Q2 2026 Veste SA Estilo Earnings Call
Speaker #1: Referência está sendo gravada e traduzida simultaneamente. Após o término da conferência, as apresentações serão disponibilizadas no site de RI da Veste. Todas as perguntas deverão ser feitas por escrito, através do ícone de Q&A.
Speaker #1: Fiquem à vontade para enviar perguntas ao longo da transmissão. Esclareço que, eventuais declarações que possam ser feitas durante este webcast, relativas às perspectivas de negócios da companhia, projeções, e metas operacionais e financeiras, constituem-se em premissas da diretoria, bem como informações atualmente disponíveis para a companhia.
Speaker #1: Considerações futuras não são garantias de desempenho; envolvem riscos e incertezas, e premissas; pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.
Speaker #1: Investidores devem compreender que, condições econômicas gerais, condições da indústria, e outros fatores operacionais podem afetar os resultados futuros da empresa, e conduzir a resultados que diferem daqueles expressos em tais considerações futuras.
Speaker #1: Vamos agora à apresentação dos resultados da Veste SA.
Speaker #2: Olá. Muito bom dia. Obrigado pela presença de vocês. Eu sou o Alexandre Afrange, e aqui comigo tem a Elisa Lima, nossa CFO, que vai trazer também detalhes de toda essa nossa operação do segundo trimestre.
Speaker #2: Mais uma vez, a gente traz aqui boas notícias. Tivemos, pelo segundo trimestre, consecutivo, o melhor lucro líquido dos últimos 7 anos. Isso prova que, trimestre após trimestre, nós vimos com uma consistência muito grande na nossa operação.
Speaker #2: O resultado, o nosso lucro líquido ajustado, foi de 30 milhões e 700 mil reais, com uma alta relevante de 80,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, com uma margem líquida de 8,7%.
Speaker #2: É resultado que precisa ser bastante elogiado e divulgado aqui, porque ele merece destaque importante. Esse lucro, ele não é por acaso. Ele é resultado de uma consistente estratégia que está baseada em marcas fortes, em maior venda a preço cheio, na disciplina das despesas, no critério dos investimentos, e, obviamente, no crescimento com rentabilidade e numa maior eficiência operacional.
Speaker #2: Eu vou apresentar agora vídeo que vai trazer esses detalhes para vocês. Os resultados do segundo trimestre de 2026 reforçam uma convicção que temos compartilhado com o mercado: quando uma estratégia é clara e executada com disciplina, os resultados deixam de depender de único período e passam a refletir uma construção contínua, a Veste é uma empresa mais rentável e preparada para crescer com consistência.
Speaker #2: Fechamos o período com faturamento bruto de 433 milhões; crescimento de 8,6% em relação ao segundo trimestre de 2025; a receita líquida ajustada alcançou 353 milhões, alta de 9,5%; e o same source sales foi de 7,4%.
Speaker #2: Nos meses de abril e maio, o same source sales foi de 11,9%; em linha com o ritmo observado no primeiro trimestre de 2026. Em junho, a Copa do Mundo reduziu o fluxo nas lojas físicas, e afetou os horários de funcionamento.
Speaker #2: Ainda assim, encerramos o trimestre com crescimento positivo e, no semestre, o same source sales acumulado chegou a 9,3%. Mais importante do que crescer foi crescer melhor.
Speaker #2: A margem bruta ajustada avançou 2,9 pontos percentuais, alcançando 67,2%. O lucro bruto ajustado cresceu 14,3% para 237 milhões. Esse avanço reflete maior participação das vendas a preço cheio, sortimento mais preciso, disciplina comercial e eficiência em nossa fábrica própria.
Speaker #2: O EBITDA ajustado atingiu 89 milhões, crescimento de 19,1%, com margem de 25,4%. Esses indicadores mostram que a evolução do lucro não veio de fator isolado; veio acompanhada de crescimento e expansão de margem, e melhora da rentabilidade operacional.
Speaker #2: Os ajustes do trimestre são relacionados a eventos não recorrentes que serão explicados pela Elisa. Nas marcas, vemos evolução em diferentes dimensões: a Leliz cresceu 11,5% no trimestre, e segue como principal motor de geração de valor da companhia.
Speaker #2: A base ativa de clientes avançou 6%, o NPS chegou a 90 pontos, e a loja do Morumbi Shopping inaugurada em março já está entre as 3 maiores da marca, com baixa canibalização e forte captação de novos clientes.
Speaker #2: A Dudalina cresceu 7,4%, com same store sales de 4,1%. O reposicionamento, mostre sua marca, a evolução da rede de franquias e a integração do CRM aos franqueados reforçam uma estratégia que vem ampliando o relacionamento com os clientes e a qualidade da operação.
Speaker #2: Na John John, a receita recuou 1,8%, e o same store sales foi de menos 2,6%. Esse desempenho veio de uma decisão consciente de reduzir liquidações e preservar vendas a preço cheio.
Speaker #2: A consequência é o avanço de 4,7 pontos percentuais de margem bruta do B2C, em abril e maio, antes do impacto da Copa, o same store sales foi positivo em 7,2%.
Speaker #2: A individual também teve retração de receita no trimestre, mas avançou 6,2 pontos percentuais na margem bruta do B2B. Nessas duas marcas, John John e individual, mesmo não tendo havido crescimento, mantivemos o foco em rentabilidade e qualidade do resultado.
Speaker #2: A Bobô foi o maior destaque de crescimento, com alta de 30,9% e same store sales de 23%. Resultados excelentes da combinação de produto, atendimento, fidelização de clientes, sofisticação e informação de moda.
Speaker #2: Nos canais, o B2C cresceu 10,3%, com 86% das vendas realizadas a preço cheio. O digital avançou 19,6%, atingindo 88 milhões de reais, com ganho de 4,6 pontos percentuais na margem EBITDA.
Speaker #2: Os aplicativos próprios já representam 28,6% das vendas digitais. O B2B cresceu 6,4%, com evolução de margem bruta e EBITDA. A disciplina também aparece no balanço: os estoques recuaram 5,2% para 249 milhões, e os dias de estoque caíram de 225 para 200.
Speaker #2: Continuamos investindo na companhia de forma criteriosa, seletiva e responsável. Cada projeto é analisado, considerando retorno, prazo de valor. Não investimos para crescer a qualquer custo; investimos para fortalecer as marcas e ampliar com disciplina a capacidade de geração de resultado no longo prazo.
Speaker #2: Os bons indicadores do trimestre confirmam nossa estratégia.
Speaker #1: Bom, esses foram os highlights do segundo trimestre de 2026, e eu vou passar agora a palavra para a Elisa, que vai se aprofundar nos detalhes dos números.
Speaker #3: Boa noite. Muito obrigada, Alexandre. É prazer estar aqui com vocês hoje de manhã. Como o Alexandre falou, nós tivemos excelente trimestre, e vou passar agora os detalhes dos números.
Speaker #4: O faturamento do segundo trimestre foi de 433,1 milhões de reais, 8,6% acima do mesmo período de 2025. O crescimento foi especialmente forte no canal B2C, de 10,3%, com o same store sales de 7,4%.
Speaker #4: Esse resultado foi impulsionado tanto pelas lojas físicas, com aumento de 7,5%, quanto pelo digital, que continua com ritmo acelerado, de 19,6%. As vendas do B2B também cresceram, 6,4%, com ganho de 6 pontos percentuais da margem bruta.
Speaker #4: Já o canal de outlets apresentou uma queda de 6%. Uma oscilação do desempenho desse canal entre trimestres é normal e está totalmente sob controle, uma vez que ele depende do estoque de coleções passadas, que é disponibilizado após o final das liquidações.
Speaker #4: Nos primeiros 6 meses do ano, o faturamento total da Veste foi de 799,8 milhões, com crescimento expressivo de 10,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado, puxado por altas em todos os canais de venda.
Speaker #4: No varejo, que é a nossa principal força, o same store sales do período foi de 9,3%. Todos esses avanços foram alinhados com a nossa estratégia: assim, dos principais destaques desse segundo trimestre foi a participação das vendas a preço cheio, que alcançou 86% do canal B2C, 3 pontos percentuais a mais que no ano anterior.
Speaker #4: Em conjunto com uma maior margem bruta nas liquidações de junho e a redução de custos na nossa fábrica própria, esse foi dos fatores estruturais que contribuiu fortemente para a evolução de 2,9 pontos percentuais da margem bruta ajustada no trimestre, que chegou a 67,2%.
Speaker #4: Tivemos também efeito pontual do dólar, que está mais favorável do que a gente tinha considerado para a precificação dos produtos importados. O lucro bruto ajustado foi de 237,4 milhões no trimestre, 14,3% acima de 2025.
Speaker #4: O ajuste realizado no lucro bruto no segundo trimestre, assim como no primeiro, é só uma reclassificação entre linhas, como a gente já tem feito desde 2024.
Speaker #4: Reclassificamos os valores entre deduções de receita, custos e despesas, para garantir a comparabilidade dos números entre os anos, desde que aderimos à CPRB, que é a contribuição previdenciária sobre a receita bruta.
Speaker #4: No acumulado do ano, o lucro bruto ajustado alcançou 436,1 milhões, com alta de 15,8% e margem bruta de 66,1%, 2,4 pontos percentuais acima do ano anterior.
Speaker #4: A combinação de crescimento relevante da receita e ganho de margem bruta nos levou a EBITDA ajustado de 89,8 milhões no segundo trimestre, 19,1% maior que o ano passado.
Speaker #4: As despesas cresceram 11,6% no período. As linhas variáveis acompanharam a receita, enquanto tivemos uma concentração temporária em alguns grupos, como a campanha de CRM, viagens e compensações de representantes, todos vão ser normalizados ao longo do ano.
Speaker #4: O importante é que seguimos absolutamente disciplinados no controle das despesas. De janeiro a junho, o EBITDA ajustado somou 158,3 milhões, crescimento importante de 29,5% em comparação ao ano passado.
Speaker #4: Nesse período, a margem EBITDA ajustada também cresceu, 3,3 pontos percentuais. Nossa estratégia consistente levou à geração de lucro líquido ajustado de 30,7 milhões no segundo trimestre, com margem de 8,7%.
Speaker #4: Enquanto no primeiro trimestre o lucro líquido ajustado foi de 42,1 milhões, com margem de 6,4%. Nesse segundo trimestre, fizemos alguns ajustes no resultado. São temas específicos, originados há mais de 10 anos, com nenhuma relação com a operação atual.
Speaker #4: O impacto foi de 6 milhões no EBITDA e 18,7 milhões no lucro líquido, enquanto o reflexo no caixa vai ser diluído ao longo dos próximos 5 anos.
Speaker #4: Os principais efeitos vieram de duas contingências antigas, que foram encerradas nesse trimestre. Na esfera cível, chegamos a acordo referente a processo contratual de 2014, com uma seguradora, com pagamento em 48 parcelas e o impacto no resultado de 12,3 milhões de reais.
Speaker #4: Na esfera tributária, aderimos a parcelamento em 60 vezes de litígio relativo ao imposto de renda, dos exercícios de 2008 a 2010, no montante de 7,9 milhões.
Speaker #4: Separadamente, ajustamos também uma movimentação com efeito líquido positivo de 1,5 milhão no ativo de IR R diferido. Mesmo com esses impactos extraordinários, o lucro líquido contábil do segundo trimestre foi de 12 milhões, com margem líquida de 3,4%, e no semestre o lucro líquido contábil somou 23,3 milhões.
Speaker #4: Resultado da nossa atuação, que continua voltada para o crescimento rentável e sustentável da Veste. Com isso, a estrutura de capital está cada vez mais saudável.
Speaker #4: Encerramos o trimestre com 108,2 milhões de dívida líquida, 0,5 vezes o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, ex-IFRS 16. Esse indicador estava em 0,9 vezes ao fim de junho do ano passado.
Speaker #4: Em abril, realizamos também o pagamento de 18,8 milhões da segunda parcela da 13a emissão de debêntures, conforme o planejado. dos fatores essenciais para a geração de caixa e melhora dessa estrutura de capital é o controle dos estoques.
Speaker #4: Fechamos junho com 249,7 milhões de estoque, uma redução de 5,2% em relação ao mesmo mês de 2025. A cobertura também teve uma melhora expressiva, ficando 25 dias menor do que no mesmo período do ano anterior.
Speaker #1: Continuamos muito confiantes. Continuamos muito confiantes na combinação de crescimento, ganho de rentabilidade, administração da dívida e a gestão dos estoques. É dessa maneira que a gente gera cada vez mais caixa para investir numa Veste mais forte.
Speaker #1: E agora eu agradeço a participação de todos e abro a sessão de perguntas e respostas.
Speaker #2: Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas. Lembrando que, para fazer perguntas, basta clicar no ícone Q&A que aparece na parte inferior de sua tela.
Speaker #1: Muito obrigada. Nós recebemos aqui algumas perguntas. Eu vou começar pelo Gabriel Ettori, que mandou para nós duas perguntas. Então, a primeira pergunta ele a questionamento é: qual é a nossa expectativa de CAPEX para os próximos trimestres?
Speaker #1: Se existe alguma possibilidade de redução em linhas como tecnologia, lojas, operação. Para acelerar a geração de caixa. Gabriel, acho que o que eu posso dizer para você aqui é que a gente vem fazendo investimento consistente, coerente com a nossa estratégia.
Speaker #1: A gente deve ver uma operação ao longo do tempo gerando cada vez mais caixa e o nível de investimento bastante está bastante coerente com essa nossa estratégia que a gente tem.
Speaker #1: Então, a gente deve ver uma geração de caixa vindo da nossa operação. E sobre a segunda pergunta também, uma expectativa de pagamento de proventos de dividendos para frente, a nossa política de distribuição de dividendo é de 25%.
Speaker #1: Então, nós continuamos na nossa política. Agora eu vou passar a próxima pergunta para o Alexandre, que é do Pedro da Mapa Capital, primeiro lugar o Pedro nos parabeniza pelos resultados.
Speaker #1: Eu agradeço. E faz uma pergunta sobre os tempos parceiros, que ele diz: acelera de 11,9% do bimestre de abril e maio e acaba fechando o trimestre em 7,4%, muito por conta da Copa do Mundo em junho e também ali no começo de julho.
Speaker #1: Então, ele pergunta como que foi esses tempos parceiros nas primeiras semanas de julho e no mês de agosto, e se houve uma recuperação desse fluxo pós-Copa do Mundo.
Speaker #1: E, por fim, se a gente enxerga na verdade se houve enfraquecimento mais amplo do consumo de alta renda e também uma segunda etapa da pergunta, mais especificamente na John John, até quando esse efeito de redução de liquidações deve continuar pesando sobre os tempos parceiros antes da marca voltar a crescer mais.
Speaker #1: Então, Alexandre, passo a palavra para você.
Speaker #3: Está ok. Muito obrigado, Pedro. Pela pergunta. De fato, nós fizemos questão de divulgar o bimestre de abril e maio mostrando que nossos tempos parceiros estavam muito em linha com o primeiro trimestre.
Speaker #3: E a questão de ter diminuído isso no período da Copa, ele fica de fato muito restrito ao período da Copa. Quando terminou a Copa, a gente volta a ver uma atração igual ao que a gente vinha apresentando no primeiro tri e no bimestre de abril e maio.
Speaker #3: Então, a gente entende que houve novamente uma atração nas vendas. A gente não está entendendo que foi muito fora, não foi nada fora do período da Copa, ficou restrito ao período.
Speaker #3: Então, para a gente, a coisa está funcionando normalmente. O restante da pergunta. Sobre a John John. A John John, nós estamos muito felizes porque a estratégia de você voltar a trazer o produto com preço cheio, como sendo a nossa principal estratégia, que foi exatamente o que a gente fez em todas as marcas desde que a gente começou o reposicionamento, a John John está seguindo exatamente o mesmo critério.
Speaker #3: Então, a gente ainda deve ver, a gente já começa a ver uma recuperação, mas o importante disso é que a gente tem feito vendas mais com muito mais qualidade, muito mais preço cheio, e especialmente na linha que a gente apostou, que é a linha do jeans.
Speaker #3: Então, essa retomada do jeans como core da marca, ele está se mostrando bastante efetivo. Então, em breve, nós devemos ver uma reversão dessa tendência de tempos parceiros negativo nessa marca.
Speaker #3: A gente está bem contente e bem seguro com a estratégia que a gente tomou. E volto a dizer, a linha core do negócio, que é o jeans, ela está com crescimento e desempenho excelentes.
Speaker #1: Muito obrigada, Alexandre, pela resposta. Agradeço também a todos pelo envio das perguntas e pela presença com a gente aqui hoje. Nós estamos sempre disponíveis e os nossos canais de RI para responder qualquer pergunta, também explicar mais sobre o nosso negócio.
Speaker #1: E eu passo a palavra rapidamente para o Alexandre para fazer breve encerramento.
Speaker #3: Está ótimo. Obrigado, Elisa. A reputação de uma companhia, ela se faz ao longo do tempo. Então, assim, é difícil a gente medir a companhia por trimestre.
Speaker #3: O importante é que a gente vê que a gente vem apresentando trimestre após trimestre uma consistência nos nossos resultados, o que mostra que a nossa estratégia está muito certa.
Speaker #3: A gente vem se baseando naquilo que a gente acredita muito, que é a construção o feito exatamente a mudança na nossa empresa. Então, trabalhar com decisões muito coerentes, trabalhar com transparência e, principalmente, uma visão muito clara de futuro, que mostra que a gente tem uma capacidade grande de crescimento, compromisso permanente com os nossos acionistas, para uma geração sólida de valor a cada momento que a gente toma as nossas decisões.
Speaker #3: Então, muito obrigado por prestarem atenção na nossa empresa. Realmente, nós estamos muito felizes com os resultados que nós vimos apresentados. Obrigado, até mais.
