Q2 2026 Camil Alimentos SA Earnings Call

Speaker #2: Bom dia. Sejam bem-vindos à videoconferência da Camil Alimentos, referente aos resultados do 2º trimestre de 2026. Estão presentes os senhores Luciano Quartiero, diretor-presidente, Flávio Vargas, diretor financeiro e de relações com investidores, e a equipe de relações com investidores da companhia.

[Company Representative] (Camil Alimentos): Bom dia, sejam bem-vindos à videoconferência da Camil Alimentos referente aos resultados do Q2 2026. Estão presentes os senhores Luciano Quartiero, Diretor Presidente, Flavio Vargas, Diretor Financeiro de Relações com Investidores e a equipe de relações com investidores da companhia. Informamos que este evento será gravado e que durante a apresentação da empresa, todos os participantes estarão apenas ouvindo a teleconferência. Em seguida, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas apenas para analistas e investidores. Gostaríamos de esclarecer também que eventuais declarações que possam ser feitas durante essa conferência relativas às perspectivas de negócio da Camil, projeções e metas operacionais e financeiras, constituem-se em crenças e premissas da diretoria da companhia, bem como informações atualmente disponíveis. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, depende de circunstâncias que podem ou não ocorrer.

Speaker #2: Informamos que este evento será gravado e que, durante a apresentação da empresa, todos os participantes estarão apenas ouvindo a teleconferência. Em seguida, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, exclusivamente para analistas e investidores.

Speaker #2: Gostaríamos de esclarecer também que eventuais declarações que possam ser feitas durante essa teleconferência, relativas às perspectivas de negócio da Camil, projeções e metas operacionais e financeiras, constituem-se em crenças e premissas da diretoria da companhia.

Speaker #2: Bem como informações atualmente disponíveis. Elas envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.

Speaker #2: Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, da indústria e outros fatores podem impactar o desempenho futuro da Camil e conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras.

[Company Representative] (Camil Alimentos): Investidores devem compreender que condições econômicas gerais da indústria e outros fatores operacionais podem afetar o desempenho futuro da Camil e conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras. Vamos iniciar a apresentação do senhor Luciano, seguida do senhor Flavio e abriremos para Q&A em aproximadamente 15 minutos. Obrigado.

Speaker #2: Vamos iniciar a apresentação do senhor Luciano, seguida do senhor Flávio, e abriremos para a Q&A em aproximadamente 15 minutos. Obrigado.

Speaker #3: Olá a todos. Sejam bem-vindos aos comentários da administração sobre os resultados do segundo trimestre de 2026, referente ao período encerrado em agosto de 2026.

Luciano Quartiero: Olá a todos. Sejam bem-vindos aos comentários da administração sobre os resultados do Q2 2026, referente ao período encerrado em agosto de 2026. Começando pelo segundo slide, com a visão consolidada dos nossos indicadores e categorias, o Q2 foi marcado por preços de matérias-primas ainda em patamares reduzidos no Brasil, mas com sinais de retomada nos preços de arroz. O volume consolidado alcançou 605 mil toneladas, retração de 5% na comparação anual, explicada principalmente pela normalização dos volumes de açúcar frente a uma base elevada no ano anterior e pelo recuo do segmento internacional. Na comparação sequencial, registramos o segundo trimestre consecutivo de crescimento, com avanço de 2% sobre o Q1. A receita líquida totalizou BRL 2.8 bilhões, redução de 7% na comparação anual, refletindo menores volumes e a retração de preços no internacional.

Speaker #3: Começando pelo segundo slide, com a visão consolidada dos nossos indicadores e categorias, o segundo trimestre foi marcado por preços de matérias-primas ainda em patamares reduzidos no Brasil, mas com sinais de retomada nos preços de arroz.

Speaker #3: O volume consolidado alcançou 605.000 toneladas, retração de 5% na comparação anual, explicada principalmente pela normalização dos volumes de açúcar, frente a uma base elevada no ano anterior.

Speaker #3: E pelo recuo do segmento internacional. Na comparação sequencial, registramos o segundo trimestre consecutivo de crescimento, com avanço de 2% sobre o primeiro trimestre. A receita líquida totalizou R$ 2,8 bilhões, redução de 7% na comparação anual, refletindo menores volumes e a retração de preços no internacional.

Speaker #3: O EBITDA alcançou R$ 225 milhões, com margem de 8,2% e uma retração de 10% na comparação anual, além de um aumento de 7% na comparação sequencial. A margem bruta expandiu 2,1 pontos percentuais, atingindo 24,7%.

Luciano Quartiero: O EBITDA alcançou BRL 225 million, com margem de 8.2% e uma retração de 10% na comparação anual e aumento de 7% na comparação sequencial. A margem bruta expandiu 2.1 pontos percentuais, atingindo 24.7%, mantendo o patamar estabelecido no Q1 deste ano. Passando agora aos destaques de cada segmento, começando pelo alto giro, que reúne grãos e açúcar no Brasil, o volume totalizou 336 mil toneladas, com queda de 5% na base anual. Essa retração é explicada principalmente pela normalização dos volumes de açúcar, cuja base do Q2 de 2025 incorporava volumes de exportação. Em grãos, o volume cresceu na comparação anual, sustentado pela captura dos planos de expansão estruturados nos últimos trimestres, reforçando que a revisão da estratégia comercial segue gerando resultados. Na comparação sequencial, o volume alcançou 1%, impulsionado por açúcar.

Speaker #3: Mantendo o patamar estabelecido no 1º trimestre deste ano. Passando agora aos destaques de cada segmento, começando pelo autogiro, que reúne grãos e açúcar no Brasil, o volume totalizou 336 mil toneladas, com queda de 5% na base anual.

Speaker #3: Essa retração é explicada principalmente pela normalização dos volumes de açúcar, cuja base do segundo trimestre de 2025 incorporava volumes de exportação. Em grãos, o volume cresceu na comparação anual, sustentado pela captura dos planos de expansão estruturados nos últimos trimestres, reforçando que a revisão da estratégia comercial segue gerando resultados.

Speaker #3: Na comparação sequencial, o volume avançou 1%, impulsionado por açúcar. No segmento de alto valor, que contempla pescados, cafés, biscoitos e massas, o volume alcançou 52 mil toneladas no trimestre, avanço de 14% na comparação anual, com contribuição positiva de todas as categorias, e de 5% na comparação sequencial, com contribuição de pescados, massas e café.

Luciano Quartiero: No segmento de Alto Valor, que contempla pescados, cafés, biscoitos e massas, o volume alcançou 52 mil toneladas no trimestre, avanço de 14% na comparação anual, com contribuição positiva de todas as categorias e de 5% na comparação sequencial, com contribuição de pescados, massas e café. Pescados e café seguem como grandes destaques do segmento. Pescado se beneficia de uma tendência estrutural e crescente de consumo saudável. Já café mantém uma trajetória de desenvolvimento consistente, com expansão do portfólio, lançamento de inovações e ganho progressivo de presença no mercado, acumulando avanços relevantes trimestre após trimestre. No segmento internacional, os volumes somaram 217 mil toneladas, retração de 8% na base anual. O recuo foi concentrado no Uruguai, refletindo o movimento natural de oscilação de volumes durante os trimestres, com volume mais previsível no consolidado anual.

Speaker #3: Pescados e café seguem como grandes destaques do segmento. Pescados se beneficia de uma tendência estrutural e crescente de consumo saudável, já café mantém uma trajetória de desenvolvimento consistente, com expansão do portfólio e lançamento de inovações, além de ganho progressivo de presença no mercado, acumulando avanços relevantes trimestre após trimestre.

Speaker #3: No segmento internacional, os volumes somaram 217 mil toneladas, uma retração de 8% na base anual. O recuo foi concentrado no Uruguai, refletindo o movimento natural de oscilação de volumes durante os trimestres.

Speaker #3: Com volume mais previsível no consolidado anual. Esse efeito foi parcialmente atenuado pelo crescimento nos volumes do Chile, Peru e Equador, além da contribuição do Paraguai, que integrou nossos resultados a partir do 3º trimestre de 2025.

Luciano Quartiero: Esse efeito foi parcialmente atenuado pelo crescimento nos volumes do Chile, Peru e Equador, além da contribuição do Paraguai, que integrou nossos resultados a partir do Q3 de 2025. Na visão sequencial, o segmento teve avanço de 3% nos volumes, impactado pelo Uruguai, Peru e Equador. O preço líquido médio recuou 18% na comparação anual. Na comparação sequencial, observamos uma recomposição de 4%. Para encerrar, seguimos convictos de que a combinação de marcas líderes, execução disciplinada e uma estratégia bem definida de criação de valor nos posiciona de forma sólida para o que está à frente. A consistência na entrega de crescimento de volumes é um sinal importante de que as ações que implementamos estão tendo efeito. Passo a palavra agora ao Flavio para os resultados financeiros.

Speaker #3: Na visão sequencial, o segmento teve avanço de 3% nos volumes, impactado pelo Uruguai, Peru e Equador. O preço líquido médio recuou 18% na comparação anual.

Speaker #3: Na comparação sequencial, observamos uma recomposição de 4%. Para encerrar, seguimos convictos de que a combinação de marcas líderes, execução disciplinada e uma estratégia bem definida de criação de valor nos posiciona de forma sólida para o que está à frente. A consistência na entrega de crescimento de volumes é sinal importante de que as ações que implementamos estão tendo efeito.

Speaker #3: Passo a palavra agora ao Flávio para os resultados financeiros. Obrigado, Luciano. Começando com a comparação anual, a receita líquida do trimestre foi de R$ 2,8 bilhões.

Flavio Vargas: Obrigado, Luciano. Começando com a comparação anual, a receita líquida do trimestre foi de BRL 2.8 billion, queda de 7% frente ao Q2 de 2025. No Brasil, a receita ficou praticamente estável, com alta de 1%, enquanto o internacional registrou retração de 25%, impactado pela queda de volumes e preços. O custo dos produtos vendidos recuou 10%, em função de menores preços de insumos no período. Com isso, o lucro bruto avançou para BRL 682 million, crescimento de 1% no ano, com margem bruta de 24.7%, uma expansão de 2.1 pontos percentuais. Em relação às despesas operacionais, o SG&A correspondeu a 20% da receita líquida, aumento de 2.9 pontos percentuais sobre o Q2 de 2025. É importante lembrar que o percentual de SG&A sobre a receita é impactado não apenas pelo crescimento das despesas, mas também pela dinâmica da receita.

Speaker #3: Queda de 7% frente ao 2º trimestre de 2025. No Brasil, a receita ficou praticamente estável, com alta de 1%, enquanto o internacional registrou retração de 25%, impactado pela queda de volumes e preços.

Speaker #3: O custo dos produtos vendidos recuou 10%, em função de menores preços de insumos no período. Com isso, o lucro bruto avançou para R$682 milhões, crescimento de 1% no ano, com margem bruta de 24,7%, expansão de 2,1 pontos percentuais.

Speaker #3: Em relação às despesas operacionais, o SG&A correspondeu a 20% da receita líquida, aumento de 2,9 pontos percentuais sobre o segundo trimestre de 2025. É importante lembrar que o percentual de SG&A sobre a receita é impactado não apenas pelo crescimento das despesas, mas também pela dinâmica da receita.

Speaker #3: No período, a receita foi pressionada por preços de arroz em patamares baixos, e uma eventual normalização contribuirá para a diluição natural dessas despesas como proporção da receita líquida.

Flavio Vargas: No período, a receita foi pressionada por preços de arroz em patamares baixos e uma eventual normalização contribuirá para a diluição natural dessas despesas como proporção da receita líquida. O EBITDA totalizou BRL 225 milhões, redução de 10% em relação ao Q2 de 2025, com margem de 8.2%. Olhando a evolução sequencial frente ao Q1 de 2026, a receita líquida cresceu 4%, com o CPV avançando 3%. O lucro bruto expandiu 5% e a margem bruta ganhou 0.2 pontos percentuais. O EBITDA registrou alta de 7.3% no trimestre, com avanço de 0.3 ponto percentual na margem. Passando ao resultado financeiro, a despesa líquida totalizou BRL 128 milhões no trimestre, representando uma melhora de 10%, tanto na comparação anual quanto na sequencial. O principal fator positivo foi o ganho não recorrente de BRL 21 milhões com a liquidação de derivativos de açúcar.

Speaker #3: O EBITDA totalizou R$ 225 milhões, redução de 10% em relação ao 2º trimestre de 2025, com margem de 8,2%. Olhando a evolução sequencial frente ao 1º trimestre de 2026, a receita líquida cresceu 4%, com o CPV avançando 3%.

Speaker #3: O lucro bruto expandiu 5% e a margem bruta ganhou 0,2 ponto percentual. O EBITDA registrou alta de 7,3% no trimestre, com avanço de 0,3 ponto percentual na margem.

Speaker #3: Passando ao resultado financeiro, a despesa líquida totalizou R$128 milhões no trimestre, representando uma melhora de 10%, tanto na comparação anual quanto na sequencial.

Speaker #3: O principal fator positivo foi o ganho não recorrente de R$ 21 milhões com a liquidação de derivativos de açúcar. Esse benefício foi parcialmente compensado pelo aumento da despesa com juros sobre financiamento, atualizações monetárias e processos judiciais, além de ganho cambial inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Flavio Vargas: Esse benefício foi parcialmente compensado pelo aumento das despesas com juros sobre financiamento, atualizações monetárias de processos judiciais e um ganho cambial inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Sobre a estrutura de capital, a dívida líquida encerrou o período em BRL 4.1 bilhões, com alavancagem de 4.7x dívida líquida sobre EBITDA dos últimos 12 meses, estável em relação ao trimestre passado. Cabe relembrar que o capital de giro da Camil tem uma sazonalidade estrutural, especialmente em função do arroz. O primeiro período do exercício usualmente apresenta a maior necessidade de capital de giro e, consequentemente, maior consumo de caixa, enquanto o restante do ano usualmente apresenta liberação. Vale destacar que os nossos covenants de dívida líquida por EBITDA são apurados apenas no Q4, devido a essa sazonalidade característica de capital de giro no nosso modelo de negócio.

Speaker #3: Sobre a estrutura de capital, a dívida líquida encerrou o período em R$ 4,1 bilhões, com alavancagem de 4,7 vezes dívida líquida sobre EBITDA dos últimos 12 meses.

Speaker #3: Estável em relação ao trimestre passado. Cabe relembrar que o capital de giro da Camil tem uma sazonalidade estrutural, especialmente em função do arroz. O primeiro período do exercício usualmente apresenta maior necessidade de capital de giro e, consequentemente, maior consumo de caixa.

Speaker #3: Enquanto o restante do ano usualmente apresenta uma liberação, vale destacar que os nossos cobros de dívida líquida por EBITDA são apurados apenas no 4º trimestre, devido a essa sazonalidade característica de capital de giro no nosso modelo de negócio.

Speaker #3: O CAPEX no trimestre atingiu R$ 53 milhões, redução de 66% na comparação anual e 32% no sequencial, refletindo a normalização dos investimentos após a conclusão das obras de Cambaí e retorno ao patamar de manutenção.

Flavio Vargas: O Capex, no trimestre, atingiu BRL 53 milhões, redução de 66% na comparação anual e 32% no sequencial, refletindo a normalização dos investimentos após a conclusão das obras de Cambuí e retorno ao patamar de manutenção. Para finalizar, reforçando a mensagem do Luciano, temos convicção de que a proximidade com clientes, investidores, consumidores e parceiros, somada à qualidade da nossa execução, seguirão sustentando resultados consistentes e fortalecendo a posição da Camil entre as principais companhias de alimentos da América Latina. Ficamos à disposição para a sessão de perguntas e respostas. Obrigado a todos.

Speaker #3: Para finalizar, reforçando a mensagem do Luciano, temos convicção de que a proximidade com clientes e investidores, consumidores e parceiros, somada à qualidade da nossa execução, seguirá sustentando resultados consistentes e fortalecendo a posição da Camil entre as principais companhias de alimentos da América Latina.

Speaker #3: Ficamos à disposição para a sessão de perguntas e respostas. Obrigado a todos.

Speaker #1: Iniciaremos as respostas para investidores e analistas. Caso deseje fazer alguma pergunta, por favor pressione o botão "Levante a Mão" ("Raise Hand"). Se a sua pergunta for respondida, você pode sair da fila clicando novamente no botão.

[Company Representative] (Camil Alimentos): Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas para investidores e analistas. Caso deseje fazer alguma pergunta, por favor, pressione o botão "levante a mão", "raise hand". Se a sua pergunta for respondida, você pode sair da fila clicando novamente no botão. Nossa primeira pergunta vem do senhor Guilherme Guttilla, do banco BTG Pactual. Senhor Guilherme, o senhor está liberado.

Speaker #2: Nossa primeira pergunta vem do senhor Guilherme Gutila, do Banco BTG Pactual. Senhor Guilherme, o senhor está liberado.

Speaker #1: Bom dia, Luciano. Bom dia, Flávio. Bom dia, Jennifer. Tudo bem? Então, do nosso lado aqui são duas perguntas referentes ao segmento de autogiro. Por favor, a primeira relacionada a preço: gostaria de entender como vocês estão vendo o preço do arroz Guaraná Ponta, já que neste segundo trimestre ainda não vimos esse aumento de preços vindo da commodity.

Guilherme Guttilla: Bom dia, Luciano. Bom dia, Flavio. Bom dia, Jennifer. Tudo bem? Do nosso lado aqui são duas perguntas referentes ao segmento de alto giro, por favor. Primeiro relacionado a preço, entender como que vocês estão vendo o preço de arroz agora na ponta, já que nesse segundo trimestre a gente ainda não viu esse aumento de preços vindo da commodity. Então se vocês imaginam que a gente já conseguiria ver isso nos próximos dois trimestres. A segunda pergunta, também no alto giro, mas agora relacionada ao açúcar, porque nas últimas vezes que a gente viu uma grande alta no açúcar, as margens de vocês nesse segmento acabaram comprimindo um pouco. Então tentando entender como que estão as margens agora, por favor.

Speaker #1: Então, vocês imaginam que a gente já conseguiria ver isso nos próximos dois trimestres? E a segunda pergunta também é sobre o autogiro, mas agora relacionada ao açúcar.

Speaker #1: Porque, nas últimas vezes em que a gente viu uma grande alta no açúcar, as margens de vocês nesse segmento acabaram comprimindo pouco. Então, estou tentando entender como estão as margens agora, por favor.

Speaker #3: Guilherme, obrigado pelas perguntas. Bom, o tema do preço do arroz, né, ele teve uma recuperação grande que aconteceu ao longo do mês de agosto, mas os nossos preços de venda foram mais concentrados na última semana de agosto.

Flavio Vargas: Guilherme, obrigado pelas perguntas. Bom, o tema preço do arroz, a recuperação grande de preço aconteceu ao longo do mês de agosto, mas os nossos preços de venda foram mais concentrados na última semana de agosto. Então, realmente, o efeito da alta dos preços nas nossas vendas praticamente não impactaram o nosso segundo trimestre, mas impactaram já em cheio o mês de setembro. Então, como você colocou, ao longo de setembro, do nosso terceiro tri até novembro e provavelmente no nosso quarto tri, esse impacto desse novo patamar de preço vai ficar muito claro. Eu acho que eu vou aproveitar essa pergunta de preço. Tem uma expectativa, os números anunciados aqui de plantio é já de uma área menor. A gente já vem verbalizando aqui há alguns trimestres essa preocupação que o El Niño pode ter na produtividade e na área plantada.

Speaker #3: Então, realmente o efeito da alta dos preços nas nossas vendas praticamente não impactou o nosso 2º trimestre, mas já impactou em cheio o mês de setembro.

Speaker #3: Então, como você colocou, ao longo de setembro e do nosso 3º tri até novembro, e provavelmente no nosso 4º tri, esse impacto desse novo patamar de preço vai ficar muito claro.

Speaker #3: Eu acho que vou aproveitar essa pergunta de preço, né? Eu acho que tem uma expectativa... Os números anunciados aqui de plantio já são de uma área menor. A gente já vem verbalizando aqui alguns trimestres essa preocupação que o El Niño pode ter na produtividade e na área plantada.

Speaker #3: Então, nós estamos entrando no momento de plantio no Rio Grande do Sul e as chuvas já têm atrasado um pouco o plantio, então esse impacto começa, na prática, a acontecer. Mas realmente eu acho que os meses de novembro, dezembro e janeiro vão ser decisivos para a gente mensurar o tamanho do impacto que vai acabar tendo na safra.

Flavio Vargas: Então nós estamos entrando no momento de plantio no Rio Grande do Sul e as chuvas já têm atrasado um pouco o plantio, então esse impacto começa, na prática, a acontecer, mas realmente eu acho que os meses de novembro, dezembro e janeiro vão ser decisivos pra gente mensurar o tamanho do impacto que vai acabar tendo na safra. Eu estou fazendo esse comentário porque pode, dependendo do tamanho do impacto, os preços subirem mais do que tem acontecido. Com relação ao açúcar, as margens, com essa alta, nossa margem vinha já no trimestre passado num patamar baixo de rentabilidade. A gente tem conseguido defender esses patamares baixos, então não sofremos maiores impactos. Eu acho que ela está muito em linha com o que aconteceu no trimestre anterior. Eu acho que o tema que nós fomos muito impactados no passado foi quando o preço internacional passou de 25 centavos.

Speaker #3: Então, eu estou fazendo esse comentário porque, dependendo do tamanho do impacto, os preços podem subir mais do que tem acontecido. Com relação ao açúcar, as margens, né, com essa alta, nossa margem já vinha, no trimestre passado, num patamar baixo de rentabilidade. A gente tem conseguido defender esses patamares baixos, então não sofremos maiores impactos.

Speaker #3: Eu acho que ela está muito em linha com o que está acontecendo no trimestre anterior. Eu acho que o tema em que nós fomos muito impactados no passado foi quando o preço internacional passou de 25 centavos.

Speaker #3: E hoje o preço internacional está ali na casa, ele tem oscilado entre 20 e 22. Então, acredito, olhando o nosso histórico, que quando ele passar desses patamares de 25, realmente a gente começa a ter impacto maior na nossa rentabilidade.

Flavio Vargas: E hoje o preço internacional tem oscilado entre 20 e 22. Então eu acredito, olhando o nosso histórico, quando ele passar desses patamares de 25, que realmente a gente começa a ter um impacto maior da nossa rentabilidade. Eu acho que eram esses meus comentários aqui, Guilherme.

Speaker #3: Eu acho que eram esses meus comentários aqui, Guilherme.

Speaker #1: Perfeito. Muito claro. Obrigado.

Guilherme Guttilla: Perfeito, muito claro. Obrigado.

Speaker #2: Nossa próxima pergunta vem do senhor Henrique Brustolin, do Bradesco BBI. Senhor Henrique, seu áudio está liberado.

[Company Representative] (Camil Alimentos): Nossa próxima pergunta vem do senhor Henrique Brustolin, do Bradesco BBI. Senhor Henrique, o seu áudio está liberado.

Speaker #1: Bom dia, Luciano. Flávio, Jennifer, obrigado por responder minhas perguntas. Eu tenho duas também. A primeira é sobre o internacional, né? A gente viu o trimestre com uma margem bruta bastante forte, né?

Henrique Brustolin: Bom dia, Luciano, Flavio, Jennifer. Obrigado por pegar minhas perguntas. Eu tenho duas também. A primeira é sobre o internacional. A gente viu um trimestre com uma margem bruta bastante forte. Ele ajuda a compensar parte do ambiente de preços menores e a desalavancagem do SG&A, mas olhando numa perspectiva mais longa, a margem EBITDA de 7.5% no trailing ainda é baixa para níveis históricos. Então a pergunta é mais entender o que seria necessário para voltar para aqueles patamares históricos mais próximos de dois dígitos. Se a gente está falando basicamente dessa recuperação de preços de arroz que agora começa a acontecer ou se tem alguma dinâmica específica em algum mercado que precise ser endereçada para voltar para esse patamar. Essa é a primeira. A segunda é sobre desalavancagem.

Speaker #1: Ele ajuda a compensar parte do ambiente de preços menores e a desalavancagem, né, do do SGNA. Mas olhando numa, né, numa perspectiva mais longa, a margem EBITDA 7,5% no tri, ela ainda é ela é baixa para níveis históricos, né?

Speaker #1: Então, a a pergunta é mais entender o que que seria necessário para voltar para aqueles patamares históricos, né, mais próximos de dois dígitos. Se se a gente está falando basicamente, né, dessa recuperação de preços de arroz que agora começa a acontecer, ou se, enfim, tem alguma dinâmica específica em algum mercado que que precise ser endereçada para voltar para esse patamar.

Speaker #1: Essa é a primeira. E a segunda é sobre desalavancagem, né? Parece que agora o ambiente para desalavancagem e geração de resultado da companhia fica bem mais favorável, com o que a gente está vendo de preço de arroz na ponta e com perspectiva de queda de juros.

Henrique Brustolin: Parece que agora o ambiente para desalavancagem e geração de resultado da companhia fica bem mais favorável com o que a gente está vendo de preço de arroz na ponta e com perspectiva de queda de juros. Então só para ouvir como vocês estão pensando na trajetória de desalavancagem ao longo dos próximos anos e o que seria uma meta de estrutura de capital, alavancagem, que vocês estariam confortáveis em voltar a pensar mais ativamente projetos de crescimento. Obrigado.

Speaker #1: Então, só para pensar só para para ouvir como vocês estão pensando, né, na na história de desalavancagem ao longo dos próximos anos, e o que que seria uma meta, né, de de de estrutura de capital, né, alavancagem que vocês estariam confortáveis em voltar a pensar mais ativamente projetos de crescimento.

Speaker #1: Obrigado.

Speaker #3: Henrique, obrigado pelas perguntas. De fato, o Internacional, a rentabilidade, né, a margem EBITDA, foi menor nesse primeiro semestre. Ele foi impactado como nós aqui no Brasil, né, as operações brasileiras, pelos preços em queda.

Luciano Quartiero: Henrique, obrigado pelas perguntas. De fato, internacional, a rentabilidade, a margem EBITDA foi menor nesse H1. Ele foi impactado, como nós aqui no Brasil, as operações brasileiras, pelos preços em queda. A recuperação de preço, que são patamares mais saudáveis de preço para toda a cadeia, não só aqui no Brasil, mas para os países também, começou a aparecer em setembro. Então a nossa expectativa é que esse efeito positivo de melhores preços que nós temos aqui no Brasil, ele também acontece nos países. Então a nossa expectativa é que a rentabilidade da área internacional no H2 vai voltar e tende a ficar levemente acima dos patamares históricos. Então o efeito do preço da alta do preço do arroz tem esse efeito semelhante ao que acontece aqui no Brasil. Eu acho que esse é o principal tema.

Speaker #3: A recuperação de preço, né, que são patamares mais saudáveis de preço para toda a cadeia, não só aqui no Brasil, mas para os países também, começou a aparecer em setembro.

Speaker #3: Então, a nossa expectativa é que esse efeito positivo de melhores preços que nós temos aqui no Brasil também aconteça nos países internacionais. Então, a nossa expectativa é que a rentabilidade da área internacional no 2º semestre vai voltar e tende a ficar levemente acima dos patamares históricos.

Speaker #3: Então, esse o efeito do preço da alta do preço do arroz, ele ele tem esse efeito semelhante ao que acontece aqui no Brasil. Eu acho que esse é o principal tema, né?

Luciano Quartiero: A nossa operação no Peru anda com uma rentabilidade baixa nos últimos anos, a gente tem feito um plano lá de ação de recuperação muito importante e a margem vem melhorando ao longo do tempo. A gente estava naquela recuperação gradual dos resultados no Peru e com a alta do preço, isso tende a acelerar um pouco esse nosso processo. Eu acho que esse é o único comentário adicional aqui sobre o internacional. Sobre a desalavancagem, eu acho que são diversos fatores que vão colaborar para acelerar a desalavancagem daqui para frente. Nós temos o patamar menor de Capex, que já vem acontecendo no H1. Nós concluímos os grandes projetos, principalmente a nossa planta nova no Cambaí. Nós concluímos também nos últimos anos expansão nas fábricas de diferentes categorias. Então, de fato, teremos Capex menores neste ano e no próximo ano.

Speaker #3: A nossa operação no Peru tem apresentado rentabilidade baixa nos últimos anos. A gente tem implementado um plano de ação de recuperação muito importante lá, e a margem vem melhorando ao longo do tempo.

Speaker #3: A gente estava naquela recuperação gradual dos resultados no Peru. E, com a alta do preço, isso tende a acelerar um pouco esse nosso processo.

Speaker #3: Então, eu acho que isso é o único comentário adicional aqui sobre o internacional. Sobre a desalavancagem, eu acho que são diversos fatores que vão colaborar para acelerar a desalavancagem daqui para frente, né?

Speaker #3: Nós temos o patamar menor de CAPEX, que já vem acontecendo no 1º semestre. Nós concluímos os grandes projetos, principalmente a nossa planta nova no Cambaí. Nós concluímos também nos últimos anos a expansão nas fábricas de diferentes categorias.

Speaker #3: Então, de fato, teremos CAPEX menor neste segundo trimestre, neste ano e no próximo ano. Então, essa menor alocação deixa o caixa mais disponível para redução, para desalavancagem.

Luciano Quartiero: Essa menor alocação deixa a caixa mais disponível para redução, para desalavancagem. Os juros menores também nos auxiliam. Aqui eu acho que um tema é se quão mais ou menos menor ele será do patamar que nós temos hoje. Nós temos essa melhora de resultado, que também vai aumentar nossa geração de caixa. E nós também já vínhamos há algum tempo trabalhando em alguns ativos que não rentabilizam como nós gostaríamos e que não são tão essenciais para a nossa operação, que a companhia tem reavaliado aqui, como é o caso dessa nossa planta pequena de Dom Pedrito, que nós vendemos nesse trimestre. Então nós estamos olhando que tem mais alguns outros ativos que a gente poderia vender. Então essas quatro frentes auxiliam. Eu acho que a companhia começaria a pensar em outras formas de crescimento quando a alavancagem ficar abaixo de 2.5x.

Speaker #3: Os juros menores também nos auxiliam, né? Aqui, eu acho que o tema é esse: quão mais ou menos menor ele será do patamar que nós temos hoje.

Speaker #3: Nós temos essa melhora de resultado, que também vai aumentar a nossa geração de caixa. E nós também já vínhamos há algum tempo trabalhando em alguns ativos que não rentabilizam como nós gostaríamos e que não são tão essenciais para a nossa operação. A companhia tem reavaliado aqui, como é o caso dessa nossa planta pequena de Dom Pedrito, que nós vendemos nesse trimestre. Então, nós estamos olhando, porque tem mais alguns outros ativos que a gente poderia vender.

Speaker #3: Então, essas quatro frentes auxiliam. Eu acho que a companhia começaria a pensar em outras formas de crescimento quando a alavancagem ficar abaixo de 2,5 vezes.

Speaker #3: Então, aqui obviamente a gente espera atingir isso em um prazo — eu não quero criar nenhuma expectativa e nem dizer prazo — mas, considerando a melhora de rentabilidade, que ela gera caixa, e todos esses fatores, isso tende a acontecer em um prazo curto ou médio de tempo.

Luciano Quartiero: Atualmente, a gente espera atingir isso num prazo, eu não quero criar nenhuma expectativa e nem dizer um prazo, mas considerando a melhora de rentabilidade, que ela gera caixa, todos esses fatores, isso tende a acontecer num prazo curto ou médio de tempo. Acho que eram esses meus comentários, Henrique.

Speaker #3: Acho que eram esses meus comentários, Henrique.

Speaker #1: Excelente, Luciano. Super claro. Muito obrigado.

Henrique Brustolin: Excelente, Luciano, super claro. Muito obrigado.

Speaker #2: Nossa próxima pergunta vem da senhora Júlia Zaniolo, do Bank of America. Senhora Júlia, o seu áudio está liberado.

[Company Representative] (Camil Alimentos): Nossa próxima pergunta vem da senhora Júlia Zaniolo, do Bank of America. Senhora Júlia, o seu áudio está liberado.

Júlia Zaniolo: Bom dia, pessoal. Obrigada pelo espaço. Eu queria tirar umas dúvidas em relação ao Alto Valor. Acho que eles tiveram sequencialmente um aumento de preço e volumes que foi interessante. Eu queria entender como que vocês estão sentindo o ambiente de repasse de preços ou aumento de preços nessas categorias, até porque a gente vinha discutindo ambientes para repasse um pouco mais difíceis, acho que em várias categorias de consumo. Em relação ao volume, o que vocês têm feito da estratégia que vocês vinham comentando, de go to market, que tem dado certo e que foram refletidos nesse aumento de volume, o que vocês ainda acham que tem para ser capturado, para a gente entender se tem espaço para ganhar ainda mais volume e market share.

Speaker #4: Bom dia, pessoal. Obrigada pelo espaço. Eu queria tirar umas dúvidas em relação ao valor adicionado. Acho que vocês tiveram, sequencialmente, aumento de preço e volumes, o que foi interessante.

Speaker #4: E aí eu queria entender, assim, como que vocês estão sentindo o ambiente de repasse de preços ou aumento de preços nessas categorias. Até porque a gente vinha discutindo, né, ambientes para repasse um pouco mais difíceis, e acho que em várias categorias de consumo.

Speaker #4: E, em relação ao volume, né, o que vocês têm feito da estratégia que vocês vinham comentando, né, de go-to-market, que tem dado certo e que foi refletida nesse aumento de volume?

Speaker #4: O que vocês ainda acham que tem para ser capturado para a gente entender se tem espaço para ganhar ainda mais volume e market share?

Speaker #3: Júlia, obrigado pelas perguntas. Nas categorias, né, de alto valor, as dinâmicas são diferentes, né? Eu acho que, por exemplo, em pescados, como nós estamos nesse cenário de suprimento de sardinha muito justo e estamos mais preocupados com o volume que nós vamos ter disponível até o final dessa safra, até a quaresma, é uma categoria em que o repasse de preço acontece de forma mais fluida.

Luciano Quartiero: Júlia, obrigado pelas perguntas. Nas categorias de Alto Valor, as dinâmicas são diferentes. Eu acho que, por exemplo, em pescados, como nós estamos nesse cenário de suprimento de sardinha muito justo e estamos mais preocupados com o volume que nós vamos ter disponível até o final dessa safra, até a Quaresma, é uma categoria que o repasse de preço acontece de forma mais fluida. Café, o preço teve uma leve queda, está com uma tendência de queda por conta da expectativa de produção, ainda não tendo nenhum efeito de El Niño. Nas categorias de massa e biscoito, tem aqui a expectativa de um impacto do preço do trigo, mas são categorias que o repasse também é mais aguerrido, vamos chamar assim. Então acho que de uma forma geral, repasse de preço no cenário atual nunca é fácil, tem sido bem brigado, mas tem acontecido.

Speaker #3: Né? Café, o preço teve uma leve queda, estava com uma tendência de queda por conta da expectativa de produção, ainda não tendo nenhum efeito de aninho.

Speaker #3: E nas categorias de massa e biscoito, tem aqui a expectativa de impacto do preço do trigo, mas são categorias que o repasse também está, ele é mais aguerrido, vamos chamar assim.

Speaker #3: Então, eu acho que, de uma forma geral, repasse de preço no cenário atual nunca é fácil. Tem sido bem brigado, mas ele tem acontecido.

Speaker #3: A rentabilidade, sem querer falar aqui das categorias individualmente, né, café e pescados, a gente já mencionou, elas estão com rentabilidade acima do patamar histórico, enquanto que massa e biscoitos estão abaixo do histórico, mas o net é positivo para a categoria.

Luciano Quartiero: A rentabilidade, sem querer falar aqui das categorias individualmente. Café e pescados, a gente já mencionou, elas estão com rentabilidade acima do patamar histórico, enquanto que massa e biscoitos estão abaixo do histórico, mas o net é positivo para a categoria. Nós estamos vendo que essa posição atual tende a se manter para o próximo trimestre. Sobre o crescimento, a companhia realmente alocou muito esforço nessa nova ida ao mercado. Colhemos os frutos ao longo do primeiro e segundo trimestre. A gente tem um crescimento importante em todas as categorias e a expectativa é que a gente continue colhendo esses frutos no próximo semestre. Cada vez que a gente atinge um novo patamar, fica mais difícil replicar o mesmo nível de crescimento que nós estamos tendo, mas a gente enxerga que com esse novo modelo, a gente tem espaço para capturar um crescimento interessante e significativamente acima do nosso crescimento histórico.

Speaker #3: E nós estamos vendo que essa posição atual tende a se manter para o próximo trimestre. Sobre o crescimento, a companhia realmente alocou muito esforço nessa nova ida ao mercado, colhemos os frutos ao longo do 1º e 2º trimestre.

Speaker #3: A gente tem crescimento importante em todas as categorias, e a expectativa é que a gente continue colhendo esses frutos no próximo semestre, né? Cada vez que a gente atinge um novo patamar, fica mais difícil replicar o mesmo nível de crescimento que nós estamos tendo, mas a gente enxerga que, com esse novo modelo, nós temos espaço para capturar ainda um crescimento interessante e significativamente acima do nosso crescimento histórico.

Speaker #3: Então, eu pessoalmente estou muito animado com essa nossa nova forma de ir ao mercado, considerando esse cenário desafiador de renda, né, o impacto de juros, o quanto o juros está consumindo a renda, quanto que as bets estavam consumindo da renda. Vamos ver se isso realmente vai ser encerrado ou não, e o próprio impacto das canetinhas nesse cenário que é mais desafiador.

Luciano Quartiero: Eu pessoalmente estou muito animado com essa nossa nova forma de ir ao mercado, considerando esse cenário desafiador de renda, impacto de juros, o quanto o juro está consumindo a renda, o quanto que as bets estavam consumindo da renda, vamos ver se isso realmente vai ser encerrado ou não, e o próprio impacto das canetinhas. Então nesse cenário que é mais desafiador, a gente conseguir entregar crescimento em todas as categorias, mostra que nós acertamos bem isso. Então estou muito animado, acho que tem mais frutos para colher, sim, Júlia. Obrigado pelas perguntas.

Speaker #3: A gente conseguir entregar crescimento em todas as categorias mostra que nós acertamos bem isso. Então, estou muito animado. Acho que tem mais frutos para colher, sim, Júlia.

Speaker #3: Então, obrigado pelas perguntas.

Speaker #4: Está ótimo. Obrigada.

Júlia Zaniolo: Está ótimo, obrigada.

Speaker #2: Nossa próxima pergunta vem do senhor Bruno Tomazetto, do Itaú BBA. Senhor Bruno, seu áudio está liberado.

[Company Representative] (Camil Alimentos): Nossa próxima pergunta vem do senhor Bruno Tomazetto, do Itaú BBA. Senhor Bruno, o seu áudio está liberado.

Speaker #1: Oi, pessoal, bom dia. Sempre bom falar com vocês. Eu tenho duas também do meu lado, tá? A primeira é sobre essa parcela de incremento no SGNI em função de despesa com promotor e material promocional.

Bruno Tomazetto: Oi, pessoal, bom dia. Sempre bom falar com vocês. Eu tenho duas também do meu lado. A primeira é sobre essa parcela de incremento no SG&A em função de despesa com promotor e material promocional. Eu queria só entender com vocês como que a gente pensa a continuidade dessas iniciativas daqui pra frente. Eu entendo que a contrapartida disso aqui possivelmente tenha sido ganho de volume e Alto Valor, todo o ganho de margem bruta. Aí me parece que em algum momento, depois dessa tração inicial, daria pra remover esses incentivos e as marcas continuam se beneficiando de carga de preço pro consumidor, percepção de valor e tudo mais. Então só queria entender como que a gente espera a continuidade dessas iniciativas pela frente e onde vocês acreditam que essa margem bruta mais estrutural já deveria estar rodando hoje, mesmo sem esses incentivos, se esse for o caso.

Speaker #1: Eu queria só entender com vocês como a gente pensa a continuidade dessas iniciativas daqui para frente. Eu entendo que a contrapartida disso aqui possivelmente tenha sido o ganho de volume no alto valor, todo o ganho de margem bruta.

Speaker #1: E aí, me parece que em algum momento, depois dessa tração inicial, daria para remover esses incentivos, e as marcas continuam se beneficiando de carregos de prejuízo de consumidor, percepção de valor e tudo mais.

Speaker #1: Então, só queria entender como que a gente espera a continuidade dessas iniciativas pela frente e onde vocês acreditam que essa margem bruta mais estrutural já deveria estar rodando hoje, mesmo sem esses incentivos, se esse for o caso, tá?

Speaker #1: E aí, a segunda é um follow-up rápido nessa discussão do internacional e sobre a captura daquelas oportunidades que a gente falava depois do deal do Paraguai.

Bruno Tomazetto: A segunda é um follow-up rápido nessa discussão do internacional e sobre a captura daquelas oportunidades que a gente falava depois do deal do Paraguai. Eu lembro que a gente discutia principalmente lá sobre a originação competitiva pro Brasil e pro Paraguai, e até oportunidade de arbitragem, se não me engano. Então seria ótimo se vocês pudessem trazer essa visão mais atualizada sobre esses ganhos e se tem alguma oportunidade daqui pra frente com esse preço de arroz um pouco mais elevado, principalmente no cenário de El Niño, de fazer esse tipo de triangulação, arbitragem ou algum tipo nesse sentido daqui pra frente. É isso, obrigado.

Speaker #1: Lembro que a gente discutia principalmente lá sobre a originação competitiva para o Brasil e para o Paraguai, e até oportunidade de arbitragem, se eu não me engano.

Speaker #1: Então, seria ótimo se vocês pudessem trazer essa visão mais atualizada sobre esses ganhos e se tem alguma oportunidade daqui para frente com esse preço de arroz um pouco mais elevado, principalmente num cenário de aninho, de fazer esse tipo de triangulação, arbitragem, algum tipo de ganho nesse sentido daqui para frente.

Speaker #1: É isso, obrigado.

Speaker #3: Bruno, obrigado pelas perguntas. Esse novo patamar de despesas, principalmente nos dois itens que você mencionou, tem a tendência de continuar com eles nesses patamares.

Luciano Quartiero: Bruno, obrigado pelas perguntas. Esse novo patamar de despesas, principalmente nos dois itens que você mencionou, a tendência é continuar com eles nesses patamares. Eles fazem parte desse nosso novo modelo de ir ao mercado, está trazendo frutos e como eu comentei há pouco, a gente tem mais frutos pra colher nessa frente. Então aqui eu acho que não tem mais aumentos, mas tem uma tendência a manter o que nós temos hoje. Sobre o Paraguai, estrategicamente e de forma estrutural, ele tem uma competitividade de preços, ele tem um suprimento mais barato, tanto aqui pro Brasil quanto pra nossa operação chilena. Nós temos capturado isso ao longo desse nosso primeiro semestre deste ano, mesmo com os preços em queda. Os preços lá começaram a ter a recuperação também, como em todos os outros países, e isso ajuda com a margem e a rentabilidade da operação lá.

Speaker #3: Eles fazem parte desse nosso novo modelo de ir ao mercado para trazer frutos e, como eu comentei há pouco, a gente tem mais frutos para colher nessa frente.

Speaker #3: Então, aqui eu acho que não tem não tem mais aumentos, mas tem uma tendência a manter o que nós temos hoje. Sobre o o Paraguai, estrategicamente, né, e de forma estrutural, ele tem uma competitividade de preços, ele tem uma suprimento mais barato, tanto aqui para o Brasil quanto para a nossa operação chilena, nós temos capturado isso ao longo desse nosso primeiro semestre, deste ano, mesmo com os preços em queda, os preços lá começaram a ter a recuperação também como em todos os outros países, e isso ajuda com a margem e a rentabilidade da operação lá.

Speaker #3: E nós temos visto muitas oportunidades dentro do Paraguai de expansão que a gente tem acompanhado de perto. Não é o momento ainda da companhia de dar nenhum passo adicional lá, mas realmente tem mais oportunidades para serem exploradas.

Luciano Quartiero: Nós temos visto muitas oportunidades dentro do Paraguai de expansão, que a gente tem acompanhado de perto. Não é o momento ainda da companhia dar nenhum passo adicional lá, mas realmente tem mais oportunidades pra serem exploradas. Então, sobre esse tema de oportunizar e explorar o suprimento, que era uma das nossas teses quando fizemos o investimento, isso tem acontecido dentro do que nós esperávamos. Eu acho que isso é o que eu posso comentar. O plantio no Paraguai acontece antes do Rio Grande do Sul e do Uruguai. O plantio na nossa região foi pouco afetado, talvez aqui um pouco de sorte que não tivemos chuvas concentradas onde nós estamos geograficamente, mas como país, sofreu, sim, atrasos e o Paraguai teve uma redução de área importante nesse ano. Então isso acho que é uma referência, talvez, do que pode acontecer nas demais regiões aqui da América do Sul.

Speaker #3: Então, sobre esse tema de oportunizar e explorar o suprimento, que era uma das nossas teses quando fizemos o investimento, isso tem acontecido dentro do que nós esperávamos.

Speaker #3: Então, acho que isso é o que eu posso comentar, o impacto do El Niño lá. A SAF e o plantio no Paraguai acontecem antes do Rio Grande do Sul e do Uruguai. O plantio na nossa região foi pouco afetado, talvez aqui tivemos um pouco de sorte porque não tivemos chuvas concentradas onde nós estamos geograficamente, mas como país sofreu, sim, atrasos, e o Paraguai teve uma redução de área importante nesse ano.

Speaker #3: Então, isso acho que é uma referência, talvez, do que possa acontecer nas demais regiões aqui da América do Sul. Eram esses meus comentários, Bruno.

Luciano Quartiero: Eram esses meus comentários, Bruno. Se você quiser que eu complemente algum tema, fique à vontade.

Speaker #3: Se você quiser que eu complemente algum tema, fique à vontade.

Speaker #1: Não, está excelente, super claro. Obrigado, Luciano.

Bruno Tomazetto: Não, está excelente, super claro. Obrigado, Luciano.

Speaker #2: Nossa próxima pergunta vem do senhor Artur Devit, da XP. Senhor Artur, seu áudio está liberado.

[Company Representative] (Camil Alimentos): Nossa próxima pergunta vem do senhor Arthur Devite, da XP. Senhor Arthur, seu áudio está liberado.

Arthur Devite: Bom dia, Luciano. Bom dia, Flavio. Bom dia, Jennifer. Muito obrigado pela apresentação e pelas explicações. Eu gostaria de aprofundar em dois temas aqui. O primeiro deles, voltando um pouco ao internacional, eu gostaria de saber quais foram os fatores que vocês atribuem à expansão nos volumes, por exemplo, no Equador, no Chile. Entendo que tem uma questão de estratégia comercial, mas queria saber se também teve algum ganho de market share, se a indústria ficou mais favorável nesse trimestre. Então um color aqui seria bem-vindo. A minha segunda pergunta é sobre capacidade de utilização. Eu queria entender como está a capacidade de utilização atual da companhia e gostaria de também entender até quanto vocês conseguem expandir volumes sem fazer algum Capex relevante. Até para ajudar nessa trajetória de desalavancagem que nem vocês comentaram. Muito obrigado.

Speaker #1: Boa, Luciano. Bom dia, Flávio. Bom dia, Jennifer. Muito obrigado pela apresentação e pelas explicações. Eu gostaria de aprofundar em dois temas aqui. O primeiro deles é, voltando um pouco ao internacional, eu gostaria de saber quais foram os fatores que vocês atribuem à expansão dos volumes, por exemplo, no Equador, no Chile.

Speaker #1: Gostaria de entender, entendo que tem uma questão de estratégia comercial, né? Mas queria saber se também teve algum ganho de market share, se a indústria ficou mais favorável nesse trimestre.

Speaker #1: Então, color aqui seria bem-vindo. A minha segunda pergunta é sobre capacidade de utilização. Eu queria entender como está a capacidade de utilização atual da companhia e gostaria também de entender até quanto vocês conseguem expandir volumes sem fazer algum capex relevante, até para ajudar nessa trajetória de desalavancagem, como vocês comentaram.

Speaker #1: Está bom? Muito obrigado.

Speaker #3: Bom, Artur, obrigado pelas perguntas. O Equador e o Chile tiveram efeitos diferentes. No Equador, a gente teve um impacto grande no nosso volume de vendas por conta da queda de preço.

Luciano Quartiero: Arthur, obrigado pelas perguntas. O Equador e o Chile tiveram efeitos diferentes. No Equador, a gente teve um impacto grande no nosso volume de vendas por conta da queda de preço. O Equador funciona de uma forma um pouco diferente, que ele tem duas safras no ano, uma maior e uma menor, e a dinâmica do mercado dessas duas safras foi bem prejudicial para o nosso H1. Então nós perdemos muita competitividade, tentamos controlar muito o quanto a gente estava disposto a perder de rentabilidade versus volumes. Fizemos algumas escolhas ao longo do semestre e isso tende a normalizar e a gente recuperar essa competitividade agora ao longo do H2. Então comparando o H2 do ano anterior com o nosso H1, foram essas escolhas que a gente fez e a gente recuperou parte desse volume e vamos recuperar mais agora.

Speaker #3: O Equador funciona de uma forma um pouco diferente, pois tem duas safras no ano: uma maior e uma menor. E a dinâmica do mercado dessas duas safras foi bem prejudicial para o nosso primeiro semestre.

Speaker #3: Então, nós perdemos muita competitividade, tentamos controlar muito o quanto a gente estava disposto a perder de rentabilidade versus volume. A gente fez algumas escolhas ao longo do semestre, e isso tende a normalizar e a gente recuperar essa competitividade agora ao longo do segundo semestre.

Speaker #3: Então, comparando o segundo semestre do ano anterior com o nosso primeiro semestre, foram essas escolhas que a gente fez e a gente recuperou parte desse volume, e vamos recuperar mais agora.

Speaker #3: O Chile, lá tem um tema muito específico, que é o diferencial de preço entre o produto de produção chilena e o produto importado, né? São duas variedades de arroz diferentes.

Luciano Quartiero: O Chile tem um tema muito específico, que é o diferencial de preço entre o produto de produção chilena e o produto importado. São duas variedades de arroz diferentes. Para simplificar, metade do arroz vendido no Chile é produção chilena, a outra metade costuma ser importado. Com essa queda de preço que aconteceu nos demais países e lá também no Chile, nós tivemos um aumento da diferença de preço entre essas duas variedades muito grande. Isso impactou um pouco a nossa venda ao longo do ano passado e com a diminuição ao longo desse ano, desse gap, isso abriu espaço para a gente fazer essa nossa recuperação das vendas.

Speaker #3: É como se fosse assim, para simplificar: metade do arroz vendido no Chile é produção chilena, a outra metade costuma ser importada. E com essa queda de preço que aconteceu nos demais países e lá também no Chile, nós tivemos aumento da diferença de preço entre essas duas variedades, muito grande.

Speaker #3: Isso impactou pouco a nossa venda ao longo do ano passado, e com a diminuição ao longo desse ano desse gap, isso abriu espaço para a gente fazer essa nossa recuperação das vendas.

Speaker #3: Então, são dois temas muito específicos. Mas eu acho que a mensagem, para tentar simplificá-la aqui, é que essa recuperação dos preços acaba trazendo a nossa competitividade de forma bem generalizada entre os países e ajudando nessa recuperação da rentabilidade e dos volumes de vendas.

Luciano Quartiero: Então são dois temas muito específicos, mas eu acho que a mensagem, para tentar simplificar ela aqui, é que essa recuperação dos preços acaba trazendo a nossa competitividade de uma forma bem generalizada entre os países e ajudando nessa recuperação da rentabilidade e dos volumes de vendas. Sobre a capacidade de utilização, elas são diferentes entre as categorias. Nós temos categorias como arroz, por exemplo, que a nossa capacidade de utilização está ao redor de 77%, 76%, então tem um potencial de crescimento aqui de 25%, talvez. Temos outras como massa, biscoitos, que beiram 40%, 50%. Café, a gente está usando mais ou menos 60%. Então eu diria que todas elas, em todos os países, nós temos capacidade para crescer 30% sem precisar de investimentos adicionais de expansão. Esse menor volume de Capex deve durar por pelo menos 2 anos e meio, talvez 3 anos.

Speaker #3: Sobre a capacidade de utilização, elas são diferentes entre as categorias, né? Nós temos categorias como arroz, por exemplo, que a nossa capacidade de utilização está ao redor de 77%, 76%, então tem potencial de crescimento aqui de 25%, talvez.

Speaker #3: E temos outras como massa, biscoitos, kibe, arroz, 40%, 50%. Café, a gente está usando mais ou menos 60%. Então, eu diria que todas elas e todos os países, nós temos capacidade para crescer 30% sem precisar de investimentos adicionais de expansão.

Speaker #3: Então, esse menor volume de capex deve durar por pelo menos dois anos e meio, talvez três anos. Era esse meu comentário aqui, Artur.

Luciano Quartiero: É esse meu comentário aqui, Arthur.

Speaker #1: Perfeito. Muito obrigado, pessoal.

Arthur Devite: Perfeito, muito obrigado, pessoal.

Speaker #2: Nossa próxima pergunta vem da senhora Laura Hirata, do Santander. Senhora Laura, o seu áudio está liberado.

[Company Representative] (Camil Alimentos): Nossa próxima pergunta vem da senhora Laura Hirata, do Santander. Senhora Laura, o seu áudio está liberado.

Laura Hirata: A safra nos países asiáticos e como isso pode ajudar aqui os países da América do Sul que vocês operam. A minha segunda pergunta seria também-

Speaker #4: A países asiáticos e como isso pode ajudar aqui os países da América do Sul onde vocês operam. E aí, minha segunda pergunta seria também:

Speaker #3: Laura, você pode repetir? Porque eu acho que cortou aqui. Acho que a gente não pegou o início. Se você puder repetir na íntegra dele.

Luciano Quartiero: Laura, você pode repetir? Porque acho que cortou aqui, acho que a gente não pegou o início. Se você puder repetir na íntegra, fica à vontade.

Speaker #4: Claro, claro. Bom, a minha primeira pergunta era em relação ao aumento da produção global de arroz, né? Então, pensando nesse cenário de crescimento, e aí, não só impactando as produções aqui na América do Sul, mas também, principalmente, no Sudeste Asiático, queria entender melhor como vocês enxergam a demanda por arroz nas regiões em que operam, né?

Laura Hirata: Claro. Bom, a minha primeira pergunta era em relação à supply and demand de arroz global. Pensando nesse cenário de El Niño, não só impactando as produções aqui na América do Sul, mas também principalmente no Sudeste Asiático, queria entender melhor como que vocês enxergam a demanda por arroz aqui das regiões que vocês operam. Pensando num cenário de talvez alguma quebra de safra na Índia ou na Tailândia, uma eventual política mais restritiva às exportações desses países, e como que vocês imaginam que os países que vocês atualmente operam deveriam se beneficiar disso. A minha segunda pergunta seria em termos de alavancagem. Vocês comentaram um pouco sobre algumas iniciativas que vocês têm em mente, tanto orgânico quanto de uma forma mais inorgânica, mas eu queria voltar ao ponto que vocês comentaram sobre reavaliação de ativos. Vocês comentaram que alguns ativos não rentabilizam.

Speaker #4: Pensando em um cenário de uma possível quebra de safra na Índia ou na Tailândia, uma eventual política mais restritiva às exportações desses países, como vocês imaginam que os países onde vocês atualmente operam deveriam se beneficiar disso?

Speaker #4: E aí, minha segunda pergunta seria em termos de alavancagem, né? Então, vocês comentaram um pouco sobre algumas iniciativas, né, que vocês têm em mente, tanto de forma orgânica quanto de uma forma mais inorgânica.

Speaker #4: Mas eu queria voltar ao ponto que vocês comentaram sobre reavaliação, né, de ativos. Então, vocês comentaram que alguns ativos não rentabilizam. E aí, se vocês puderem compartilhar, né, de forma talvez qualitativa, quais são os critérios que vocês consideram nessa frente específica. Se é algo mais relacionado à capacidade ociosa, né, desses ativos, ou se é mais relacionado ao networking capital para que eles rodem, ou algo relacionado a despesas de vendas também para você conseguir operar nessas localidades.

Laura Hirata: Se vocês puderem compartilhar, de forma talvez qualitativa, quais são os critérios que vocês consideram nessa frente específica, se é algo mais relacionado à capacidade ociosa desses ativos, ou se é mais relacionado à net working capital para que eles rodem, ou algo relacionado à despesas de vendas também para você conseguir operar nessas localidades. Seriam essas minhas perguntas. Obrigada.

Speaker #4: Seriam essas minhas perguntas. Obrigada.

Speaker #3: Está bom. Obrigado pelas perguntas, Laura. Eu acho que, falando aqui sobre o preço internacional, obviamente que tem que, por exemplo, a safra americana foi 23% menor. Isso já traz um impacto nos preços internacionais.

Luciano Quartiero: Tá bom. Obrigado pelas perguntas, senhora Laura Hirata. Eu acho que falando aqui sobre o preço internacional, por exemplo, a safra americana foi 23% menor, isso já traz um impacto nos preços internacionais. Talvez hoje o maior limitador à alta nos preços internacionais seja a Índia, que ela tem um volume de estoques muito grande e não está claro o que ela vai fazer com esse volume de estoque. O quanto que eventualmente eles vão segurar para manter preços baixos no mercado interno, ou quanto que eles vão querer aumentar o volume que eles exportam.

Speaker #3: Talvez hoje o maior limitador à alta nos preços internacionais seja a Índia, que tem um volume de estoques muito grande e não está claro o que ela vai fazer com esse volume de estoque.

Speaker #3: Então, o quanto que eventualmente eles vão segurar para manter preços baixos no mercado interno, ou quanto que eles vão querer aumentar o volume que exportam.

Speaker #3: Então, acho que a grande dúvida hoje é realmente qual será o comportamento da Índia, e esse é o único fator que pode limitar a alta de preço, porque o que está acontecendo aqui na América do Sul, essa alta de preço, também tem acontecido ao redor do mundo. Só que aqui a gente não tem nenhum país com grande estoque.

Luciano Quartiero: Eu acho que a grande dúvida hoje é realmente qual será o comportamento da Índia, e esse é o único fator que pode limitar a alta de preço, porque o que está acontecendo aqui na América do Sul, dessa alta de preço, também tem acontecido ao redor do mundo, só que aqui a gente não tem nenhum país com grande estoque. Talvez esse seja o único senão e ponto de atenção, e que nós temos acompanhado no mercado internacional, que isso, de certa forma, pode melhorar ainda mais o nosso cenário, principalmente para nossa operação uruguaia. Eu acho que, apesar de curto, esse é o principal ponto do mercado internacional. Com relação à nossa reavaliação de ativos, aqui são alguns ativos imobiliários que a companhia já vinha há algum tempo tentando.

Speaker #3: Então, talvez esse seja o único senão e ponto de atenção, e que nós temos acompanhado no mercado internacional. Isso, de certa forma, pode melhorar ainda mais o nosso cenário, principalmente para a nossa operação uruguaia.

Speaker #3: Então, acho que esse é, apesar de curto, o principal ponto do mercado internacional. Com relação à nossa reavaliação de ativos, aqui são alguns ativos imobiliários que a companhia já vinha há algum tempo tentando vender. Alguns já estavam definidos para serem vendidos, né?

Luciano Quartiero: Alguns já estavam definidos serem vendidos, ou um terreno de uma planta que a gente desativou, ou essa planta menor, que foi o caso exclusivo de Dom Pedrito. Nós temos um CD próprio que a companhia tem avaliado se faz sentido continuar com esse CD, que tem uma pequena planta, então se a gente pode operar isso num regime de aluguel. As outras avaliações que nós temos feito estão mais ligadas aos futuros impactos da Reforma Tributária. Ela vai ser implementada ao longo dos próximos anos, então tem alguns ativos muito específicos que perdem o sentido de ser com a Reforma. Então essas são as principais avaliações que a companhia está fazendo. Nós não estamos considerando vender nenhum segmento, nenhuma empresa adquirida. Realmente são ativos menores, como esses exemplos que eu acabei de dar aqui dentro da nossa operação.

Speaker #3: O terreno de uma planta que a gente desativou, ou essa planta menor, que foi o caso exclusivo de Dom Pedrito, nós temos CD próprio, que a companhia tem avaliado se faz sentido manter, continuar com esse CD que tem uma pequena planta, ou se a gente pode operar isso num regime de aluguel.

Speaker #3: E as outras avaliações que nós temos feito estão mais ligadas aos futuros impactos da reforma tributária. Ela vai ser implementada ao longo dos próximos anos, então tem alguns ativos muito específicos que perdem o sentido de ser com a reforma. Então essas são as principais avaliações que a companhia está fazendo.

Speaker #3: Nós não estamos considerando vender nenhum segmento, nenhuma empresa adquirida. Realmente, são ativos menores, como esses exemplos que eu acabei de dar aqui dentro da nossa operação.

Speaker #4: Você. Laura, muito obrigado.

Luciano Quartiero: Aprofundar um tema, mas de forma muito direta, é isso que nós estamos fazendo.

Speaker #3: Vamos falar de tema, mas de forma muito direta. É isso que nós estamos fazendo.

Speaker #4: Não, ficou super claro. Muito obrigada. Muito obrigada, pessoal.

Laura Hirata: Não, ficou superclaro. Muito obrigada, pessoal.

Speaker #2: Lembrando que, para fazer perguntas, basta clicar em "Levantar a mão". A nossa próxima pergunta vem do senhor Rodrigo Bicalho, da Parames Capital, por escrito.

[Company Representative] (Camil Alimentos): Lembrando que para fazer perguntas, basta clicar em "Levantar a Mão". A nossa próxima pergunta vem do senhor Rodrigo Bicalho, da Paramos Capital, por escrito: "Podem discorrer um pouco sobre a dinâmica de capital de giro na comparação anual? Esperávamos uma liberação um pouco maior. Além disso, podem discorrer sobre a capacidade ociosa como um todo?

Speaker #2: Podem discorrer um pouco sobre a dinâmica de capital de giro na comparação anual? Esperávamos uma liberação um pouco maior. Além disso, podem discorrer sobre a capacidade ociosa como um todo?

Speaker #3: Sobre falar pouco sobre o capital de giro, né? Acho que o quem acompanha a gente aqui bastante tempo, né, entende que a gente tem uma sazonalidade grande, né, em que a gente tem o primeiro e o segundo trimestre a gente tem uma construção do capital de giro, e daí isso vai até o terceiro e depois no quarto trimestre, à medida que você tem a redução grande dos estoques, né, muito puxado principalmente pela parte do arroz e também pela parte do pescado, isso faz com que tenha uma liberação de caixa grande, e a gente tem uma redução grande no nosso índice de alavancagem, né, por conta da redução ali da dívida líquida.

Flavio Vargas: Sobre falar um pouco sobre o capital de giro, acho que quem acompanha a gente aqui há bastante tempo, entende que a gente tem uma sazonalidade grande. A gente tem o primeiro e o segundo trimestre, a gente tem uma construção do capital de giro e isso vai até o terceiro e depois no quarto trimestre, à medida que você tem a redução grande dos estoques, muito puxado principalmente pela parte do arroz e também pela parte do pescado, isso faz com que tenha uma liberação de caixa grande e a gente tenha uma redução grande no nosso índice de alavancagem, por conta da redução da dívida líquida.

Speaker #3: Eu acho que, quando você olha aqui, talvez para esse trimestre, comparando principalmente ano contra ano, tem um efeito específico, que a partir desse ano, a gente tem a consolidação da operação que a gente comprou no Paraguai, que é a Vila Oliva.

Flavio Vargas: Eu acho que quando você olha aqui, talvez para esse trimestre, comparando principalmente ano contra ano, tem um efeito específico, que a partir desse ano a gente tem a consolidação da operação que a gente comprou no Paraguai, que é a Villa Oliva. Então só isso representa um capital de giro adicional, que não estava no balanço do ano passado, de BRL 150 milhões. Mas a dinâmica que acontece todo ano é como eu tinha descrito agora há pouco. Sobre o tema da capacidade ociosa, eu acho que o Luciano Quartiero acabou de tratar, que veio a pergunta da senhora Laura Hirata, que basicamente a gente tem um espaço para crescimento ainda relevante nos próximos anos, sem ter que fazer grandes investimentos.

Speaker #3: Então, só isso representa capital de giro adicional que não estava no balanço do ano passado de R$150 milhões. Mas a dinâmica que acontece todo ano é como eu tinha descrito ali agora há pouco.

Speaker #3: Sobre o tema aqui da capacidade ociosa, eu acho que o Luciano acabou de tratar ali que veio a pergunta aqui da Laura, que basicamente a gente tem uma espaço para crescimento ainda ainda relevante nos próximos anos, sem ter que fazer grandes investimentos.

[Company Representative] (Camil Alimentos): A sessão de perguntas e respostas está encerrada. Agradecemos a participação de todos e tenham um bom dia.

Browse all earnings call transcripts

Q2 2026 Camil Alimentos SA Earnings Call

Demo
CAML3

Camil Alimentos SA

Earnings

Q2 2026 Camil Alimentos SA Earnings Call

CAML3

Friday, October 9th, 2026 at 2:00 PM

Transcript

No Transcript Available

No transcript data is available for this event yet. Transcripts typically become available shortly after an earnings call ends.

Want AI-powered analysis? Try AllMind →

Earnings analysis guides

Methods for extracting KPIs and checking source support when reviewing an earnings call.

Browse all earnings calls