Q2 2026 SLC Agricola SA Earnings Call

Speaker #2: Evas Conselos. Sou gerente de planejamento financeiro e de relações com investidores. Presentes Aurélio Pavinato; e o nosso CFO e IRO, Ivo Brum. É privilégio estar com vocês nesta manhã.

André Vasconcellos: André Vasconcellos, sou gerente de Planejamento Financeiro e de Relações com Investidores. Presente aqui comigo, o nosso CEO, Aurélio Pavinato, e o nosso CFO e IRO, Ivo Brum. É um privilégio estar com vocês nesta manhã. Informamos que esta conferência está sendo gravada e será disponibilizada no site de RI da companhia, onde você encontra a respectiva apresentação. Destaco que para quem precisar de tradução simultânea, temos essa ferramenta disponível no Zoom, ícone do globo, com a descrição "interpretation", localizado no centro inferior da tela. Ao selecioná-lo, escolha o seu idioma de preferência, português ou inglês. Para aqueles que ouvirão a videoconferência em inglês, há a opção de silenciar áudio em original em português, clicando em "mute original audio". Para o Q&A, sessão de perguntas e respostas, orientamos que as suas perguntas sejam enviadas via ícone de Q&A, no botão inferior à tela.

Speaker #2: Informamos que esta conferência está sendo gravada e será disponibilizada no site de RI da companhia. Onde você encontra a respectiva apresentação. Destaco que, para quem precisar de tradução simultânea, temos esta ferramenta disponível no Zoom.

Speaker #2: Ícone do globo. Com a descrição "Interpretation", localizado no centro inferior da tela. Ao selecioná-lo, escolha o seu idioma de preferência: português ou inglês. Para aqueles que ouvirão a videoconferência em inglês, há a opção de silenciar áudio em original em português.

Speaker #2: Clicando em "Mute Original Audio". Para o Q&A, seção de perguntas e respostas, orientamos que as suas perguntas sejam enviadas via ícone de Q&A, no botão inferior à sua tela.

Speaker #2: Por padrão da dinâmica, seus nomes serão anunciados para que façam a sua pergunta ao vivo. Neste momento, uma solicitação para ativar seu microfone e câmera aparecerá na tela.

André Vasconcellos: Por padrão da dinâmica, seus nomes serão anunciados para que façam a sua pergunta ao vivo. Neste momento, uma solicitação para ativar seu microfone e câmera aparecerá na tela. Caso não queira abrir seu microfone e câmera ao vivo, favor escrever "sem microfone" ao final da pergunta para que eu a leia em voz alta. Ressaltamos que essas informações contidas nesta apresentação e eventuais declarações que possam ser feitas na videoconferência relativas à perspectiva de negócios, projeções e metas operacionais e financeiras da SLC Agrícola, constituem-se em crenças e premissas da administração da companhia, bem como em informações atualmente disponíveis. Considerações futuras não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.

Speaker #2: Caso não queira abrir seu microfone e câmera ao vivo, favore escrever "sem microfone" ao final da pergunta para que eu a leia em voz alta.

Speaker #2: Ressaltamos que essas informações contidas nesta apresentação e eventuais declarações que possam ser feitas na videoconferência, relativas às perspectivas de negócios, projeções e metas operacionais e financeiras da SLC Agrícola, constituem-se em crenças e premissas da administração da companhia, bem como em informações atualmente disponíveis.

Speaker #2: Considerações futuras não são garantias de desempenho; elas envolvem riscos e incertezas e premissas. Pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.

Speaker #2: Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições de mercado e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da SLC Agrícola e conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras.

André Vasconcellos: Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições de mercado e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da SLC Agrícola e conduzir resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras. Agora gostaria de passar a palavra para o nosso CEO, Aurélio Pavinato, para que possamos iniciar a apresentação. Pavinato, pode seguir, por favor.

Speaker #2: Agora, gostaria de passar a palavra para o nosso CEO, Aurélio Pavinato, para que possamos iniciar a apresentação. Pavinato pode seguir, por favor.

Speaker #3: Bom dia a todos. Obrigado, André. Sejam bem-vindos à videoconferência de resultados da SLC Agrícola. Referente ao segundo trimestre de 2026, agradecemos a presença dos nossos acionistas, analistas, investidores e demais participantes.

Aurélio Pavinato: Bom dia a todos. Obrigado, André. Sejam bem-vindos à videoconferência de resultados da SLC Agrícola, referente ao Q2 2026. Agradecemos a presença dos nossos acionistas, analistas, investidores e demais participantes. Vamos para o slide 4, por favor, onde vamos comentar sobre o mercado do algodão. Os primeiros 6 meses de 2026 podem ser caracterizados por uma importante recuperação nos preços do algodão no mercado internacional, após um período prolongado de cotações pressionadas. Tal cenário impactou diretamente os preços da fibra de poliéster no mercado internacional, que dada a sua concorrência com o algodão e a flexibilidade da indústria têxtil em alternar entre as respectivas matérias-primas, contribuiu para sustentar a valorização da fibra natural.

Speaker #3: Vamos para o slide 4, por favor, onde vamos comentar sobre o mercado do algodão. Os primeiros seis meses de 2026 podem ser caracterizados por uma importante recuperação nos preços do algodão no mercado internacional, após um período prolongado de cotações pressionadas.

Speaker #3: Tal cenário impactou diretamente os preços da fibra de poliéster no mercado internacional, que, dada a sua concorrência com o algodão e a flexibilidade da indústria têxtil em alternar entre as respectivas matérias-primas, contribuiu para sustentar a valorização da fibra natural.

Speaker #3: Do ponto de vista fundamental, a estimativa de consumo global de algodão para a safra 26/27 é de aproximadamente 123 milhões de fardos, frente a uma produção projetada de 117 milhões de fardos.

Aurélio Pavinato: Do ponto de vista fundamental, a estimativa de consumo global de algodão para a safra 2026/2027 é de aproximadamente 123 milhões de fardos, frente a uma produção projetada de 117 milhões de fardos, resultando em um balanço global deficitário da ordem de quase 6 milhões de fardos. Nesse contexto, a expectativa é de continuidade no ganho de participação do Brasil no mercado internacional, consolidando a nossa posição como um dos principais players globais. O ano safra 2025/2026 já evidencia esse movimento, com exportações brasileiras de algodão registrando volumes acima da média histórica para o período analisado. Vamos para o slide 5, para falarmos sobre a soja. As cotações da soja no contrato spot da CBOT e os preços pagos pela oleaginosa na base Paranaguá, CEPEA, apresentaram uma importante trajetória de recuperação ao longo de todo o ano de 2026.

Speaker #3: Resultando em balanço global deficitário da ordem de quase 6 milhões de fardos. Nesse contexto, a expectativa é de continuidade no ganho de participação do Brasil no mercado internacional, consolidando a nossa posição como dos principais players globais.

Speaker #3: O ano safra 25/26 já evidencia esse movimento, com exportações brasileiras de algodão registrando volumes acima da média histórica, para o período analisado. Vamos para o slide 5 para falarmos sobre a soja.

Speaker #3: As cotações da soja no contrato spot da CBOT e os preços pagos pelo oleaginosa na base paranaguá (CEPEA) apresentaram uma importante trajetória de recuperação, ao longo de todo o ano de 2026.

Speaker #3: A recuperação observada no mercado global refletida pelo indicador da CBOT está fortemente associada ao início do conflito entre Estados Unidos e Irã, e a consequente elevação das cotações nos mercados de petróleo e energia.

Aurélio Pavinato: A recuperação observada no mercado global, refletida pelo indicador da CBOT, está fortemente associada ao início do conflito entre Estados Unidos e Irã, e à consequente elevação das cotações nos mercados de petróleo e energia. Em um contexto de crescente preocupação com a descarbonização da matriz energética global, aliado aos esforços para ampliação da mistura de biocombustíveis renováveis no transporte, observa-se uma intensificação na correlação entre óleo de soja negociado na CBOT e os preços do petróleo, fornecendo, por sua vez, importante suporte às cotações da soja. No âmbito global, o USDA projeta para 2026/2027 um balanço de oferta e demanda ajustado com o menor superávit dos últimos 5 anos.

Speaker #3: Em um contexto de crescente preocupação com a descarbonização da matriz energética global, aliado aos esforços para a ampliação da mistura de biocombustíveis renováveis no transporte, observa-se uma intensificação na correlação entre o óleo de soja negociado na CBOT e os preços do petróleo.

Speaker #3: Fornecendo, por sua vez, importantes suportes às cotações da soja. No âmbito global, o USDA projeta para 26/27 um balanço de oferta e demanda ajustado, com o menor superávit dos últimos cinco anos. Em relação às exportações e à demanda pela soja brasileira, a balança comercial nacional tem registrado exportações em linha com os volumes do período comparável de janeiro a março dos últimos anos, confirmando a forte demanda do mercado global, bem como a competitividade do produto brasileiro no cenário externo.

Aurélio Pavinato: Com relação à demanda pela soja brasileira, a balança comercial nacional tem registrado exportações em linha com os volumes do período comparável de janeiro a março dos últimos anos, confirmando a forte demanda do mercado global, bem como a competitividade do produto brasileiro no cenário externo. É importante acompanhar eventuais mudanças tarifárias impostas pelos Estados Unidos a parceiros comerciais, semelhante ao cenário ocorrido com a China durante o primeiro mandato presidencial de Donald Trump, onde houve um benefício ao fluxo brasileiro de exportação da oleaginosa ao país asiático, comparando-se com as exportações americanas do produto. Ao longo dos últimos anos, com especial destaque após o ano de 2018, o Brasil tem se destacado como fornecedor consistente ao país asiático. Vamos para o slide 16, por favor, para falarmos sobre o milho.

Speaker #3: É importante acompanhar eventuais mudanças Estados Unidos a parceiros comerciais, semelhante ao cenário ocorrido com a China durante o primeiro mandato presidencial de Donald Trump, onde houve benefício ao fluxo brasileiro de exportação de oleaginosa ao país asiático, quando comparando, comparando-se com as exportações americanas do produto.

Speaker #3: Ao longo dos últimos anos, com especial destaque após o ano de 2018, o Brasil tem se destacado como fornecedor consistente ao país asiático. Vamos para o slide 16, por favor.

Speaker #3: Para falarmos sobre o milho. Os preços do milho no contrato spot da CBOT e no mercado doméstico brasileiro apresentaram significativa volatilidade ao longo do ano de 2026.

Aurélio Pavinato: Os preços do milho no contrato spot da CBOT e no mercado doméstico brasileiro apresentaram significativa volatilidade ao longo do ano de 2026. Os preços de milho no Brasil têm encontrado importantes patamares de suporte, amparados pela crescente demanda nacional decorrente do crescimento da indústria produtora de etanol de milho. Nesse contexto, as exportações brasileiras têm enfrentado a concorrência com o mercado doméstico, que vem se mostrando mais favorável em preços. O contexto atual é de um mercado global de milho que deverá atravessar uma conjuntura de demanda superior à oferta, com um balanço negativo em 24 milhões de toneladas, sendo este o maior déficit registrado nos últimos 6 anos, segundo dados do USDA. Além da conjuntura de demanda superior à oferta, verifica-se no Leste Europeu a continuidade do conflito Rússia e Ucrânia, sendo o segundo país um dos maiores exportadores globais.

Speaker #3: Os preços de milho no Brasil têm andado encontrado importantes patamares de suporte amparados pela crescente demanda nacional decorrente do crescimento da indústria produtora de etanol de milho, nesse contexto as exportações brasileiras têm enfrentado a concorrência com o mercado doméstico, que vem se mostrando mais favorável em preços, o contexto atual é de mercado global de milho que deverá atravessar uma conjuntura de demanda superior à oferta, com balanço negativo em 24 milhões de toneladas, sendo este o maior déficit registrado nos últimos 6 anos, segundo dados do USDA.

Speaker #3: Além da conjuntura de demanda superior à oferta, verifique-se no leste europeu a continuidade do conflito Rússia e Ucrânia, sendo o segundo país, dos maiores exportadores globais, a continuidade da mencionada situação segue de fundamental importância no reajuste global de exportações de milho, uma vez que Argentina, Brasil e Ucrânia figuram, junto com os Estados Unidos, entre os maiores fornecedores, fornecedores globais do cereal.

Aurélio Pavinato: A continuidade da mencionada situação segue de fundamental importância no reajuste global de exportações de milho, uma vez que Argentina, Brasil e Ucrânia figuram, junto com os Estados Unidos, entre os maiores fornecedores globais do cereal. Podemos passar para o slide 8, para falarmos do status da safra 2025/2026. Concluímos a colheita da soja com produtividade média recorde de 4,146 kg por hectare, o equivalente a 69 sacas de soja por hectare. Desempenho 4.7% superior ao ciclo anterior e 2.7% acima da nossa projeção inicial. Mais relevante do que o recorde em si, é o fato desse resultado ter sido alcançado em um cenário de expansão de área cultivada, o que reforça a consistência da nossa eficiência operacional e dos investimentos realizados ao longo dos últimos anos. Com isso, atingimos uma produtividade aproximadamente 12% superior à média nacional. Já colhemos 62% do algodão e as perspectivas permanecem bastante favoráveis.

Speaker #3: Podemos passar para o slide 8 para falarmos do status da safra 25/26. Concluímos a colheita da soja com produtividade média recorde de 4.146 quilos por hectare.

Speaker #3: O equivalente a 69 sacas de soja por hectare, desempenho 4,7% superior ao ciclo anterior e 2,7% acima da nossa projeção inicial. Mais relevante do que o recorde em si é o fato de esse resultado ter sido alcançado em cenário de expansão de área cultivada, o que reforça a consistência da nossa eficiência operacional e dos investimentos realizados ao longo dos últimos anos.

Speaker #3: Com isso, atingimos uma produtividade aproximadamente 12% superior à média nacional. Já colhemos 62% do algodão e as perspectivas permanecem bastante favoráveis. Mantemos a expectativa de colher uma das melhores safras da história da companhia, com produtividade estimada em cerca de anterior, refletindo o bom desenvolvimento das lavouras até o momento.

Aurélio Pavinato: Mantemos a expectativa de colher uma das melhores safras da história da companhia, com produtividade estimada em cerca de 12% acima da safra anterior, refletindo o bom desenvolvimento das lavouras até o momento. No milho segunda safra, a colheita já foi realizada em 90% da área plantada. Essa cultura enfrentou desafios climáticos decorrentes do atraso de plantio e da falta de chuva no final do ciclo, especialmente no Maranhão e no Vale do Araguaia, Mato Grosso. Ainda assim, seguimos projetando uma produtividade de aproximadamente 6,800 kg por hectare, resultado que demonstra a resiliência das nossas operações, mesmo diante de condições menos favoráveis. Podemos avançar para o slide 9, onde vamos trazer um update em relação à posição já hedgeada para a safra 2025/2026. Do ponto de vista comercial, seguimos com um elevado nível de comercialização da safra 2025/2026.

Speaker #3: No milho segunda safra, a colheita já foi realizada em 90% da área plantada, essa cultura enfrentou desafios climáticos decorrentes do atraso de plantio e da falta de chuva no final do ciclo, especialmente no Maranhão e no Vale do Araguaia, Mato Grosso.

Speaker #3: Ainda assim, seguimos projetando uma produtividade de aproximadamente 6.800 quilos por hectare, resultado que demonstra a resiliência das nossas operações mesmo diante de condições menos favoráveis.

Speaker #3: Podemos avançar para o slide 9, onde vamos trazer update em relação à posição já arrediada para a safra 25/26. Do ponto de vista comercial, seguimos com elevado nível de comercialização da safra 25/26, já fixamos 90% da soja, 95% do algodão e 54% do milho, o que contribui para aumentar a visibilidade de receitas e mitigar a exposição às oscilações de preços e condições de mercado.

Aurélio Pavinato: Já fixamos 90% da soja, 95% do algodão e 54% do milho, o que contribui para aumentar a visibilidade de receitas e mitigar a exposição às oscilações de preços e condições de mercado. Passo a palavra agora para o colega Ivo Brum, para comentar sobre o nosso desempenho financeiro. Ivo, por gentileza, pode prosseguir.

Speaker #3: Passo a palavra agora para o colega Ivo Brum para comentar sobre o nosso desempenho financeiro. Ivo, por gentileza, pode prosseguir.

Speaker #2: Obrigado para o Renato. Bom dia a todos. Podemos, por favor, ir para o slide 11, onde trazemos alguns destaques do nosso demonstrativo de resultado.

Ivo Marcon Brum: Obrigado, Pavinato. Bom dia a todos. Podemos, por favor, ir para o slide 11, onde trazemos alguns destaques do nosso demonstrativo de resultados. O semestre registrou receita líquida recorde de R$ 4,4 bilhões, crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado foi impulsionado principalmente por maior volume faturado de algodão, soja, milho e gado. O lucro bruto atingiu R$ 1,9 bilhão, avanço de 8,8% na comparação anual, refletindo principalmente o melhor desempenho operacional do algodão e do milho. O EBITDA ajustado somou R$ 1,3 bilhão no primeiro semestre de 2026, representando uma queda de 15% em relação ao primeiro trimestre de 2025, refletindo principalmente o menor resultado bruto de soja e caroço de algodão. Além disso, houve aumento nas despesas de vendas e administrativas em função da incorporação da Sierentz. Agora podemos avançar para o slide 12, onde trazemos um resumo sobre o Capex.

Speaker #2: O semestre registrou receita líquida recorde de 4,4 bilhões de reais, crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado foi impulsionado principalmente por maior volume faturado de algodão, soja, milho e gato.

Speaker #2: O lucro bruto atingiu 1,9 bilhão, avanço de 8,8% na comparação anual, refletindo principalmente melhor desempenho operacional do algodão e do milho. O EBITDA ajustado somou 1,3 bilhão no primeiro semestre de 2026, representando uma queda de 15% em relação ao primeiro semestre de 2025, refletindo principalmente o menor resultado bruto de soja e caroço de algodão, além disso houve aumento nas despesas de vendas e administrativas em função da incorporação da Sirius.

Speaker #2: Agora podemos avançar para o slide 12, onde trazemos um resumo sobre o CAPEX. Ao longo do semestre, seguimos executando nosso plano de investimento, voltado à expansão da capacidade produtiva e ao fortalecimento da resiliência operacional.

Ivo Marcon Brum: Ao longo do semestre, seguimos executando nosso plano de investimento voltado à expansão da capacidade produtiva e ao fortalecimento da resiliência operacional. Nesse contexto, destacam-se os investimentos de R$ 155 milhões em irrigação, uma das principais alavancas estratégicas para mitigar o risco climático, aumentar a estabilidade da produção e sustentar ganhos de produtividade. Após o encerramento do trimestre, divulgamos a aquisição de 8,9 mil hectares agricultáveis oriundos do Grupo Radar. Adicionalmente, mantivemos o arrendamento de 8,7 mil hectares com os novos arrendatários, garantindo a continuidade da área atualmente operada pela companhia. Dessa forma, 5,3 mil hectares estão contratados até a safra 29/30, perto de 1.000 hectares até o final da safra 26/27 e outros 2.500 hectares já foram recontratados por um período adicional de 15 anos, a partir do vencimento do contrato atual no final da safra 26/27, a um custo de 19,5 sacos por hectare.

Speaker #2: Nesse contexto, destacam-se os investimentos de 155 milhões de reais em irrigação, uma das principais alavancas estratégicas para mitigar risco climático, aumentar a estabilidade da produção e sustentar ganhos de produtividade.

Speaker #2: Após o encerramento do trimestre, divulgamos a aquisição de 8,9 mil hectares agricultáveis, oriundos do grupo Radar, adicionalmente mantivemos arrendamento de 8,7 mil hectares com os novos arrendatários, garantindo a continuidade da área atualmente operada pela companhia, dessa forma 5,3 mil hectares serão contratados estão contratados até a safra 29/30.

Speaker #2: Perto de 1.000 hectares até a safra 20 até o final da safra 26/27, e outros 2.500 hectares já foram recontratados por período adicional de 15 anos, a partir do vencimento do contrato atual no final da safra 26/27.

Speaker #2: A custo de 19,5 sacos por hectare. Além disso, inauguramos a nova algodoeira na Fazenda Parnaguá, iniciativa que amplia nossa capacidade operacional e industrial, além de reforçar nossa posição estratégica na cadeia do algodão.

Ivo Marcon Brum: Além disso, inauguramos a nova algodoeira na Fazenda Paranaguá, iniciativa que amplia a nossa capacidade operacional e industrial, além de reforçar nossa posição estratégica na cadeia do algodão. Avançando para o slide 13, onde apresentamos a posição do nosso endividamento. Em relação à estrutura de capital, a dívida líquida ajustada encerrou o trimestre em R$ 7,5 bilhões e a alavancagem atingiu 3x EBITDA ajustado. Esse movimento está diretamente relacionado ao crescimento operacional, ao aumento da necessidade de capital de giro e aos investimentos realizados pela companhia. Apesar do aumento da dívida, em linha com a expansão operacional e os investimentos realizados, mantivemos uma estrutura de capital sólida e o perfil de endividamento equilibrado, já que quitamos a maior parte do custeio da safra 25/26 e encerramos o trimestre com 78% da dívida concentrada no longo prazo, patamar semelhante ao observado no final de 2025.

Speaker #2: Avançando para o slide 13, onde apresentamos a posição do nosso endividamento, a relação em relação à estrutura de capital a dívida líquida ajustada encerrou o trimestre em 7,5 bilhões de reais e a alavancagem atingiu 3 vezes EBITDA ajustado.

Speaker #2: Esse movimento está diretamente relacionado ao crescimento operacional, ao aumento da necessidade de capital de giro e aos investimentos realizados pela companhia. Apesar do aumento da dívida, em linha com a expansão operacional e os investimentos realizados, mantivemos uma estrutura de capital sólida e perfil de endividamento equilibrado, já que estamos a maior parte do custeio da safra 25/26 e encerramos o trimestre em 78% da dívida, concentrada no longo prazo, patamar semelhante ao observado no final de 2025.

Speaker #2: Esse resultado evidencia a consistência da nossa nossa gestão financeira e foco na manutenção de uma estrutura de capital adequada ao crescimento sustentável do negócio.

Ivo Marcon Brum: Esse resultado evidencia a consistência da nossa gestão financeira e foco na manutenção de uma estrutura de capital adequada ao crescimento sustentável do negócio. Agora podemos ir para o slide 14, onde apresentamos o valor atual do nosso portfólio de terras. No âmbito dos ativos estratégicos, concluímos a reavaliação do portfólio de terras da companhia. As propriedades próprias, juntamente com aquelas vinculadas às associações com os FIIs do BTG, foram avaliadas em R$ 13,5 bilhões, refletindo a contínua valorização do preço médio do hectare agricultável. Esse resultado evidencia a qualidade dos nossos ativos, que acumulam um ganho real médio anual de 8,4% nos últimos cinco anos. Ao final de junho de 2026, o valor líquido dos ativos, o famoso NAV, atingiu R$ 27,12 por ação, destacando um expressivo desconto em relação ao valor de mercado da companhia.

Speaker #2: Agora podemos ir para o slide 14, onde apresentamos o valor atual do nosso portfólio de terras. No âmbito dos ativos estratégicos, concluímos a remensuração do portfólio de terras da companhia, as propriedades próprias, juntamente com aquelas vinculadas às associações custo fixo do BTG, foram avaliadas em 13,5 bilhões de reais, refletindo a contínua valorização do preço médio do hectare agricultável.

Speaker #2: Esse resultado evidencia a qualidade dos nossos ativos, que acumulam ganho real médio anual de 8,4% nos últimos 5 anos. Ao final de junho de 2026, o valor líquido dos ativos, o famoso NAV, atingiu 27,12 reais por ação, destacando o expressivo desconto em relação ao valor de mercado da companhia.

Speaker #2: Dando continuidade à apresentação, passo para o Renato para falar sobre as perspectivas da safra 26/27. Para o Renato, por favor, pode prosseguir.

Ivo Marcon Brum: Dando continuidade à apresentação, passo para Aurélio Pavinato falar sobre as perspectivas da safra 2026/2027. Pavinato, por favor, pode prosseguir.

Speaker #1: Obrigado, Ivo. Dando sequência, vamos avançar para o slide 16, onde trazemos as informações sobre o status de compra dos fertilizantes. Ao mesmo tempo em que executamos a safra atual, seguimos avançando de forma consistente no planejamento da safra 26/27. Já garantimos 100% das necessidades de fosfatados, 90% a 70% dos nitrogenados e 96% dos defensivos agrícolas.

Aurélio Pavinato: Obrigado, Ivo. Dando sequência, vamos avançar para o slide 16, onde trazemos as informações sobre o status de compra dos fertilizantes. Ao mesmo tempo em que executamos a safra atual, seguimos avançando de forma consistente no planejamento da safra 2026/2027. Já garantimos 100% das necessidades de fosfatados, 90% de potássio, 70% dos nitrogenados e 96% dos defensivos agrícolas, assegurando boa parte da nossa demanda de fertilizantes e defensivos. No slide 17, demonstramos a nossa posição atual de hedge para a safra 2026/2027. No âmbito comercial, mantivemos a disciplina na gestão de riscos, ampliando nossas posições vendidas e protegidas para a próxima safra, sempre com foco na preservação de margens e na redução da exposição à volatilidade dos mercados. Atualmente, nossa posição de hedge já contempla 49% da soja e 55% do algodão, considerando os compromissos assumidos.

Speaker #1: Assegurando boa parte da nossa demanda de fertilizantes e defensivos. No slide 17, demonstramos a nossa posição atual de rede para a safra 26/27. No âmbito comercial, mantivemos a disciplina na gestão de riscos, ampliando nossas posições vendidas e protegidas para a próxima safra, sempre com foco na preservação de margens e na redução da exposição à volatilidade dos mercados.

Speaker #1: Atualmente, nossa posição de rede já contempla 49% da soja e 55% do algodão, considerando os compromissos assumidos. Para finalizar, por favor, vamos avançar para o slide 19 para falarmos de alguns destaques em termos de ESG e premiações.

Aurélio Pavinato: Para finalizar, por favor, vamos avançar para o slide 19, para falarmos de alguns destaques em termos de ESG e premiações. Pelo quinto ano consecutivo, fomos reconhecidos entre as melhores empresas do Brasil no prêmio Melhores do ESG da Exame, reforçando o reconhecimento externo da consistência da nossa estratégia ESG. Além disso, identificamos cinco fazendas com balanço de carbono negativo em 2025, demonstrando que produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade podem avançar de forma conjunta. Para finalizar, atingimos o 15º lugar no ranking Great Place to Work Agro 2026, na categoria Grandes Empresas. A evolução no ranking reforça o compromisso contínuo com as pessoas. Em 2025, a companhia ocupava a 19ª posição e agora alcançamos o 15º lugar entre as grandes empresas do agronegócio brasileiro. Agradecemos a presença de todos e neste momento abrimos para a sessão de perguntas e respostas. André.

Speaker #1: Pelo quinto ano consecutivos, fomos reconhecidos entre as melhores empresas do Brasil no prêmio Melhores do ESG da ISANE, reforçando o reconhecimento externo da consistência da nossa estratégia ESG.

Speaker #1: Além disso, identificamos cinco fazendas com balanço de carbono negativo em 2025, demonstrando que produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade podem avançar de forma conjunta.

Speaker #1: E para finalizar, atingimos o 15o lugar no ranking Great Place to Work Agro 2026 na categoria Grandes Empresas, evolução no ranking Reforça o Compromisso Contínuo com as Pessoas, em 2025, a posição, e agora alcançamos a 15o lugar entre as grandes empresas do agronegócio brasileiro.

Speaker #1: Agradecemos a presença de todos e, nesse momento, abrimos para a sessão de perguntas e respostas. André, obrigado para o Renato.

André Vasconcellos: Obrigado, Pavinato. Então agora daremos início ao Q&A. Lembrando que para fazer perguntas, solicitamos que sejam enviadas via ícone de Q&A no botão inferior à sua tela. Por padrão da dinâmica, seus nomes serão anunciados para que façam sua pergunta ao vivo. Neste momento, uma solicitação de ativar seu microfone e câmera aparecerá na tela. Caso não queira abrir seu microfone ou câmera ao vivo, favor escrever "sem microfone e câmera" ao final da pergunta para que eu a leia em voz alta. A nossa primeira pergunta é o senhor Gabriel Barra, do Citi. Então Gabriel, por favor, pode abrir o seu áudio e sua câmera e fazer a sua pergunta. Gabriel?

Speaker #2: Estamos agora, daríamos início ao Q&A. Lembrando que, para fazer perguntas, solicitamos que sejam enviadas via ícone de Q&A no botão inferior à sua nomes serão anunciados, para que façam sua pergunta ao vivo.

Speaker #2: E, neste momento, uma solicitação de ativar seu microfone e câmera aparecerá na tela. Caso não queira abrir seu microfone ou câmera, ao vivo, favore escrever sem microfone e câmera ao final da pergunta, para que eu a leia em voz alta.

Speaker #2: A nossa primeira pergunta é o senhor Gabriel Barra, do Citi. Então, Gabriel, por favor, pode abrir o seu áudio e sua câmera e fazer a sua pergunta.

Speaker #2: Gabriel?

Speaker #3: Olá, pessoal. Conseguem me ouvir?

Gabriel Barra: Olá, pessoal, conseguem me ouvir?

Speaker #2: Pode ouvir, Gabriel. Bom dia.

Aurélio Pavinato: Positivo, Gabriel, bom dia.

Speaker #3: Bom dia, Aurélio. Bom dia, Ivo. Bom dia, André. Obrigado por pegarem minhas perguntas aqui. Eu tenho dois pontos. Eu acho que, inevitavelmente, a discussão de El Niño sempre vem à tona quando a gente está falando do agro, e acho que não tem como fugir dessa pergunta, né?

Gabriel Barra: Bom dia, Aurélio. Bom dia, Ivo. Bom dia, André. Obrigado por pegar minhas perguntas. Eu tenho dois pontos. Eu acho que inevitavelmente a discussão de El Niño sempre vem à tona quando a gente está falando do agro e acho que não tem como fugir dessa pergunta. Acho que a gente está vendo um cenário muito desafiador para o cenário de clima. Tem várias empresas que a gente conversa, já estão se preparando para esse cenário um pouco mais desafiador que está começando a aparecer. Eu queria ouvir de vocês o que dentro da empresa vocês têm discutido como medidas paliativas, como contornar possíveis impactos climáticos.

Speaker #3: Eu acho que a gente está vendo cenário muito desafiador aqui para o cenário de clima, tem várias empresas que a gente conversa, já estão se preparando, né, para esse cenário pouco mais desafiador que está começando a aparecer.

Speaker #3: E aí eu queria ouvir de vocês, assim, o que que dentro da empresa vocês têm discutido como medidas aqui paliativas, como contornar possíveis impactos aqui climáticos.

Speaker #3: Eu acho que o próprio investimento de irrigação já diz pouco, né, sobre como vocês vêm se comportando em relação a esse risco climático ao longo do tempo, mas eu queria ver se vocês estão fazendo alguma coisa mais específica olhando para esse cenário agora do segundo semestre, pensando até para a safra na próxima safra aqui, como que vocês vão se, talvez, se proteger aqui desse cenário pouco mais incerto.

Gabriel Barra: Acho que o próprio investimento de irrigação já diz um pouco sobre como vocês vêm se comportando em relação a esse risco climático ao longo do tempo, mas eu queria ver se vocês estão fazendo alguma coisa mais específica, olhando para esse cenário agora do segundo semestre, pensando até na próxima safra, como que vocês vão talvez se proteger aquele cenário um pouco mais incerto. O segundo ponto, olhando para a alocação de capital, a gente viu a companhia num patamar mais alavancado. Eu acho que mesmo sazonalmente, quando a gente compara com o ano passado, vocês estão 0.7 pontos acima do que vocês estavam no ano passado. Acho que o próprio Ivo mencionou sobre os investimentos e sobre o momento de working capital, mas é um patamar talvez que deixa um pouco mais desconfortável, dado o cenário de juros também mais alto para o ano que vem.

Speaker #3: O segundo ponto, o Leandro falou questão de capital, a gente viu a companhia aqui num patamar mais alavancado, né? Eu acho que mesmo sazonalmente, quando a gente compara com o ano passado, vocês estão ali 0,7 pontos ali acima do que vocês estavam no ano passado.

Speaker #3: Eu acho que o próprio Ivo mencionou sobre os investimentos e sobre o momento aqui de working capital, mas é patamar talvez que deixa pouco mais desconfortável aqui dado o cenário de juros também mais alto para o ano que vem, né?

Speaker #3: A gente viu uma trajetória, talvez, de queda de juros, aí mudou, acho que a trajetória. Então, eu queria ouvir um pouco de vocês sobre como vocês estão vendo esse nível de alavancagem, no sentido de quanto a gente deveria esperar aqui no final do ano, na visão de vocês, para onde deveria convergir esse patamar de alavancagem. E, segundo, se isso incomoda vocês e se tem alguma coisa a ser feita no curto prazo aqui para, talvez, diminuir esse nível de alavancagem frente ao cenário desafiador do El Niño e frente a esses juros mais altos que a gente está vendo para o ano que vem.

Gabriel Barra: A gente viu uma trajetória, talvez, de queda de juros, aí mudou a trajetória. Eu queria ouvir um pouco de vocês, como que vocês estão vendo esse nível de alavancagem, no sentido de quanto que a gente deveria esperar que no final do ano, na visão de vocês, para onde deveria convergir esse patamar de desalavancagem. O segundo, se isso incomoda vocês, se tem alguma coisa a ser feita no curto prazo para talvez diminuir esse nível de alavancagem frente ao cenário desafiador do El Niño e frente a esses juros mais altos que a gente está vendo para o ano que vem. Obrigado.

Speaker #3: Obrigado.

Speaker #2: Bom dia, Gabriel. Então, novamente, só fez pergunta fácil, né, Gabriel? Eu vou responder a primeira pergunta sobre o El Niño e depois o Ivo vai responder sobre alavancagem e os indicadores financeiros, né?

Aurélio Pavinato: Bom dia, Gabriel. Novamente, só fez pergunta fácil. Eu vou responder a primeira pergunta sobre o El Niño, depois o Ivo vai responder sobre a alavancagem dos indicadores financeiros. A gente tem o histórico do El Niño no mundo e no Brasil e o efeito que ele provoca na nossa operação. El Niños fortes, esse ano a previsão, e está sendo já um El Niño forte. Então El Niños fortes provocam menor quantidade de chuva lá no Centro Norte do Brasil e provocam mais chuva aqui no Sul do Brasil. Então realmente a gente está se preparando para enfrentar esse El Niño. O que a gente pode fazer para mitigar os danos do El Niño, se realmente ele provocar danos. Os danos podem ser maiores ou menores. A gente teve anos de El Niño que os danos foram pequenos ou quase nada.

Speaker #2: O El Niño, a gente tem histórico de El Niño aí no mundo e no Brasil, e o efeito que ele provoca na nossa operação.

Speaker #2: Então, e El Niños fortes, esse ano a previsão e está sendo já El Niño forte, então El Niños fortes eles provocam menor quantidade de chuva lá no centro-norte do Brasil e provocam mais chuva aqui no sul do Brasil, né?

Speaker #2: Então, realmente a gente está se preparando para enfrentar esse El Niño o que que a gente acredita, o que que a gente pode fazer para mitigar os danos do El Niño se realmente ele provocar danos, né?

Speaker #2: Os danos eles podem ser maiores ou menores, a gente teve anos de El Niño que os anos foram pequenos ou quase nada, a Mato Grosso vai chover menos que o normal, Mato Grosso chove em excesso sempre, então chover menos que o normal não significa que vai faltar chuva, né?

Aurélio Pavinato: Mato Grosso vai chover menos que o normal. Mato Grosso chove em excesso sempre. Então chover menos que o normal não significa que vai faltar chuva. Esse é um ponto. A Bahia chover menos que o normal, normalmente falta chuva, porque não chove em excesso na Bahia. Então esses são os extremos em termos de chuva que nós temos hoje. Nós temos o Mato Grosso, Bahia e tem Maranhão e Mato Grosso do Sul, que chove intermediário entre as duas regiões, mas o Mato Grosso do Sul, normalmente o El Niño não afeta. Maranhão também é menos afetado, apesar da região toda Nordeste ser afetada, o Maranhão, normalmente os veranicos são mais curtos quando acontecem nesses anos de El Niño. Ok, então esse cenário, poderemos ter secas nas nossas fazendas, então o que a gente pode fazer para mitigar? Pega um exemplo que nós estamos executando hoje.

Speaker #2: Esse é ponto, né? E a Bahia chover menos que o normal, normalmente falta chuva, porque não chove em excesso na Bahia, né? Então, esse são os extremos em termos de chuva que nós temos hoje, né?

Speaker #2: Nós temos o Mato Grosso, Bahia, e tem Maranhão e Mato Grosso do Sul que chove intermediário, entre as duas regiões, mas Mato Grosso do Sul normalmente nunca é o El Niño não afeta, né?

Speaker #2: E Maranhão também é menos afetado, apesar da região toda nordeste ser afetada, o Maranhão normalmente os veraneios são mais curtos quando acontece nesses anos de El Niño.

Speaker #2: Ok, então esse cenário a gente está sabendo, poderíamos ter secas, nas nossas fazendas, e então o que que a gente pode fazer para mitigar, né?

Speaker #2: Então, pega o exemplo que nós estamos executando hoje, né? Claro, toda a melhoria de coberturas de solo e evitar o revolvimento do solo. Se vamos aplicar adubo incorporado, isso vai soltar a superfície do solo, isso provoca maior evaporação de água e isso expõe mais, na germinação da soja, o risco de perder umidade mais rapidamente e ela não germinar.

Aurélio Pavinato: Claro, toda a melhoria de coberturas de solo e evitar o revolvimento do solo. "Vamos aplicar um adubo incorporado", isso vai soltar a superfície do solo, isso provoca maior evaporação de água e isso expõe mais na germinação da soja o risco de perder umidade mais rapidamente e ela não germinar. Então a gente mudou a prática de manejo esse ano para mitigar e conservar mais a umidade no solo. Ao longo dos últimos anos, temos investido muito em coberturas de solo, então hoje a gente está com um sistema muito mais protegido em termos de capacidade de reter água no solo, em relação ao que nós tínhamos lá em 2016, que foi que aconteceu um El Niño forte. Essas são algumas ações. O ajuste do timing de plantio. Na Bahia, planta o algodão em dezembro.

Speaker #2: Então, a gente mudou práticas de manejo este ano para mitigar e conservar mais a umidade no solo. Ao longo dos últimos anos, temos investido muito em coberturas de solo, então hoje a gente está com um sistema muito mais protegido em termos de capacidade de reter água no solo, em relação ao que nós tínhamos lá em 2016, que foi quando aconteceu El Niño forte. Então, essas são algumas ações.

Speaker #2: O ajuste do time de plantio, então, na Bahia planto algodão em dezembro, ok, este ano tem que aproveitar chuvas que der e já plantar mais cedo, porque daí se faltar chuva lá no final, a tua cultura já vai estar mais pronta e aí não vai provocar dano menor.

Aurélio Pavinato: Ok, este ano, tem que aproveitar a chuva se der e já plantar mais cedo, porque se faltar chuva lá no final, a tua cultura já vai estar mais pronta e vai provocar um dano menor. Então o ajuste do timing de plantio, de acordo com as previsões de clima, também para mitigar um eventual veranico no meio do ciclo ou no final do ciclo, que pode provocar quebra da safra. Ou o ajuste nos insumos. Eu vou aplicar todo o potássio na primeira aplicação? Não, vamos dividir, vou aplicar a primeira, se o clima está indo bem, aplica a segunda, senão preserva, deixa no estoque o produto. A mesma coisa o N, o nitrogênio. Normalmente, aplica no algodão em três vezes. E vai regulando de acordo com a evolução da cultura, você aplica mais. É toda uma estratégia para conservar umidade e uma estratégia para reduzir custos.

Speaker #2: Então, o ajuste do time de plantio, de acordo com as previsões de clima, também para mitigar eventual veraneio no meio do ciclo ou no final do ciclo que provocar quebra da safra, né?

Speaker #2: O ajuste nos insumos, eu vou aplicar todo o potássio na primeira aplicação? Não, vamos dividir, vamos aplicar a primeira, se o clima está indo bem, aplica a segunda.

Speaker #2: Se não, preserva, deixa no estoque esse produto. A mesma coisa o N, o nitrogênio, eu vou aplicar, normalmente aplica no algodão em três vezes, né?

Speaker #2: Então, você vai regulando de acordo com a evolução da cultura, você aplica mais. Então, é toda uma estratégia para conservar umidade e uma estratégia para reduzir custos.

Speaker #2: Esse é o que a gente pode fazer e, obviamente, maximizar a chuva que tiver, né? Então, tentar ajustar time de plantio e de acordo com as previsões para a gente evitar de ter maiores perdas.

Aurélio Pavinato: Isso é o que a gente pode fazer e, obviamente, maximizar a chuva que tiver. Tentar ajustar timing de plantio de acordo com as previsões, para a gente evitar de ter maiores perdas. Isso que nós estamos fazendo para tentar mitigar um eventual dano que a gente possa ter em função do El Niño.

Speaker #2: Então, esse é isso que nós estamos fazendo para tentar mitigar eventual dano que a gente possa ter em função do El Niño.

Speaker #1: E talvez até comentando, né, Fernando, sobre a diferença desse nosso cenário interno de distribuição de áreas, né?

Ivo Marcon Brum: Talvez até comentar, Aurélio Pavinato, sobre a diferença do nosso cenário interno de distribuição de áreas.

Speaker #2: Sim, sim. Claro, para nós compararmos com 2016, onde a gente teve uma perda bem expressiva, em 2016 nós perdemos 20% da produção, a gente economizou o equivalente a 5%, então a perda final efetiva foi de 15%.

Aurélio Pavinato: Sim. Claro, se nós compararmos com 2016, onde a gente teve uma perda bem expressiva, em 2016 nós perdemos 20% da produção. A gente economizou o equivalente a 5%, então a perda final efetiva foi de 15%. Em 2016, nós estávamos com um share de áreas na região Nordeste, muito maior do que no Centro-Oeste. E nós estávamos com um share de áreas imaturas, em fase de transformação de cerrado para lavoura, também de mais de 20%, 25%. Hoje nós estamos com 100% das nossas áreas maduras, 100% bem corrigidas, então o sistema hoje é muito mais resiliente. Eu lembro bem, em 2016, lavouras da Bahia, áreas maduras, produziram 45, 50, 55 sacas por hectare de soja. Áreas jovens de primeiro ano, segundo ano, produziram 10, 12 sacas por hectare de soja. Então a diferença é grande quando você tem entre esses dois sistemas. E também a irrigação.

Speaker #2: Em 2016, nós estávamos com share de áreas na região Nordeste muito maior do que no Centro-Oeste, e nós estávamos com share de áreas imaturas em fase de transformação de cerrado para lavoura também de mais de 20%, 25%.

Speaker #2: Hoje nós estamos com 100% das nossas áreas maduras, 100% bem corrigidas, então o sistema hoje ele é muito mais resiliente, e eu lembro bem, em 2016, lavouras da Bahia, áreas maduras, produziram 45%, 50%, 55% sacas por hectare de soja, áreas jovens de primeiro ano, segundo ano, produziram 10%, 12% sacas por hectare de soja.

Speaker #2: Então, a diferença é grande quando você tem entre esses dois sistemas, né? E também a irrigação, né? Quer dizer, lá em 2016 a gente praticamente não tinha irrigação na Bahia, e agora, com o projeto que está sendo concluído agora, este mês, lá na Fazenda Piratini, nós estamos fechando com 25.000 hectares irrigados, né?

Aurélio Pavinato: Quer dizer, lá em 2016, a gente praticamente não tinha irrigação na Bahia. Agora, com o projeto que está sendo concluído esse mês, lá na Fazenda Paladino, nós estamos fechando com 25 mil hectares irrigados. Então é 25 mil hectares nas fazendas onde o risco era maior, ou é maior. Esses 25 mil hectares, como faz duas safras na área irrigada, são equivalentes a 50 mil hectares na Bahia e um pouquinho em Goiás, mas a maior parte na Bahia, que nós temos irrigação hoje, que a gente não tinha em 2016. Por isso que nós, num cenário similar de seca, de danos, a gente tem uma expectativa de que as perdas em 2027 serão bem menores do que foram em 2016.

Speaker #2: Então, é 25.000 hectares nas fazendas onde o risco era maior, ou é maior, então esses 25.000 hectares são como fazer duas safras na área irrigada, então são o equivalente a 50.000 hectares na Bahia e um pouquinho em Goiás, mas a maior parte na Bahia, que nós temos irrigação hoje, que a gente não tinha em 2016.

Speaker #2: Por isso que nós, num cenário similar de seca, de danos, a gente tem uma expectativa de que as perdas em 2027 serão bem menores do que foram em 2016.

Speaker #1: Bom, só uma alavancagem barra quando a gente fez a questão da sílice, nós já sabíamos que haveria uma necessidade de aumento do capital de giro, né?

Ivo Marcon Brum: Sobre alavancagem, quando a gente fez a aquisição da Sierentz Agro, nós já sabíamos que haveria uma necessidade de aumento do capital de giro. Geralmente, a companhia paga a maior parte dos seus fornecedores ao longo do primeiro semestre, foi o que aconteceu esse ano. Então, chegar agora no meio do ano com uma relação dívida/EBITDA de 3x, dentro daquele indicador que a gente demonstra, era esperado. Não é surpresa para nós. Logicamente, o segundo semestre agora se caracteriza pela venda do algodão, final de colheita de algodão e milho, e a entrega desses produtos referente à safra no segundo semestre, boa parte dele, ainda tem a finalização da soja. Então a expectativa é que haja uma redução significativa nessa alavancagem. Tanto é que nos leva a questionar se existe a necessidade ou não de captar recursos para fazer o pagamento dessas terras que a gente adquiriu em julho.

Speaker #1: Geralmente, né, a companhia paga boa parte, a maior parte dos seus fornecedores ao longo do primeiro semestre, que foi quando aconteceu esse ano. Então, assim, chegar agora no meio do ano com uma relação de dividend bit daí de três vezes, né, dentro daquele indicador que a gente demonstra, era esperado, tá?

Speaker #1: Não é surpresa para nós. Logicamente, segundo semestre agora, essas caracterizam pela venda do algodão, né, colheita, final de colheita de algodão e milho, e a entrega desses produtos, né, referente à safra no segundo semestre, boa parte dele ainda tem finalização da soja, então a expectativa é que haja uma redução significativa nessa alavancagem, né?

Speaker #1: Tanto é que nos leva a questionar se existe a necessidade ou não de captar recursos para fazer o pagamento dessas terras que a gente adquiriu em julho, né?

Speaker #1: Então, ainda esse é processo que ainda está em maturação aí de fechamento. Então, já está comprado, mas falta ainda efetivamente o pagamento. Então, porque vai ter, é período de muita geração de caixa.

Ivo Marcon Brum: Esse é um processo que ainda está em maturação de fechamento. Já está comprado, mas falta ainda efetivamente o pagamento. É um período de muita geração de caixa, então a gente vai fechar o ano com essa relação dívida/EBITDA muito menor que está hoje. Agora, lógico, se a gente quiser acelerar a desalavancagem, a gente, assim como o Grupo Radar, teve a oportunidade de fazer vendas, nós também temos oportunidade de fazer vendas. Só que no nosso caso, especificamente, são vendas que a gente gostaria de fazer sale-leaseback, para continuar a operação, tendo em vista que a gente já conhece as áreas, já sabe o potencial das mesmas. Então, seria bastante ruim para nós perder uma área já operando, simplesmente para fazer desalavancagem.

Speaker #1: Então, a gente vai fechar o ano com essa relação de dividend bit muito menor que está hoje, né? Agora, lógico, se a gente quiser acelerar a desalavancagem, a gente assim como o Grupo Kadar teve a oportunidade de fazer vendas, nós também temos oportunidade de fazer vendas, só que no nosso caso especificamente são vendas que a gente gostaria de fazer ser leaseback, para continuar a operação tendo em vista que a gente já conhece as áreas, já sabe o potencial das mesmas.

Speaker #1: Então, assim, seria bastante assim, ruim para nós perder uma área já operando, simplesmente para fazer desalavancagem, né? Então, assim, a ideia é fazer leaseback, como foi comentado até na ata do conselho lá de junho, quando em julho, quando autorizou a compra, que a gente pudesse fazer também uma transação de vendas de terra, mas no nosso caso especificamente seria uma venda com seu leaseback.

Ivo Marcon Brum: A ideia é fazer o sale-leaseback, como foi comentado até na ata do conselho lá de julho, quando autorizou a compra, que a gente pudesse fazer também uma transação de venda de terra, mas no nosso caso, especificamente, seria uma venda com sale-leaseback. Estamos trabalhando para isso é uma coisa que não é do dia para a noite, tem que achar um investidor correto, que fique adequado a esse perfil, mas estamos trabalhando para isso. A alavancagem de 3x nos deixa desconfortável, mas já estava previsto dentro do nosso orçamento.

Speaker #1: Estamos trabalhando para isso. Isso é uma coisa que não é do dia para a noite, tem que achar o investidor correto, né, que fique adequado a esse perfil. Mas estamos trabalhando para isso. Assim, a alavancagem de 3 nos deixa desconfortáveis, mas já estava previsto dentro do nosso orçamento.

Speaker #3: Tá ótimo, Ivo. Aurélio, obrigado por essas respostas, super claro.

Gabriel Barra: Tá ótimo, Ivo. Aurélio, obrigado pelas suas respostas, seu preparo.

Speaker #1: Obrigado.

Speaker #2: Obrigado. Então agora vamos para a nossa próxima pergunta. Por favor, Gabriel Palhares, Guilherme Palhares, pode fazer a pergunta, abrir sua câmera e seu áudio.

André Vasconcellos: Obrigado, Barra. Agora vamos para a nossa próxima pergunta. Por favor, Guilherme Pagliari, pode fazer a pergunta, abrir sua câmera e seu áudio. Pagliari, está conosco?

Speaker #2: Palhares está conosco?

Speaker #3: Bom dia, Fabinato, Ivo, André, desculpa demorar pouquinho aqui o processo. Fabinato, parabéns pelos 33 anos de empresa. Espero que esteja tudo bem aí no estado que a gente viu que estava com alerta de chuva de novo.

Guilherme Pagliari: Bom dia, Pavinato e André. Desculpa a demora, aqui o processo. Pavinato, parabéns pelos 33 anos de empresa. Espero que esteja tudo bem aí no estado, que a gente viu que está com alerta de chuva de novo. Queria ouvir dois pontinhos de vocês aqui, bem rápidos. Primeiro é sobre esse timing de compra de fertilizantes. Vocês fizeram agora uma compra grande de nitrogênio, parece que novamente acertando o timing. Vocês se anteciparam à questão do cloreto, a ureia, parece que o nitrogênio de modo geral deu uma oportunidade enquanto o geopolítico ajudou ao longo do tri, depois voltou a piorar. Então eu queria ouvir um pouquinho de você sobre isso.

Speaker #3: Queria ouvir dois pontinhos de vocês aqui bem rápidos. Primeiro é sobre esse timing de compra de fertilizantes, né? Vocês fizeram agora uma compra grande de nitrogênio, parece que novamente acertando o timing, né?

Speaker #3: Vocês anteciparam a questão do cloreto, a ureia ali parece que o nitrogênio de modo geral deu uma oportunidade ali enquanto teve o geopolítico ajudou ao longo do tri, depois voltou a piorar.

Speaker #3: Então queria ouvir pouquinho de vocês sobre isso. E depois queria ouvir e fazer o follow-up na pergunta do Barra, Ivo, sobre pouco do cronograma da dívida, se você acha que tem alguma coisa para ser feita ali em termos de extensão do prazo da dívida, dado que o cronograma ali de 27, 28 tem alguma concentração.

Guilherme Pagliari: Depois queria ouvir e fazer o follow-up na pergunta do Barra, Ivo, sobre um pouco do cronograma da dívida, se você acha que tem alguma coisa para ser feita em termos de extensão do prazo da dívida, dado que o cronograma de 2027, 2028 tem alguma concentração. Obrigado.

Speaker #3: Obrigado.

Speaker #2: Perfeito, Guilherme. Obrigado pela pergunta. A compra de fertilizantes, então, a gente acertou os timings de compra para a safra 20, para a próxima safra 26, 27.

Aurélio Pavinato: Perfeito, Guilherme. Obrigado pela pergunta. A compra de fertilizantes, a gente acertou os timings de compra para a próxima safra 2026 e 2027. Nós tínhamos comprado todo o fósforo antes da guerra e o fósforo é o que sofreu e está sofrendo uma mudança estrutural de custo de produção a nível internacional. Então é o produto que menos recuou agora, quando a guerra arrefeceu. O potássio não sofreu grandes influências da guerra. A gente já tinha comprado também no início da guerra. A gente divulgou no trimestre passado que essa combinação de fósforo e potássio, a gente conseguiu comprar para o próximo plantio com uma redução de preços em dólar em torno de 4%. O nitrogênio, a gente acertou o timing novamente, a gente assegurou para comprar quando subiu e compramos 70% do volume naquele valezinho que eu mostrei no gráfico, no ponto mais baixo da curva.

Speaker #2: Nós tínhamos comprado todo o fósforo antes da guerra, e o fósforo é o que sofreu e está sofrendo uma mudança estrutural de custo de produção a nível internacional.

Speaker #2: Então, é o produto que menos recuou agora, quando a guerra arrefeceu. Então, assim como o potássio — o potássio não sofreu grandes influências da guerra. A gente comprou, já tinha comprado também ali no início da guerra. Então, a gente divulgou no trimestre passado que essa combinação de fósforo e potássio a gente conseguiu comprar para o próximo plantio com uma redução de preços em dólar de em torno de 4%, né?

Speaker #2: O nitrogênio, então a gente acertou o timing novamente, a gente assegurou para comprar, que quando subiu, e compramos 70% do volume naquele valezinho que eu mostrei no gráfico ali, no ponto mais baixo da curva, então a gente comprou 70%, depois isso voltou a subir de novo, agora está voltando a cair novamente, então aí temos 30% para comprar ainda, que é produto que vai ser usado o ano que vem somente, então tem tempo para comprar, então o fertilizante a gente está conseguindo ter uma formação de custo de produção da próxima safra em níveis, eu diria assim, adequados, né?

Aurélio Pavinato: A gente comprou 70%, depois voltou a subir de novo, agora está voltando a cair novamente. Temos 30% para comprar ainda, que é um produto que vai ser usado ano que vem, somente, então tem tempo para comprar. O fertilizante a gente está conseguindo ter uma formação de custo de produção na próxima safra em níveis adequados. A gente não tem o risco de nós termos um aumento de custo de produção na próxima safra expressivo. A nossa expectativa hoje é de que o aumento de preços que aconteceu no mercado internacional, a gente tenha um aumento de preços para a próxima safra melhor do que o aumento de custos. Esse é o resumo que dá para fazer, Guilherme.

Speaker #2: E a gente então não tem risco de nós termos aumento de custo de produção na próxima safra expressivo. O nosso, a nossa expectativa hoje é de que o aumento de preços que aconteceu no mercado internacional, a gente tem aumento de preços para a próxima safra melhor do que o aumento de custos.

Speaker #2: Esse é o resumo que dá para fazer, Guilherme.

Speaker #1: Bom, sobre o cronograma da dívida, eu diria assim, né, Guilherme, a gente invariavelmente vai ter todo ano pagamento ao redor de 1.200, 1.300, em função de ser safra, né?

Ivo Marcon Brum: Sobre o cronograma da dívida, eu diria assim, Guilherme, a gente invariavelmente vai ter todo ano um pagamento da ordem de BRL 1.2 billion, BRL 1.3 billion, em função de ser safra. Tem todos os financiamentos originados de safra que acabam sendo de prazo de um ano. Mas efetivamente a gente está trabalhando o prolongamento da dívida, a ideia é contratar alguma dívida no segundo semestre, talvez mais longa. Estamos até estudando, talvez até trabalhar um pouco dolarizado com essa nova dívida, tendo em vista que a gente não vê um cenário de redução de taxas de juros no curto prazo. A gente esperava isso que acontecesse no início de 2026, acabou não acontecendo e agora o cenário que estava mais otimista, já não está tão otimista.

Speaker #1: Então tem todos os financiamentos oriundos de safra que acabam sendo de prazo de ano. Mas efetivamente a gente está trabalhando para o alongamento da dívida, a ideia é contratar alguma dívida no segundo semestre, talvez mais longa, né?

Speaker #1: Então está estudando talvez até trabalhar pouco dolarizado com essa nova dívida, tendo em vista que a gente não vê cenário de redução de taxas de juros no curto prazo, né?

Speaker #1: A gente esperava isso que acontecesse no início de 2026, acabou não acontecendo, e agora o cenário que estava mais otimista de anotar tão otimista, então talvez a gente está até avaliando tomar pouco de dívida em dólar e deixar pouco mais mix entre reais e dólar e alongar pouco essa dívida, porque para eu em dólar tu tem uma taxa que está girando entre 6, 7% ao ano, né?

Ivo Marcon Brum: Talvez a gente está até avaliando tomar um pouco de dívida em dólar e deixar um pouco mais o mix entre reais e dólar e alongar um pouco essa dívida, porque em dólar tu tem uma taxa que está girando entre 6% e 7% ao ano. Isso, de certa forma, com pagamento anual de juros, tu vai pagar esse juro no curto prazo e tu deixa a variação cambial para pagar lá no final, quando for fazer a amortização. Estamos avaliando tudo isso, mas a ideia é sim renegociar a dívida, que é natural, é normal, no nosso caso, ter uma dívida de curto prazo um pouquinho mais elevada, principalmente em função de ser financiado pela safra.

Speaker #1: E aí isso de certa forma com o pagamento anual de juros, tu vai pagar esse juro no curto prazo e aí tu deixa a variação cambial para pagar lá no final quando for fazer a amortização.

Speaker #1: Então estamos avaliando tudo isso, mas a ideia é sim renegociar a dívida, que é natural, é normal, no nosso caso ter uma dívida de curto prazo pouquinho mais elevada, principalmente em função de ser financiado pela safra, né?

Speaker #3: Pedro, feito. Ivo, Fabinato, se eu puder só fazer follow-up na tua fala, me parece, e aí juntando com a resposta que vocês deram agora para o Barra, que num cenário de custo que parece elevado, acho que talvez nem todo mundo tenha operado tão bem fertilizantes quanto vocês, né?

Guilherme Pagliari: Perfeito, Ivo. Aurélio, se eu puder só fazer um follow-up na tua fala. Me parece, juntando com a resposta que vocês deram agora para o Gabriel Barra, que em um cenário de custo que parece elevado, acho que talvez nem todo mundo tenha operado tão bem fertilizantes quanto vocês. E que talvez o produtor vá assumir um pouco mais de risco para a próxima safra, porque querendo ou não, tem a questão climática, tem uma questão de inflação de custo acontecendo. Quando vocês pensam um pouco na estratégia de hedge, vocês estão levando em consideração alguma possibilidade de uma subaplicação de insumos levar a uma produtividade menor? É uma coisa que está no radar de vocês?

Speaker #3: E que talvez o produtor vá assumir pouco mais de risco para a próxima safra, porque querendo ou não, tem a questão climática, tem uma questão de inflação de custo acontecendo, quando vocês pensam pouco na estratégia de hedge, vocês estão levando em consideração alguma possibilidade de uma subaplicação de insumos levar uma produtividade menor, é uma coisa que está no radar de vocês?

Speaker #2: Não, não. A gente está usando dentro dos conceitos agronômicos, a dose de máxima eficiência econômica, né? Que normalmente não é a dose de máxima eficiência produtiva.

Aurélio Pavinato: Não. A gente está usando, dentro dos conceitos agronômicos, a dose de máxima eficiência econômica, que normalmente não é a dose de máxima eficiência produtiva. A dose de máxima eficiência econômica é aquela que gera o maior retorno econômico. A gente trabalha fortemente esses conceitos de máxima eficiência econômica em busca de maximizar. A gente não está reduzindo o uso de fertilizantes na próxima safra, tem ajustes finos, pontuais, obviamente dependendo do histórico de uso e da fertilidade do solo, mas a gente não está deixando de adubar as áreas. É aquilo que eu falei anteriormente, a gente vai deixar de aplicar se a lavoura não estiver tendo água. A ideia é deixar de gastar, porque seria um gasto que você não teria retorno. Se não está tendo água, a planta não vai produzir. Essa gestão de custos em função da seca.

Speaker #2: A dose de máxima eficiência econômica é aquela que gera o maior retorno econômico, né? Então a gente trabalha fortemente esses conceitos de máxima eficiência econômica, e então em busca maximizar.

Speaker #2: A gente não está reduzindo o uso de fertilizantes na próxima safra. Tem ajustes finos, pontuais, obviamente dependendo do histórico de uso e da fertilidade do solo, mas a gente não está deixando de adubar as áreas.

Speaker #2: É aquilo que eu falei anteriormente: a gente vai deixar de aplicar se a lavoura não tiver tendo água. Então, aí a ideia é deixar de gastar, né?

Speaker #2: Porque seria gasto que você não teria retorno, né? E se não está tendo água, a planta não vai produzir, né? Por isso que é bom. É isso, né?

Speaker #2: Essa gestão de custos em função da seca, né? Mas tendo chuva normal, suficiente para as plantas desenvolverem, a gente vai adubar a lavoura normal também.

Aurélio Pavinato: Mas tendo chuva normal, suficiente para as plantas desenvolverem, a gente vai adubar a lavoura normal também.

Speaker #3: Perfeito, obrigado, gente. Bom dia.

Guilherme Pagliari: Perfeito, obrigado, gente. Bom dia.

Speaker #1: Obrigado, Palhares. A nossa próxima pergunta então vem do senhor Leonardo Alencar, da XP. Alencar, por favor, pode abrir seu áudio, sua câmera e fazer sua pergunta.

André Vasconcellos: Obrigado, Pagliari. A nossa próxima pergunta vem do senhor Leonardo Alencar, da XP. Alencar, por favor, pode abrir seu áudio e sua câmera e fazer sua pergunta.

Speaker #4: Bom dia, bom dia a todos. Bom dia, Ivo, bom dia, Fabinato, bom dia, André. Tenho duas perguntas aqui. Uma talvez até para ouvir de vocês que têm esses acontecimentos recentes em relação, ou talvez não acontecimentos, da questão do B16 no Brasil.

Leonardo Alencar: Bom dia a todos. Bom dia, Ivo. Bom dia, Pavinato. Bom dia, André. Tenho duas perguntas. Uma talvez até para ouvir de vocês, em termos desses acontecimentos recentes, ou talvez não acontecimentos, da questão do B16 no Brasil, tinha uma expectativa já ajustada versus o atraso do ano passado, de que só iria ter o aumento a partir de agosto, ao contrário de abril, que era o normal. Agora a gente começa a ter notícia que talvez isso aconteça em agosto de 2027 ou pelo menos no começo do ano que vem, somente, o B17.

Speaker #4: Tinha uma expectativa já ajustada, versus o atraso do ano passado, de que só iria ter aumento a partir de agosto, né? Ao contrário de abril, que era o normal.

Speaker #4: E agora a gente começa a ter notícia que talvez isso aconteça talvez agosto de 2027, ou pelo menos o começo do ano que vem somente, o B17.

Speaker #4: Fica nesse atraso, mas talvez venha patamar pouco mais alto, seria espaço para ser B17 de uma vez, mas essa frustração se isso vocês já têm sentido impacto na demanda de mercado interno, em menos prêmio, eventualmente favorecendo dinâmica de exportações, o que você pode ter mudado para vocês, qual a leitura de vocês nesse ponto do biodiesel?

Leonardo Alencar: Fica nesse atrasa, mas talvez em um patamar um pouco mais alto, seria espaço para ser B17 de uma vez, mas essa frustração, se isso vocês já tinham sentido um impacto na demanda de mercado interno, em menos prêmio, eventualmente favorecendo a dinâmica de exportações, o que isso pode ter mudado para vocês, para a leitura de vocês nesse ponto do biodiesel? O segundo aspecto, até uma pergunta um pouco mais aberta para o Pavinato. A gente viu uma mudança bastante importante na curva de algodão recentemente e a estratégia de vocês de hedge foi realmente muito assertiva.

Speaker #4: E o segundo aspecto, até uma pergunta pouco mais aberta para o Fabinato, a gente viu uma mudança bastante importante assim da curva de algodão recentemente, e a estratégia de vocês, de hedge, foi realmente muito assertiva.

Speaker #4: Aí teve movimento de alta, talvez acompanhando a dinâmica da guerra. Teve até uma acomodação de preço do petróleo em que o algodão não voltou na mesma intensidade; o petróleo voltou a andar novamente, o algodão agora deu uma acelerada a mais. Mas a gente está vendo muito essa dinâmica ainda num cenário mais de curto, de 2027 somente, né?

Leonardo Alencar: Aí teve o movimento de alta, talvez acompanhando a dinâmica da guerra, teve até uma acomodação de preço do petróleo em que o algodão não voltou na mesma intensidade, o petróleo voltou a andar novamente, o algodão agora deu uma acelerada a mais, mas a gente está vendo muito essa dinâmica ainda em um cenário mais de curto, de 2027 somente. A curva longa não está reagindo a esse cenário de curto. Então na hora que a gente olha, até pensando na modelagem de vocês, na hora que a gente vê a curva mais curta andando, dado o hedge, o impacto é menor, porque a curva longa está praticamente estabilizada na casa de 11. A gente trabalha entre 78 e 80. Então Pavinato, eu quero ouvir um pouco de você sua leitura sobre o mercado de algodão, mais no longo prazo.

Speaker #4: A curva longa não está reagindo a esse cenário de curto. Então na hora que a gente olha até pensando na modelagem de vocês, na hora que a gente vê a curta a curva mais curta assim andando, dado o hedge, o impacto é menor porque a curva longa está praticamente estabilizada ali na casa do 11.

Speaker #4: A gente trabalha entre 78 e 80. Então, Fabinato, eu queria ouvir pouco de vocês, sua leitura sobre o mercado, de algodão, mais nessa mais no longo prazo, tá?

Speaker #4: Mais onde que a gente teria espaço eventualmente para construir uma leitura pouco mais favorável.

Leonardo Alencar: Onde a gente teria espaço, eventualmente, para construir uma leitura um pouco mais favorável.

Speaker #2: Perfeito, Leonardo. Obrigado pelas perguntas. A demanda de soja para biocombustíveis, dentro desse cenário de petróleo mais caro, fortalece a tese dos biocombustíveis, né? E motiva, os governos, de todos os países do mundo, a aumentar o consumo de biocombustíveis.

Aurélio Pavinato: Perfeito, Leonardo. Obrigado pelas perguntas. A demanda de soja para biocombustíveis, dentro desse cenário de petróleo mais caro, fortalece a tese dos biocombustíveis. Motiva os governos de todos os países do mundo a aumentar o consumo de biocombustíveis. Nesse ponto, ele é positivo. Mesmo mantendo o B15 atualmente, hoje, no Brasil, está tendo uma demanda bem consistente por soja. Se você olhar os preços da soja hoje no Mato Grosso, já está desconectado da paridade exportação. O mercado interno está pagando um preço melhor. Nós temos agora um segundo semestre com preço doméstico hoje melhor da soja, especialmente no Mato Grosso. Pega Bahia, Maranhão, Nordeste, teve uma supersafra esse ano e não tem uma indústria de biodiesel tão forte, então o preço está mais paridade exportação. A demanda do mercado interno está bem consistente.

Speaker #2: Então esse ponto ele é, nesse ponto ele é positivo, né? E mesmo mantendo o B15 atualmente, hoje, no Brasil, está tendo uma demanda bem consistente por soja.

Speaker #2: Se você olhar os preços da soja hoje no Mato Grosso, já está desconectado da paridade de exportação. O mercado interno está pagando um preço melhor, então nós temos agora, no segundo semestre, um preço doméstico hoje melhor da soja, especialmente no Mato Grosso.

Speaker #2: Pega Bahia, Maranhão, Nordeste, teve uma super safra esse ano, e não tem uma indústria de biodiesel tão forte. Então o preço ele está mais paridade exportação.

Speaker #2: Então a demanda do mercado interno ela está bem consistente, consistente no milho, consistente na soja, mesmo com a super safra que a gente teve no Brasil.

Aurélio Pavinato: Consistente no milho, consistente na soja, mesmo com a supersafra que a gente teve no Brasil, esse fator é bem positivo. O biocombustível acaba sendo um dos grandes demandantes adicionais ao longo dos anos. Esse cenário de ir para B16, ir para B17 o ano que vem, é um cenário que fortalece a demanda no mercado doméstico. Isso fortalece a liquidez e fortalece em algum momento, sempre algum prêmio adicional de preço em relação à paridade exportação. A questão do algodão. O algodão tem a mudança conectada com a geopolítica e com as guerras. Preço do poliéster: 40 centavos estava, agora está 50. O poliéster é o grande competidor do algodão. As fibras no mundo crescem de acordo com o crescimento do PIB. A fibra que mais cresce o consumo é o poliéster, porque ele é mais barato.

Speaker #2: Então esse fator ele diz assim, bem positivo. E o biocombustível ele acaba sendo dos grandes demandantes adicionais, né? Ao longo dos anos, né? Então esse cenário de ir para B16, ir para B17 o ano que vem, é cenário que fortalece a demanda no mercado doméstico, né?

Speaker #2: E isso fortalece liquidez, e fortalece em algum momento sempre algum prêmio adicional de preço em relação à paridade exportação. A questão do algodão, o algodão teve essa mudança tem a mudança conectada com a geopolítica e com as guerras, então preço do poliéster, 40 centavos estava agora está 50.

Speaker #2: Então, o poliéster é o grande competidor do algodão. As fibras, no mundo, crescem de acordo com o crescimento do PIB, e a fibra cujo consumo mais cresce é o poliéster, porque ele é mais barato.

Speaker #2: Então o fato do poliéster sair de 40 para 50 centavos gera suporte para o preço do algodão. Então esse é drive importante, preço de petróleo, guerra gera suporte para o preço do algodão.

Aurélio Pavinato: O fato do poliéster sair de 40 para 50 centavos, gera um suporte para o preço do algodão. Esse é um drive importante. Preço de petróleo e guerra geram suporte para o preço do algodão. O segundo é o mercado em si, oferta e demanda do algodão. A safra atual é uma safra americana menor, uma safra indiana menor, uma safra australiana menor. A Austrália não é porque ela não quer plantar mais, ela não planta mais porque ela não tem água. El Niño, nesse ponto, El Niño é positivo para nós. A Austrália chegou a plantar 650 mil hectares de algodão, ela plantou no ano passado, colheu agora em março, abril, 470 mil hectares de algodão e ela provavelmente vai plantar no próximo ciclo, 325 mil hectares de algodão, somente. Pela sua planta, se tiver estoque de água nas barragens. Essa é a lógica.

Speaker #2: E aí o segundo é o mercado em si, oferta e demanda do algodão. Vamos ver: a safra atual é uma safra americana menor, uma safra indiana menor, uma safra australiana menor. E a Austrália não é porque ela não quer plantar mais; ela não planta mais porque ela não tem água, e aí ano de El Niño. Nesse ponto, o El Niño é positivo para nós. A Austrália chegou a plantar 650 mil hectares de algodão. Ela plantou no ano passado e colheu agora em outubro, agora em março, abril, ela colheu 470 mil hectares de algodão. E ela provavelmente vai plantar no próximo ciclo agora 325 mil hectares de algodão, somente porque ela só planta se tiver estoque de água nas barragens.

Speaker #2: Essa é a lógica, inclusive se estivermos lá na Austrália agora no mês de abril, conhecendo profundamente o sistema de produção deles, né? Então, isso é consequência do El Niño, o El Niño provocando uma redução de área de algodão na Austrália. A própria Índia estava com as chuvas irregulares, agora está normalizando. Então, é um cenário em que nós estamos produzindo menos algodão do que a demanda no ano atual, então gera uma redução de estoques, e isso dá suporte para o preço.

Aurélio Pavinato: Inclusive, estivemos lá na Austrália agora no mês de abril, conhecendo profundamente o sistema de produção deles. Isso é consequência do El Niño, provocando uma redução de área de algodão na Austrália. A própria Índia estava com as chuvas irregulares, agora está normalizando. É um cenário em que nós estamos produzindo menos algodão do que a demanda no ano atual. Gera uma redução de estoques e isso dá suporte ao preço. Por isso que a gente passou pela fase mais crítica dos preços do algodão e agora a tendência é a gente trabalhar talvez nesse patamar atual de hoje, que é um patamar que remunera adequadamente o produtor brasileiro, que tem um custo de produção menor por libra, pela nossa alta produtividade. Esse é o cenário. Para o americano, esse preço não é um preço que o remunera adequadamente.

Speaker #2: Então, por isso que a gente passou, acho que, pela fase mais crítica dos preços do algodão, e agora a tendência é a gente trabalhar num patamar, talvez nesse patamar atual de hoje, né?

Speaker #2: Que é patamar que remunera adequadamente o produtor brasileiro, que tem custo de produção menor por libra, pela nossa alta produtividade. Esse é o cenário.

Speaker #2: O para o americano, esse preço ele não é preço que remunera adequadamente bem ele, ele tem custo de produção próximo ali dos 82 centavos por libra, o americano.

Aurélio Pavinato: Ele tem um custo de produção próximo aí dos 82 centavos por libra no americano. Por isso o Brasil está se fortalecendo cada vez mais e comprando share do mercado internacional. A demanda total de algodão no mundo não tem crescido, tem se mantido próximo aí dos 120, 125 milhões de fardos, e o Brasil tem aumentado a produção todos os anos, praticamente, e aumentado as exportações. Agora a Índia passou a ser um grande cliente nosso. Passou a ser e deverá se fortalecer nos próximos anos. A China sempre é um grande cliente, depende do ano, eles importam mais ou menos, e agora a Índia também deverá passar a ser um cliente importante, porque a Índia, população cresce, PIB cresce, demanda por alimentos cresce e eles, obviamente, vão dar mais suporte na produção de alimentos em relação à produção de algodão.

Speaker #2: Então por isso o Brasil ele está se fortalecendo cada vez mais, e comprando share do mercado internacional. A demanda total de algodão no mundo ela não tem crescido, tem se mantido ali próxima dos 120, 125 aumentado a produção todos os anos praticamente, e aumentado as exportações, e agora a Índia passou a ser grande cliente nosso, né?

Speaker #2: Passou a ser, e deverá se fortalecer nos próximos anos, a Índia também, a China sempre é grande cliente, depende o ano desimporta o mais ou menos, e agora a Índia também ainda deverá passar a ser cliente importante, porque a Índia população cresce, PIB cresce, demanda por alimentos cresce, e eles, obviamente, vão dar mais suporte para a produção de alimentos, em relação à produção de algodão, faz todo sentido eles importarem algodão ao invés de estimular a produção do algodão, né?

Aurélio Pavinato: Faz todo sentido eles importarem o algodão, em vez de estimular a produção do algodão. Eles têm que estimular a produção de alimentos. Essa é a nossa visão do mercado, a visão que a gente já passou pelo vale e já estamos vivendo um mercado mais favorável. Mas obviamente, essa questão geopolítica e petróleo tem muito a ver com o algodão, então tem que ficar de olho nesse cenário internacional.

Speaker #2: Eles têm que estimular a produção de alimentos. Então esse é a nossa visão do mercado, que é a visão que a gente já passou pelo vale, e já estamos vivendo mercado mais favorável, mas obviamente essa questão geopolítica e petróleo tem muito a ver com algodão.

Speaker #2: Então, tem que ficar de olho nesse cenário internacional.

Speaker #1: Não, está claro. Obrigado pela granularidade.

Leonardo Alencar: Está claro. Obrigado pela grande claridade.

Speaker #2: Certo.

Aurélio Pavinato: Perfeito.

Speaker #3: Obrigado, Leonardo. A nossa próxima pergunta agora então vai para o senhor Lucas Ferreira, do JP Morgan. Lucas, por favor, pode abrir seu áudio e sua câmera, e fazer então a sua pergunta.

André Vasconcellos: Obrigado, Leonardo. A nossa próxima pergunta agora vai para o senhor Lucas Ferreira, do JP Morgan. Lucas, por favor, pode abrir seu áudio e sua câmera e fazer a sua pergunta.

Speaker #1: Oi, pessoal. Bom dia. Obrigado pelo espaço. A minha pergunta é sobre a alocação de capital. Em 2027, como vocês mencionaram, a perspectiva é de uma margem melhor ano que vem.

Lucas Ferreira: Oi, pessoal, bom dia. Obrigado pelo espaço. A minha pergunta é sobre alocação de capital em 2027. Como vocês mencionaram, a perspectiva é de uma margem melhor ano que vem. Dá a entender que a alavancagem chega num pico agora. Primeiro, se vocês já têm um pouco de ideia de Capex para o ano que vem e que podem compartilhar com a gente. Em segundo lugar, imaginando que o El Niño não tem impacto tão relevante na operação de vocês, a gente só vai saber mais para frente, se vocês acham que vai ser a hora de voltar a fazer aquisições, provavelmente vão ter ativos à venda no mercado, mesmo da própria Radar, que vocês fizeram essa transação recente, vocês têm outros ativos deles, não sei se esses vão estar à venda. A empresa está tentando desinvestir, a gente sabe disso.

Speaker #1: Então, dá a entender que a alavancagem chega num pico agora. Primeiro, se vocês já têm alguma ideia de CAPEX para o ano que vem e que possam compartilhar com a gente. Em segundo lugar, imaginando que o El Niño não tem impacto tão relevante na operação de vocês – a gente só vai saber mais pra frente –, se vocês acham que vai ser a hora de voltar a fazer aquisições. Provavelmente, vão ter ativos à venda no mercado, mesmo da própria Radar, que vocês fizeram essa transação recente; vocês têm outros ativos deles, não sei se esses vão estar à venda, a empresa está tentando desinvestir, a gente sabe disso, enfim. Mas queria entender se o ano que vem, pós-El Niño, será um ano mais de tentar diminuir a alavancagem, com alguma meta, ou, se surgirem oportunidades, vocês vão estar de olho.

Lucas Ferreira: Enfim, mais para entender se o ano que vem, pós El Niño, se é um ano mais de tentar diminuir a alavancagem, com alguma meta ou se surgirem oportunidades, vocês vão estar de olho. Obrigado.

Speaker #1: Obrigado.

Speaker #4: Bom, sobre a alavancagem então, assim, investimento, para o ano que vem, eu acho que assim, tem investimento que a gente não abre mão aqui na companhia, que é de irrigação, né, Lucas?

Ivo Marcon Brum: Sobre a alavancagem, em investimento para o ano que vem, eu acho que tem um investimento que a gente não abre mão aqui na companhia, que é de irrigação, Lucas. Ano que vem a gente começa a tratar da irrigação da Fazenda Paladino. Encerramos agora a Piratini, em setembro ela vai estar apta a produzir em todos os pivôs instalados e ano que vem a gente começa o processo na Paladino, que a gente já tem as licenças, então esse investimento já está definido. Depois o restante vai ser basicamente Capex de manutenção. Não vai mudar muito disso, a gente não tem grandes investimentos para o ano que vem, fora a irrigação sendo previsto, logicamente renovação de parque de máquinas, normal, corretivo, também normal. Isso é o que a gente tem de imediato para te dizer. Logicamente, alavancagem, ela teria alguma restrição em termos de crescimento. Pode haver crescimento?

Speaker #4: Então, assim, ano que vem a gente começa a tratar da irrigação da fazenda Paladino, né? Então, encerramos agora a Piratini em setembro, ela vai estar apta a produzir em todos os pivôs instalados, e aí ano que vem a gente começa o processo na Paladino, que a gente já tem as licenças, então esse investimento já está definido.

Speaker #4: Depois, o restante vai ser basicamente CAPEX de manutenção, tá? Então, não vai mudar muito disso. A gente não tem grandes investimentos para o ano que vem, fora a irrigação, sendo previsto, logicamente, renovação de parque de máquinas, normal, corretivo também normal.

Speaker #4: Esse é o que a gente tem de imediato, assim, para te dizer. Logicamente, a alavancagem, ela cria alguma restrição em termos de crescimento, né?

Speaker #4: Então, pode haver crescimento? Pode. Como eu falei, a gente acaba, se a gente fizer uma transação de serviço, aí entra dinheiro no caixa, te reduz a alavancagem, te propicia a crescer de novo, tá?

Ivo Marcon Brum: Pode, como eu falei, se a gente fizer uma transação de sale-leaseback, entra dinheiro no caixa, reduz a alavancagem, a gente consiga crescer de novo. Isso tudo vai depender do movimento que acontecer nos próximos meses, mas a gente tem até março, abril do ano que vem, para definir crescimento. Porque aí nós vamos trabalhar na próxima safra, que vai ser 2027, 2028, então tem bastante tempo ainda para isso.

Speaker #4: Então isso tudo vai depender do movimento que acontecer nos próximos meses, mas basicamente é, a gente tem até março, basicamente, para definir abril do ano que vem, para definir crescimento, né?

Speaker #4: Porque aí nós vamos trabalhar na próxima safra, que vai ser 27, 28, então tem bastante tempo ainda para isso.

Speaker #1: Está legal, obrigado.

Lucas Ferreira: Está legal, obrigado.

Ivo Marcon Brum: Desculpe, só para encerrar, desculpa Lucas. Sobre as aquisições das áreas da Radar, logicamente, a gente tem que ainda acompanhar se a Radar vai colocar ainda os restantes dos ativos à venda. Logicamente, eles tinham um objetivo que era alcançar um valor perto de BRL 10 billion, foi o que ouvi nos comentários do mercado. Eles fizeram várias operações dentro da Cosan, levantaram um bom valor ao longo desse ano. Acho que eles têm interesse em vender outras áreas, mas também não tem tanto comprador à disposição. Não são negociações fáceis, eles estão oferecendo um certo desconto, mas também não é um descontão representativo. Tem que haver muita negociação para seguir. Nós temos nossos arrendamentos garantidos acho que até 2029 com eles lá no Maranhão, conforme nós fizemos isso. A gente tem tempo ainda para exercer o direito de preferência, caso isso seja necessário.

Speaker #4: Só desculpa, desculpa, só para encerrar, desculpa, Lucas. Então, sobre as aquisições das áreas da Radar, logicamente a gente tem que ainda acompanhar se a Radar vai colocar ainda o restante dos ativos à venda, né?

Speaker #4: Logicamente esse tinha objetivo que era alcançar aí valor perto de 10 BIFA, eu estou ouvindo nos comentários do mercado, eles fizeram várias operações ainda com o Zan, levantaram bom, né, valor ao longo desse ano, acho que eles têm interesse em vender outras áreas, mas também não tem tanto comprador assim à disposição, né?

Speaker #4: Então, assim, não são negociações fáceis, eles estão oferecendo certo desconto, mas também não é desconto tão representativo assim, então tem que haver muita negociação para seguir.

Speaker #4: Então, nós temos nosso agendamento garantido até, acho que até 29, com eles lá no Maranhão, né? Fazemos isso. Então, a gente tem tempo ainda para exercer o direito de preferência, caso isso seja necessário.

Speaker #1: Perfeito, obrigado. Ivo.

Aurélio Pavinato: Perfeito, obrigado. Ivo.

Speaker #3: Obrigado, Lucas. Agora a nossa próxima pergunta então vem do senhor Henrique Brustoli, do Bradesco. Então, Henrique, por favor, pode abrir sua câmera, seu áudio e fazer sua pergunta.

André Vasconcellos: Obrigado, Lucas. Agora a nossa próxima pergunta vem do senhor Henrique Brustolin, do Bradesco. Henrique, por favor, pode abrir sua câmera, seu áudio e fazer sua pergunta.

Speaker #1: Bom dia, Pavinato, Ivo, André, obrigado por pegar minhas perguntas. Bom falar com vocês. Eu tenho duas também. A primeira sobre a produtividade, né, agrícola que vocês entregaram nessa safra passada, especialmente olhando soja e algodão, né?

Henrique Brustolin: Bom dia, Pavinato, Ivo, André. Obrigado por pegar minhas perguntas, bom falar com vocês. Eu tenho duas também. A primeira sobre a produtividade agrícola que vocês entregaram nessa safra passada, especialmente olhando soja e algodão. Obviamente, sempre tem mais volatilidade de produtividade, dependendo do clima, mas o que eu queria ouvir um pouco era se vocês viram condições excepcionalmente favoráveis no desenvolvimento das lavouras esse ano, que levaram a esse patamar de produtividade ou talvez o patamar esteja em linha com o que vocês veem de linha de tendência. De novo, entender um pouco aonde que vocês estão vendo linha de tendência com todos os investimentos que foram feitos pela companhia e desenvolvimento tecnológico no setor, versus o que foi entregue na safra 2025/2026. Essa é a primeira pergunta. E a segunda é mais pontual, para entender um pouco mais a dinâmica do SG&A.

Speaker #1: Eu queria ouvir, obviamente, sempre tem mais volatilidade de produtividade, né, dependendo do clima. Mas o que eu queria ouvir um pouco era sobre se vocês viram, né, condições excepcionalmente favoráveis no desenvolvimento das lavouras esse ano.

Speaker #1: O que levaram a esse patamar de produtividade? Ou talvez esse patamar esteja em linha com o que vocês veem de linha de tendência, né?

Speaker #1: Então, de novo, entender pouco aonde que vocês estão vendo linha de tendência, com todos os investimentos que foram feitos pela companhia e desenvolvimento tecnológico no setor, versus o que foi entregue, né, na safra, na 25, 26, essa é a primeira pergunta.

Speaker #1: E a segunda é mais pontual, para entender pouco mais a dinâmica do SG&A, né? A gente viu uma linha de fretes especialmente, mais pesada nesse trimestre, então também, para entender o que talvez tenha sido aqui mais pontual, seja por custo unitário de frete, seja por mix de cultura que foi comercializado, e o que talvez seja custo que, né, talvez permaneça mais, vocês comentam mais embarques de soja CIF, então de novo, para entender como a gente deveria pensar no patamar dessa linha olhando para frente.

Henrique Brustolin: A gente viu uma linha de fretes, especialmente, mais pesada nesse trimestre. Então também para entender o que talvez tenha sido mais pontual, seja por custo unitário de frete, seja por mix de cultura que foi comercializado, e o que talvez seja um custo que permaneça mais, vocês comentam mais embarque de soja CIF. De novo, para entender como a gente deveria pensar no patamar dessa linha olhando para frente. São esses dois pontos. Obrigado.

Speaker #1: São esses dois pontos, obrigado.

Speaker #3: Perfeito, Henrique. Eu vou comentar sobre produtividade, depois o Ivo comenta sobre o SG&A. Produtividade, nós projetamos os nossos projetos, nossos orçamentos com base na linha de tendência, e nos últimos anos a nossa linha de tendência, ela tem crescido consistentemente, então isso é bem positivo.

Aurélio Pavinato: Perfeito, Henrique. Eu vou comentar sobre a produtividade, depois o Ivo comenta sobre o SG&A. A produtividade, nós projetamos nossos orçamentos com base na linha de tendência e nos últimos anos a nossa linha de tendência tem crescido consistentemente, então isso é bem positivo. E a tua pergunta é: qual é o potencial máximo? A gente está acelerando as produtividades ou está diminuindo esse crescimento anual? Nós hoje, analisando o cenário do mercado e o cenário das novas variedades, os novos lançamentos e dos manejos que a gente está fazendo, nós estamos hoje mais para acelerar do que para reduzir. Então este ano, obviamente, foi um ano em que o clima se comportou muito bem, então é normal em um ano que o clima se comporta muito bem, você produzir acima da linha de tendência.

Speaker #3: E a tua pergunta é: qual que é o potencial máximo, né? A gente está acelerando as produtividades ou está diminuindo esse crescimento anual? Nós hoje analisando o cenário do mercado e o cenário das novas variedades, dos novos lançamentos e dos maneiros que a gente está fazendo, nós estamos hoje mais para acelerar do que para reduzir, então este ano, obviamente, foi ano em que o clima se comportou muito bem, então é normal num ano que o clima se comporta muito bem você produzir acima da linha de tendência, num ano normal, num ano que você perde pouco aqui, pouco ali, você fica dentro da linha de tendência, que é o nosso orçamento, e num ano que você tem perdas por eventos climáticos e tal, você fica abaixo da linha de tendência.

Aurélio Pavinato: No ano normal, no ano que você perde um pouco aqui, um pouco ali, você fica dentro da linha de tendência, que é o nosso orçamento. Em um ano que você tem perdas por eventos climáticos, você fica abaixo da linha de tendência. Assim que a gente trabalha. Quando a gente projeta, a gente projeta de acordo com a linha de tendência. Mas o positivo é que nós estamos visualizando um crescimento no potencial das lavouras e o potencial das variedades. Então a gente está otimista ao longo dos próximos anos continuar aumentando produtividades. E esse ano, na soja, a gente produziu 69 sacas e a gente colheu 69 sacas. A gente produziu mais. No Mato Grosso, a gente perdeu bastante soja no final da colheita por excesso de chuva e que acabou não conseguindo colher, estragou, ardeu a soja no campo e acabou tendo algumas perdas.

Speaker #3: Esse é o, assim que a gente trabalha, né? Quando a gente projeta, a gente projeta de acordo com a linha de tendência, mas o positivo é que nós estamos visualizando crescimento no potencial das lavouras, e o potencial das variedades, então a gente está otimista ao longo dos próximos anos continuar aumentando produtividades.

Speaker #3: Esse ano da soja, a gente produziu 69 sacas e a gente colheu 69 sacas. A gente produziu mais, no nosso negócio a gente perdeu bastante soja no final da colheita ali por excesso de chuva, que acabou não conseguindo colher ou estragou, ardeu a soja no campo e acabou tendo algumas perdas, né?

Speaker #3: Então, o potencial das lavouras num ambiente perfeito é maior do que o que a gente colheu esse ano. O algodão também: a gente tem fazendas que, este ano, foram destaque em produtividade do algodão, e tem fazendas que ainda têm potencial para produzir mais. Então, as variedades de algodão hoje estão entregando mais produtividade.

Aurélio Pavinato: Então o potencial das lavouras no ambiente perfeito ainda é maior do que a gente colheu esse ano. O algodão também, a gente tem fazendas que esse ano foram destaque em quantidade do algodão e tem fazendas que ainda têm potencial para produzir mais. Então as variedades de algodão hoje estão entregando mais produtividade. A gente está subindo o patamar de produtividade. Então a expectativa nossa nos próximos anos é a gente continuar crescendo produtividades no nosso negócio. E o mais importante, nos diferenciando em relação àquela história dos concorrentes internacionais. A gente sabe quanto que o americano produz, quanto que o argentino produz, quanto que o australiano produz. No caso do algodão, o australiano é exemplo para nós. Eles evoluíram muito em produtividade ao longo da história deles.

Speaker #3: A gente está subindo o patamar de produtividade, então a expectativa nossa nos próximos anos é a gente continuar crescendo produtividade no nosso negócio e, o mais importante, nos diferenciando em relação àquela história dos concorrentes internacionais.

Speaker #3: A gente sabe de quanto que o americano produz, quanto que o argentino produz, quanto que o australiano produz, no caso do algodão, o australiano, ele é exemplo para nós, eles evoluíram muito em produtividade ao longo da história deles, né?

Speaker #3: Então, a gente foi lá para aprender com eles, inclusive, porque a gente visualiza esse potencial que tem o algodão de produzir mais ao longo dos próximos anos.

Aurélio Pavinato: A gente foi lá para aprender com eles, inclusive, e a gente visualiza esse potencial que tem o algodão de produzir mais ao longo dos próximos anos. Ivo, SG&A.

Speaker #3: Ivo, SG&A.

Speaker #4: Vamos lá. Sobre vendas, né, Henrique, logicamente essa questão geopolítica, ela teve impacto especificamente nessa conta, né? Porque, como é caro o óleo diesel, então o transporte em algum momento interno ficou mais caro, a logística externa também foi impactada de alguma forma, seja pelo diesel, seja pela questão do seguro, adicionalmente a Siemens tinha uma metodologia de fazer venda CIF, tá?

Ivo Marcon Brum: Vamos lá. Sobre vendas, Henrique, logicamente, essa questão geopolítica não teve impacto especificamente nessa conta, porque ficou mais caro o óleo diesel. Então o transporte, algum momento interno ficou mais caro. A logística externa também foi impactada de alguma forma, seja pelo diesel, seja pela questão de seguro. Adicionalmente, a Syngenta tinha uma metodologia de fazer venda CIF, que é uma metodologia que nós estamos aprendendo a lidar com isso, talvez a gente também venha a trabalhar dessa forma. Existia um ganho nesse frete que eles levavam até o porto, traziam fertilizante. Então nossa team de logística está trabalhando nesse assunto também, pode ser que a gente venha a adicionar isso aí, também incorporar isso como melhor prática. Então isso aconteceu basicamente em vendas. Além disso, também custo, que a gente já falou sobre isso bastante vezes.

Speaker #4: Que é uma metodologia que nós estamos aprendendo a lidar com isso. Talvez a gente também venha a trabalhar dessa forma. Existia ganho nesses fretes que iam até o... que eles levavam até o porto e traziam fertilizante. Então, o nosso time de logística está trabalhando nesse assunto também. Pode ser que a gente venha adicionar isso aí e também incorporar isso dentro dessa como melhor prática. Então, isso aconteceu basicamente em vendas, tá?

Speaker #4: Além disso, também o custo do — porque a gente já falou sobre isso bastante vezes, né? Que é aquela coisa do custo da matéria-prima do eucalipto, né?

Ivo Marcon Brum: Que é aquela coisa do custo da matéria-prima do eucalipto, para fazer biomassa usando secador. Isso começa a aparecer, esse aumento desse custo. Ou seja, essa demanda em função do etanol no Mato Grosso, faz com que haja também aumento desse tipo de biomassa dentro do estado e de outros estados também. Logicamente, a gente está se preparando para isso, está aumentando o plantio internamente de eucalipto para proteger, mas invariavelmente algumas fazendas não têm e acaba aumentando o custo. Então essa é a despesa de vendas. Sobre a despesa administrativa, foi um período que nós tivemos bastante pagamento de despesas não recorrentes em função de novos negócios, pelo menos mais de R$ 10 million.

Speaker #4: Para fazer a biomassa, para fazer, usando secador, né? Isso começa a aparecer, esse aumento desse custo, né? Ou seja, essa demanda em função do etanol no Mato Grosso faz com que haja também aumento desse tipo de biomassa dentro do estado e de outros estados também, né?

Speaker #4: Logicamente a gente está se preparando para isso, está aumentando o plantio internamente de eucalipto para proteger, mas invariavelmente algumas fazendas não têm e acabam aumentando o custo, né?

Speaker #4: Então essa é a despesa de vendas. Sobre a despesa administrativa, foi um período em que nós tivemos bastante pagamento de despesas não recorrentes, em função de novos negócios, né?

Speaker #4: Pelo menos mais de 10 milhões, né? A gente teve lá no início do ano, o pagamento para o BTG, da comissão dele, também para o Pinheiro Neto, em função da transação que a gente teve com esses fundos, né?

Ivo Marcon Brum: A gente teve lá no início do ano o pagamento para o BTG, da comissão dele, também para o Pinheiro Neto Advogados, em função da transação que a gente teve com esses fundos que o BTG Pactual criou para a gente angariar recurso. Agora, recentemente, ainda no primeiro semestre, nós tivemos bastante discussão referente à compra dessa área que a gente fez em julho, mas a gente começou a discussão antes. A gente está discutindo isso lá desde maio. Então isso também tem impacto na despesa administrativa. Além disso, também incorporamos a equipe da Sierentz, que só aparece agora, ano passado nós não tínhamos essa equipe nesse mesmo período. Então houve um aumento administrativo. Logicamente, a gente espera ter um ganho no decorrer do processo, com crescimento, com automatização de processos que a gente tem oportunidade.

Speaker #4: Que o BTG criou para a gente angariar recurso. Agora, recentemente, ainda no primeiro semestre, nós tivemos bastante discussão referente à compra dessa área que a gente fez em julho, mas a gente começou a discussão antes, né?

Speaker #4: A gente está discutindo isso lá desde maio, né? Então, isso também tem impacto na despesa administrativa. Além disso, também incorporamos a equipe da Siemens, né?

Speaker #4: Que só aparece agora. Ano passado, nós não tínhamos essa equipe nesse mesmo período, então isso houve aumento administrativo. Logicamente, a gente espera ter ganho no decorrer do processo, com crescimento, com automatização de processos aqui que a gente, né?

Speaker #4: Tem oportunidade, logicamente ao longo desse ciclo a gente teve que descontinuar a operação da Siemens com o sistema deles e implementar o nosso sistema. Isso também dá custo de implementação porque, até então, era uma empresa diferente. Hoje, a gente já conseguiu incorporar a Siemens dentro da SLC CO e, gradativamente, a gente vai ter uma redução de custo também por causa disso.

Ivo Marcon Brum: Logicamente, ao longo desse ciclo, a gente teve que descontinuar a operação da Sierentz, com o sistema deles, e implementar o nosso sistema. Isso também dá um custo de implementação, porque até então era empresa diferente. Hoje a gente já conseguiu incorporar a Sierentz dentro da SLC Agrícola e isso gradativamente a gente vai ter uma redução de custos também em função disso. Eu te diria assim, é um patamar que nós atingimos, mas eu vejo como potencial de redução ao longo do período, até porque a gente vê muitas oportunidades aqui de redução de custo.

Speaker #4: Eu te diria assim: é um patamar que nós atingimos, mas eu vejo como potencial de redução, tá? Ao longo do período, até porque a gente vê muitas oportunidades aqui de redução de custo.

Speaker #2: Muito claro, Pavinato. Ivo, obrigado.

Henrique Brustolin: Muito claro, Pavinato Ivo. Obrigado.

Speaker #3: Maravilha.

Aurélio Pavinato: Uma alegria.

Speaker #1: Obrigado, Henrique. A nossa próxima pergunta então vem do senhor Mateus Enfeld, do UBS. Mateus, por favor, pode abrir seu vídeo, seu áudio, fazer sua pergunta.

André Vasconcellos: Obrigado, Henrique. A nossa próxima pergunta vem do senhor Matheus Enfeldt, do UBS. Mateus, por favor, pode abrir seu vídeo, seu áudio e fazer sua pergunta.

Speaker #2: Bom, bom dia, Pavinato. Ivo, André, obrigado pelo tempo. Eu tenho três follow-ups aqui. O primeiro, vocês comentaram sobre o cenário de clima, mas as consultorias estão num debate sobre se a área de soja do Brasil cresce, cai ou fica estagnada. Queria entender um pouco a visão de vocês, o que vocês estão falando com os fazendeiros próximos.

Matheus Enfeldt: Bom dia, Pavinato, Ivo, André. Obrigado pelo tempo. Eu tenho três follow-ups. O primeiro, vocês comentaram sobre o cenário de clima, mas as consultorias estão num debate de se a área de soja do Brasil cresce, cai, fica estagnada. Queria entender um pouco a visão de vocês, o que vocês estão falando com os fazendeiros próximos. Essa é a primeira. A segunda, sobre algodão, o Léo fez a pergunta mais inteligente, mais interessante, então eu vou fazer uma pergunta mais de curto prazo. Com algodão acima de 80, eu sei que teve um aumento de custo, mas se vocês estão planejando plantar talvez mais algodão e acelerar um pouco a conversão de algodão que tinha sido deixado de lado, dado esse movimento de preço. Minha última pergunta é sobre Capex e investimentos.

Speaker #2: Essa é a primeira. A segunda, sobre o algodão, o Léo fez a pergunta mais inteligente, mais interessante, então vou fazer a pergunta mais de curto prazo.

Speaker #2: Com o algodão acima de 80, se não faz sentido, eu sei que teve aumento de custo, mas se vocês estão planejando plantar, talvez mais algodão, e acelerar pouco a conversão de algodão que tinha sido deixado de lado desse movimento de preço.

Speaker #2: E minha última pergunta é sobre CAPEX e investimentos. Quando a gente olha no fluxo de caixa de vocês, investimento em imobilizado já se aproxima de R$ 700 milhões, e a nossa conversa no começo do ano tinha sido de que o CAPEX do ano ficaria mais próximo de R$ 1 bilhão. Então, minha dúvida é se tem coisa do ano passado que escorregou para esse ano, se tem talvez uma diferença de definição aqui, só para tentar entender o impacto de caixa, de investimentos, durante 2026.

Matheus Enfeldt: Quando a gente olha no fluxo de caixa de vocês, investimento imobilizado, isso já se aproxima de R$ 700 milhões, e a nossa conversa no começo do ano tinha sido de que o Capex do ano ficaria mais próximo de R$ 1 bilhão. Minha dúvida é se tem coisa do ano passado que escorregou para esse ano, se tem talvez uma diferença de definição aqui, só para tentar entender o impacto de caixa de investimentos durante 2026. São esses três pontos. Obrigado.

Speaker #2: São esses três pontos, obrigado.

Speaker #1: Sobre o CAPEX, Mateus, assim, o nosso CAPEX de manutenção gira em torno de R$ 700 milhões, tá? Aí nós temos irrigação, né, que é CAPEX adicional e que, na verdade, é crescimento, né?

Ivo Marcon Brum: Sobre o Capex, Matheus, o nosso Capex de manutenção gira em torno de R$ 700 milhões. Aí nós temos a irrigação, que é um Capex adicional e que, na verdade, é crescimento. Então, o nosso Capex atingiu R$ 700 milhões, perto de R$ 700, como eu comentei até agora. Nós temos investimento para fazer ainda. A manutenção não terminou, e a irrigação já está praticamente tudo concluído. Tem pouca coisa a mais a ser pago ao longo do ano. Basicamente, esse é o contexto de Capex. Não vai mudar muito disso que a gente falou. Vocês sabem que o custo da irrigação é em torno de R$ 25 mil o hectare. Então, conforme a gente vai alocando recurso nisso, o hectare vai ficando pronto, o pivô vai ficando pronto, a irrigação vai terminando e a gente vai fechando esse ciclo. Eu te diria assim, está bem dentro do esperado.

Speaker #1: Então, assim, o nosso CAPEX atingiu 700 milhões, perto de 700, como tu comentaste até agora. Nós temos investimento para fazer ainda, então, assim, manutenção não terminou, né?

Speaker #1: A irrigação já está praticamente toda concluída, né? Tem pouca coisa a mais a ser paga ao longo do ano. Então, basicamente esse é o contexto de CAPEX, tá?

Speaker #1: Não vai mudar muito disso que a gente falou, vocês sabem que o custo do da irrigação é em torno de 25 mil reais o hectare, então conforme a gente vai alocando recurso nisso, o hectare vai ficando pronto, o pivô vai ficando pronto, a irrigação vai terminando e a gente vai fechando esse ciclo.

Speaker #1: Então, eu te diria assim, está bem dentro do esperado, até assim, olhando pelo que eu vi ontem, que a gente estava discutindo, assim, tem pouco recurso para gastar no segundo semestre, tá?

Ivo Marcon Brum: Olhando pelo que eu vi ontem, que a gente estava discutindo, tem pouco recurso para gastar no segundo semestre. Não tem tanta coisa assim. Logicamente, eu estou vendo o que já está contratado. Basicamente, o investimento que a gente fazia em função da Sierentz, que foi incorporado pela companhia, que necessariamente precisava melhorar o parque de máquinas, para a próxima safra, isso não tem necessidade. Então, para a questão de plantio, não existe mais uma necessidade de aumento de capacidade. O segundo semestre vai ser um semestre de pouco investimento, basicamente vai ser mais de infra, que eu acho que vai ser de reversão.

Speaker #1: Não tem tanta coisa assim, está tudo logicamente... Hoje eu estou vendo que já está contratado, né? Então, basicamente, o investimento tinha que ser feito em função da Siemens, que foi incorporada pela companhia, que necessariamente precisava melhorar o parque, a necessidade.

Speaker #1: Então, para a questão de plantio, não existe mais uma necessidade de aumento de capacidade. Assim, o segundo semestre vai ser um semestre de pouco investimento, basicamente vai ser mais de infra, que eu acho que vai ser de irrigação.

Speaker #3: Perfeito. Sobre a área de soja no Brasil, Mateus, a nossa visão é que a área este ano, ela deverá ficar estável no Brasil. Então, talvez é o primeiro ano ao longo dos últimos última década, que não expanda a área de soja plantada no Brasil.

Aurélio Pavinato: Perfeito. Sobre a área de soja no Brasil, Matheus, a nossa visão é que a área este ano deverá ficar estável no Brasil. Talvez é o primeiro ano, ao longo da última década, que não expanda a área de soja plantada no Brasil. Isso é muito positivo para preço, porque se o Brasil não expande, a oferta e demanda a nível mundial está equilibrada. A demanda cresce todos os anos e os Estados Unidos já plantou o máximo de soja possível nesse ano, quer dizer, já reduziu milho e plantou soja. Quer dizer, o ano que vem, o que vai acontecer com o preço do milho? Que a tendência é subir, porque o estoque de passagem de milho no mundo nunca esteve tão baixo como está agora. Apenas 21%, e o normal é 27%.

Speaker #3: Isso é muito positivo para preço, porque se o Brasil não expande, a oferta e demanda a nível mundial está equilibrada, a demanda cresce todos os anos, e os Estados Unidos já plantou o máximo de soja possível nesse ano, quer dizer, já reduziu o milho e plantou soja, quer dizer, o ano que vem o que vai acontecer com o preço do milho, que a tendência é subir, preço do milho, a tendência é subir, porque o estoque de passagem de milho no mundo nunca esteve tão baixo como está agora.

Speaker #3: Apenas 21% o normal é 27%. Então, eu olho assim as quatro grandes culturas do mundo, soja, milho, algodão, trigo, arroz, este ano atual, todas elas, elas estão, está tendo redução de estoques, o que significa isso?

Aurélio Pavinato: Quando eu olho as quatro grandes culturas do mundo: soja, milho, algodão, trigo, arroz, este ano atual, todas elas estão tendo redução de estoques. O que significa isso? Os preços internacionais não foram motivadores para a expansão da produção. E como a demanda continua crescendo todos os anos, especialmente de soja e de milho, por isso que o estoque de passagem de milho está num patamar tão baixo, e por isso que agora com a seca na Europa, e o dado de ontem do USDA, o preço do milho ontem disparou.

Speaker #3: Os preços internacionais não foram motivadores para expansão. E para expansão da produção, e como a demanda ela continua crescendo, todos os anos, especialmente de soja, e de milho, e por isso que o estoque de passagem de milho está num patamar tão baixo, e por isso que agora com a seca na Europa, e o dado de ontem do USDA e o preço do milho ontem disparou, mas a nossa visão de que a gente já passou pelo vale dos preços das commodities a nível internacional, esses preços atuais mesmo com essa recuperação que teve já nos preços, ali de 10, 15% na recuperação nos preços, como os custos subiram muito a nível internacional, eu estava olhando a inflação americana, base 2020, que era o base aí pré-bom das commodities em 2021, 2022, e pré-pandemia, base 2020, ela subiu 28%, a inflação americana nos últimos seis anos subiu 28%.

Aurélio Pavinato: Mas a nossa visão é de que a gente já passou pelo vale dos preços das commodities a nível internacional. Esses preços atuais, mesmo com essa recuperação que teve já nos preços, de 10% a 15% na recuperação dos preços, como os custos subiram muito a nível internacional, eu estava olhando a inflação americana, base 2020, que era o base pré-boom das commodities de 2021, 2022, pré-pandemia. Base 2020, ela subiu 28%. A inflação americana, nos últimos seis anos, subiu 28%. Essa é uma mudança estrutural de custo de produção a nível mundial. Por isso que mesmo com CBOT a $11, $11.5 por bushel, o milho a $4, $4.5, não são preços que estimulam a produção e a expansão. Por isso que a nossa visão é de que nós passamos pelo vale dos preços. E aqui no Brasil, esse preço é um preço que remunera bem o produtor?

Speaker #3: Essa é uma mudança estrutural de custo de produção a nível mundial, e isso por isso que mesmo com Chicago a 11 dólares, 11 dólares e meio, por bushel, o milho a 4 e meio, ele não são preços que estimulam a produção e a expansão, e aí por isso que a nossa visão é de que nós passamos pelo vale dos preços, e o Brasil então, e aqui no Brasil, esse preço é preço que remunera bem o produtor, olhando o que eu vejo no mercado, nós SLC, a gente está passando bem por esse período, a gente foi bem em 2024, em 2025, 2026 agora, e tanto 2025 quanto 2026, no caso da SLC, o que está sustentando o nosso nível de rentabilidade ainda num patamar adequado, a eficiência da operação.

Aurélio Pavinato: Olhando o que eu vejo no mercado, nós, a SLC, a gente está passando bem por esse período. A gente foi bem em 2024, 2025, 2026 agora. Tanto 2025 quanto 2026, no caso da SLC, o que está sustentando o nosso nível de rentabilidade ainda num patamar adequado? A eficiência da operação. As produtividades nossas ano passado, as produtividades nossas esse ano, em soja e algodão. Então isso que está sustentando nós um nível de patamar de rentabilidade adequado em 2026. E aquilo que eu falei anteriormente, o 2027 para nós, e com essa formação de custo que a gente fez agora para 2027, a gente tem essa expectativa também de manter margem, até melhorar a margem em 2027. A gente está passando pelo ciclo das commodities. Mas o setor do agro brasileiro, 2026 é pior que 2025. E aí o 2027, ele é melhor que 2026 ou é pior?

Speaker #3: As produtividades nossas no ano passado, as produtividades nossas esse ano, em soja e algodão, então isso que está sustentando nós é nível de patamar de rentabilidade adequado em 2026, e aquilo que eu falei anteriormente: o 2027 para nós, e com essa formação de custo que a gente fez agora para 2027, a gente tem essa expectativa também de manter margem, até melhorar margem em 2027. Então nós estamos passando pelo ciclo das commodities, esse cenário. Mas o setor do agro brasileiro, 2026 é pior que 2025, e aí o 2027 ele é melhor que 2026 ou é pior?

Speaker #3: Tudo que eu vejo é que o 2027 será pior, a não ser que as commodities disparem, né? Com o preço atual e com os custos que se formaram ao longo desse, primeiro semestre do ano passado para o primeiro semestre deste ano, 20% mais, então em tese o setor deve ter formado custo de fertilizantes 20% mais caro nesse período, né?

Aurélio Pavinato: Tudo que eu vejo é que o 2027 será pior, a não ser que as commodities disparam. Com o preço atual e com os custos que se formaram ao longo desse— eu estava olhando o custo do fertilizante do primeiro semestre do ano passado para o primeiro semestre deste ano, 20% mais. Então, em tese, o setor deve ter formado um custo de fertilizantes 20% mais caro nesse período. E quando eu comparo com o preço histórico, os fertilizantes hoje estão 40% mais caros. Preço histórico dos últimos 10 anos, excluindo os outliers. Então tem uma mudança estrutural no custo de produção a nível internacional, que está botando pressão na margem dos produtores do mundo todo, e isso não estimula a expansão, e por isso que o supply está ficando cada vez mais apertado.

Speaker #3: E quando eu comparo com o preço histórico, os fertilizantes hoje estão 40% mais caros, preço histórico dos últimos 10 anos, excluindo os outliers. Então, tem uma mudança estrutural no custo de produção a nível internacional que está botando pressão na margem dos produtores do mundo todo, e isso não estimula a expansão. Por isso, o supply está ficando cada vez mais apertado.

Speaker #3: E aí é no milho, é no trigo, é no arroz, que é o arroz uma cultura que não cresce demanda, então está mais estável, e no caso específico do algodão também.

Aurélio Pavinato: É no milho, é no trigo, o arroz, que é uma cultura que não cresce demanda, então está mais estável. E no caso específico do algodão, também. Por isso que a não expansão de soja esse ano no Brasil nos diz que gera motivação para ter algum ajuste de preço ali na frente, que remunere melhor o produtor. Imagina se não expande esse ano, imagina se 2027 para o setor fica igual ou pior. Vai reduzir área em 2027. E aí, o que acontece? O que o mercado tem que fazer para estimular o produtor a expandir? Tem que aumentar preço. Por isso que a gente está acreditando que a gente já passou pelo vale dos preços e nós já estamos num momento de recuperação de preço no mercado internacional.

Speaker #3: Então, por isso que a não expansão de soja este ano no Brasil nos diz que gera motivação para ter algum ajuste de preço ali na frente, que remunere melhor o produtor. Imagina se não expande este ano, imagina se em 2027 para o setor fica igual ou pior, vai reduzir a área em 2027, e aí o que acontece?

Speaker #3: O que o mercado tem que fazer para estimular o produtor a expandir? Tem que aumentar preço. Por isso que a gente está acreditando que a gente já passou pelo vale dos preços, e nós já estamos num momento de recuperação de preço no mercado internacional. A nível de Brasil, a gente não está colhendo totalmente esse benefício, o brasileiro como um todo, porque a gente teve apreciação do câmbio, que acabou consumindo uma parte desse ganho, né?

Aurélio Pavinato: A nível de Brasil, a gente não está colhendo totalmente esse benefício, o brasileiro como um todo, que a gente teve a apreciação do câmbio, que acabou consumindo uma parte desse ganho. À medida que o câmbio aprecia, prejudica o retorno do produtor brasileiro. Então ele acabou consumindo uma parte desse ganho da valorização das commodities. No caso da tua segunda pergunta, a parte do algodão. Realmente, o algodão hoje volta a ser uma cultura com nível de rentabilidade melhor. Se você acompanhar o nosso histórico, a gente todos os anos analisa fazenda a fazenda, onde que gera maior retorno cada cultura. A gente vai estar fazendo isso agora para a próxima safra também. Então, em outubro a gente deve divulgar nossa área plantada para a próxima safra e obviamente vai ter algum ajuste aí na área plantada. Obviamente, algodão, quanto mais segunda safra, melhor. Investimento em irrigação na Bahia.

Speaker #3: Aí o câmbio aprecia, prejudica o retorno do produtor brasileiro, né? Então isso, então ele acabou consumindo uma parte desse ganho da valorização das commodities.

Speaker #3: E no caso a tua segunda pergunta, a parte do algodão, o algodão então realmente o algodão hoje ele volta a ser uma cultura com nível de rentabilidade melhor, nós se acompanhar o nosso histórico a gente todos os anos analisa a fazenda, a fazenda, onde que gera maior retorno cada cultura, e a gente vai estar fazendo isso agora para a próxima safra também, né?

Speaker #3: Então em outubro a gente deve divulgar a nossa área plantada para a próxima safra, e obviamente vai ter algum ajuste aí na área plantada, obviamente algodão quanto mais segunda safra Bahia, é uma área que passa a entrar algodão como segunda safra, entra soja como primeira safra, e entra algodão como segunda safra onde a gente colocou irrigação, né?

Aurélio Pavinato: É uma área que passa a entrar algodão como segunda safra. Entra soja como primeira safra e entra algodão como segunda safra, onde a gente colocou a irrigação. Então esse é o cenário nosso para a cultura do algodão.

Speaker #3: Então esse é o cenário nosso para a cultura do algodão.

Speaker #1: Perfeito, muito obrigado.

Matheus Enfeldt: Perfeito, muito obrigado.

Speaker #2: Obrigado, Mateus. Então, a nossa próxima pergunta vem do senhor Gustavo Troiano, do Itaú. Gustavo, por favor, pode abrir o seu áudio e fazer sua pergunta.

André Vasconcellos: Obrigado, Matheus. Então a nossa próxima pergunta vem do senhor Gustavo Troiano, do Itaú. Gustavo, por favor, pode abrir o seu áudio e fazer sua pergunta.

Speaker #1: Bom dia pessoal, vocês me ouvem?

Gustavo Troiano: Bom dia, pessoal, vocês me ouvem?

Speaker #2: Positivo Gustavo, bom dia.

Aurélio Pavinato: Positivo, Gustavo, bom dia.

Speaker #1: Bom dia, obrigado pela oportunidade. Pessoal, eu queria só voltar no ponto da desalavancagem que a gente discutiu pouco mais cedo, mas focando especialmente no ponto do Sales Back, eu queria pegar pouquinho da visão de vocês, né, dessa discussão de potenciais Sales Backs indo para frente, mas olhando por uma perspectiva de área própria versus arrendada, dentro do portfólio de vocês, né?

Gustavo Troiano: Bom dia, obrigado pela oportunidade. Pessoal, eu queria só voltar no ponto da desalavancagem, que a gente discutiu um pouco mais cedo, mas focando especialmente no ponto do sale-leaseback. Eu queria pegar um pouquinho da visão de vocês dessa discussão de potenciais leasebacks indo para frente, mas olhando por uma perspectiva de área própria versus arrendada dentro do portfólio de vocês. A gente entende que o momento da companhia é de caminhar para um cenário mais asset-light. Obviamente, a caminhada não é linear, surgem oportunidades no meio do caminho, como as que surgiram recentemente, mas eu queria pegar um pouco desse update de vocês sobre qual seria o alvo de vocês em relação a esse mix, olhando para frente.

Speaker #1: E a gente entende que o momento da companhia é de caminhar para cenário mais Asset Light, obviamente a caminhada não é linear, surgem oportunidades no meio do caminho, como as que surgiram recentemente, mas eu queria pegar pouco desse update de vocês sobre qual que seria o alvo, né, de vocês em relação a esse mix olhando para frente, e talvez mais importante do que isso, o quão flexível vocês são em relação a esse target tendo em vista que essa decisão deveria ser uma função também da estrutura de capital, da companhia, né?

Gustavo Troiano: E talvez mais importante do que isso, o quão flexível vocês estão em relação a esse target, tendo em vista que essa decisão deveria ser uma função também da estrutura de capital da companhia. Se vocês cogitam mudar um pouco esse target para cima ou para baixo, a depender do apetite, se tivessem compradores, que não parece ser tanto o caso para esse momento, mas se tivesse, se vocês estariam dispostos a acelerar ainda mais. Então ouvir qual é o alvo hoje e quais são as possibilidades para cima e para baixo dessa variação. Obrigado.

Speaker #1: Se vocês cogitam mudar pouco, né, esse target para cima ou para baixo, a depender do apetite aqui, se tivessem compradores que não parece ser tanto caso para esse momento, mas se tivesse, se vocês estariam dispostos a acelerar ainda mais, né?

Speaker #1: Então eu ouvi qual que é o alvo hoje, e quais são as possibilidades para cima e para baixo, né, dessa variação aí. Obrigado.

Speaker #2: Gustavo, nós como visão geral que nós temos trabalhado é trabalhar com terço da área própria, e em dois terços arrendada, obviamente conforme você comentou, isso ao longo do processo, pode ter oscilações como aconteceu recentemente, a gente oportunisticamente acabar comprando algumas áreas, né?

Aurélio Pavinato: Gustavo, como visão geral que nós temos trabalhado é trabalhar com um terço da área própria e dois terços arrendada. Obviamente, conforme você comentou, isso ao longo do processo pode ter oscilações, como aconteceu recentemente, a gente oportunisticamente acabar comprando algumas áreas que não faziam parte da estratégia base nossa, que era de não comprar novas áreas. Mas comprar eventualmente e vender eventualmente, então dentro daquilo que o Ivo comentou, ao mesmo tempo que a gente comprou, a gente trabalha com a ideia de vender eventualmente, fazer o sale-leaseback. Vender uma área e não fazer o sale-leaseback? Talvez, depende da área, depende do retorno que ela gera, talvez faça sentido também de vender alguma área e não fazer o sale-leaseback. Mas como estratégia base nossa, é de crescer a operação e você não alocar tanto capital em terras.

Speaker #2: Que não faziam parte da estratégia base nossa, que era de não comprar novas áreas, né? Mas comprar eventualmente, e vender eventualmente. Então, dentro aqui do que o Ivo comentou, ao mesmo tempo que a gente comprou, a gente trabalha com a ideia de vender eventualmente, vender, fazer leaseback, vender uma área e não fazer leaseback, talvez. Depende da área, depende do retorno que ela gera. Talvez faça sentido também vender alguma área e não fazer leaseback.

Speaker #2: Mas como estratégia base nossa, é de crescer a operação, e aí você não alocar tanto capital em terras, né? A gente sabe que a alocação de capital em terras, o retorno ele é baixo no curto prazo, e mas ao mesmo tempo, a gente tem fazendas e fazendas, e tem fazendas que geram retorno maior, fazendas que geram retorno menor, terra que gera retorno maior, que gera retorno menor, então obviamente a gente procura proteger aqueles ativos, que geram retorno maior, e que nessa compra do Mato Grosso é uma compra que é, a terra por si só ela se paga, ela gera uma alavancagem maior no curto prazo, gera uma impressão de ineficiência financeira, mas ela no longo prazo ela vai se autopagar, e a gente vai ficar bem posicionado lá na frente, obviamente que o retorno do investimento interno é retorno de 3 anos, retorno de 10, de 12 anos, né?

Aurélio Pavinato: A gente sabe que alocação de capital em terras, o retorno é baixo no curto prazo. Mas ao mesmo tempo, a gente tem fazendas e fazendas, e tem fazendas que geram retorno maior, fazendas que geram retorno menor, terra que gera retorno maior, que gera um retorno menor. Então obviamente a gente procura proteger aqueles ativos que geram retorno maior. E que nem essa compra do Mato Grosso, uma compra que a terra por si só se paga. Ela gera uma alavancagem maior no curto prazo, gera uma impressão de ineficiência financeira, mas no longo prazo, ela vai se autopagar e a gente vai ficar bem posicionado lá na frente. Obviamente que o retorno do investimento em terra não é retorno de três anos, é retorno de 10, de 12 anos, que você consegue gerar esse retorno.

Speaker #2: Que você consegue gerar esse retorno. Então a gente não mudou a estratégia, e obviamente as oportunidades de mercado e as oscilações de mercado têm que administrar tudo isso, né?

Aurélio Pavinato: Então a gente não mudou a estratégia e obviamente as oportunidades de mercado e as oscilações de mercado têm que ir administrando tudo isso. Por isso que a gente aceitou uma alavancagem maior momentânea. A nossa estratégia é ficar com a alavancagem de dois para baixo. Essa é a nossa estratégia. A gente trabalha nessa direção. A gente pode um dia ter um share menor de terra própria, 25%? Talvez sim. Talvez, depende do crescimento na área arrendada, a gente possa ter um share menor e manter focando sempre na eficiência da operação e na eficiência de alocação.

Speaker #2: Por isso que a gente aceitou uma alavancagem maior momentânea, a nossa estratégia é ficar com a alavancagem de 2 para baixo, essa é a nossa estratégia, a gente trabalha nessa direção.

Speaker #2: A gente pode dia ter share menor, de terra própria, 25%, talvez sim, talvez depende do crescimento na área arrendada, a gente possa ter share menor e manter focando sempre na eficiência da operação e na eficiência de alocação.

Speaker #1: Muito obrigado, está bem claro.

Gustavo Troiano: Muito obrigado, está bem claro.

Speaker #2: Certo. Obrigado, Gustavo. A videoconferência de resultados referentes ao segundo trimestre de 2026 da SLC Agrícola está encerrada. O departamento de Relações com Investidores está à disposição para responder novas perguntas e sanar quaisquer dúvidas.

Aurélio Pavinato: Certo.

André Vasconcellos: Obrigado, Gustavo. A videoconferência de resultados referente ao Q2 2026 da SLC Agrícola está encerrada. O departamento de Relações com Investidores está à disposição para responder novas perguntas e sanar quaisquer dúvidas. Muito obrigado aos participantes e tenham um bom dia.

Speaker #2: Muito obrigado aos participantes, e tenham bom dia.

Speaker #1: Obrigado, bom dia.

Aurélio Pavinato: Obrigado, bom dia.

Speaker #3: Bom dia.

André Vasconcellos: Bom dia.

Ivo Marcon Brum: Goodbye

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