Q2 2026 CPFL Energia SA Earnings Call
Speaker #1: You have joined the meeting as an attendee and will be muted throughout the meeting.
Tiago da Costa Parreira: Bom dia a todos. Obrigada pela presença em mais uma apresentação de resultados do Grupo CPFL Energia, hoje referente ao segundo trimestre de 2026. Eu sou Thiago Parreira, diretor de Finanças Corporativas e Relações com Investidores do Grupo CPFL, e vou conduzir a nossa apresentação de hoje ao lado do Gustavo Estrella, nosso CEO, e dos demais executivos da companhia. Dois pontos rápidos. Quem preferir, pode selecionar o canal de áudio em inglês ou português no botão Interpretation e ao final teremos a sessão de perguntas e respostas. Para participar, basta clicar em Raise Hand, na parte inferior da plataforma. O evento está sendo gravado. Dito isso, passo a palavra ao Gustavo.
Speaker #2: Bom dia a todos. Obrigada pela presença em mais uma apresentação de resultados do grupo CPFL Energia, hoje referente ao 2º trimestre de 2026. Eu sou Tiago Parreira, diretor de Finanças Corporativas e Relações com Investidores do grupo CPFL, e vou conduzir a nossa apresentação de hoje ao lado do Gustavo Estrela, nosso CEO, e dos demais executivos da companhia.
Speaker #2: Dois pontos rápidos: quem preferir pode selecionar o canal de áudio em inglês ou português no botão "Interpretation". Ao final, teremos a sessão de perguntas e respostas.
Speaker #2: Para participar, basta clicar em "Raise Hand" na parte inferior da plataforma. O evento está sendo gravado. Dito isso, passo a palavra ao Gustavo.
Speaker #3: Muito obrigado, Tiago. Bom dia a todos. Agradeço a presença no nosso call de resultados do 2º trimestre. Eu já sigo aqui, então, para o slide 3, com alguns destaques do grupo nesse trimestre.
Gustavo Estrella: Obrigado, Thiago. Bom dia a todos. Agradeço a presença no nosso call de resultados do segundo trimestre. Eu já sigo aqui para o slide 3, com alguns destaques aqui do grupo nesse trimestre. Começando com o resultado, um EBITDA de BRL 3.556 bilhões, um crescimento de 17.4% em relação a 2025, e um lucro de BRL 1.4 billion, um crescimento de 21% em relação a 2025. No semestre, BRL 7.4 billion de EBITDA e BRL 3.3 billion de lucro. O CapEx, a gente segue com volumes bastante expressivos de investimentos. Nesse trimestre, BRL 1.5 billion, expectativa de fechar o ano com BRL 6.4 billion. A nossa dívida líquida fecha em BRL 32.5 billion, uma alavancagem de 2.36 vezes no critério dos nossos covenants financeiros. Aqui para alguns destaques, acho que o primeiro deles é o do consumo de energia, um crescimento de 4%.
Speaker #3: Começando com o resultado: o EBITDA de R$ 3.556.000.000, crescimento de 17,4% em relação a 2025, e lucro de R$ 1,4 bilhão, crescimento de 21% em relação a 2025.
Speaker #3: No semestre, 7,4 bilhões de EBITDA e 3,3 bilhões de lucro. O CAPEX a gente segue com volumes bastante expressivos de investimentos nesse trimestre, 1,5 bilhão, expectativa de fechar o ano com 6,4.
Speaker #3: A nossa dívida líquida fecha em R$ 32,5 bilhões, alavancagem de 2,36 vezes no critério dos nossos covenants financeiros. Bom, aqui para alguns destaques, acho que o primeiro deles é o do consumo de energia, crescimento de 4%.
Speaker #3: A gente vai ver aqui, muito liderado pelo crescimento do mercado de baixa tensão, tanto do residencial quanto, especialmente, do comercial. Aqui ainda tem o efeito adicional do crescimento no consumo de data center na nossa área de concessão, que cresceu 35% em relação ao ano passado.
Gustavo Estrella: A gente vai ver aqui muito liderado pelo crescimento do mercado de baixa tensão, tanto do residencial quanto especialmente do comercial. E aqui ainda tem o efeito adicional do crescimento no consumo de data center na nossa área de concessão, que cresceu 35% em relação ao ano passado. Tivemos também o reajuste tarifário da CPFL Transmissão, um aumento de 8.8%. Aqui uma combinação entre repasse de inflação e também reconhecimento de investimentos adicionais. Então uma perspectiva de resultados mais positivos na transmissão a partir desse reajuste. O tema do Curtailment. A CPFL manifestou interesse na adesão ao termo de compromisso publicado pela MME.
Speaker #3: Tivemos também reajuste tarifário da CPFL Transmissão, aumento de 8,8%. Aqui, uma combinação entre repasse de inflação e também reconhecimento de investimentos adicionais. Então, uma perspectiva de resultados mais positivos na transmissão a partir desse reajuste.
Speaker #3: O tema do curtailment: a CPFL manifestou interesse na adesão ao termo de compromisso publicado pela MME. Acho que aqui vai ainda um processo de definição final dos valores, mas a perspectiva, eu diria, é positiva, de um processo sem mais surpresas, além do que a gente já tem aqui na mesa, com os critérios já definidos pelo ministério, para que a gente possa, então, em conhecidos os números finais, poder fazer a assinatura definitiva.
Gustavo Estrella: Acho que aqui vai ainda um processo de definição final dos valores, mas a perspectiva, eu diria que é positiva, de um processo sem mais surpresas, além do que a gente já tem aqui na mesa, com os critérios já definidos pelo Ministério de Minas e Energia, para que a gente possa então, conhecidos os números finais, poder fazer a assinatura definitiva. Outro dado importante do Pacto Global, a CPFL Energia volta a ter uma cadeira no conselho, no Pacto Global. Somos muito ativos nos temas do pacto e eu acho que é importante ter novamente uma cadeira no conselho do pacto. Tivemos também o reconhecimento do World Finance Corporate Governance Awards. Pela terceira vez, a área de governança da CPFL Energia é reconhecida como a melhor área de governança do Brasil. Eu passo então no próximo slide. Aqui no slide 4, um pouco mais nos detalhes sobre o nosso consumo.
Speaker #3: Outro dado importante do Pacto Global: a CPFL volta a ter uma cadeira no conselho, no pacto, ativos nos temas do pacto, e acho que é importante ter novamente uma cadeira no conselho do pacto.
Speaker #3: E tivemos também reconhecimento do World Finance Corporate Governance Awards. Pela terceira vez, a área de governança da CPFL foi reconhecida como a melhor área de governança do Brasil.
Speaker #3: Eu passo, então, ao próximo slide. Aqui, no slide 4, falo um pouco mais em detalhes sobre o nosso consumo. Então, como eu falei, 4% de crescimento em relação a 2025.
Gustavo Estrella: Como eu falei, 4% de crescimento em relação a 2023. Os destaques aqui começando na classe residencial. Tem um efeito positivo de temperatura, mas também o que a gente chama aqui de macro e outros, aqui é basicamente o aumento do consumo per capita. Então a gente segue com uma tendência positiva no crescimento do consumo do mercado residencial. O destaque aqui é o mercado comercial, com crescimento de 10.7%. Então, como eu falei, um grande driver aqui, além da temperatura, que também afeta, mas o crescimento do consumo dos data centers, a gente vê no slide, no canto superior direito, o crescimento de 35% do data center, com uma perspectiva ainda positiva desse contínuo crescimento da carga de data center na nossa área de concessão, considerando os projetos que estão ainda em fase de implementação.
Speaker #3: O destaque aqui, começando na classe residencial, é que temos um efeito positivo de temperatura, mas também o que a gente chama aqui de macro, e outros, é basicamente o aumento do consumo per capita. Então, a gente segue com uma tendência positiva no crescimento do consumo do mercado residencial.
Speaker #3: O destaque aqui é o mercado comercial, com crescimento de 10,7%. Então, como eu falei, grande driver aqui, além da temperatura, que também afeta, é o crescimento do consumo dos data centers. A gente vê no slide, no canto superior direito, o crescimento de 35% dos data centers, com uma perspectiva ainda positiva desse contínuo crescimento da carga de data center na nossa área de concessão.
Speaker #3: Aqui, considerando os projetos que estão ainda em fase de implementação, temos uma expectativa de continuar apresentando bons resultados sobre o consumo de data center na nossa área de concessão.
Gustavo Estrella: Então uma expectativa de continuar apresentando bons resultados sobre o consumo de data center na nossa área de concessão. A indústria segue com crescimento quase flat, um crescimento de 0.9%. A gente tem percebido uma dificuldade na retomada da produção industrial na nossa área de concessão, então o consumo de energia segue praticamente flat em relação ao ano passado. A demanda faturada, com crescimento de 4.4% em relação a 2023. No próximo slide, a gente fala do semestre, então um crescimento aqui de 1.6%. O desempenho do Q2 foi bem mais positivo do que o do Q1, com crescimento de 1.6%. A gente segue ainda com os crescimentos principais vindo do mercado de baixa tensão, então no mercado residencial com crescimento de 1.8% e mais uma vez a classe comercial também fruto da expansão dos data centers, com crescimento de 6.7%.
Speaker #3: A indústria segue com crescimento quase flat, crescimento de 0,9%. A gente tem percebido uma dificuldade na retomada da produção industrial na nossa área de concessão, então o consumo de energia segue praticamente flat em relação ao ano passado.
Speaker #3: E a demanda faturada, aqui, com crescimento de 4,4% em relação a 2025. No próximo slide, a gente fala do semestre, então, crescimento aqui de 1,6%. O desempenho do segundo trimestre foi bem mais positivo do que o do primeiro, com crescimento de 1,6%.
Speaker #3: A gente segue aqui ainda com os crescimentos principais vindo do mercado de baixa tensão, então no mercado residencial com crescimento de 1,8%, e mais uma vez a classe comercial também, fruto da expansão dos data centers, com crescimento de 6,7%.
Speaker #3: A indústria, aqui a gente vê com leve desempenho negativo de 0,3, mas, de maneira geral, ela segue flat, assim como foi no 2º trimestre, em relação a 2025.
Gustavo Estrella: A indústria, a gente vê com um leve desempenho negativo de -0.3%, mas de maneira geral ela segue flat, assim como foi no Q2, em relação a 2023. Passando aqui para o slide 6, falando sobre a nossa inadimplência, a gente segue com um cenário mais desafiador no tema da inadimplência. A inadimplência fechou então 1.08%, praticamente estabilidade em relação ao Q1, mas um crescimento importante na comparação com o Q2 de 2023, onde foi 0.82%. Então a gente segue ainda com desafio, um cenário macroeconômico bastante desafiador, com aumento do endividamento das famílias e traz um desafio no pagamento das contas de energia, que reflete na última linha no aumento da nossa inadimplência. Bom, a nossa principal ferramenta de controle de inadimplência são as ações de corte que temos. A gente vê em patamares um pouco menores do que o ano passado.
Speaker #3: Então, passando aqui para o slide 6, falando aqui sobre a nossa inadimplência, a gente segue com um cenário mais desafiador no tema da inadimplência. Inadimplência fechou, então, em 1,08, praticamente estabilidade em relação ao 1º trimestre, mas com crescimento importante na comparação com o 2º tri de 2025, onde foi 0,82.
Speaker #3: Então, a gente segue ainda com desafio, cenário macroeconômico bastante desafiador, com aumento do endividamento das famílias, e traz aqui desafio no pagamento das contas de energia, que reflete na última linha, no aumento da nossa inadimplência.
Speaker #3: Bom, a nossa principal ferramenta de controle de inadimplência são as ações de corte que temos. A gente vê patamares um pouco menores do que no ano passado.
Speaker #3: Tivemos alguns desafios no 2º trimestre para retomada dos cortes, em especial de atividades comerciais, que competiram com as nossas, os nossos times, as nossas equipes para que pudessem ser direcionadas ao corte.
Gustavo Estrella: Tivemos alguns desafios no Q2 para retomada dos cortes, em especial de atividades comerciais que competiram os nossos times, as nossas equipes, para que pudessem ser direcionados ao corte. A expectativa é que a gente retome esses volumes a partir do Q3 e do Q4, onde há uma perspectiva de melhora desses indicadores. Aqui vale colocar que nesse cenário que temos hoje, eu acho que o tema de inadimplência vai ser, sim, um desafio não só para 2026, mas também para 2027. Então um desafio grande de manutenção de cortes em patamares elevados e sempre uma pressão muito grande no índice de inadimplência. Ainda aqui na distribuição, falando sobre as perdas, as perdas também são muito impactadas pelo cenário macroeconômico, mas nesse caso a gente conseguiu uma estabilidade, uma leve queda em relação a 2025.
Speaker #3: A expectativa é que a gente retome esses volumes a partir do 3º e do 4º trimestre, onde há uma perspectiva de melhora desses indicadores.
Speaker #3: Aqui vale colocar que, nesse cenário que temos hoje, acho que o tema de inadimplência vai ser, sim, um desafio não só para 2026, mas também para 2027.
Speaker #3: Então, desafio grande de manutenção de cortes em patamares elevados e sempre uma pressão muito grande no índice de inadimplência. Bom, ainda aqui na distribuição, falando sobre as perdas, as perdas também são muito impactadas pelo cenário macroeconômico, mas, nesse caso, a gente conseguiu uma estabilidade, uma leve queda em relação a 2025, uma queda de 0,12 ponto percentual em relação a 2025, mas também cenário desafiador do tema das inspeções e no controle das perdas na nossa área de concessão.
Gustavo Estrella: Uma queda de 0,12 pontos percentuais em relação a 2025, mas também um cenário desafiador no tema das inspeções e no controle das perdas na nossa área de concessão. Um outro tema relevante é o tema da GD à revelia. A gente segue com as inspeções que temos feito dos nossos clientes do Grupo A e o que temos encontrado é, sim, volumes cada vez mais crescentes de GD à revelia. Há uma perspectiva, não só na CPFL, eu acho que no Brasil inteiro, em todas as áreas de concessão, onde há uma perspectiva de um volume de GD à revelia bastante relevante, isso afetando não só o segmento de distribuição, mas especialmente o segmento de geração com o tema do curtailment.
Speaker #3: Outro tema relevante é o tema da GD Arevélia. A gente segue com as inspeções que temos feito dos nossos clientes do grupo A, e o que temos encontrado é, sim, volumes cada vez mais crescentes de GD Arevélia. Há uma perspectiva aí, não só na CPFL, mas acho que no Brasil inteiro, em todas as áreas de concessão, onde há, sim, uma perspectiva de volume de GD Arevélia bastante relevante.
Speaker #3: Isso está afetando não só o segmento de distribuição, mas especialmente o segmento de geração, com o tema do curtailment. Bom, aqui na geração a gente vê o PLD com uma queda de 4,7%, muito fruto da hidrologia, de recuperação no final desse trimestre, onde o PLD fecha então com R$ 206 por megawatt-hora, e o GCF fechando com 99%, também praticamente em linha com os valores apresentados no trimestre do ano passado.
Gustavo Estrella: Aqui na geração a gente vê o PLD com uma queda de 4.7, muito fruto de hidrologia, de recuperação no final desse trimestre, onde o PLD fecha então com BRL 206 por megawatt-hora e o GCF fechando com 99%, também praticamente em linha com os valores apresentados no trimestre do ano passado. Na performance eólica, a gente segue aqui com dois desafios. O primeiro deles é, de fato, a performance dos ventos, com volume de ventos inferiores a 2025, e obviamente traz um reflexo direto aqui no nosso resultado, mas também com o tema do curtailment. A gente vê que percentualmente a gente segue com praticamente o mesmo volume de curtailment de 2025, rodando aqui na faixa de 25%. A nossa disponibilidade fechou em 92.7, com manutenção de alguns parques pontuais, uma perspectiva de retomada da nossa disponibilidade a partir dos próximos trimestres, em especial em 2027.
Speaker #3: Bom, na performance eólica, a gente segue aqui com dois desafios. O primeiro deles é, de fato, a performance dos ventos, com o volume de ventos inferior ao de 2025, e, obviamente, isso traz reflexo direto aqui no nosso resultado.
Speaker #3: Mas também, com o tema do curtailment, a gente vê que, percentualmente, seguimos com praticamente o mesmo volume de curtailment de 2025, rodando aqui na faixa de 25%.
Speaker #3: A nossa disponibilidade fechou em 92,7%, com manutenção de alguns parques pontuais. Há uma perspectiva de retomada da nossa disponibilidade a partir dos próximos trimestres, em especial em 2027.
Speaker #3: Bom, e falando aqui dos resultados, eu passo então a palavra para o Thiago, para que ele siga aqui e explique os resultados desse trimestre.
Gustavo Estrella: Falando aqui dos resultados, eu passo então a palavra para o Thiago para que ele siga aqui para explicar dos resultados desse trimestre.
Speaker #2: Obrigado, Gustavo. Começamos aqui a fazer uma leitura dos resultados do 2º trimestre de 2026. A gente teve aqui EBITDA de R$ 3 bilhões e 556 milhões no 2º trimestre do ano, crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Tiago da Costa Parreira: Obrigado, Gustavo. Começamos aqui a fazer uma leitura dos resultados do Q2 de 2026. A gente teve aqui um EBITDA de R$ 3.556 bilhões no Q2 do ano, um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, principalmente puxado pela Distribuição. Aqui a gente tem a Distribuição como principal vetor de crescimento, contribuindo com R$ 235 milhões no período, um crescimento de 11.4%. Em seguida, a gente tem a Geração com um EBITDA de R$ 767 milhões, contribuindo com R$ 30 milhões no período. A Transmissão adicionou R$ 229 milhões, atingindo R$ 400 milhões de EBITDA no IFRS, e Serviços e Outros, a gente atingiu R$ 88 milhões, representando um crescimento de 60%, de R$ 33 milhões no período. Começando pela Distribuição. O EBITDA na Distribuição alcançou R$ 2.3 bilhões, um crescimento de 11.4% no período.
Speaker #2: Principalmente puxado pela distribuição, aqui a gente tem a distribuição como principal vetor de crescimento, contribuindo com R$ 235 milhões no período, crescimento de 11,4%.
Speaker #2: Em seguida, a gente tem a Geração com EBITDA de R$ 767 milhões, contribuindo com R$ 30 milhões no período. A Transmissão adicionou R$ 229 milhões, atingindo R$ 400 milhões de EBITDA no IFRS.
Speaker #2: E serviços e outros, a gente atingiu 88 milhões de reais, representando crescimento de 60% de 33 milhões de reais no período. Começando aqui pela distribuição, o EBITDA na distribuição alcançou 2,3 bilhões de reais, crescimento de crescimento de 11,4% no período, o resultado da distribuição ele cresceu aqui 235 milhões de reais, impulsionado principalmente pelo crescimento de mercado, pelo reajuste tarifário.
Tiago da Costa Parreira: O resultado da Distribuição cresceu aqui R$ 235 milhões, impulsionado principalmente pelo crescimento de mercado, pelo reajuste tarifário. Esses ganhos foram compensados parcialmente pelo crescimento do PMSO e impactos na inadimplência que o Gustavo já comentou. Acho que o principal destaque que a gente tem aqui foi mercado e tarifa, que contribuíram positivamente em R$ 291 milhões. A gente teve um crescimento de consumo, melhora de mix de clientes, captura dos reajustes tarifários realizados no ciclo. A gente também teve uma contribuição positiva do ativo financeiro da concessão.
Speaker #2: Esses ganhos foram compensados parcialmente pelo crescimento do PMCO e impactos na inadimplência que o Gustavo já comentou. Acho que o principal destaque que a gente tem aqui foi mercado e tarifa, que contribuíram positivamente em R$ 291 milhões. A gente teve crescimento de consumo, melhora de mix de clientes, e captura dos reajustes tarifários realizados no ciclo.
Speaker #2: A gente também teve uma contribuição positiva do ativo financeiro da concessão. Pessoal, a gente está com um probleminha técnico aqui, mas já estamos ajustando, tá? Só um minuto.
Tiago da Costa Parreira: Pessoal, a gente está com um probleminha técnico aqui, mas já estamos ajustando. Só um minuto.
Speaker #2: Voltando, pessoal, do lado de PMCO a gente teve impacto especialmente em pessoal, hardware e software ligado à digitalização, de R$ 74 milhões no período, mas a gente espera buscar, na visão ano, crescimento de PMCO em linha ou abaixo da inflação.
Tiago da Costa Parreira: Voltando, pessoal. Do lado de PMSO, a gente teve um impacto, especialmente em pessoal, hardware e software ligado à digitalização de R$ 74 milhões no período, mas a gente espera buscar, na visão ano, um crescimento de PMSO em linha ou abaixo da inflação. E por último, a gente teve um impacto no PDD de R$ 26 milhões, fruto dessa dificuldade que a gente tem enfrentado em combater a inadimplência, um patamar que não é confortável. A gente segue aqui reforçando as ações de cobrança para trazer esse indicador num patamar mais baixo, mas a gente sabe que vai ser um trabalho difícil em 2026 e em 2027. Aqui passando para o segmento de Geração, a gente tem aqui que o segmento contribuiu com R$ 767 milhões, uma variação de R$ 30 milhões comparado ao mesmo trimestre de 2025.
Speaker #2: E, por último, a gente teve impacto no PDD de R$ 26 milhões, fruto dessa dificuldade que a gente tem enfrentado em combater a inadimplência. É um patamar que não é confortável. A gente segue aqui reforçando as ações de cobrança para trazer esse indicador para um patamar mais baixo, mas a gente sabe que vai ser um trabalho difícil em 2026 e em 2027.
Speaker #2: Aqui, passando para o segmento de geração, a gente tem aqui o segmento; ele contribuiu com R$ 767 milhões, uma variação de R$ 30 milhões comparado ao trimestre de, ao mesmo trimestre de 2025.
Speaker #2: A gente tem aqui entre os destaques positivos os reajustes dos contratos de energia em 22 milhões de reais, a gente também teve o recebimento de 34 milhões de reais de seguro relacionado aos incidentes no Rio Grande do Sul em 2024, essa base que a gente tem de comparação ela é beneficiada aqui pela ausência do efeito não recorrente em relação à venda de EPASA, e por último a gente tem aqui efeito negativo em relação à performance do vento e a curtailmente de 135 milhões de reais.
Tiago da Costa Parreira: A gente tem aqui, entre os destaques positivos, os reajustes dos contratos de energia em BRL 22 million. A gente também teve o recebimento de BRL 34 million de seguro relacionado aos incidentes no Rio Grande do Sul em 2024. Essa base que a gente tem de comparação é beneficiada aqui pela ausência do efeito não recorrente em relação à venda de EPASA. Por último, a gente tem aqui um efeito negativo em relação à performance do vento e a curtailment de BRL 135 million. Em seguida, passando para o segmento de transmissão, a gente teve um EBITDA IFRS de BRL 400 million, influenciado aqui, principalmente, pela base comparativa que no Q2 de 2025 a gente teve BRL 150 million de ajuste de RBSE.
Speaker #2: Em seguida, passando para o segmento de transmissão, a gente teve EBITDA IFRS de 400 milhões de reais, influenciado aqui principalmente pela base comparativa aqui no segundo T de 2025, a gente teve 150 milhões de reais de ajuste de RBSE, eu acho que o importante aqui do lado regulatório, a gente tem EBITDA de 230 milhões de reais, uma variação de 19 milhões de reais, aqui fruto basicamente da atualização da inflação, do reconhecimento em tarifa dos investimentos na transmissão, e efeito aqui de 12 milhões de PMCO.
Tiago da Costa Parreira: Eu acho que o importante aqui do lado regulatório, a gente tem um EBITDA de BRL 230 million, uma variação de BRL 19 million, aqui fruto basicamente da atualização da inflação, do reconhecimento em tarifa dos investimentos na transmissão e um efeito aqui de BRL 12 million em PMSO. Por último, a gente tem no segmento de serviços e outros, um aumento no EBITDA em BRL 33 million. Esse aumento é impulsionado pela maior execução de obras na distribuição e na transmissão pela CPFL Serviços, além da contribuição positiva que a gente tem na Leste. Olhando aqui no lucro líquido, a gente entregou um resultado de BRL 1.4 billion no Q2 de 2025. O principal motor aqui foi o crescimento do EBITDA. Por outro lado, a gente tem um aumento nas despesas financeiras de BRL 227 million.
Speaker #2: Por último aqui, a gente tem no segmento de Serviços e Outros um aumento no EBITDA de R$33 milhões. Esse aumento é impulsionado pela maior execução de obras na distribuição e na transmissão pela CPFL Serviços, além da contribuição positiva que a gente tem na Leste.
Speaker #2: Olhando aqui no lucro líquido, a gente entregou um resultado de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre de 2025. O principal motor aqui foi o crescimento do EBITDA. Por outro lado, a gente tem aumento nas despesas financeiras de R$ 227 milhões. Aqui o principal impacto disso é o aumento na dívida líquida do grupo em R$ 5 bilhões, que serve para a gente fazer todo o investimento em CAPEX. Além disso, a gente tem efeito não caixa de R$ 177 milhões da marcação a mercado e R$ 60 milhões positivos de atualização de ativo/passivo regulatório.
Tiago da Costa Parreira: Aqui o principal impacto disso é o aumento na dívida líquida do grupo em BRL 5 billion, que serve pra gente fazer todo o investimento em CapEx. Além disso, a gente tem um efeito não caixa de BRL 177 million da marcação a mercado e BRL +60 million positivo de atualização de ativo e passivo regulatório. Por último, a gente teve uma redução de alíquota efetiva de imposto, com impacto positivo de aproximadamente BRL 80 million, que fez com que a gente tenha aqui uma alíquota efetiva menor no trimestre e no semestre. Passando aqui para o resultado na visão do semestre, aqui os drivers são muito em linha com o que a gente teve no trimestre. A gente tem a distribuição com um EBITDA de BRL 4.8 billion, fruto de uma melhor performance em mercado e em tarifa.
Speaker #2: E, por último, a gente teve uma redução de alíquota efetiva de imposto, com impacto positivo de aproximadamente R$80 milhões, que fez com que a gente tenha aqui uma alíquota efetiva menor no trimestre e no semestre.
Speaker #2: Passando aqui para o resultado na visão do semestre, aqui os drivers são muito em linha com o que a gente teve no trimestre, a gente tem a distribuição com EBITDA de 4,8 bilhões de reais, fruto de uma melhor performance em mercado e em tarifa, a geração com EBITDA ainda positivo comparado com o crescimento ainda positivo comparado ao semestre de 2025, mas ainda tendo os efeitos de curtailmente, sendo o principal impacto aqui de relevância no resultado, a transmissão também a gente tem crescimento de 52 milhões de reais no semestre, atingindo EBITDA de 734 milhões de reais, e seguindo essa performance melhor performance de obra na distribuição e transmissão, a gente tem a serviços EBITDA de 161 milhões de reais, aumento de 43 milhões de reais comparado ao semestre anterior.
Tiago da Costa Parreira: A geração com um EBITDA com crescimento ainda positivo comparado ao semestre de 2025, mas ainda tendo os efeitos de curtailment, sendo o principal impacto aqui de relevância no resultado. A transmissão também a gente tem um crescimento de BRL 52 million no semestre, atingindo um EBITDA de BRL 734 million e seguindo essa melhor performance de obra na distribuição e transmissão, a gente tem a serviços um EBITDA de BRL 161 million, um aumento de BRL 43 million comparado ao semestre anterior. Aqui passando para a visão de lucro líquido do H1 de 2026, é muito alinhado à tendência mesma que a gente tem para o trimestre. A gente tem um resultado financeiro negativo de BRL 180 million comparado ao H1 de 2025, basicamente devido a um efeito de maior dívida líquida no período.
Speaker #2: Aqui, passando para a visão de lucro líquido do primeiro semestre de 2026, é muito alinhado à tendência mesma que a gente tem para o trimestre. A gente tem resultado financeiro negativo de R$180 milhões, comparado ao primeiro semestre de 2025, basicamente devido ao efeito de maior dívida líquida no período. A gente também tem efeito não caixa de marcação a mercado e, por outro lado, tem os efeitos positivos de atualização de ativo e passivo regulatório.
Tiago da Costa Parreira: A gente também tem um efeito não caixa de marcação a mercado e, por outro lado, tem os efeitos positivos de atualização de ativo e passivo regulatório. Além disso, a gente tem um efeito de BRL 83 million de atualização de créditos fiscais. Do mesmo jeito que a gente teve uma menor alíquota efetiva por conta da dedutibilidade dos repasses de crédito, esse efeito se estende no ano chegando a BRL 251 million. Quando a gente passa aqui para alavancagem do grupo, a gente tem um covenant que atinge 2.36 vezes, fruto desse aumento de dívida líquida de BRL 5 billion quando a gente compara com o segundo trimestre de 2025. Destaque aqui no mês de julho, a gente realizou uma série de captações, principalmente de mútuos com o acionista controlador, no total de quase BRL 2 billion.
Speaker #2: Além disso, a gente tem efeito de R$ 83 milhões de atualização de créditos fiscais. E, do mesmo jeito que a gente teve uma menor alíquota efetiva por conta da dedutibilidade dos repasses de crédito, esse efeito se estende no ano, chegando a R$ 251 milhões.
Speaker #2: Quando a gente passa aqui para alavancagem do grupo, a gente tem covenant que atinge 2,36 vezes, fruto desse aumento de dívida líquida de 5 bilhões de reais quando a gente compara com o segundo trimestre de 2025, destaque aqui no mês de julho a gente realizou uma série de captações principalmente de mútuos com o acionista controlador no total de quase 2 bilhões de reais, o custo médio de todas essas dívidas aqui que a gente captou no mês de julho tem prazo médio ponderado de 2,76 anos e custo médio de CDI menos 0,29% ao ano, após as operações de swap, e do lado do endividamento a gente tem aqui, continua com uma dívida em 70% indexada ao CDI, essa dívida tem tido uma queda no custo nominal trimestre a trimestre com as reduções de da Selic pelo Banco Central, além disso a gente tem por conta de uma inflação mais alta uma menor taxa de juro, uma menor custo de dívida em termos reais.
Tiago da Costa Parreira: O custo médio de todas essas dívidas aqui que a gente captou no mês de julho, tem um prazo médio ponderado de 2.76 anos e um custo médio de CDI menos 0.29% ao ano após as operações de swap. Do lado do endividamento, a gente continua com uma dívida em 70% indexada ao CDI. Essa dívida tem tido uma queda no custo nominal trimestre a trimestre, com as reduções da Selic pelo Banco Central do Brasil. Além disso, a gente tem, por conta de uma inflação mais alta, um menor custo de dívida em termos reais. Hoje, o nosso caixa cobre 0.71 vezes as amortizações de curto prazo. Dentro desse caixa, como é uma visão ainda a 30 junho, não estão computados os empréstimos que foram feitos em julho de BRL 2 billion, que eu acabei de mostrar.
Speaker #2: Hoje, o nosso caixa cobre 0,71 vezes as amortizações de curto prazo. Dentro desse caixa aqui, como é uma visão ainda de 30 de junho, não estão computados os empréstimos que foram feitos em julho, de R$ 2 bilhões, que eu acabei de mostrar. Então, essa cobertura acaba sendo ainda maior. E o prazo médio da dívida é de 4,57 anos.
Tiago da Costa Parreira: Então essa cobertura acaba de ser ainda maior, e um prazo médio de dívida de 4.57 anos. Por último, trazendo aqui uma visão do CapEx, a gente manteve o ritmo de execução dos investimentos da companhia, focado principalmente em distribuição e transmissão. Distribuição contou como 80% do total de investimentos num volume de BRL 1.2 billion, um crescimento de 1.7% comparado ao mesmo trimestre de 2025. Na geração, um investimento de BRL 73 million, focados aqui, principalmente, em manutenção do parque de geração. Transmissão, um crescimento de 27%, de BRL 211 million, focado na melhoria e na expansão da rede de transmissão. Por último, um investimento de BRL 23 million nos outros negócios. A gente totaliza aqui no ano um investimento já total de BRL 2.78 million, sendo a maior parte dele na distribuição e na transmissão.
Speaker #2: Por último, trazendo aqui uma visão do CAPEX, a gente manteve o ritmo de execução dos investimentos da companhia, aqui focado principalmente em distribuição e transmissão, a gente distribuição contou com 80% do total de investimentos num volume de 1,2 bilhões de reais, crescimento de 1,7% comparado ao trimestre de 2000, ao mesmo trimestre de 2025, na geração investimento de 73 milhões de reais focados aqui principalmente em manutenção do parque de geração, e transmissão crescimento de 27% de 211 milhões de reais focado aqui na melhoria e na expansão da rede de transmissão.
Speaker #2: E, por último, investimento de R$ 23 milhões nos outros negócios. A gente totaliza aqui no ano investimento já total de R$ 2,78 bilhões, sendo a maior parte dele na distribuição e na transmissão.
Speaker #2: Passo novamente agora para o Gustavo Estrella para trazer outros destaques do trimestre.
Tiago da Costa Parreira: Passo novamente agora para o Gustavo Estrella, para trazer outros destaques do trimestre.
Speaker #1: Obrigado, Tiago. Acho que duas mensagens finais aqui do nosso call de resultados. Acho que o primeiro sobre o Instituto CPFL, temos lançamento aqui de dois projetos bastante relevantes aqui na nossa área de concessão, o primeiro envolvendo a Escola Olodum, é a primeira Escola Olodum no estado de São Paulo, aqui numa comunidade aqui de Campinas, no Parque Uziel, e também a Escola do Cisne Negro, então trazendo aula de percussão e aula de balé clássico para 580 crianças da comunidade, acho que com impacto assim bastante relevante e é muito do que a gente tem feito no nosso instituto, são várias ações sociais como essas, impactando muita gente, impactando muita gente aqui na nossa área de concessão, a gente vê que no período de 23 a 25 são 131 milhões de reais de investimentos que fizemos no instituto, com mais de 600 mil pessoas beneficiadas e impactadas anualmente, então a gente segue aqui com uma estratégia a gente segue aqui com uma estratégia muito clara de atuação, com várias frentes, no Café Filosófico, no Circuito CPFL, o intercâmbio Brasil-China, o CPFL Jovem Geração, e por último também o CPFL nos hospitais, então acho que programa bastante abrangente, eu diria assim, com muita ambição de realmente promover impacto social na nossa área de concessão.
Gustavo Estrella: Obrigado, Thiago. Acho que duas mensagens finais aqui do nosso call de resultados. Acho que o primeiro sobre o Instituto CPFL. Temos o lançamento aqui de dois projetos bastante relevantes aqui na nossa área de concessão. O primeiro envolvendo a Escola Olodum. É a primeira Escola Olodum no estado de São Paulo, aqui numa comunidade de Campinas, no Parque Oziel, e também a Escola do Cisne Negro. Então trazendo aula de percussão e aula de balé clássico para 580 crianças da comunidade, com impacto bastante relevante, e é muito do que a gente tem feito no nosso instituto. Várias ações sociais como essas, impactando muita gente aqui na nossa área de concessão. A gente vê que no período de 2023 a 2025, são BRL 131 milhões de investimentos que fizemos no instituto, com mais de 600 mil pessoas beneficiadas e impactadas anualmente.
Gustavo Estrella: A gente segue aqui com uma estratégia muito clara de atuação, com várias frentes no Café Filosófico, no Circuito CPFL, o intercâmbio Brasil-China, o CPFL Jovem Geração e, por último, também o CPFL nos Hospitais. Então é um programa bastante abrangente, eu diria com muita ambição de realmente promover o impacto social na nossa área de concessão. E por último, falar um pouquinho sobre o evento de Ribeirão Preto, que aconteceu no final do mês passado. Um desafio gigantesco, diria até sem precedente naquela região, com 30 minutos de tempestades, com ventos acima de 160 km/h. Então tivemos um desafio muito grande na nossa área de concessão. Chegamos a ter mais de 330 mil clientes desconectados. Uma capacidade muito grande de mobilização da CPFL. O evento aconteceu na sexta-feira, às 5h, e praticamente todos os clientes foram ligados ao longo do final de semana.
Speaker #1: E, por último, falar um pouquinho sobre o evento de Ribeirão Preto, que aconteceu no final do mês passado. Um desafio gigantesco, diria até sem precedente naquela região: foram 30 minutos de tempestades, com ventos acima de 160 km/h. Tivemos um desafio muito grande na nossa área de concessão, chegamos a ter mais de 330 mil clientes desconectados. Houve uma capacidade muito grande de mobilização da CPFL. O evento aconteceu na sexta-feira, às 5 horas da manhã, e praticamente todos os clientes foram religados ao longo do final de semana. Então, foi uma mobilização de equipes, mais de 300 equipes trabalhando 24/7 para que a gente conseguisse restabelecer a energia o mais rápido possível. Isso reflete muito o desafio que a gente enfrenta hoje no tema da resiliência de rede e de mudança climática. Eventos como esse são cada vez mais recorrentes. Passamos por um evento — não dessa magnitude, mas similar — no Sul também recentemente. A expectativa do El Niño é bastante forte nesse segundo semestre. Então, diria que a companhia hoje se prepara para enfrentar eventos como esse, mas o tema da resiliência de rede é cada vez mais relevante para que a gente possa dar resposta, como a que demos aqui em Ribeirão Preto, e conseguir restabelecer a rede o mais rápido possível.
Gustavo Estrella: Então uma mobilização de mais de 300 equipes trabalhando 24 por 7, para que a gente conseguisse restabelecer a energia o mais rápido possível, mas reflete muito o desafio que a gente enfrenta hoje no tema da resiliência de rede e de mudança climática. Então eventos como esse são cada vez mais recorrentes. Passamos por um evento, não dessa magnitude, mas similar a esse no Sul também recentemente. A expectativa do El Niño é bastante forte nesse segundo semestre. A companhia hoje se prepara para enfrentar eventos como esse, mas o tema da resiliência de rede é cada vez mais relevante para que a gente possa dar a resposta como a gente deu aqui em Ribeirão Preto e conseguir restabelecer a rede o mais rápido possível.
Speaker #2: Obrigado, Gustavo. Agora vamos abrir para as perguntas. Ok, como não temos... Nossa primeira pergunta é do André Sampaio. Seu áudio está aberto, André.
Tiago da Costa Parreira: Obrigado, Gustavo. Agora vamos abrir para as perguntas.
Rodolfo Nardez Sirol: Ok. Nossa primeira pergunta é do André Sampaio. Seu áudio está aberto, André.
Speaker #3: Bom dia a todos. Eu queria fazer uma pergunta rápida. Queria ouvir de vocês um pouquinho sobre a expectativa das evoluções regulatórias que estão em discussão na ANEEL. Se puderem comentar um pouco em relação ao timing e às principais discussões que vocês estão achando importantes, eu agradeço. Obrigado.
André Sampaio: Bom dia a todos. Eu queria fazer uma pergunta rápida, queria ouvir de vocês um pouquinho sobre a expectativa das evoluções regulatórias que estão em discussão na ANEEL. Se vocês puderem comentar um pouquinho em relação ao timing e as principais discussões que vocês acham importante, eu agradeço. Obrigado.
Jairo Eduardo de Barros Alvares: André, bom dia. Sou o Jairo, diretor de regulação da CPFL, da parte das distribuidoras. Bom, a gente está com algumas discussões no ANEEL, principalmente agora a questão do Fator X, que a consulta pública está aberta, que a gente está acompanhando aqui. Fechou recentemente a tomada de subsídio da janela de custos operacionais. Agora a gente tem que aguardar a abertura das consultas públicas associadas ao decreto que foi publicado ontem de abertura do mercado livre. Em relação ao Fator X, o prazo de contribuição fecha no fim do mês. Estamos fazendo nossas análises, as avaliações para definir a melhor estratégia de contribuição, que pode envolver a questão de janela temporal, questão da amostra, se vai ser por grupo de empresas pequenas ou grandes, ou se vai ser uma distribuidora Brasil.
Speaker #4: Bom, André, bom dia. Sou o Jairo, diretor de regulação da CPFL aqui da parte da distribuidoras. Bom, a gente está com algumas discussões junto à ANEEL, principalmente agora a questão do fator X, que é a consulta pública, que é que a gente está acompanhando aqui, fechou recentemente a tomada de subsídio aqui da janela de custos operacionais, e agora a gente tem que aguardar aqui então a abertura das consultas públicas associadas ao decreto que foi publicado ontem de abertura do mercado livre.
Speaker #4: Em relação ao fator X, o prazo de contribuição fecha no fim do mês. Estamos aqui fazendo nossas análises, as avaliações aqui, para definir melhor a estratégia de contribuição, que pode envolver a questão de janela temporal, questão de amostra, se vai ser por grupo de empresas, pequenas ou grandes, ou se vai ser uma distribuidora Brasil. Então, a nossa expectativa é fechar essa discussão, concluir — a expectativa é concluir ela agora no segundo semestre, para que já seja aplicado aos processos tarifários do ano de 2027.
Jairo Eduardo de Barros Alvares: Nossa expectativa é fechar essa discussão, a expectativa é concluir ela agora no segundo semestre, para que já seja aplicada aos processos tarifários do ano de 2027. Acho que esses são os destaques.
Speaker #4: Acho que esses são os destaques.
Speaker #3: Obrigado.
André Sampaio: Obrigado.
Speaker #2: André, complementando aqui, Rodolfo falando. Complementando o que o Jairo trouxe, no aspecto da geração, temos alguns temas importantes em discussão na ANEEL: a conclusão da Consulta Pública 45, que trata da questão da prioridade de cortes pelo ONS; e também a expectativa da abertura da discussão da revisão da 1.030, que é a resolução que regulamenta o curtailment dentro da ANEEL. Esses são os principais pontos aqui que a gente tem monitorado, e esperamos que tenha uma solução breve.
Rodolfo Nardez Sirol: André, Rodolfo falando. Complementando o que Jairo trouxe, no aspecto da geração, temos alguns temas importantes em discussão na ANEEL, que é a conclusão da Consulta Pública nº 45/2019, que trata da questão da prioridade de cortes pelo ONS, que tem também a expectativa da abertura da discussão da revisão da Resolução Normativa 1.030/2022, que é a resolução que regulamenta o curtailment dentro da ANEEL. Esses são os principais pontos que a gente tem monitorado e esperamos que tenha uma solução breve.
Speaker #3: Rodolfo, se eu puder fazer um follow-up, outro tema que eu acho que a gente está tentando acompanhar um pouco mais de perto aqui é a discussão da potencial renovação das geradoras. Como tem avançado essa discussão no Ministério? Vocês têm visto, de fato, avanço dessa discussão, André?
André Sampaio: Rodolfo, se eu puder fazer um follow-up. Um outro tema que eu acho que a gente está tentando acompanhar um pouco mais de perto aqui é a discussão da potencial renovação das geradoras. Como que tem avançado essa discussão no ministério? Vocês têm visto, de fato, um avanço dessa discussão?
Rodolfo Nardez Sirol: André, é um ponto que a gente tem acompanhado com bastante proximidade junto a associações e também ao ministério, mas é importante colocar que as nossas grandes usinas, nenhuma tem uma concessão finalizando nos próximos anos. Então a gente está monitorando o tema, mas é um tema que não nos vai impactar diretamente no curto espaço de tempo.
Speaker #2: É um ponto que a gente tem acompanhado com bastante proximidade, junto a associações e também ao Ministério. Mas é importante colocar que as nossas grandes usinas, nenhuma tem uma concessão finalizando aqui nos próximos anos, então a gente está monitorando o tema, mas é um tema que não nos vai impactar diretamente no curto espaço de tempo.
Speaker #3: Obrigado.
André Sampaio: Obrigado.
Speaker #2: A nossa próxima pergunta é do Hugo Daniel. Hugo, seu áudio está aberto agora.
Rodolfo Nardez Sirol: A nossa próxima pergunta é do Hugo Daniel. Hugo, seu áudio está aberto agora.
Speaker #1: Bom dia, pessoal, tudo bem? Obrigado pelo tempo. Eu queria fazer duas perguntas. A primeira, referente às baterias: queria perguntar um pouquinho sobre o pensamento da companhia em relação a eventualmente participar do leilão e o que vocês imaginam que vai ser a competição. E, conectando com isso também, queria pegar a percepção regulatória de vocês a respeito do pagamento dos encargos dos sistemas de armazenamento, que a princípio ficariam com os geradores — queria entender qual é a opinião de vocês. E, por fim, queria saber o que vocês já têm de leitura preliminar a respeito da proposta do termo sobre o curtailment passado, se vocês acham que as condições que foram colocadas lá tornam atrativo para a companhia o eventual aceite daquelas condições.
Hugo Daniel Azevedo: Bom dia, pessoal, tudo bem? Obrigado pelo tempo. Eu queria fazer duas perguntas. A primeira é referente às baterias. Perguntar um pouquinho sobre o pensamento da companhia em relação a eventualmente participar do leilão. O que vocês imaginam que vai ser de competição. Conectando com isso também, pegar um pouco a percepção regulatória de vocês a respeito do pagamento dos encargos, dos sistemas de armazenamento, que a princípio ficariam com os geradores, pegar um pouco qual é a opinião de vocês. Também uma última é o que vocês têm já feito de leitura preliminar a respeito da proposta do termo sobre o curtailment passado. Se vocês acham que as coisas que foram colocadas lá tornam atrativo para a companhia um eventual aceite daquelas condições. Obrigado.
Speaker #1: Obrigado.
Vitor Fagali de Souza: Bom dia, Hugo. Aqui é o Vitor Fagali falando. Deixa eu começar falando da bateria. Já estamos trabalhando aqui há mais de 2 anos desenvolvendo projetos. A gente entende que a solução de bateria é uma solução para o sistema, então deve ser uma avenida importante de investimentos nos próximos anos. Nós estamos empenhados já há algum tempo em desenvolver esses projetos e devemos, a princípio, participar do leilão que ocorre agora em dezembro. A concorrência que acho que vocês todos viram, deve ser uma concorrência bem acirrada, acho que mais de 6 mil projetos, quase 300 GW por enquanto de projetos cadastrados. Quanto ao tema do encargo, a nossa visão é que ele deve ser rateado, evitando penalizar especificamente um grupo, porque é uma solução que vem atender a um problema do setor de uma forma geral.
Speaker #2: Bom dia, Hugo. Aqui é o Vitor Fagali falando. Bom, deixa eu começar falando aqui da bateria. Nós já estamos trabalhando aqui há mais de dois anos, desenvolvendo projetos. A gente entende que a solução de bateria é uma solução aqui para o sistema, então deve ser uma avenida importante de investimentos aqui nos próximos anos. Nós estamos aqui empenhados já há algum tempo em desenvolver esses projetos e devemos, assim, a princípio, participar do leilão que ocorre agora em dezembro.
Speaker #2: A concorrência, que acho que vocês todos viram, deve ser uma concorrência bem acirrada. Acho que mais de 6 mil projetos, quase 300 GB por enquanto de projetos cadastrados.
Speaker #2: Bom, quanto ao tema do encargo, acho que esse encargo aqui a nossa visão é que ele deve ser rateado, acho que evitando penalizar especificamente grupo, porque é uma solução que ele vem atender aqui a problema do setor de uma forma Quanto ao termo de compromisso, do curtailment, nós já manifestamos aqui o interesse prévio da companhia em assinar, entendemos que está bem razoável as condições colocadas, então a gente deve caminhar aqui assim que tiver disponibilização de todos os dados pelo INS, de seguir aqui com a assinatura desse termo retroativo, e só reforçando aqui como o Colley já havia mencionado, a importância da CP 45 e da 1030, que também vão trazer aqui mais clareza sobre esse período pós o termo de compromisso aqui, que é o período retroativo que ele vai até novembro de 25, acho que é pouco isso.
Vitor Fagali de Souza: Quanto ao termo de compromisso do curtailment, nós já manifestamos aqui o interesse prévio da companhia em assinar. Entendemos que está bem razoável as condições colocadas. A gente deve caminhar, assim que tiver a disponibilização de todos os dados pela ONS, seguir com a assinatura desse termo retroativo. Só reforçando aqui, como o Cole já havia mencionado, a importância da CP 45 e da 1.030, que também vão trazer mais clareza sobre esse período pós o termo de compromisso, que é o período retroativo, que vai até novembro de 2025. Acho que é um pouco isso.
Speaker #1: Está ótimo, obrigado.
Tiago da Costa Parreira: Tá ótimo, obrigado. A nossa próxima pergunta é do Fábio Job. Fábio, o seu áudio agora está aberto pra pergunta.
Speaker #2: A nossa próxima pergunta é do Fábio Job. Fábio, seu áudio agora está aberto para a pergunta.
Speaker #1: Alô? Bom dia. A minha pergunta é sobre se há uma possibilidade de a CPFL estar assumindo a distribuição da ANEEL na região metropolitana de São Paulo. Se sim, quais são as dificuldades que vocês imaginam na hora da implementação desse trabalho? E também, se vocês imaginam, já se vai ter algum incremento de EBITDA para o futuro, aí nos próximos trimestres.
Fábio Job: Alô, bom dia. A minha pergunta é se há uma possibilidade da CPFL estar assumindo a distribuição da ANEEL na região metropolitana de São Paulo. Se sim, quais são as dificuldades que vocês imaginam na hora da implementação desse trabalho e também se vocês imaginam já se vai ter algum incremento de EBITDA para o futuro aí nos próximos trimestres. Obrigado.
Speaker #1: Obrigado.
Speaker #2: Bom, Fábio, eu acho que, bom, primeiro, até onde a gente sabe, o ativo não está à venda, assim, e ele segue a operação com a Enel lá. Então, acho que não frio comentar aqui, mas, como você sabe, a CPFL, como uma das maiores empresas do setor, controlada pela maior empresa de energia do mundo, qualquer ativo que venha a mercado, especialmente em distribuição, transmissão, a gente vai sempre olhar. Então, à medida que haja processo em curso para qualquer ativo, certamente sempre seremos de alguma forma candidatos e olharemos os ativos para entender se ele casa com a estratégia da companhia. Então, eu te diria que, até esse momento, não existe nenhum processo em aberto e, portanto, não há nenhum tipo de mobilização ou análise aqui da companhia nesse momento.
Vitor Fagali de Souza: Fábio, primeiro, até onde a gente sabe, o ativo não está à venda. Ele segue a operação com a ANEEL. Então, acho que eu prefiro não comentar aqui, mas como você sabe, a CPFL, como uma das maiores empresas do setor, controlada pela maior empresa de energia do mundo, qualquer ativo que venha a mercado, especialmente em distribuição, transmissão, a gente vai sempre olhar. Então, à medida que haja um processo em curso, para qualquer ativo, certamente sempre seremos, de alguma forma, candidatos e olharemos os ativos para entender se ele casa com a estratégia da companhia. Então eu te diria que até esse momento não existe nenhum processo em aberto, portanto, não há nenhum tipo de mobilização ou análise da companhia nesse momento.
Speaker #1: Agora a gente encerra a nossa sessão de Q&A. A gente fica com o time de RI à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais de vocês.
Tiago da Costa Parreira: Agora a gente encerra a nossa sessão de Q&A. A gente fica com o time de RI à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais de vocês. Por fim, eu gostaria de fazer um convite a todos. Nós vamos realizar o nosso Investor Day no dia 6 de outubro, em São Paulo. Vocês já podem salvar essa data na sua agenda e será nosso convidado nessa data. Por último agora, eu passo a palavra para o Gustavo Estrella, para as considerações finais.
Speaker #1: Por fim, eu gostaria de fazer um convite a todos. Nós vamos realizar o nosso Investor Day no dia 6 de outubro, em São Paulo. Vocês já podem salvar essa data na sua agenda, e será nosso convidado nessa data.
Speaker #1: E, por último, agora eu passo a palavra para o Gustavo Estrella, para as considerações finais.
Speaker #3: Bem, mais uma vez, agradeço a participação de todos aqui no nosso call de resultados, assim, acho que de maneira geral a nossa análise é de resultado eu diria bastante robusto e resiliente frente aos desafios que temos enfrentados nesse momento, e a gente segue muito atento, talvez em dois pontos aqui, acho que o primeiro, olhando o tema dos leilões, como o Vitor comentou aqui, o leilão de dezembro de baterias, leilão de transmissão, então a gente segue numa perspectiva positiva de crescimento através de novos ativos, mas também muito atento ao tema dos eventos climáticos, eu citei aqui o tema de Ribeirão, acho que a companhia hoje se sente preparada para enfrentar os desafios, mas sabendo que em muitas situações são desafios nunca vividos antes, assim como foi de Ribeirão Preto, e a nossa capacidade de mobilização e de se definir plano de ação frente a eventos como esses é muito importante, então a gente segue uma perspectiva aqui desafiadora pelo tema do El Niño, mas a companhia com todo o investimento que fez nos últimos anos se sente preparada para que a gente possa avançar e enfrentar mais esse desafio, então mais uma vez eu agradeço a participação de todos, desejo bom dia, bom fim de semana.
Gustavo Estrella: Mais uma vez, agradeço a participação de todos aqui no nosso call de resultados. Acho que de maneira geral, nossa análise é de um resultado bastante robusto e resiliente frente aos desafios que temos enfrentado nesse momento. A gente segue muito atento, talvez em dois pontos aqui. Acho que o primeiro, olhando o tema dos leilões. O Vitor comentou aqui, o leilão de dezembro de baterias, leilão de transmissão. Então a gente segue numa perspectiva positiva de crescimento através de novos ativos, mas também muito atento ao tema dos eventos climáticos. Eu citei aqui o tema de Ribeirão. Acho que a companhia hoje se sente preparada para enfrentar os desafios, mas sabendo que em muitas situações são desafios nunca vividos antes, assim como foi de Ribeirão Preto, e a nossa capacidade de mobilização e de se definir um plano de ação frente a eventos como esses, é muito importante.
Gustavo Estrella: A gente segue numa perspectiva que é desafiadora pelo tema do El Niño, mas a companhia, com todo o investimento que fez nos últimos anos, se sente preparada para que a gente possa avançar e enfrentar mais esse desafio. Mais uma vez eu agradeço a participação de todos, desejo um bom dia e um bom fim de semana.
Operator 2: Goodbye
