Q2 2026 Azevedo & Travassos SA Earnings Call
Speaker #1: Welcome to Zoom. Enter your meeting ID followed by pound. You have not entered any. Enter your participant ID. You have joined the meeting as an attendee and will be muted throughout the meeting.
Speaker #2: Primeiro, a mobilização; depois, o avanço das frentes de trabalho; o aumento da produção; e, mais à frente, a desmobilização. Hoje, vários dos nossos principais contratos ainda não chegaram às fases de maior intensidade dessa curva.
Speaker #2: E as demonstrações financeiras já começam a mostrar esse processo de mobilização. Encerramos junho com aproximadamente R$ 303 milhões em adiantamentos de clientes, contra R$ 56 milhões no final de 2025.
Speaker #2: Esse crescimento veio principalmente da mobilização de novos contratos com a Petrobras e com a Sabesp. Mesmo assim, já entregamos aproximadamente R$ 363 milhões de receita bruta somente no 1º semestre.
Speaker #2: Então, quando olhamos esses números juntos, temos uma mensagem bastante interessante. A receita está crescendo de forma expressiva, mas nossa carteira ainda é relativamente jovem, e isso nos dá confiança na capacidade operacional da companhia e, principalmente, visibilidade sobre a evolução desse backlog nos próximos períodos.
Speaker #2: E essa evolução da carteira já começa a aparecer de forma bastante clara na receita. A receita bruta atingiu R$ 200 milhões no 2º trimestre, crescimento de mais de 23% em relação ao 1º trimestre de 2026, e de 127,5% frente ao mesmo período do ano anterior.
Speaker #2: A receita líquida alcançou R$ 182 milhões e 900 mil, avançando quase 23% no trimestre, e mais de 131% na comparação anual. Gostaria de destacar aqui, especialmente, a evolução da Refs.
Speaker #2: A subsidiária superou R$ 113 milhões de receita bruta no trimestre, crescendo aproximadamente 35% em relação ao 1º trimestre e aumentando sua contribuição para o resultado consolidado do grupo.
Speaker #2: Quando ampliamos a análise para o semestre, essa mudança de escala fica ainda mais evidente. A Repto saiu de aproximadamente R$15 milhões de receita líquida no 1º semestre de 2025 para R$177,5 milhões no 1º semestre deste ano. Hoje, ela já responde por mais da metade da receita líquida consolidada do grupo no semestre.
Speaker #2: Dentro das REF's, o principal destaque foi o HC2 Gaslube, que apresentou a maior contribuição individual para a receita do trimestre. O contrato vem avançando em sua curva de execução e é um bom exemplo de como o avanço dos projetos começa a se traduzir em maior atividade operacional e, consequentemente, em receita.
Speaker #2: E é esse movimento que esperamos observar nos demais projetos à medida que avancem em seus cronogramas. Passando para a rentabilidade, encerramos o trimestre com lucro bruto de mais de R$25 milhões, revertendo o prejuízo bruto na comparação anual.
Speaker #2: Já no semestre, acumulamos R$ 52,3 milhões de lucro bruto, praticamente o mesmo montante registrado durante todo o exercício de 2025. A margem bruta foi de 13,7% no trimestre, levando a margem média do semestre para aproximadamente 16%.
Speaker #2: Aqui também vale abrir um pouco o número. O crescimento da operação, naturalmente, trouxe uma expansão relevante da nossa base de custos, principalmente em mão de obra, serviços contratados de terceiros, materiais e locação de equipamentos.
Speaker #2: Isso é consistente com uma companhia que está mobilizando e acelerando simultaneamente diferentes frentes de obra. Mesmo nesse processo de forte expansão operacional, nós conseguimos entregar R$ 52,3 milhões de lucro bruto no semestre, contra R$ 7,9 milhões no mesmo período do ano passado. Nossa estratégia comercial continua pautada por crescimento com disciplina.
Speaker #2: O backlog atual mantém margens contratadas superiores a 14% e continuamos bastante atentos à qualidade econômica dos projetos que incorporamos à carteira. Importante dizer que o nosso foco não é apenas aumentar o volume da carteira; é crescer preservando a qualidade e a rentabilidade dos contratos.
Speaker #2: No resultado operacional, o EBIT atingiu R$ 11,4 milhões no trimestre e R$ 25,4 milhões no 1º semestre. Tivemos uma redução de 18,8% em relação ao 1º trimestre, principalmente em função de despesas não recorrentes registradas em SG&A, incluindo despesas jurídicas e gastos relacionados à renegociação de passivos históricos.
Speaker #2: Aqui é importante separar esses efeitos pontuais do desempenho operacional da companhia. Quando abrimos o SG&A, vemos também o efeito natural do crescimento da estrutura.
Speaker #2: No semestre, as despesas administrativas foram concentradas principalmente em serviços contratados de terceiros, salários e encargos. Ou seja, parte desse aumento acompanha a própria expansão e profissionalização da operação, além dos efeitos não recorrentes que eu mencionei.
Speaker #2: Mesmo em semestre com SG&A mais pressionado por esses eventos, a companhia manteve geração operacional positiva, dando continuidade à reversão do histórico de prejuízos operacionais observado até os últimos exercícios. À medida que a receita ganha escala, começamos também a capturar os benefícios da alavancagem operacional, diluindo nossa estrutura administrativa sobre uma base de receita significativamente maior.
Speaker #2: Somam-se a isso uma gestão cada vez mais eficiente do overhead, além dos ganhos de produtividade que temos observado particularmente na Refs. Na última linha, também tivemos excelente evolução.
Speaker #2: O lucro líquido atingiu R$ 1,3 milhão, crescimento de 38,7% em relação ao 1º trimestre, e esse avanço foi impulsionado principalmente pela melhora do resultado financeiro.
Speaker #2: E aqui temos uma outra evolução bastante relevante quando olhamos a estrutura financeira da companhia. No primeiro semestre, as despesas financeiras caíram de aproximadamente R$87 milhões para R$27,5 milhões, em comparação ao primeiro semestre anterior.
Speaker #2: Dentro dessa linha, juros e multas passaram de aproximadamente R$ 75 milhões para menos de R$ 25 milhões. Então, além da evolução operacional, estamos vendo uma redução importante do peso financeiro sobre o resultado da companhia.
Speaker #2: Depois de muitos anos em que o crescimento operacional não necessariamente chegava à última linha do resultado, começamos a observar uma mudança importante nessa dinâmica.
Speaker #2: Temos crescimento de receita, geração de lucro bruto, EBIT positivo e, agora, uma evolução mais consistente no lucro líquido. É essa qualidade do crescimento que sempre buscamos preservar.
Speaker #2: Antes de encerrarmos, gostaria de comentar uma iniciativa que começamos a desenvolver. A companhia está estruturando, por meio de sua subsidiária InfraInvest, uma nova frente de locação de máquinas e equipamentos, voltada, em sua etapa inicial, prioritariamente ao atendimento das obras e dos negócios do próprio grupo.
Speaker #2: A iniciativa nasce com um racional estratégico claro: internalizar parte de uma demanda atualmente atendida por terceiros, aumentar a disponibilidade dos equipamentos nas obras e capturar maior eficiência na execução do backlog, aproveitando a escala e a recorrência das necessidades operacionais da companhia.
Speaker #2: O modelo proposto vai além da locação tradicional de ativos e busca integrar equipamentos e engenharia em uma solução única, abrangendo o dimensionamento adequado da frota para cada projeto, planejamento de utilização, mobilização, suporte técnico, manutenção e gestão da disponibilidade dos equipamentos.
Speaker #2: A proximidade entre a InfraInvest e as equipes responsáveis pela execução dos contratos permitirá maior previsibilidade sobre as necessidades de cada obra, possibilitando antecipar demandas e otimizar a locação da frota entre diferentes projetos, reduzir períodos de ociosidade e elevar a disponibilidade mecânica dos ativos.
Speaker #2: Essa integração cria uma vantagem importante em relação ao modelo convencional de contratos de terceiros. Ao combinar o conhecimento prévio do cronograma das obras com a gestão centralizada dos equipamentos, a Companhia poderá planejar a movimentação dos ativos ao longo de diferentes ciclos de execução, direcionando equipamentos entre contratos de acordo com a evolução das frentes de trabalho.
Speaker #2: A estratégia busca, dessa forma, aumentar a produtividade do capital investido e reduzir riscos associados à indisponibilidade de equipamentos em momentos críticos da execução. Atualmente, a InfraInvest possui aproximadamente R$ 18 milhões em máquinas e equipamentos, considerando ativos incorporados e aquisições recentes, que constituem uma base inicial relevante para o desenvolvimento da operação.
Speaker #2: A partir de comparações com preços médios atualmente pagos pelas locadoras de mercado, a companhia estima potencial de redução de até 15% no preço médio de locação, condicionado aos níveis de utilização da frota, custos de manutenção e operação, características dos equipamentos e particularidades de cada projeto.
Speaker #2: Além da economia direta, a companhia entende que o benefício econômico da iniciativa deve ser analisado de forma mais ampla. Maior disponibilidade dos equipamentos, menor dependência de fornecedores externos, redução de períodos improdutivos e maior eficiência podem contribuir para a eficiência global dos contratos, especialmente à medida que o backlog avance para as fases mais intensivas de execução.
Speaker #2: Nesse contexto, a iniciativa está diretamente conectada ao atual ciclo operacional da companhia. Com um backlog de aproximadamente R$ 3,6 bilhões, composto por projetos em diferentes regiões e estágios de maturação, existe uma demanda recorrente por equipamentos ao longo das curvas de execução.
Speaker #2: A centralização dessa demanda na InfraInvest cria a possibilidade de capturar sinergias entre contratos subsidiários, aumentando a utilização dos ativos ao longo de sua vida útil e reduzindo a necessidade de estruturas individualizadas de locação em cada projeto.
Speaker #2: A companhia já identificou uma demanda potencial de aproximadamente R$ 25 milhões em novos equipamentos para os próximos 24 meses, concentrada principalmente em ativos básicos e de utilização comum entre as diretorias Industrial e de Infraestrutura.
Speaker #2: Eventuais aquisições serão realizadas de maneira gradual e disciplinada, considerando a demanda efetivamente contratada, a utilização esperada dos equipamentos e o retorno sobre o capital empregado.
Speaker #2: Considerando a base atual e as oportunidades de aquisição já identificadas, a iniciativa poderá atingir uma base de ativos de aproximadamente R$43 milhões, sem que esse montante represente compromisso de investimento ou guidance de CAPEX.
Speaker #2: Uma estratégia em duas etapas: em um primeiro momento, o foco estará na captura de eficiência dentro do próprio ecossistema da Azevedo & Travassos, utilizando a demanda proveniente do backlog como base para aumentar a utilização dos equipamentos e desenvolver os processos operacionais da nova frente.
Speaker #2: Essa abordagem permite à companhia construir uma escala de maneira gradual, utilizando uma demanda já conhecida e preservando disciplina na alocação de capital. Após a consolidação do modelo interno e observada a disponibilidade da frota, a InfraInvest poderá avaliar oportunidades seletivas de locação para clientes externos, criando uma segunda avenida potencial de monetização dos ativos.
Speaker #2: A expansão será condicionada a níveis adequados de utilização, retorno e disponibilidade, preservando sempre como prioridade o atendimento das necessidades operacionais do grupo. Dessa forma, a InfraInvest poderá desempenhar duplo papel estratégico: de um lado, funcionar como plataforma de eficiência operacional para as atividades de engenharia e infraestrutura da companhia, e do outro, desenvolver gradualmente uma fonte complementar de receitas, baseada na monetização de ativos e competências já existentes no grupo.
Speaker #2: A combinação entre demanda interna recorrente, utilização compartilhada da frota e disciplina de capital, além do potencial de expansão para terceiros, cria uma nova avenida de geração de valor, com possibilidade de ampliar a eficiência operacional, diversificar receitas e elevar o retorno sobre o capital empregado.
Speaker #2: Agora, olhando para o segundo semestre, entramos em uma fase particularmente interessante do ciclo operacional da companhia. Temos backlog de R$ 3,6 bilhões, com parcela relevante dos projetos ainda percorrendo suas curvas de maturação.
Speaker #2: Pipeline de R$36,8 bilhões, que amplia nosso universo de oportunidades. Uma Revtus ganhando escala e produtividade, e novas iniciativas voltadas à monetização da nossa estrutura.
Speaker #2: E ainda existe outro elemento importante para suportar esse crescimento: encerramos junho com aproximadamente R$ 73 milhões em caixa e equivalentes, frente a R$ 30 milhões no encerramento de 2025. Além disso, concluímos no trimestre um aumento de capital de aproximadamente R$ 300 milhões, fortalecendo de forma relevante a estrutura patrimonial da companhia.
Speaker #2: Ao mesmo tempo, continuamos demonstrando capacidade de transformar crescimento em resultado operacional. E eu gostaria de voltar aqui a um ponto que, para nós, resume bem esse trimestre: a companhia, que hoje fatura aproximadamente R$ 363 milhões no semestre, ainda possui uma carteira contratada relativamente jovem. Essa é provavelmente a principal mensagem que gostaríamos de deixar neste trimestre.
Speaker #2: Temos muito trabalho pela frente e continuaremos mantendo disciplina na execução, na seleção de novos projetos e na alocação de capital. Mas os números deste semestre mostram que estamos avançando na construção de uma companhia maior, mais eficiente e mais rentável, e, principalmente, com capacidade de transformar crescimento em resultado.
Speaker #2: Gostaria de agradecer a todos os nossos colaboradores, clientes, parceiros e acionistas por toda a confiança até aqui.
Speaker #1: E agora vamos abrir a sessão de perguntas e respostas. Muito obrigado.
Speaker #3: Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas apenas para investidores e analistas. Caso haja alguma pergunta, nos envie pelo ícone de Q&A. Por favor, aguardem enquanto coletamos as perguntas.
Speaker #3: A nossa primeira pergunta vem de João Heitor Carvalho. A companhia cresceu mais de 20% em receita em relação ao trimestre anterior. Considerando que uma parte relevante do backlog ainda está em fases iniciais, como vocês veem a conversão desse backlog em receita ao longo dos próximos trimestres?
Speaker #4: Bom dia a todos. Judson Mariotti. Alguns dos nossos projetos estão entrando na fase intensa de execução. A tendência é que a gente tenha agora, no segundo semestre de 2026, um aumento significativo na curva de receita.
Speaker #3: Seguimos com João Heitor Carvalho. O backlog encerrou o trimestre em R$ 3,6 bilhões, mas vários projetos ainda têm bastante execução pela frente. Quais contratos vocês acreditam que devem entrar primeiro em uma fase mais intensa de execução?
Speaker #3: Existe algum período em que essa maturação tende a ficar mais evidente?
Speaker #4: Essa pergunta tem uma relação muito forte com a primeira. Nós temos aí, dentro da infra, contratos do lote 1 da Sabesp, que terminamos o período de mobilização.
Speaker #4: Então, estamos agora já em uma fase de execução. O contorno de Recife, que também, a tendência é que seja fortalecido o faturamento e a execução durante esse período pós-chuva, no Nordeste.
Speaker #4: E temos também o projeto Raia, que está numa fase de faturamento intenso. Isso pela Azevedo & Travassos Infra. Com relação à Revtus, nós temos dois contratos do complexo Boa Ventura, que também já estão na fase intensa de faturamento e de execução física.
Speaker #3: Seguimos com a pergunta de Ricardo Almeida. Queria entender um pouco melhor o desempenho da Revtus. A empresa apresentou mais um trimestre de crescimento relevante. O que mais contribuiu para esse avanço e até que ponto vocês acreditam que a Revtus pode ganhar ainda mais participação nos resultados consolidados?
Speaker #4: Judson, novamente, a Revtus entrando muito bem situada no setor de óleo e gás. Eu acredito muito na Revtus e que a Revtus venha a contribuir de forma significativa, cada vez mais significativamente, com faturamento e resultado do grupo Azevedo & Travassos.
Speaker #3: Seguimos com Fernando C. falando aqui sobre a margem bruta, que ficou próxima de 14% no trimestre. Como devemos pensar sobre uma margem bruta normalizada da companhia? Subir para patamares de 15% a 16% parece factível com o mix atual do backlog?
Speaker #3: E, nesse processo, quais critérios têm sido mais importantes para preservar margem e controlar os riscos dos novos projetos?
Speaker #4: Judson, continuando a resposta, a margem deve flutuar por volta de 14%. Nosso ganho vai ser em cima do aumento da receita. Então, nossos resultados absolutos, com certeza, serão muito mais significativos.
Speaker #4: E, com relação à garantia do resultado, é foco na gestão, foco no custo, austeridade. É isso que está norteando todo o nosso processo de execução.
Speaker #3: Seguimos com Gustavo Martins. A receita cresceu bem no trimestre, mas esse crescimento não apareceu da mesma forma no EBIT. O que explica essa diferença?
Speaker #3: Tivemos despesas adicionais ou algum efeito não recorrente no SG&A que pressionou o resultado neste trimestre?
Speaker #4: Bom dia, Gustavo. Bom dia a todos. Gabriel Freire falando. Obrigado pela sua pergunta. Sim, existe – você está certo, existe. Nós tivemos agora no segundo trimestre algumas despesas que aumentaram o nosso SG&A e são de natureza não recorrente.
Speaker #4: Eu acho que vale a pena mencionar, pontualmente, o pagamento de um bônus que foi prometido à equipe da Azevedo & Travassos, relacionado ao resultado de 2025, mas só foi despendido no segundo trimestre de 2026.
Speaker #4: Aqui, nesse ponto, eu queria ressaltar a importância desse bônus. Ele foi pago mesmo no momento em que a empresa estava precisando preservar o seu caixa, estava ali construindo esses resultados positivos agora do segundo trimestre de 2026. Mas ele foi pago em reconhecimento ao trabalho hercúleo que a nossa equipe teve, especialmente no período de transição do controle entre setembro e dezembro de 2025.
Speaker #4: Nesse período, a equipe, as equipes todas da companhia, elas foram extremamente demandadas para preservar a qualidade dos serviços prestados em todos os nossos projetos. E foi exatamente essa qualidade sentida pelos clientes que preservou 100% dos contratos naquele período de transição. Foi um período bastante turbulento do ponto de vista reputacional da companhia.
Speaker #4: E mesmo assim, nós nos sentimos nada, graças ao trabalho e à dedicação de toda a equipe. Eu faço aqui um agradecimento especial para todos os nossos colaboradores em razão desses resultados.
Speaker #4: E outra coisa que também pressionou o SG&A do segundo trimestre, e que não tem efeito de recorrência, foram os êxitos que nós tivemos. O aumento de despesas jurídicas em razão de êxitos que nós publicamos ao longo do primeiro semestre, relacionados a novas transações que reduziram o custo tributário geral da companhia, reduziram o endividamento global da companhia e tiveram algum pagamento de êxito para prestadores de serviços externos, e também a proximidade da conclusão do PPLE.
Speaker #4: E, nesse aspecto, também queria salientar aqui que a execução do PPLE desde agosto de 2020 teve o condão de reduzir a nossa dívida trabalhista de um total de R$110 milhões para menos de R$10 milhões no momento.
Speaker #4: A gente tem a expectativa de liquidar esse saldo até dezembro de 2026, mas eu tenho muito orgulho do trabalho que foi feito no PPLE. Foram mais de 1.000 famílias atendidas com os acordos trabalhistas que foram feitos, e foram acordos que honraram 100% da dívida.
Speaker #4: A não ser em casos específicos, onde o próprio Tribunal Regional do Trabalho propôs um acordo de redução de pagamento para acelerar o prazo de pagamento de alguns credores trabalhistas, que era facultativo para os credores trabalhistas, a companhia preservou 100% do débito do que foi devido a cada credor trabalhista e reconhecido pela Justiça do Trabalho desde 2020 até hoje.
Speaker #4: Foram mais de R$ 100 milhões pagos e mais de 1.000 execuções trabalhistas liquidadas, e isso demonstra o respeito que a companhia tem ao seu trabalhador, ao seu colaborador, à força de trabalho que a gente vem construindo.
Speaker #4: Então, concluindo aqui a resposta, nós não esperamos que haja incremento de SG&A para os próximos trimestres também.
Speaker #3: Seguimos com a pergunta: Pensando na escala que a companhia vem ganhando, existe espaço para uma alavancagem operacional mais forte? A estrutura administrativa atual consegue absorver um volume significativamente maior de receita sem que as despesas cresçam na mesma proporção?
Speaker #4: Bom dia, César. Judson novamente. Sim, existe, existe uma possibilidade de alavancagem, tanto a nível dos contratos vigentes, que estão na fase de maturação e de intensa execução, bem como também as oportunidades aí que, como foi dito, o grande pipeline que nós temos.
Speaker #4: Então, claro, sempre buscamos projetos qualificados com clientes qualificados que atendam aos interesses do grupo. Com relação à estrutura administrativa, como foi dito também na apresentação, nós estamos diluindo nossos custos administrativos em função do aumento do faturamento.
Speaker #4: Então, a tendência está certo que caso aumento significativo na operação, não vai impactar diretamente proporcionalmente aumento nas despesas administrativas. Poderá ocorrer pontualmente algum incremento de pessoas, mas a tendência é que se mantenha estável.
Speaker #4: A tendência, relativamente, é diminuir o percentual da estrutura administrativa sobre o faturamento.
Speaker #3: Obrigado. Seguimos com o José Alberto. O lucro líquido teve uma melhora bastante expressiva neste trimestre, com uma contribuição importante do resultado financeiro. O que levou a essa melhora?
Speaker #3: É algo que podemos considerar mais estrutural ou houve efeitos específicos que beneficiaram o trimestre?
Speaker #4: Obrigado pela pergunta, José Alberto. Gabriel Freire novamente. Toda melhora que a gente vem verificando nos resultados trimestrais da companhia são melhoras estruturais. A gente vem há seis ou oito trimestres apresentando melhoras estruturais e operacionais recorrentes, e agora isso começa a ser verificado na última linha do balanço, com a apuração do lucro líquido.
Speaker #4: Eu acho que a gente ainda tem bastante coisa para melhorar. Existe espaço para uma melhora muito grande. Historicamente falando, o primeiro semestre de todos os anos é pior do que o segundo semestre.
Speaker #4: Então, a gente tem uma expectativa muito positiva para a melhora dos resultados no segundo semestre. Como eu mencionei, temos espaço para isso.
Speaker #3: Seguimos com o Renato. A companhia anunciou recentemente uma nova frente de locação de máquinas e equipamentos. Qual é o potencial que vocês enxergam para esse negócio e qual pode ser a relevância dessa nova vertical para a receita e a rentabilidade da companhia nos próximos anos?
Speaker #4: Obrigado, Renato, pela pergunta. O potencial é muito grande. Como o Bernardo colocou na sua fala, nós estamos com o projeto em duas fases. Nós, agora, na primeira fase, estamos focados em aproveitar a sinergia da atividade de locação de equipamentos com os projetos que nós temos em andamento.
Speaker #4: Isso vai melhorar as nossas margens internas, vai melhorar a margem de contribuição dos projetos e vai permitir que a gente dependa menos da disponibilidade de equipamentos.
Speaker #4: A gente vai ter, no final das contas, uma alocação mais assertiva. A gente vai saber melhor que equipamentos são necessários para os nossos projetos e vai depender menos da disponibilidade desses equipamentos no mercado em relação aos projetos que nós temos em andamento.
Speaker #4: Sem perder, obviamente, uma visão de mercado, sempre sendo competitivo com os preços, entre os preços de mercado e aqueles praticados internamente, entre as nossas empresas.
Speaker #4: Mas eu acho que, no futuro, existe um espaço muito grande para que a gente comece a prestar esse serviço para fora também. A gente tem olhado algumas oportunidades de eventuais aquisições de acervo de equipamentos ou até mesmo de empresas para reforçar essa nossa atividade econômica de uma maneira inorgânica, e acreditamos que, no futuro, ela pode representar uma parte relevante dos resultados da companhia.
Speaker #3: Obrigado. Seguimos com o Marcelo Vieira. Sobre a divisão de concessões, o que podemos esperar nos próximos meses? A companhia enxerga novas oportunidades de concessões no curto prazo?
Speaker #3: E existem outros setores que estejam no radar e que vocês possam comentar?
Speaker #4: Bom dia a todos. Obrigado pela pergunta. Quem fala é Evane Iori. A Azevedo & Travassos está, sim, em um momento agora de acompanhar o que tem de portfólio a acontecer.
Speaker #4: Acho que para esse ano o calendário eleitoral vai começar agora a diminuir um pouco a frequência de novos projetos no primário, mas deve seguir com algumas oportunidades de secundário.
Speaker #4: No que toca às nossas atividades das concessões atuais, já pertencentes ao nosso portfólio, a gente tem desafios agora operacionais de levar eficiência operacional. Cabe destaque também para a gente que, nesses próximos dois trimestres, a gente tem o desafio de integrar as três concessões de iluminação pública que a gente acabou de ser vitorioso no processo competitivo da ENGIE.
Speaker #4: Esse vai levar um pouco mais da nossa atenção e da nossa energia também para esse foco. E no que toca a novos setores, a gente segue nos clássicos: saneamento, rodovia, energia, com um pouquinho de atenção e curiosidade sobre o setor de infraestrutura voltada para toda a parte de dados, de telecomunicações, dessa nova etapa da economia, essa revolução de dados e de IA.
Speaker #4: Isso tudo tem provocado muita curiosidade e feito com que o nosso time aqui ficasse bastante atento. Isso não significa que estamos olhando data centers, mas significa que estamos olhando infraestruturas em geral que alimentam esse novo ecossistema, dessa etapa da nossa revolução social, revolução econômica que acontece no mundo todo.
Speaker #3: Obrigado. Seguimos com Marcelo Vieira. A companhia realizou recentemente movimentos de aquisição e também de desinvestimento em alguns ativos. Existe uma estratégia mais clara de reciclagem de capital, em que a companhia desenvolve os ativos, gera valor e, eventualmente, vende participações para financiar novos projetos?
Speaker #3: A companhia pensa em realizar novos M&As no curto ou médio prazo? Poderiam comentar um pouco sobre a estratégia de expansão do grupo, tanto nas atividades principais quanto em novas frentes de negócio que possam complementar o portfólio atual?
Speaker #4: Olá, obrigado pela pergunta. Evanei, de novo. Eu vou me permitir aqui iniciar essa conversa e acho que o Gabriel pode depois até me ajudar a complementar, se ele entender.
Speaker #4: Tudo bem. Olhando um pouquinho para a estratégia, como que a gente gosta de se definir aqui na Azevedo & Travassos Investimentos, tá? Nós somos voltados a ganho de capital.
Speaker #4: Então, nós temos como mandato a compreensão do ativo, a compreensão do seu ciclo de vida, entender o momento de entrada, maturar ele, aportar o que a gente consegue para levar à eficiência operacional e encontrar a janela de saída.
Speaker #4: A nossa condição de empresa listada nos dá, portanto, um horizonte de tempo um pouco mais favorável do que o private equity típico, que tem janelas de sete em sete anos, e ele tem que conseguir casar o ciclo econômico com o desenvolvimento do ativo.
Speaker #4: Então, esse é o primeiro ponto que nos diferencia e que eu gostaria de frisar, tá? Acho que é uma importante premissa para entender a nossa estratégia.
Speaker #4: Então, entrar em ativos, selecionar bem o ativo, entrar, seja no primário, seja no secundário, aportar eficiência operacional, rearranjar e reduzir riscos de engenharia, fazer o layout, fazer a saída do ativo, é o nosso DNA. É isso que vocês podem esperar da gente.
Speaker #4: Nesse processo, a tática, né, o movimento de reciclar capital, acontece em três momentos específicos. Aplicar isso como uma etapa do processo de investimento disciplinado significa dizer que a gente tem momentos em que alcançamos o nosso target de rentabilidade.
Speaker #4: Toda oportunidade, todo ativo que a gente entra, tem target de rentabilidade. Quando a gente atinge e tem uma janela de liquidez, a gente recicla capital, porque a gente alcançou o nosso alvo.
Speaker #4: Então, essa é a principal hipótese em que a gente exerce a reciclagem de capital. Uma segunda hipótese é quando o custo de oportunidade começa a gerar carry negativo.
Speaker #4: Então, o custo de oportunidade do que a gente tem para fazer está ficando maior do que a rentabilidade que o capital, em determinado ativo, está alocado.
Speaker #4: Essa é uma segunda hipótese onde a gente utiliza a reciclagem de capital para fazer com que a gente aloque o capital naquilo que tem mais retorno ajustado ao risco.
Speaker #4: E a terceira hipótese, a que a gente mais toma cuidado e fica bastante atento, mas que a gente tem bastante disciplina para executá-la, são as hipóteses em que a gente percebe que a nossa exposição de capital em um determinado ativo está começando a desrespeitar a nossa política de risco.
Speaker #4: Então, da mesma forma que todo ativo em que a gente entra tem target de rentabilidade, tem também stop, máximo de exposição a risco para aquele ativo.
Speaker #4: A depender de N circunstâncias, isso é dinâmico, vai modificando. Então, também, quando a gente percebe isso, a gente rotaciona ativo, busca fazer o layout, devolver caixa e ficar mais líquido para próximas oportunidades.
Speaker #4: Então, isso é um pouquinho de como a gente lida com a nossa estratégia de investimento, o que a gente se propõe a fazer e como a gente exerce a disciplina, né, na etapa de reciclagem de capital.
Speaker #3: Obrigado, Ivane. Muito bem colocado. Acho que sobra pouco para falar depois dessa resposta tão ampla. Vamos para a próxima. Seguimos com a pergunta do Eduardo.
Speaker #3: Siqueira, depois dos movimentos recentes de capitalização e dos investimentos realizados pela companhia, como vocês estão pensando a alocação de capital daqui para frente? A prioridade tende a ser crescimento orgânico, novas aquisições, concessões ou redução do endividamento?
Speaker #4: Obrigado, Eduardo, pela pergunta. Eu acho que aqui a gente divide pouco as estratégias relacionadas a cada segmento de atuação da Azevedo, do grupo Azevedo & Travassos.
Speaker #4: Quando a gente está falando em engenharia e projetos, a tendência é focar em um crescimento orgânico, sustentável e consolidado, como a gente vem vendo ao longo dos últimos trimestres.
Speaker #4: A companhia tem um pipeline multibilionário, e o foco dela é melhorar sua captação de capital de giro para poder ampliar a conversão do pipeline em backlog de uma maneira saudável e crescer organicamente nessa esfera de atuação.
Speaker #4: Quando a gente fala nas outras atuações, obviamente existe espaço para crescimento inorgânico, especialmente na Azevedo & Travassos Investimentos. Como o Ivane respondeu de uma maneira extremamente ampla na última pergunta, nós temos como mandato uma capitalização, e isso envolve eventualmente a aquisição, crescimento inorgânico por meio de aquisições.
Speaker #4: Eu acho que vale a pena ressaltar a aquisição da nossa operação de iluminação pública nesse último mês, que nos abre um espaço muito grande para consolidação no setor.
Speaker #4: A gente está estudando oportunidades, e pode ser que aí a gente tenha, sim, crescimento inorgânico. A gente não pode falar em redução de endividamento, porque o nosso endividamento já é efetivamente muito baixo, já não existe muito, muito espaço para uma redução maior.
Speaker #3: Boa. Seguimos com Ricardo Altman. Bom dia. Por que tanto destaque a esse novo negócio de aluguel de máquinas e quase nada sobre os investimentos em concessões?
Speaker #3: Qual é o real retorno da saída antecipada da Rota Verde?
Speaker #4: Bom dia, Ricardo. É importante mencionar o novo negócio, exatamente por ele ser um novo negócio, uma nova frente de atuação de receita e de investimentos da companhia.
Speaker #4: Então, obrigação fiduciária nossa trazer o máximo a máxima transparência e o máximo de informações possível para essa nossa atividade. Com relação à Rota Verde, a operação da Rota Verde, ela não a saída da Rota Verde foi uma decisão tomada em razão do tamanho que a gestão da que a que a societário que a Azevedo & Travassos teve depois da diluição acarretada pela pela pelo resgate das debêntures.
Speaker #4: Então, nós entendemos que é muito mais importante concentrar o esforço de trabalho da equipe da Azevedo & Travassos Investimento em ativos onde eu tenha, onde a gente tenha uma concentração maior de equity.
Speaker #4: ou de investimento do que ter o mesmo trabalho, o mesmo esforço, a mesma dedicação e a mesma governança para um ativo onde a gente passaria a deter somente 10% de participação.
Speaker #4: Então, nós entendemos que foi uma decisão acertada diante desse cenário.
Speaker #3: Obrigado. Encerramos neste momento a sessão de perguntas e respostas. Gostaria de passar a palavra ao senhor Gabriel Freire para as considerações finais.
Speaker #4: Muito obrigado. Novamente, bom dia a todos. É um orgulho muito grande estar aqui encerrando este call de resultados para vocês, depois de um semestre tão importante para a história da Azevedo & Travassos, como foi este semestre.
Speaker #4: Semestre de superações: operacionais, financeiras, de governança, onde a Azevedo & Travassos conseguiu se provar novamente como um caso de sucesso que já abandonou a reestruturação e agora entra numa fase de execução e crescimento contínuos.
Speaker #4: A gente está apresentando resultados consistentes a cada trimestre. A gente vem reduzindo o endividamento a cada trimestre. E esses resultados, eles se refletem no trimestre consecutivo positivo.
Speaker #4: A gente sabe que é um resultado ainda modesto, muito menor do que o que a gente espera, que poderia ter vindo melhor se não fossem os efeitos não recorrentes das despesas que a gente mencionou agora ao longo do call.
Speaker #4: Mas que mostram a consistência do trabalho que vem sendo realizado. Eu acho que é importante salientar novamente a entrada da operação da InfraInvest. Embora seja uma operação modesta, é uma operação que vai trazer para a companhia uma maior diversidade de receita, uma alocação de investimento que tem uma sinergia enorme com todas as atividades remanescentes do grupo, tanto a atividade de prestação de serviço de engenharia quanto a atividade de administração e gestão de concessões.
Speaker #4: Isso vai nos dar mais liberdade, mais independência em relação a prestadores de serviços estratégicos que são terceirizados, são fora do grupo e têm as suas próprias estratégias e prioridades de alocação dos equipamentos. Então, diminui um gargalo importante para a companhia. Daí, voltando para a última pergunta que me foi feita, a razão de a gente estar dando tanto destaque para um negócio que ainda é pequeno, mas que é muito promissor.
Speaker #4: Do ponto de vista de governança, como foi apresentado no último slide da apresentação, nós estamos continuando a fazer um trabalho muito sólido de melhoria das nossas governanças, dos nossos processos.
Speaker #4: Gente, eu quero destacar a aprovação do novo código de ética da companhia, um trabalho excepcional feito pela nossa área jurídica de compliance, que está à disposição para leitura no nosso site.
Speaker #4: demonstra o comprometimento, mais uma vez o comprometimento das nossas equipes com uma atuação saudável, ética e rigorosa dentro aqui da da nossa companhia. Eu acho que para o segundo trimestre de 2026 a gente deve esperar desculpa, para o segundo semestre de 2026 nós devemos esperar resultados mais sólidos é a nossa expectativa a operação ela está muito consistente e nós mitigamos muito os riscos de entrega acabamos de de concluir o pagamento da da parcela de do do BID, da rota Mogiana, o que era risco de entrega muito grande para a companhia, ele foi mitigado a zero.
Speaker #4: E nós temos agora responsabilidade, temos que enfrentar com responsabilidade as entregas futuras, como o Vanei colocou muito bem também na resposta dele. Mas nós estamos preparados para isso.
Speaker #4: Nós estamos preparados para lidar com os próximos desafios, com a mesma responsabilidade e seriedade com que nós trabalhamos e entregamos os desafios, resolvemos os desafios anteriores.
Speaker #4: Como o Judson colocou nas respostas dele, a gente vem executando com primazia o nosso backlog, a entrega do nosso backlog, mas a gente continua olhando para a frente com um olhar de responsabilidade e de austeridade para continuar resolvendo, melhorando as nossas margens e melhorando a entrega dos próximos trimestres.
Speaker #4: Eu queria concluir essa fala agradecendo a todos, pela confiança e pela continuidade da participação no investimento da Azevedo & Travassos. Desejo a todos um bom dia.
Speaker #3: Obrigado. A teleconferência da Azevedo & Travassos está encerrada. Agradecemos a participação de todos.
