade é o estudo clínico do pembro e agora a área de biológicos e a nossa planta de embalagem lá em Pernambuco. Quando olha para frente, até para a sua pergunta, olhando para 2027 e 2028, o que com certeza vai mudar e sair mais diluído é o nosso projeto de Pernambuco. Acho que a gente vem fazendo escolhas e claro que a própria linha de embalagem também vai alavancar e permitir uma geração melhor de resultado, até para acomodar melhor esse investimento.
Speaker #2: Quando olha para frente, até para a sua pergunta, olhando para 2027, 2028, o que com certeza vai mudar e sair mais diluído é o nosso projeto de Pernambuco. Acho que a gente vem, né, fazendo aqui escolhas e, claro, que a própria linha de embalagem também vai alavancar e permitir uma geração melhor de resultado, até para acomodar melhor esse investimento. Mas, de qualquer forma, até com essas etapas aqui de linhas novas que a gente está fazendo aqui no nosso site, a gente tem fôlego também para empurrar um pouquinho mais esse CAPEX de Pernambuco, e talvez seja a grande mudança do que vocês tinham ali, né, nos modelos anteriores. Depois, talvez o que a gente possa fazer é soltar o cronograma físico e financeiro para vocês acompanharem melhor esse projeto, né.
Douglas Rodrigues: Mas de qualquer forma, até que com essas etapas de linhas novas que a gente está fazendo aqui nos nossos sites, a gente tem fôlego também para empurrar um pouquinho mais esse Capex de Pernambuco, que talvez seja a grande mudança do que vocês tinham nos modelos anteriores. Depois, talvez o que a gente possa fazer é soltar um cronograma físico, financeiro, para vocês acompanharem melhor esse projeto.
Marcelo Hahn: Eu ia comentar, o importante é que a gente tenha essa disciplina aqui dentro de não ter um endividamento grande. É sempre essa preocupação. A gente acredita também que nossa geração de EBITDA vai aumentar com a vinda dessas linhas produtivas, o lançamento de produtos novos, que a gente tem vários sintéticos para lançar, tem um mercado endereçável considerável. A gente vai sempre ter essa educação de nunca alavancar a companhia. A palavra nunca também é muito forte, mas sempre manter ela de forma saudável e sempre ter um cuidado especial nesse ponto.
Speaker #1: Certo. Eu ia comentar o importante é que a gente tem essa disciplina aqui dentro de não ter endividamento grande. É, é, sempre, sempre essa preocupação, né, então a gente acredita também que a nossa geração de EBITDA vai aumentar, né, então com a vinda aí dessas linhas produtivas, com o lançamento de produtos novos que a gente tem vários sintéticos aí para lançar, tem mercado interessável considerável, então a gente vai sempre ter essa educação aí de nunca alavancar a companhia, né, então é, palavra nunca também ela é muito forte, né, mas é sempre ter como, é sempre manter ela de forma saudável e sempre cuidar ter cuidado especial nesse ponto.
Speaker #3: Excelente. Muito obrigado pelas respostas.
Matheus Fujisawa: Excelente. Muito obrigado pela sua resposta. A próxima pergunta é do Maurício Cepeda, do Morgan Stanley. Maurício, acredito que o seu áudio já está liberado.
Speaker #1: A próxima pergunta é do Maurício Cepeda, do Morgan Stanley. Maurício, acredito que seu áudio já está liberado.
Speaker #3: Oi, Marcelo, Douglas, Mateus, obrigado pelo espaço. A gente também tem duas perguntas aqui. A primeira questão desses comentários sobre o canal privado, né, que vocês têm ligado que para a gente tem parecido mais ligado para o ciclo macro, do que particularmente uma questão do TRI, e a gente sabe que vocês vão ter aí para frente mais capacidade, e estão esperando alguma retomada de crescimento no segundo ela não deveria ser algo pouco mais duradouro e não uma questão específica desse TRI, né, como que isso daí está, vocês estão pensando isso aí para frente, a ponto de mudar pouco o perfil de crescimento de vocês?
Maurício Cepeda: Oi, Marcelo, Douglas, Mateus, obrigado pelo espaço. A gente também tem duas perguntas aqui. A primeira questão desses comentários sobre o canal privado, que para a gente tem parecido mais ligado para o ciclo macro do que particularmente uma questão do tri. A gente sabe que vocês vão ter para frente mais capacidade e estão esperando uma retomada de crescimento no segundo semestre. Mas essa pressão no canal privado não deveria ser algo um pouco mais duradouro e não uma questão específica desse tri? Como vocês estão pensando isso para frente a ponto de mudar um pouco o perfil de crescimento de vocês? A outra pergunta é a parte dessas vendas diretas.
Speaker #3: E a outra pergunta é, à parte dessas vendas diretas, né? Se pudesse comentar um pouco mais o racional de estar fazendo essa venda direta versus distribuição, dado que o distribuidor também tem essa função de gerenciar crédito e capital de giro, né? O que que levou vocês a essa decisão de ir mais para vendas diretas?
Maurício Cepeda: Se pudesse comentar um pouco mais o racional de estar fazendo essa venda direta versus distribuição, dado que o distribuidor também tem essa função de gerenciar crédito e capital de giro, o que levou vocês a essa decisão de ir mais para vendas diretas? Obrigado.
Speaker #3: Obrigado.
Speaker #1: Sobre o canal privado, bom, primeiro obrigado Maurício, sobre o canal privado, a gente tem recorrentemente lançado produtos novos, produtos sintéticos, a gente também recentemente uma positivo, né, a gente viu que dos nossos concorrentes, por exemplo, da Alfa e Poitina acabou saindo do mercado, né, que era o medicamento inovador, que era o medicamento da Janssen, então a gente acabou captando esse espaço também dentro do mercado privado, direto com os hospitais, né, então a gente tem tido outros medicamentos também mais exclusivos dentro do nosso portfólio que têm menos concorrência, que têm facilitado esse caminho nosso com a ponta final aí, que são os hospitais.
Marcelo Hahn: Primeiro, obrigado, Maurício. Sobre o canal privado, a gente tem recorrentemente lançado produtos novos, produtos sintéticos. Recentemente, um positivo, a gente viu que um dos nossos concorrentes, por exemplo, da alfapoetina, acabou saindo do mercado, que era o medicamento inovador, que era o medicamento da Janssen, então a gente acabou captando esse espaço também dentro do mercado privado, direto com os hospitais. A gente tem tido outros medicamentos também mais exclusivos dentro do nosso portfólio, que tem menos concorrência, que tem facilitado esse caminho nosso com a ponta final, que são os hospitais. A gente, lógico, entende, tem a concorrência, mas a gente tem um portfólio bastante robusto, bem grande, principalmente no nosso segmento. Eu acho que a gente é uma das empresas que tem um dos maiores portfólios do nosso setor.
Speaker #1: A gente, lógico, entende que tem a concorrência, mas a gente tem um portfólio bastante robusto, bem grande, principalmente no nosso segmento, né? Eu acho que a gente é uma das empresas que tem dos maiores portfólios do nosso setor, né? Então isso tem ajudado bastante a gente com os nossos clientes, de ter uma relevância, de manter a nossa posição.
Marcelo Hahn: Isso tem ajudado bastante a gente com os nossos clientes, de ter uma relevância e de manter a nossa posição. A gente, como eu falei para vocês, tem um pipeline bem grande submetido na Anvisa. Esse pipeline de produtos sintéticos tem pouquíssimos concorrentes. A gente tem buscado produtos de nicho de mercado. Não sei se vocês lembram do nosso lançamento do Noex multidose, tem sido um sucesso também. A gente já vê alguns hospitais padronizando esse produto e a gente sendo o único fabricante nacional que tem esse produto. Isso são coisas que a gente está desenvolvendo, que são inovações incrementais, que estão trazendo para nós uma melhoria da nossa condição comercial junto aos nossos clientes e, consequentemente, trazendo melhorias de margem. São iniciativas.
Speaker #1: A gente, como eu falei para vocês, tem pipeline bem grande, submetido na Anvisa, esse pipeline de produtos sintéticos tem pouquíssimos concorrentes, né, a gente tem buscado produtos de nicho de mercado, também temos também, não sei se vocês lembram, o nosso lançamento do Nox multidose, tem sido sucesso também, a gente já vê alguns hospitais já colocando padronizando esse produto, e acabando, né, a gente sendo o único fabricante nacional que tem esse produto, então isso são coisas que são que a gente está desenvolvendo, né, que são inovações incrementais, que estão trazendo para nós uma melhoria da nossa condição comercial junto aos nossos clientes, e consequentemente trazendo melhorias de margem, né, então são coisas que são iniciativas, eu falei bastante ali que a gente tem investido bastante coisa bastante incrementais, então de fazer da mesma molécula uma inovação, né, de uma nova forma de apresentação, uma nova forma farmacêutica, né, então que venha a contribuir para melhora do uso desse medicamento junto com o paciente.
Marcelo Hahn: Eu falei bastante que a gente tem investido bastante coisa em desenvolvimento de inovações incrementais, então de fazer da mesma molécula uma inovação, de uma nova forma de apresentação, uma nova forma farmacêutica, que venha a contribuir para a melhora do uso desse medicamento junto com o paciente.
Speaker #2: E aí, Cepeda, talvez você possa complementar. Acho que também essa questão, né, essa iniciativa da venda direta, ela até faz parte do planejamento estratégico. Acho que é até um caminho para começar a pavimentar e preparar a companhia cada vez mais. O Marcelo tem falado aqui, a Blau tem lançado ou tem tentado lançar produtos mais diversificados, muito mais focados. Aqui até o próprio Pembrolizumab vem para reforçar isso. Então, essa aproximação já seria inevitável. É claro que a gente testa isso agora num momento que, como você falou, talvez não seja só uma questão de trimestre, é uma questão mais macro. A gente entende que realmente o canal pode estar um pouco mais pressionado, mas é muito mais uma questão de necessidade de crédito nesse momento do que de demanda lá na ponta. Então, quando você pensa no fator estrutural do mercado, a demanda continua lá. Como a gente vai acessar essa demanda, acho que são os movimentos que a Blau, a cada trimestre, tem olhado para as suas oportunidades de diversificação do negócio.
Douglas Rodrigues: Cepeda, talvez se puder complementar, acho que também essa iniciativa da venda direta, ela até faz parte do planejamento estratégico, acho que é até um caminho de começar a pavimentar e preparar a companhia cada vez mais. Marcelo tem falado aqui, a Blau tem lançado ou tem tentado lançar produtos mais diversificados, muito mais focados, e até o próprio Pembrolizumab vem para reforçar isso. Então essa aproximação já seria inevitável. É claro que a gente testa isso agora no momento, que como você falou, talvez não seja só de trimestre, é uma questão mais de macro. A gente entende que realmente o canal pode estar um pouco mais pressionado, mas é muito mais uma questão de necessidade de crédito nesse momento do que demanda lá na ponta. Então quando você pensa no fator estrutural do mercado, a demanda continua lá.
Douglas Rodrigues: Como a gente vai acessar essa demanda, acho que são os movimentos que a Blau a cada trimestre tem olhado para suas oportunidades e diversificado o negócio.
Speaker #4: A gente tem tomado muito cuidado aí com os distribuidores, né, porque cada dia que passa o nosso portfólio aumenta, então o volume, né, do ticket com o distribuidor ele cresce, e a gente vê uma dificuldade, é difícil nesse momento, né, você dar tanto crédito para o mercado, né, e sem nenhuma garantia, a garantia, a margem do distribuidor já é pequena, quando ele vai te dar uma garantia já é já é zero custo dele da margem dele, né, então fica negócio muito, muito difícil, então acaba forçando a gente até para medicamentos de valor agregado maior, de medicamentos mais exclusivos, de estar indo direto na ponta, não tem como não fazer isso, infelizmente.
Marcelo Hahn: A gente tem tomado muito cuidado com os distribuidores, porque a cada dia que passa o nosso portfólio aumenta, então o volume do ticket com o distribuidor cresce e a gente vê uma dificuldade. É difícil, nesse momento, você dar tanto crédito para o mercado e sem nenhuma garantia. A margem do distribuidor já é pequena, quando ele vai te dar uma garantia, já onera o custo da margem dele, então fica um negócio muito difícil. Acaba forçando a gente até para medicamentos de valor agregado maior, de medicamentos mais exclusivos, de estar indo direto na ponta. Não tem como não fazer isso, infelizmente.
Speaker #2: E o distribuidor, acho que tem.
Douglas Rodrigues: O distribuidor, acho que tem um papel, sim, importante, ele é insubstituível, ele faz parte dessa cadeia. O que a gente tem feito é como que a gente acessa ou como que a gente constrói alternativas juntos, até para que a gente continue entregando lá na ponta, atendendo essa demanda, até porque continua lançando produtos e uma série de coisas.
Speaker #1: Papel, sim, importante. Ele é insubstituível, ele faz parte dessa cadeia. O que a gente tem feito é: como que a gente acessa, como que a gente constrói alternativas juntos, até para que a gente continue entregando lá na ponta, né, atendendo essa demanda, até porque continua lançando produtos, uma série de coisas.
Speaker #4: Eu acho que até.
Speaker #1: Faltou eu falar, né, que a gente utiliza muitos operadores logísticos, né, vamos dizer, muitos distribuidores fazendo o papel de operador logístico, né, que a gente comercializa o nosso medicamento através dele para fazer a distribuição nos hospitais, os hospitais eles estão, hoje, tem vários grandes redes, né, consolidadas, né, com vários hospitais e várias praças diferentes, né, e querem entregas praticamente diárias aí, né, então fazer todo esse trabalho logístico sem dúvida nenhuma a gente não consegue fazer, e a gente precisa, né, e faz parte desse elo aí importante da cadeia estar aí com operador logístico, com distribuidor fazendo esse papel, né, quando eu falo que a gente está indo para a ponta, não é a gente estar emitindo a fatura contra o hospital, mas sim a gente faz o contrato através utilizando aí sempre operador logístico para ajudar a fazer toda essa parte de distribuição, entrega, porque nós não temos essa capacidade de fazer isso.
Marcelo Hahn: Faltou eu falar que a gente utiliza muitos operadores logísticos. Muitos distribuidores fazendo o papel de operador logístico, que a gente comercializa o nosso medicamento através dele para fazer a distribuição nos hospitais. Os hospitais hoje têm várias grandes redes consolidadas, com vários hospitais em várias praças diferentes. E querem entregas praticamente diárias. Então fazer todo esse trabalho logístico, sem dúvida nenhuma, a gente não consegue fazer, e a gente precisa, e faz parte desse elo importante da cadeia, estar com um operador logístico, com o distribuidor fazendo esse papel. Quando eu falo que a gente está indo para a ponta, não é a gente que está emitindo a fatura contra o hospital, mas sim, a gente faz o contrato utilizando sempre um operador logístico para ajudar a fazer toda essa parte de distribuição e entrega, porque nós não temos essa capacidade de fazer isso.
Speaker #3: Que era a demanda, e padroniza.
Douglas Rodrigues: Gera demanda e padroniza.
Matheus Fujisawa: Acho que só para fechar, CP, apesar da gente ter crescido menos no segundo trimestre em relação ao primeiro, quando a gente olha só o privado, mesmo só no hospitalar, a gente acelerou o crescimento. Então a gente cresceu mais no segundo tri do que a gente cresceu no primeiro. O consolidado acabou crescendo menos por conta da dinâmica do público, mais base de comparação.
Speaker #1: E acho que só para fechar, Cepeda, né, apesar da gente ter crescido menos no trimestre do segundo em relação ao primeiro, quando a gente olha só o privado, mesmo só no hospitalar a gente acelerou o crescimento, então a gente cresceu mais no segundo tri do que a gente cresceu no primeiro, o consolidado acabou crescendo menos por conta da dinâmica do público ali, mais base de comparação, tá?
Speaker #5: Mas essas OLs, só para complementar, nessas OLs o risco de crédito do hospital ou da clínica acaba ficando com vocês, então?
Maurício Cepeda: Mas essas OEEs, só para complementar, o risco de crédito do hospital ou da clínica acaba ficando com vocês, então?
Speaker #1: Não, não, não acaba ficando com a gente, primeiro que a gente também tem padronizado e buscado grandes redes hospitalares aí, né, e a gente sempre está estudando, né, e a gente vai ver se vai tomar risco, né, então se a gente vê que tem alguma problema de dificuldade financeira a gente evita correr esse risco, né, tem tentado fazer isso, né, de estar sempre procurando o melhor canal para vender nosso produto, né, então a melhor operador de logística, o melhor cliente final, a gente até poderia estar vendendo até mais, sendo muito honesto, né, mas eu acho que a gente passou essa mensagem aqui da qualidade do ticket nosso, a gente está procurando qualidade, a gente está realmente vendo o mercado aí com muita dificuldades, né, com esses juros muito altos, a margem pequenas, né, então muitas empresas aí estão tendo dificuldade, é por isso que eu falei para você que aí é o caso do de ter a garantia, né, de não ter a garantia, aí começa a onerar o custo na ponta, então a gente tem tomado bastante cuidado nesse sentido aí de pulverizar, de não ter grandes concentrações, tem procurado estar mais próximo do cliente final, entender toda a parte da logística, indicar para o nosso operador de logística, o nosso distribuidor, para quem ele vai vender, a que preço ele vai vender, né, para que a gente não entre numa guerra de preço, para que a gente não entre numa guerra aí de cliente aí que não tenha condições financeiras de honrar com os seus compromissos.
Marcelo Hahn: Não, não acaba ficando com a gente. Primeiro que a gente também tem padronizado e buscado grandes redes hospitalares. A gente sempre está estudando e é avesso a tomar risco. Então, se a gente vê que tem algum problema de dificuldade financeira, a gente evita correr esse risco. Tem tentado fazer isso, de estar sempre procurando o melhor canal para vender nosso produto. Então, o melhor operador de logística, o melhor cliente final. A gente poderia estar vendendo até mais, sendo muito honesto. Mas eu acho que a gente passou essa mensagem aqui da qualidade do nosso ticket. A gente está procurando qualidade. A gente está realmente vendo o mercado com muitas dificuldades, com esses juros muito altos, a margem pequenas, então muitas empresas estão tendo dificuldade.
Marcelo Hahn: É por isso que eu falei para você, que é o caso de ter a garantia, de não ter a garantia, começa a onerar o custo na ponta. Então, a gente tem tomado bastante cuidado nesse sentido, de pulverizar, de não ter grandes concentrações, tem procurado estar mais próximo do cliente final, entender toda a parte da logística, indicar para o nosso operador de logística, nosso distribuidor, para quem ele vai vender, a que preço ele vai vender, para que a gente não entre numa guerra de preço, para que a gente não entre numa guerra de cliente que não tenha condições financeiras de honrar com os seus compromissos.
Speaker #5: Legal.
Maurício Cepeda: Legal.
Speaker #2: Ocorrência da venda, né, Marcelo, pode garantir até uma melhor eficiência de capital de giro, porque você já tem uma previsibilidade melhor dessas entregas.
Douglas Rodrigues: Concorrência da venda, Marcelo, pode garantir até uma melhor eficiência de capital de giro, porque você já tem uma previsibilidade melhor dessas entregas.
Speaker #5: Legal, perfeito, obrigado, Marcelo, Douglas.
Maurício Cepeda: Legal, perfeito. Obrigado, Marcelo, Douglas.
Speaker #1: Cepeda, a próxima pergunta é do Gustavo Tiseu, da XP. Gustavo, acredito que o seu áudio já está liberado.
Matheus Fujisawa: A próxima pergunta é do Gustavo Tiseo, da XP. Gustavo, acredito que o seu áudio já está liberado.
Speaker #6: Bom, pessoal, tudo jóia? Boa tarde, obrigado pela disponibilidade de fazer a pergunta. São duas: eu queria explorar um pouquinho o crescimento e a margem do segundo semestre, porque de fato o público veio um pouco mais baixo e o privado veio puxando para cima, mas eu queria tentar entender se o segundo semestre deve ter esse público mais forte. Essa é a primeira pergunta. E aí, em cima dessa pergunta, queria entender, já que dos pontos que vocês colocaram no release e comentaram aqui, a margem continuaria no segundo semestre próxima do que foi no primeiro semestre. Mas, tendo em vista que é o público que vai crescer, não deveria ter algum desequilíbrio nessa margem e ser menor do que a do primeiro semestre? Ou talvez outras linhas, outras coisas consigam melhorar a margem? É mais para entender então a dinâmica de crescimento para o segundo semestre e a margem, tendo em vista que o público pode ser mais relevante daqui para frente. Obrigado, pessoal.
Gustavo Tiseo: Oi, pessoal, tudo joia? Boa tarde. Obrigado pela disponibilidade de fazer as perguntas. São duas. Eu queria explorar um pouquinho o crescimento e margem do H2, porque de fato o público veio um pouco mais baixo, o privado veio puxando para cima, mas eu queria tentar entender se o H2 deve ter esse público mais forte. Essa é a primeira pergunta. Em cima dessa pergunta, entender que um dos pontos que vocês colocaram no release e comentaram aqui é que a margem continuaria no H2 próxima do que foi no H1. Mas tendo em vista que é o público que vai crescer, não devia ter algum desequilíbrio nessa margem em ser menor do que a do H1? Ou talvez as outras linhas, outras coisas consigam melhorar a margem.
Gustavo Tiseo: É mais para entender então, dinâmica de crescimento para o H2 e margem, tendo em vista que o público pode ser mais relevante daqui para frente. Obrigado, pessoal.
Speaker #1: Obrigado, depois o Marcelo e o Douglas podem complementar, então quando a gente olha para o segundo semestre, vamos olhar primeiro o primeiro, né, o primeiro semestre foi muito forte no público, o privado foi bem, mas poderia ter ido melhor por algumas outras questões, né, e o público ele teve desempenho muito forte no primeiro tri e ele caiu no segundo, o privado teve desempenho mais fraco no primeiro tri e acelerou no segundo, para o segundo e se os trimestres, né, quando a gente fala no segundo semestre, né, o que que a gente espera para o segundo semestre, o privado deveria continuar nessa tendência de aceleração, muito por conta das novas linhas e por novos lançamentos de sintéticos que a gente tem aí por vir, e então a gente está com essa previsão de aceleração, e o público deveria continuar forte, tá, então.
Matheus Fujisawa: Daí depois Marcelo ou Douglas podem complementar. Então quando a gente olha para o segundo semestre, vamos olhar primeiro o primeiro. O primeiro semestre foi muito forte no público, o privado foi bem, mas poderia ter ido melhor por algumas outras questões. E o público teve um desempenho muito forte no Q1 e ele caiu no Q2. O privado teve um desempenho mais fraco no Q1 e acelerou no Q2. Isso os trimestres. Quando a gente fala no segundo semestre, o que a gente espera para o segundo semestre? O privado deveria continuar nessa tendência de aceleração, muito por conta das novas linhas e por novos lançamentos de sintéticos que a gente tem por vir. Então a gente está com essa previsão de aceleração e o público deveria continuar forte.
Speaker #4: Isso só vai se manter, né, porque na verdade os contratos eles já foram as licitações já foram ganhas, né, e a gente vai fazer as entregas, então as entregas foram faseadas pelo governo, dessa vez está menos pior do que as vezes anteriores, né, a gente sempre fala isso que esse ano aqui foi atípico até, né, de não estar tão diferente, né.
Marcelo Hahn: Vai se manter, porque, na verdade, as licitações já foram ganhas, e a gente vai fazer as entregas. As entregas foram faseadas pelo governo. Dessa vez está menos pior do que as vezes anteriores. A gente sempre fala que esse ano aqui foi atípico, de não estar tão diferente.
Speaker #2: Volátil.
Matheus Fujisawa: Volátil.
Speaker #4: Tão volátil, mas tem vezes em que o governo, por questões orçamentárias, por questões de distribuição, ele tem uma demanda aí diferente de trimestre para o outro. A gente, para os próximos semestres, né, para o terceiro tri e para o quarto, a gente vai ter alguma coisa mais igualitária, igual a gente teve aí no primeiro semestre, entre o primeiro tri e o segundo tri. Então, a gente pretende repetir aí a venda pública na entrega, né, não sei nem se é venda, né, porque a gente já tem esses contratos assinados.
Marcelo Hahn: Tão volátil, mas tem vezes que o governo, por questões orçamentárias, por questões de distribuição, tem uma demanda diferente de um trimestre para o outro. Para os próximos trimestres, para o Q3, para o Q4, a gente vai ter alguma coisa mais igualitária, igual a gente teve no primeiro semestre, entre o Q1 e o Q2. Então a gente pretende repetir a venda pública, na entrega, não precisa nem venda, porque a gente já tem esses contratos assinados.
Speaker #1: Bem, né, do crescimento, a gente projeta ser maior no segundo semestre. Nominalmente, já é meio que sazonal: o segundo semestre tem uma receita maior do que o primeiro, então seria um crescimento maior sobre uma base maior. Então, acho que aí é que tem certo potencial para a companhia. Em questão de margem bruta, na verdade, a questão do canal não impacta tanto a margem bruta, tá, Gustavo? É mais o tipo do produto. Então, quando a gente olha aqueles produtos biológicos que a Blau produz localmente, naturalmente a gente consegue ter um posicionamento competitivo melhor. Quando a gente olha produtos importados, naturalmente parte da margem fica com o fornecedor; naturalmente, a margem é um pouco menor. Então, vai depender um pouco da questão de mix aí da margem. Mas, como a gente falou no call, né, Douglas, o estrutural se mantém. Então, a gente está produzindo mais, está com mais eficiência nas fábricas, está diluindo mais o custo fixo. Então, assim, tem esse estrutural, tem a questão do mix que pode variar um pouco, mas a gente tem cada vez mais buscado um mix mais favorável aqui para a companhia.
Matheus Fujisawa: Além do crescimento, a gente projeta ser maior no segundo semestre, nominalmente já é meio que sazonal o segundo semestre ter uma receita maior do que o primeiro. Então seria um crescimento maior sobre uma base maior. Acho que aí que tem um certo potencial para a companhia. Em questão de margem bruta, na verdade, a questão do canal não impacta tanto a margem bruta, Gustavo. É mais o tipo do produto. Então quando a gente olha aqueles produtos biológicos que a Blau produz localmente, naturalmente a gente consegue ter um posicionamento competitivo melhor. Quando a gente olha produtos importados, naturalmente, parte da margem fica com o fornecedor, naturalmente a margem é um pouco menor. Então vai depender um pouco da questão de mix da margem, mas como a gente falou no call anterior, o estrutural se mantém.
Matheus Fujisawa: A gente está produzindo mais, está com mais eficiência nas fábricas, a gente está diluindo mais o custo fixo. Tem esse estrutural, tem a questão do mix, que pode variar um pouco, mas a gente tem cada vez mais buscado um mix mais favorável para a companhia.
Speaker #2: Fazer um crescimento maior de receita no segundo semestre e aí, com certeza, isso a gente consegue fazer essa manutenção de margem, de patamar, aqui do primeiro semestre.
Douglas Rodrigues: De um crescimento maior de receita no H2, e com certeza a gente consegue fazer essa manutenção de margem de patamar do H1.
Speaker #6: Obrigado, pessoal.
Matheus Fujisawa: Obrigado, pessoal. Olhar para EBITDA, a gente vê uma oportunidade na diluição de despesas. Pergunta da Maria Eduarda, do BTG. Acredito que o seu áudio já está liberado.
Speaker #1: Para EBITDA, a gente vê uma oportunidade na diluição de despesas. Pergunta da Maria Eduarda, do BTG. Acredito que seu áudio já está liberado.
Speaker #7: Bem, vocês me escutam? Eu também tenho duas perguntas aqui do meu lado. A primeira, só aproveitando a pergunta anterior do colega sobre o cenário de crédito impactando o canal privado. Se eu não me engano, no release, vocês comentam que fizeram uma antecipação de recebíveis de R$ 50 milhões agora neste trimestre. Eu queria saber se essa decisão da antecipação foi puramente uma decisão de tesouraria ou se de fato reflete uma mudança estrutural na dinâmica de recebíveis, ou alguma visão sobre essa deterioração na qualidade ou no prazo de recebimento dos clientes. A segunda pergunta é sobre os estoques. Vocês mencionam o target de 180 dias. O que vocês diriam que é um prazo razoável para a gente chegar nesse número de dias? E o quanto dessa redução depende da aprovação e, depois, da comercialização dos produtos já produzidos nas novas linhas? Ou de outras iniciativas, de procurement ou de planejamento de produção.
Maria Eduarda: Oi, tudo bem? Vocês me escutam? Eu também tenho duas perguntas aqui do meu lado. A primeira, só aproveitando a pergunta anterior do colega sobre o cenário de crédito impactando o canal privado. Se eu não me engano, no release, vocês comentam que vocês fizeram uma antecipação de recebíveis de BRL 50 million ainda nesse trimestre. Eu queria saber se essa decisão da antecipação foi puramente uma decisão de tesouraria ou de fato reflete uma mudança estrutural na dinâmica de recebíveis ou alguma visão sobre essa deteriorização na qualidade, no prazo de recebimento dos clientes. E a segunda pergunta sobre os estoques. Vocês mencionam o target de 180 dias.
Maria Eduarda: O que vocês diriam que é um prazo razoável para a gente chegar nesse número de dias e o quanto dessa redução depende da aprovação e depois da comercialização dos produtos já produzidos nas novas linhas ou de outras iniciativas, de procurement ou de planejamento de produção? Obrigada.
Speaker #7: Obrigada.
Speaker #2: Falando aqui, acho que sobre a antecipação de recebíveis, né, acho que a gente demonstrou aqui até a solidez aqui, posição de caixa, acho que é mais uma questão hoje de como que a gente acomoda uma situação, uma necessidade de mercado, é quase que eu estou transferindo, vamos dizer assim, o meu rating de crédito para o meu cliente, então acho que é pouco disso, das negociações que a gente tem, nossa função aqui acho que é, né, o nosso core é lançar, é produzir, vender, medicamentos, e talvez a gente tenha aqui que agora nesse momento fazer uma acomodação, então não é, acho que uma questão de uma necessidade de covenant ou de alguma outra questão específica de, é mais uma questão de acomodar momento de tri onde eventualmente sim, a Blau ela consegue ter acesso a crédito que eventualmente eu posso indiretamente estar transferindo nessas negociações com os meus clientes, fazendo renegociação e de novo, dando fôlego para eles, porque muito o que a gente falou, a gente entende que é uma questão estrutural mas que tem demanda lá na ponta, então como que a gente encontra alternativas, junto com os nossos clientes, para continuar acessando essa demanda, então acho que foi muito daí que veio essa decisão de fazer essa antecipação de 50 milhões.
Douglas Rodrigues: Acho que sobre antecipação de recebíveis, a gente demonstrou até a solidez, posição de caixa. Acho que é mais uma questão hoje de como que a gente acomoda uma situação, uma necessidade de mercado. É quase que eu estou transferindo, vamos dizer assim, o meu rating de crédito para o meu cliente. Então acho que é um pouco disso, das negociações que a gente tem. Nossa função aqui, o nosso core é lançar, produzir, vender medicamentos e talvez a gente tenha que agora, nesse momento, fazer uma acomodação.
Douglas Rodrigues: Então não é uma questão de uma necessidade de covenant ou de alguma outra questão específica, é mais uma questão de acomodar um momento de tri, onde eventualmente, sim, a Blau consegue ter um acesso a um crédito, que eventualmente eu posso indiretamente estar transferindo nessas negociações com os meus clientes, fazendo renegociação e, de novo, dando fôlego para eles, porque é muito o que a gente falou. A gente entende que é uma questão estrutural, mas que tem demanda lá na ponta. Então como que a gente encontra alternativas junto com os nossos clientes para continuar acessando essa demanda? Acho que foi muito daí que veio essa decisão de fazer essa antecipação de 50 milhões. Sobre o nível de inventários, lembra que a gente tem que primeiro descer 30 dias para depois descer esses outros 30 dias.
Speaker #2: Sobre o nível de inventário, então, lembra que a gente tem aqui, acho que primeiro, né, descer 30 dias para depois descer esses outros 30 dias; primeiro, acho que a meta é chegar nos 210, para depois chegar nos 180 dias. A gente, sim, entende que 180 dias é um prazo, é um patamar muito sustentável, né, deveria ser o ideal. A gente já atingiu isso. É claro que hoje tem um pouco da interferência dessas novas linhas; o Marcelo colocou aqui, né, você tem que se preparar para o lançamento dessas novas linhas, você vai construindo inventário dentro de casa e, em determinado momento, deve, sim, destravar, e aí a gente tem potencial aqui para percorrer e buscar essa meta.
Douglas Rodrigues: Primeiro, acho que a meta é chegar nos 210, para depois chegar nos 180 dias. A gente sim, entende que 180 dias é um patamar muito sustentável. Deveria ser o ideal. A gente já atingiu isso. É claro que hoje tem um pouco da interferência dessas novas linhas, o Marcelo colocou aqui. Você tem que se preparar para o lançamento dessas novas linhas, você vai construindo inventário dentro de casa, em um determinado momento deve, sim, destravar. E aí a gente tem potencial para percorrer e buscar essa meta.
Speaker #7: Super claro, obrigada.
Maria Eduarda: Super claro, obrigada.
Speaker #1: A nossa próxima pergunta é do Giovanni Vescovi, do JP Morgan. Giovanni, acredito que o seu áudio já está liberado.
Matheus Fujisawa: A nossa próxima pergunta é do Giovanni Vescovi, do J.P. Morgan. Giovanni, acredito que o seu áudio já está liberado.
Speaker #5: Oi Marcelo, Douglas, Mateus, obrigado aqui pela pergunta. A gente tem duas perguntas um pouco mais rápidas aqui. Uma delas é para entender um pouco qual seria o custo dessa antecipação de recebível que vocês fizeram nos 50 milhões que a colega comentou.
Giovanni Vescovi: Oi, Marcelo, Douglas, Mateus. Obrigado pela pergunta. A gente tem duas perguntas um pouco mais rápidas. Uma delas é para entender um pouco qual seria o custo dessa antecipação de recebível que vocês fizeram nos BRL 50 million, que a colega comentou. E também, aproveitando o nível de alavancagem baixo de vocês, se vocês veem algum potencial de buyback também para entender o racional da companhia. Obrigado.
Speaker #5: E também, aproveitando o nível de alavancagem baixo de vocês, se vocês veem algum potencial de buyback também, para entender o racional da companhia. Obrigado.
Speaker #1: Falando do custo, né, acho que é estratégico, a gente não pode ficar falando, mas a gente repassa, né, Douglas, para o cliente esse custo. Então, acho que não deveria ser uma grande preocupação, e para o cliente é melhor pagar e pegar com a gente, que tem score de crédito muito melhor que ele, do que ir direto com o banco. Exato, então acho que é bom para os dois, né? Acho que é o melhor tanto para a gente quanto para o cliente. E, na questão do buyback, a gente não pode fazer porque a gente trabalha com waiver de free float, né? A gente está abaixo ainda do mínimo, e a gente, né, o Marcelo pode até falar mais sobre isso, mas dadas as condições de mercado, ainda não tem sido possível a gente normalizar essa questão.
Matheus Fujisawa: Falando do custo, acho que é estratégico, a gente não pode ficar falando, mas a gente repassa para o cliente esse custo, então acho que não deveria ser uma grande preocupação. E para o cliente é melhor pegar com a gente, que tem um score de crédito muito melhor que ele, do que ir direto com o banco.
Douglas Rodrigues: E ele nem tem acesso.
Matheus Fujisawa: Exato. Então, acho que é bom para os dois. Acho que é o melhor tanto para a gente quanto para o cliente. Na questão do buyback, a gente não pode fazer, porque a gente trabalha com waiver de free float. A gente está abaixo ainda do mínimo. Marcelo pode até falar mais sobre isso, mas dadas as condições de mercado, ainda não tem sido possível a gente normalizar essa questão.
Speaker #4: Recorrentemente falando, né, que hoje na sua ação está muito desvalorizada e a gente não consegue nem utilizar ela para fazer M&A, né, quanto mais fazer follow on, né, nesses níveis, né, então a gente acredita que a gente vai trazer resultados positivos, que a economia macro vai melhorar nos próximos meses, né, e aí a gente pode pensar em alguma coisa nesse sentido, mas agora nesse momento não passa pela nossa cabeça até porque a gente não tem a necessidade imediata, a gente tem waiver e a gente está bem posicionado, gerando caixa, não tem nenhum M&A à vista, então a gente não tem qualquer visibilidade de estar pensando em se desfazer das nossas ações a esses preços.
Douglas Rodrigues: Estou recorrentemente falando que hoje a nossa ação está muito desvalorizada e a gente não consegue nem utilizar ela para fazer um M&A, quanto mais fazer um follow on nesses níveis. A gente acredita que a gente vai trazer resultados positivos, que a economia macro vai melhorar nos próximos meses. Aí a gente pode pensar em alguma coisa nesse sentido, mas agora, nesse momento, não passa pela nossa cabeça, até porque a gente não tem a necessidade imediata. A gente tem um waiver e a gente está bem posicionado, gerando caixa, não tem nenhum M&A à vista, então a gente não tem qualquer visibilidade de estar pensando em se desfazer das nossas ações a esses preços.
Speaker #3: Parece sentido avaliado.
Speaker #4: É.
Speaker #1: Obrigado, Giovanni, pelas perguntas.
Matheus Fujisawa: Obrigado, Giovanni, pela sua pergunta.
Giovanni Vescovi: Obrigado.
Speaker #5: Ótimo, obrigado.
Speaker #1: A gente também tem algumas perguntas aqui no chat, né? O Flávio Bica, que é do Clube de Valor Futuro, ele primeiro parabeniza os resultados — muito obrigado, Flávio, e obrigado pelas perguntas também. A questão aí, ele quer entender mais essa questão da antecipação, a gente já falou, né? Então acho que não precisa repetir. E ele queria entender um pouquinho mais do earn-out do M&A da Blau Goiás. Acho que é mais para você, Douglas.
Matheus Fujisawa: A gente também tem algumas perguntas aqui no chat. O Flávio Bica, que é do Clube de Valor Futuro, primeiro parabeniza os resultados. Muito obrigado, Flávio, e obrigado pelas perguntas também. Ele quer entender mais essa questão da antecipação, a gente já falou, então acho que não precisa repetir. Ele queria entender um pouquinho mais do earnout do M&A da Blau Goiás. Acho que mais para você, Douglas.
Speaker #3: Tá.
Speaker #2: Bom, lá atrás, quando a gente fez essa transação de M&A, né, ele teria valor que já estava previamente acordado da aquisição, e a gente tinha 20 milhões ali que seriam condicionais à aprovação de dois registros. Até naquele momento, né, até para fazer o laudo de aquisição, o PPA, e tanto no processo de due diligence, discussão entre o comprador e o vendedor, a gente entendeu pouco ali do risco eventual, potencial, né, de aprovação do regulatório. E desses 20 milhões, a gente acabou simplesmente reconhecendo só 10 milhões no PPA, porque é uma atribuição de risco desses dois registros. Ato contínuo, sim, dos registros, ele foi aprovado, né, a gente foi submetido e aprovado, e a gente fez esse pagamento, e o outro foi indeferido, então por isso que não houve também o pagamento desses 10 milhões. Hoje, quer dizer, na verdade o vendedor ele faz questionamento para o recebimento desses 10 milhões, ele tem lá, né, ele justifica do lado dos argumentos dele, nós temos os nossos e até acho que fica muito claro, né, dentro de processo de própria due diligence, de PPA, que é processo que é estrutural, auditado, quanto que gera o risco da aprovação da submissão desse registro. Então a gente já, só nossa, muito também de uma discussão entre comprador e vendedor, né, do potencial, o risco ali de aprovação ou não desse registro. É claro que isso ainda é primeira instância, é uma decisão desfavorável, a Blau vai buscar em todas as instâncias reverter.
Douglas Rodrigues: Lá atrás, quando a gente fez essa transação de M&A, teria um valor que já estava previamente acordado da aquisição, e a gente tinha BRL 20 million que seriam condicionais à aprovação de dois registros. Até naquele momento, até para fazer o laudo de aquisição, o PPA, tanto o processo de due diligence, discussão entre o comprador e o vendedor, a gente entendeu um pouco do risco eventual potencial de aprovação do regulatório. Desses BRL 20 million, a gente acabou simplesmente reconhecendo só BRL 10 million no PPA, porque é uma atribuição de risco desses dois registros. Ato contínuo, sim, um dos registros foi aprovado, a gente foi submetido, aprovado, e a gente fez esse pagamento e o outro foi indeferido. Então por isso que não houve também o pagamento desses BRL 10 million. Na verdade, o vendedor faz um questionamento do recebimento desses BRL 10 million. Ele justifica do lado dos argumentos dele.
Douglas Rodrigues: Nós temos os nossos e até acho que fica muito claro, dentro de um processo de própria due diligence, de PPA, que é um processo que é estrutural, ditado, quanto que gera o risco da aprovação da submissão desse registro. Então a gente já tinha esse entendimento e não era uma avaliação só nossa, muito também numa discussão entre comprador e vendedor do potencial risco de aprovação ou não desse registro. É claro que isso ainda é primeira instância, é uma decisão desfavorável, a Blau vai buscar em todas as instâncias reverter. Esses BRL 10 million, acho que os BRL 22 million agora é o efeito da correção desses BRL 10 million lá de trás, de 2020.
Speaker #2: E aí, esses R$ 10 milhões, né, acho que muitos dos R$ 22 milhões agora é o efeito da correção desses R$ 10 milhões lá de trás, de 2020.
Speaker #1: A gente tem uma última pergunta aqui no chat, que é do Wesley Araújo. Wesley, muito obrigado pela pergunta. Acho que a maioria aqui a gente já respondeu naquela pergunta da antecipação de recebíveis, que a gente já explicou. Ele também pergunta sobre essa provisão, né, da Blau Goiás, e a questão, tá, ele até pergunta se essa questão da antecipação foi algo pontual ou se tende a ser recorrente daqui pra frente, Douglas.
Matheus Fujisawa: A gente tem uma última pergunta aqui no chat, que é do Wesley Araújo. Wesley, muito obrigado pela pergunta. Acho que a maioria aqui a gente já respondeu, que ele pergunta da antecipação de recebíveis, que a gente já explicou. Ele também pergunta sobre essa provisão da Blau Goiás. Ele até pergunta se essa questão da antecipação, se foi algo pontual ou se a gente tende a ser recorrente aqui para frente, Douglas.
Speaker #3: Eu acho que.
Speaker #2: Vai depender muito da dinâmica dos próximos três. A gente acredita que isso foi mais pontual agora para esse segundo trimestre. A tendência é que isso flua mais, vamos ver como que a cadeia aqui se comporta.
Douglas Rodrigues: Vai depender muito da dinâmica dos próximos tris. A gente acredita que isso foi mais pontual agora para esse segundo trimestre. A tendência é que isso flua mais. Vamos ver como que a cadeia aqui se comporta.
Speaker #3: É, e acho que até.
Matheus Fujisawa: E acho que até da nossa sazonalidade dos recebíveis, Wesley. O segundo tri a gente nota que sempre o recebível é mais pressionado. Por quê? Por conta da sazonalidade da receita no primeiro tri. Nossa receita, boa parte dela é a prazo, então a gente recebe nesse tri a venda do tri anterior. A venda do primeiro tri é um pouco mais baixa, então a gente recebe um pouco menos. A venda do segundo tri já é maior, então acumula mais do quanto vai receber. Então é natural você ter uma sazonalidade ruim no segundo tri de quando receber. É natural também que melhore nos próximos trimestres, a despeito de todos esses desafios macro.
Speaker #1: Na sazonalidade dos recebíveis, né, Wesley, o segundo tri a gente nota que sempre o recebível é mais pressionado, né? Por quê? Por conta da sazonalidade da receita no primeiro tri, tá? Então, a nossa receita, boa parte dela é a prazo, então a gente recebe nesse tri a venda do tri anterior. A venda do primeiro tri é um pouco mais baixa, então a gente recebe um pouco menos. A venda do segundo tri já é maior, então acumula mais do quanto vai receber. Então, é natural que você tenha uma sazonalidade ruim no segundo tri de contas a receber. É natural também que melhore nos próximos trimestres, a despeito de todo esse desafio macro.
Speaker #3: Mas acho que o mais importante é destacar: a Blau não tem necessidade de fazer isso; a gente fez por uma estratégia que é, sim, muito vantajosa para a companhia e, principalmente, até para a gente encontrar alternativas com os nossos clientes nesse momento. Então, a gente não faz por necessidade, e sim até por valor estratégico nesse trimestre.
Douglas Rodrigues: Mas acho que o mais importante é destacar: a Blau não tem necessidade de fazer isso. A gente fez por uma estratégia e que é, sim, muito vantajosa para a companhia e, principalmente, até para a gente encontrar alternativas com os nossos clientes nesse momento. A gente não faz por necessidade, e sim até por valor estratégico nesse trimestre.
Speaker #1: E a gente não tem mais perguntas, Marcelo. Se você quiser fazer uma mensagem final antes de a gente encerrar.
Matheus Fujisawa: E a gente não tem mais perguntas. Marcelo, se você quiser fazer uma mensagem final antes da gente encerrar.
Speaker #4: Gostaria de agradecer mais trimestre aqui, a gente a participação de todos vocês aí do Céu Sites, né, divulgando nossos resultados, né, a gente viu ontem assim que a gente soltou o resultado, todos soltaram seus posicionamentos, a gente tem vivido uma situação macroeconômica desafiadora no Brasil, né, agora a gente começa com processo político, né, também desafiador, mas a gente é muito convicto do segmento que a gente está, a companhia é uma companhia que sempre cresceu, sempre gerou caixa, então a gente está fazendo a recorrência do que sempre aconteceu dentro do nosso negócio, né, então não é uma novidade, a gente já passou por desafios grandes aqui, né, com vários processos eleitorais, vários desafios econômicos e políticos, e a companhia sempre continuou crescendo, né, queria lembrar vocês que o setor de saúde ele é setor bem resiliente, que a gente vende medicamentos excepcionais para os hospitais, né, principalmente, é mercado mais estável, né, então o paciente não define quando ele vai ficar doente, quando ele precisa do remédio, né, então é uma situação que independe aí da situação macroeconômica do país, e né, então a gente tem esse mercado lá fora, né, a companhia tem grande potencial de crescimento, a gente nunca investiu como investiu nos últimos anos, né, e tem investido, então a companhia só vai trazer crescimento aí para o futuro, né, e melhores margens para o nosso negócio, que agradecer a todos os investidores que acreditam no nosso negócio, acreditam aqui na companhia, e reafirmar, né, que eu estou convicto aí dos próximos trimestres, semestres aí da companhia, que só vão vir coisa boa aí para frente.
Marcelo Hahn: Gostaria de agradecer mais um trimestre aqui, a participação de todos vocês aí do sell side divulgando nossos resultados. A gente viu ontem, assim que a gente soltou o resultado, todos soltaram os seus posicionamentos.
Marcelo Hahn: Tem vivido uma situação macroeconômica desafiadora no Brasil. Agora a gente começa com um processo político, também desafiador, mas a gente é muito convicto do segmento que a gente está. A companhia é uma companhia que sempre cresceu, sempre gerou caixa, então a gente está fazendo a recorrência do que sempre aconteceu dentro do nosso negócio. Não é uma novidade. A gente já passou por desafios grandes aqui, com vários processos eleitorais, vários desafios econômicos e políticos, e a companhia sempre continuou crescendo. Queria lembrar vocês que o setor de saúde é um setor bem resiliente, que a gente vende medicamentos excepcionais para os hospitais, principalmente. É um mercado mais estável. O paciente não define quando ele vai ficar doente, quando ele precisa do remédio. É uma situação que independe da situação macroeconômica do país. A gente tem esse mercado lá fora.
Marcelo Hahn: A companhia tem um grande potencial de crescimento, que a gente nunca investiu como investiu nos últimos anos, e tem investido. Então a companhia só vai trazer crescimento para o futuro e melhores margens para o nosso negócio. Queria agradecer a todos os investidores que acreditam no nosso negócio, acreditam na companhia e reafirmar que eu estou convicto dos próximos trimestres e semestres da companhia, que só vão vir coisa boa aí para frente. Obrigado a todos. Blauers, excelente dia.
Speaker #4: Obrigado a todos aí.
Speaker #2: Confirmado.
Speaker #1: E Blauer, vamos excelente dia.
Speaker #2: obrigado, pessoal.
Matheus Fujisawa: Obrigado, pessoal.
Speaker #1: Obrigado.
Matheus Fujisawa: Obrigado.
Speaker #2: Obrigado. Bom dia. Boa.
Matheus Fujisawa: Obrigado. Bom dia. Boa!
