Q1 2027 Sao Martinho SA Earnings Call
Speaker #2: Boa tarde, senhoras e senhores, e obrigado por aguardarem. Sejam bem-vindos à teleconferência da São Martinho S.A. para a discussão dos resultados referentes ao 1º trimestre da safra 26/27.
Speaker #2: Participam hoje conosco o senhor Felipe Vicchiato, diretor financeiro e de relações com investidores; John Graham, gerente de RI; e a equipe de RI da São Martinho. O áudio e os slides dessa teleconferência estão sendo transmitidos simultaneamente pela internet no site www.saomartinho.com.br/ri.
Speaker #2: Os participantes poderão escolher qual idioma da apresentação desejam visualizar. Na parte superior da tela, duas abas aparecerão com as opções: Informamos que todos os participantes estarão apenas ouvindo a teleconferência durante a apresentação da empresa.
Speaker #2: Em seguida, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas para investidores e analistas, quando mais instruções serão fornecidas. Informamos que algumas informações contidas nesta conference call podem ter projeções ou afirmações sobre expectativas futuras.
Speaker #2: Tais informações estão sujeitas a riscos conhecidos e desconhecidos, e a incertezas que podem fazer com que tais expectativas não se concretizem ou sejam substancialmente diferentes do que era esperado. Agora, gostaria de passar a palavra ao senhor Felipe Vicchiato, que iniciará a conferência.
Speaker #2: Pode prosseguir.
Speaker #3: É boa tarde a todos. Obrigado pela presença no nosso call de resultados referente ao 1o trimestre da safra 26/27. Iniciando aqui na página 3, os principais temas que a gente queria tratar aqui é a gente começa pelos destaques financeiros do TRI, a margem por produto, detalhe dos custos aí, evolução do trimestre, expectativa para o ano, operação de milho, de etanol de milho, os dois principais mercados da companhia, de açúcar e de etanol, e por fim aqui o nível de endividamento da empresa como a gente está encerrou aqui no trimestre.
Speaker #3: Bem, o primeiro trimestre da safra 26/27, a gente teve um impacto importante aqui nos preços de açúcar, né, na comparação TRI contra TRI. Uma queda aí da ordem de 25,7%.
Speaker #3: No ano passado, no mesmo período, era período de base muito elevada, né, de preço. Foi a melhor precificação que eu tive no trimestre passado.
Speaker #3: A próxima, R$ 2.400 por tonelada. Nesse trimestre, foi o lado oposto disso; a gente antecipou bastante embarque no primeiro tri e acabou pegando os embarques com preços médios fixados em níveis piores, né? Bem pior do que vão ser as fixações que vão ocorrer nos próximos trimestres.
Speaker #3: Então, essa comparação aconteceu que ficou 25% menor, impactando diretamente aí as margens EBITDA, EBIT, como vocês podem ver aí nos destaques financeiros. Além disso, foi um trimestre que teve um volume de chuva muito relevante em junho, né, no setor de uma maneira geral, com muitas paradas.
Speaker #3: O que impactou aí o ATR e, naturalmente, a operação, e, com isso, prejudicou bastante a produtividade, né, do ponto de vista de eficiência, impactando a diluição de custo fixo, né.
Speaker #3: E a gente tem ali, num resumo, então, caindo a margem EBIT para 8%, saindo de 17,8% para 8%. E o nosso lucro-caixa saindo ali do nível bastante relevante do ano passado, de R$ 157 milhões, para uma casa de R$ 9 milhões.
Speaker #3: Na comparação TRI contra TRI, no caso do etanol, a queda de preço não foi tão grande, uma vez que a gente antecipou bastante as vendas de etanol nos primeiros 15 dias de abril, quando o preço não tinha caído tanto ainda, e a gente reduziu as vendas ali quando os preços caíram, nos 40, nos 45 dias finais ali do trimestre.
Speaker #3: Então, o preço médio TRI contra TRI não teve grande impacto. Porém, teve grande impacto, sim, no volume de vendas, né? Foi 23% a menos do que o trimestre passado e, com isso, impactou também o volume de vendas e, naturalmente, ali uma menor diluição de despesa administrativa e, obviamente, impacta também na lucratividade da companhia.
Speaker #3: Bem, na sequência, a gente tem aqui a margem por produto, né. No caso do açúcar, a gente sai ali, tem uma queda relevante na margem, né, por conta principalmente ali do preço médio que eu já comentei, no que pese que o custo-caixa cai 9%.
Speaker #3: Parte é por conta de uma pequena diluição de custo e parte é por conta do Consecana, mas a gente fica com uma margem de menos 4.
Speaker #3: E no caso do etanol, a gente tem ali uma margem de menos 1,9%, ali caindo o custo e caindo também pouco o preço. Lembrando aqui que, quando a gente fala em margem de produto, a gente está falando só do negócio de cana-de-açúcar, açúcar e etanol de cana, certo?
Speaker #3: Não tem aqui o etanol de milho que a gente vai tratar ali em outra em outras nas outras páginas da apresentação. Quando a gente soma os dois, a gente está falando aqui de uma queda ali da ordem de quase 5% no custo-caixa equivalente.
Speaker #3: Como que a gente faz o cálculo do custo-caixa, da estimativa de custo-caixa para o ano, tá? Isso é uma pergunta importante. Eu li em alguns relatórios do CellSide aí nessa noite e no começo da manhã, da nossa estimativa inicial de queda de custo para o ano, que não foi, que o primeiro trimestre não representou uma parte importante dessa queda já no primeiro TRI. Só pra gente deixar claro como que a gente está olhando isso agora, antes de iniciar as perguntas, tá?
Speaker #3: A nossa estimativa de custo para o ano a gente faz da seguinte forma: ela se baseia basicamente no volume de produção que você vai ter de ATR, né, que é naturalmente o nosso guidance. Então, a gente tem ali o guidance de produção inicial, e nesse ano foi um guidance de 23,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar que a gente espera produzir.
Speaker #3: E esse com volume de ATR total de 3,3 milhões de ATRs. E isso implica ali ATR de 142 quilos de ATR. Em cima desse volume de ATR produzido, eu tenho custo para produzir esse ATR, tá?
Speaker #3: E esse custo é basicamente mão de obra, diesel, fertilizantes, enfim, todos os insumos agrícolas e o CAPEX, né, de operação, que é o CAPEX de guidance que a gente também divulga no release para todo mundo e, nesse caso aqui, no guidance desse ano, a gente divulgou alguma coisa próxima a R$ 2 bilhões, que é o nosso CAPEX de manutenção, né.
Speaker #3: O que pode mudar esse meu custo unitário para o ano? Primeira coisa que pode mudar é se, nominalmente, o meu custo aumentar, né, seja ele de CAPEX ou seja ele de operação. E a informação que eu tenho hoje é que esse custo pode ser que esteja até pouco menor, né, pelo que a gente está vendo. Então, mão de obra está dentro do estimado, a gente está vendo custo de diesel, depois de ter subido e caído, e até vai ficar um pouco menor nominalmente do que estava estimado. Insumos idem, então a gente está dentro do controle do que está estimado nominalmente. Porém, o efeito do que a gente está vendo do impacto desse El Niño bastante forte pode ser que impacte ali a questão do ATR do produto, né. Então, eu estava imaginando crescer ali o volume de ATR total dentro do guidance inicialmente, num número muito próximo ali, 11%. Se eu crescer pouco menos do que isso, se o El Niño continuar bastante forte, eu vou ter custo por ATR maior, tá?
Speaker #3: Isso é uma... Isso é dia a dia que a gente consegue monitorando, né? A gente vai saber isso só lá para o final da safra, em novembro, né? Provavelmente essa safra deve se estender um pouco mais, porque tem muitos dias de paradas de safra. Então, é assim que a gente calcula esse custo por ATR.
Speaker #3: Bom, no último call, se não me engano, a nossa estimativa era alguma coisa entre 7% a 8% a menos de custo, né, ex-Consecana. Esse número hoje está alguma coisa entre 4% a menos, né, dado todo junho que eu sofri de ATR, tá?
Speaker #3: ATR menor e o que a gente está vendo hoje. Nossa expectativa hoje, é que a gente tenha hoje mais cana, né, maior volume de cana do que a gente estava do que a gente estava estimando, né, anteriormente, deve estar ali mais do que 24 milhões de toneladas, ou seja, todo investimento que a gente fez em CAPEX, em ajuste de cana avial, nos últimos 3, 4 anos, esse investimento está rendendo fruto, né, porém a gente vai ter ATR menor, né, por conta do El Niño, né.
Speaker #3: Muito provavelmente esse ATR menor, ele principalmente agora nessa fase de julho e agosto que a gente está vendo, a cana está muito está muito alta, tem volume grande, mas ela está muito aguada, né, e onde tinha pico de ATR grande, que é efetivamente onde você faz mais açúcar nesses meses, a gente está vendo o setor fazendo menos açúcar, né, então todas as estimativas de produção de açúcar, né, só para antecipar pouco a discussão ali que a gente vai ter na parte de RED, né, então todas as expectativas de produção de açúcar do centro-sul que tinha aí a 1, 2 meses atrás, provavelmente essa expectativa deve ser revista para menor, porque esse ATR está caindo muito rápido no setor, né, e difícil esse ATR ser conseguir se retomar, tá?
Speaker #3: Então vai ser o ATR bem menor por conta do El Niño, e a tendência é que, até que piore um pouco mais esse El Niño, é difícil estimar qual que é esse volume. Sei que, na margem, vai ser pior, tá?
Speaker #3: Então pouco essa história, acho que os preços de açúcar já recuperaram pouco, nas últimas semanas, com base ali nessa expectativa parte de expectativa do Brasil, nessa nessas paradas, nessas forte volume de chuva, e parte também no que uma questão ali de efetivamente de sustentabilidade do negócio, né, porque todos podem ver aqui, né, no preço no custo que a São Martinho reportou nesse primeiro trimestre, com preço realizado, é negócio de açúcar isso aqui é antes, obviamente, de despesa financeira, né, o negócio está dando uma margem negativa de 5%, né, não não é uma coisa sustentável, e a gente se considera uma uma uma uma empresa aí no primeiro quartil de eficiência operacional, né, então não é razoável acreditar que esses preços de açúcar ficassem nesse nível ali rodando de 13, 14 centavos, né, esse número tem que ficar muito mais próximo de 18 para ter algum algum continuar os investimentos pelo menos para para alguma manutenção aí do canavial, né, bem, seguindo aqui, a gente a gente passa para a operação de milho, operação de milho está indo muito bem, na comparação tri contra tri a gente tem uma queda ali no EBIT e no EBIDA por conta aí principalmente do do preço de etanol que diminuiu pouco, e volume de de vendas mais a margem se manteve, lembrando aqui que a gente não tem impacto ali de no caso do etanol de compra de cavaco, né, então a gente isso aí passa nesse nesse P&L como custo zero, é uma queda de margem EBIT de etanol aqui por conta basicamente ali de uma queda da receita, né, porque aqui eu vendi muito menos etanol do que o trimestre passado e com preço menor e acaba caindo aqui os preços de milho também foram pouco pouco menores que passou no tri contra tri, o que ajudou a sustentar a margem, o cronograma da fase 2 do etanol de milho está indo bem, dentro do planejado, a gente deve estar startando a fábrica no na já no ano que vem conforme planejado e no início do de meados de maio, junho provavelmente, tá?
Speaker #3: Posição de RED, a gente teve fechou agora no na em junho com uma posição de RED para safra de 554 mil toneladas, e isso aí com preço médio ali de 15,78, isso daria preço por tonelada muito próximo a 2 mil reais por tonelada, com câmbio fixado mais o câmbio spot atualmente, para safra seguinte nós tínhamos muito poucos fixados, tinha ali 20 20 mil toneladas apenas, e se a gente segregar na 26, 27, a gente tinha muito pouco fixada na tela de março 27, né, que é a tela mais longa, então esse todo esse aumento de preço aí que a gente observou aí nos últimas nas últimas semanas a gente já vai acabar se aproveitando ali de pegar uma uma tela pouco mais muito mais próxima de 16, 17 centavos que vai ajudar pouco o preço médio dessa safra, para safra que vem essa retomada de preço é importante, naturalmente a gente já acelerou pouco mais o RED no nível que está aqui, dos 20 mil toneladas, com essa com essa melhora de preços, mas mas muito muito pouco do que muito longe aí de do de 20, 30%, não não muito além de 20, 30%, que a gente entende toda essa questão de de efeitos do El Niño, da sustentabilidade do negócio em si tem muito espaço ainda para estar para estar sendo observada aí uma dinâmica da safra para tomar uma decisão se a gente acelera mais ou menos os REDs de açúcar, tá?
Speaker #3: Em relação ao mix da safra, né, eu acho que hoje está bastante claro ali que, quando a gente olha o hidratado spot hoje no mercado e o açúcar spot no mercado, o prêmio está bastante grande para o açúcar, né. A grande pergunta é quanto você vai conseguir fazer de açúcar a mais por conta dessa questão da produtividade de uma cana com bem menos ATR do que estava estimado anteriormente, tá?
Speaker #3: Então essa é a grande dúvida de hoje até o final da safra. Bom, mercado de etanol, mercado de etanol a gente está vendo mercado bastante disfuncional, desde o começo de abril, né, os preços de etanol caíram bastante, aqui por uma série de razões, assim, de ordem de vamos dizer primeiro primeiro a grande razão é o volume de produção, né, a gente tem ali crescimento da produção de etanol de milho que já era esperada, crescendo ali dos 9 para os 11 bilhões de litros, são 3 bilhões de litros a mais de etanol de milho no mercado, e tem também uma o o etanol de cana chegando com mais volume por conta de uma safra pouco mais maior aí de volume de cana, né, a grande a grande pergunta, né, é a gente sabia que o preço ia cair, a pergunta é por que que os preços por que que o consumo ainda não reagiu, né, então o preço caiu lá da ordem de 3 reais para hoje 2,100 no na na na na na ESALQ quase, caindo ali 30, 35%, a paridade hoje está próxima a 61%, e nesse nesse nível de paridade de 61% a gente deveria já estar com ciclo alto respondendo ali lá mais para casa de 33%, 32%, do dos dos veículos consumindo etanol, né, e a gente percebe que isso não está acontecendo, né, a gente acha que é uma questão pouco de tempo, né, de dessa percepção, é uma é uma dinâmica pouco demorada, já aconteceu isso em anos passados, assim, o preço caiu bastante, acho que uns 2, 3 anos atrás, no último trimestre entre janeiro e março, o preço caiu muito, a demanda não veio e acabou que demorou pouco depois ela veio, acho que talvez seja aconteça a mesma coisa aqui, nossa estratégia está sendo pouco como a gente tem bastante armazenagem de etanol nas nossas usinas, a gente está armazenando o que é possível, né, para tentar tentar vender em preços pouco melhores, né, quando esse quando retomar pouco esse consumo, que o consumo efetivamente está bastante baixo, tá?
Speaker #3: Essa é pouco a ideia, a gente está retomando com as associações UNEM e ÚNICA acelerando o o máximo possível as propagandas, né, estamos as inserções comerciais em diversos canais, tem uma estratégia grande aí sendo feita, e vocês devem ver aí nos próximas semanas em diversas mídias, para ver se retoma ali uma a a o consumidor para o etanol, mercado mercado internacional ainda ainda não tem uma janela muito grande para fazer exportação, a dinâmica aqui pouco é efetivamente olhar para o mercado doméstico mesmo, tá?
Speaker #3: E por fim aqui, endividamento, só para a gente encerrar, a gente fechou com uma dívida ali de de 5,2 bi, aumento de 5% em relação a março, basicamente aumento de 248 milhões de reais, os principais itens aqui que cresceram a dívida foi o o capital de giro, os estoques, predominantemente o etanol, que a gente está segurando, e o a planta de etanol de milho, que são os investimentos que a gente está fazendo, que está dentro do nosso CAPEX, e apesar de ter trimestre mais difícil de geração de caixa, operacional, como a gente mostrou lá na margem, ainda assim a gente teve uma geração de caixa, se vocês forem analisar no detalhe, por uma série de razões, a gente vendeu o etanol hidratado, como eu falei, em calls passados, a gente está fazendo mais hidratado porque tem uma geração de caixa melhor, a gente tem antecipou as vendas de açúcar para tentar ter ciclo de caixa melhor na na nas nessas vendas, de tal de tal modo que na operação conseguimos gerar caixa, nosso nosso nível de de liquidez está bastante bom, quase 5 bilhões de reais, nada para pagar nos próximos 2 anos ali de relevante, e com endividamento dívida liquidar bastante confortável ali na casa de 1,6 vezes dívida liquidar.
Speaker #3: Bem, acho que esses são os comentários iniciais. Vou abrir para perguntas agora. Até logo.
Speaker #1: Obrigado. Agora daremos início à sessão de perguntas e respostas. Lembrando que, para fazer perguntas escritas, orientamos que sejam enviadas via ícone de Q&A, no botão inferior da sua tela.
Speaker #1: Para perguntas por áudio, favor clicar no ícone "Levantar a mão" no botão inferior da sua tela. Por padrão da dinâmica, seus nomes serão anunciados para que façam sua pergunta ao vivo.
Speaker #1: Nesse momento, uma solicitação para ativar seu microfone aparecerá na tela. A nossa primeira pergunta vem de Henrique Brustolin, do Bradesco BBI.
Speaker #2: Boa tarde, Vikiato, bom falar com você, e obrigado por pegar minhas perguntas, eu tenho duas, a primeira sobre o guidance, né, da da da safra, eu entendo que vocês não revisaram, e daí só para só para entender pouco melhor teus comentários, né, iniciais, a TR, né, por por justamente pelo comentário, né, de pela quantidade de chuvas eu entendi que tem talvez risco, né, de de não crescer os 3% pensando em em ATR unitário, mas você comentou que tem mais cana disponível, né, e e eu entendo toda a dificuldade que o Elnin e chuva está trazendo esse ano, mas só para entender se você acredita, né, ter espaço para talvez surpreender, né, superar o limite superior do guidance pensando em em moagem vai ter essa cana disponível, ou se se é desafiador olhando o ritmo de moagem que vocês estão vendo até aqui, essa é a primeira, e a segunda na verdade é só esclarecimento, Vikiato, você comentou, né, o custo unitário 4% abaixo, né, com com ATR menor, só para entender, esse 4% ele foi a referência do que foi no primeiro no primeiro trimestre, ou ele é a nova expectativa para o ano, considerando talvez esse ATR abaixo, né, só para só para esclarecer esse ponto.
Speaker #2: Obrigado.
Speaker #3: Oi, boa tarde, obrigado pela pergunta. Vamos só pela última: é 4% em relação ao fechamento do ano passado, tá? A gente estava imaginando que antes seria 7%, agora a gente está falando que pode ser 4%, tá?
Speaker #3: Em relação a a revisão de guidance a gente não fez nenhuma revisão porque efetivamente a gente não tem está tem muitas partes ainda se movendo, né, o que a gente tem é mais cana, menos ATR, a gente não sabe quantos dias de safra a gente tem, se a gente vai conseguir moer todas essa toda essa cana, se a gente consegue moer toda essa cana, no que pese que tenha menos ATR, a gente vai ter mais produto, né, mas também por outro lado eu acho muito difícil a gente conseguir moer toda essa cana, né, porque daí teria que ir uma a safra teria que ir muito longo, ser muito longa e teria que contar com a sorte ali de não ter tanta ter tanta chuva no final, né, então a gente precisa de pouco mais de tempo ali para ter pouco mais de acuracidade nessa informação, tá, então não por hora não dá para a gente saber, ainda é muito cedo, a gente está ali uns 6% abaixo da nossa estimativa de orçamento, vamos assim dizer, para a mesma data, né, então tem que chegar nesses 6 para depois a gente ter uma uma ideia pouco melhor, né.
Speaker #2: Super claro, Vikiato, obrigado.
Speaker #3: Obrigado.
Speaker #1: Seguimos com Gabriel Barra Ciri.
Speaker #4: Olá, Felipe, obrigado por pegar minhas perguntas aqui, eu tenho duas também do meu lado, eu acho que o primeiro é sobre a questão do etanol, né, a gente estava vendo o começo de safra com etanol bem mais rentável do que o açúcar, né, numa posição melhor ali de de rentabilidade, com mix bem alcoolíaco, e aí bem como você falou hoje mesmo a gente tem visto a gente viu, né, o o açúcar reagir positivamente, você falou até sobre posição de hedge precisa aumentaram, e aí acho que a pergunta aqui talvez seja muito mais estando no sentido de mix, né, quando você olha para o resto da safra e olhando tanto para vocês quanto para o resto do setor você daria para esperar aqui talvez uma safra mais açucareira do que inicialmente a gente estava esperando dada essa reação positiva, né, talvez melhor não melhor, né, mas positivo do açúcar e e bem pior do que o esperado no etanol, você vê que tem essa possibilidade daqui em diante, como que vocês estão vendo isso, e o segundo ponto até pensando mais estruturalmente aqui em relação ao setor, né, acho que há bom tempo a gente não vê o setor numa posição tão desafiadora, com sinal de preço para baixo, com pressão de custo, com cenário incerto de de de de tempo, de clima, e com o setor de de certa forma passando pela parte financeira também de uma forma bem bem difícil, né, com grande player no meio de uma de processo de reestruturação, a pergunta é se vocês acham que esse processo de de consolidação que a gente vem falando há muito tempo no setor não poderia ser acelerada por esse momento de maior dificuldade, né, como que vocês estão vendo isso, até como ajuste de capacidade dado dado os sinais de preço atuais e margem do setor e retorno, se não seria esse talvez o ponto de inflexão aqui do setor agora para para esse processo de consolidação.
Speaker #4: Queria ouvir um pouco a sua visão sobre isso, obrigado.
Speaker #3: Oi, Barra, bom, em relação à primeira pergunta, eu acho que essa questão de mix é é uma questão muito mais se se as usinas conseguem fazer mais açúcar e menos etanol, tá, que eu acho que hoje tem uma situação que a cana o volume de cana de açúcar ele está hoje maior do que a boca da usina, tá, e tem uma questão de disponibilidade de dias de moagem, tá, então assim, o que vai o que vai acontecer daqui para frente é secou tem condição de moer, a usina vai colocar o máximo possível de cana para processar, né, e vai produzir o que der o que dá, eu diria o seguinte, com a ATR que está hoje não dá para fazer o mix máximo açucareiro nem se eu quisesse porque o ATR está muito baixo, então você tem muito menos eficiência, entendeu, mas claro assim, obviamente com preço com prêmio de 25% a mais de açúcar, com volume de etanol que está aí em estoque que vocês estão vendo, né, e o preço onde está, quem puder fazer mais açúcar a gente vai fazer, né, mas a questão é é possível fazer?
Speaker #3: Eu acho pelo que a gente está vendo aqui não é possível, tá, não não não vai conseguir fazer muito mais açúcar não, provavelmente vai ficar bem abaixo do que estava sendo estimado inicialmente, tá, sei lá, uns 2 milhões abaixo se bobear, tá, vai ser número bastante grande, né, vamos ver tem tempo, mas se se o se a gente pegar eu ouvi pouco as estimativas aí de Super El Niño de muita chuva, né, e se vocês confirmar, assim, esquece, não vai ter esse açúcar, tá, então assim, a gente pode ter ali uma uma essa essa velocidade que a gente viu de do da subida do preço de açúcar nos últimos dias pode ser nada perto do que pode acontecer a depender ali do volume de chuvas que vier mais para frente, em relação à consolidação do setor, na segunda pergunta, se a gente vai ver uma consolidação do setor dado aí o uma questão de de fragilidade dos dos players, né, da questão de custo, eu acho muito pouco provável, tá, e assim, na prática, né, com o fato de eu consolidar uma usina, comprar uma outra usina, não necessariamente isso me me faz mais eficiente, tá, essa é a grande essa é a grande lição, né, que acho que todo mundo aprendeu aí, né, a duras penas, né, né, eu tenho mais moagem então eu estou tendo mais eficiência, não necessariamente, você pode ter pouco mais eficiência se você comprar canavial do lado, né, canavial tem que ser muito sinérgico, né, você tem que ter não pode adicionar muito mais mão de obra por hectare, né, tem que tem que trazer mais produtividade por hectare, não pode adicionar mais indústria, tem que ser negócio muito cirúrgico, aí você pode ter alguma alguma produtividade a mais, alguma sinergia, essa consolidação pode ter fazer algum sentido, mas agora uma consolidação geral de grandes players comprando eu acho eu não vejo isso atualmente, tá, super fácil isso, obrigado.
Speaker #3: Obrigado.
Speaker #2: Seguimos com Leonardo Alencar, XP, não sei, boa tarde, obrigado por ter pegado minha pergunta, Felipe, talvez só para ajudar pouco aqui na construção do racional, porque no no trimestre passado foi até ponto que a gente estava fazendo de a safra era esperada que começasse rápido e forte, né, e aconteceu isso e muito alcoleira, o que fez com que os preços de etanol caíssem de maneira bem rápida até e até mais do que o esperado, que eu lembro que foi uma fase que você fez, vocês venderam em abril, depois começaram a segurar pouco mais as vendas, olhando os dados do setor, você viu realmente uns uns tocagens no setor maior do que o do que a média histórica maio, junho, só que aí junho teve impacto de moagem, né, por conta da das chuvas, o que talvez tenha corrigido uma parte dessa dessa estocagem, tá, a minha dúvida é qual sua leitura assim dentro desse cenário, tá, se você acha que existe catch up esperado daqui para frente, a gente ainda vai chegar ali provavelmente perto da entre safra com os toques acima da média acima da média histórica, até essa dinâmica da ATR que você comentou agora talvez tire pouco do potencial reversão para açúcar, né, então mantenha aí o viés pouco mais alcoleiro, né, então se realmente a gente vai ver esse catch up, chegaria na entre safra com com mais estoque, tá, e sobretudo uma dinâmica de preço bem bem pressionada, e até para uma leitura oposta, né, se existe algum patamar de preço onde vocês poderiam já já mudariam essa essa estratégia de carregar estoque de etanol, tá, dado que você até comentou e e você pode até até dar sua opinião sobre por que o consumo não reage no Brasil, apesar de algumas políticas de incentivo, apesar da paridade tão baixa e diversas regiões, então só para entender pouquinho melhor esses essa estratégia de etanol, obrigado.
Speaker #3: Olha, obrigado pela pergunta, olha, eu acho que assim, essa questão do etanol ela os estoques devem cair, acho que muito menos por uma dinâmica de produção e de produzir mais ou menos, né, é mais uma dinâmica de consumo, tá, como eu expliquei aqui na no slide anterior, né, hoje a gente está com uma paridade ali em junho, né, está uma paridade de 61% e isso lembrando, é uma média aqui do Brasil e tal, tem umas regiões que está uma paridade até abaixo disso, e o consumo não está vindo, né, ainda está ainda está num nível dos níveis mais baixos aí visto na na série histórica do percentual dos do do do ciclo Otto, né, então enfim, não é uma é é difícil da gente entender pouco, tem algumas pistas aí, né, tem muito barulho dessa questão muita desinformação do pessoal dizendo que o o o etanol faz mal para o para o motor do carro, né, então tem muita muito ruído, muita desinformação, né, e com a com a questão da guerra também, quando começou a história do governo dizendo que ia dar isenção para para gasolina e a gasolina não ia aumentar de preço, entrou no subconsciente das pessoas achando que o Brasil era a gasolina mais barata e as pessoas consumindo a consumir gasolina porque era mais barata e isso não parou, enfim, tem uma série de ruídos e e e decisões ali que é difícil da gente fazer o tracking, mas o fato é, né, o preço está muito baixo, o consumo não realmente pela razão al, pela razão b não está não por enquanto não ganhou tração, a gente não está vendo isso acontecer, que é totalmente fora do que a gente viu nos últimos anos, né, quando chegar na paridade baixa ele ele vinha ele vinha forte, né, vamos ver, assim, o estoque só vai só vai diminuir efetivamente quando a gente quando a gente perceber que o consumo o consumo andar e andar mais forte, senão a gente vai vai acabar virando estoque pouco maior mesmo.
Speaker #2: E nenhum patamar de preço que você reverteria ou reveria essa decisão estratégica?
Speaker #3: É, mas aí eu não posso te falar, né? Tá bom, obrigado.
Speaker #2: Seguimos com Tiago Duarte, BTG, oi, Felipe, boa tarde, boa tarde a todos, duas perguntas assim, os grandes temas já foram discutidos, duas perguntas de ordem bem prática, assim, Felipe, primeiro, quando que você começa a comprar o milho para expansão da capacidade da Boa Vista que entra no segundo semestre do ano que vem, né, então mais para para pensar do ponto de vista dinâmica de capital de giro, quando é que eu vejo o teu estoque de milho crescer para além do que você precisa para a tua planta corrente e já adicionando o milho que você vai moer para para a próxima planta, essa é a primeira pergunta, e segundo, quanto do ponto de vista prático, quanto de estoque vocês conseguem carregar pensando de de etanol, pensando num cenário em linha com essa discussão anterior, né, se você for puxar o teu estoque e carregar o máximo possível para entre safra, o quanto que na ordem de ordem prática você consegue carregar se tem de capacidade dentro de casa e inclusive considerando essa dificuldade de migrar o mix totalmente para açúcar, por todas as questões de clima e etc., é isso, obrigado.
Speaker #3: Obrigado, Tiago, eu consigo eu consigo carregar mais ou menos 500 mil metros cúbicos aproximadamente de etanol, dado o meu meu meu minha capacidade estática, de tanques, e eu devo começar a a comprar os o milho na próxima no próxima janela de safrinha, tá, porque a planta ela começa a rodar em junho do ano que vem, né,
Speaker #2: tá claro, obrigado.
Speaker #3: Obrigado.
Speaker #2: Seguimos com Mateus Enfeld, UBS, olá, boa tarde, Felipe, obrigado obrigado pelo tempo, minha primeira pergunta, meio incusto, meio mix, mas pensando mais no no médio prazo, tem over supply de etanol para esse ano, provavelmente as próximas safras a gente vai continuar nesse cenário, e a minha dúvida é se não tiver ajuste de capacidade na moagem, a gente deveria ver pode ver ajuste de capacidade no mix, em que vocês tenham interior do que lembrando do passado tinham ainda uma capacidade de investir em mais mix de açúcar, que que que são as condições necessárias para vocês, por exemplo, fazer uma fábrica de açúcar na na Boa Vista, para eventualmente aumentar o mix de de açúcar nas plantas atuais de vocês, até pensando num cenário em que pode ser que o açúcar remunere melhor e que o etanol continue pressionado aí por mais algumas safras, essa é a minha primeira pergunta, e daí minha segunda pergunta, em monetização de créditos tributários, vocês têm acruando créditos tributários aí de maneira mais expressiva nessas últimas duas, três safras, para a gente olhar até de 23 para cá, linha de de tributos a recuperar de vocês passou de 0,4 bilhões de reais para para quase 1,1,2 bi, então minha dúvida é que como vocês têm conseguido imaginar esse cronograma de utilização desses créditos, e e talvez se a gente puder expandir pouco a discussão aqui, que que vocês estão se preparando para para efeitos iniciais da da transição para a reforma tributária, não sei o que uma exposição pequena para o que vocês vendem de doméstico, mas como vocês estão se organizando para isso, são essas duas perguntas, obrigado.
Speaker #3: Oi, Mateus, eu acho que essa questão de de mix de açúcar, investimento em mix de açúcar em São Paulo, né, e aí eu falo não só pela pelas usinas da São Martinho, mas pela maioria das usinas de São Paulo, até onde até onde a gente entende aqui, e a gente fez estudo bastante profundo aqui, não tem muito mais investimento que seja investimento com retorno rápido, para fazer em ajuste de mix para produzir mais açúcar e menos etanol, todos esses investimentos foram feitos no último ciclo que foi no ciclo de 21, 22, quando o açúcar chegou lá em 20, 22 centavos, tá, e eu eu eu é onde nós fizemos o investimento na São na usina São Martinho e na usina Santa Cruz, tá, de tal forma que essas que essas três usinas, São Martinho, Santa Cruz e Iracema juntas, que são as usinas de São Paulo, hoje elas podem fazer até 65, 66% de açúcar, depende aí pouco da dinâmica de dias de safra barra TR, tá, se eu eu aí você fala assim, é impossível fazer mais do que isso, não, não é impossível, você pode fazer até 80% de açúcar, né, e a diferença, né, tecnicamente, né, os 20% que é o que é o que eles chamam de do do rescaldo, né, que viraria etanol, mas para você investir para fazer até 80% de açúcar nessa diferença dos 66 para 80, é capex extremamente elevado, né, que não paga a conta, o açúcar teria que ir para, sei lá, 27 por 5, 6 anos para pagar na última número que a gente viu, tá, e é uma e é uma dinâmica que tem que mexer em muitas coisas, mexer em caldeira, mexer em moenda, então não não é viável, tá, e isso é uma é uma característica muito muito muito parecida com as demais usinas aqui da região de São Paulo, tá, bom, então esse é para São Paulo, agora vamos virar para Goiás, que eu acho que é uma uma história diferente, e e talvez uma história com algumas semelhanças para as para as outras de da região, tá, Goiás, existe o benefício fiscal, né, que foi que foi concedido na época que todo mundo investiu no etanol lá em na no ciclo de 2006, 2007, né, que esse daí vai até 2032, né, então a gente já chegou a estudar, fazer uma planta de açúcar nessa época, nesse ciclo lá, quando o açúcar chegou a 23 centavos, né, e na ocasião não não não fechou não fechava a conta, né, por uma série de razões, entre elas, logística, era muito caro entregar o açúcar chegar entregar o açúcar até o porto, o capex era era muito alto, a questão do benefício fiscal você na verdade você perderia, né, porque você não teria benefício fiscal do açúcar, então e o açúcar tinha que estar também assim por muitos anos, 25 centavos para fazer para fechar essa conta, tá, então acho que está ainda muito longe, né, para a gente enxergar novo ciclo de investimento em açúcar para para para a gente olhar pouco essa mudança de mix, inclusive na região Centro-Oeste, tá, talvez depois de 32 possa ser uma opção, né, quando você tira essa questão de benefício fiscal, etc., talvez seja seja uma opção, mas antes de 32 eu acho muito pouco provável que alguém vá fazer isso, e lembrando que lá em 22 a gente fazia esse tipo de investimento dentro de uma outra parâmetro de custo de capital, né, acho que hoje qualquer investimento ali com custo de capital atual é é é mais difícil para fechar essa conta, né, o cronograma de crédito tributário é o seguinte, a maioria do crédito tributário que está pouco mais demorando pouco mais escoar para escoar é crédito tributário lá da da própria Boa Vista, né, que é que são que é ICMS, né, como você tem essa questão do benefício fiscal e a gente e colocou a planta de milho agora e acabou acumulando pouco mais de crédito porque eu estou fazendo mais anidro, isso isso acumulou aí nos últimos dois anos pouco mais, a gente deve estar mudando o mix da Boa Vista no ano que vem também para hidratado, né, e a gente acha que até nos próximos três anos a gente deve estar escoando 3, 4 anos escoando quase todo esse crédito aí da da de excesso de ICMS que tem lá em Goiás da da do desse desse adicional do do etanol, tá, está claro, obrigado Felipe, mas você precisa só fazer follow-up aqui do dos créditos de de PISCOFINS, que também está acumulado e acho que foi foi resultado importante no trimestre, né, acho que 48 milhões de reais só você puder comentar como vocês estão enxergando a situação disso, do PISCOFINS é na verdade é não é aquele foi uma foi mais foi mais uma questão ali que a gente no trimestre a gente olhou a gente tem tem uma ação que a gente acabou contabilizando, né, e e e essa contabilização acabou que a gente é que tem que fazer uma média do adrendo PISCOFINS, né, de uma ação X, a gente contabilizou adicional nesse nesse trimestre, por isso que cresceu pouco mais nesse tri, mas ele entra na normalidade a partir dos próximos trimestres, mas PISCOFINS é o mais fácil, porque PISCOFINS ele acaba pagando com todos os tipos de tributos federais, ele é o mais rápido para escoar, tá, está certo, obrigado, obrigado, seguimos com Isabela Simonato, bem que of America, boa tarde Felipe, boa tarde a todos, obrigada, eu queria voltar pouco na discussão do custo, né, do do guidance do do 4% de de queda, eu entendo que isso ainda está baseado no no guidance de produção e produtividade que a gente tem até agora, e também obviamente com o resultado já realizado do primeiro tri, então nessa dinâmica só para entender pouco para onde a gente vai caminhar, né, a a mensagem que eu fiquei dos comentários de produtividade e das chances da gente ter El Niño atrapalhando ainda mais alguns dias de moagem, aí ao longo do segundo semestre, é que na verdade a gente pode ter cenário de menos diluição, eu queria entender se isso faz se isso faz sentido, né, e e e e Felipe, sobre a dinâmica do etanol, né, eu lembro 2024, acho que a gente passou como você falou uma situação muito semelhante, né, acabou a 2023, 24, acabou a guerra gasolina barateou e e aí a paridade do etanol num cenário de oversupply ela ela ficou rodando, né, por alguns meses, alguns trimestres por volta desses 60% até ela conseguir se recuperar, a minha dúvida é num cenário em que você tem uma duração maior dessa paridade muito baixa, né, como que você pensa dinâmica de de carrego mesmo, se a se o mindset ainda é realmente entrar com com a mirar na entressafra, né, ou se isso como que se dá esse processo de decisão nesse nesse nessa dinâmica, né, de talvez uma paridade mais baixa por mais tempo, obrigado, oi Isabela, boa tarde, em relação à diluição, na verdade o que eu o que eu o que eu falei foi o seguinte, antes a gente estava com uma expectativa maior de diluição, né, quando a gente começou a safra, porque a gente ia ter volume relevante de cana, crescendo, e e crescimento também em ATR, né, onde de tal de tal modo que a gente ia crescer ali na casa de 11, 12% a mais de produto em si, né, com uma safra muito redonda, né, muito eficiente, sem paradas, tá, ao passo que você tem uma safra com muitas paradas, né, onde você tem que movimentar a frente de colheita para lado e para o outro, a chuva começou na na região de Barrinha, vamos movimentar a frente corre para movimentar a frente de colheita para para a região de Pradópolis, corre para movimentar para a região de X, e então você tem ali você tem uma uma perda de eficiência, quando acontece isso, que é uma perda de eficiência que vai te comendo essa gordura de de custo e você vai perdendo com isso ali uma aqueles 12% a mais de produtividade e e 7% de custo de de de de redução de custo, eles vão acabar vão vão piorando na margem, tá, dito isso, o que que a gente tem atualmente, a gente tem mais cana, tem mais volume de cana, eu tenho menos ATR e eu tenho mais ineficiência por conta desses ande paras, por conta de questões climáticas, que é uma coisa que eu não controlo, né, como eu não controlo, né, e e eu não sei como vai ser esse ande para de clima, de hoje para frente, eu não é difícil muito eu precisar, se vai ser 4, vai ser 5, se vai para 3, né, essa redução de custo, o que eu sei hoje é que meu meu meu meu eu sei que o meu meu meu nominal, assim assim, minha meu custo de diesel vai ser mais não vai não vai subir muito, meu custo de mão de obra não vai subir muito, agora, se eu tirar se eu se eu for mais ineficiente e conseguir tirar menos produto daquilo, meu indicador ATR por por por hectare ou ou aí vai piorar pouco, tá, é pouco nesse sentido que foi o meu comentário, né, mas eu acho que uma as plantas da São Martinho hoje, a industrial, e e e e o tamanho da frota agrícola, são uma das melhores plantas para responder rapidamente a a esse desafio de safra, né, que ande para, então a gente consegue ser muito eficiente e muito rápido, né, diferente de muita usina que esse o fato de a safra.
Speaker #4: Só super pra entender o pace do head na indústria, a- a que nível de preço de açúcar você acha que o pessoal já voltaria a acelerar esses heads, considerando o custo da indústria um pouco mais alto também? Imagino que num patamar um pouco mais elevado, certo?
Speaker #1: eu não sei, eu acho que boa pergunta, assim, eu acho que o pessoal da indústria já tá- já- já tava bem- já- já tinha reediado bastante, até mais do que a gente, né, pro ano que vem, né, hã, é, e- e- e eu não sei se chega determinado momento, né, que não adianta a- não adianta a indústria ficar só olhando muito custo, né, porque assim, é, é, porque o preço é o tá na tela, né, não adianta o cara ficar olhando o custo, o preço vai caindo, ele vai perdendo- eu perdi assim, comendo 5, agora tá perdendo menos 10, enfim, mas essa informação a gente não tem, né.
Speaker #4: Tá claro, obrigado.
Speaker #1: Obrigado.
Speaker #3: Seguimos com Lucas Ferreira, JP Morgan.
Speaker #4: Oi, Felipe. É, dois follow-ups aqui, e o primeiro, no etanol, você tem a impressão que a indústria tá fazendo igual vocês, carregando o máximo possível, é, de estoque, porque a gente escuta alguns feedbacks meio anedóticos, assim, que como custo de capital tá muito alto, algumas empresas em situação financeira meio complexa, de que o pessoal também não tá segurando, tá vendo, produzindo, e tá produzindo mais, né, que é o que é a discussão agora, e- e não tá segurando esse estoque, tá vendendo e que isso tá de alguma forma também exacerbando esse efeito no curto prazo, a minha pergunta é que se você acha que isso é verdade, talvez é interessar pra seja melhor, né, tenha- tenha término mais- mais- mais, é, antecipado desse do consumo desse estoque em algum momento, você acha que faz sentido ou não, e aí, Du, hã, no etanol de milho, é, você tem de alguma forma alguma maneira de vocês se protegerem contra o risco do El Ninho, né, que normalmente o El Ninho ali, principalmente ali em Goiás, é o que deveria estar mais em risco de El Ninho, severo, né, normalmente o- o El Ninho tem mais impacto ali no- no- na segunda safra, no milho, enfim, né, janela mais curta de- de plantio, enfim, isso é algo que vocês de alguma forma conseguem tentar se proteger, dado que vocês vão ter que comprar esse milho o ano que vem, obrigado.
Speaker #1: Oi, Lucas, é, obrigado pelas perguntas, a gente, o milho a gente já tá comprando já, né, é, é, mesmo comprando via contratos, né, com produtores diretos, pra gente se proteger desse preço, mas- mas a gente tá vendo que e- é, mesmo se Goiás subir muito, a gente tem outras regiões, né, que- que- que tão com volume bem- é, é, bem relevante lá, vai depender muito da safra de soja também, se atrasar muito vai impactar o milho, né, então, mas tamo- tamo atentos, tamo tentando se proteger, é, mas tem- é tudo contrato, é mais contrato bilateral com produtor, né, porque não- é, é, não dá, se você quiser proteger via- via bolsa, é, lá de fora, não- não é head- não é head perfeito, né, hã, e essa questão do etanol, é verdade, viu, a gente, eu já ouvi falar isso, é, a gente percebe, é, o no, a gente tem uma vantagem aqui com o nosso custo de capital, né, basicamente CDI, né, hã, então a gente consegue carregar pouco mais, né, no que pese que o CDI tá bastante alto, né, é, e a gente sempre faz essa conta pra tomar essa decisão, é, no caso de açúcar foi fácil, porque já tava re- já tava reediado, né, a decisão era esperar pouco mais e ganhar carry de dólar ou não, né, então a gente falou, põe pra dentro aqui, vamos colocar o dinheiro, que é melhor, mas no caso do etanol, a gente acha que tem uma- uma diferença aqui muito grande, né, então, é, vamos indo- vamos carregando, né, é, até onde dá, né, e a gente tá vendo efetivamente, é, é, o- os produtores com- com uma questão de caixa bastante apertada e vendendo, é, ao- ao preço que tiver, né, e no caso do beta- e no caso do etanol de milho, né, acho que vocês sabem, né, etanol de milho investiu muito em armazém de- de milho, né, eles não investiram em armazém de etanol, é, é, tancagem de etanol, perdão, né, e aí, o que acontece, o cara ele produz, eles aumentaram muito a produção, né, e aí produz, vende, né, e aí vira essa maluquice, né, também, tem pouco, tem pouco esse, esse efeito, né, é, é, que atrapalha, né, o etanol de milho vai 100% produzir ou vender, não tem muito jeito, né, é, mas vamos ver, acho que etanol aqui é uma história que, eu espero que no próximo trimestre a gente tenha uma melhor história pra contar, né.
Speaker #4: Beleza, obrigado.
Speaker #1: Obrigado.
Speaker #3: Lembrando que, para fazer perguntas escritas, orientamos que sejam enviadas via ícone de Q&A no botão inferior da sua tela. Para perguntas por áudio, favor clicar no ícone "levantar a mão" no botão inferior da sua tela. Por padrão da dinâmica, seus nomes serão anunciados para que façam sua pergunta ao vivo. Nesse momento, uma solicitação para ativar seu microfone aparecerá na tela. Por favor, aguardem enquanto aguardamos novas perguntas.
Speaker #3: Encerramos nesse momento a sessão de perguntas e respostas, gostaria de passar a palavra ao senhor Felipe Vicchiato para as considerações finais.
Speaker #1: Bem, obrigado aí pela presença no call. Estou à disposição aqui para qualquer dúvida adicional. Boa tarde a todos e boa semana.
