Q4 2026 BrasilAgro Companhia Brasileira de Propriedades Agricolas Earnings Call

Speaker #1: You have joined the meeting as an attendee and will be muted throughout the meeting.

Ana Paula Zerbinati: Bom dia a todos. Estamos mais uma vez aqui reunidos no call de resultados da BrasilAgro. Agora a gente está divulgando os resultados do ano safra 25/26, que foi encerrado em 30 June 2026. Para quem está acompanhando a gente em inglês, a apresentação está disponível no chat. Sejam todos muito bem-vindos e eu vou passar a palavra para o André.

Speaker #2: Bom dia a todos. Estamos mais uma vez aqui reunidos no call de resultados da BrasilAgro. Agora, a gente está divulgando os resultados do ano safra 25/26, que foi encerrado em 30 de junho de 2026.

Speaker #2: Para quem está acompanhando a gente em inglês, a apresentação está disponível no chat. Sejam todos muito bem-vindos. Eu vou passar a palavra para o André.

Speaker #3: Obrigado, Ana Paula. Obrigado a todos vocês, mais uma vez, conosco. Acho que, antes de começar a entrar nos números, é bom a gente sempre relembrar um pouco os fatos que aconteceram ao longo do ano, né?

André Guillaumon: Obrigado, Ana Paula. Obrigado a todos vocês mais uma vez conosco. Antes de começar a entrar nos números, é bom sempre relembrar um pouco dos hitos que aconteceram ao longo do ano. Um ano com tanta volatilidade geopolítica, tanta volatilidade do ponto de vista econômico. Vale a pena lembrar que lá atrás quando a gente estava fechando o orçamento para esse ano você tinha USD 1 aí na casa dos seis e ao longo do ano nós chegamos ver isso abaixo de cinco depois ele fecha um pouco acima. Acho que um ano de muita volatilidade, mas aqui a gente quer se ater muito no. Nós vamos explicar isso que aconteceu no resultado. Acho que é um ano que a companhia apesar de os números estarem bastante duros, é um ano que a gente tem bastante conquistas.

Speaker #3: ano com tanta volatilidade geopolítica, tanta volatilidade do ponto de vista econômico, né? Vale a pena lembrar que lá atrás, quando a gente estava fechando o orçamento para esse ano, você tinha dólar aí na casa dos R$6, e ao longo do ano nós chegamos a ver isso abaixo de R$5, depois ele fecha pouco acima.

Speaker #3: Então, acho que é um ano de muita volatilidade, mas aqui a gente quer se ater muito no... Nós vamos explicar isso que aconteceu no resultado, nós vamos explicar tudo, mas acho que é um ano que, apesar de os números estarem bastante duros, é um ano que a gente tem bastante conquistas.

Speaker #3: E aí, acho que a gente quer dividir isso com vocês, mostrar um pouco o quão foi importante, né? Acho que a companhia teve uma virada de chave muito importante no que se tange à produtividade, a destinar recursos às culturas mais rentáveis, a ajustar tudo isso.

André Guillaumon: Quero dividir isso com vocês, mostrar um pouco o quão foi importante. A companhia teve uma virada de chave muito importante no que tange à produtividade, a destinar recursos a culturas mais rentáveis, ajustar tudo isso. A gente vai usar isso hoje para vocês terem uma foto de que a companhia tem feito trabalho enorme nisso. Mais uma vez pautado em tudo que a gente chama de telemetria, de gestão das coisas em tempo real através de inteligência artificial. Não só o número. Acho que é importante quando a gente fala de agronegócio, quando a gente fala de empresa agrícola, né?

Speaker #3: Então, a gente vai usar isso hoje aqui para vocês terem uma foto de que a companhia tem feito um trabalho enorme nisso. Mais uma vez, pautado em tudo o que a gente chama de telemetria, de gestão das coisas em tempo real, através de inteligência artificial e tudo isso.

Speaker #3: Então, não só o número, eu acho que é importante, quando a gente fala de agronegócio, quando a gente fala de empresa agrícola, né? A foto é muito importante, né?

André Guillaumon: A foto é muito importante. Aqui a gente está hoje para mostrar uma foto. O mais importante no mercado agrícola e nas empresas agrícolas é o filme, aquele filme que são vários anos, e a gente tem certeza que no filme a companhia vem entregando, ela tem sido uma boa cineasta. Na foto talvez a gente não foi um bom fotógrafo, mas esse ano a gente vai contar um pouquinho como a gente está indo e como a gente tem muita esperança nos próximos resultados em função de tudo que está vindo pela frente. Vamos primeiro aos números: Fechamos com R$926 million de receita líquida, R$100 million de EBITDA ajustado. Lucro acumulado, prejuízo é de R$90 million. Depois veremos quais foram os fatores detratores disso. Algumas culturas que foram detratores, o Gustavo vai explicar muito bem. Coisas que aconteceram no ano passado que a gente vinha falando da cana com incêndio, geada, que vão refletir muito nesse balanço agora também, mas explicaremos isso no detalhe. A produção de grãos e algodão, mais de 426,000 toneladas, uma safra recorde para a companhia. 167,000 hectares plantados. Valor de portfólio de R$3.1 billion. Acho que aqui também é o grande investidor da companhia, valora muito isso. Mostraremos como isso compõe. Próximo, por favor. Bem, eu sempre falo que neste é onde fazemos a diferença no jogo. Neste capítulo é o que a companhia sabe fazer, faz com muita maestria, eficiência. Trouxemos aqui evolução do portfólio, como ele vem se comportando. Entendemos o que aconteceu ao longo deste último exercício. Nisso não somos passivos. Se fôssemos investidor passivo em terras, sem dúvida nenhuma, estávamos atrelados só à valorização das terras em função do preço dos commodities. Basicamente isto. Trazemos detalhes. Exatamente. Queremos mostrar aqui. Olhamos ano contra ano. Explicar. Basicamente, a gente tinha uma avaliação de R$3.1 billion no ano passado e a gente vai a R$3.34 billion agora.

Speaker #3: Aqui a gente está hoje para mostrar uma foto, mas o mais importante no mercado agrícola e nas empresas agrícolas é o filme, né? Aquele filme que são...

Speaker #3: Vários anos, né? E a gente tem certeza que, no filme, a companhia vem entregando, ela tem sido uma boa cineasta. Na foto, talvez a gente não foi bom fotógrafo. Um pouquinho como a gente está indo e como a gente tem aí muita esperança nos próximos resultados, em função de tudo que está vindo pela frente.

Speaker #3: Vamos primeiro nos números, então? A gente fecha aí com R$ 926 milhões de receita líquida, R$ 90... R$ 100 milhões de EBITDA ajustado. O lucro acumulado do prejuízo é de R$ 90 milhões, depois nós vamos ver um pouco quais foram os fatores detratores disso, né?

Speaker #3: Algumas culturas que foram detratoras. O Gustavo vai explicar muito bem coisas que aconteceram no ano passado, que a gente vinha falando da cana com incêndio, geada, que refletem...

Speaker #3: Vão refletir muito nesse balanço agora também. E... mas a gente vai explicar isso no detalhe. A produção de grãos e algodão: mais de 426 mil toneladas, uma safra recorde para a companhia.

Speaker #3: 167 mil hectares plantados. E o valor de portfólio de R$3,1 bilhões, né? Eu acho que aqui também é o grande... o investidor da companhia valoriza muito isso e a gente vai mostrar como isso se compõe.

Speaker #3: Próximo, por favor. Bom, eu sempre falo que nesse é onde a gente faz a diferença no jogo, né? Nesse capítulo é o que a companhia sabe fazer e faz com muita maestria, muita eficiência.

Speaker #3: E o que a gente trouxe aqui é uma evolução do portfólio, como ele vem se comportando, e o que a gente entende que aconteceu ao longo desse último exercício, e como nisso a gente não é passivo, né?

Speaker #3: Se a gente fosse um investidor passivo em terras, sem dúvida nenhuma a gente estaria atrelado só à valorização da terra em função do preço de commodities, né?

Speaker #3: Basicamente isso. Mas aqui, o que a gente traz de detalhe, e é exatamente o que a gente quer mostrar aqui, é que quando a gente olha ano contra ano — e a gente vai explicar — basicamente, a gente tinha uma avaliação de R$3,1 bilhões no ano passado, e a gente vai a R$3,34 bilhões agora.

Speaker #3: Como é que a gente entende que isso apreciou no nosso portfólio, né? A gente tem uma valorização de terras, né? Essa valorização das terras vem em função de algumas regiões, que aconteceu essa valorização, muito menos, não todas as regiões. A gente sempre fala que... Eu tenho utilizado muito essa frase de que, num primeiro momento, a companhia diversificou regiões pensando em volatilidade produtiva, climática e comercial, e a gente está sendo muito feliz de colher resultados imobiliários com essa volatilidade também.

André Guillaumon: Como é que a gente entende que isso apreciou no nosso portfólio? A gente tem uma valorização de terras. Essa valorização das terras vem em função de algumas regiões onde aconteceu essa valorização, muito menos, não todas as regiões. Eu tenho utilizado muito essa frase de que, num primeiro momento, a companhia diversificou regiões pensando em volatilidade produtiva climática e comercial, e a gente está sendo muito feliz de colher resultados imobiliários com essa volatilidade também. Ou seja, existem diferentes bolsões de liquidez no Brasil e a companhia por ter posicionado em diferentes regiões, a gente tem aproveitado isso. Maturação de área: aqui é onde a gente faz o jogo, gera valor para o acionista. Temos quase R$95 million de maturação.

Speaker #3: Ou seja, existem diferentes bolsões de liquidez no Brasil, e a companhia, por estar posicionada em diferentes regiões, a gente tem aproveitado isso. Maturação de área.

Speaker #3: Aqui é onde a gente faz o jogo, aqui é onde a gente gera valor para o acionista. Quer dizer, tem quase R$ 95 milhões de reais de maturação, né?

Speaker #3: Se a gente fosse uma empresa passiva, comprando área madura, né? Não, aqui nós somos... estamos no volante desse trator e trabalhando para que essa área, ela mature, né?

André Guillaumon: Se a gente fosse uma empresa passiva comprando área madura, não, aqui nós estamos no volante desse trator trabalhando para que essa área mature através de incorporação de matéria orgânica, de técnica de manejo e tudo isso, e isso vai se valorizando. Então só para quem não está familiarizado com isso, quando a gente fala "maturação de áreas" é dizer assim: "Olha, uma área de 3 anos de cultivo vale menos do que uma área de 4 e sucessivamente, uma área de 4 vale menos que uma área de 5". Essa maturação do portfólio nosso é muito importante. Isso é um fator, mesmo em anos que você vê que o mercado andou de lado, quando a gente fala em preço de terra, você tendo isso como locomotiva no seu business, a gente é capaz de gerar valor para o acionista.

Speaker #3: Ela matura através de incorporação de matéria orgânica, de técnica de manejo, de tudo isso, e isso vai se valorizando. Então, só para quem não está familiarizado com isso, quando a gente fala em maturação de áreas, é dizer assim: "Olha, uma área de três anos de cultivo vale menos do que uma área de quatro, e, consequentemente, uma área de quatro vale menos que uma área de cinco", né?

Speaker #3: Então, essa maturação do portfólio nosso é muito importante, né? Isso é fator... Mesmo em anos que você vê que o mercado andou de lado, quando a gente fala em preço de terra, você tendo isso como locomotiva no seu business, a gente é capaz de gerar valor para o acionista.

Speaker #3: O outro efeito é o efeito preço da soja, mais recentemente agora, né? No final, que a gente viu aí pouco o rali, depois a gente vai entrar em detalhe.

André Guillaumon: O outro efeito é o efeito preço de soja mais recentemente agora, no final, que a gente viu aí um pouco o rali, depois a gente vai entrar em detalhe. Um terceiro ponto que tem uma apreciação aqui, acho que é um pouco a maneira eficiente que a companhia vende e, se for o caso, a gente tiver um default num cliente, esse caso aqui foi um default, a gente trouxe para dentro de novo um distrato. Ou seja, a parte que o comprador pagou, nós vamos escriturar para ele, e a parte não escriturada, essas áreas foram retornadas para BrasilAgro. Com certeza, dentro em breve, nós vamos anunciar mais negócios, sem dúvida nenhuma, e vocês vão ver que é como se a gente recomprasse uma terra no valor que a gente vendeu há 3, 4 anos atrás e vamos vender agora. Esse negócio foi muito bom para a companhia.

Speaker #3: E terceiro ponto que tem uma apreciação aqui, acho que esse aqui é um pouco a maneira eficiente que a companhia vende e, se for o caso de a gente ter default de cliente – esse é o caso aqui, foi default –, a gente trouxe para dentro de novo, distrato. Ou seja, a parte que o comprador pagou, nós vamos escriturar para ele, e a parte não escriturada, essas áreas foram retornadas para a BrasilAgro.

Speaker #3: E com certeza, dentro em breve, nós vamos estar anunciando mais negócios, sem dúvida nenhuma, e vocês vão ver que é como se a gente recomprasse uma terra no valor que a gente vendeu há três, quatro anos atrás, e vamos vender agora.

Speaker #3: Então, esse negócio foi muito bom para a companhia, tá? Bom, então isso faz com que a gente tenha aí uma avaliação de portfólio de R$ 3,2 bilhões.

André Guillaumon: Bom, então isso faz com que a gente tenha uma variação de portfólio de 3.2. Mais uma vez nos colocando aqui como uma empresa diferente nesse negócio, porque a gente está buscando gerar valor para o acionista através da transformação da Terra. O gráfico da direita simplesmente é uma evolução do que a gente vem mostrando aqui. Este ano não é um ano que a gente faz avaliação com a Deloitte, a gente faz essa avaliação bianual. Então essa avaliação nossa, e com certeza a gente vai ter também no próximo ano a avaliação Deloitte corroborando com toda essa maturação, esse desenvolvimento diário que a gente faz. É aqui que esta companhia joga o jogo diferente, é aqui que a gente traz valor para o nosso acionista.

Speaker #3: Mais uma vez, nos colocamos aqui como uma empresa diferente nesse negócio, buscando gerar valor para o acionista através da transformação da terra.

Speaker #3: O gráfico da direita, ele simplesmente é uma evolução do que a gente vem mostrando aqui. Esse ano não é ano que a gente faz avaliação com a Deloitte; a gente faz essa avaliação bianual. Então, essa avaliação é nossa, e, com certeza, a gente vai ter também aí no próximo ano a avaliação da Deloitte corroborando com toda essa maturação, esse desenvolvimento de áreas que a gente faz.

Speaker #3: É aqui que a companhia joga o jogo diferente. É aqui que a gente traz valor para o nosso acionista, mesmo num ano de dificuldades no agro, com questões geopolíticas, com taxa de juros, com câmbio, com tudo isso que a gente vem falando, com escassez de fertilizante, com guerra, com tudo isso, a companhia é capaz de gerar valor para o acionista através do seu modelo de negócio.

André Guillaumon: Mesmo num ano de dificuldades no agro, com questões geopolíticas, taxa de juro, câmbio, tudo isso que a gente vem falando, escassez de fertilizante, guerra, com tudo isso, a companhia é capaz de gerar valor para o acionista através do seu modelo de negócio. Isso é muito importante deixar bem marcado aqui nesse bate-papo hoje. No próximo a gente vai adentrar um pouco em detalhe no que aconteceu e basicamente a gente viu uma corrida nos últimos dias da soja. A soja por N fatores, principalmente a gente atribui isso à entrada dos fundos majoritariamente de uma forma muito grande nas últimas 3, 4 semanas ou no último mês. A gente viu uma reação expressiva.

Speaker #3: Isso é muito importante deixar isso bem marcado aqui nesse bate-papo hoje. No próximo, a gente vai entrar um pouco em detalhe no que aconteceu, e basicamente a gente vê uma corrida nos últimos dias aí da soja, né?

Speaker #3: A soja por N fatores, né? Principalmente, a gente atribui isso à entrada dos fundos, majoritariamente de uma forma muito grande, nas últimas três, quatro semanas, ou no último mês.

Speaker #3: A gente vê uma reação expressiva. O milho, a gente vê também uma pequena recuperação nos preços de milho e, sem dúvida nenhuma, temos surpresas aí nos últimos dias, né?

André Guillaumon: O milho, a gente vê também uma pequena recuperação nos preços de milho e, sem dúvida nenhuma, temos surpresas nos últimos dias, principalmente no que tange algodão recuperando muito os preços. A gente estava com o algodão na casa dos seus $65, $68 centavos de dólar por libra-peso, e vimos o algodão chegar próximo a $90 centavos de dólar por libra-peso nesse rally dos 2 últimos dias. A pecuária, mais uma vez a gente reforça que é uma atividade transitória para a gente, mas a gente tem intensificado muito isso em algumas áreas marginais. Em tentar fazer uma segunda safra, pegar aquela área que está contribuindo negativamente com soja e colocar uma pecuária, aproveitando esse bom momento dela. Nós somos bem otimistas nisso também. Etanol, estamos aqui retratando um pouco a frustração, não da BrasilAgro, a frustração de todo o setor. Por que eu falo frustração?

Speaker #3: Principalmente no que se tange ao algodão, o algodão recuperando muito, os preços, né? A gente estava com algodão aí na casa dos seus 65, 68 cents por libra-peso, e a gente viu o algodão chegar próximo a 90 cents por libra-peso nesse rali dos últimos dias.

Speaker #3: A pecuária, mais uma vez a gente reforça que é uma atividade para a gente transitória, mas a gente tem intensificado muito isso em algumas áreas marginais, né?

Speaker #3: Em tentar fazer aí uma segunda safra, tentar pegar aquela área que está contribuindo negativamente com soja e colocar uma pecuária, aproveitando esse bom momento da pecuária, e nós somos bem otimistas nisso também.

Speaker #3: Etanol, estamos aqui retratando um pouco a frustração, não da BrasilAgro, mas a frustração de todo o setor, né? Por que que eu falo frustração?

Speaker #3: Porque eu não me recordo de vezes que o petróleo superou 100 dólares o barril, e o etanol, infelizmente, não acompanhou todo esse momento de bons preços, né?

André Guillaumon: Porque não me recordo de vezes que o petróleo superou $100 o barril e o etanol infelizmente não acompanhou todo esse momento de bons preços. Não cabe aqui entrar em discussões políticas, mas a gente sabe que aqui a gente tem uma política de paridade que às vezes não é respeitada por influências políticas e isso tem prejudicado muito o setor. Esperamos que isso venha a se corrigir, venha a equalizar nos meses adiante. Cana-de-açúcar: essa foto é de um ano, a cana estava em 17, chegou a tocar em 14.5 centavos de dólar por libra-peso, e a gente viu também uma recuperação importante agora. Sempre falo que a cana, se alguém pergunta qual o fator de recuperação desse preço de açúcar agora, são vários fatores. Tem El Niño na Índia, redução de produção na Tailândia, inviabilização do açúcar de beterraba na Europa pelas margens que estavam muito ruins.

Speaker #3: Em função, a gente sabe que aqui não cabe entrar em discussões políticas, mas a gente sabe que temos uma política de paridade que, às vezes, não é respeitada por influências políticas, e isso tem prejudicado muito o setor.

Speaker #3: A gente espera que isso venha a se corrigir, venha a se equalizar nos meses adiante, tá? Cana-de-açúcar, a gente vinha... essa foto é uma foto de ano, né?

Speaker #3: A cana estava em 17, a gente chegou a tocar em 14, 14,5 cents por libra-peso, e a gente viu também uma recuperação importante agora, né?

Speaker #3: Eu sempre falo que a cana, se alguém pergunta qual o fator de recuperação desse preço de açúcar agora, são vários fatores, né? A gente tem o El Niño na Índia, a gente tem uma redução de produção na Tailândia, a gente tem a inviabilização do açúcar de beterraba na Europa pelas margens, né?

Speaker #3: Que estavam muito ruins. A gente vem de uma safra brasileira com excesso de chuva, né? E isso, todos aqui sabem que uma safra mais úmida tem menor possibilidade de fazer açúcar, quer dizer, é mais rentável fazer álcool, porque você não está concentrando tanto açúcar na cana.

André Guillaumon: A gente vem de uma safra brasileira com excesso de chuva, e todos aqui sabem que uma safra mais úmida tem menor possibilidade de fazer açúcar. Quer dizer, é mais rentável fazer álcool, pois você não está concentrando tanto açúcar na cana. Assim, é um somatório de vários fatores aqui, a gente viu esse rali do açúcar. Tomara agora que esse preço, essa puxada que tivemos no açúcar faça um buffer e nos ajude a recuperar um pouco o preço de etanol, que já vimos uma sinalização positiva para esses preços. Mas de um modo geral, essa é a foto das commodities que operamos ao longo do ano. Próximo, por favor. Eu acho que esse próximo slide reflete um monte de coisa, ele reflete um monte de informações do que vem acontecendo. Algumas coisas eu já comentei do ponto geopolítico.

Speaker #3: Então, assim, é um somatório de vários fatores aqui. A gente viu esse rali do açúcar. Tomara agora que esse preço, essa puxada que a gente teve no açúcar, faça um buffer e nos ajude a recuperar um pouco o preço do etanol, que a gente já viu uma sinalização positiva para esses preços.

Speaker #3: Mas, de modo geral, essa é a foto das commodities que a gente opera ao longo do ano. Próximo, por favor. Eu acho que aqui, esse próximo slide, ele reflete um monte de coisa, ele reflete um monte de informações do que vem acontecendo. Algumas coisas eu já comentei, do ponto de vista geopolítico, né?

André Guillaumon: Um ano com muita volatilidade, mas aqui o que a gente quer mostrar é como a companhia busca e mais uma vez eu sempre reforço: a gente está olhando margem de contribuição, a gente está olhando rentabilidade daquela atividade buscando fazer da melhor forma possível. Então a primeira foto mostra o MAP e como a gente foi comprando esse MAP. As compras da safra passada, a compra dessa safra onde nós operamos na casa dos seus $580, $600. Hoje a gente vê o MAP lá na casa dos $800, $850 por tonelada. Tudo isso em função da pouca disponibilidade de enxofre, que é produtor de ácido sulfúrico, que prejudica a produção de ácido fosfórico e a gente está vendo os preços se mantendo bastante firme. E essas bolinhas onde está no gráfico é o momento que a companhia tomou a decisão de compra.

Speaker #3: Ano com muita volatilidade, mas aqui o que a gente quer mostrar é como a companhia busca, e mais uma vez eu sempre reforço, né?

Speaker #3: A gente está olhando margem de contribuição, a gente está olhando rentabilidade daquela atividade e buscando fazer da melhor forma possível. Então, na primeira foto a gente mostra o MAP, né?

Speaker #3: A gente, como a gente foi comprando esse MAP, né? As compras da safra passada, a compra dessa safra, né? Onde nós operamos aí na casa dos seus 580, 600 dólares, e hoje a gente vê MAP, né?

Speaker #3: Lá na casa dos 800, 850 dólares por tonelada. Tudo isso em função da pouca disponibilidade de enxofre, que é produtor de ácido sulfúrico, que prejudica a produção de ácido fosfórico. A gente está vendo os preços se mantendo bastante firmes, né?

Speaker #3: Essas bolinhas que aparecem no gráfico mostram o momento em que a companhia tomou a decisão de compra, né? Vale sempre lembrar que a decisão de compra nossa está muito pautada pela relação de troca que a gente consegue fazer naquela transação, tá?

André Guillaumon: Vale sempre lembrar que a nossa decisão de compra está muito pautada pela relação de troca que a gente consegue fazer aquela transação. O cloreto também, a gente mostra aí um pouco a evolução. O cloreto eu acho que talvez não subiu tanto quanto o fertilizante fosfatado nos últimos meses, mas a gente se posicionando de uma forma a capturar o melhor possível. O último gráfico é o gráfico da ureia, e esse sim, tudo o que a gente está acompanhando, a guerra no Irã sem dúvida nenhuma tem afetado bastante uma região produtora de nitrogenados, fertilizantes nitrogenados, afetando também a produção de gás natural, que é a indústria base do fertilizante nitrogenado. Muita volatilidade, a companhia foi tomando posição. Agora voltamos a tomar posição de novo depois dessa caída.

Speaker #3: O cloreto também, a gente mostra aí um pouco a evolução. O cloreto, eu acho que talvez não subiu tanto como o fertilizante fosfatado nos últimos meses, né?

Speaker #3: Mas a gente se posicionando de uma forma a capturar o melhor possível. O último gráfico é o gráfico da ureia. Esse sim, todo o que a gente está acompanhando, a guerra no Irã, né?

Speaker #3: Sem dúvida nenhuma, tem afetado bastante uma região produtora de nitrogenados, fertilizantes nitrogenados, ofertando também a produção de gás natural, que é a indústria base do fertilizante nitrogenado.

Speaker #3: Então, muita volatilidade e a companhia foi tomando posição, né? Agora voltamos a tomar posição de novo depois dessa caída. Então, acho que mostrar o pouco que produzir em um país onde a gente é grande, ou um massivo importador de fertilizantes, né?

André Guillaumon: Acho que mostrar um pouco que produzir num país onde a gente é um grande ou massivo importador de fertilizantes, tem suas adversidades, mas acho que a companhia está sabendo se portar muito bem nessa relação de custos. O que a gente vê no gráfico direito é o percentual fechado, então quando vocês olham 70%, 70%, 70% é porque basicamente a safra de verão já foi toda comprada e algumas coisas que a gente entende e espera um pouco mais é principalmente para segunda safra. Se a condição for vis-à-vis, o preço se manter, esperar, a gente está ganhando custo de capital. Acho que aí tem também um tema muito importante no ano, a gente está falando de um custo de capital na casa de 14%. A gente tem que ser muito cirúrgico no momento de comprar ou até no momento de antecipar uma compra.

Speaker #3: Tem suas adversidades, mas acho que a companhia está sabendo se pautar muito bem nessa relação de custos. O que a gente vê no gráfico à direita é o percentual fechado.

Speaker #3: Então, quando vocês olham 70, 70, 70, é porque, basicamente, a safra de verão já foi toda comprada, e algumas coisas que a gente entende e espera um pouco mais é, principalmente, para a safra, para a segunda safra, né?

Speaker #3: Se a condição for vis-à-vis, o preço se mantiver, esperar, a gente está ganhando custo de capital, né? Então, acho que aí também tem valor. Tema muito importante no ano, a gente está falando de custo de capital na casa de 14%, então a gente tem que ser muito cirúrgico no momento de comprar ou até no momento de antecipar uma compra.

Speaker #3: Se a gente entende que o preço está muito descontado, a gente vai antecipar a compra, sem dúvida nenhuma. Se a gente entende que o preço está andando de lado, no momento de taxa de juros como a gente está vivendo agora, não faz sentido a gente antecipar a compra, mas a gente está muito atento a isso, tá?

André Guillaumon: Se a gente entende que o preço está muito descontado, a gente vai antecipar a compra, sem dúvida nenhuma. Se a gente entende que o preço está andando de lado, no momento de taxa de juro, como a gente está vivendo agora, não faz sentido a gente antecipar a compra, mas a gente está muito atento a isso. Bom, e o último é mostrando um pouco a relação de troca, principalmente agora nessa última corrida recente dos preços, a gente viu um ajuste de relação de troca em função da subida dos preços de commodities. Próximo, por favor. Eu acho que, como eu comentei, um ano de dificuldade, de adversidade, que os números dói um pouco e tem um gostinho amargo, mas tem coisa boa, bonita de se mostrar.

Speaker #3: Bom, e o último é mostrando um pouco a relação de troca, né? Principalmente agora nessa última corrida recente dos preços, a gente viu ajuste de relação de troca em função da subida dos preços de commodities.

Speaker #3: Próximo, por favor. Bom, eu acho que, como eu comentei, é um ano de dificuldade, de adversidade, que os números doem um pouco, tem gostinho amargo, mas tem coisa boa, bonita de se mostrar, né?

Speaker #3: Eu acho que a companhia fez o dever de casa, isso em função de toda a equipe, de toda a equipe qualificada, de várias mudanças que nós fizemos na equipe, nas equipes também, né?

André Guillaumon: Eu acho que a companhia fez o dever de casa, isso em função de toda equipe qualificada, de várias mudanças que nós fizemos nas equipes também. A gente tem uma equipe qualificada, mas quando tem que trocar peça, a gente também é rápido e austero para trocar essas peças. E a gente vem aqui refletindo um pouco do que foram essas mudanças produtivas ao longo do ano. A gente vem com uma soja com 19% de aumento de produção e grande parte disso vem por produtividade, muito pouco por aumento de área, mas uma proporção pequena. A gente vem com milho, muita produtividade e talvez um pouco menos de área também, mas 30% de aumento de produção de milho. A gente vem com feijão com uma redução, e aqui vale a pena olhar. Eu até pedi para as meninas abrirem esse número com um pouco mais de detalhe.

Speaker #3: A gente tem uma equipe qualificada, mas, quando tem que trocar peça, a gente também é rápido e austero para trocar essas peças. E a gente vem aqui refletindo um pouco do que foram essas mudanças produtivas ao longo do ano.

Speaker #3: A gente vem com uma soja com 19% de produtividade, a maior produtividade, não, de aumento de produção, e grande parte disso vem por produtividade, muito pouco por aumento de área, mas uma proporção pequena.

Speaker #3: A gente vê com milho muita produtividade e talvez um pouco menos de área também, mas 30% de aumento de produção de milho, né? A gente vem com feijão com uma redução, e aqui vale a pena olhar, né?

Speaker #3: Eu até pedi para as meninas abrirem esse número em um pouco mais de detalhe. Você vê que a gente produziu menos feijão porque a gente entendeu que não fazia sentido colocar capital em risco, né?

André Guillaumon: Você vê que a gente produziu menos feijão porque a gente entendeu que não fazia sentido colocar capital em risco. Apesar da área, olha o que a gente fez, a gente reduziu 70% a área e a gente foi capaz de aumentar a produtividade em 40%. Então acho que aí, mais uma vez, é tomada de decisão correta. E algodão a mesma coisa. A gente tem uma redução da produção total, safra a safra. Aqui acho que tiveram dois grandes fatores que foram decisivos. Principalmente a frustração de safra, que a gente vai mostrar agora nesse resultado, Gustavo vai mostrar isso tudo que aconteceu no próximo resultado, no resultado de agora, o algodão do ano passado não é o algodão de agora.

Speaker #3: Apesar da área, olha o que a gente fez: a gente reduziu 70% a área e foi capaz de aumentar a produtividade em 40%.

Speaker #3: Então, acho que aí, mais uma vez, é tomada de decisão correta, tá? E algodão, a mesma coisa, né? A gente tem uma redução da produção total, safra a safra. Aqui, eu acho que tiveram dois grandes fatores que foram decisivos, né?

Speaker #3: Principalmente a frustração de safra, que a gente vai mostrar — isso tudo que aconteceu — no próximo resultado. No resultado de agora, o algodão do ano passado não é o algodão de agora, né?

Speaker #3: Esse algodão de agora é esse que nós estamos vendo aqui agora. Esse algodão que a gente fez uma redução de área expressiva, reduzimos o algodão safrinha, fomos muito para o algodão irrigado e a gente tem aumento de produtividade aí de mais de 50% ano contra ano.

André Guillaumon: Esse algodão de agora é esse que nós estamos vendo aqui agora, esse algodão que a gente fez uma redução de área expressiva, reduzimos o algodão safrinha, fomos muito para o algodão irrigado e a gente tem um aumento de produtividade aí de mais de 50% ano contra ano. Então é de comemorar, é de celebrar. Acho que o fundamental é a gente ter esse aumento de produtividade combinado com aumento de preço. E tudo está se desenhando pelo rally de preços de commodities, que a gente vai ter de novo uma safra ajustada do ponto de vista de produtividade, como a gente está mostrando aqui, e sem dúvida nenhuma, a gente pode se beneficiar desses preços. A gente estava olhando isso até ontem numa reunião de conselho da companhia, a gente já viu aí preço da soja 3%, 4% acima do que a gente tinha definido como target para o ano.

Speaker #3: Então, é de comemorar, é de celebrar, né? Acho que o fundamental é a gente ter esse aumento de produtividade combinado com o aumento de preço.

Speaker #3: E tudo está se desenhando, pela última, pelo rali de preços de commodities, que a gente vai ter de novo uma safra ajustada do ponto de vista de produtividade, como a gente está mostrando aqui, e, sem dúvida nenhuma, a gente pode se beneficiar desses preços, né?

Speaker #3: A gente estava olhando isso até ontem, numa reunião de conselho da companhia. A gente já viu aí preço da soja 3, 4% acima do que a gente tinha definido como TAG por ano, uma recuperação importante de vários preços, né?

André Guillaumon: Uma recuperação importante de vários preços, apesar da gente ter vivenciado um pequeno aumento de custo ano contra ano. Não muito expressivo, no caso da soja, a gente está falando toda aquela corrida de fertilizante que vai representar praticamente 2% no aumento do custo por hectare. A gente tem aí um aumento de custo na casa de R$ 100, cento e poucos reais por hectare. O gráfico ao lado é basicamente uma evolução em toneladas e acho que mostrando a capacidade da companhia. Ela sai de 360,000 toneladas o ano passado para 416,000 toneladas, traduzindo um pouco o que a gente mostrou nessa tabela da direita. Próxima, por favor. Aqui mais um capítulo que eu acho que ilustra bastante o que Gustavo, na sequência, vai refletir sobre os números apresentados nesse balanço anual, mas principalmente pela cana-de-açúcar.

Speaker #3: Apesar de a gente ter vivenciado um pequeno aumento de custo ano contra ano, não muito expressivo, no caso da soja, a gente está falando que toda aquela corrida de fertilizante vai representar aí praticamente 2% no aumento do custo por hectare. A gente tem aí aumento de custo na casa de 100, 100 e poucos reais por hectare.

Speaker #3: O gráfico ao lado, ele basicamente é uma evolução, né? Em toneladas, e acho que mostrando aí a capacidade da companhia. Ela sai de 360 mil toneladas no ano passado para 416 mil toneladas, mostrando e traduzindo um pouco o que a gente mostrou nessa tabela da direita.

Speaker #3: Próximo, por favor. Aqui mais um capítulo, que eu acho que ilustra, pouco, pouco não, ilustra bastante o que o Gustavo na sequência vai refletir sobre.

Speaker #3: Vai refletir sobre os números apresentados nesse balanço anual, mas principalmente pela cana-de-açúcar. No ano passado, a gente já vinha falando com vocês que fomos duplamente prejudicados, principalmente com as geadas no estado de São Paulo e reflexo do fogo da safra retrasada na região Nordeste do Brasil.

André Guillaumon: Ano passado a gente já vinha falando com vocês, a gente foi duplamente prejudicado, principalmente com geadas no estado de São Paulo e reflexo do fogo da safra retrasada na região Nordeste do Brasil. Este ano a gente está vindo aí com a produtividade, a gente já tem mais de 50% praticamente de avanço de colheita, uma aderência muito alta entre o colhido e o projetado. Antes de entrar aqui, eu estava numa discussão exatamente disso com o time de cana. A gente tem algumas unidades 1% acima, outras unidades 1% abaixo, mas no colhido versus estimado, está muito aderente. Então a gente está muito otimista para que a gente feche esse ano com uma safra de cana bastante positiva. Vamos torcer agora para que o preço de etanol se recupere um pouco. Acredito que esse buffer que tem feito o açúcar vai ajudar um pouco nisso.

Speaker #3: E esse ano a gente está vindo aí com a produtividade. A gente já tem aí mais de 50%, praticamente, de avanço de colheita, uma aderência muito alta entre o colhido e o projetado, né?

Speaker #3: Antes de entrar aqui, eu estava numa discussão exatamente sobre isso com o time de cana. A gente tem aí uma aderência, algumas unidades 1% acima, outras unidades 1% abaixo, mas no colhido versus estimado está muito aderente. Então, a gente está muito otimista para que a gente feche esse ano com uma safra de cana bastante positiva.

Speaker #3: Vamos torcer agora para que o preço do etanol se recupere pouco. Acredito que esse buffer que tem feito o açúcar vai ajudar pouco nisso, mas vale lembrar aqui que a gente tem aí um fator novo na questão do etanol, que é a produção de etanol de milho, que está apertando também esse deslocamento da curva de preços.

André Guillaumon: Mas vale lembrar aqui que a gente tem um fator novo na questão do etanol, que é a produção de etanol de milho, que está apertando também esse deslocamento da curva de preços. O gráfico de baixo mostra um pouco a pecuária, e a pecuária a gente vem trazendo números, basicamente houve uma redução, principalmente pela venda da Preferência. A gente reduziu o grande volume de pecuária da companhia. Então quando a gente olha o GMD ano contra ano, toda vez que você tem uma movimentação muito grande de estoque, eventualmente você está vendendo novilha que não está pronta, bezerro que não está pronto, porque você tem que desocupar a fazenda.

Speaker #3: O gráfico de baixo mostra pouco a pecuária, e a pecuária aí a gente vem trazendo números. Basicamente, houve uma redução, principalmente pela venda da preferência, né?

Speaker #3: A gente reduziu o grande volume de pecuária da companhia, então quando a gente olha o GMD ano contra ano, toda vez que você tem uma movimentação muito grande de estoque, eventualmente você está vendendo vaca aqui, novilha que não está pronta, bezerro que não está pronto porque você tem que desocupar a fazenda. Então a gente é um pouquinho castigado, mas ainda a gente tem aí GMD de 420 gramas, praticamente 8%, 9% abaixo do que a gente tinha na safra passada. Mas eu não tenho dúvida que justifica, e nós estamos – e o acionista também está – supercontente, independente dessa redução. Mas ela aconteceu basicamente por uma movimentação expressiva que a gente teve que fazer de rebanho, entre deslocar rebanho a mercado, deslocar rebanho para a fazenda Rojadinho, com a venda da fazenda Preferência.

André Guillaumon: Então a gente é um pouquinho castigado, mas ainda a gente tem um GMD de 420 gramas, praticamente 8%, 9% abaixo do que a gente tinha na safra passada, mas eu não tenho dúvida que justifica, e nós estamos, o acionista também está super contente, independente dessa redução, ela aconteceu basicamente por uma movimentação expressiva que a gente teve que fazer de rebanho, entre deslocar rebanho a mercado, deslocar rebanho para Fazenda Arrojadinho com a venda da Fazenda Preferência. Esse é o número que faz parte do jogo. Esse é o jogo que a gente gosta de jogar. Na sequência, a gente traz aqui praticamente a manutenção da área plantada, uma pequena redução. Essa redução se dá muito mais por uma eficiência produtiva de pegar aquelas áreas que têm contribuição marginais e dar outros destinos para elas.

Speaker #3: Então, esse é o número que faz parte do jogo, né? Esse é o jogo que a gente gosta de jogar, tá? Bom, na sequência, a gente traz aqui praticamente a manutenção da área plantada, uma pequena redução; essa redução se dá muito mais por uma eficiência produtiva, de pegar aquelas áreas que têm contribuição marginal e dar outros destinos para ela.

Speaker #3: Então, a gente tem uma redução. Quando a gente olha números absolutos, parece pouco, mas quando a gente vai olhar na soja, a gente tem uma redução aí de 6, 7% na área de soja, exatamente porque algumas áreas de soja foram deslocadas para culturas ou com custo de valor mais baixo, ou eventualmente algumas áreas de soja nós vamos deixar fazendo cobertura vegetal, porque se ela não tem histórico de produtividade boa, no ano que você tem risco de El Niño, não faz sentido nenhum colocar capital do acionista para não render, tá?

André Guillaumon: Quando a gente olhar para os volumes absolutos parece pouco, mas quando a gente vai olhar na soja, a gente tem uma redução de 6%, 7% na área de soja, exatamente porque algumas áreas de soja foram deslocadas para culturas ou com custo de valor mais baixo, ou eventualmente algumas áreas de soja nós vamos deixar fazendo cobertura vegetal, porque se ela não tem um histórico de produtividade boa num ano que você tem risco de El Niño, não faz sentido nenhum colocar capital do acionista para não render. Bom, o gráfico da direita, então essa questão: há uma variação na soja, basicamente por esse deslocamento de áreas que a gente entende que historicamente elas vêm trazendo resultados recorrentes baixos em algumas glebas da fazenda.

Speaker #3: Bom, e o gráfico da direita, então, eu acabo de colocar, quer dizer, essa questão... Há uma variação na soja, basicamente por esse deslocamento de áreas que a gente entende que historicamente vêm trazendo resultados recorrentes baixos em algumas glebas da fazenda.

Speaker #3: Quando você olha uma fazenda, né? E todo mundo aqui já vivenciou isso. Você fala: "A fazenda fechou 60 sacos de média." Mas, para ela fechar 60, ela fechou áreas de 70 e fechou áreas de 50, 47.

André Guillaumon: Quando você olha uma fazenda, todo mundo aqui já convivenciou isso, você fala: "A fazenda fechou 60 sacos de média", mas para ela fechar 60, ela fechou área de 70 e fechou área de 50, 47. O que nós estamos fazendo até com uso de inteligência artificial, essas análises hoje são muito mais rápidas, e a gente consegue cruzar vários fatores. Nós pegamos e falamos: "Espera aí, por que essa área aqui recorrentemente tem produzido abaixo do nosso esperado?" O meu time agronômico gosta de usar muito uma palavra: ressetar a área. Ou seja, o que é ressetar a área? Fazer a área entrar em pousio, fazer uma boa cobertura, temos que aproveitar isso no ano que a gente tinha preços de soja baixa, que foi lá atrás. Sem dúvida, a gente vai estar sempre reavaliando isso.

Speaker #3: O que nós estamos fazendo aqui é até a terra, né? Com o uso de inteligência artificial, essas análises hoje são muito mais rápidas, né?

Speaker #3: E a gente consegue cruzar vários fatores, nós pegamos e falamos: "Pera aí, por que que essa área aqui, recorrentemente, tem produzido abaixo do nosso esperado?" Então, o meu time agronômico gosta de usar muito uma palavra: resetar a área.

Speaker #3: Então, se é para resetar a área, ou seja, aqui quer resetar a área, fazer a área entrar em pousio, fazer uma boa cobertura, temos que aproveitar isso no ano em que a gente tinha preços de soja baixos, que foi lá atrás.

Speaker #3: Sem dúvida, a gente vai estar sempre reavaliando isso, né? Não é porque a soja correu, mas a gente tem... Se fosse do ponto de vista comercial, a gente estaria reavaliando o número agora, mas ainda é cedo para falar, no ano em que a gente tem a possibilidade de El Niño forte.

André Guillaumon: Não é porque a soja correu, mas se fosse do ponto de vista comercial, a gente estaria reavaliando o número agora, mas ainda é cedo para falar no ano que a gente tenha possibilidade de El Niño forte. Ao longo dos próximos 40, 50 dias, a gente vai avaliar isso com mais detalhes. Cana-de-açúcar, um aumento de área, milho, aí tem um deslocamento. A gente tem um deslocamento de áreas marginais de soja, que a gente está indo para o milho com tecnologia mais baixa, sendo mais rentável e olhando também a possibilidade dele melhorar condições físicas de solo agregando mais matéria orgânica do que a soja. A soja fica plantando, você não consegue melhorar tanto o solo em termos de agregar matéria orgânica, o milho não.

Speaker #3: Então, ao longo dos próximos 40, 50 dias, a gente vai avaliar isso com mais detalhe, tá? Cana-de-açúcar, aumento de área; milho, aí tem deslocamento, né?

Speaker #3: A gente tem deslocamento de áreas marginais de soja que a gente está indo para milho com pouco nível de baixa tecnologia mais, milho com a tecnologia mais baixa, sendo aí mais rentável e olhando também a possibilidade dele melhorar condições físicas de solo, né?

Speaker #3: Agregando mais matéria orgânica do que a soja. A soja fica plantando, plantando, plantando, e você não consegue melhorar tanto o solo em termos de agregar matéria orgânica. O milho, não.

Speaker #3: Então, parte dessa área de soja, desses 5% que eu mostro na linha de cima, ele deslocou para algumas culturas de milho, principalmente milho safra, né?

André Guillaumon: Parte dessa área de soja, desses 5% que eu mostro na linha de cima, ele deslocou para algumas culturas de milho, principalmente milho safra, não milho safrinha. O algodão, mais uma vez, a gente reestrutura isso. Aqui talvez a gente precise dar uma olhada como vai se comportar essa questão do El Niño ao longo dos próximos meses. Vale lembrar porque eu falo nos próximos meses. A gente está falando do algodão aqui na Bahia e o algodão que é plantado na última quinzena de novembro e na primeira quinzena de dezembro. A gente tem um período para reavaliar se continua se mantendo esse El Niño forte, como vem indicando as expectativas, ou se ele vai enfraquecendo e mostra uma tendência de melhora, a gente pode até reavaliar um pouco esse algodão.

Speaker #3: O milho safrinha, tá? O algodão, a gente mais uma vez reestrutura isso. Aqui, talvez, a gente precise dar uma olhada em como vai se comportar essa questão do El Niño ao longo dos próximos meses. Vale lembrar por que eu falo dos próximos meses: a gente está falando do algodão aqui na Bahia, e o algodão é plantado na última quinzena de novembro e na primeira quinzena de dezembro. Então, a gente ainda tem um período para reavaliar se continua se mantendo esse El Niño forte, como vêm indicando as expectativas, ou se ele vai enfraquecendo e mostra uma tendência de melhora. Aí a gente pode até reavaliar um pouco esse algodão.

Speaker #3: Mas aqui, a decisão do algodão foi basicamente em duas vertentes: risco produtivo no ano de El Niño, então nós estamos indo basicamente para algodão seguro. Grande parte desse volume é algodão irrigado, ou a grande maioria é algodão irrigado, e retiramos pouco de algodão sequeiro.

André Guillaumon: Mas aqui a decisão do algodão foi basicamente em duas vertentes: risco produtivo no ano de El Niño, nós estamos indo basicamente com algodão seguro. Grande parte desse volume é algodão irrigado ou a grande maioria é algodão irrigado e retiramos um pouco de algodão sequeiro. O outro ponto que isso é inerente não só ao setor agrícola, é inerente a toda indústria brasileira, a todos os setores brasileiros, é custo de capital. O custo de capital muito alto numa cultura que é intensiva em capital, a gente tem que ser muito austero e ver onde a gente aloca o capital de forma mais eficiente.

Speaker #3: E o outro ponto, né? Isso é inerente não só ao setor agrícola, é inerente a toda a indústria brasileira, a todos os setores brasileiros: é custo de capital.

Speaker #3: É custo de capital muito alto numa cultura que é intensiva em capital. A gente tem que ser muito austero e ver aonde a gente aloca o capital de forma mais eficiente.

Speaker #3: Tá bom? Bom, isso tudo colabora um pouco com o que a gente espera para o próximo ano, em que estamos vendo uma recuperação da cana, como eu falei, a estabilização desses índices produtivos no caso da soja, e tudo mais comentado até aqui.

André Guillaumon: Bom, isso tudo colabora com um pouco do que a gente espera para o próximo ano, que a gente está aí vendo um ano com uma recuperação de cana, como eu falei, a estabilização desses índices produtivos, no caso da soja, e tudo mais comentado até aqui. Na próxima página, eu acho que a gente vai fazer um fechamento aqui, que eu vou fazer o gancho para o Gustavo trabalhar os números na sequência. A gente teve o cuidado de trazer duas fotografias para vocês. A safra 25/26, o que aconteceu. É aquela safra maravilhosa que começou com dólar de seis, terminou com dólar de quase cinco, com grande volatilidade e a companhia foi muito eficiente. A gente conseguiu fechar um dólar travado a BRL 5,72. Eu acho que a tesouraria liderada pela Ana Paula e pelo Jorge fizeram um excelente trabalho de câmbio ao longo dessa safra 25/26.

Speaker #3: Na próxima página, eu acho que a gente vai fazer o fechamento aqui, e eu vou fazer o gancho para o Gustavo trabalhar os números na sequência.

Speaker #3: Bom, então a gente vem, a gente teve aqui o cuidado de trazer duas fotografias para vocês: a safra 25/26, o que aconteceu, né? É aquela safra maravilhosa, né?

Speaker #3: Que começou com o dólar a 6, terminou com o dólar a quase 5, né? Com grande volatilidade, e a companhia foi muito eficiente, né? A gente conseguiu fechar dólar travado a 5,72, né?

Speaker #3: Eu acho que a tesouraria, liderada pela Ana Paula e pelo Jorge, fez um excelente trabalho de câmbio ao longo dessa safra 25/26. A gente conseguiu aí fechar câmbio bem acima, e aqui vale lembrar, né?

André Guillaumon: A gente conseguiu fechar um câmbio bem acima. Aqui vale lembrar que a colheita aconteceu há dois, três meses atrás quando o dólar já estava na casa dos seus $5,20, $5,30. Então a gente foi bastante eficiente nisso. Chicago, não é que nem tanto, mas era a foto daquele momento. A gente fechou um Chicago na soja de 10,94. Algodão um pouco melhor, vocês acompanharam o algodão, a gente vinha fazendo travamentos mais antigos lá atrás e a gente fez um dólar muito bom no algodão também. Como a gente no meio do transcurso reduziu um pouco a área de algodão, a gente ficou um pouco mais vendido naquele dólar aproveitando aquele dólar lá de seis olhando uma tela forward, um CTZ de algodão para dezembro capturava um forward grande, nós fomos vendendo dólar, para fazer uma composição de preço da arroba do algodão melhor.

Speaker #3: Que a colheita aconteceu há dois, três meses atrás, quando o dólar já estava na casa dos seus R$5,20, R$5,30. Então, a gente foi bastante eficiente nisso. Chicago, nem tanto, mas era a foto daquele momento. A gente fechou Chicago na soja a US$10,94; algodão, um pouco melhor, né?

Speaker #3: Vocês acompanharam algodão. A gente vinha fazendo travamentos mais antigos lá atrás, e a gente fez dólar muito bom no algodão também, né? Como a gente, no meio do transcurso, reduziu um pouco a área de algodão, a gente ficou um pouco mais vendido naquele dólar, aproveitando aquele dólar lá de 6. Olhando uma tela forward de CTZ de algodão para dezembro, capturava um forward grande e nós fomos vendendo dólar para fazer uma composição de preço da arroba do algodão melhor.

Speaker #3: Então, nós temos dólar no algodão vendido, fechando essa safra a R$6,65, câmbio espetacular. Uma outra linha muito importante, que vocês sabem que isso está no nosso P&L, a gente acompanha no mês a mês aqui, é a linha de recebíveis de fazenda. Em função desse recebível estar atrelado ao preço da soja, a gente travou aí dólar recebível de R$5,57, né?

André Guillaumon: Então nós temos um dólar no algodão vendido fechando essa safra a 6,65, um câmbio espetacular. Uma outra linha muito importante que vocês sabem que isso está no nosso P&L, a gente acompanha no mês a mês aqui, é a linha de recebíveis de fazenda, em função desse recibo estar atrelado ao preço da soja. A gente travou um dólar recebido de $5,57. Essa é um pouco a foto e o recebivo de venda de fazenda com uma soja em Chicago a 11. Esses são os números que vão colaborar grande parte disso com os números que o Gustavo vai na sequência mostrar. E do lado direito, é um "como já está se desenhando a safra". É um pouco do que gera esse otimismo que eu acabo de citar para vocês.

Speaker #3: E aí, esse é pouco a foto, e o recebível de venda de fazenda com uma soja em Chicago a $11. Bom, esses números são os números que vão colaborar, grande parte disso com os números que o Gustavo vai, na sequência, mostrar. E, do lado direito, é como já está se desenhando a safra, né?

Speaker #3: E é pouco do que gera esse otimismo que eu acabo de citar para vocês, né? A gente vem aí com uma soja com uma situação bem diferente, né?

André Guillaumon: A gente vem com uma situação bem diferente na soja, uma soja já travada superior a $12 o bushel, quando a gente tinha 11 na safra passada. A gente está falando de mais de 10% no preço, isso é EBITDA na veia. No algodão ainda é cedo, a gente fechou pouco do algodão, então a gente vinha fechando algodão lá atrás, ele está refletindo um pouco o preço de lá de trás ainda. Milho, a gente já começa a tomar posição também na casa de 10%, e recebível de fazenda a gente já tem 35%. Esse ano a gente está andando muito em linha recebível com a produção. Quando a gente olha a linha embaixo, a gente já começa a ver a composição do tipo de câmbio que a gente está fechando.

Speaker #3: Uma soja já travada na superior a US$12 o bushel, quando a gente tinha US$11 na safra passada, a gente está falando de mais de 10% no preço. Dez por cento no preço, isso é EBITDA na veia, né?

Speaker #3: O algodão ainda é cedo, a gente fechou pouco do algodão, então a gente vinha fechando algodão lá atrás. Ele está refletindo pouco o preço de lá de trás ainda. Milho, a gente já começa a tomar posição também, na casa de 10%. E recebíveis de fazenda, a gente já tem aí 35%.

Speaker #3: Esse ano a gente está andando muito em linha recebível com a produção. E, quando a gente olha a linha embaixo, a gente já começa a ver a composição do tipo de câmbio que a gente está fechando. Então, a gente já tem essa soja vendida a 12,02 — que eu acabo de citar, o número de Chicago em cima — e o dólar embaixo, a 5,57, né?

André Guillaumon: A gente já tem essa soja vendida a 12.02, que eu acabo de citar o número de Chicago em cima e o dólar embaixo a 5.57. No caso do algodão, eu acabo de citar o número em cima do 74.23 centavos de dólar por libra-peso, e a gente já tem um dólar vendido a 5.92 no algodão. Sempre tem uma diferença entre o dólar soja e o dólar algodão porque o dólar soja você está fazendo primeiro semestre e o dólar algodão você está vendendo sempre no segundo semestre do ano nas posições que a gente liquida em outubro, novembro e dezembro. O recebível de fazenda também uma linha expressiva pra gente, a gente já tem 5.54 de câmbio vendido, e o dólar e o Chicago muito parecido.

Speaker #3: No caso do algodão, eu acabo de citar o número em cima dos 74,23 cents por libra-peso, e a gente já tem dólar vendido a 5,92 no algodão, né?

Speaker #3: Sempre tem uma diferençazinha entre o algodão, o dólar soja e o dólar algodão, porque o dólar soja você está fazendo no primeiro semestre e o dólar algodão você está vendendo sempre no segundo semestre do ano, né?

Speaker #3: Nas posições que a gente liquida em outubro, novembro e dezembro, e o recebível de fazenda também, uma linha expressiva para a gente, a gente já tem 5,54 de câmbio vendido aí, câmbio vendido a 5,54, e o dólar e o Chicago muito parecidos, tá?

Speaker #3: Então, isso nos traz uma conclusão muito positiva de que a companhia está trabalhando mais uma vez — volto a relembrar — o grande vetor de geração de valor para o acionista: a transformação de terra. Aquele primeiro slide que a gente trouxe, a recuperação dos índices produtivos da companhia, foco massivo nisso aí. Agora, a gente mantendo essa recuperação dos índices produtivos e colaborando com um cenário um pouco melhor, que se avizinha mais adiante, é de se esperar que a gente tenha uma safra positiva. Acho que ainda tem, em detalhes, o Gustavo vai comentar na sequência, que algumas coisas que prejudicaram o nosso balanço nesse exercício vão colaborar na próxima, né?

André Guillaumon: Isso nos traz uma conclusão muito positiva de que a companhia está trabalhando, mais uma vez volto a relembrar o grande vetor de geração de valor para acionista, transformação de terra, aquele primeiro slide que a gente trouxe, a recuperação dos índices produtivos da companhia, um foco massivo nisso. Agora, a gente mantendo essa recuperação dos índices produtivos e colaborando com um cenário um pouco melhor que se avizinha um pouco mais adiante, é de se esperar que a gente tenha uma safra positiva e acho que ainda tem detalhes que o Gustavo vai comentar na sequência, algumas coisas prejudicaram o nosso balanço nesse exercício, elas vão colaborar na próxima. Um pouco o carrego de soja, algumas coisas que aconteceram nesse balanço, o atraso na colheita de cana, tudo isso vai colaborar um pouco para o exercício que vem.

Speaker #3: Pouco o carrego de soja, pouco algumas coisas que aconteceram nesse balanço, eles vão colaborar, o atraso na colheita de cana, tudo isso vai colaborar pouco para o exercício que vem.

Speaker #3: Então, é de se esperar que a gente volte a ter números bastante expressivos. No que se tange a imobiliário, podem ter certeza que vai ser o ano que nós vamos marcar, assim, algumas vendas expressivas. A companhia tem isso no seu DNA. Este ano foi um ano em que nós não fizemos por N questões, mas no próximo ano acho que a gente está marcando aí algumas vendas que vão, de forma recorrente, trazer de novo a estabilidade dos resultados operacionais da companhia.

André Guillaumon: É de se esperar que a gente volte a ter números bastante expressivos. No que tange ao imobiliário podem ter certeza que vai ser o ano que nós vamos marcar sim algumas vendas, é expressivo, a companhia tem isso no seu DNA. Esse ano foi um ano que nós não fizemos por N questões, mas no próximo ano eu acho que a gente está marcando algumas vendas que vão de forma recorrente trazer de novo a estabilidade dos resultados operacionais da companhia. Gustavo, a palavra está com você.

Speaker #3: Gustavo, a palavra está com você. Muito obrigado, André. Bom dia a todos, agradeço também a presença e o acompanhamento, não? Na apresentação desses resultados. Bom, o resultado do exercício, esse prejuízo fiscal de R$ 90 milhões, não?

Gustavo Javier Lopez: Muito obrigado, André. Bom dia a todos, agradecemos também pela presença e pelo acompanhamento na apresentação desse resultado. O resultado do exercício foi um prejuízo fiscal de R$ 90 million quando comparamos com o mesmo período do ano passado. Desculpem pelo erro técnico aqui. O resultado do período começou com os R$ 90 million, R$ 138 million foram no mesmo período do ano passado. Aqui podemos comentar que tem impacto da cana-de-açúcar, que foi uma atividade que historicamente a companhia sempre tinha desvios de 2%, 3%. Era uma cultura que a gente acreditava em sua estabilidade ao longo do tempo. No ano passado, sofremos essa geada que já comentamos nos trimestres anteriores, no estado de São Paulo, assim como alguns problemas de queima no norte do país, em Maranhão, que afetaram totalmente o resultado da companhia.

Speaker #3: Quando comparamos com o mesmo, volto ao resultado do exercício, não? Prejuízo. Valeu, Álvaro. Bom, desculpa pelo erro técnico aqui. O resultado do período, então começamos, não?

Speaker #3: Com os R$ 90 milhões, R$ 138 milhões foram no mesmo período do ano passado, e aqui nós podemos resumir, não? Comentar que tem impacto da cana-de-açúcar, não?

Speaker #3: Que foi, digamos, uma atividade que historicamente a companhia sempre tinha desvios de 2%, 3%, seja uma cultura que a gente acreditava, digamos, em sua estabilidade no longo tempo. No ano passado, nós sofremos essa geada, que já reportamos, já comentamos com vocês nos trimestres anteriores, não?

Speaker #3: No estado de São Paulo, assim como também alguns problemas de queima no norte do país, no Maranhão, isso foi afetando totalmente o resultado da companhia, não?

Gustavo Javier Lopez: Já em 31 de setembro sabíamos que estava chegando uma excelente safra de soja e de milho. Vamos ver depois, em resultados em detalhes, o comportamento dessas duas culturas. Normalmente temos dois pilares: essas duas atividades em grãos, somadas à cana-de-açúcar, que normalmente contribuem com aproximadamente uns R$ 150 million, R$ 200 million de EBITDA, considerando estabilidade de produtividade histórica da companhia e margens históricas da companhia. Sempre temos alguma volatilidade a respeito ao preço, que a gente tenta mitigar através dos derivativos e agora vamos mostrar no próximo quadro como essas políticas da companhia conseguem mitigar e entregar margens que estão dentro do estimado no nosso orçamento. Mas aqui podemos ver que o EBITDA operacional da companhia se comportou muito parecido ao mesmo período do ano anterior.

Speaker #3: Nós já em 30 ou 31 de setembro sabíamos, não? De que estava chegando uma excelente safra de soja, de milho, vamos ver depois em resultado, em detalhes, o comportamento dessas duas culturas. E, normalmente, nós temos isso, não?

Speaker #3: Dois pilares, esses de essas duas atividades em grãos somada com cana açúcar, que normalmente contribuem com aproximadamente uns 150, 200 milhões reais de EBITDA, considerando estabilidade, digamos, de produtividade, histórico da companhia e, digamos, preços ou margens históricas da companhia.

Speaker #3: Aí sempre temos alguma volatilidade em relação ao preço, que a gente tenta mitigar através dos derivativos. Agora vamos mostrar, no próximo quadro, como essas políticas da companhia conseguem mitigar e entregar, digamos, margens que estão dentro dos nossos estimados, dos nossos orçamentos. Mas aqui em particular podemos ver que o EBITDA operacional da companhia se comportou de forma muito parecida, não?

Speaker #3: Ao ano anterior, ao mesmo período do ano anterior, e no gráfico no centro, EBITDA ajustado, vemos que como a soja e o milho têm, digamos, esse comportamento muito positivo, principalmente por uma, digamos, quantidade por tonelada e por margem, por custo, não?

Gustavo Javier Lopez: Nos gráficos, no centro, "EBITDA ajustado", vemos como a soja e o milho tinham esse comportamento muito positivo, principalmente por quantidade, por toneladas e por margem, por custo, que foram conformados a preços muito parecidos aos das safras anteriores, mas com um incremento de produtividades que contribuíram de uma forma muito positiva. A cana-de-açúcar e o algodão, como André mencionou, o algodão da safra passada sofreu problema de qualidade e isso impactou no preço. Também tivemos alguns problemas operacionais em Mato Grosso, que foi o motor decisório para eliminar ou reduzir essas superfícies e começar a tomar uma estratégia mais conservadora com respeito a essa cultura, entendendo que é uma cultura que tem um alto custo de implantação e custos de capital, então a rentabilidade não estava favorável, pelo menos para a companhia, da forma que a gente estava operando.

Speaker #3: Que, digamos, foram conformados a preços, digamos, muito parecidos ao que eram as safras anteriores, mas com incremento de produtividade eles contribuem, digamos, de uma forma muito positiva. E a cana-de-açúcar e o algodão — esse algodão, como o André mencionou, algodão da safra passada que sofreu, digamos, problemas de qualidade, e isso impactou no preço. E também tivemos, digamos, alguns problemas operacionais em Mato Grosso, que a gente foi, pouco, o motor decisório para a gente eliminar ou reduzir essas superfícies e começar a tomar um pouco mais, digamos, de uma estratégia mais conservadora com respeito a essa cultura, entendendo que é uma cultura que tem, digamos, alto custo de implantação e, com custo de capital, a gente entende que a rentabilidade não estava, pelo menos para a companhia, de uma forma que a gente estava operando, não?

Speaker #3: Então, vemos essas duas atividades, digamos, que são muito positivas, e as outras duas atividades muito negativas, que deixam esse EBITDA ajustado parecido, digamos, R$ 10 milhões a mais do que foi o ano passado.

Gustavo Javier Lopez: Vemos essas duas atividades que são muito positivas e as outras duas atividades muito negativas, que deixam esse EBITDA ajustado parecido, R$ 10 million a mais do que foi ano passado. E a venda da fazenda, que para a gente sempre está dentro do nosso modelo de negócio, nós temos objetivo como companhia e também como managers da companhia, temos o objetivo de vender a fazenda. Entendemos que era um momento para fazer algum tipo resguardo do ponto de vista de análise de crédito, de algumas oportunidades que talvez tínhamos para a venda, mas temos a expectativa, porque o mercado tem muita liquidez em algumas regiões onde temos fazendas prontas para venda. Durante este período, entendíamos que, com uma cana-de-açúcar com comportamentos similares aos que temos historicamente, teríamos um bom ano de resultado.

Speaker #3: E a venda da fazenda, que para a gente sempre, digamos, dentro do nosso modelo de negócio, sempre nós temos objetivo, não? Como companhia e também aqui como manager da companhia, nós temos o objetivo de vender a fazenda. A gente entendeu, digamos, que também era momento para fazer algum tipo de resguardo do ponto de vista de análise de crédito de algumas oportunidades que já a gente tinha para venda, mas a gente tem, digamos, expectativa porque o mercado tem muita liquidez em algumas regiões que a gente tem fazendas prontas para venda, não?

Speaker #3: Mas quando a gente vê, digamos, aqui durante esse período, nós entendíamos que, se com uma cana-de-açúcar, digamos, parecida ou com comportamentos similares ao que nós temos historicamente, nós teríamos, digamos, um bom ano de resultado.

Speaker #3: Quando vemos a parte também de resultado financeiro, acho que isso é importante mostrar porque, cada vez mais, não? Esse custo de capital tem, digamos, diminuído, não?

Gustavo Javier Lopez: Quando vemos a parte de resultado financeiro, acho que isso é importante mostrar, porque cada vez mais esse custo de capital tem diminuído os resultados das companhias. Aqui, o comportamento quando vemos de 1 ano para outro ano, vemos que essas despesas financeiras, esses resultados financeiros têm crescido R$ 14 milhões. Na primeira linha, receitas de aplicações financeiras, normalmente estamos com uma caixa mínima de R$ 100 milhões, R$ 140 milhões, R$ 160 milhões, e isso aplicado tem gerado no ano passado R$ 23 milhões, e o custo do capital dos empréstimos, os juros que a gente devenga e paga anualmente estavam em torno de cerca de R$ 100 milhões. Quando vemos, estamos falando mais ou menos de R$ 80 milhões de EBITDA líquido. Essa última linha, outras receitas e despesas financeiras passadas acompanham essa volatilidade do real; essa apreciação do real tem gerado algum impacto na receita.

Speaker #3: Os resultados das companhias, mas aqui o comportamento quando vemos, não? Tem ano para outro ano, vemos que essas despesas financeiras, digamos, têm crescido ou seus resultados financeiros têm crescido R$ 14 milhões, tem a primeira linha, não?

Speaker #3: Receitas de aplicações financeiras: normalmente estamos com um caixa mínimo de R$100, R$140, R$160 milhões, e isso, digamos, aplicado, tem gerado, no ano passado, R$23 milhões. E o custo do capital dos empréstimos, não?

Speaker #3: Os juros que a gente devenga e paga, não? Anualmente, estava em torno, mais ou menos, de R$100 milhões. Quando vemos, estamos falando, mais ou menos, de R$80 milhões de juro líquido. Tem essa última linha, não?

Speaker #3: Outras receitas e despesas financeiras. No ano passado, a companhia, assim como, essa volatilidade do real, não? Essa apreciação do real tem gerado, digamos, algum impacto nos resultados, na receita, perdão. Quando vamos à conformação de custo, nós tínhamos muito fertilizantes e químicos, não?

Gustavo Javier Lopez: Quando vamos à conformação de custos, tínhamos muitos fertilizantes e químicos que havíamos comprado. Havíamos entendido que havia uma oportunidade de que esse real se apreciasse, com o qual fizemos um compromisso de compra com pagamento em setembro ou outubro. E temos conseguido pagar algumas dessas compras por um real por abaixo de R$ 5, e isso gerou um resultado por variação cambial muito importante também dentro da companhia. O demais são normalmente linhas que são marcações de mercados ou balanço da companhia. Têm muitos efeitos de estimativas e normas de IFRS que temos que praticar, que às vezes ensucias um pouco o balanço, mas entendemos que são essas três linhas as que têm efeito caixa e isso o venimos administrando de uma forma bem eficiente. Na próxima página podemos ver aqui um pouco de detalhe disto que estávamos comentando: soja.

Speaker #3: O que havíamos comprado, havíamos entendido que havia uma oportunidade de que esse real se apreciasse, com o qual fizemos compromisso de compra com pagamento em setembro, outubro, e nós conseguimos pagar algumas dessas compras por, digamos, com real por abaixo de 5 reais, e isso gerou um resultado por variação cambial muito importante também dentro da companhia.

Speaker #3: Os demais são normalmente linhas que são embarcações de mercados ou balanço da companhia. Tem, digamos, muitos efeitos, não? De estimações e normas de IFRS que a gente, digamos, tem que praticar, que às vezes 'ensuja' um pouco o balanço, mas a gente entende que são essas três linhas, não?

Speaker #3: Que têm efeito caixa, e isso a gente vem, digamos, administrando de uma forma bem eficiente. Na próxima página, podemos ver aqui um pouco de detalhe disso que estávamos comentando, não?

Speaker #3: Soja, nós estamos com volume muito superior ao registrado no ano anterior. O preço, aí vemos, não? Os R$ 20 milhões de ganhos por resultado com derivativos, esse total está linkado com o que o André estava mostrando, não?

Gustavo Javier Lopez: Estamos com um volume muito superior respeito ao anterior. O preço, aí vemos os R$ 20 milhões de ganhos por resultados com derivativos. Isso está linkado com o que André estava mostrando, principalmente o câmbio, que já haviam conseguido travar. Um resultado de R$ 109 milhões, também contribuído pelo custo da cultura. Essa foi uma cultura que tivemos alguns inícios com isto que comentava, com oportunidades de diminuir seu peso através dessa variação cambial, contribuindo também a esse incremento das toneladas nos dá a possibilidade de ter um custo por tonelada muito baixo e isso ajuda a melhorar muito a margem. Sempre falamos entre 25% e 30% uma margem boa para cultura.

Speaker #3: Principalmente o câmbio, não? Que a gente tinha conseguido travar. Resultado de R$ 109 milhões também, digamos, contribuído pelo custo da cultura. Isso foi uma cultura que a gente teve alguns inícios, não?

Speaker #3: Com isso que comentava, não? Com oportunidades de diminuir seu peso através dessa variação cambial, mas contribuindo também, esse incremento das toneladas nos dá, digamos, a possibilidade de ter um custo por tonelada muito baixo, e isso ajuda a melhorar muito a margem, não?

Speaker #3: Sempre falamos entre 25%, 30%, uma margem boa, digamos, para a cultura. Quando vemos o milho também, o milho no ano anterior tínhamos diminuído muito porque as margens não estavam, e aqui a gente pode ver pelo resultado bruto que era um ano que não tínhamos muita expectativa. Sim, não?

Gustavo Javier Lopez: Quando vemos o milho também, o ano anterior havíamos diminuído muito porque as margens não estavam, e aqui pode ver-se pelo resultado bruto, que era um ano onde não tínhamos muitas expectativas. Sim, nesta safra 25/26 incrementamos muito mais a superfície. Vimos ali oportunidades de fazer algumas vendas com empresas de etanol e também conseguimos ter umas possibilidades de estabelecer algumas margens muito mais interessantes. Mas isto para companhias que normalmente plantam em superfícies cujo curto prazo é a cobertura. Entendemos que este foi um ano muito bom desde o ponto de vista de resultados. Em contrapartida, temos a cana-de-açúcar. Aí vemos que tem aproximadamente umas 650,000 toneladas a menos com respeito ao que foi comercializado em um período anterior. Aqui temos 2 efeitos.

Speaker #3: Nessa safra 25/26, a gente incrementou muito mais a superfície. A gente viu, digamos, aí oportunidade de fazer algumas vendas, não? Com empresas de etanol e a gente também aí consegue ter umas possibilidades de estabelecer algumas margens muito mais interessantes, mas isso para a companhia que normalmente planta em superfícies que o custo de oportunidade é a cobertura. A gente entende que esse foi um ano muito bom do ponto de vista de resultado.

Speaker #3: Em contrapartida, não? Nós temos a cana-de-açúcar, aí vemos que tem aproximadamente umas 650 mil toneladas a menos, com respeito ao que foi comercializado no período anterior, e aqui temos dois efeitos, não?

Speaker #3: Há efeito que eu falaria que é transitório, não? Aproximadamente umas 300 mil toneladas, que correspondem ao início da safra — dessa safra, digamos, 26 — os demais são resultado da safra anterior, da safra do ano 25. E essas 300 mil foram principalmente uma consequência de que, por questões de chuva ou alguns problemas, digamos, em usina, a gente foi diminuindo esse fornecimento. Isso é algo que vai ingressar, digamos, no resultado do ano próximo. Isso, talvez, também tivesse mitigado — não sei se significativamente, mas sim teria contribuído a reduzir o prejuízo fiscal desse período. Mas também temos aquelas 300 mil toneladas, 350 mil toneladas, que foi, digamos, todo esse efeito gerado e problemas de queima e operacional que já tínhamos mencionado, não?

Gustavo Javier Lopez: Hay un efecto transitorio, de aproximadamente unas 300,000 toneladas, que corresponde al inicio de esta safra 2026, además del resultado de la safra anterior, la safra del año 2025. Esas 300,000 fueron principalmente una consecuencia de que por cuestiones de lluvia o algunos problemas en usinas, fuimos disminuyendo ese abastecimiento. Eso es algo que va a ingresar en los resultados del próximo año. Quizá también se hubiese mitigado, no sé si significativamente, mas sí habría contribuido a reducir el prejuicio fiscal de ese periodo. También tenemos aquellas 300,000 toneladas, 350,000 toneladas, que fue todo ese efecto de llegadas y problemas de quema operacional que ya habíamos mencionado. Era una actividad que normalmente contribuía en esos, porque también 27% entendemos que es un margen normal, histórico de la compañía. Vemos que ese año, ese margen de contribución cae mucho por cuenta de esa disminución de las toneladas.

Speaker #3: Mas era uma atividade que normalmente contribuía nesses, não? Porque também 27% entendemos que é uma margem muito, digamos, normal, não? Digamos, uma histórica da companhia, e vemos que esse ano, digamos, essa margem de contribuição cai muito por conta dessa diminuição das toneladas.

Speaker #3: E quando vemos o custo, digamos, dessas canas-de-açúcar, o custo de implantar, de adubar, de deixar a cana pronta para novo ciclo, enquanto você tem menos toneladas, você não consegue diluir, não?

Gustavo Javier Lopez: Cuando vemos el costo de esa caña de azúcar, el costo de implantar, de adobar, de dejar la caña pronta para un nuevo ciclo, en cuanto tienes menos toneladas, no consigues diluirlo. La compañía no tiene un desvío con respecto al costo por hectárea, mas ante esa menor producción, eso tiene un impacto significativo. Aquí vemos casi BRL 60 million a menos de EBITDA de resultado para la compañía. Por fin, el algodón. Na safra anterior, que colhemos em setembro do ano passado, terminamos de comercializar até junho deste ano. Tivemos muita dificuldade de qualidade e também de produtividade nesse algodão. Isso foi o que levou a gente a diminuir essa superfície, e ainda que tenhamos diminuído os impactos negativos através de resultados derivativos, entendemos que é uma cultura que estamos destinando principalmente a áreas irrigadas ou a áreas que consideramos maduras.

Speaker #3: A companhia não tem desvio com respeito, digamos, ao custo por hectare, mas, ante essa menor produção, isso tem impacto significativo, não? Mas aqui vemos, não?

Speaker #3: Quase R$60 milhões a menos de EBITDA de resultado para a companhia. E, por fim, o algodão, não? O algodão aqui, a safra anterior, não?

Speaker #3: A safra que a gente terminou colhendo em setembro do ano passado, a gente terminou de comercializar até junho deste ano. Tivemos muita dificuldade de qualidade, também, digamos, de produtividade nessas canas-de-açúcar, nesse algodão. Isso foi o que levou a gente a diminuir essa superfície, e ainda que a gente tenha, não?

Speaker #3: Diminuindo os impactos negativos através de resultados derivativos, o que entendemos é que, digamos, foi uma cultura que, ou é uma cultura que a gente está destinando lá principalmente em áreas irrigadas ou em áreas que a gente entende que são maduras. Não são modelos de negócio, normalmente, que trabalham, digamos, com superfícies ou com áreas que não estão 100% maduras. Isso requer investimento em reestruturação da área, isso requer um custo de capital aqui de R$13 mil, R$14 mil por hectare para implementá-las, e isso gera uma dificuldade em momentos que a gente entende que os juros estão muito caros e que também, digamos, com potencial de problemas climáticos com o milho, a gente entende que também deveria ter, digamos, mais precaução, não?

Gustavo Javier Lopez: Nosso modelo de negócio normalmente trabalha com superfícies ou áreas que não estão 100% maduras. Isso requer investimento em reestruturação da área, um custo de capital aqui de BRL 13 mil, BRL 14 mil por hectare para implementá-las, e isso gera dificuldades em momentos que entendemos que os juros estão muito caros e com potencial de problemas climáticos. Com El Niño, deveríamos ter mais precaução. Todo esse algodão que nós estamos neste momento colhendo, que é muito positivo, vai gerar um resultado que beneficiará no próximo período. Na próxima slide: temos aqui a dívida da companhia. Estamos em BRL 1 billion, com caixa de BRL 200 million, recebíveis de BRL 540 million. Os recebíveis têm diminuído em função da devolução dessa área na Bahia.

Speaker #3: Mas aqui também, não? Todo isso, toda esta cana, todo esse algodão que nós estamos neste momento colhendo, que é muito positivo, também vai ser, digamos, resultado que vai beneficiar-se no próximo período, não?

Speaker #3: No próximo, a gente tem aqui a dívida da companhia. Nós estamos com R$1 bilhão de dívida, com caixa de R$200 milhões, recebível de R$540 milhões. O recebível tem diminuído em função também dessa devolução dessa área, não?

Speaker #3: Em Bahia, a gente entende, digamos, que esse rátio, não? De dívida sobre EBITDA é, digamos, uma fotografia do momento quando a gente faz nossas projeções em função de expectativa, não?

Gustavo Javier Lopez: Entendemos que esse ratio de dívidas sobre EBITDA é uma fotografía do momento, quando fazemos nossas projeções em função de expectativa de resultados e também de um plano que temos, já que grande parte desses recebíveis desse ano vamos destinar para reduzir dívida, e também temos alguma estratégia para alongar um pouco mais a dívida da companhia, mas temos que ter muita precaução nos momentos que entendemos que o mercado não está muito líquido para companhias agropecuárias, em função de todo o histórico que vem acontecendo. O custo dessa dívida é 90%. O custo de curto prazo está um pouco alto, mas também temos um CRA que começará a vencer no próximo ano, e nossa ideia é pagá-lo, não renovar esse tipo de dívidas e deixar a companhia um pouquinho menos alavancada. Próxima slide. Temos uma decisão que propusemos, e o conselho de administração tem acompanhado.

Speaker #3: Dos resultados, e também, digamos, do plano que temos, não? Através de grande parte desses recebíveis deste ano, nós vamos destinar para reduzir dívida e também temos aqui alguma estratégia para alongar um pouco mais a dívida da companhia, mas temos que ter muita precaução em momentos que a gente entende agropecuárias, em função de todo o histórico que vem acontecendo, não?

Speaker #3: O custo dessa dívida é 9,0%. O custo, digamos, de curto prazo está, digamos, um pouco alto, mas aqui também nós temos CRAs que vão começar tranches a vencer no ano próximo, e nossa ideia é pagá-los, não renovar esse tipo de dívida e deixar a companhia um pouquinho menos alavancada.

Speaker #3: Na próxima, aqui nós temos uma decisão que também nós propomos e o conselho de administração tem acompanhado, a gente entende que nós temos construído ao longo do tempo uma resultado acumulado muito positivo na companhia, nós temos também recebido por venda fazenda por mais de esses 550 milhões reais que mostramos aí, nós temos também expectativa de continuar com modelo de negócio que vem digamos que tem sucesso, que tem uma expectativa também de preços muito bons do lado da soja, do milho, a cana de açúcar que agora açúcar e etanol que estão começando a recuperar, e com todo esse trabalho que nós estamos mostrando, fazemos nossas projeções em função de todas as boas colheitas que de soja, de milho, de cana, que estão vindo, e a gente entende de que também é ano que parte de todos os nossos resultados vamos estar destinando para diminuir dívida, estamos também fazendo trabalho muito forte com uma redução ou uma melhor alocação de CAPEX, não?

Gustavo Javier Lopez: Entendemos que construímos ao longo do tempo um resultado acumulado muito positivo na companhia. Também temos recebido por venda à fazenda, por mais de esses R$ 550 million que mostramos aí. Temos também a expectativa de continuar com um modelo de negócio que tem sucesso, que tem uma expectativa também de preços muito bons pelo lado da soja, do milho, açúcar e etanol, que agora estão começando a se recuperar. Com todo este trabalho que estamos mostrando, fizemos nossas projeções em função de todas as boas colheitas de soja, de milho, de cana, que vêm ocorrendo. Entendemos que também é um ano que parte de todos nossos resultados serão destinados para diminuir dívida. Estamos fazendo um trabalho muito forte com uma redução ou uma melhor alocação de Capex.

Gustavo Javier Lopez: Tínhamos durante os últimos cinco anos, aproximadamente uns R$ 150 million por ano de Capex para fazer todas as transformações de área, para implementar projetos de irrigação, melhorar toda a parte tecnológica, fazer reestruturações de área, trazer novos arrendamentos na região de Mato Grosso, que têm contribuído a mitigar questões climáticas com o portfólio que tínhamos. A companhia se está preparando para um futuro com boas produtividades, que o modelo de negócio consiga afiançar. Um pouco do que André falava: a fotografia muitas vezes não é boa, mas quando vemos o filme para frente, nossas expectativas, sempre seguimos confiando nesse modelo de negócio. Então, temos conversado muito com investidores, com mais de 100 mil pessoas físicas que temos em nossa base. Nossa expectativa é fazer um pagamento de dividendos e em função desses recebíveis, de venda da fazenda que nós temos e os resultados acumulados que nós temos.

Speaker #3: Nós tínhamos, durante os últimos cinco anos, aproximadamente uns R$150 milhões por ano de CAPEX para fazer todas as transformações de área, para implementar os projetos de irrigação, para melhorar toda a parte tecnológica, para fazer reestruturações de área, para trazer novos arrendamentos, não?

Speaker #3: Na área, na região de Mato Grosso, que tem contribuído, digamos, a mitigar questões climáticas, ou com o portfólio que nós tínhamos, então a companhia está se preparando, digamos, para um momento ou futuro, digamos, com boas produtividades, que o modelo de negócio consiga afiançar. Isso é um pouco o que o André falava, não?

Speaker #3: A fotografia muitas vezes não é boa, mas a gente, quando vê, não? O filme para frente nossas expectativas, a gente sempre segue confiando nesse modelo de negócio, então a gente tem falado muito, não?

Speaker #3: Com investidores, não? Com mais de 100 mil pessoas físicas que a gente tem em nossa base, sempre nossa expectativa é fazer pagamento de dividendos e, em função desses recebíveis, não?

Speaker #3: Que de venda de fazenda que nós temos e os resultados acumulados que nós temos, nós temos tomado a decisão de pagar, não o que a gente deseja, não?

Gustavo Javier Lopez: Hemos tomado a decisão de pagar não o que a gente deseja, mais um montante menor. Aproximadamente R$ 0.30 por ação, mas o que a gente quer é demonstrar o comprometimento que nós temos com nossos acionistas. Próximo. Bom, e aqui só para encerrar. Nós estamos esse ano completando os 20 anos da BrasilAgro. Essa foi uma história que começou em 2005. Depois, em 2006, se concretiza, sendo a primeira companhia que fez um IPO através de um plano de negócio. Começou tudo com R$ 500 million. Acreditávamos nesse modelo de negócio inovador. Já tenho passado pela companhia mais de 320 mil hectares, já temos vendido mais de R$ 2 billion. Essa história começa com R$ 500 million. Temos pago mais de R$ 1 billion em dividendos. Nós temos mais de 500 colaboradores trabalhando, fazendas em três países.

Speaker #3: Digamos, um montante menor, não? Aproximadamente esses 30 centavos por ação, mas o que a gente quer é demonstrar, digamos, o comprometimento que nós temos com nossas acionistas, não?

Speaker #3: Próximo. Bom, e aqui só para encerrar, não? Nós estamos, esse ano, completando os 20 anos da BrasilAgro, não? Essa foi uma história que começou em 2005, não?

Speaker #3: Depois, em 2006, se concretiza, sendo a primeira companhia, não? Que faz IPO através de plano de negócio. Começou tudo com 500 milhões de reais, acreditávamos, não?

Speaker #3: Nesse modelo de negócio inovador, já passaram pela companhia mais de 320 mil hectares. Já vendemos mais de R$ 2 bilhões. Essa história começa com R$ 500 milhões. Já temos, não?

Speaker #3: Pagamos mais de R$1 bilhão em dividendos, temos mais de 500 colaboradores trabalhando, fazendas em três países. Eu acho que sempre falamos isso, não?

Gustavo Javier Lopez: Acho que sempre falamos que tem três pilares que a companheira siempre cuida: o lado estratégico, os processos porque é uma companhia que todos os trimestres tem que render conta, tem que estar aqui mostrando aos acionistas como cuidamos do dinheiro que a gente administra. Outro pilar são as pessoas. Acho que muita gente tem contribuído. Pessoas que já não estão, pessoas que ainda estão, contratistas, prestadores de serviço. Muita gente que tem contribuído pra que a gente siga desenhando essa nova história. Aqui tem link onde se pode ver uma resenha do que está acontecendo e o que aconteceu na compañía durante esses últimos anos e simplesmente dar nossos obrigados a todo. André, não sei se você quer complementar algo mais aí.

Speaker #3: Que tem três pilares que a companhia sempre cuida, não? Do lado estratégico, os processos, não? Porque é uma companhia que todos os trimestres tem que render conta, tem que estar aqui, não?

Speaker #3: Mostrando aos acionistas como cuidamos, não? Do dinheiro, é o que a gente administra, mas o outro pilar são as pessoas. Acho que aqui, não? Tem muita gente que tem contribuído, não?

Speaker #3: Pessoas que já não estão, pessoas que ainda estão, contratistas, prestadores de serviço, acho que muita gente que tem contribuído para que a gente siga desenhando essa nova história. Aqui tem link, não?

Speaker #3: Onde você pode ver aqui uma resenha do que está acontecendo e do que aconteceu na companhia durante esses últimos anos, e simplesmente dar nossos obrigados a todos, não?

Speaker #3: André, não sei se você quer complementar algo mais aí.

André Guillaumon: Bom, acho que primeiro, 20 anos são 20 anos. Como eu falei, a gente não pode olhar só a foto da companhia, olha esse filme. Foi muito legal. A área nossa de relações com investidores e comunicação está fazendo um trabalho lindo, chegou até a emocionar outro dia um livro. Nós estamos fazendo um livro, cada um está escrevendo uma mensagem nesse livro, contar um pouco do que foram esses 20 anos. Eu acho que nesses 20 anos houve muitos erros, muitos acertos. Eu acho que no somatório foram mais acertos do que erros. Sem dúvida nenhuma, a companhia criou nesses 20 anos e ela construiu, ela foi capaz de construir uma plataforma resiliente, um time de gestão eficiente e tudo isso que vocês vêm vivenciando conosco há muitos anos. Então eu acho que nós preparamos uma companhia não pros próximos 20, pros próximos 100.

Speaker #2: Bom, eu acho que, primeiro, 20 anos são 20 anos, né? Como eu falei, a gente não pode olhar só a foto da companhia, tem que olhar esse filme, né?

Speaker #2: E foi muito legal, a área nossa de Relações com Investidores e Comunicação está fazendo um trabalho lindo, e eu chego até a me emocionar. Outro dia, livro, né?

Speaker #2: Nós estamos fazendo um livro, cada um está escrevendo uma mensagem nesse livro, contando um pouco do que foram esses 20 anos. Eu acho que esses 20 anos foram muitos erros, muitos acertos. Eu acho que, no somatório, foram mais acertos do que erros, né?

Speaker #2: Sem dúvida nenhuma, a companhia criou, nesses 20 anos, e ela construiu, ela foi capaz de construir uma plataforma resiliente, um time de gestão eficiente, e tudo isso que vocês vêm vivenciando conosco há muitos anos.

Speaker #2: Então, eu acho que nós preparamos uma companhia não para os próximos 20, né? Para os próximos 100, né? Da forma como a gente vem construindo e da forma como a gente vem trabalhando pessoas, como a gente vem olhando processos desde o dia zero, né?

André Guillaumon: Da forma como a gente vem construindo e da forma como a gente vem trabalhando pessoas ou como a gente vem olhando o processo desde o D zero. Uma companhia que no D zero já foi abrir capital e depois teve que buscar um RP. Então a gente nasceu bastante ordenado e sem dúvida nenhuma, isso está preparando a companhia pros próximos 50, 100 anos. Eu só queria aproveitar e acho que é o momento de eu externar um pouco, agradecer a todos que contribuíram nesses 20 anos, sejam internos, externos, apoiadores nossos, investidores, acionistas, credores, bancos que confiaram na nossa palavra, no nosso aval, né Gustavo? No nosso aval pessoa física. É muito legal a gente ver que está sendo retribuído e isso nos emociona construir essa história. Muitas das pessoas entraram aqui jovens.

Speaker #2: Uma companhia que, no dia zero, já foi abrir capital, e depois ela já teve que buscar ERP, então a gente nasceu bastante ordenado e, sem dúvida nenhuma, isso está preparando a companhia para os próximos 50, 100 anos.

Speaker #2: Eu só queria aqui aproveitar, e acho que é momento de eu até poder externar um pouco, agradecer a todos que contribuíram nesses 20 anos, né?

Speaker #2: Sejam internos, externos, apoiadores nossos, investidores, acionistas, credores, bancos que confiaram na nossa palavra, né? No nosso aval, né, Gustavo? No nosso aval pessoa física, né?

Speaker #2: E é muito legal, é muito legal a gente ver que está sendo retribuído, e isso nos emociona, construir essa história. Muitas das pessoas entraram aqui jovens, né?

Speaker #2: E o Gustavo, a gente brinca que ele é o 01, ele já tem os 20 anos. Ele passou aqui, eu passei 19 e alguma coisa, a Ana também, 19 e alguma coisa, né?

André Guillaumon: O Gustavo, a gente brinca que ele é o zero um, os 20 anos ele passou aqui. Eu passei 19 alguma coisa, Ana também, 19 alguma coisa. Mas sem dúvida nenhuma a gente pôde construir uma companhia que traz muito orgulho pra quem está dentro dela e eu não tenho dúvida pro acionista também. O agro é isso. Outro dia alguém me perguntava: "André, e essa crise no agro?" Olha, quem não conhece a crise no agro, não conhece agro. Sempre foi assim. Quem viveu como nós já vivo 35 anos de agronegócio, você tem momentos bons, momentos ruins. O que é importante é você ter uma companhia que tenha resiliência pra capturar os momentos bons e sobreviver nos momentos ruins. É isso que a gente construiu ao longo desses 20 anos de história. Mais uma vez, muito obrigado a todos vocês que confiaram nesses 20 anos conosco.

Speaker #2: Mas, sem dúvida nenhuma, a gente pôde construir uma companhia que traz muito orgulho para quem está dentro dela, e eu não tenho dúvida que para o acionista também, né?

Speaker #2: Momentos de o Agro é isso, né? Outro dia, brincando, alguém me perguntou: "André, e essa crise no Agro?" Eu falei: "Olha, quem não conhece crise no Agro não conhece Agro, né?"

Speaker #2: Sempre foi assim, e quem viveu como nós, já vivemos 35 anos de agronegócio, sabe que você tem momentos bons e momentos ruins. O que é importante é ter uma companhia que tenha resiliência para capturar os momentos bons e sobreviver nos momentos ruins, né?

Speaker #2: É isso que a gente construiu ao longo desses 20 anos de história. Mais uma vez, muito obrigado a todos vocês que confiaram nesses 20 anos conosco.

Speaker #1: Obrigado, André. Obrigado, Gustavo. O André se antecipou aqui; eu, logo na sequência do Gustavo, já ia emendar aqui para agradecer o meu time, a Camila e a Deise. Elas fizeram o planejamento e uma das nossas competências aqui é ser criativo e vestir a camisa. Acho que elas trouxeram isso muito para esse momento de 20 anos, e eu acho que pessoas que estão aqui, que já têm plaquinha de imobilizado, né, André? Eu me incluo nessa, a gente ficou muito emocionado com isso e estamos muito felizes de estar completando essa trajetória.

Ana Paula Zerbinati: Obrigada, André. Obrigada, Gustavo. O André se antecipou aqui logo na sequência do Gustavo, eu já ia emendar pra agradecer o meu time, a Camila e a Deise fizeram planejamento. Uma das nossas competências aqui é ser criativo e vestir a camisa. Elas trouxeram isso muito pra esse momento de 20 anos e eu acho que pessoas que estão aqui, que já têm plaquinha de mobilizado, André, que eu me incluo nessa. A gente ficou muito emocionadas com isso. Estamos muito felizes de estar completando essa trajetória. Pra quem não segue a gente nas redes sociais, só está com a gente nos canais oficiais de site, eu convido vocês, porque lá a gente coloca tudo que está acontecendo, além das divulgações de resultados e a parte burocrática, a gente coloca também um pouco do nosso dia a dia, o que está acontecendo nos bastidores da companhia.

Speaker #1: Para quem não segue a gente nas redes sociais, só está com a gente nos canais oficiais do site, eu convido vocês, porque lá a gente coloca tudo que está acontecendo. Além das divulgações de resultados e da parte burocrática, a gente coloca também um pouco do nosso dia a dia, o que está acontecendo nos bastidores da companhia, e é muito legal acompanhar isso de perto.

Ana Paula Zerbinati: É muito legal acompanhar isso de perto. Mais uma vez obrigada. Agora a gente já se estendeu um pouco no tempo aqui, vou passar para o Q&A. A gente tem duas pessoas aqui com a mãozinha levantada, vamos liberar o áudio para o Guilherme do BTG Pactual.

Speaker #1: Mais uma vez, obrigado. Agora a gente já se estendeu um pouco no tempo aqui, então vou passar para o Kenei. A gente já tem duas pessoas aqui com a mãozinha levantada, então vamos liberar o áudio para o Guilherme, do BTG Pactual.

[Analyst] (BTG Pactual): Oi pessoal, tudo bem? Bom dia André, Gustavo, Ana, espero que estejam bem aí. Do nosso lado são duas perguntas. A primeira em relação ao guidance. A gente queria ajuda de vocês para entender um pouquinho melhor as premissas por trás dessa melhora do custo por hectare que vocês estão estimando para algumas culturas. A gente entende, por exemplo, que para o milho safrinha pode existir algum tipo de efeito base, já que o custo acabou maior do que vocês orçavam no começo. Mas dado esse atual cenário de insumos que vocês mesmos mencionaram na apresentação, como os preços dos fertilizantes estão mais caros, o que tem por trás dessa melhora de custo por hectare? Seria ótimo se vocês ajudassem a gente a entender isso um pouco melhor. A segunda pergunta é em relação também ao guidance, só que no de cana-de-açúcar.

Speaker #3: Oi, pessoal, tudo bem? Bom dia André, Gustavo, Ana, espero que estejam bem aí. Então, do nosso lado, são duas perguntas. A primeira é em relação ao guidance. A gente queria ajuda de vocês para entender um pouquinho melhor as premissas por trás dessa melhora do custo por hectare que vocês estão estimando para algumas culturas.

Speaker #3: Então, a gente entende, por exemplo, que para o milho safrinha pode existir algum tipo de efeito base, já que o custo acabou maior do que vocês orçavam no começo. Mas, dado esse atual cenário de insumos que vocês mesmos mencionaram na apresentação, como os preços dos fertilizantes — eles estão mais caros — o que tem por trás dessa melhora de custo por hectare?

Speaker #3: Então, seria ótimo se vocês ajudassem a gente a entender isso um pouco melhor. E a segunda pergunta é em relação também ao guidance, só que do de cana-de-açúcar.

Speaker #3: Vocês estão estimando uma leve redução de TCH e uma AR acolhida ficando praticamente estável. Quando a gente fala com outros players do setor, muitos têm falado que esse excesso de chuvas que a gente está vendo está atrapalhando bastante a colheita de cana.

[Analyst] (BTG Pactual): Vocês estão estimando uma leve redução de TCH e o mar à colheita ficando praticamente estável. Quando a gente fala com outros players do setor, muitos têm falado que esse excesso de chuvas que a gente está vendo, está atrapalhando bastante a colheita de cana. Eu queria entender de vocês se esse cenário está de alguma maneira já na estimativa de vocês ou se vocês acham que pode ser algum risco, como vocês estão vendo esse cenário no setor de cana-de-açúcar, por favor.

Speaker #3: Então, queria entender de vocês se esse cenário está, de alguma maneira, já na estimativa de vocês ou se vocês acham que pode ser algum risco e como vocês estão vendo esse cenário no setor de cana-de-açúcar, por favor.

André Guillaumon: Guilherme, como sempre, as perguntas de vocês, você e Thiago são cirúrgicos nas perguntas. Turma inteligente. Vamos lá, eu vou começar pela segunda. Vou dar uma palhinha da primeira e deixar o Gustavo ajudar um pouco na primeira também. Vamos lá, cana-de-açúcar. Cana-de-açúcar, você está correto. Quando a gente olha o grande volume da companhia, a gente tem cana no Centro-Oeste e no Nordeste. Isso, para o bem ou para o mal, num momento quando a gente fala de colheita úmida, ela está interferindo muito mais na região centro-sul. Nós estamos falando de São Paulo, que a gente tem cana também, mas a gente tem 300 e poucas mil toneladas em São Paulo. A grande concentração de cana é Mato Grosso e Norte. Lá a gente teve, no caso do Nordeste, um atraso em função de início de moagem da usina, problemas operacionais, mas já voltou e voltou com marcha total.

Speaker #2: Guilherme, como sempre, as perguntas de vocês aí, se Thiago, são cirúrgicas nas perguntas, né? Turma inteligente. Bom, mas vamos lá. Eu vou começar pela segunda, tá?

Speaker #2: E vou dar uma palhinha da primeira, tá? Vou deixar o Gustavo ajudar um pouco na primeira também. Vamos lá, cana-de-açúcar. Cana-de-açúcar, você está correto, né?

Speaker #2: A gente tem, quando a gente olha o grande volume da companhia, a gente tem cana no Centro-Oeste e no Nordeste, tá? Isso, por bem ou por mal, num momento quando a gente fala de colheita úmida, essa colheita úmida está interferindo muito mais na região Centro-Sul, né?

Speaker #2: Então, nós estamos falando de São Paulo, que a gente tem cana também, mas a gente tem trezentas e poucas mil toneladas em São Paulo, né?

Speaker #2: A grande concentração de cana é Mato Grosso e Nordeste. Lá a gente teve, no caso do Nordeste, atraso em função do início da moagem da usina, problemas operacionais, mas já voltou e voltou com marcha total.

Speaker #2: A gente entende que a safra deve estender pouco para nós lá, tá? A gente entende que, se você me perguntasse, o ideal era a gente terminar a safra 30 de novembro lá, até um pouquinho antes. A gente deve entrar primeiro de dezembro, né?

André Guillaumon: A gente entende que a safra deve estender um pouco para nós lá. Se me perguntar se era ideal a gente terminar a safra 30 de novembro até um pouquinho antes, a gente deve entrar primeiro dicêndio de dezembro, para não deixar a cana para trás. No Centro-Oeste, está indo bem. Estamos com uma capacidade operacional muito boa, está colhendo bem. Lá também temos uma capacidade muito boa. Nós estamos limitados à entrega diária da usina lá, que são aproximadamente 7 mil, 7 mil e pouca tonelada por dia de cana que a gente entrega na usina. Estado de São Paulo, 100%. Sua pergunta está exatamente correta. Em São Paulo, a gente está mais atrasado, o estado inteiro está mais atrasado. Em conversas com os nossos proprietários de usina, a gente entendeu que eles vão levar a moagem mais para frente.

Speaker #2: Para não deixar a cana para trás. No Centro-Oeste está indo bem, não estamos com uma capacidade operacional muito boa, está colhendo bem. Lá também tem uma capacidade muito boa, né?

Speaker #2: Nós estamos limitados à entrega diária da usina lá, que são aproximadamente 7.000, 7.000 e poucas toneladas por dia de cana que a gente entrega na usina.

Speaker #2: Estado de São Paulo, 100%, sua pergunta está exatamente correta. São Paulo, a gente está mais atrasado, o estado inteiro está mais atrasado. Em conversas com os nossos fornecedores, com os nossos proprietários de usina, a gente entendeu que eles vão levar a moagem um pouco mais para frente, né?

Speaker #2: O grande desafio aí, Guilherme, eu acho que no caso de cana fornecedor, sempre a usina tem uma máxima, né? E eu acho que acaba sempre sobrando cana da usina e muito pouca cana de fornecedor.

André Guillaumon: O grande desafio, Guilherme, eu acho que no caso de cana fornecedor, sempre a usina tem uma máxima. Eu acho que acaba sempre sobrando cana da usina e muito pouca cana de fornecedor. Ainda mais em um ano que está apertado, o fornecedor vai fazer um esforço tremendo para entregar. Eu acho que é de se esperar sim que sobre cana no sistema, mas eu esperaria pouca cana de fornecedor e mais cana de usina. Vale lembrar que a gente começou a safra todo mundo falando em 625 milhões, já estamos em 640 e alguma coisa. Muito provocada por dois efeitos: o efeito da chuva, que tem possibilitado um aumento de TCH e, em contrapartida, uma safra mais pobre em sacarose, em ATR, mas uma safra com maior TCH. Sem dúvida nenhuma, Guilherme, a gente tem um efeito aqui também que foi custo de capital.

Speaker #2: Ainda mais num ano que está apertado, o fornecedor vai fazer um esforço tremendo para entregar. Eu acho que é de se esperar, sim, que sobre cana no sistema, mas eu acho que, espera, eu esperaria pouca cana de fornecedor e mais cana de usina, né?

Speaker #2: A gente vale lembrar que a gente começou a safra, todo mundo falando em 625 milhões, nós já estamos em 640 e alguma coisa, né?

Speaker #2: Muito provocado por dois efeitos: o efeito da chuva, que tem possibilitado aumento de TCH, e, em contrapartida, uma safra mais pobre em sacarose, né?

Speaker #2: Em ATR, uma safra mais pobre, mas uma safra com maior TCH, e, sem dúvida nenhuma, Guilherme, a gente tem efeito aqui também, que foi custo de capital, né?

Speaker #2: Custo de capital, eu diria que no último semestre, nos últimos... no último ano, ele reduziu muito a renovação de canavial. E toda vez que você não renova a cana, né?

André Guillaumon: Custo de capital, eu diria que no último semestre, no último ano, ele reduziu muito a renovação de canavial e toda vez que você renova a cana, majoritariamente o Brasil planta cana de 18 meses. Você renova a cana, você tira a cana do sistema no ano seguinte e ela volta a entrar só no outro. Quando você não renova a cana, por mais que você tenha uma cana de baixa quantidade, você tem cana no sistema no outro ano. Então eu acho que isso também contribuiu muito para esse incremento de 620 para 640 e poucos. Mas a gente está prevendo terminar tudo. Não é de se esperar, até com esse anúncio da usina postergando um pouco mais a moagem aqui na região de São Paulo, a gente deve passar o pé na cana toda, como a gente sempre fala.

Speaker #2: Toda vez que você renova a cana, majoritariamente o Brasil planta cana de 18 meses, né? Você renova a cana, tira a cana do sistema no ano seguinte, e ela volta a entrar só no outro.

Speaker #2: Quando você não renova a cana, por mais que você tenha uma cana de baixa produtividade, você tem cana no sistema no outro ano. Então, eu acho que isso também contribuiu muito para esse incremento de 620 para 500, para 640 e pouco.

Speaker #2: Mas a gente está prevendo terminar tudo, tá? Não é de se esperar, até com esse anúncio da usina aqui postergando um pouco mais a moagem aqui na região de São Paulo, a gente deve passar o pé na cana toda, como a gente sempre fala.

Speaker #2: Bom, na segunda, na primeira pergunta de custos, eu acho que tem duas coisas aqui que é importante frisar, né? Uma é escala. Escala e tamanho da companhia, e poder fazer uma análise crítica de mercado e tomar decisão, né?

André Guillaumon: Na primeira pergunta de custos, eu acho que tem duas coisas aqui que é importante frisar. Uma é escala. Escala e tamanho da companhia e poder fazer uma análise crítica de mercado e tomar decisão. Eu acabei de mostrar para vocês no início que a gente comprou o MAP na casa de R$ 580 e hoje o MAP custa R$ 840. Quando você olha uma planilha de custo do IEA ou de quem quer que seja, ele está considerando preços atuais ou preço da média do produtor no momento da tomada de decisão. Eu acho que a gente foi bastante cirúrgico ano passado em comprar nos momentos exatos e a gente foi mais cirúrgico ainda no modelo que a gente estruturou essa compra. A gente entendia que tinha a possibilidade de câmbio naquele então baixar, tanto é que a gente foi vendendo antes, não poderia ser diferente.

Speaker #2: Eu acabei de mostrar para vocês no início que a gente comprou Mapa na casa de 580, e hoje o Mapa custa 840, né?

Speaker #2: Quando você olha uma planilha de custo do IDEA ou de quem quer que seja, ele está considerando preços atuais ou preço da média do produtor no momento da tomada de decisão.

Speaker #2: Eu acho que a gente foi bastante cirúrgico no ano passado em comprar nos momentos exatos, e a gente foi mais cirúrgico ainda no modelo que a gente estruturou essa compra, né?

Speaker #2: A gente entendia que tinha a possibilidade de o câmbio naquele então baixar, tanto é que a gente foi vendendo antes. Você viu que a gente não poderia ser diferente, né?

Speaker #2: Se nós conseguimos fazer câmbio médio na venda maior do que o que foi, do que ele operou, a gente também operou na outra mão na compra utilizando isso em nosso favor.

André Guillaumon: Se nós conseguimos fazer um câmbio médio na venda maior do que ele operou, a gente também operou na outra mão, na compra utilizando isso ao nosso favor. Então quando a gente vendia bem câmbio, a gente estava usando isso para fazer receita. Quando a gente comprava bem câmbio, a gente estava usando isso para fazer redução de custo. Gustavo exemplificou isso aqui: a gente ao longo do ano transitou pelo resultado um volume importante de coisas que a gente comprou. Compramos com dólar de BRL 5.60, BRL 5.70. Quando o dólar bateu BRL 5.10 e a gente foi hábil em comprar com prazo maior, a gente foi lá e liquidou essas posições e fez uma redução de custo expressiva. Isso é conjuntural. Mas a gente também não parou aí. A gente fez bastante coisa estruturais. Vou te dar exemplo.

Speaker #2: Então, quando o mercado, quando a gente vendia bem câmbio, a gente estava usando isso para fazer receita. Quando a gente comprava bem câmbio, a gente estava usando isso para fazer redução de custo.

Speaker #2: E o Gustavo exemplificou isso aqui. A gente, ao longo do ano aí, transitou pelo resultado, volume importante de coisas que a gente comprou quando aquele dólar, né?

Speaker #2: Compramos com dólar a 5,60, 5,70; quando o dólar bateu 5,10 e a gente foi hábil em comprar com prazo maior, a gente foi lá, liquidou essas posições e fez uma redução de custo expressiva.

Speaker #2: Isso é conjuntural, tá? Mas a gente também não parou aí. A gente fez bastante coisa estrutural, tá? Vou te dar um exemplo. A gente vem, a gente vem falando aqui há alguns anos que a gente está aumentando muito a produção de semente própria, né?

André Guillaumon: A gente vem falando aqui há alguns anos que a gente está aumentando muito a produção de sementes próprias. Esse ano, mais uma vez, a gente foi capaz de aumentar ainda mais o volume de sementes próprios. Isso também tem um efeito expressivo na redução do custo, no caso da soja. A gente tem hoje a unidade nossa Chaparral, a gente investiu numa UBS, uma Unidade de Beneficiamento de Semente, ela vinha fazendo aí 1,700,000 quilos, 1,800,000 quilos, e esse ano ela fez quase 3 milhões de quilo. A gente vendo esse aperto de custo, colocamos a faca no dente de todo mundo e falamos: "A companhia precisa fazer mais semente própria esse ano", então isso também contribuiu. Então eu acho que tomada de decisão, gestão equilibrada de câmbio e esse fator da produção contribuíram bastante. Gustavo, você quer complementar alguma coisa o Guilherme? Fica à vontade.

Speaker #2: E esse ano, mais uma vez, a gente foi capaz de aumentar ainda mais o volume de sementes próprias, né? E isso também tem efeito expressivo na redução do custo no caso da soja, né?

Speaker #2: A gente tem hoje aí a unidade nossa Chaparral. A gente investiu numa UBS, uma unidade de beneficiamento de semente, que vinha fazendo aí 1.700.000 kg, 1.800.000 kg, e esse ano ela fez quase 3 milhões de kg, né?

Speaker #2: A gente, vendo esse aperto de custo, colocou a faca no dente de todo mundo e falou: "Olha, a companhia precisa fazer mais semente própria esse ano. Então, isso também contribuiu." Então, eu acho que a tomada de decisão, gestão equilibrada de câmbio e esse fator da produção contribuíram bastante.

Speaker #2: Gustavo, você quer complementar alguma coisa? Guilherme, fica à vontade.

Speaker #1: Sim. Não, simplesmente que a parte de câmbio eu acho que tem uma influência muito grande, né? Porque quando a gente compara, por exemplo, em dólares esse custo, esse custo para a companhia tem incrementado, né?

Gustavo Javier Lopez: Sim, simplesmente que a parte de câmbio acho que tem uma influência muito grande. Porque quando a gente compara, por exemplo, em dólares, esse custo para a companhia tem incrementado. O objetivo foi o que a gente acaba de demonstrar, que a gente foi capaz nos últimos tempos. Um minutinho só. Ainda bem que a gente sabe plantar soja e planta cana, a gente não sabe mexer com computador, mas nós vamos aprender isso. Não, deixa aí. Guilherme, desculpa.

Speaker #1: Foi de que o que a gente acaba de mostrar, que a gente foi capaz nos últimos tempos de começar a ser, minutinho só, que nós ainda bem que a gente sabe fazer, plantar soja e plantar cana, e não sabe mexer com computador, mas nós vamos aprender isso.

Speaker #2: Não, aqui, aqui, aqui.

Speaker #1: deixa aí. Guilherme, desculpa aí.

André Guillaumon: Tem problema nenhum, pessoal.

Speaker #2: É problema nenhum, pessoal.

Speaker #1: Oi, Guilherme, desculpa aí. Está ouvindo, não? Ok. Não, e para terminar, Guilherme, eu acho que também, não? Do ponto de vista de custo por hectare, a gente tem mostrado, não?

Gustavo Javier Lopez: Guilherme, desculpa. Está ouvindo? OK. Para terminar, Guilherme, eu acho que também do ponto de vista de custos por hectares, a gente tem mostrado que a expectativa de custo tem incrementado marginalmente. Outro aspecto que eu acho que é muito importante para a companhia, que também temos selecionado muito melhor a superfície que temos plantado. Antigamente, nós plantávamos superfícies porque estávamos mais em processo de maturação de área e as doses de fertilizante, de produto que tínhamos utilizado, isso tem contribuído a incrementar os custos. Eu acho que ultimamente, com esse custo de capital, temos diminuído essa aposta desses investimentos e a gente tem conseguido estabilizar muito melhor esses custos. Em resumo, acredito que os pontos que André comentou são os principais que têm contribuído a manter esses custos.

Speaker #1: De que a expectativa de custo tem incrementado marginalmente, não? Mas outro aspecto que eu acho que é muito importante para a companhia é que também temos selecionado muito melhor a superfície que temos plantado, não?

Speaker #1: Isso antigamente, não? Nós plantávamos superfície porque estávamos mais em processo de maturação de área, e às vezes, não? De fertilizante, de produto que tínhamos utilizado, isso tem, digamos, contribuído a incrementar os custos, não?

Speaker #1: E eu acho que ultimamente o que nós temos com esse custo de capital temos diminuído essa aposta, digamos, esses investimentos e a gente tem conseguido de que estabilizar muito melhor esses custos, não?

Speaker #1: Mas, em resumo, não? Acredito que os pontos que o André te comentou, acho que esses são os principais que têm contribuído para manter esses custos, não?

[Analyst] (BTG Pactual): Está muito claro. Muito obrigado, André, Gustavo. Ana, obrigados pelos elogios também, André. São verdadeiros.

Speaker #2: Está muito claro, muito obrigado. André, Gustavo, Ana, obrigado pelos elogios também, André.

Speaker #3: São verdadeiros.

Speaker #4: Bom, agora vamos passar para o Gustavo Troiano, do Itaú BBA.

Ana Paula Zerbinati: Bom, agora vamos passar para o Gustavo Troyano, do Itaú BBA.

Speaker #2: Bom dia, pessoal. Obrigado por pegarem minhas perguntas aqui. Tem dois pontos que eu queria trazer para vocês, ambos relacionados à compra e venda de fazendas. O que a gente notou neste ano é que acabaram fechando o ano com um mix de terra já desenvolvida bem acima do que a gente está acostumado a ver, né?

Gustavo Troyano: Bom dia, pessoal. Obrigado por pegar minhas perguntas. Tem dois pontos que eu queria trazer para vocês, os dois relacionados à compra e vendas de fazendas. O que a gente notou nesse ano é que vocês acabaram fechando o ano com mix de terra já desenvolvida bem acima do que a gente está acostumado a ver, perto de 55%, o que sugere que vocês tenham um estoque relevante de terra para vender.

Speaker #2: Perto de 55%, o que sugere que vocês têm estoque relevante de terra para vender e o André até já comentou durante a apresentação que é pouco da expectativa de vocês para o próximo ano, né?

Gustavo Troyano: O André até já comentou durante a apresentação que é um pouco da expectativa de vocês para o próximo ano. A minha pergunta para vocês é mais sobre como a gente espera que esse teu mix de terra desenvolvida e a desenvolver performe ao longo do ano, se já dá para chegar no um terço, um terço, um terço que vocês costumam mirar ao longo de 2027, mais para entender qual é o pace dessas vendas de terras que o André já comentou ao longo da apresentação. A segunda pergunta, que é talvez uma derivada da primeira: o que a gente pensa que é o segundo passo depois dessas vendas de terra que vocês já comentaram?

Speaker #2: Então, a minha pergunta aqui para vocês é mais sobre como a gente espera que esse teu mix de terra desenvolvida e a desenvolver performe ao longo do ano, se já dá para chegar no 1/3, 1/3, 1/3 que vocês costumam mirar ao longo de 2027. Então, é mais para entender qual que é o pace dessas vendas de terras que o André já comentou ao longo da apresentação.

Speaker #2: E a segunda pergunta, que é talvez uma derivada da primeira aqui, é: o que a gente pensa que é o segundo passo, né?

Speaker #2: Depois dessas vendas de terras que vocês já comentaram, por que 2027 é um ano que deve ter bastante volatilidade por conta de El Niño, que deve criar bastante disparidade, né?

Gustavo Troyano: Porque 2027 é um ano que deve ter bastante volatilidade por conta de El Niño, que deve criar bastante disparidade de performance e balanço entre as empresas do agro nas diferentes regiões e que pode trazer alguma oportunidade de compra de terra. Eu queria tentar entender também da alocação de capital dessas vendas possíveis de fazenda, entre priorizar desalavancagem, dado que o custo de capital está mais elevado, como o Gustavo já comentou, e aproveitar oportunidades de compra de terra que podem surgir. Como é que vocês têm ponderado isso hoje pensando nessa alocação? Obrigado, pessoal.

Speaker #2: De performance e balanço entre as empresas do agro nas diferentes regiões e o que pode trazer alguma oportunidade de compra de terra. Então, eu queria tentar entender também, assim, da alocação de capital, dessas vendas possíveis de fazendas, entre priorizar a desalavancagem, dado que o custo de capital está mais elevado, como o Gustavo já comentou, e aproveitar oportunidades de compra de terra que podem surgir. Como é que vocês têm ponderado isso hoje?

Speaker #2: Pensando nessa alocação. Obrigado, pessoal.

Speaker #3: Bom, Gustavo, tudo bem? Como é que você está? Que bom, que bom que você está aqui conosco também. Esse é outro que gosta do agro, e vou cobrar uma visita sua na fazenda de novo, hein?

André Guillaumon: Gustavo, tudo bem? Como você está? Que bom que você está aqui conosco também. Esse é outro que gosta do agro e vou cobrar uma visita sua na fazenda de novo. A última vez que você foi, você foi ver cana comigo em Brotas. Faz tempo que você não vai na roça, tem que sujar essa botina aí. Mas vamos lá. Basicamente respondendo à primeira pergunta, a gente está um pouco deslocado sim, em função daquilo que eu sempre falei para vocês, existem bolsões de liquidez em algumas regiões. Não tenho dúvida que a gente vai, sim, efetuar venda no próximo exercício, a gente deve fazer. Se a gente vai ser mais vendedor ou mais comprador, eu volto a insistir, a gente deveria ser mais comprador, Gustavo. Fazendo um link com a sua segunda pergunta, a gente tem sido bastante ativo nisso.

Speaker #3: A última vez que você foi, você foi ver cana comigo em Brotas, né? Faz tempo que você não vai na roça, tem que sujar essa botina aí.

Speaker #3: Mas vamos lá. Acho que tentar basicamente responder. Primeira pergunta: a gente está um pouco deslocado, sim, né? Em função daquilo que eu sempre falei para vocês, a gente tem bolsões de liquidez em algumas regiões. Não tenho dúvida de que a gente vai, sim, efetuar venda no próximo exercício.

Speaker #3: A gente deve fazer, se a gente vai ser mais vendedor ou mais comprador, eu volto a insistir: a gente deveria ser mais comprador, Gustavo.

Speaker #3: A gente, fazendo link com a sua segunda pergunta, tem sido bastante ativo nisso, tá? Com você, com o pessoal do Itaú, com o pessoal do BTG, com o pessoal de outras casas financeiras. A gente tem uma agenda proativa, né?

André Guillaumon: Com você de Itaú, com o pessoal de BTG, com o pessoal de outras casas financeiras, a gente tem uma agenda proativa. Muitas das vezes a gente era reativo só quando chegava oferta. Hoje a gente tem uma agenda muito próxima de vocês, principalmente de originação de eventuais possibilidades de negócio que a gente possa fazer dando liquidez e solvência para algum credor. Eu te respondendo, a gente deve, no médio e longo prazo, buscar voltar. Agora, tem um fator que é importante também, Gustavo, eu acho que isso deslocou um pouco um terço, um terço, um terço. Por que deslocou um pouco? Quando inicialmente a gente comprava, 100% do portfólio que entrava era portfólio para transformar, você tinha aí uma curva de maturação. Então se ele gastava 4, 5 anos para que isso acontecesse.

Speaker #3: A gente, muitas das vezes, era reativo só quando chegava oferta. Hoje, a gente tem uma agenda muito próxima de vocês, principalmente de originação, de eventuais possibilidades de negócio que a gente possa fazer, dando liquidez e solvência para algum credor.

Speaker #3: Então, eu te respondendo, a gente deve, no médio e longo prazo, buscar voltar. Agora, tem um fator que é importante também, Gustavo. Eu acho que isso deslocou pouco: um terço, um terço, um terço, tá?

Speaker #3: Por que que deslocou pouco? Quando inicialmente a gente comprava, 100% do portfólio que entrava era portfólio para transformar, você tinha aí uma curva de maturação, então você gastava quatro, cinco anos para que isso acontecesse.

Speaker #3: Mais recentemente, tanto a compra do Maranhão, São José, Agrifirma... Nós compramos portfólios, eu diria, no meio do caminho da maturação, né? Então, você acelerou um pouco mais esse portfólio, ele está mais acabado.

André Guillaumon: Mais recentemente, tanto compras de Maranhão, São José, Agrifirma, nós compramos portfólio, eu diria que no meio do caminho da maturação. Você acelerou um pouco, mas esse portfólio está mais acabado. André, mas então a gente poderia acelerar venda? Isso é uma decisão que a gente sempre olha, Gustavo, do ponto de vista de rentabilidade do ativo. Quando a gente entende que aquele ativo está gerando um ROA baixo, e não é porque tem problema operacional, não é porque tem alguma dificuldade operacional, e sim porque aquela terra apreciou, é onde a gente majoritariamente vai apontar os nossos canhões para gerar liquidez de venda. Essa é uma boa notícia, porque você tem fazendas hoje que gera um ROA muito interessante, você fala: Nesse ROA eu gostaria de ficar com ela operando.

Speaker #3: André, mas então a gente poderia acelerar a venda. Isso é uma decisão que a gente sempre olha, Gustavo, do ponto de vista de rentabilidade do ativo, né?

Speaker #3: Quando a gente entende que aquele ativo está gerando um ROA baixo, e não é porque tem problema operacional, não é porque tem alguma dificuldade operacional, e sim porque é uma terra preciosa, é onde a gente majoritariamente vai apontar os nossos canhões para gerar liquidez de venda.

Speaker #3: Então, isso é uma boa notícia, porque você tem fazenda hoje que gera ROA muito interessante. Você fala: "Pô, nesse ROA eu gostaria de ficar com ela operando, e aquelas áreas que a gente entende que já atingiram a curva de maturidade, a gente vai trazendo sempre o que a gente sempre fala, 20%, 25% de resultado para aquele valor presente." Então, não tem mudança de estratégia. Eu acho que a companhia vai ser uma companhia que vai continuar comprando e vendendo terra.

André Guillaumon: E aquelas áreas que a gente entende que a gente já atingiu a curva de maturidade, a gente vai trazendo, o que a gente sempre fala, 20%, 25% resultado para aquele valor presente. Não tem mudança de estratégia. Eu acho que a companhia vai ser uma companhia que vai continuar comprando e vendendo terra. Eu diria que nos últimos 5 anos, nós vendemos mais de R$ 2 bilhões de fazenda. Nós não vamos vender R$ 2 bilhões nos próximos 5, a não ser que a gente faça uma megaaquisição, a gente vai vender. Mas é de se esperar que a gente volte a ter um pouco mais de aquisição e continue fazendo venda. Eu brinco sempre e falo que o boteco tem que estar aberto todo dia, comprando e vendendo. É assim que a gente ganha dinheiro. Comprando, vendendo, transformando, é assim que a gente ganha dinheiro. Mudança estratégica não tem.

Speaker #3: Eu diria que, nos últimos 5 anos, nós vendemos mais de R$ 2 bilhões em fazendas. Nós não vamos vender R$ 2 bilhões nos próximos 5, a não ser que a gente faça uma mega aquisição. A gente vai vender, mas é de se esperar que a gente volte a ter um pouco mais de aquisição e continue fazendo venda.

Speaker #3: Eu brinco sempre, falo que o boteco tem que estar aberto todo dia comprando e vendendo, comprando e vendendo. É assim que a gente ganha dinheiro: comprando, vendendo, transformando, né?

Speaker #3: É assim que a gente ganha dinheiro. Então, mudança estratégica não tem. O que tem é esse reequilíbrio do que entrou no portfólio; entrou no portfólio não só área de cerrado, entrou coisa mais madura, então você desequilibra um pouco.

André Guillaumon: O que tem é esse reequilíbrio do que entrou no portfólio. Entrou portfólio, não só área de cerrado, entrou coisa mais madura, então você desequilibra um pouco. E toda essa discussão que a gente tinha no passado recente de transformação ou não transformação de área, com restrições pelas trades, que a gente acha não que isso está resolvendo, mas que isso está se equalizando para respeito às legislações aplicáveis no Brasil, respeito a esse agronegócio que gera valor para a sociedade comum como um todo. Não tem uma mudança de: Ah, a empresa vai ser uma empresa operadora e deixar de ser imobiliária. Não, a gente no nosso DNA não acredita que operação pura, simplesmente pura, vai trazer a rentabilidade que o nosso acionista espera. A gente precisa ter, sem dúvida nenhuma, o fator imobiliário.

Speaker #3: E toda essa discussão que a gente tinha no passado recente de transformação ou não transformação de área, com restrições pelas trades, que a gente acha que isso está, não que isso está resolvendo, mas que isso está se equalizando para respeito às legislações aplicáveis no Brasil, respeito a esse agronegócio que gera valor para a sociedade como um todo.

Speaker #3: Então, não tem uma mudança de: 'a empresa vai ser uma empresa operadora e deixar de ser.' Não, a gente, no nosso DNA, não acredita que operação pura, por operação pura, simplesmente pura, vai trazer a rentabilidade que o nosso acionista espera.

Speaker #3: A gente precisa ter, sem dúvida nenhuma, fator imobiliário.

Speaker #2: Está super claro, André. Obrigado pelas respostas e fico no aguardo para o próximo convite para visitar a fazenda.

Gustavo Troyano: Está superclaro, André. Obrigado pelas respostas e aguardo pelo próximo convite para visitar a fazenda.

Speaker #3: Pode deixar. Se bem que não tem evento, você vai comigo, vai, nós vamos juntos.

André Guillaumon: Pode deixar, se bem que não tenha evento, você vem comigo. Vai, Dino, nós vamos juntos.

Speaker #2: Bora.

Gustavo Troyano: Vambora!

Speaker #1: Bom, tem uma última pergunta aqui que mandaram por escrito. Na verdade, são várias, que vieram do Mateus Paulino, investidor pessoa física, mas algumas a gente já respondeu aqui no decorrer do call.

Ana Paula Zerbinati: Bom, tem uma última pergunta aqui que mandaram por escrito. Na verdade são várias, veio do Mateus Paulino, investidor pessoa física, mas algumas a gente já respondeu aqui no decorrer do call. Eu vou só fazer a última pergunta que ficou, que é com relação à faixa do preço da ação, que se encontra a BRL 19 contra o NAV de BRL 38.17: Por que a companhia pretende distribuir BRL 30 million de dividendos de reserva, em vez de recomprar ações? Como o conselho compara o retorno de vender terra ao valor interno versus comprar o próprio ativo com 50% de desconto?

Speaker #1: Então, eu vou só fazer a última pergunta que ficou, que é com relação à faixa do preço da ação, que se encontra a R$19 contra o NAV de R$38,17: por que a companhia pretende distribuir R$30 milhões de dividendos de reserva em vez de recomprar ações?

Speaker #1: Como o conselho compara o retorno de vender terra ao valor interno versus comprar o próprio ativo com 50% de desconto?

Speaker #3: Ô, pergunta cirúrgica de novo, hein? Essa pergunta podia começar respondendo assim, viu, Mateus? Uma andorinha só não faz verão, né? Então, eu acho que o que eu queria dizer é o seguinte: você, quando faz trabalho estratégico na companhia, e esse trabalho é fruto de esforço primeiro produtivo, que gera confiança, que gera atração de investidor, que gera recorrência de resultado, né?

André Guillaumon: Pergunta cirúrgica de novo. Essa pergunta eu podia começar respondendo assim, Mateus: uma andorinha só não faz verão. O que eu queria dizer é o seguinte: você quando faz um trabalho estratégico na companhia e esse trabalho é fruto de um esforço, primeiro produtivo, que gera confiança, atração ao investidor, recorrência de resultado. E que gera uma base de acionista cativo como a gente fez. A gente tem que olhar de diferentes óticas todas as decisões que são tomadas, sempre maximizando o retorno para o acionista. Mas não deixando de olhar as diferente bases acionistas e o quanto isso, às vezes, Mateus, um dividendo pago dessa forma que está sendo proposto este ano, que é muito mais uma simbologia do que um evento muito grande, mostra uma recorrência de resultado e da preocupação de gerar valor para acionista em diferentes linhas. Eu vou te dar exemplo.

Speaker #3: E que gera uma base de acionistas cativos, como a gente fez. A gente tem que olhar de diferentes óticas todas as decisões que são tomadas, sempre maximizando o retorno para o acionista, tá?

Speaker #3: Mas não deixando de olhar as diferentes bases acionistas e o quanto isso, às vezes, Mateus, dividendo pago dessa forma que está sendo proposto esse ano, que é muito mais uma simbologia do que um evento muito grande, ele mostra uma recorrência de resultado e da preocupação de gerar valor para o acionista em diferentes linhas, né?

Speaker #3: Eu vou te dar um exemplo. Nós, quando assumimos a gestão da companhia há 10 anos atrás, nós tínhamos 4.000 acionistas na base de pessoas físicas.

André Guillaumon: Nós quando assumimos a gestão da companhia há 10 anos atrás, nós tínhamos 4 mil acionistas na base de pessoas físicas. Nós chegamos aí a 138 mil, hoje nós temos próximo a 115, 120 mil acionistas na base da pessoa física. Isso tem um valor qualitativo tão grande, que ele tem certo grau de intangibilidade. Eu vou traduzir para você. Hoje eu não tenho a menor dúvida que qualquer acionista da companhia que quer liquidar sua posição na base acionária, seja ele 1%, 2%, 3%, 4%, 5%, não é capaz de mexer no preço da ação de forma expressiva, porque essa base tem uma recorrência, ela tem uma presença muito grande. Isso são valores intangíveis. Isso a gente conseguiu como? A gente conseguiu isso trabalhando muito pessoa física, que essas pessoas vieram para a base.

Speaker #3: Nós chegamos aí a 138 mil. Hoje nós temos aí próximo a 115, 120 mil acionistas na base da pessoa física. Isso tem valor qualitativo tão grande?

Speaker #3: Tão grande que é difícil, e ele tem certo grau de intangibilidade. Eu vou te dizer e traduzir para você. Hoje, eu não tenho a menor dúvida de que qualquer acionista da companhia que queira liquidar sua posição na base acionária, seja ele investidor de 2%, 3%, 4%, 5%, não é capaz de mexer no preço da ação de forma expressiva, porque essa base tem uma recorrência, ela tem uma presença muito grande, e isso são valores intangíveis.

Speaker #3: Isso a gente conseguiu como? A gente conseguiu isso trabalhando muito pessoa física, que essas pessoas vieram para a base. Então, talvez o investidor institucional fale: "Pô, André, mas não é melhor a gente recomprar?" Recomprar R$30 milhões em um portfólio de R$3,3 bilhões?

André Guillaumon: Talvez um investidor institucional fala: "André, mas não é melhor a gente recomprar?" Recomprarmos R$ 30 million num portfólio de R$ 3.3 billion, a gente estaria recomprando 0.9%. Eu quero deixar e estudar o momento de recompra, como a gente já fez. A gente já recomprou 10% das ações da companhia em circulação. Agora, nesse momento que você tem que pesar: eu vou recomprar 0.9% da companhia ou vou retribuir a confiança, a rentabilidade daquele pequeno investidor que vai gerar, sim, uma tangibilidade quando o grande precisar de liquidez? É isso que a gente toma de decisão. Quando a gente faz uma análise de caixa. A pergunta poderia ter sido até mais cirúrgica ainda de dizer: "André, mas talvez seja melhor pagar dívida do que pagar dividendo". A gente está pagando dívida.

Speaker #3: A gente estaria recomprando 0,9%, né? Eu quero deixar e estudar o momento de recomprar, como foi, como a gente já fez. A gente já recomprou 10% das ações da companhia em circulação.

Speaker #3: Agora, nesse momento que você tem que pesar: "Eu vou recomprar 0,9% da companhia ou vou retribuir a confiança, a rentabilidade daquele pequeno investidor, que vai gerar sim uma tangibilidade quando o grande precisar de liquidez?" É isso que a gente toma de decisão.

Speaker #3: E quando a gente faz uma análise de caixa, né? Quando a gente fala: "Pô, a pergunta poderia ter sido até mais cirúrgica ainda, de dizer: 'André, mas talvez seja melhor pagar a dívida do que pagar dividendo.' A gente está pagando dívida."

Speaker #3: Se vocês olharem a proposta nossa, o que nós estamos trazendo para o próximo exercício, a gente está reduzindo. A gente tem no curto prazo aí investimento de aproximadamente R$300, R$400 milhões, e estamos retomando R$200 e pouco.

André Guillaumon: Se vocês olharem a proposta nossa e o que nós estamos trazendo para o próximo exercício, a gente está reduzindo. A gente tem no curto prazo investimento de aproximadamente R$ 400 million e estamos retomando duzentos e pouco. A gente vai terminar a campanha com R$ 160 million, R$ 150 million a menos de dívida na companhia, porque isso está machucando o bolso de qualquer empresa no setor brasileiro com a taxa de juro que a gente tem. Então eu diria para você que essa decisão não tem um certo ou errado. Se a gente tivesse aqui uma disponibilidade de caixa para recomprar 10%, 15% da companhia, eu acho que a provocação sua era estar correta e a gente deveria estar fazendo. Hoje, melhor do que recomprar, é reduzir endividamento. É onde a gente está apontando e a gente acredita que isso vai trazer mais valor para o acionista.

Speaker #3: A gente vai terminar a campanha com R$160, R$150 milhões a menos de dívida na companhia, porque isso está machucando o bolso de qualquer empresa no setor brasileiro com a taxa de juros que a gente tem.

Speaker #3: Então, assim, eu diria para você que essa decisão não tem certo ou errado. Se a gente tivesse aqui uma disponibilidade de caixa para recomprar 10%, 15% da companhia, eu acho que a provocação sua era: "Está correto e a gente deveria estar fazendo." Hoje, melhor do que recomprar é reduzir endividamento.

Speaker #3: E é onde a gente está apontando, e a gente acredita que isso vai trazer mais valor para o acionista. Então, não tem o certo ou errado.

André Guillaumon: Não tem o certo ou errado. Acho que tem uma decisão muito bem pensada, uma decisão muito bem tomada, de que às vezes você tem que trazer o retorno tangível e o retorno intangível. Esse sinal para o mercado, eu acho que traz muito mais aquele retorno intangível, que se torna tangível no momento que a gente precisa. Obrigado.

Speaker #3: Eu acho que tem uma decisão muito bem pensada, é uma decisão muito bem tomada, de que às vezes você tem que trazer o retorno tangível e o retorno intangível.

Speaker #3: Esse sinal para o mercado, eu acho que ele traz muito mais aquele retorno intangível, que se torna tangível no momento em que a gente precisa.

Speaker #3: Obrigado.

Speaker #1: Bom, obrigada a todos pela participação. A gente está encerrando o nosso call agora. Boa sexta-feira e bom final de semana a todos e até o próximo

Ana Paula Zerbinati: Bom, obrigada a todos pela participação. A gente está encerrando o nosso call agora. Boa sexta-feira e bom final de semana a todos e até o próximo call. Goodbye

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Friday, September 4th, 2026 at 1:00 PM

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