Q2 2026 CSN Mineracao SA Earnings Call

Speaker #2: Bom dia e obrigado por aguardarem. Sejam bem-vindos à teleconferência da CSN Mineração para apresentação dos resultados referentes ao 2º trimestre de 2026. Estão presentes hoje conosco os diretores da companhia. Informamos que este evento está sendo gravado e que todos os participantes estarão apenas ouvindo a teleconferência durante a apresentação da companhia.

Operator 2: Bom dia e obrigado por aguardarem. Sejam bem-vindos à teleconferência da CSN Mineração para a apresentação dos resultados referentes ao Q2 de 2026. Estão presentes hoje conosco os diretores da companhia. Informamos que esse evento está sendo gravado e que todos os participantes estarão apenas ouvindo a teleconferência durante a apresentação da companhia. Em seguida, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, quando instruções adicionais serão fornecidas. O evento de hoje poderá ser acessado no site de RI da CSN Mineração em ri.csnmineracao.com.br, onde se encontra disponível a apresentação. O replay deste evento estará disponível logo após seu encerramento. Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que algumas das afirmações aqui contidas são meras expectativas ou tendências e se baseiam nas hipóteses e perspectivas atuais da administração da companhia, podendo haver variações materiais entre os resultados, performance e eventos futuros, não se constituindo em projeções.

Speaker #2: Em seguida, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, quando instruções adicionais serão fornecidas. O evento de hoje poderá ser acessado no site de RI da CSN Mineração em ri.csnmineração.com.br, onde se encontra disponível a apresentação.

Speaker #2: O replay deste evento estará disponível logo após seu encerramento. Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que algumas das afirmações aqui contidas são meras expectativas ou tendências e se baseiam nas hipóteses e perspectivas atuais da administração da companhia.

Speaker #2: Podendo haver variações materiais entre os resultados, performance e eventos futuros, não se constituindo em projeções. Os resultados reais, desempenho e eventos podem diferir significativamente daqueles expressos ou implicados por essas afirmações, como resultado de diversos fatores, tais como condições gerais e econômicas no Brasil e em outros países, níveis de taxa de juros e de câmbio, renegociações futuras ou pré-pagamento de obrigações ou créditos denominados em moeda estrangeira, medidas protecionistas nos Estados Unidos, Brasil e outros países, mudanças em leis e regulamentos, e fatores competitivos gerais, em base global, regional ou nacional.

Operator 2: Os resultados reais, desempenho e eventos podem diferir significativamente daqueles expressos ou implicados por essas afirmações, como resultado de diversos fatores, tais como condições gerais e econômicas no Brasil e outros países, níveis de taxa de juros e de câmbio, renegociações futuras ou pré-pagamento de obrigações ou créditos denominados em moeda estrangeira, medidas protecionistas nos Estados Unidos, Brasil e outros países, mudanças em leis e regulamentos e fatores competitivos gerais, em base global, regional ou nacional. Agora, gostaria de passar a palavra para o senhor Pedro Oliva, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, que fará a apresentação dos destaques operacionais e financeiros da CSN Mineração no período. Por favor, senhor Pedro, pode prosseguir.

Speaker #2: Agora, gostaria de passar a palavra para o senhor Pedro Oliva, diretor financeiro e de relações com investidores, que fará a apresentação dos destaques operacionais e financeiros da CSN Mineração no período.

Speaker #2: Por favor, senhor Pedro. Pode prosseguir.

Speaker #3: Bom dia a todos. Gostaria de agradecer a participação no nosso call de resultados da CSN Mineração. Iniciaremos com os destaques do 2.o trimestre de 2026, onde a CMIN teve o 4.o maior volume de vendas de sua história, mesmo com uma parada de manutenção de 15 dias realizadas em maio deste ano.

Pedro Oliva: Bom dia a todos. Gostaria de agradecer a participação no nosso call de resultado da CSN Mineração. Iniciaremos com os destaques do Q2 de 2026, onde a CMIN teve o quarto maior volume de vendas de sua história, mesmo com uma parada de manutenção de 15 dias realizadas em maio deste ano. Alcançamos o recorde mensal de produção e venda para os meses de abril e junho, ressaltando a eficiência operacional da empresa. O lucro líquido de BRL 219 milhões foi 89% superior ao mesmo período do ano passado, no Q2 de 2025, mesmo com as pressões nos custos logístico e com o câmbio mais apreciado. O fluxo de caixa livre ajustado superou a marca de BRL 1 bilhão e foi suportado por forte liberação de capital de giro.

Speaker #3: Alcançamos o recorde mensal de produção e venda para os meses de abril e junho, ressaltando a eficiência operacional da empresa. O lucro líquido de R$ 219 mil foi 89% superior ao mesmo período do ano passado, do 2º trimestre de 2025, mesmo com as pressões nos custos logísticos e com o câmbio mais apreciado.

Speaker #3: O fluxo de caixa livre ajustado superou a marca de R$ 1 bilhão e foi suportado por forte liberação de capital de giro. O programa de recompra de ações foi estendido em mais 50 milhões de ações após a companhia recomprar quase a totalidade do volume original aprovado.

Pedro Oliva: O programa de recompra de ações foi estendido em mais 50 milhões de ações após a companhia recomprar quase a totalidade do volume original aprovado. O volume de produção, mais compras de minério, foi de 10,9 milhões de toneladas. O crescimento de 8,2% em produção e compras no trimestre reflete a sazonalidade do período mais seco e a forte eficiência da operação da CMIN. A queda contra o segundo trimestre de 2025 decorre da parada programada de manutenção, que durou 15 dias, tanto na mina como no porto. Os estoques encerraram o segundo trimestre de 2026 em 2,7 milhões de toneladas, representando uma queda de 12,9% ante o primeiro trimestre de 2026 e de 24,5% contra o segundo trimestre de 2025, refletindo o esforço da empresa em liberar capital de giro. Trata-se do menor patamar de estoque de minério de ferro da CSN Mineração dos últimos cinco anos.

Speaker #3: O volume de produção mais compras de minério foi de R$ 10,9 milhões de toneladas. O crescimento de 8,2% em produção e compras no trimestre reflete a sazonalidade do período mais seco, e a forte eficiência da operação da CMIC.

Speaker #3: Já a queda contra o 2.o trimestre de 2025 decorre da parada programada de manutenção que durou 15 dias, tanto na mina como no porto.

Speaker #3: Os estoques encerraram o 2.o trimestre de 2026 em 2,7 milhões de toneladas, representando uma queda de 12,9% ante o 1.o trimestre de 2026 e de 24,5% contra o 2.o trimestre de 2025, refletindo o esforço da empresa em liberar capital de giro.

Speaker #3: Trata-se do menor patamar de estoque de minério de ferro da CSN Mineração dos últimos 5 anos. No slide seguinte, temos os dados de vendas e receita líquida forte.

Pedro Oliva: No slide seguinte, temos os dados de venda de receita líquida FOB. O volume de vendas de 11,85 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2026, foi o quarto maior da história da companhia, com alta de 23% sobre o trimestre anterior e uma estabilidade ante o segundo trimestre de 2025. O TECAR embarcou 9,7 milhões de toneladas, volume 11,7% acima do primeiro trimestre de 2026, mesmo ficando 15 dias em manutenção. A receita líquida ajustada de R$ 2,87 bilhões representa uma queda de 9,4% ante o primeiro trimestre de 2026 e de 15,8% ante o segundo trimestre de 2025. Apesar do forte volume de vendas e do preço do minério de ferro permanecendo em patamar elevado, o resultado foi impactado pela apreciação cambial e pela alta dos custos com frete.

Speaker #3: O volume de vendas de 11,85 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2026 foi o quarto maior da história da companhia, com alta de 23% sobre o trimestre anterior, e uma estabilidade ante o segundo trimestre de 2025.

Speaker #3: O TCAR embarcou 9,7 milhões de toneladas, volume 11,7% acima do 1.o trimestre de 2026, mesmo ficando 15 dias em manutenção. A receita líquida ajustada de 2,87 bilhões de reais representa uma queda de 9,4% ante o 1.o trimestre de 2026 e de 15,8% ante o 2.o trimestre de 2025.

Speaker #3: Apesar do forte volume de vendas e do preço do minério de ferro permanecendo em patamar elevado, o resultado foi impactado pela apreciação cambial e pela alta dos custos com frete.

Speaker #3: Com isso, a receita líquida unitária atingiu apenas 49 dólares por tonelada, sendo 21,5% abaixo do 1.o trimestre de 2026 e 5,4% abaixo do mesmo período do ano anterior.

Pedro Oliva: Com isso, a receita líquida unitária atingiu apenas US$ 49 por tonelada, sendo 21,5% abaixo do primeiro trimestre de 2026 e 5,4% abaixo do mesmo período do ano anterior. Quando passamos para o slide seguinte e analisamos os dados de realização de preço da companhia, nós tivemos uma receita líquida unitária de US$ 49. Isso representa uma queda de US$ 13,5, comparados com os US$ 62,6 que tivemos no trimestre anterior. No período, o Platts, que foi de US$ 105,3, cresceu US$ 1,30. O ajuste de qualidade foi maior, ficou em US$ 14,35 por tonelada, sendo maior em US$ 2,75. E os dois fatores que explicam essencialmente essa queda da receita líquida unitária, foi o grande impacto na cesta de QPs de US$ -3,83, comparado com US$ 1,3 positivo do trimestre anterior. Aqui a gente tem US$ 5 de variação.

Speaker #3: Quando passamos para o slide seguinte, e analisamos os dados de realização de preço da companhia, nós tivemos uma receita líquida unitária de 49 dólares, e isso representa uma queda de 13,5 dólares comparados com 62,6 dólares que tivemos no trimestre anterior.

Speaker #3: No período, o PLATS, que foi de 105,3 dólares, cresceu 1 dólar e 30, já o ajuste de qualidade foi maior, ficou em 14,35 dólares por tonelada, sendo maior em 2,75 dólares, e os dois fatores que explicam essencialmente essa queda da receita líquida unitária foi o grande impacto na cesta de QPs, de 3,83 dólares negativo comparado com 1,3 positivo do trimestre anterior, aqui a gente tem 5 dólares de variação, isso explicado pelo PLATS que teve em junho de 100 dólares, 5 dólares abaixo da média do trimestre, e também o frete marítimo, que foi a principal variável a explicar essa queda da receita líquida unitária da companhia, com crescimento de 8,2 dólares no trimestre contra o trimestre.

Pedro Oliva: Isso explicado pelo Platts, que teve em junho, de US$ 100, US$ 5 abaixo da média do trimestre, e também o frete marítimo, que foi a principal variável a explicar essa queda da receita líquida unitária da companhia, com crescimento de US$ 8,2 trimestre contra trimestre. No slide seguinte, temos os dados de CPV e EBITDA ajustado da companhia. O CPV teve uma alta de 4,1% contra o primeiro trimestre de 2026, em razão do maior volume vendido e de compras realizadas. Contra o segundo trimestre de 2025, a queda de 15,4% reflete a melhora de mix com maior participação da produção própria. O C1 foi de US$ 24 por tonelada, ante US$ 23,1 no primeiro trimestre, pressionado pelo câmbio mais apreciado. O EBITDA ajustado atingiu R$ 1 bilhão, com margem de 35,5% no período.

Speaker #3: No slide seguinte, temos os dados de CPV e EBITDA ajustados da companhia. O CPV teve uma alta de 4,1% contra o 1.o trimestre de 2026, em razão do maior volume vendido e de compras realizadas.

Speaker #3: Contra o 2.o trimestre de 2025, a queda de 15,4% reflete a melhora de mix com maior participação da produção própria. O C1 foi de 24 dólares por tonelada ante 23,1 no 1.o trimestre, pressionado pelo câmbio mais apreciado.

Speaker #3: O EBITDA ajustado atingiu 1 bilhão de reais, com margem de 35,5% no período. A redução ocorreu mesmo em período marcado pela excelência operacional, em função dos impactos de uma parada de 15 dias dos custos logísticos e do câmbio mais apreciado.

Pedro Oliva: A redução ocorreu mesmo em um período marcado pela excelência operacional, em função dos impactos de uma parada de 15 dias, dos custos logísticos e do câmbio mais apreciado. No Q2 de 2026, a queda no EBITDA, quando comparado com o trimestre anterior, é resultado direto do impacto do frete marítimo e do preço realizado. Partimos de um EBITDA no Q1 de R$ 1.42 billion para R$ 1 billion no Q2. A variável que sozinha explica mais do que a variação total, foi o frete marítimo, que desde o início da guerra, no final de fevereiro, tem pressionado tanto o preço do petróleo quanto os preços dos combustíveis e, portanto, os custos do frete marítimo na rota entre Brasil e China. Em relação aos investimentos, como havíamos previsto no nosso último call de resultado, tivemos um aumento expressivo.

Speaker #3: No 2.o trimestre de 2026, a queda no EBITDA quando comparado com o trimestre anterior é resultado direto do impacto do frete marítimo e do preço realizado.

Speaker #3: Partimos de um EBITDA no 1º trimestre de R$ 1,42 bilhão para R$ 1 bilhão no 2º trimestre. A variável que, sozinha, explica mais do que a variação total foi o frete marítimo, que, desde o início da guerra, no final de fevereiro, tem pressionado tanto o preço do petróleo como o dos combustíveis e, portanto, os custos do frete marítimo na rota entre Brasil e China.

Speaker #3: Em relação aos investimentos, como havíamos previsto no nosso último call de resultado, tivemos aumento expressivo: alcançamos 687 milhões de reais, crescimento de 59% comparado com o 1.o trimestre, e 37% comparado com o mesmo período do ano anterior.

Pedro Oliva: Alcançamos R$ 687 million, um crescimento de 59% comparado com o Q1 e 37% comparado com o mesmo período do ano anterior. O avanço na execução da P15, com destaque para a evolução das obras civis e os desembolsos relacionados à grande parada anual de manutenção, explicam o aumento do valor investido no trimestre. Destaco aqui o crescimento de 82% no CapEx de expansão dos negócios relacionados ao bom avanço da P15. No slide seguinte, temos dados de capital de giro. No Q2 de 2026, o capital circulante líquido aplicado ao negócio foi negativo em R$ 6.4 million, uma redução significativa, uma redução de mais de R$ 1 billion, comparado com o trimestre anterior.

Speaker #3: O avanço na execução da P15, com destaque para a evolução das obras civis, e os desembolsos relacionados à grande parada anual de manutenção, explicam o aumento do valor investido no trimestre.

Speaker #3: Destaco aqui o crescimento de 82% no CAPEX de expansão dos negócios, relacionados ao bom avanço da P15. No slide seguinte, temos dados de capital de giro.

Speaker #3: No 2.o trimestre de 2026, o capital circulante líquido aplicado ao negócio foi negativo em 6,4 milhões, uma redução significativa, uma redução de mais de 1 bilhão de reais comparado com o trimestre anterior.

Speaker #3: E essa variação é resultado da forte redução de estoques em função do esforço de liberar capital de giro na companhia e no grupo como todo, na redução de contas a receber, impactado pela queda do PLATS em junho, e também o aumento na conta de fornecedores, suportando pelo aumento do volume de compras no período.

Pedro Oliva: Essa variação é resultado da forte redução de estoques, em função do esforço de liberar capital de giro na companhia e no grupo como um todo, na redução de contas a receber, impactado pela queda do Platts em junho, e também o aumento na conta de fornecedores, suportando pelo aumento do volume de compras no período. No final do H1 de 2026, a CSN Mineração possuía R$ 7.9 billion em disponibilidades. É uma redução de 10% ante o trimestre anterior e uma dívida líquida de R$ 1.4 billion, com alavancagem medida pela relação dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses, passando de 0.11 vezes para 0.23 vezes. O aumento do endividamento líquido decorre da amortização dos contratos de pré-pagamentos e das recompras de ações no período. A companhia segue com uma sólida estrutura de capital para fazer frente aos seus projetos de crescimento.

Speaker #3: No final do 1.o semestre de 2026, a CSN Mineração possuía 7,9 bilhões de reais em disponibilidades. É uma redução de 10% ante o trimestre anterior, e uma dívida líquida de 1,4 bilhão de reais, com alavancagem medida pela relação dívida líquida e EBITDA dos últimos 12 meses, passando de 0,11 vezes para 0,23 vezes.

Speaker #3: O aumento do endividamento líquido decorre da amortização dos contratos de pré-pagamentos, e das recompras de ações no período. A companhia segue com uma sólida estrutura de capital, para fazer frente aos seus projetos de crescimento.

Speaker #3: O fluxo de caixa livre ajustado ficou positivo em 1,1 bilhão, revertendo a geração de caixa negativa verificada no 1.o trimestre de 2026. Essa variação é consequência da liberação de capital de giro verificada no período, que acabou por compensar o menor resultado operacional e o aumento do CAPEX durante o trimestre.

Pedro Oliva: O fluxo de caixa livre ajustado ficou positivo em R$ 1.1 billion, revertendo a geração de caixa negativa verificada no Q1 de 2026. Essa variação é consequência da liberação de capital de giro verificada no período, que acabou por compensar o menor resultado operacional e o aumento do CapEx durante o trimestre. O forte crescimento do lucro líquido na comparação anual é resultado do menor impacto da variação cambial sobre o resultado financeiro da empresa e da recuperação de créditos tributários no período. Já a relativa estabilidade em relação ao Q1, é explicada pelos maiores volumes que ajudaram a compensar a pressão do aumento do custo do frete marítimo. Como de costume, concluímos nossa apresentação com os destaques de ESG. Na frente de governança, é importante a gente ressaltar o apontamento da empresa como industry leader pela Sustainalytics, que é uma das principais agências de ESG do mundo.

Speaker #3: O forte crescimento do lucro líquido na comparação anual é resultado do menor impacto da variação cambial sobre o resultado financeiro da empresa e da recuperação de créditos tributários no período.

Speaker #3: Já a relativa estabilidade em relação ao 1.o trimestre é explicada pelos maiores volumes que ajudaram a compensar a pressão do aumento do custo do frete marítimo.

Speaker #3: Como de costume, concluímos nossa apresentação com os destaques de ESG. Na frente de governança, é importante a gente ressaltar o apontamento da empresa como industry leader pela sustainability, que é uma das principais agências de ESG do mundo.

Speaker #3: A empresa alcançou a 9.a posição entre 147 empresas do setor de minério de ferro e aço no mundo. Na frente de diversidade, aumentamos em 7% a representatividade feminina em cargos de liderança, com relação ao mesmo período do ano anterior.

Pedro Oliva: A empresa alcançou a nona posição entre 147 empresas do setor de minério de ferro e aço no mundo. Na frente de diversidade, aumentamos em 7% a representatividade feminina em cargos de liderança com relação ao mesmo período do ano anterior. Em gestão ambiental, reduzimos 22% a intensidade de gases de efeito estufa na produção de minério em relação ao ano base da meta, que é 2020, e a redução de 18% na intensidade hídrica por produção de minério comparado com o mesmo período do ano passado. Com isso eu concluo a apresentação e passo a palavra para o nosso Presidente do Conselho de Administração, senhor Benjamin Steinbruch.

Speaker #3: Em gestão ambiental, reduzimos 22% a intensidade de gases de efeito estufa na produção de minério, em relação ao ano base da meta, que é 2020, e a redução de 18% na intensidade hídrica por produção de minério, comparado com o mesmo período do ano passado.

Speaker #3: Com isso, eu concluo a apresentação e passo a palavra para o nosso presidente do Conselho de Administração, o senhor Benjamin Steinbruch.

Speaker #1: Bom dia a todos. Obrigado pela participação no call de resultados da CEMIN. E eu gostaria de fazer algumas rápidas observações sobre a apresentação desse resultado.

Benjamin Steinbruch: Bom dia a todos, obrigado pela participação no call de resultados da CMIN. Eu gostaria de fazer algumas rápidas observações sobre a apresentação desse resultado, dizendo que o trimestre foi marcado pela excelência operacional. Ele foi o quarto maior volume de vendas da história, com dois dos melhores resultados mensais. O mês de abril e o mês de junho foram recorde de produção e vendas na história da companhia. Nós só não tivemos um desempenho melhor ainda, por causa da parada programada que nós tivemos de manutenção de 15 dias, tanto na mineração quanto no porto, no mês de maio. Essa é a parada maior que nós fazemos e ela tem que ser feita de forma concomitante no porto e na mina.

Speaker #1: Dizendo que o trimestre foi marcado pela excelência operacional, ele foi o 4.o maior volume de vendas da história, com 2 dos melhores resultados mensais.

Speaker #1: O mês de abril e o mês de junho foram recordes de produção e vendas na história da companhia. E nós só não tivemos desempenho melhor ainda por causa da parada programada que nós tivemos de manutenção, de 15 dias, tanto na mineração quanto no porto.

Speaker #1: No mês de maio, essa é a parada maior que nós fazemos, e ela tem que ser feita de forma concomitante no porto e na mina.

Speaker #1: Então, é a mais complexa que a gente tem que fazer no ano, e ela foi feita e terminada dentro do cronograma, e sem nenhum problema o que nos traz o resto do ano agora livre para a produção.

Benjamin Steinbruch: Então é a mais complexa que a gente tem que fazer no ano e ela foi feita e terminada dentro do cronograma e sem nenhum problema, o que nos traz o resto do ano agora livre para produção. Os custos, como sempre, nós estamos trabalhando muito nos custos e eles estão sob controle. O C1 aumentou levemente em razão exclusiva do efeito do câmbio, como vocês sabem, mas acreditamos que a gente consegue voltar com esse pequeno aumento que houve no segundo tri. A queda do EBITDA na mineração foi consequência direta de fatores exógenos, que na verdade, são o impacto da guerra no frete marítimo e o efeito do câmbio no preço realizado. O final de junho teve um efeito pontual de câmbio muito grande, independente do mês, o câmbio ter se comportado melhor, mas no final do mês foi bastante pressionado.

Speaker #1: Os custos, eles como sempre nós estamos trabalhando muito nos custos, e eles estão sob controle. E o seu aumentou levemente em razão exclusiva do efeito do câmbio, como vocês sabem.

Speaker #1: Mas acreditamos que a gente consegue voltar com esse pequeno aumento que houve no 2º tri. A queda do EBITDA na mineração foi consequência direta de fatores exógenos.

Speaker #1: Que, na verdade, são o impacto da guerra no frete marítimo, e o efeito do câmbio no preço realizado. O final de junho teve efeito pontual de câmbio muito grande, independente do mês o câmbio ter se comportado melhor mas no final do mês foi bastante pressionado.

Speaker #1: E mesmo com essa pressão que nós tivemos, tanto de câmbio quanto do frete, a margem EBITDA permaneceu acima de 35% no caso CEMIN. A expectativa para o 2.o semestre de 2026 é de normalização do custo de frete, e esperamos com a solução do conflito e a manutenção do preço do minério nos níveis de 100 dólares ou mais.

Benjamin Steinbruch: Mesmo com essa pressão que nós tivemos, tanto de câmbio quanto do frete, a margem EBITDA permaneceu acima de 35%, no caso CMIN. A expectativa para o segundo semestre de 2026, é de normalização do custo de frete e esperamos com a solução do conflito, e a manutenção do preço do minério nos níveis de USD 100 ou mais. Eu gostaria de agradecer ao nosso time pela performance operacional, que a cada trimestre se mostra mais eficiente em termos quantitativos e que agora a gente busca também em termos qualitativos, no sentido de melhorar a qualidade do minério para que a gente possa oferecer um produto de mais qualidade para o mercado. Também a nível de venda, por ter vendido toda a produção e mais o que foi comprado, a gente reduziu os estoques conforme vocês viram.

Speaker #1: Eu gostaria de agradecer ao nosso time, pela performance operacional, que a cada trimestre se mostra mais eficiente. Em termos quantitativos, e que agora a gente busca no sentido de melhorar a qualidade do minério, para que a gente possa oferecer produto de mais qualidade para o mercado.

Speaker #1: E também, a nível de venda, a gente, por ter vendido toda a produção e mais do que foi comprado, reduziu os estoques, conforme vocês viram, e a performance do porto também.

Benjamin Steinbruch: A performance do porto também, apesar dessa manutenção grande de 15 dias parada, ela está se mostrando cada vez mais eficiente. Então, a todo time da CSN Mineração, eu queria dar os parabéns pelos esforços feitos e pelas conquistas que tiveram nesse Q2. Acreditamos que o Q3 segue dentro da melhora que a gente vem performando e entregando para o mercado. Basicamente, era isso que eu tinha para dizer e passo a palavra outra vez ao Pedro Oliva. Obrigado.

Speaker #1: Apesar dessa manutenção grande de 15 dias parada, ela está se mostrando cada vez mais eficiente. Então, a todo time da CEMIN, eu queria dar os parabéns pelos esforços feitos e pelas conquistas que tiveram nesse 2.o tri.

Speaker #1: E acreditamos que o 3º segue dentro da melhora que a gente vem performando e entregando para o mercado. Basicamente, era isso que eu tinha para dizer, e passo a palavra outra vez ao Pedro Oliva.

Speaker #1: Obrigado.

Speaker #2: Obrigado, presidente. Podemos seguir para a sessão de perguntas e respostas.

Pedro Oliva: Obrigado, presidente. Podemos seguir para a sessão de perguntas e respostas.

Speaker #3: Obrigado. Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas para investidores e analistas de mercado. Caso tenham alguma pergunta, por favor, aperte o botão de levantar a mão ou envie sua pergunta pelo botão de Q&A.

Operator 2: Obrigado. Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas para investidores e analistas de mercado. Caso tenham alguma pergunta, por favor, aperte o botão de levantar a mão ou envie sua pergunta pelo botão de Q&A. Nossa primeira pergunta vem da senhora Tathiane Candini, do J.P. Morgan. Por favor, Tatiane, seu microfone está liberado.

Speaker #3: Nossa primeira pergunta vem da senhora Tatiane Candini, do JP Morgan. Por favor, Tatiane, seu microfone está liberado.

Speaker #4: Oi, gente, bom dia. Primeiro, obrigada por pegarem minhas perguntas aqui. Eu queria começar, acho que, na verdade, entendendo um pouco de custo. Acho que, como vocês mencionaram, a expectativa é de uma normalização do minério também, um pouco mais elevado dos níveis que a gente está vendo hoje.

Tathiane Candini: Oi, gente, bom dia. Primeiro, obrigada por pegar minhas perguntas aqui. Eu queria começar entendendo um pouco de custo. Acho que como vocês mencionaram, a expectativa é de uma normalização do frete daqui para frente, com o minério também um pouco mais elevado dos níveis que a gente está vendo hoje, mas eu queria entender se vocês conseguiriam fazer um pouco de breakdown do que impactou o custo nesse tri, e entender um pouco mais sobre quanto que o FX impactou e quanto que pode impactar. Acho que a gente tem visto das mineradoras, um certo impacto na parte de custo, tanto com energia quanto das brasileiras de FX também. Então entender se vocês conseguem dar uma magnitude do impacto que foi de FX nesse tri, e aí comparar como que foi feito o budget de vocês e a expectativa desse impacto para frente.

Speaker #4: Mas eu queria entender se vocês conseguiriam fazer pouco de breakdown ali do que impactou o custo nesse tri, e entender pouco mais sobre quanto que o effects impactou e quanto que pode impactar.

Speaker #4: Eu acho que a gente tem visto das mineradoras certo impacto na parte de custo, tanto com energia quanto aqui das brasileiras de effects também.

Speaker #4: Então, entender se vocês conseguem dar uma magnitude ali do impacto que foi de effects nesse tri, e aí comparar com como que foi feito o budget de vocês e a expectativa desse impacto para frente.

Speaker #4: Então, essa é a minha primeira pergunta. E aí a segunda, talvez entendendo um pouco, pensando ali, a gente está vendo a evolução do projeto P15, a gente está vendo esse capex dando uma acelerada, e aí vocês fizeram uma aquisição no final de 2025 da parte da MRS de logística.

Tathiane Candini: Essa é a minha primeira pergunta. A segunda, talvez entender um pouco, pensando ali, a gente está vendo a evolução do projeto P15, a gente está vendo esse CapEx dando uma acelerada. Vocês fizeram uma aquisição no final de 2025, da parte da MRS Logística. Entender se vocês achariam que hoje faz sentido, talvez, ter mais exposição a isso também daqui pra frente, com mais volume vindo de P15. Se poderiam ser projetos que vocês têm interesse daqui pra frente, com esse volume um pouco mais elevado, ou se o nível que vocês já têm hoje esteja tão confortável nessa exposição. É isso. Obrigada, gente.

Speaker #4: Entender se vocês achariam que hoje faz sentido, talvez, ter mais exposição a isso também daqui para frente, com mais volume vindo de P15. Se é assim, se poderiam ser projetos que vocês têm interesse daqui para frente, com esse volume um pouco mais elevado.

Speaker #4: Ou se o nível que vocês já têm hoje seja tão confortável nessa exposição. É isso, obrigada, gente.

Speaker #2: Oi, Tatiane, bom dia. Agradeço suas perguntas. Do ponto de vista de custo, o câmbio sozinho explicou 1 dólar de variação do C1, que é mais do que a variação que a gente teve de 90 cents.

Pedro Oliva: Oi, Tatiane, bom dia. Agradeço suas perguntas. Do ponto de vista de custo, o câmbio sozinho explicou USD 1 de variação do C1, que é mais do que a variação que a gente teve, de USD 0.90. Então, de fato, ele foi o principal ofensor do nosso custo. Eu acho que de outro lado, a gente teve um aumento de custo de manutenção, em função da grande parada, que são manutenções que não são recorrentes. Por outro lado, sendo suportado por maiores volumes de produção. Mesmo com a parada, a gente produziu mais no Q2 do que no Q1. Então eu diria que esses foram os principais drivers, com destaque, como a gente deixou claro no release para o câmbio, que sozinho explica mais do que a variação que a gente teve do Q1 para o Q2.

Speaker #2: Então, de fato, ele foi o principal ofensor do nosso custo. Eu acho que, de outro lado, a gente teve aumento de custo de manutenção, em função da grande parada, que são manutenções que não são recorrentes.

Speaker #2: E, por outro lado, sendo suportado por maiores volumes de produção, mesmo com a parada, a gente produziu mais no 2º tri do que no 1º tri.

Speaker #2: Então, eu diria que esses foram os principais drivers, com destaque, como a gente deixou claro no release, para o câmbio, que sozinho explica mais do que a variação que a gente teve do 1º para o 2º tri.

Pedro Oliva: Pra frente, acho que a gente está em período eleitoral, acho que é normal a gente esperar maior volatilidade do câmbio. Acho que nos últimos dias a gente assistiu a uma depreciação do real, e se isso continuar assim ao longo dos próximos meses, isso tende a ajudar o nosso reporte de custo em dólar e também nossa realização de preço em real. De fato, o câmbio, comparando com o nosso budget, ele está sim, mais apreciado. O que aumenta, vamos dizer assim, a régua dos desafios de gestão, pra gente conseguir tentar mitigar esse impacto com outras medidas de contenção de custo, pra que a gente possa entregar o nosso guidance do C1, que está mantido, em USD 22 a USD 23.5, o que significa, como o nosso Presidente do Conselho de Administração colocou, a gente tem a expectativa e vai trabalhar para reduzir o nosso custo ao longo do H2.

Speaker #2: Para frente, acho que a gente está em período eleitoral, acho que é normal a gente esperar maior volatilidade do câmbio, acho que nos últimos dias a gente assistiu a uma depreciação do real, e se isso continuar assim ao longo dos próximos meses, isso tende a ajudar o nosso reporte de custo em dólar e também a nossa realização de preço em real.

Speaker #2: De fato, o câmbio em relação à sua pergunta, comparando com o nosso budget, ele está sim mais apreciado, o que aumenta, vamos dizer assim, a régua dos desafios de gestão para a gente conseguir tentar mitigar esse impacto com outras medidas de contenção de custo, para que a gente possa entregar o nosso guidance do C1, que está mantido em 22 a 23,5 dólares, o que significa que, como o nosso presidente do conselho colocou, a gente tem a expectativa e vai trabalhar para reduzir o nosso custo ao longo do 2.o semestre.

Pedro Oliva: Em relação à sua pergunta da MRS, eu acho que é um ativo obviamente super estratégico. A única ferrovia que conecta a nossa mina ao nosso porto. Então a gente entende que ter uma exposição maior, em função da aquisição que a gente fez no passado recente, fazia todo sentido para a CMIN. Em relação ao futuro, se a gente gostaria de ter uma maior exposição, acho que não tem nenhuma discussão, nem deliberação do nosso conselho sobre isso. Então não é um tema que esteja quente nesse momento dentro da companhia.

Speaker #2: Em relação à sua pergunta da MRS, eu acho que é um ativo, obviamente, super estratégico. É a única ferrovia que conecta a nossa mina ao nosso porto, então a gente entende que ter uma exposição maior, em função da aquisição que a gente fez no passado recente, fazia todo sentido para a CEMIN.

Speaker #2: Em relação ao futuro, se a gente gostaria de ter uma maior exposição acho que não tem nenhuma vamos dizer assim, discussão nem deliberação do nosso conselho sobre isso.

Speaker #2: Então, não é tema que esteja quente nesse momento dentro da companhia.

Speaker #4: Muito obrigada, Pedro.

Tathiane Candini: Muito obrigada, Pedro.

Speaker #3: A próxima pergunta vem do senhor Guilherme Nipps, do XP. Por favor, Guilherme. Seu microfone está liberado.

Operator 2: A próxima pergunta vem do senhor Guilherme Nitz, do XP. Por favor, Guilherme, seu microfone está liberado.

Speaker #5: Bom dia, Pedro. Benjamin, obrigado pela oportunidade. Tenho duas perguntas aqui também. A primeira delas vai do lado de geração de caixa. Quando a gente olha a variação da dívida ali, teve uma variação de em torno de uns 700 milhões da dívida líquida, mas parte relevante dessa variação é explicada pelos contratos de pré-pagamento ali do programa de recompra.

Guilherme Nitz: Bom dia, Pedro, Benjamin. Obrigado pela oportunidade. Tenho duas perguntas aqui também. A primeira delas vai do lado de geração de caixa. Quando a gente olha a variação da dívida, teve uma variação de torno de uns BRL 700 million da dívida líquida, mas parte relevante dessa variação é explicada pelos contratos de pré-pagamento do programa de recompra. Olhando para frente, se vocês puderem comentar um pouco de quais iniciativas vocês acreditam que podem ajudar a voltar essa geração de caixa, até num contexto de minério de ferro que a gente está vendo ainda em níveis mais baixos, fretes ainda um pouco mais altos ao longo do segundo semestre, e essa performance de custo pressionada pelo Brent.

Speaker #5: Olhando para frente, se vocês puderem comentar pouco de quais iniciativas vocês acreditam que podem ajudar ali a voltar essa geração de caixa, até num contexto de minério de ferro que a gente está vendo ainda em níveis mais baixos, fretes ainda pouco mais altos ao longo do 2.o semestre.

Speaker #5: E essa performance de custo pressionada pelo Brent. Então, assim, olhando para frente, daria para pensar em acelerar ali os contratos de pré-pagamento? E teria alguma outra iniciativa interna, até eventualmente uma redução de estoques ou alguma outra iniciativa para ajudar na geração de caixa nesse contexto de mercado que eu entendo que está um pouco mais desafiador e está um pouco mais fora do controle de vocês?

Guilherme Nitz: Olhando para frente, daria para pensar em acelerar os contratos de pré-pagamento e teria alguma outra iniciativa interna, até eventualmente uma redução de estoques, ou alguma outra iniciativa para ajudar na geração de caixa nesse contexto de mercado, que eu entendo que é um pouco mais desafiador e está um pouco mais fora do controle de vocês. A minha segunda pergunta vem do lado de alocação de capital. A gente viu que vocês aceleraram o programa de recompra ao longo do último trimestre. Só para entender aqui se isso deve continuar olhando para frente, se essa é uma estratégia que vocês devem priorizar versus os dividendos, e se vocês mantêm essa política de dividendos também do que você já tem, até num contexto de aceleração dos desembolsos do projeto P15. Obrigado, essas são minhas duas perguntas.

Speaker #5: E a minha segunda pergunta vem do lado de alocação de capital. A gente viu que vocês aceleraram o programa de recompra ao longo do último trimestre.

Speaker #5: Só para entender aqui se isso deve continuar olhando para frente, se essa é uma estratégia que vocês devem priorizar versus os dividendos. E se vocês mantêm essa política de dividendos também do que vocês já têm, até num contexto de aceleração aí dos desembolsos do projeto P15.

Speaker #5: Obrigado, essas são minhas duas perguntas.

Speaker #2: Guilherme, obrigado pelas suas perguntas. Em relação à geração de caixa no trimestre, acho que de lado a gente teve uma forte liberação de caixa com a redução do capital de giro, eu destaco a redução nos estoques, mas a gente teve também redução de contas a receber e aumento na linha de fornecedores.

Pedro Oliva: Guilherme Nitz, obrigado pelas suas perguntas. Em relação à geração de caixa no trimestre, de um lado a gente teve uma forte liberação de caixa com a redução do capital de giro. O destaque é a redução nos estoques, mas teve também redução de contas a receber e um aumento na linha de fornecedores. Do outro lado, o que impactou a posição de caixa, como você corretamente colocou, foi, sobretudo, na não rolagem de pré-pagamentos. A gente não costuma rolar todos os trimestres. A gente tinha feito e anunciado para o mercado uma operação de US$ 300 million no Q1. A gente tinha a expectativa de rolar os vencimentos, que a gente vai ter agora ao longo de 2026. A gente já tinha feito quase 50% dos vencimentos do ano.

Speaker #2: E do outro lado, o que impactou a posição de caixa, como você corretamente colocou, foi, sobretudo, a não rolagem de pré-pagamentos. A gente não costuma rolar todos os trimestres. A gente tinha feito e anunciado para o mercado uma operação de US$ 300 milhões no 1º trimestre. A gente tinha a expectativa de rolar os vencimentos que a gente vai ter agora ao longo de 2026.

Speaker #2: Então, a gente já tinha feito quase 50% dos vencimentos do ano, então a nossa ideia agora, no 2.o semestre, fazer as rolagens adicionais para que isso tenha efeito próximo de neutro.

Pedro Oliva: Nossa ideia agora no H2, fazer as rolagens adicionais para que isso tenha um efeito próximo de neutro. Em relação às outras oportunidades de geração de caixa, eu acho que a gente já tem feito um esforço grande de redução de estoques. Acho que isso ficou claro, a gente está no menor patamar de estoque nos últimos cinco anos, o que não significa que ainda não tenha oportunidade para seguir nesse esforço. Tem, obviamente, um limite do que é operacionalmente factível. Você também operar com estoques muito baixos, por exemplo, no porto, pode acabar impactando, inclusive, sua capacidade de embarque. Então isso, do ponto de vista financeiro, a gente não acha que faça sentido. Mas os estoques maiores, sobretudo o que a gente tinha no Pires, em algumas partes da mina, a gente está reduzindo justamente com esse foco no caixa.

Speaker #2: Então, em relação às outras oportunidades de geração de caixa, eu acho que a gente já tem feito esforço grande de redução de estoques, acho que isso ficou claro, a gente está no menor patamar de estoque dos últimos 5 anos, o que não significa que ainda não tenha oportunidade para seguir nesse esforço.

Speaker #2: Tem, obviamente, limite do que operacionalmente é factível, você também operar com estoques muito baixos, por exemplo, no Porto, pode acabar impactando inclusive sua capacidade de embarque, então isso também está financeiro, a gente não acha que faça sentido, mas os estoques maiores, sobretudo que a gente tinha no Pires e algumas partes da mina, a gente está reduzindo, justamente com esse foco no caixa.

Speaker #2: Em relação à alocação de capital, a gente entende que no patamar atual das ações recomprar faz sentido, acho que essa é a visão do management e do conselho, então acho que teve uma aprovação inicial de 50 milhões de ações.

Pedro Oliva: Em relação à alocação de capital, a gente entende que no patamar atual das ações, recomprar faz sentido. Acho que essa é a visão do management e do conselho. Acho que teve uma aprovação inicial de 50 million de ações. Até foi um pouco uma reação da companhia ao patamar que o preço estava. A gente entende que no patamar atual, isso segue fazendo sentido. Nossa tendência é de seguir executando o programa que está aberto e vai durar até o final do ano que vem.

Speaker #2: Até foi pouco uma reação da companhia, ao patamar que o preço estava, e a gente entende que no patamar atual isso segue fazendo sentido.

Speaker #2: Então, nossa tendência é de seguir executando o programa que está aberto e vai durar até o final do ano que vem.

Speaker #5: Super claro, obrigado.

Guilherme Nitz: Super claro, obrigado.

Operator 2: Nossa próxima pergunta vem do senhor Henrique Marques, da Goldman Sachs. Por favor, Henrique, seu microfone está liberado.

Speaker #3: Nossa, a próxima pergunta vem do senhor Henrique Marques, da Goldman Sachs. Por favor, Henrique, seu microfone está liberado.

Speaker #5: Bom dia, pessoal. Obrigado por pegarem a minha pergunta. Pedro, eu queria explorar pouco mais a questão dos custos. A verdade é que esse tri, acho que chamou a atenção a melhora dos outros custos, porque no final do dia se você olha em termos em dólar por tonelada, você teve aumento aí de 1 dólar no C1 e esses outros custos, que é basicamente todo o cash, tudo que está dentro do cash cost é C1, esse número aí a gente via em dólares por tonelada rodando aí perto de 10, 13 dólares, esse tri veio 5 dólares.

Henrique Marques: Bom dia, pessoal. Obrigado por pegar a minha pergunta. Pedro, eu queria explorar um pouco mais a questão dos custos. A verdade é que esse tri chamou a atenção a melhora dos outros custos, porque no final do dia, se você olha em dólar por tonelada, você teve um aumento de US$ 1 no C1 e esses outros custos, que basicamente tudo que está dentro do cash cost é C1. Esse número a gente via em dólares por tonelada rodando perto de US$ 10, US$ 13, esse tri veio US$ 5. Então é uma queda de mais de 50%.

Speaker #5: Então, assim, é uma queda de mais de 50%. Então, eu queria entender realmente o que está aí dentro, o que levou essa redução tão importante de custo nesse tri e até pensando para frente, assim, o quão sustentável é esse nível de desses outros custos, se esse é novo patamar, se ou se não, a gente foi mais one-off mesmo, a gente deveria ver esses custos voltarem a esse patamar de 10 com 13 dólares por tonelada.

Henrique Marques: Eu queria entender realmente o que está aí dentro, o que levou essa redução tão importante de custo nesse tri, e até pensando para frente, o quão sustentável é esse nível desses outros custos, se esse é um novo patamar ou se não, foi mais um one-off mesmo, a gente deveria ver esses custos voltarem a esse patamar de US$ 10 com US$ 13 por tonelada. Só para pegar um color rápido, você comentou do pré-pagamento, que a ideia é rolar no segundo semestre. O segundo semestre é mais terceiro tri, é mais quarto tri, porque, de novo, acho que por mais que seja algo temporal, acho que de qualquer maneira acaba sendo importante vocês conseguirem fazer essa rolagem para evitar essa queima de caixa tão importante que é quando não tem a rolagem dos pré-pagamentos. Então essas são as minhas perguntas. Obrigado.

Speaker #5: E aí, só para pegar color rápido aí, você comentou do pré-pagamento, que a ideia é rolar no 2.o semestre, o 2.o semestre é mais 3.o tri, é mais 4.o tri?

Speaker #5: Porque, de novo, acho que por mais que seja algo temporal, acho que, de qualquer maneira, acaba sendo importante vocês conseguirem fazer essa rolagem para evitar essa queima de caixa tão importante, que é quando não tem a rolagem dos pré-pagamentos.

Speaker #5: Então, essas são as minhas perguntas. Obrigado.

Speaker #2: Henrique, obrigado pelos pontos que você trouxe. Em relação a essa melhora dos outros custos, o nosso custo mais relevante, tirando o C1, que são os custos relacionados à nossa produção, à ferrovia e aos custos que a gente tem no Porto, para embarcar o minério, são sobretudo a compra de minério de terceiros.

Pedro Oliva: Henrique, obrigado pelos pontos que você trouxe. Em relação a essa melhora dos outros custos, o nosso custo mais relevante, tirando o C1, que são os custos relacionados à nossa produção, à ferrovia e aos custos que a gente tem no porto para embarcar o minério, são, sobretudo, a compra de minério de terceiros. Aqui, ao longo dos últimos anos, a gente mudou a nossa metodologia de compra para deixar de olhar, por exemplo, o preço para trás e começar a olhar para o preço futuro, que tem a ver com a exposição efetiva que a gente tem do minério. Porque a gente compra esse minério, leva para o porto, embarca, tem o tempo de transporte até a China, e não incomum, ainda tem, basicamente, a exposição do spot tem a ver com essa data, quando a gente atravessa próximo à Singapura com os navios.

Speaker #2: E aí, aqui ao longo dos últimos anos, a gente mudou a nossa metodologia de compra para deixar de olhar, por exemplo, para o preço para trás, e começar a olhar para o preço futuro, que tem a ver com a exposição efetiva que a gente tem do minério.

Speaker #2: Porque a gente compra esse minério, leva para o Porto, embarca, tem o tempo de transporte até a China, e não em comum ainda tem, isso é basicamente a exposição do spot, tem a ver com essa data, quando a gente atravessa ali próximo a Singapura, com os navios, em alguns casos tem até ajuste para frente.

Pedro Oliva: Em alguns casos, tem até um ajuste para frente. A gente passou a comprar com ajuste de preço do minério, olhando para essa fatura final, que reflete a exposição de QP, de período cotacional, que a gente tem. Que é um pouco essa data de chegada na China. Quando eu compro o minério, por exemplo, para sua referência, em maio, estou olhando para o Q2, embarca esse minério, ele está a caminho da China e você tem uma queda de preço do minério, aquele preço provisório vai ser ajustado para baixo. Esse ajuste para baixo, na prática, significa um menor custo de compra de minério, que é um componente bastante relevante do nosso CPV. Quando você olha para o Platts médio de USD 105, e a gente sabe que junho foi 100, então caiu USD 5 em relação à média.

Speaker #2: E a gente passou a comprar com ajuste de preço do minério, olhando para essa fatura final que reflete a exposição de QP, de período cotacional, que a gente tem.

Speaker #2: Que é pouco essa data de chegada na China. Então, quando eu compro o minério, por exemplo, para sua referência, em maio, olhando para o 2º trimestre, embarco esse minério, ele está a caminho da China, e você tem uma queda de preço do minério, aquele preço provisório vai ser ajustado para baixo.

Speaker #2: E esse ajuste para baixo, na prática, significa menor custo de compra de minério, que é componente bastante relevante do nosso CPV. Então, quando você olha para o custo para o Platz médio de 105 dólares, e a gente sabe que junho foi 100, então caiu 5 dólares em relação à média, quer dizer que em relação se 100 é 105 a média, na verdade a gente rodou acima disso, em abril e maio, então essa correção tem esse impacto.

Pedro Oliva: Se 105 é a média, na verdade, a gente rodou acima disso em abril e maio. Essa correção tem esse impacto, que eu não sei se você poderia chamar de one-off em relação ao termo que você utilizou, mas isso depende muito da volatilidade do preço daqui para frente. Eu, particularmente, tenho uma leitura de que a gente está no preço FOB, que é o menor patamar desde outubro de 2022. Se você pegar Platts menos C3, eu não acho que esse patamar é sustentável. Eu acho que a gente vai começar a ver uma saída de volume, uma redução de volume de diferentes players. Eu acho que o Brasil, desde o início da guerra, teve uma redução na sua referência FOB, essa simplificação de Platts menos C3, de USD 16, aproximadamente.

Speaker #2: Porque eu não sei se você poderia chamar de one-off em relação ao termo que você utilizou, mas isso depende muito da volatilidade do preço daqui para frente.

Speaker #2: Eu, particularmente, tenho uma leitura de que a gente está no preço FOB, que é o menor patamar desde outubro de 2022, se você pegar Platz menos C3, eu não acho que esse patamar é sustentável, eu acho que a gente vai começar a ver uma saída de volume, uma redução de volume de diferentes players.

Speaker #2: Eu acho que o Brasil, desde o início da guerra, teve uma redução no seu, na sua referência FOB, essa simplificação de Platz menos C3, de 16 dólares aproximadamente.

Speaker #2: Eu acho que isso é muito material, a gente começa a ver alguns fornecedores que têm menor resiliência com segurando pouco o volume, e eu acho que a consequência disso, como o próprio Benjamin colocou na fala dele, é de ajuste que a gente está com o Platz hoje 95, de uma tendência na minha visão, na nossa visão como companhia, de uma correção para cima, para ter aumento desse preço FOB no Brasil.

Pedro Oliva: Eu acho que isso é muito material, a gente começa a ver alguns fornecedores que têm menor resiliência segurando um pouco o volume. Eu acho que a consequência disso, como o próprio Benjamin colocou na fala dele, é de um ajuste, que a gente está com o Platts hoje 95. De uma tendência, na minha visão, na nossa visão como companhia, de uma correção para cima, para ter um aumento desse preço FOB no Brasil.

Speaker #5: Perfeito, super claro. Só para entender, essa mudança de metodologia aconteceu quando?

Henrique Marques: Perfeito, superclaro. Só para entender, essa mudança de metodologia aconteceu quando.

Speaker #2: Essa mudança, qual é o seu ponto? Desculpe.

Pedro Oliva: Qual é seu ponto? Desculpe.

Speaker #5: Não, eu só queria entender o quanto para trás eu consigo, eu consigo tentar entender essa mudança de metodologia para o que você falou de olhar para a compra de terceiro como QP e não?

Henrique Marques: Não, eu só queria entender o quanto para trás eu consigo tentar entender essa mudança de metodologia que você falou de olhar para compra de terceiro como QP.

Pedro Oliva: Sim. Não, a gente fez isso, eu diria, tem mais de 12 meses já, Henrique. Acho que é a estratégia acertada. Na verdade, a gente opera com uma margem quase travada, na prática, no momento que eu compro o minério, e que a gente enxerga essa margem como uma remuneração adequada da infraestrutura que a gente opera a custo. Mas a gente tem um porto que eu estou transportando volume de terceiros, esse porto precisa ser remunerado adequadamente por todo o CapEx que ele exige, de manutenção e investimentos de expansão. Em relação à estratégia do segundo semestre, da rolagem dos pré-pagamentos, a gente entende que, eventualmente, a gente vai fazer alguma coisa no Q3 e alguma coisa no Q4. A gente já tem recebido o interesse de algumas tradings, têm me ligado nos últimos dias, justamente interessado em fazer alguma coisa já no Q3.

Speaker #2: Sim. Não, a gente fez isso, eu diria, tem mais de 12 meses já, Henrique, e acho que a estratégia acertada, na verdade, a gente opera com uma margem quase travada na prática do momento que eu compro o minério, e que a gente enxerga essa margem como uma remuneração adequada da infraestrutura que a gente opera a custo, mas a gente tem porto que eu estou transportando o volume de terceiros, esse porto precisa ser remunerado adequadamente por todo o CAPEX que ele exige, de manutenção e investimentos de expansão.

Speaker #2: Em relação à estratégia do 2.o semestre, da rolagem dos pré-pagamentos, a gente entende que eventualmente a gente vai fazer alguma coisa no 3.o e alguma coisa no 4.o tri, a gente já tem recebido o interesse de algumas tradings que têm me ligado aí nos últimos dias justamente interessado em fazer alguma coisa já no 3.o tri, então existe essa possibilidade, mas não uma decisão final ainda do nosso lado.

Pedro Oliva: Então existe essa possibilidade, mas não uma decisão final ainda do nosso lado.

Speaker #5: Tá ótimo, Pedro, muito obrigado.

Henrique Marques: Tá ótimo, Pedro, muito obrigado.

Speaker #1: A próxima pergunta, vem do senhor Carlos Alba, da Morgan Stanley. Por favor, Carlos, seu microfone está liberado. Por favor, senhor Carlos, pode prosseguir seu microfone, está liberado.

Operator 2: A próxima pergunta vem do senhor Carlos Alba, da Morgan Stanley. Por favor, Carlos, seu microfone está liberado. Por favor, senhor Carlos, pode prosseguir, seu microfone está liberado.

Speaker #4: Great, thank you. Sorry, I was on mute. I'm going to do the questions in English, if you don't mind, Pedro. Thank you for your time.

Carlos De Alba: Thank you. Sorry, I was on mute. I want to do the questions in English, if you don't mind, Pedro. Thank you for the time. Just on the customer advances, just to make sure that I understood correctly, the idea, the expectation right now is that you roll over everything that expires in the H2 of the year, and therefore there's not going to be an impact on cash flow generation as we saw in the Q2, right?

Speaker #4: So, just on the customer advances, just to make sure that I understood correctly, the idea—the expectation right now—is that you roll over everything that expires in the second half of the year, and therefore there is not going to be an impact on cash flow generation as we saw in the second quarter, right?

Pedro Oliva: Sim, Carlos, você está correto. Nossa expectativa é de rolar os vencimentos que a gente vai ter agora ao longo do H2. E na verdade, como a gente rolou no H1 um pouco abaixo dos 50% do vencimento do ano, na prática, o efeito do pré-pagamento até o final do ano deveria ser marginalmente positivo do ponto de vista de caixa.

Speaker #2: Sim, Carlos, você está correto. Nossa expectativa é de rolar os vencimentos que a gente vai ter agora ao longo do 2.o semestre, e na verdade, como a gente rolou no 1.o semestre pouco abaixo dos 50% do vencimento do ano, na prática o efeito do pré-pagamento até o final do ano deveria ser marginalmente positivo do ponto de vista de caixa.

Speaker #4: All right, great. And then the other question is, could you maybe just confirm how much iron ore did you guys purchase from third parties in the quarter, and what is the expectation for the full year or the second half of the year?

Carlos De Alba: Great. Then the other question is, could you maybe just confirm how much iron ore did you guys purchase from third parties in the quarter? What is the expectation for the full year or the H2 of the year? Then another question, if I may, very quickly, is on the P15 schedule. CapEx is ramping up and the operate is very relevant for the company. So can you maybe provide an update on when do you expect the project to start the ramp up? Then when would you see the new project or the project running at full capacity?

Speaker #4: And then another question, if I may, very quickly, is on the P15 schedule, CAPEX is ramping up, DAP rate is very relevant for the company, so can you maybe provide an update on when do you expect the project to start, the ramp-up, and then when would you see the new project or the project running at full capacity?

Speaker #2: Carlos, em relação à compra de minérios, no 2.o trimestre de 2026, a gente comprou 2,7 milhões de toneladas, a gente acha que apesar dos desafios de preço que a gente comentou, dado o nossa expectativa de melhora ao longo do 2.o semestre a gente enxerga a perspectiva de aumento do volume de compra de terceiros, que deve ficar num patamar pouco acima de 10 milhões de toneladas.

Pedro Oliva: Carlos, em relação à compra de minérios, no Q2 de 2026, a gente comprou 2.7 milhões de toneladas. A gente acha que apesar dos desafios de preço que a gente comentou, dada nossa expectativa de melhora ao longo do segundo semestre, a gente enxerga a perspectiva de um aumento do volume de compra de terceiros, que deve ficar num patamar um pouco acima de 10 milhões de toneladas. Em relação à P15, a gente segue trabalhando, eu estou aqui com o Walter, que é o nosso diretor de projetos e investimento. A gente segue trabalhando com a perspectiva de ter o startup da planta no final de 2027, testando toda a linha a seco, que a gente fala, e um ramp up ao longo de 2028, pra gente estar operando full a planta em 2029.

Speaker #2: Em relação a P15, a gente segue trabalhando eu estou aqui com o Otto, que é o nosso diretor de projetos e investimento, a gente segue trabalhando com a perspectiva de ter o startup da planta no final de 2027, testando toda a linha seco que a gente fala, e ramp-up ao longo de 2028 para a gente estar operando full a planta em 2029.

Speaker #4: Thank you, Pedro.

Carlos De Alba: Thank you.

Speaker #1: Nossa próxima pergunta vem do senhor Ricardo Monegalha, do Safra. Por favor, Ricardo, seu microfone está liberado.

Operator 2: Nossa próxima pergunta vem do senhor Ricardo Monegaglia, do Safra. Por favor, Ricardo, seu microfone está liberado.

Speaker #5: Bom dia, pessoal. Obrigado por pegarem minhas perguntas. Eu tenho duas, talvez uma terceira curta, primeira que pensando na ótica da CSN Mineração, numa eventual venda, do business de logística, como que você enxerga a participação da CSN nesse novo veículo de logística, como que vai funcionar, a CSN tem a parte do TCAR, MRS, uma parte grande da MRS, então queria entender se a gente deveria continuar esperando que a CSN Mineração seja minoritário dessa nova estrutura de logística, ou se tem algum outro desenho que vocês estão imaginando aqui caso a venda de logística avance.

Ricardo Monegaglia: Bom dia, pessoal. Obrigado por pegarem minhas perguntas. Eu tenho duas, talvez uma terceira curta. Primeira aqui, pensando na ótica da CSN Mineração, numa eventual venda do business de logística. Como que você enxerga a participação da CSN nesse novo veículo de logística? Como que vai funcionar? A CSN tem a parte do TECAR, MRS, uma parte grande da MRS. Queria entender se a gente deveria continuar esperando que a CSN Mineração seja um minoritário dessa nova estrutura de logística ou se tem algum outro desenho que vocês estão imaginando aqui, caso a venda de logística avance. Minha segunda pergunta, ainda um follow-up nas recompras. Desde o IPO da CSN Mineração, a gente viu vários programas de buyback sendo anunciados, mas nem todos foram completos ou tiveram um avanço tão significativo.

Speaker #5: Aí minha segunda pergunta, ainda num follow-up na recompras, a gente desde que eu da CSN Mineração a gente viu vários programas de buyback sendo anunciados, mas nem todos foram completos ou tiveram avanço tão significativo.

Ricardo Monegaglia: O único que a gente viu aqui que teve um avanço significativo, foi precedente à venda de um stake para Itochu a um valuation bem atrativo. Queria entender se existe algum paralelo que a gente consiga fazer para esse programa de buyback atual e uma eventual venda de um stake para um player estratégico. A terceira pergunta, um pouco na parte de CapEx. Ano passado vocês já comentaram que estavam buscando parceiros para executar os projetos menores, de recuperação de rejeitos, eventualmente alguma coisa de logística. Queria entender como que isso está avançando, se ainda faz sentido e se é uma coisa que vocês buscam ativamente. Obrigado.

Speaker #5: que a gente viu aqui que teve avanço significativo foi precedente a venda de stake para a Itocha, valuation bem atrativo, então eu queria entender se existe algum paralelo que a gente consiga fazer para esse programa de buyback atual e uma eventual venda de stake para player estratégico.

Speaker #5: E a terceira pergunta, pouco na parte de CAPEX, no passado vocês já comentaram que estavam buscando parceiros para executar os projetos menores, de recuperação de rejeitos, eventualmente alguma coisa de logística, então eu queria entender como que isso está avançando, se ainda faz sentido e se é uma coisa que vocês buscam ativamente.

Speaker #5: Obrigado.

Pedro Oliva: Obrigado pelas suas perguntas. Do ponto de vista da logística, acho que como o mercado tem conhecimento, o processo está aberto, em andamento. A gente espera receber propostas não vinculantes ainda ao longo de agosto. Eu acho que um dos desenhos possíveis da transação é de um spin-off desses ativos, de maneira que os acionistas da CMIN continuariam tendo uma participação nesse veículo, não necessariamente a CMIN diretamente, mas acho que isso é ainda algo que está sendo amadurecido para tomada de decisão, até depender do perfil do investidor, que fizer a melhor proposta e das negociações que vão ocorrer com essa contraparte. Isso ainda está sendo desenhado, mas a gente espera ter um amadurecimento disso ainda ao longo de agosto. Em relação à recompra, a gente só enxerga isso como uma boa alocação de capital.

Speaker #4: Pergunta?

Speaker #2: Obrigado pelas suas perguntas. Do ponto de vista da logística, acho que, como o mercado tem conhecimento, o processo está aberto e em andamento. A gente espera receber propostas não vinculantes ainda ao longo de agosto, e eu acho que dos desenhos possíveis da transação é o de spin-off desses ativos, de maneira que os acionistas da CEMIN continuariam tendo uma participação nesse veículo. Não necessariamente a CEMIN diretamente, mas acho que isso é ainda algo que está sendo amadurecido para a tomada de decisão, até depender do perfil do investidor que fizer a melhor proposta e das negociações que vão ocorrer com essa contraparte.

Speaker #2: Então, isso ainda está sendo desenhado, mas a gente espera ter amadurecimento disso ainda ao longo de agosto. Em relação à recompra, a gente só enxerga isso como uma boa alocação de capital. Eu acho que, no atual patamar, a gente, aqui acompanhando o bom avanço da P15, acha que essa melhora e o salto de volume e qualidade que esse ativo vai trazer para a companhia, na nossa opinião, não está plenamente refletido na precificação das ações. Então, aqui a recompra tem uma lógica de alocação de capital da CEMIN.

Pedro Oliva: Acho que, no atual patamar, a gente está aqui acompanhando o bom avanço da P15. A gente acha que essa melhora e o salto de volume e qualidade que esse ativo vai trazer para a companhia, na nossa opinião, não está plenamente refletido na precificação das ações. Então aqui a recompra tem uma lógica de alocação de capital da CMIN. Eu acho que se a CSN tem ou não algum plano em relação às ações da CMIN, eu não posso comentar, porque isso é uma questão do acionista. Em relação aos projetos de rejeito, a gente tem em operação já um projeto que a gente fez em parceria, na verdade, foi um terceiro que fez o CapEx, e está rodando com os rejeitos no Pires.

Speaker #2: Eu acho que a CSN tem ou não algum plano em relação às ações da CEMIN, eu não posso comentar porque isso é uma questão do acionista.

Speaker #2: Em relação aos projetos de rejeito, a gente já tem em operação um projeto que a gente fez em parceria — na verdade, foi um terceiro que fez o CAPEX — e está rodando com os rejeitos no Pires. Acho que fez um bom ramp-up ao longo dos últimos meses, está rodando bem esse projeto.

Pedro Oliva: Fez um bom ramp up ao longo dos últimos meses, está rodando bem esse projeto. A gente tem um próximo projeto, Ricardo, que a gente está bastante quente aqui dentro de casa discutindo as alternativas, tanto do ponto de vista de tamanho e eventual parceria, que é o projeto de B4. Acho que é provável que a gente tenha novidades em relação a esse projeto até o final desse ano.

Speaker #2: E a gente tem um próximo projeto, Ricardo, que a gente está bastante quente aqui dentro de casa, discutindo as alternativas tanto do ponto de vista de tamanho quanto de eventual parceria, que é o projeto de B4. Acho que é provável que a gente tenha novidades em relação a esse projeto até o final deste ano.

Ricardo Monegaglia: Excelente. Pedro, só se eu puder fazer um gancho aqui nesse último comentário seu. Se você conseguir dar um pouco de cor de como que funcionam os economics desses projetos compartilhados com o terceiro.

Speaker #5: Excelente. Pedro, só se eu puder fazer gancho aqui nesse último comentário seu, se você conseguir dar pouco de cor de como que funcionam os economics desses projetos compartilhados com o terceiro.

Pedro Oliva: Os termos detalhados do projeto são confidenciais, eu não poderia dar, mas do ponto de vista de estrutura, Ricardo, a gente vende o ROM e compra o ROM, no caso, o rejeito. Então o rejeito que a gente é dono, a gente vende e compra um produto com um desconto importante em relação ao preço de mercado e, na prática, acaba compartilhando o lucro gerado naquela operação sem ter feito CapEx. Naquele momento, quando a gente fez um trade off entre fazer a gente mesmo e trazer um parceiro, até o VPL da parceria era maior do que a gente fazer. Tinha uma questão de tempo e foco do management, que estava dedicado à P15 e também à locação do balanço da companhia. Então a gente achou que, por diferentes motivos, era o caminho a ser seguido.

Speaker #2: Os termos detalhados do projeto, eles são confidenciais, eu não poderia dar, mas do ponto de vista de estrutura, Ricardo, a gente vende o ROM e compra o ROM, no caso o rejeito, então o rejeito que a gente é dono a gente vende, e aí a gente compra produto com desconto importante em relação ao preço de mercado, e na prática acaba compartilhando o lucro gerado naquela operação, sem ter feito CAPEX.

Speaker #2: Então, naquele momento, quando a gente fez o trade-off entre fazer a gente mesmo e trazer parceiro, até o VPL da parceira era maior do que a gente fazer. E tinha uma questão de tempo e foco do management, que estava dedicado ali à P15, e também a alocação do balanço da companhia. Então a gente achou que, por diferentes motivos, era o caminho a ser seguido.

Ricardo Monegaglia: Superclaro. Obrigado.

Speaker #5: Super claro. Obrigado.

Speaker #1: Nossa, a próxima pergunta, vem do senhor Rafael Araújo, do Itaú BBA. Por favor, Rafael. Pode prosseguir.

Operator 2: Nossa próxima pergunta vem do senhor Rafael Araújo, do Itaú BBA. Por favor, Rafael, pode prosseguir.

Speaker #5: Bom, pessoal, obrigado por pegarem minhas perguntas. A minha primeira aqui é se vocês pudessem comentar um pouco sobre o cronograma de CAPEX nos próximos trimestres. A gente viu que vocês avançaram com a P15, então só para clarear um pouco aí o cronograma de CAPEX nos próximos trimestres. E a minha segunda é sobre o mercado: como vocês estão vendo o mercado hoje, considerando esse nível atual de preço de minério, de petróleo, frete marítimo, custo um pouco mais acima, entrega na China? Se vocês acham que existem produtores hoje que já estão começando a fechar capacidade? E como vocês enxergam a CEMIN, a competitividade da empresa, se a gente permanecer nesse cenário um pouco mais desafiador nos próximos trimestres?

Rafael Araújo: Oi, pessoal, obrigado por pegarem minhas perguntas. A minha primeira é se vocês pudessem comentar um pouco sobre o cronograma de CapEx nos próximos trimestres. A gente viu que vocês avançaram com a P15. Então só para clarear um pouco o cronograma de CapEx nos próximos trimestres. E a minha segunda é sobre o mercado. Como vocês estão vendo o mercado hoje, considerando esse nível atual de preço de minério, de petróleo, frete marítimo, custo um pouco mais acima da entrega na China. Se vocês acham que existem produtores hoje que já estão começando a fechar a capacidade. E como vocês enxergam a competitividade da empresa, se a gente permanecer nesse cenário um pouco mais desafiador nos próximos trimestres?

Speaker #2: Rafael, obrigado pelos seus pontos. Em relação ao CAPEX, assim como a gente teve crescimento do primeiro para o segundo tri, a gente espera que essa tendência siga, ou seja, a gente enxerga e para os próximos trimestres aumento do CAPEX, sobretudo relacionado à P15, a gente espera alguma redução talvez no sustaining, mas crescimento no CAPEX de expansão ainda material, bastante material ainda para os próximos trimestres.

Pedro Oliva: Rafael, obrigado pelos seus pontos. Em relação ao CapEx, assim como a gente teve um crescimento do primeiro para o segundo tri, a gente espera que essa tendência siga. Ou seja, a gente enxerga para os próximos trimestres um aumento do CapEx, sobretudo relacionado à P15. A gente espera alguma redução, talvez, no sustain, mas um crescimento no CapEx de expansão ainda material. Bastante material ainda para os próximos trimestres. Em relação ao mercado, eu acho que você tem, depois da utilização dos altos-fornos na China, que é uma proxy, talvez, de consumo de minério no mercado transoceânico, um patamar de 89.4%. Um patamar elevado, um pouco abaixo dos 90.1% do ano passado no mesmo período, mas ainda assim elevado. Acho que chama a atenção o percentual das siderúrgicas que têm rentabilidade maior que zero na China.

Speaker #2: Em relação ao mercado, eu acho que você tem, do ponto de vista da utilização dos altos fornos na China, que é uma proxy talvez de consumo de minério, no mercado trans-oceânico é patamar de 89,4%, patamar elevado, pouco abaixo dos 90,1% do ano passado no mesmo período, mas ainda assim elevado, acho que chama a atenção o percentual da siderúrgicas que têm rentabilidade maior que zero na China.

Speaker #2: Com apenas 32%, menos de terço delas ganhando dinheiro, isso é menos da metade desse indicador de ano olhando ano para trás, acho que a gente vê uma pressão do aumento do custo de carvão, e a gente espera que eventualmente quando isso corrigir pouco, até abriria também mais espaço para o minério andar.

Pedro Oliva: Com apenas 32%, menos de um terço delas ganhando dinheiro, isso é menos da metade desse indicador olhando um ano para trás. Acho que a gente vê uma pressão do aumento do custo de carvão e a gente espera que, eventualmente, quando isso corrigir um pouco, até abriria também mais espaço para o minério andar, na nossa opinião. Os estoques de minério nos portos seguem bastante elevados, com crescimento de 32%. E dois terços desse aumento do estoque é essencialmente explicado por aumento de oferta. Então você vê as exportações de janeiro a julho do mundo inteiro cresceram quase 22 milhões de toneladas, com aumento de estoque de 32. Então apesar de toda a discussão ao redor de China, na verdade, o que explica dois terços da variação dos estoques lá é o aumento da oferta no mercado transoceânico.

Speaker #2: Na nossa opinião, os estoques de minério nos portos seguem bastante elevados, com crescimento de 32%, e dois terços desse aumento do estoque é essencialmente explicado por aumento de oferta. Então, você vê as exportações de janeiro a julho do mundo inteiro cresceram quase 22 milhões de toneladas.

Speaker #2: aumento de estoque de 32. Então, apesar de toda a discussão ao redor de China, na verdade o que explica dois terços da variação dos estoques lá é o aumento da oferta no mercado trans-oceânico.

Speaker #2: E eu tenho uma leitura e a gente passou por isso algumas vezes ao longo dos últimos anos, que é quando você tem alguns números mais fracos em China, quem tem uma leitura pouco mais negativa enxerga nisso uma tendência de queda de preço, eu tenho uma leitura diferente, acho que na verdade os dados do PIB no segundo trimestre frustraram pouco o mercado na China, e aí a nossa expectativa na verdade é de maior emissão de bonds públicos lá, aumento na execução dos projetos já aprovados, novas medidas fiscais para estimular o crescimento chinês, e com isso na verdade a gente enxergar uma sustentação pela demanda de minério, e uma provável correção de preço.

Pedro Oliva: Eu tenho uma leitura, e a gente passou por isso algumas vezes ao longo dos últimos anos, que é quando você tem alguns números mais fracos em China, quem tem uma leitura um pouco mais negativa, enxerga nisso uma tendência de queda de preço. Eu tenho uma leitura diferente. Acho que, na verdade, os dados do PIB no segundo trimestre frustrou um pouco o mercado na China. A nossa expectativa, na verdade, é de maior emissão de bonds públicos lá, um aumento na execução dos projetos já aprovados, novas medidas fiscais para estimular o crescimento chinês e com isso, na verdade, a gente enxergar uma sustentação pela demanda de minério e uma provável correção de preço.

Pedro Oliva: Se a gente olhar desde o início da guerra, no nosso último call de resultados, você tinha tido um cenário em que o custo do frete tinha subido e o Platts tinha acompanhado. Então ele tinha amortizado o impacto para os produtores de minério de ferro. Isso agora não é verdade. O Platts caiu mais de $4, o C3 subiu $12, tem um impacto sobre a ótica de quem produz no Brasil, e um cenário de $16 pior. Acho que um pouco na sua pergunta, eu concordo que tem player que está tirando volume, a gente já está enxergando isso. Os players menos resilientes no Brasil, às vezes ainda estão produzindo, mas não estão vendendo, estão aumentando o estoque com a expectativa de uma melhora de preço.

Speaker #2: Se a gente olhar desde o início da guerra, no nosso último código de resultados você tinha tido um cenário em que o custo do frete tinha subido e o PLAT tinha acompanhado, então ele tinha amortizado o impacto para os produtores de minério de ferro.

Speaker #2: Isso agora não é verdade, o PLAT caiu 4, mais de 4 dólares, o C3 subiu 12 dólares, tem impacto sobre a ótica de quem produz no Brasil, de cenário de 16 dólares pior.

Speaker #2: E acho que pouco na sua pergunta, eu concordo que tem player que está tirando o volume, a gente já está enxergando isso. Os players menos resilientes no Brasil, eles já têm alguns que estão, às vezes ele ainda está produzindo, mas não está vendendo, está aumentando o estoque com a expectativa de uma melhora de preço, tem fornecedores importantes nossos, por exemplo, que o produto, a qualidade que ele tinha não estava tendo a margem que ele achava adequada, ele parou a planta, demitiu gente e está investindo para melhorar a qualidade, e aí voltar com uma qualidade melhor, nem todo mundo tem essa flexibilidade, mas nesse caso esse nosso fornecedor tem e está fazendo isso.

Pedro Oliva: Tem fornecedores importantes nossos, por exemplo, que o produto, a qualidade que ele tinha, não estava tendo a margem que ele achava adequada, ele parou a planta, demitiu gente e está investindo para melhorar a qualidade e aí voltar com uma qualidade melhor. Nem todo mundo tem essa flexibilidade, mas nesse caso, esse nosso fornecedor tem e está fazendo isso. No caso específico da CSN, que foi a sua pergunta no final, acho que felizmente, os nossos custos sob controle, a nossa escala, a eficiência da operação e a integração logística nos permite ter uma resiliência que outros players não têm. Então, acho que a gente está numa posição confortável. O que a gente tem é uma reflexão, uma discussão interna em relação ao trade off de value over volume. Como eu comentei, a gente está no menor patamar de preço FOB desde 2022.

Speaker #2: E, no caso específico da CEMIN, que foi sua pergunta no final, acho que, felizmente, os nossos custos sob controle, a nossa escala, a eficiência da operação e a integração logística nos permitem ter uma resiliência que outros players não têm.

Speaker #2: Então, acho que a gente está numa posição confortável, o que a gente tem é uma reflexão e uma discussão interna em relação ao trade-off de value over volume, a gente, como eu comentei, a gente está no menor patamar de preço FOB desde 2022, e com isso eventualmente em alguns casos pontuais pode fazer sentido para nós maximizar EBITDA eventualmente ter uma calibração ali de value over volume, e isso está em discussão dentro da CEMIN.

Pedro Oliva: Com isso, eventualmente, em alguns casos pontuais, pode fazer sentido para nós, maximiza EBITDA, eventualmente, ter uma calibração de value over volume. Isso está em discussão dentro da CSN.

Speaker #5: Super claro, muito obrigado.

Rafael Araújo: Super claro. Muito obrigado.

Speaker #1: A próxima pergunta vem por escrito do senhor Julian Lauterstein, da Oaktree. Ele diz: "Bons resultados, considerando todos os eventos contrários. Algumas perguntas. Primeira: qual foi o volume de terceiros?"

Operator 2: A próxima pergunta vem por escrito do senhor Julian Lauterstein, da Oaktree. Ele diz: "Bons resultados, considerando todos os eventos contrários. Algumas perguntas. Primeira: qual foi o volume de terceiros? A segunda: parece que os pagamentos antecipados de minério de ferro representaram uma saída de caixa no Q3. Que pagamentos antecipados foram realizados desde junho? E a terceira: qual é a perspectiva para o Q2 e o Q4, dadas as quedas no índice Platts, em contrapartida aos custos de frete ainda elevados?

Speaker #1: A segunda: parece que os pagamentos antecipados de minério de ferro representam uma saída de caixa no terceiro trimestre. Representaram uma saída de caixa no terceiro trimestre.

Speaker #1: Que pagamentos antecipados foram realizados desde junho? E a terceira: qual é a perspectiva para o segundo e o quarto trimestres dadas as quedas no índice PLAT em contrapartida aos custos de frete ainda elevados?"

Pedro Oliva: Julian, obrigado pelas perguntas. Em relação ao volume de terceiros, como a gente comentou, a gente fez 2.7 milhões de toneladas no Q2, e a gente espera algum aumento ao longo do H2, suportando tanto o nosso guidance, como o preenchimento do TECAR, como foi dito aqui mais cedo pelo senhor Benjamin. A gente está operando, batendo recorde no porto e abrindo espaço para a gente fazer mais volume. Sobre os pré-pagamentos, a gente rolou já US$ 300 million esse ano. A gente deve fazer um pouco mais do que isso até o final do ano. Então, eu acho que a gente espera um efeito, talvez, provavelmente, net positivo daqui para frente em relação a essa variável de pré-pagamentos para o H2 de 2026. Em relação à Platts e frete, um pouco a leitura, Julian, que a gente fez há pouco.

Speaker #2: Julian, obrigado pelas perguntas. Em relação ao volume de terceiros, como a gente comentou, a gente fez 2,7 milhões de toneladas no segundo tri, e a gente espera algum aumento ao longo do segundo semestre, suportando tanto o nosso guidance como o preenchimento do TCAR, como foi dito aqui mais cedo pelo senhor Benjamin, a gente está operando batendo recorde no porto e abrindo espaço para a gente fazer mais volume.

Speaker #2: Sobre os prepagamentos, a gente rolou já 300 milhões de dólares esse ano, a gente deve fazer pouco mais do que isso até o final do ano, então eu acho que a gente espera efeito talvez provavelmente net positivo daqui para frente em relação a essa variável de pré-pagamentos.

Speaker #2: Para o segundo semestre de 2026, em relação a PLAT e frete, é pouco a leitura, Julian, que a gente fez há pouco. Acho que, de fato, você tem preço FOB comprimido no menor patamar dos últimos anos e, na nossa opinião, não sustentável. Então, a nossa expectativa para frente é de uma correção, e tanto, eventualmente, do lado da oferta, como a gente comentou, com alguns produtores menores, com menor resiliência, tirando volume do mercado, e do lado da demanda, talvez Q2 mais fraco na China, vai vir acompanhado de maiores medidas de estímulos fiscais e, com isso, também suportar o lado da demanda.

Pedro Oliva: Acho que de fato, você tem um preço FOB comprimido no menor patamar dos últimos anos e, na nossa opinião, não sustentável. Então a nossa expectativa para frente é de uma correção, tanto eventualmente do lado da oferta, como a gente comentou, que alguns produtores menores, com menor resiliência, estão tirando volume do mercado. Do lado da demanda, talvez um Q2 mais fraco na China vai vim acompanhado de maiores medidas de estímulos fiscais e com isso também suportar o lado da demanda.

Speaker #1: A próxima pergunta também por escrito do senhor Bruno Cataldi, investidor. Ele diz: "Bom dia, obrigado pela oportunidade. Gostaria de entender pouco melhor a evolução da P15.

Operator 2: A próxima pergunta, também por escrito, do senhor Bruno Cataldi, investidor. Ele diz: "Bom dia, obrigado pela oportunidade. Gostaria de entender um pouco melhor a evolução da P15. No release, vocês destacam o avanço das obras civis e observamos uma aceleração relevante no CapEx de expansão neste trimestre. Poderiam atualizar o percentual de avanço físico do projeto e dizer se o cronograma e o orçamento permanecem dentro do previsto? Olhando para 2027, 2028, como devemos pensar o ramp up da P15? A contribuição para o crescimento dos volumes e principalmente o potencial de geração adicional de EBITDA quando o projeto estiver maturado? Quando a administração espera que a P15 comece a contribuir materialmente para o EBITDA e o fluxo de caixa livre?

Speaker #1: No release, vocês destacam o avanço das obras civis, e observamos uma aceleração relevante no CAPEX de expansão neste trimestre. Poderiam atualizar o percentual de avanço físico do projeto e dizer se o cronograma e o orçamento permanecem dentro do previsto?

Speaker #1: E olhando para 2027, 2028, como devemos pensar o ramp-up da P15? A contribuição para o crescimento dos volumes e principalmente o potencial de geração adicional de EBITDA quando o projeto estiver maturado?

Speaker #1: Quando a administração espera que a P15 comece a contribuir materialmente para o EBITDA e o fluxo de caixa livre?

Pedro Oliva: Bruno, obrigado pelas perguntas sobre a P15. De fato, esse projeto é transformacional para a companhia. A gente enxerga uma boa evolução. As obras de infraestrutura vão ser concluídas ao longo desse ano, bastante avançadas já. As obras civis, a gente até incluiu algumas fotos na apresentação, que acho que são ilustrativas do bom avanço nas frentes de obra. A gente está agora na fase final de negociação com os fornecedores para montagem eletromecânica, tanto da planta de beneficiamento como das plantas de filtragem de produto e rejeito. A gente deve ter boas notícias até o nosso próximo call de resultado.

Speaker #2: Bruno, obrigado pelas perguntas sobre a P15. De fato, esse projeto é transformacional para a companhia. A gente enxerga uma boa evolução; as obras de infraestrutura vão ser concluídas ao longo desse ano e já estão bastante avançadas. As obras civis — a gente até incluiu algumas fotos na apresentação que acho que são ilustrativas do bom avanço nas frentes de obra. A gente está agora na fase final de negociação com os fornecedores para a montagem eletromecânica, tanto da planta de beneficiamento como das plantas de filtragem de produto e rejeito. A gente deve ter boas notícias até o nosso próximo call de resultado. Então, acho que, felizmente, essa obra está caminhando muito bem, tanto do ponto de vista do seu andamento como do ponto de vista de uma aderência ao CAPEX esperado para esse projeto.

Pedro Oliva: Então, acho que felizmente, essa obra está caminhando muito bem, tanto do ponto de vista do seu andamento, como do ponto de vista de uma aderência ao CapEx esperado para esse projeto. O startup do sistema da parte seca da planta começa já no ano que vem, então a gente está falando agora de menos de 1 ano e meio de hoje, e o ramp-up acontece ao longo de 2028. Então acho que em 2028, sua pergunta sobre a materialidade do impacto para a companhia, a gente já enxerga essa materialidade ao longo de 2028, e a plenitude já a partir de 2029. Lembrando que essa planta vai adicionar 16.5 milhões de toneladas, conteúdo de ferro médio de mais de 67%. Acho que isso deve nos levar à leitura, hoje, nas condições atuais, teria um prêmio de aproximadamente US$ 30 em relação ao índice.

Speaker #2: O startup do sistema da parte seca da planta começa já no ano que vem, então a gente está falando agora de menos de ano e meio de hoje, e o ramp-up acontece ao longo de 2028, então acho que em 2028, sua pergunta sobre a materialidade do impacto para a companhia a gente já enxerga essa materialidade ao longo de 2028, e a plenitude já a partir de 2029.

Speaker #2: Lembrando que essa planta vai adicionar 16,5 milhões de toneladas com teor de ferro médio de mais de 67%. Acho que isso deve nos levar, na leitura de hoje, nas condições atuais, a um prêmio de aproximadamente 30 dólares em relação ao índice, comparado com o ajuste que a gente teve de qualidade nesse trimestre de menos 14. Então, do ponto de vista de agregação de receita líquida unitária, é muito relevante para a companhia. Acho que isso vai nos levar a um patamar de desconto para esse nicho, com prêmio importante, e aí, a consequência do ponto de vista de geração de EBITDA e de fluxo de caixa é muito expressiva para o patamar atual de preço. A gente enxerga, a preços de longo prazo, uma geração de EBITDA superior a 4 bilhões de reais.

Pedro Oliva: Comparado com o ajuste que a gente teve de qualidade nesse trimestre de -14. Então do ponto de vista de agregação de receita líquida unitária, é muito relevante para a companhia. Acho que isso vai levar a gente a um patamar de um desconto para esse nicho com prêmio importante. A consequência do ponto de vista de geração de EBITDA e de fluxo de caixa, muito expressivo para o patamar atual de preço. A gente enxerga a preços de longo prazo, uma geração de EBITDA superior a R$ 4 bilhões.

Speaker #1: Lembrando que para fazer perguntas, por favor, clique em levantar a mão. Se a sua pergunta for por escrito, utilize o ícone de Q&A. Por favor, aguarde enquanto coletamos as perguntas.

Operator 2: Lembrando que para fazer perguntas, por favor, clique em levantar a mão. Se a sua pergunta for por escrito, utilize o ícone de Q&A. Por favor, aguarde enquanto coletamos as perguntas. Não havendo mais perguntas, gostaria de passar a palavra para o senhor Pedro Oliva, Diretor Financeiro de Relações com Investidores, para as considerações finais.

Speaker #1: Não havendo mais perguntas, gostaria de passar a palavra para o senhor Pedro Oliva, diretor financeiro e de Relações com Investidores, para as considerações finais.

Speaker #2: Gostaria de agradecer mais uma vez todo o time da CEMIN, acho que na pessoa do Carlos Melo que está aqui, também do Cláudio que não está presente, mas que suportou esses recordes de produção e vendas, e o elevato no Porto para fazer esse escoamento, tanto no primeiro mês do trimestre como em junho. Então, acho que isso é esforço de toda essa equipe, e comigo que a gente tenha chegado também no novo diretor comercial, que chama Cícero. Está vindo, trabalhou mais de 10 anos na Wood Mackenzie, grande especialista do setor, vem para reforçar e para somar no nosso time. E mais uma vez agradeço a participação de todos no call de resultado da CSN Mineração.

Pedro Oliva: Gostaria de agradecer mais uma vez todo o time da CSN, acho que na pessoa do Carlos Melo, que está aqui, também do Cláudio, que não está presente, mas que super trouxe esse recorde de produção e vendas, e o Alevato no porto para fazer esse escoamento, tanto no primeiro mês do trimestre, como em junho. Então acho que isso é esforço de toda essa equipe. E comunico que a gente tem a chegada também do novo diretor comercial, que chama Cícero, trabalhou mais de 10 anos na Wood Mackenzie, um grande especialista do setor. Vem para reforçar e para somar o nosso time. E mais uma vez agradeço a participação de todos no call de resultado da CSN Mineração. Bom dia a todos.

Speaker #2: Bom dia a todos.

Speaker #1: Obrigado. A teleconferência de resultados da CSN Mineração está encerrada. Tenham todos bom dia.

Operator 2: Obrigado. A teleconferência de resultados da CSN Mineração está encerrada. Tenham todos um bom dia.

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