Q2 2026 Meliuz SA Earnings Call

Speaker #3: Me chamo Márcio Pena, sou diretor de relações com investidores do Méliuz, e é prazer estar aqui novamente apresentando nossos resultados referentes ao 2o trimestre de 2026.

Speaker #3: E foi mais uma excelente resultado, foi mais uma excelente trimestre, recheado de novos recordes. A gente cresceu o EBITDA e o ROE em 38%, atingimos 109,6 milhões de EBITDA nos últimos 12 meses, e geramos só nesse trimestre 21,3 milhões de caixa.

Speaker #3: Entre outros indicadores, que a gente vai passar logo mais na apresentação. Além disso, divulgamos ontem à noite importante fato relevante sobre a abertura de novo programa de recompra de ações, que também vamos abordar aqui dentro dessa apresentação.

Speaker #3: Bom, informo a vocês que essa teleconferência está tendo tradução simultânea para o inglês. Para aqueles que desejarem alterar o idioma, basta clicar o botão "Interpretação" localizado na parte inferior da tela.

Speaker #3: Informo também que esse evento está sendo gravado, e posteriormente a gravação e a respectiva transcrição serão disponibilizadas no site de relações com investidores da companhia.

Speaker #3: Os materiais apresentados aqui já se encontram disponíveis no nosso site de RI e também foram arquivados na CVM. Na apresentação, iniciaremos nossa sessão de perguntas e respostas para aqueles que quiserem fazer uma pergunta; basta clicar no botão de levantar a mão e, no momento oportuno, liberaremos o microfone para que possam participar.

Speaker #3: Agora passo a palavra para o nosso CEO, Gabriel Loures, para dar início à nossa apresentação. Vai lá, Gabriel.

Speaker #4: Obrigado, Márcio. Bom dia a todos. Como o Márcio falou, muito feliz de estar aqui de novo. Mais um trimestre muito forte, tanto de resultado operacional quanto também de novidades, com fatos relevantes que a gente divulgou ontem sobre o fechamento e cancelamento das ações do primeiro programa de recompra, que a gente tinha aberto lá em outubro do ano passado.

Speaker #4: Pô, a gente fechou esse programa em tempo quase recorde, menos de 1 ano, entre 9 e 10 meses a gente adquiriu ali todo o programa de recompra, exclusivamente com caixa gerado pela operação.

Speaker #4: E abrimos novo programa de recompra. Eu vou começar a apresentação aqui como não podia ser diferente, falando do resultado operacional, que é o core de tudo que a gente faz, é o crescimento do nosso resultado, o crescimento do shopping e das verticais de negócio, e depois eu vou falar pouquinho do novo programa de recompra e da nossa estratégia de tesouraria atualização dela, que a gente também falou pouco no fato relevante de ontem, tá?

Speaker #4: Então, para começar pouco dos grandes números, a gente está muito feliz porque a gente prova mais uma vez que os nossos resultados operacionais não são só contábeis, eles são geração de caixa.

Speaker #4: Então, no 1o trimestre, no 2o trimestre, eu diria que dos resultados mais relevantes para mostrar é a geração de 21,3 milhões de caixa em 1 trimestre.

Speaker #4: Quando a gente olha na visão de 12 meses, a gente gerou mais de 40 milhões de reais de caixa na operação, e mais uma vez isso reforça: os nossos EBITDAs, o nosso resultado contábil, ele não é puramente contábil.

Speaker #4: A gente não tem dívida, a gente não tem depreciação, amortização alta, tudo o que a gente gera de resultado contábil se traduz em caixa, e acho que aqui é mais uma vez a prova disso, tá?

Speaker #4: Olhando para os números operacionais e contábeis, a nossa receita líquida na visão consolidada, cresceu 18% versus o 2o trimestre do ano passado, então batemos aqui 115 milhões no trimestre.

Speaker #4: E na visão LTM, a gente está batendo quase 500 milhões de reais de receita, crescimento de 26% versus o LTM do 2o trimestre do ano passado.

Speaker #4: Mais uma vez, o shopping com crescimento muito forte, o nosso core business. Vou falar pouco mais disso, mas o shopping crescendo 30% ano contra ano no trimestre, e na visão dos últimos 12 meses crescendo 44%.

Speaker #4: Então, resultados muito fortes de crescimento. E, mais importante do que isso, resultados muito fortes de crescimento sem abrir mão da margem. Então, o EBITDA ajustado cresceu quase 40% ano contra ano, batemos 17,3 milhões.

Speaker #4: Lembrando, a única ajuste aqui é o impairment do Bitcoin, efeito não caixa, todo o restante aqui é o resultado de fato da operação. E a gente teve, na visão de last of months, dos 12 meses, 110 milhões de EBITDA ajustado.

Speaker #4: Então, mais recorde histórico, crescendo o EBITDA trimestre a trimestre, a cada trimestre a gente está adicionando trimestre mais forte, tudo com o mesmo período do ano passado.

Speaker #4: E dentro de novidade, nesse trimestre a gente teve o cancelamento das ações. Então, a gente cancelou mais ou menos 8% do nosso capital social total, 10% do free float, o que significa que a participação de todos os nossos acionistas a partir de hoje é 8,5% maior na companhia.

Speaker #4: Então, a participação maior dos resultados, do lucro líquido, do EBITDA, e também do nosso Bitcoin, e não à toa, a métrica de Bitcoin Yield é a mesma, é 8,5% de crescimento no nosso Bitcoin Yield.

Speaker #4: Então, resultados muito fortes, e eu vou entrar pouco mais a fundo em cada deles e nas métricas, tanto operacionais quanto pouco mais de cor sobre o nosso produto e o que evoluiu.

Speaker #4: Mas eu não podia deixar de começar essa apresentação comentando sobre o nosso plano estratégico, que a gente anunciou lá no final do ano passado e que não mudou.

Speaker #4: A gente tem 4 grandes pilares para a parte operacional do negócio, e a gente continua tendo como grande objetivo para a geração de valor dos acionistas o crescimento do Bitcoin por ação.

Speaker #4: Eu vou passar por cada deles, assim como eu fiz no último trimestre. Eu acho que aqui é uma maneira de eu prestar contas do que a gente prometeu lá no final do 4o tri e o que a gente está entregando trimestre a trimestre em cada uma das verticais e as notícias são boas em todas elas.

Speaker #4: Olhando para o crescimento do top line, com foco no shopping, até quando eu olho período pouco mais amplo, nos últimos 3 anos, vocês podem ver que as nossas contas totais estão crescendo, e esse ritmo de crescimento de abertura de novas contas é cada vez maior, no 2o trimestre de 2023 para o 2o trimestre de 2024 a gente adicionou ali por volta de 5 milhões de contas, depois adicionamos 10 milhões de cadastros em 2024 para 2025, e agora novamente adicionamos, e adicionamos 11 milhões de cadastros.

Speaker #4: Então, a cada trimestre, a cada ano, a gente adiciona mais usuários à nossa base. E a consequência disso é que a gente tem mais usuários usando cada dos nossos produtos a cada trimestre.

Speaker #4: Na base do braço da direita, a gente tem número de novos compradores, esse aqui é número em base 100, porque a gente não divulga esse número abertamente, mas importante notar aqui que o número da direita, esse gráfico da direita, não é gráfico acumulado, não são os compradores do Meliuz acumulados desde o início.

Speaker #4: Esse aqui, o crescimento seria muito maior, porque é a 2a derivada. Aqui nós estamos falando do crescimento do número de novos compradores, ou seja, quantos usuários pela primeira vez usaram o e-commerce do Meliuz.

Speaker #4: E esse número só cresce a cada ano, a gente consegue colocar mais novos compradores, de 2023 para 2024 crescemos, 2024 para 2025 crescemos, e novamente a gente cresceu.

Speaker #4: Então a gente bate aqui recorde no número de novos compradores do e-commerce dessa série histórica, e é resultado super relevante. A gente mostra aqui o crescimento de base, aqui a gente falou muito no ano passado, que a gente foi entre os 7 apps de shopping mais basados do Brasil, está se refletindo aqui em crescimento de usuários que pagam, usuários que estão usando o aplicativo, estão usando o site, e consequentemente a gente recebe receita com eles.

Speaker #4: Então, o crescimento de cadastro, ele não é só crescimento de cadastro, ele é o crescimento da base ativa do Meliuz também, e isso está crescendo muito forte, como a gente pode ver aqui.

Speaker #4: Tão importante quanto dizer do crescimento de novos, que é o que está aqui nesses gráficos, é reforçar: de nada valeria se a gente estivesse crescendo os novos se a gente não estivesse retendo eles.

Speaker #4: E aqui eu trago novamente o que, para mim, é o segredo do sucesso do Meliuz, que é a retenção dos nossos usuários ao longo do tempo.

Speaker #4: A gente está trazendo cada vez mais usuários, esses usuários estão comprando safras, que são as colunas aqui desse gráfico, cada vez maiores, e esses usuários continuam sendo retidos no longo prazo.

Speaker #4: Aqui é o número que eu trouxe no último trimestre, que é a visão até o final do ano, a gente divulga esse gráfico aqui normalmente anualmente, e a gente mostra que a retenção da receita dos usuários que a gente adquiriu nos últimos 10 anos é de 219%.

Speaker #4: Ou seja, quem a gente adquiriu lá em 2015, 2016, está gerando mais receita hoje do que ele gerava lá em 2015 e 2016. Isso vai continuar, porque a nossa retenção de usuários é excelente.

Speaker #4: Eu falei isso no último trimestre, queria reforçar. Eu não conheço nenhuma plataforma B2C, pelo menos no Brasil, que tenha uma retenção tão forte de longo prazo.

Speaker #4: Eu não estou falando de usuário retido por 1, 2, 3 meses, eu estou falando de usuário retido por 5, 6, 7, 8, 9, 10 anos.

Speaker #4: Esse é o valor da nossa plataforma, e por isso que crescer a base de usuários, como a gente está crescendo nos últimos anos, nos ajuda a gerar valor no longo prazo.

Speaker #4: E é o que a gente está vendo aqui olhando para a nossa receita. Então, na visão do 2o trimestre de 2025, conta 2o trimestre de 2026, a gente cresceu 18% a receita na receita total, líquida dos períodos.

Speaker #4: Quando a gente olha na visão LTM, dos últimos 12 meses, esse crescimento de receita foi maior, foi de 26%. Na prática, esse resultado é uma consequência do crescimento da receita do shopping em 44% na visão LTM, então pensem que o nosso core business, o business que existe no Meliuz desde 2010, 2011, ele está crescendo 44% na visão LTM.

Speaker #4: É muito forte esse crescimento. Isso foi contrabalanceado por caqueda em serviços financeiros, já anunciamos para o mercado o fim da parceria com o Banco BV, estamos em período de aviso prévio, e essa parceria acaba no meio do ano que vem.

Speaker #4: Então, sim, isso tem causado resultados aqui, queda na receita dessa vertical de 25%. E a gente teve também resultado negativo em outras empresas, principalmente derivado pelo Picodi. E a gente, no final, somando todas essas empresas, teve crescimento na visão LTM, de 5% de queda na visão geral.

Speaker #4: Agregando tudo, crescemos 26% de receita na visão Last of Lotus, crescimento saudável, forte, e de novo, como eu vou reforçar lá na frente, sem abrir margem, e mais importante, o shopping que é o core business crescendo muito, muito rápido.

Speaker #4: Abrindo pouquinho mais esses números, a gente tem, trago, eu trouxe esse mesmo gráfico no último trimestre, eu queria reforçar ele aqui novamente, esse é gráfico que mostra o crescimento da receita líquida do shopping Brasil quebrado pelas suas divisões.

Speaker #4: O e-commerce, que é o business tradicional de comissão com os nossos parceiros de varejo online, e o beyond e-commerce, que são as novas verticais que a gente lançou nos últimos anos.

Speaker #4: Aqui dentro a gente tem o Meliuz Ads, aqui dentro a gente tem a frente do Nota Fiscal, aqui dentro a gente tem a frente de pesquisas, a frente de jogos e várias outras verticais de negócio que compõem essa frente do beyond e-commerce.

Speaker #4: Quando a gente olha para a receita líquida do shopping Brasil como todo, ela cresceu 32% na visão tri contra tri, e cresceu 44% no LTM.

Speaker #4: Sendo que a decomposição disso é 19% do e-commerce, então o e-commerce, o business tradicional do Meliuz, está crescendo 20%, ano contra ano. O beyond e-commerce, mais do que dobrando, crescendo 114%, e consequentemente aumentando a sua representatividade.

Speaker #4: Uma maneira legal de ver isso é a adição de receita absoluta entre os períodos, entre o 2o trimestre do ano passado e o 2o trimestre desse ano, a gente adicionou aqui de receita nos dois períodos por volta de 22 milhões de receita, 22,2 milhões de receita, e é basicamente meio a meio, metade desse crescimento veio do e-commerce, crescendo a 20% ao ano, e metade desse crescimento veio do beyond e-commerce dobrando.

Speaker #4: Então a gente está muito feliz com esse resultado, e a tendência é que a gente continua vendo aumento da representatividade do beyond e-commerce dentro do business total, porque a taxa de crescimento é maior.

Speaker #4: Olhando para o e-commerce especificamente, eu acho que há algumas mensagens importantes aqui. Olhando na visão ano contra ano do LTM, a gente cresceu em 26% a receita do e-commerce, e no mesmo período, o GMV cresceu 5%.

Speaker #4: Tem impacto aqui grande do crescimento do nosso take rate, que saiu lá de 6,6, 6,8 para a faixa de 7,6 no começo do ano, na Black Friday, no 1o trimestre desse ano, e agora está em 7,4.

Speaker #4: Eu vi alguns comentários de analista que temos conversado, obviamente com vários analistas aqui desde o anúncio do resultado ontem à noite, e alguns me perguntaram sobre esse percentual do take rate, por que teve essa queda do 1o trimestre para o 2o trimestre de 2026.

Speaker #4: Eu queria reforçar que aqui existe uma sazonalidade muito importante. O quarto trimestre e o primeiro trimestre têm um impacto muito grande da Black Friday, dos períodos sazonais do final do ano, então é natural que haja essa divergência, essa variação do take rate entre os trimestres. Por isso, a melhor maneira de olhar esse número sempre é na visão LTM, dos últimos 12 meses, e o que dá para ver claramente é esse aumento do take rate na comparação de 2024, 2025, com o que a gente está praticando no final de 2025 e em 2026, saindo do patamar de 6,8, 7,1, 7,2 para patamar aqui de 7,4, 7,6.

Speaker #4: Então a gente julga que esse é resultado bastante positivo. E na visão, quando você olha a visão tri contra tri, número bem estável. Olhando para o net take rate, que mostra isso ainda de forma mais explícita, vocês podem ver que toda série histórica nessa visão LTM, o nosso net take rate, ele está bastante flat, então ele está bem próximo ali, 2,3, 2,2, que é número que a gente considera saudável e que a gente continua perseguindo a partir dos próximos trimestres.

Speaker #4: Saindo pouquinho do e-commerce e falando do beyond e-commerce, eu trouxe essa matriz aqui no último trimestre, eu queria só fazer recap rápido nela, antes de avançar, que é pouco do papel dos produtos do beyond e-commerce dentro do nosso ecossistema.

Speaker #4: Eles são produtos com uma frequência de uso mais alta, mas LTV por usuário mais baixo. Enquanto o e-commerce é produto com LTV de usuário mais alto, o usuário compra tickets maiores, o nossa comissão é maior, mas por outro lado é uma frequência na compra do e-commerce é mais baixa do que dos outros produtos que a gente tem no beyond e-commerce de todos eles, desde o produto do Nota Fiscal até o produto responder pesquisa, são produtos que a gente consegue ter uma frequência mais alta do usuário ao usar.

Speaker #4: O nosso grande objetivo aqui é fazer o usuário ser cada vez mais multiproduto, porque aí eu pego a grande vantagem do usuário com frequência alta e levo ele para uma vertical de negócio com LTV mais alto, e eu pego usuário com LTV alto e faço ele ter uma frequência maior e que me permite obviamente trazer vários outros produtos e melhorar ainda mais a retenção dele no nosso ecossistema.

Speaker #4: Então esses dois, duas partes do nosso ecossistema de shopping, elas são muito sinérgicas, e não à toa a gente está dividindo ele dessa forma, beyond e-commerce, e-commerce são business características bem diferentes.

Speaker #4: E a ótima notícia que a gente teve no 2o trimestre foi a nossa capacidade de incrementar esse crucial e de fazer o usuários que usavam só produto passarem a usar os dois.

Speaker #4: Então isso aqui é índice, de novo, base 100, a gente não abre esse número, mas é índice de cross-sell entre verticais, então usuários que usavam o beyond e-commerce passarem a usar o e-commerce, e a gente vê que esse número cresceu 87% em tri.

Speaker #4: Então, se a gente tinha 100 usuários que começavam numa linha de negócio e migravam para outra, agora nós temos 187. Esse número não tem impacto imediato, porque, de novo, tem as safras que vão se acumulando ano contra ano, que é o nosso business e-commerce, que sempre foi assim, mas ele mostra que, no longo prazo, a gente vai conseguir seguir crescendo a nossa base multiproduto.

Speaker #4: Seja o usuário do e-commerce usando o beyond e-commerce, seja o usuário do beyond e-commerce usando o e-commerce. E parte significativa desse resultado veio com a inteligência, e eu vou ter uma seção aqui exclusiva de AI que eu vou falar pouquinho do que a gente tem avançado, mas é legal mostrar pouco dessas recomendações.

Speaker #4: A gente gerou mais de 80 milhões de recomendações em média por mês, com base no consumo dos usuários no beyond e-commerce, no offline, e levando esses usuários para o e-commerce.

Speaker #4: Então isso só é a pessoa que vai lá nos mercados, compra uma fralda e eu recomendo que ele compre essa fralda também no e-commerce, porque no e-commerce talvez ele consiga preço mais barato, e prazo, frete rápido, frete grátis e prazo de entrega muito rápido.

Speaker #4: Então, a gente tem conseguido fazer esse cross de forma muito eficiente, e a gente quer que ele ainda cresça. Ainda tem espaço para crescer esse cross entre produtos, a gente só começou nessa jornada de personalização e segmentação.

Speaker #4: E aí falando pouco dos dois produtos, além de crescer essa base de usuários, que era o foco da primeira vertical ali do plano estratégico, a segunda era crescer a receita por usuário.

Speaker #4: E a missão que a gente deu, que eu compartilhei com o mercado e a gente deu para o nosso time, está sendo cumprida e cumprida muito bem.

Speaker #4: Esse aqui é o gráfico do arpo das duas verticais de negócio, considerando usuários ativos, e considerando as receitas que podem ser diretamente atribuídas. Então, quando você pega, por exemplo, Ads, é mais difícil atribuir ele diretamente, então aqui eu estou falando uma receita que é atribuída para cada usuário com base no que ele de fato fez de ação dentro do nosso ecossistema.

Speaker #4: Quando a gente olha para o e-commerce, esse arpo cresceu 37% na visão LTM, ano contra ano, e no beyond e-commerce esse número cresceu 78% ano contra ano, também na visão LTM, e dá para ver aqui pelo gráfico que é crescimento bastante significativo versus também o primeiro tri.

Speaker #4: Então a gente segue crescendo o arpo de cada dos nossos usuários, nas duas verticais, como eu já indiquei lá atrás, o LTV é completamente diferente dos dois verticais de negócio, então logicamente o arpo de cada uma das verticais é completamente diferente, a base 100 aqui é bem diferente entre os dois, mas o que importa aqui para esse fim é mostrar o crescimento, e o crescimento dos duas verticais a gente está conseguindo crescer, fazer o usuário ser mais retido, mais frequente, usar novas verticais e ampliar de forma geral o share of wallet dele.

Speaker #4: E mais uma vez, aqui eu sempre mostro esse número na visão dos últimos 12 meses, porque o nosso business tem sazonalidade. Se eu tivesse mostrando aqui o 4o trimestre 25, com certeza o arpo do usuário do e-commerce seria mais alto, porque eu tenho período seriamente sazonal, que é a Black Friday.

Speaker #4: Então aqui a visão LTM, na prática, o que a gente está tirando o trimestre mais recente, tirando o trimestre mais antigo, perdão, e colocando o trimestre mais recente nessa visão de LTM para mostrar que a gente progressivamente cresce cada desses resultados.

Speaker #4: Então, muito bem-sucedida à frente de arpo. E aí vamos para frente de margem. Então, a gente anunciou e tem seguido essa consistência desde 2023, que foi quando a gente começou o processo de turnaround lá atrás, a gente quer crescer, mas a gente quer crescer fazendo margem ao mesmo tempo.

Speaker #4: E é isso que a gente está fazendo. Então, a nossa receita saltou de 393 LTM para 495, que adicionou 100 milhões de reais de receita em ano, é muita coisa, crescemos bastante rápido, especialmente dado o patamar de receita já relevante que a gente tinha lá em 2025.

Speaker #4: E o nosso percentual dos custos sobre a receita líquida, ele permanece bem estável. Olhando para o cashback, ele saiu na distribuição.

Speaker #2: Não sei se foi só para mim, mas eu acho que o Gabriel travou. Gabriel, você travou nos últimos 10 segundos.

Speaker #1: Você está me ouvindo agora, Márcio?

Speaker #2: Então, estou te ouvindo bem.

Speaker #1: Perfeito, obrigado. Deixa eu voltar aqui então. Falei que a nossa receita estava crescendo, a gente adicionou 100 milhões de reais da receita de 393 para 495, e o nosso patamar de despesas seguiu mais ou menos constante.

Speaker #1: A gente estava com 46% lá no 2o trimestre de 25 de despesas com cashback, esse número caiu 2 pontos percentuais, então estamos pouco mais eficientes, está em 44%.

Speaker #1: As despesas fixas, custos com fornecedores, pessoal, custo com AI está aqui dentro também, sai de 29% e vai para 27%, então também reduzimos em 2 pontos percentuais.

Speaker #1: E nossas despesas de marketing saíram de 12% da receita para 10% da receita. Essa aqui, inclusive, é uma vertical que a gente pretende aumentar o investimento de marketing, a gente não aumenta investimento de marketing, a gente não vê ROI e payback, então a gente é muito consciente na locação do investimento de marketing, mas a gente tem como objetivo aqui aumentar pouquinho.

Speaker #1: Então, tudo que eu quero reduzir em despesas fixas, eu quero aumentar pouquinho em investimento de marketing para garantir que a gente cresce e cresce cada vez mais rápido, sem abrir mão de margem.

Speaker #1: detalhe que eu queria abrir aqui, pouco diferente dos outros trimestres, eu queria abrir o custo de cashback. Nas mesmas conversas com analistas, a gente viu algumas perguntas sobre o percentual, o cashback como percentual da receita.

Speaker #1: Que bateu aqui no 2o trimestre de 26, 58%. Então, o cashback, ele é como percentual da receita líquida de shopping, ele bateu 58% no 2o trimestre de 2026.

Speaker #1: Ele é maior do que o do 1o trimestre, que estava em 44%. E alguns analistas nos perguntaram: "Mas por que cresceu tanto? 44 para 58?

Speaker #1: Eu não esperava que crescesse tanto." É só você olhar o histórico do Meliuz a médio prazo. Existem sazonalidades, existem trimestres que esse número é pouco menor.

Speaker #1: O 1o trimestre a gente sabe, ele tem bastante receita ainda vinda do 4o trimestre, que a gente fez lá o GMV durante a Black Friday, que é o período mais sazonal.

Speaker #1: Então, naturalmente, ele tem comportamento pouco diferente. Mas quando você olha na visão dos trimestres, numa base histórica maior, a gente continua muito consciente na entrega desse cashback.

Speaker #1: E até pouco abaixo da média histórica, que está por volta ali dos 59, 58,5, etc. Alguns trimestres pouquinho acima, alguns trimestres pouquinho abaixo. Mas garantindo sempre essa consistência.

Speaker #1: Então, nada mudou na estratégia, não estamos entregando mais cashback que a gente estava entregando antes. Aqui a lógica é a gente garantir que essa sustentabilidade do negócio, o cashback é a ferramenta mais importante para a gente garantir a retenção do nosso cliente.

Speaker #1: Então, a gente também não pretende reduzir esse valor de cashback de forma agressiva, porque o impacto a gente vai ver lá na frente. Na prática, a gente está mantendo esses custos em patamar saudável e na visão 2o tri 25 contra 2o tri 26.

Speaker #1: Na verdade, a gente foi mais eficiente, a gente tirou 4 pontos percentuais da receita como cashback, saiu de 62% lá no 2o tri 25 para 58% no 2o tri 26.

Speaker #1: Não à toa, na visão LTM, esse percentual de cashback sobre receita, que eu mostrei na página anterior, caiu alguns pontos percentuais porque o trimestre atual foi mais eficiente do que o mesmo trimestre do ano passado. É sempre essa a comparação correta.

Speaker #1: Ou com o mesmo trimestre, com a mesma sazonalidade, ou no LTM, que é período que reduz esses impactos da sazonalidade no nosso business. A consequência desse controle de custos bastante efetivo foi EBITDA crescendo.

Speaker #1: Novamente aqui, comparando trimestre contra trimestre, semestre contra semestre, 12 meses contra 12 meses. Nunca tri contra o tri imediatamente anterior. Trimestre contra trimestre, crescemos 40%; semestre contra semestre, crescemos 60%; ano contra ano, crescemos 74%.

Speaker #1: Estamos sendo muito eficientes e gerando EBITDA muito mais forte a cada trimestre. A nossa margem EBITDA no 2o tri foi de 15% versus 12,8% no trimestre anterior.

Speaker #1: Quando eu olho no semestre, foi 20,3% contra 15,1%. E na visão 12 meses, foi de 22,1% contra 16,1%. Ou seja, em todas as bases de comparações equiparáveis, a gente está crescendo o EBITDA e fazendo cada vez mais resultado.

Speaker #1: E isso se mostra quando a gente mostra essa comparação ao longo do tempo. A gente saiu de 38 milhões de EBITDA less of months para 109, só fazer a conta aqui, a gente está praticamente dobrando.

Speaker #1: Na verdade, a gente está mais do que dobrando o EBITDA absoluto; saímos de 40 para 110. Então, quase triplicando o EBITDA em dois anos.

Speaker #1: E a gente saiu de uma margem EBITDA lá atrás de 11,3% para uma margem EBITDA de 22%. Então, dobramos a margem EBITDA, triplicamos o EBITDA do business nesse período aqui que está na tela de 24 para 26.

Speaker #1: Na visão anual, crescemos 74% o EBITDA absoluto e adicionamos 5 pontos percentuais de margem. Então, a trajetória continua, a trajetória continua muito forte e a gente segue muito contente com o que a gente está fazendo e os resultados que a gente está entregando, tanto no ponto de vista do crescimento de receita e crescimento de EBITDA.

Speaker #1: Sempre dá para melhorar, obviamente, mas assim que a gente entregou trimestre extremamente sólido aqui no 2º trimestre de 26. E uma coisa que reforça essa percepção é como que variou o nosso caixa.

Speaker #1: Eu comentei lá no começo da apresentação, mas eu queria trazer isso aqui para reforçar que o nosso EBITDA, ele se traduz diretamente em caixa para o negócio.

Speaker #1: A gente saiu de EBITDA, aqui eu estou partindo do EBITDA contábil, 14,8% negativo. Então, o impacto do Bitcoin, relevante, que é o impacto não caixa, que é o impairment do 2o tri, e que parcialmente vai ser, inclusive, revertido com base na avaliação atual do Bitcoin.

Speaker #1: Obviamente, depende de como que ele vai terminar no 3o tri, mas se a gente num cenário hipotético, se a gente olhasse para o preço do Bitcoin hoje, já teria uma reversão aqui dentro desses valores.

Speaker #1: E o EBITDA ajustado do 2o tri ficou em 17,4 milhões, que é o número que eu estou falando aqui nas outras páginas. Com 17,4 de EBITDA ajustado, ex-Bitcoin, eu gerei 21,3 milhões de caixa.

Speaker #1: Então, não tem impactos no caixa. E, obviamente, aqui tem efeitos sazonais também, mas acho que o que dá para ver muito claramente é que a nossa conversão de EBITDA em caixa é muito forte, e a gente conseguiu gerar esses R$ 21,3 milhões de caixa no 2º trimestre. Quando eu olho nos últimos 12 meses, a gente gerou mais de R$ 40 milhões de caixa, foi algo na casa de R$ 41, R$ 42 milhões de caixa nos últimos 12 meses, terminados aqui no 2º trimestre de 26.

Speaker #1: E por que isso é importante? Porque a geração de caixa é a principal maneira para a gente gerar o nosso Bitcoin por ação e aumentar a participação dos nossos acionistas pelo programa de recompra.

Speaker #1: Vou falar sobre isso logo mais, mas antes eu queria comentar sobre o quarto bloco aqui do business operacional, que é a frente de IA e como a gente está usando IA para alavancar o resultado do nosso negócio.

Speaker #1: Trouxe de uma forma pouco diferente, tá? Eu estou trazendo aqui de uma visão de linha do tempo, como é que a gente começou, onde que a gente estava e o que evoluiu aqui no 2o trimestre e para onde a gente quer chegar.

Speaker #1: Então, eu dividi aqui engenharia e produto, analytics, então uso de dados de forma geral, por toda a companhia, e as áreas de negócio e suporte.

Speaker #1: Aqui inclui tudo, desde o time de operações, atendimento, até o time comercial, o time de growth. Então, todas as áreas de negócio dentro da companhia.

Speaker #1: Quando a gente olha para o 4o trimestre de 25, e até pouco antes ali, no 3o, 2o trimestre de 25, o IA era uma ferramenta de apoio, e eu diria que era sim, em boa parte das companhias, uma visão de quase chatbot que ajudava a gente a escrever melhor uma copy de CRM, etc.

Speaker #1: Mas muito pouco integrado ainda nos processos. A gente virou o ano e falou: "Não podemos continuar assim, a gente está atrasado e precisamos acelerar." E a gente colocou pé no acelerador muito forte nisso, no 1o trimestre de 26, e os resultados que eu trouxe no último call de resultados já foram muito evidentes assim.

Speaker #1: A gente bateu no 1o trimestre, saindo da IA como uma ferramenta de apoio para usar de fato, integrado, com 90% do código escrito por agentes, então a gente alavancou demais a utilização de IA para desenvolver.

Speaker #1: A gente criou toda uma infraestrutura base para integrar o nosso banco de dados, para criar skills de análise. Então, como que o Meliuz olha o GMV, como que o Meliuz olha o take rate, quais são as coisas que têm que ser ajustadas, indo explicando e criando skills para a IA conseguir ler e fazer as análises todas, independente da visão.

Speaker #1: E a gente criou várias automações simples ali. Então, criação e gestão de conteúdo, estratégia de CRM, seja para anúncios, automação de vários processos ali no nosso time de operações, cadastro de comissões, cadastro de cashback, coisas que eram muito manuais, mas eram processos ainda simples, processos que gastavam tempo de pessoas e a gente conseguiu otimizar e liberar tempo dessas pessoas para gerarem mais valor.

Speaker #1: No 2o trimestre, o que a gente evoluiu aqui foi muito mais transformacional. Quando eu olho para a engenharia e produto, a gente começou a falar muito do fluxo end-to-end.

Speaker #1: O que é isso? Visualmente, produto não começa e acaba no dev escrevendo código. Visualmente, produto começa lá para a gente traduzir numa necessidade de negócio, numa PRD ou num requisito de desenvolvimento, para ser traduzido em código.

Speaker #1: E termina só quando esse produto está com o cliente final para 5% da base. E no 1o trimestre a gente focou muito na parte intermediária desse processo, que é de fato a parte de codar.

Speaker #1: E no 2o trimestre a gente evoluiu muito no fluxo ponto a ponto. Eu comentei na minha carta do cockpit, que é a maneira que o nosso time de engenharia está e o nosso time de produto, o nosso time de engenharia, design, estão automatizando esses fluxos.

Speaker #1: E a gente consegue agora gerar uma necessidade de negócio, traduzir isso já de forma automática, em PRDs que já são lidos por IA, e a gente ao longo e desenvolvimento desses códigos já pela própria IA e os testes integrados no final.

Speaker #1: Então, a gente está rolloutando esse cockpit para todos os nossos times, e o nosso objetivo é que o fluxo seja cada vez mais end-to-end automático.

Speaker #1: E o papel dos nossos desenvolvedores muda muito. Ele passa de deixa de ser papel de codar ali no dia a dia e passa a ser papel para revisar, garantir que as especificações estão muito bem feitas, que a IA está traduzindo de fato aquilo que está sendo especificado para o código, para o cliente final.

Speaker #1: Olhando para a analytics, a gente tem uma parte muito importante que são os insights em real time. Então, como que a gente garante que a gente sai de análise ad hoc, que era o que tinha antes, no 1o trimestre era: "Putz, eu quero fazer uma análise", está pronto, eu consigo fazer aquela análise com as integrações que eu tenho no banco de dados.

Speaker #1: Como é que eu consigo ter insights em tempo real? Então, como é que eu sei que a performance do parceiro nos últimos 30 minutos caiu e pode ter algum problema de rastreio, por exemplo?

Speaker #1: Como é que eu sei que aquele teste que eu subi lá na página de parceiro do nosso app está perdendo 10% e já está na hora de eu desligar?

Speaker #1: E não depender de humano fazer isso. Como é que eu garanto que lá, olhando para os nossos parceiros, eles conseguem ver real time o resultado das campanhas deles?

Speaker #1: Então, a gente avançou muito com essa frente no 2o trimestre, estamos muito bem já nessa automatização e nesses insights real time, ver se a análise ad hoc.

Speaker #1: E olhando para negócio e suporte, a gente está com fluxos cada vez mais complexos e automatizados. Então, a gestão dos nossos anúncios, ela já é automática.

Speaker #1: Então, a gente já faz a gestão lá nas plataformas – Meta, TikTok, etc. – automático, sobe, desce, criativo, olha a performance, etc. A gente tem backoffice cada vez mais agêntico, ou seja, para alteração num cashback de usuário, para criar grupo de cashback aumentado, tudo isso cada vez mais automatizado via agentes.

Speaker #1: E o atendimento ao cliente, que cada vez mais é mais efetivo, mais eficiente, gera uma satisfação do cliente cada vez maior, porque a gente está usando a inteligência de dados e os agentes para conseguir melhorar.

Speaker #1: Isso é o que a gente fez até aqui. E o resultado foi muito legal no 2o trimestre, mas a gente tem muito ainda a fazer, porque a gente está só no começo dessa jornada de IA, apesar de eu dizer que o que a gente evoluiu nesse 1o semestre foi muito, muito grande.

Speaker #1: O que são os próximos passos? Quando eu olho para engenharia e produto, a gente quer ter realmente produto 24x7. O dev vai terminar o dia dele, vai fechar o computador, vai dormir, e o agente vai continuar trabalhando para o dev, para ele chegar no outro dia de manhã e conseguir revisar o código, conseguir ver se foi tudo feito certo e conseguir subir esse negócio para a produção e continuar no trabalho do dia.

Speaker #1: 24x7, 7 dias por semana, a gente desenvolvendo o produto. Isso aumenta muito a velocidade do nosso desenvolvimento. E a velocidade entre alguém pensar numa ideia e o cliente final estar usando aquela ideia lá na ponta.

Speaker #1: Do lado de analytics, a palavra muda, de ter real time insights para ter decisões autônomas. Então, agentes tomando decisões. Então, em vez de eu saber que o teste A/B lá que eu comentei está com uma performance 10% pior, e aí eu pedir de alguém ir lá e resolver e tomar uma decisão, eu quero que os agentes cada vez mais tomem as decisões por conta própria.

Speaker #1: E desliguem teste, subam testes, etc. E a mesma coisa vale para negócio e suporte, cada vez mais uma operação 100% autônoma e não mais assistida ou guiada por IA.

Speaker #1: Então, esses são os próximos passos. A gente tem muito a evoluir e agora, já tem 46 dias desde o final do 2o trimestre, a gente avançou bastante em vários desses tópicos aqui.

Speaker #1: Eu trago nos próximos apresentações de resultado pouco da nossa evolução. E no final do dia, IA não é a meta. E eu sempre falo isso porque a gente não pode confundir a nossa meta, que é gerar valor para o acionista, gerar bitcoin yield, gerar EBITDA, gerar caixa, gerar receita, com usar IA.

Speaker #1: Usar IA é a meta, é uma maneira da gente fazer isso. E a gente tem que usar IA muito para conseguir melhorar esse resultado, porque isso muda o jogo e muda a maneira como a gente trabalha.

Speaker #1: Olhando aqui para alguns resultados muito claros que a gente teve, a primeira meta é o número de PRs por desenvolvedor, por engenheiro que a gente tem.

Speaker #1: Esse número já é 160% maior do que ele era no 4o trimestre de 2025. Ele já é 33% maior do que o trimestre anterior.

Speaker #1: Então, a gente já aumentou a nossa velocidade 33% tri contra tri. E a receita anual por colaborador, ela já cresceu muito também. Então, na visão semestral, de 4o trimestre de 2025 para cá, cresceu quase 20%.

Speaker #1: E na visão tri contra tri, cresceu 11%. A gente está sendo mais eficiente e gerando mais valor para os nossos usuários, para os nossos parceiros, e também para todo o nosso ecossistema.

Speaker #1: Isso eu acho que era o grande mensagem que eu queria trazer na parte operacional. E aí eu vou passar aqui agora para a gente falar pouquinho da recompra, do que a gente anunciou no fato relevante de ontem e quais são os próximos passos para isso.

Speaker #1: O objetivo segue o mesmo, que é gerar valor para os nossos acionistas e crescer o nosso Bitcoin por ação. Queria começar dando um recap do programa de recompra.

Speaker #1: A gente soltou o fato relevante do programa de recompra em 8 de outubro de 2025. Naquele fato relevante, a gente escreveu lá: "Se você pega o nosso market cap, menos os nossos ativos líquidos, menos o nosso bitcoin, você chega num EV ajustado da companhia de 10 milhões de reais." Isso lá em outubro de 2025.

Speaker #1: Na direita aqui tem o resultado dos 12 meses depois, daquele fato relevante. O último resultado anunciado tinha sido no 2o trimestre, naquele momento a gente estava com EV de 10 milhões de reais.

Speaker #1: E a gente zerou em 12 meses seguintes, 110 milhões de EBITDA, 41 milhões de caixa, e com esses 41 milhões de reais de caixa que a gente gerou, a gente recomprou 37 milhões de ações.

Speaker #1: Ou seja, a gente gerou 4 vezes mais caixa do que era a nossa enterprise value lá atrás. A assimetria era muito evidente e a gente fez o nosso papel como companhia de capturar essa assimetria.

Speaker #1: A gente comprou em menos de 12 meses, outubro para cá, a gente comprou 8,1% do nosso capital total, que dá 10% do free float, era o limite que a gente poderia comprar.

Speaker #1: Então, foram 9,1 milhões de ações. E a partir de anúncio que a gente fez ontem, que a gente soltou o fato relevante ontem, a gente cancelou 100% dessas ações recompradas.

Speaker #1: Então, a gente tem 8,1 ações a menos 8,1% menos de ações em circulação, o que significa que a participação de todos os nossos acionistas, a partir de hoje, é 8,5% maior.

Speaker #1: Então, vendo a assimetria de EV de 10 milhões de reais lá atrás, a gente capturou essa assimetria e gerou valor para os nossos acionistas, aumentando a participação de todos os acionistas que estão desde aquela data em 8,5%.

Speaker #1: Obviamente, isso se traduz também no bitcoin yield de 8,5%. Então, esses acionistas passam a ter 8,5% a mais de bitcoin por ação, e passam a ter também 8,5% a mais de todo o restante do negócio, da nossa receita, do nosso EBITDA e de todos os resultados que a gente está gerando.

Speaker #1: Na visão analisada, o resultado desse programa foi de 11,4%. Isso é bem relevante aqui, olhando para a métrica do bitcoin yield. Então, resumo da ópera: conseguimos entregar um aumento, uma geração de 8,5% de bitcoin yield para os nossos acionistas nesse plano de recompra, e conseguimos capturar essa assimetria.

Speaker #1: Só que o cenário de assimetria na nossa visão continua. A gente tem market cap, isso aqui são números de ontem, então antes da efetivação do cancelamento das ações, obviamente isso muda a partir do que essas ações são canceladas, mas trazendo o número de ontem, a gente tinha perdão, data base 4 de agosto, dois dias atrás, a gente tinha market cap de 509 milhões de reais, tirando caixa, as ações que a gente tinha em tesouraria naquela data e o bitcoin ave naquela data, a gente chegava a enterprise value ajustado de por volta de 200 milhões de reais, 197 milhões de reais.

Speaker #1: Sendo que o nosso EBITDA ajustado dos últimos 12 meses é de 109 milhões de reais. E que está crescendo 74% ao ano. Então, isso dá EV/EBITDA de 1,8 vezes, com uma empresa que está crescendo o EBITDA 74% e crescendo a receita 26%.

Speaker #1: A gente continua com múltiplos muito comprimidos versus os nossos pares, e a gente continua sendo o par que mais cresce. Tanto receita quanto EBITDA, logo na nossa visão, aquela assimetria que eu comentei, que a gente viu lá e começou a executar com base no fato relevante de outubro, ela continua existindo.

Speaker #1: E tem uma outra maneira de ver isso, que é olhando todos os nossos comparáveis no Ibovespa. Aqui a gente colocou e plotou nesse gráfico todas as empresas Ibovespa, atualizamos todas aquelas que têm resultados já publicados na CVM para o 2o trimestre, as que ainda não têm resultado publicado a gente está usando o resultado do 1o trimestre, mas a gente continua sendo a empresa com o maior crescimento, dos maiores crescimentos de receita, e a gente continua sendo a empresa com o menor múltiplo de EV sobre lucro líquido.

Speaker #1: E aqui eu uso o lucro líquido porque, obviamente, isso ajuda a comparar empresas que têm dívida com empresas que não têm dívida, como a nossa.

Speaker #1: A gente está negociando a 1,8 vezes EBITDA, que era o gráfico anterior, não temos dívida nenhuma e, consequentemente, estamos negociando a 3 vezes lucro líquido do período.

Speaker #1: E crescendo muito rápido. Então, com base nessas informações, a gente resolveu criar e lançar um novo programa de recompra, que foi o anúncio que a gente fez ontem.

Speaker #1: Então, o novo programa de recompra, ele vai recomprar até 8,1 milhões de ações, o que significa 10% do nosso free float, isso dá 8% do capital total, e os intrínsecos são todos aqueles que eu falei ao longo de toda a apresentação, EBITDA ajustado de 110 milhões de reais, crescendo 74% ao ano, 40 milhões de reais, mais de 40 milhões de reais de geração de caixa nos últimos 12 meses, 260 milhões de reais em ativos líquidos, sem dívida, e EV/EBITDA de 1,8.

Speaker #1: Então, isso justifica a abertura desse novo programa de recompra. E agora, para acelerar e para garantir que esse programa de recompra seja o mais sucedido, bem-sucedido possível, a gente também alterou a nossa política de tesouraria, a nossa política de utilização de caixa, e a gente está agora olhando os nossos recursos líquidos como grande bolo.

Speaker #1: Então, a gente tem a geração de caixa do core business, como parte dos nossos recursos líquidos de caixa, e a gente tem o nosso bitcoin em tesouraria, que também é ativo líquido.

Speaker #1: A gente vai fazer uma avaliação e a gestão integrada desse caixa líquido da companhia ao longo do tempo, e a gente vai manter o mesmo objetivo, que é gerar bitcoin yield e gerar valores dos acionistas, então o objetivo final não muda, só que a gente vai fazer isso usando todos os nossos recursos, em duas vertentes, para adquirir mais bitcoin, via geração de caixa, operacional, ou via operações derivativos, comprando calls, e a gente vai também usar esses recursos para recomprar ação.

Speaker #1: Essa recompra de ação, então, aqui, no último programa de recompra, foi feita exclusivamente com saldo de caixa operacional. Ele pode ser feito também com o saldo de bitcoin, mas eu queria reforçar mais uma vez: nada muda no nosso objetivo. A gente tem como objetivo final a geração de valor para os acionistas, o objetivo final é a geração do bitcoin yield. Então, nada que a gente vai fazer aqui vai prejudicar o bitcoin yield que a gente está gerando para os nossos acionistas.

Speaker #1: O nosso objetivo é ter mais flexibilidade e alocar o capital de uma forma mais eficiente e mais integrada, e é por isso que a gente lançou esse novo programa.

Speaker #1: No final das contas, esse programa e tudo que eu falei ao longo da apresentação, a gente está implementando esse programa, e acelerando a nossa recompra, porque a gente acredita muito nos resultados históricos que a gente entregou, e na consistência desses resultados trimestre após trimestre, mas também porque a gente acredita mais uma vez que a gente vai ser o maior programa de utilidade do Brasil.

Speaker #1: A gente quer ser o melhor lugar para os usuários comprarem e ganharem, a gente quer ser o melhor lugar para os parceiros gerarem ROI nas vendas deles, e a gente quer ser o melhor programa e o melhor empresa para os investidores gerarem resultado, gerarem bitcoin yield e gerarem a valorização do seu capital.

Speaker #1: Queria agradecer a todo mundo, a gente está aberto a perguntas passa a palavra para você, Márcio. Excelente, excelente, Gabriel. Bom, nossa primeira pergunta vem do Ricardo Buspigel, do BTG.

Speaker #1: Ricardo, o seu microfone está habilitado. Por favor.

Speaker #3: Bom dia, pessoal, e obrigado pela oportunidade de fazer perguntas. Ficou claro os comentários sobre a sazonalidade aparecendo não só no GMV, mas também na receita e no net take rate, e essa importância de olhar a visão em 12 meses.

Speaker #3: Então, eu queria confirmar se faz sentido a gente imaginar incremento no net take rate aí nos próximos trimestres. E também explorar pouco como vocês têm observado a evolução do ambiente competitivo ao longo desse ano, tanto com outras plataformas de cashback, mas também outras opções de marketing para os parceiros.

Speaker #3: E para mim a segunda pergunta eu queria entender melhor o racional da flexibilização da venda do bitcoin, se vocês acham que vão precisar fazer isso para esse segundo programa, porque a gente vê a posição de caixa da companhia em 75 milhões de reais.

Speaker #3: Vocês estão gerando caixa, então vocês poderiam estar usando a geração de caixa para fazer o buyback. Então, não sei se também pode ser uma questão olhando até eventuais futuros buybacks essa necessidade de flexibilização?

Speaker #3: Obrigado.

Speaker #1: Legal. Deixa eu responder essa primeira pergunta, Bush. Aí o Márcio me complementa aqui com a segunda. Em relação aos parceiros, como é que a gente está vendo o cenário competitivo?

Speaker #1: Naturalmente, o mercado vários parceiros, vários players de e-commerce têm crescido muito forte, então o Mercado Livre, Shopee, a própria Amazon, e o que a gente viu desde o ano passado foi movimento de aumento da competitividade do mercado.

Speaker #1: O mercado brasileiro, ele chegou em momento que está muito concentrado ali também no Mercado Livre, e a gente viu que tem crescimento, ele continua crescendo muito forte, mas tem vários players entrando também.

Speaker #1: Então, a Shopee cresce muito rápido, a Shein cresce muito rápido, todos os players chineses crescem rápido, e, além dos varejistas brasileiros, que também mantêm ali o seu core business e o seu foco nas vendas.

Speaker #1: Naturalmente, esse cenário está evoluindo, mas a gente vê o e-commerce com bastante potencial, assim, a gente vê o e-commerce crescendo, ao longo dos anos, e a gente vê essa fragmentação do mercado nos ajudando também a gerar valor, e repetindo, a gente é parceiro de todo mundo no e-commerce brasileiro, então naturalmente para a gente a gente ajuda parceiros alguns mais, outros menos, mas a gente gera valor para o mercado como todo.

Speaker #1: Em relação ao net take perfeito, o seu comentário ali sobre a visão LTM, o que se reforçar bastante isso, porque às vezes quando a gente olha trimestre versus trimestre acontecem essas variações, e é difícil a gente chegar a alguma conclusão, eu não posso estar ganho nesse terceiro trimestre, mas o que eu posso que você pode esperar é que o net take rate ele vai continuar em patamares similares e com todo o histórico, a gente não pretende ter nenhuma mudança muito significativa de estratégia, variações de curto prazo podem acontecer para cima e para baixo, mas a tendência de longo prazo continua.

Speaker #1: Você quer comentar um pouquinho da recompra, Márcio?

Speaker #2: Comento, e a pergunta é ótima, Ricardo. O ponto é o seguinte, apesar da nossa geração de caixa ter sido de mais de 20 milhões no trimestre e nos últimos 12 meses mais de 40 milhões, parte dessa geração de caixa ela é compromissada, e até investimentos que não bitcoin, então a ideia da flexibilização e ampliação do regimento interno de liquidez, do caixa, é justamente a gente utilizar ativo que é totalmente líquido, que é o bitcoin, para oportunamente poder fazer compras de ação, utilizar essa verba para fazer compras de ações.

Speaker #2: Então, isso dá flexibilidade e dá agilidade para a companhia. Quando a administração julgar que é o momento certo de fazer alocação e recompra de ações, a gente tem essa flexibilização, a gente pode utilizar esse saldo de bitcoin para assim financiar uma parte dessa recompra. Mas você está totalmente certo, a geração de caixa por si só seria suficiente para uma potencial recompra de ações de todo o patamar que nós abrimos, mas parte dela é compromissada, inclusive com fornecedores, etc., e outros tipos de investimento que a gente tem no mercado. Então, o bitcoin, por ser líquido, dá essa flexibilização.

Speaker #2: É isso basicamente.

Speaker #1: Se eu puder só complementar aqui, Márcio, as palavras aqui core para mim, Bush, são flexibilidade e eficiência. Então a gente quer ter flexibilidade para realizar o programa de recompra, e a gente quer ter eficiência na maneira como a gente está fazendo esse programa de recompra.

Speaker #1: Mas nada muda no objetivo de médio prazo, então nada muda as metas que a gente estava apresentando, nosso objetivo de geração de Bitcoin yield. O que muda só é que a gente vai olhar o caixa como um todo, de forma integrada, para garantir essa flexibilidade e essa eficiência aqui na alocação.

Speaker #3: Está ótimo, muito obrigado aí pelas respostas.

Speaker #2: Obrigado, Bush. A nossa próxima pergunta vem do Carlos Herrera, da Condor Investimentos. Carlos, seu microfone já está habilitado.

Speaker #4: Oi, oi, pessoal. Tudo bom?

Speaker #1: Tudo bom, Diego.

Speaker #4: Obrigado pela oportunidade. Obrigado pela oportunidade. Eu queria fazer duas perguntas, eu vou fazer a primeira agora, que tem a ver com essas reclassificação de despesas de outras despesas operacionais que fez com que a despesa não com que as outras receitas e despesas fosse de 6,3 versus o ano passado que era 1,4 milhão.

Speaker #4: Eu entendi que foi uma reclassificação, eu entendi isso, só que vocês poderiam explicar melhor qual que seria o run rate dessa linha de outras despesas daqui para frente, dessas outras despesas?

Speaker #4: Essa é uma e dentro da mesma linha as despesas fixas cresceram 11% ano contra ano. Que nível de e daí quando a gente vê isso versus a receita e mais ou menos 27%, que nível de patamar deveriam ter essas despesas fixas em relação à receita no longo prazo?

Speaker #1: Perfeito. Quer pegar a primeira, Márcio? Eu pego a segunda aqui. Fala um pouquinho sobre ela. Então, eu falo das despesas.

Speaker #2: Posso pegar a primeira assim. Carlos, obrigado pela pergunta. Esse ponto outro de receitas e despesas, o que que aconteceu? Ele basicamente a gente está falando desses produtos que têm gerado receita nos últimos trimestres e têm aumentado muito o impacto dele no resultado.

Speaker #2: Ou seja, quando você analisa o segundo trimestre de 2025, basicamente muitos dos produtos que hoje compõem a receita de Beyond e-commerce entravam dentro da linha de outras receitas e despesas dentro do custo da companhia.

Speaker #2: Por quê? Porque era um custo menos significativo. A gente fez essa mudança contábil, essa reclassificação, no final do ano passado e, a partir de então, com maior impacto e maior representatividade desses produtos, a gente criou essa classe de Beyond e-commerce dentro de uma linha de receita dentro do Shopping Brasil.

Speaker #2: Por isso que existe essa diferença entre o número do 2T versus o 25 e o número do 2T 26, no ponto é, no 2T 25 tinha uma receita de outros produtos que agora no 2T 26 não tem mais, porque ele tem uma linha específica dentro de receita do Shopping Brasil.

Speaker #2: Obviamente essas mudanças contábeis elas não impactam EBITDA, porque elas são net zero, mas agora estão entrando dentro de receita e no período anterior entravam dentro de despesa.

Speaker #2: Quando você fala de run rate para outras despesas e receitas, dado que teve essa mudança contável, seria mais normal pensar que o run rate é mais referenciado pelo período 2T 26 e não pelo período 2T 25.

Speaker #2: Agora, cabe lembrar que outras despesas e receitas é uma conta que tem muitas variáveis dentro dela, e existe essa variação entre os trimestres, a variação ela acontece entre os trimestres, mas é normal de se pensar assim que número de run rates é mais referenciado pelo resultado do 2T 26 por conta disso que eu acabei de falar, do que no 2T 25.

Speaker #2: Perfeito?

Speaker #1: Certo. Uma coisa que você pode olhar, Carlos, é como é que foram essas outras despesas e receitas a partir do momento que a gente fez essa classificação. Não tenho certeza se foi no quarto trimestre.

Speaker #2: No terceiro trimestre de 25, desculpa.

Speaker #1: Terceiro trimestre de 25. Então, a partir do terceiro trimestre de 25, essa contra de outras despesas e receita, ela já estava somente com despesas, não tinha receitas lá dentro mais, porque as receitas já tinham sido classificadas, então ela está no patamar correto, mas como o Márcio falou, isso varia trimestre a trimestre.

Speaker #1: Então, por exemplo, ela caiu do segundo trimestre de 25 para o segundo desculpa, primeiro trimestre de 26 para o segundo trimestre de 26, porque tinha gasto grande jurídico lá que aconteceu no primeiro trimestre.

Speaker #1: Então, acho que isso vai variando um pouquinho ali trimestre a trimestre. E, sobre essa outra pergunta de despesas fixas, eu acho que a melhor maneira de você olhar isso é linha a linha.

Speaker #1: Então, estou com as linhas abertas aqui, a gente tem a linha de pessoal, de software, de serviços e terceiros, e essa própria linha de outras despesas e receitas que você comentou, e todas elas estão caindo na visão ano contra ano.

Speaker #1: Então, ou andando de lado, o pessoal caiu de 20,3 para 18,4, software 3,3 ficou estável em 3,4, serviços e terceiros também ficou estável. Então, essas despesas fixas para a gente está classificando elas como fixas, não por acaso.

Speaker #1: O nosso objetivo aqui é tentar manter ao máximo essas despesas estabilizadas. Então, para não aumentar o custo com o fornecedores, tentar evitar de aumentar muito o time, mesmo quando a receita suba.

Speaker #1: E não à toa, quando você olha na visão de despesas sobre receita, as despesas fixas sobre receita estão caindo, que são os gráficos que eu o gráfico que eu mostrei na apresentação.

Speaker #1: Então, aqui obviamente vão ter variações, não é infinito o quanto que a despesa fica fixa, paradinha. Claro que chega um ponto de receita que você precisa reforçar vários pontos do seu custo: aumenta a coisa de dados, aumenta a coisa de plataforma, aumenta a coisa de pessoas. Mas a gente acredita que está num patamar saudável aqui de despesa sobre receita e ainda tem espaço para a gente continuar mantendo esse patamar.

Speaker #1: Então, acho que respondemos essas duas perguntas.

Speaker #4: Último obrigado. Eu queria ver se conseguia fazer mais uma que tenha a ver com Beyond e-commerce. A gente viu crescimento do Beyond e-commerce de 114% ano contra ano, e o que eu queria perguntar era se vocês conseguiriam falar pouco mais sobre quais produtos dentro dessa linha estão ganhando mais tração nota fiscal, prime, apps.

Speaker #4: Quais dessas já atingiram break-even, ou margem positiva, e como que elas o que vocês estão vendo aí para o segundo semestre nessas

Speaker #1: Perfeito. A gente não abre o resultado por linha de negócio aqui, Carlos, então eu não posso te dizer qual que é o mais representativo, qual que é o menos, mas eu vou te tentar te responder de forma pouco mais ampla.

Speaker #1: Primeiro, os produtos que estão aqui dentro, você está certíssimo, a gente tem vários, tem o produto do mundo físico, que é o nota fiscal, para as marcas a gente chama de Meliuz for Brands, a gente tem o produto de ads, que é produto bem relevante e que existe no Meliuz desde lá de 2011 e tem crescido bastante.

Speaker #1: A gente tem o Prime, que é o nosso programa de assinaturas. Como a gente já mostrou várias vezes, ele acelerou muito rápido. E tem vários outros produtos que a gente lançou também ao longo dos últimos anos: lançamos produto de pesquisa, lançamos uma vertical de jogos, lançamos produtos de várias frentes aqui que ajudam a monetizar a nossa base de usuários.

Speaker #1: O que eu consigo te dizer também é que todas elas são todos eles são produtos rentáveis. Então, nenhum desses produtos são produtos que queimam margem.

Speaker #1: Todos eles, eles são rentáveis seja diretamente, então a própria base de usuários e a receita advinda daquela vertical nos permite gerar uma margem de contribuição positiva naquele negócio, quanto a gente esses produtos também geram impacto para o ecossistema, usuários com mais frequência, o cross-sell que eu comentei bastante na apresentação.

Speaker #1: Então, todos esses produtos são produtos já rentáveis e, naturalmente, estão crescendo e a gente está lançando mais. Então, a cada trimestre, a gente lança novos produtos que a gente está colocando dentro do Beyond e-commerce e, não à toa, esse ritmo de crescimento é tão forte.

Speaker #1: Então, tem produtos que já existiam lá atrás, como ads, o prime que já existia desde 2025, e novos produtos que a gente tem crescido e lançado a cada trimestre.

Speaker #3: Muito obrigado.

Speaker #2: Obrigado, Carlos. Nossa próxima pergunta vem do Caio Prato, do UBS. Por favor, Caio, seu microfone já está habilitado.

Speaker #5: Oi, pessoal, bom dia. Márcio, Gabriel, tudo bem? Duas perguntas aqui do meu lado, por favor. Primeiro, em relação à flexibilização da tesouraria, queria fazer follow-up com vocês.

Speaker #5: Acho que, do ponto de vista da flexibilização, está claro e faz sentido. Mas, nesse tema, só queria entender, pegar a visão atualizada de vocês sobre o Bitcoin em si, que acho que a gente viu alguns eventos de vendas de algumas empresas que seguem uma estratégia similar à de vocês.

Speaker #5: Ao longo dos últimos meses, queria saber quanto dessa flexibilização é atrelada a esse movimento dessas empresas também e como que está a visão de vocês sobre o ativo no longo prazo.

Speaker #5: Porque, ao mesmo tempo que o seu business acho que entrega retorno muito atrativo, talvez a queda do Bitcoin fosse vista como uma oportunidade também.

Speaker #5: Então, eu queria entender como que vocês estão vendo esse trade-off atualmente. Então, essa é a primeira. E a segunda é sobre o GMV no marketplace Brasil.

Speaker #5: A gente notou uma tendência um pouquinho mais fraca no trimestre, pensando ano a ano. Mesmo nos últimos 12 meses, acho que mostra algum arrefecimento.

Speaker #5: Queria pegar update do que dá para esperar daqui para frente, pensando no GMV mais especificamente. São essas duas.

Speaker #1: Boa. Deixa eu começar com a primeira, Caio. E a gente continua extremamente confiante no Bitcoin e na visão de longo prazo. Então, a gente continua vendo o Bitcoin como uma ferramenta de reserva de valor.

Speaker #1: A gente continua vendo o valor do ativo no longo prazo. E como a gente sempre disse, naturalmente o ativo flutuações de curto prazo. E foi o que aconteceu no quarto trimestre, no primeiro trimestre.

Speaker #1: Mas, como você mesmo disse, a gente vê isso também como oportunidade. E não à toa a gente quer continuar exposto ao Bitcoin e ao resultado dele.

Speaker #1: Então, mesmo quando a gente fala na flexibilização da política de tesouraria, a gente está falando também de garantir que a gente continue exposto na alta do Bitcoin e nada muda nesse sentido.

Speaker #1: E a gente quer continuar como objetivo central da companhia a geração de Bitcoin Yield. Então, sim, também vejo como uma oportunidade enfim, o Bitcoin olhando para frente.

Speaker #1: Então, não queremos reduzir a nossa exposição ao Bitcoin. A gente quer sim ter mais flexibilidade na estratégia de tesouraria e é por isso que a gente lançou esse programa.

Speaker #1: Quer pegar aí a pergunta do GMV, Márcio?

Speaker #2: Posso pegar. Caio, realmente o GMV, se você pegar até os últimos 12 meses, não teve crescimento proporcional que teve ao que teve a receita do e-commerce como todo, o shopping Brasil como todo.

Speaker #2: Isso pode ser explicado pelas outras variáveis. O take rate subiu muito nos últimos trimestres. Então, nós já provamos no passado, e eu lembro aqui sempre de 2021, que a métrica de GMV, se a gente quisesse aqui dobrar o GMV para o próximo trimestre ou para o próximo semestre, a gente conseguiria.

Speaker #2: A gente já jogou esse jogo, a gente já fez isso lá no quarto trimestre de 2021. E a gente sabe qual é a consequência disso.

Speaker #2: A consequência disso é que talvez o usuário não volte, é que a margem da companhia era deteriora a médio prazo. Então, a nossa estratégia é sempre pesar ambas as variáveis para fim de receita de shopping Brasil.

Speaker #2: O take rate, e o GMV. Nos últimos trimestres, o take rate teve impacto mais positivo, crescimento maior do que a variável GMV. Não podemos dar guidance, mas eu posso sim afirmar que existe uma expectativa para o segundo semestre até por conta da sazonalidade que o GMV volte sim a crescer.

Speaker #2: Então, é pouquinho da expectativa nossa aí para o restante do ano, sabendo que a gente tem a visão integrada aqui das duas variáveis. Importante é manter o crescimento dessa vertical.

Speaker #2: E o crescimento, ela pode vir por ambas as variáveis ou por uma representatividade maior de uma delas. E talvez a gente comece a ver o GMV ganhando essa representatividade a partir do segundo semestre, por entre outros motivos, a sazonalidade do período.

Speaker #1: Eu queria só acrescentar aqui uma coisa que eu sempre comento, nem todos os GMV é igual. E isso para mim é core de tudo que a gente faz.

Speaker #1: É muito mais fácil vender iPhone do que vender caneta BIC. E é muito mais fácil gerar margem vendendo iPhone do que gerar margem vendendo caneta BIC.

Speaker #1: Então, isso significa que os nossos parceiros também têm necessidades diferentes do que vender. Para ele, ele talvez não precise de ajuda para vender o iPhone agora, mas ele precisa de ajuda para vender outros produtos.

Speaker #1: Então, quando a gente olha para o crescimento do take rate acima do crescimento do GMV, é atestado de que a gente está sendo mais inteligente no que a gente está ajudando os parceiros a venderem.

Speaker #1: A gente está fazendo muito mais campanha por categoria, a gente está fazendo muito mais campanha por produtos específicos. E isso ajuda o nosso take a crescer, porque são vendas com mais valor para os parceiros.

Speaker #1: Tem produto que a margem, por exemplo, no marketplace, lá do parceiro, do varejista, é completamente diferente da margem do 1P. No 1P, ele tem mais margem, por exemplo.

Speaker #1: Então, esse tipo de coisa varia bastante e faz com que a gente cresça a receita do Melhos, cresça a comissão e não necessariamente cresça o GMV na mesma proporção nos mesmos períodos.

Speaker #1: O que importa no final das contas, a gente está gerando valor para os nossos parceiros, para os nossos usuários. Então, a gente quer garantir que a gente continua fazendo isso no longo prazo e a gente acredita que o patamares aqui que a gente tem são saudáveis.

Speaker #5: Está legal. Está claro. Obrigado, Gabriel. Obrigado, Márcio.

Speaker #2: Obrigado, Caio. Não tinha mais uma pergunta. Do Andrew e do Alexandre. Do Morgan Stanley. y. Infelizmente, eles não conseguiram se conectar por problema de agenda.

Speaker #2: Mas ele enviar as perguntas e pediram para fazer por aqui. E algumas delas até já foram respondidas. Gabriel, mas eu vou fazer de qualquer maneira que eles pediram.

Speaker #2: A primeira seria sobre performance do GMV. A gente acabou de responder. E eles queriam explorar pouco do crescimento para o segundo semestre. A segunda pergunta seria sobre a receita de Beyond e-commerce.

Speaker #2: E eles identificaram que o share desse segmento ficou estável quando a gente compara com o último trimestre, com 1T26. E perguntam como é que a gente deveria pensar esse crescimento daqui para frente.

Speaker #2: E a última pergunta, que também já foi respondida, em relação à representatividade do cashback em termos de comparação à receita, inclusive que você também mostrou no slide da apresentação.

Speaker #2: Não sei se você quer abordar, ou se eu abordo aqui, um pouquinho sobre o tema do Beyond e-commerce.

Speaker #1: É, eu entendo que está claro. Se quiser abordar mais algum ponto, mas acho que a gente já cobriu algumas dessas perguntas.

Speaker #2: É, as perguntas já foram abordadas. Só para ficar registrado aqui, acho que é realmente isso. Sendo assim, Gabriel, eu passo a palavra para você para você fazer suas considerações finais.

Speaker #1: Boa. Pessoal, primeiro, obrigado novamente pela participação aqui no call e pelas perguntas. A gente continua olhando o business de forma muito otimista. A gente está muito feliz com os resultados que a gente anunciou operacionalmente nos últimos três meses e de forma geral, mais ampla, nos últimos anos.

Speaker #1: E a gente tem conseguido também agora ser também mais eficiente com o nosso capital e com a alocação do nosso caixa desde o início da estratégia de Bitcoin.

Speaker #1: E também agora com o início da nossa recompra. Então, o primeiro programa de recompra, a gente acredita que gerou bastante valor para os acionistas.

Speaker #1: A gente aumentou a participação de todos os acionistas em 8,5%. Queimamos 8% das ações da companhia. E isso se reflete no Bitcoin Yield também gerado.

Speaker #1: E a gente quer acelerar esse movimento e não à toa a gente abriu novo programa de recompra. A gente capturou uma assimetria, uma parte da assimetria que existia no mercado, lá no início do programa de recompra, em outubro de 2025.

Speaker #1: Mas essa assimetria continua existindo e continua existindo porque a gente quer e vai ser o maior programa de utilidade do Brasil. Então, queria agradecer a todo mundo e até o próximo call de resultados.

Browse all earnings call transcripts

Q2 2026 Meliuz SA Earnings Call

Demo
CASH3

Meliuz

Earnings

Q2 2026 Meliuz SA Earnings Call

CASH3

Thursday, August 6th, 2026 at 2:00 PM

Transcript

No Transcript Available

No transcript data is available for this event yet. Transcripts typically become available shortly after an earnings call ends.

Want AI-powered analysis? Try AllMind →

Earnings analysis guides

Methods for extracting KPIs and checking source support when reviewing an earnings call.

Browse all earnings calls